Anos Perdidos - HellsPawns

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Anos Perdidos - HellsPawns

Mensagem  Guima em Sab Jun 24, 2017 10:30 pm

O ano é 1995, dc. 23:59

As portas do oitavo circulo foram escancaradas. Al Simmons venceu Malebolgia tornando-se um pária. Ele não obedece mais o inferno, mas tambem não está ao lado do céu. Mas as consequencias do ato de Al foram desastrosas. Abdicando-se do trono do oitavo circulo e sem ninguem com poder suficiente para tomar o lugar de Malebolgia, as hordas infernais e outros 99 Hellspawns viram nisso a oportunidade perfeita para fugirem das agruras do inferno.

Afinal ao contrario do que muitos ditados que se dizem na terra: Não, o inferno não é um bom lugar para se estar. A não ser que você seja um lorde infernal, o inferno é sofrimento, agonia, dor e medo constante. E na primeira oportunidade de poder fugir, sim você fugiria sem pensar duas vezes... E foi o que aconteceu.

Alguns desses fugitivos, não vou mentir, logo estarão de volta ao Inferno. É da natureza deles propagarem o mal. Mas alguns desses pensarão que nisso como uma segunda chance. Principalmente os HellsPawns. Igual ao seu caso meu amigo. Você achou que poderia voltar para sua familia, mas veja quantos anos se passaram desde que você se tornou um Hellspawn, duzentos anos. Seu traje o trouxe até esse cemitério onde eles estão enterrados. Me diga, o que uma aberração como você acha que pode fazer nos dias atuais? Seu pacto já não vale mais nada... você não tem mais valor, nem na terra e nem no inferno. Seus sentimentos podem até serem nobres mas suas ações não condiziam com isso não é mesmo? Afinal se você fosse realmente uma boa pessoa não estaria na situação que está agora. Você está chorando? Eu sinto muito, mas se isso te traz algum conforto saiba que sua familia está em um bom lugar agora. Você poderia estar ao lado deles nesse exato momento mas você não pode reclamar, suas decisões te trouxeram aqui.

Descanse em paz.

Litha faz o sinal da cruz e então nuvens pesadas preenchem o céu de Nova Iorque. Uma chuva pesada começa a despencar do céu sem nenhum trovão, como se o céu estivesse chorando. O HellsPawn abatido se transforma numa bolha disforme de necroplasma e Litha absorve a energia abrindo uma ampulheta mistica. Ela abre suas asas e majestosamente abre voo contra a chuva. Há 98 Spawns na terra neste exato momento.

Off: Pessoal podem escrever o post inicial de vocês neste topico. Considerem o ano da data da morte de vocês até a data atual que é 1995. Voces não ficaram vagando pela terra todo este tempo. Quando fizeram a parte do seu pacto vocês desceram ao inferno e ficaram la sofrendo as agruras até pelo dia da batalha do armageddon, mas o armageddon foi adiado e agora vocês estão livres. Para facilitar eu vou considerar que o traje simbiotico que cada Spawn possui os atualizou até a data atual. Tipo uma retroalimentação de memoria, imagens e etc...como uma aula de historia num video rapido, claro que vocês podem ser criativos e complementarem isso. Eu gostaria que o post inicial de vocês fossem em algum lugar de que alguma forma seja familiar para vocês de alguma forma, mesmo que seja em Nova Iorque e em 1995. Um exemplo seria o Samurai do Nasin se encontrar num bairro niponico "Little Tokyo" ou algo do tipo.

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Re: Anos Perdidos - HellsPawns

Mensagem  Ricardo Sato em Dom Jun 25, 2017 9:23 pm



O coroinha passava a vassoura no chão atrás de mim,a catedral estava vazia e o eco de seus passos chegava a mim claramente,era estranho o quanto o mundo havia mudado,mas não tanto quanto eu havia mudado,quem diria,eu que tenho prova absoluta da existência de deus....e de seus adversários perdi minha fé.

Na verdade talvez seja mais do que isso,eu troquei o temor pelo lorde por real temor de encontrá-lo,sou maldito,fiz o trabalho do demônio e agora sequer tenho essa desculpa,deveria entregar-me a sua justiça e misericórdia...mas não acredito que misericórdia exista,EU existo e pretendo continuar assim....pela terceira vez maldito,iludido por um feitiço que roubou-me o coração,amaldiçoado por meu próprio desejo de proteger tal feitiço e agora não-penitente de minha existência maldita.

Mas isso não quer dizer que o mal tenha me engolido...quem sabe mesmo um maldito possa fazer a obra de deus,ou que deus deveria estar fazendo,quem sabe por minha ação algum inocente não possa ser poupado do martírio,em especial do meu martírio...dessa vez não matarei em nome de deus OU do diabo,que se faça a minha justiça...amém.

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Re: Anos Perdidos - HellsPawns

Mensagem  Leo Rocha em Qua Jun 28, 2017 3:14 pm

Então esse era o tal "progresso"?
As estradas de ferro vieram e deram lugar a esses tais de metrôs. As ruas estão cobertas de máquinas e as pessoas perderam a noção de comunidade. Não só disso,perderam também as noções de decência, companheirismo e de trabalho duro.
Mas uma coisa parece persiste ao longo dos tempos: a predisposição que alguns homens tem em levar o mal a quem não tem como se proteger.
Eu sei porque passei minha vida lutando contra esses homens. Morri nas mãos deles e vendi minha alma para poder pegá-los.
Agora, sou um proscrito. Renegado por Deus e prometido ao demônio. Um demônio que foi derrotado. Morto.
E o que isso quer dizer agora?
Eu não sei... E andar por essas ruas imundas e escuras não ajuda em nada..

Um grito, entre tanto barulho, mas eu o ouvi.
Uma mulher.
As pessoas andam mais rápido na direção contrária e isso me enoja.
Eu me lanço na direção do grito e vejo a mulher: seus cabelos loiros desarrumados após ser jogada contra o chão, o chapéu de vaqueira caído ao lado e o lábio sangrando. A blusa, pequena demais para as mulheres que conheci no meu tempo, valorizava seus seios. Eu me lembro de Sarah... E isso me deixa mais irritado...
Eles são 5. Por pouco tempo...

Eu salto, caindo atrás da garota e de frente pra eles.

Arrow Estupradores são a pior raça... Saquem!

Dois tiros. Duas mortes.
As correntes cuidam de mais dois.
O último se ajoelha chorando e pedindo perdão. Odeio covardes.

A garota desmaiou. Sorte dela. Isso a poupou de ver coisas bem ruins...
Eu a deixei numa rua próxima.
Será que eu estou livre para levar a justiça mais uma vez a esse mundo?

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Re: Anos Perdidos - HellsPawns

Mensagem  Guima em Sex Jul 07, 2017 7:23 pm

Gabriel Allende

Em silencio, Gabriel Allende estava numa igreja orando pela alma das pessoas que amava. Ele decidira usar essa segunda chance que obtivera a fazer sua propria justiça. Servindo a si mesmo ao invés de Deus ou o Diabo. Mas a igreja lhe trazia um pouco de paz, talvez fosse a criação que ele teve antes de se tornar uma Cria do Inferno ou talvez de uma certa forma, embora tenha servido ao inferno mesmo que contrariado havia em seu amago algo de bom. Mas os anos haviam se passado, e o mundo mudou muito. Evoluiu... Era estranho ver aquela igreja tão grande e imponente vazia daquele jeito. O que tinha acontecido com a humanidade afinal?

O coroinha passava a vassoura na igreja bem atrás do banco onde Gabriel estava. O garoto pensou em pedir licença para o mesmo para varrer o local onde estava mas a aura negra de quem ficou algum tempo no inferno era grande e isso afugentou o garoto que foi correndo em direção ao sacrario. Gabriel estranhou a atitude do garoto mas decidiu não intervir, porem de uma hora pra outra um sopro gelido tomou a igreja fazendo as chamas das velas tremularem ao ponto de quase se apagarem. Então Gabriel entendeu o medo que sentiu emanar do garoto...


Olha lá irmãos... um desgarrado. E qual o primeiro lugar que esse maldito visita primeiro? Uma igreja... Que piada dos infernos... Venham, vamos arrasta-lo novamente para o inferno... hahaha

Gabriel ouve a voz arranhada de um dos três demônios que certamente estavam em seu rastro. Saindo das sombras eles se aproximam de Allende, com o cheiro tipico de exofre....


Wild Gun

Tudo acontece muito rapido. Rapido demais até para a mente de William Gunther absorver. Quando ele se dá por si ele estava na terra mais uma vez. O que eram aqueles corpos caidos sem vida no chão? E aquela garota? O que ela estava fazendo ali desmaiada? A mente de Wild Gun processava a cena e num rompante sua cabeça explode numa sequencia rapida de imagens.

Dois tiros. Polvora infernal queimando o ar. Chumbo em brasa explodindo em carne e ossos. Visceras. Sangue. Dor. Arrependimento. Morte.

BLAM! BLAM!

Não estava mais no "velho oeste" mas Will logo percebeu que certas coisas nunca mudam. Nunca mesmo. O mal no coração dos homens era como se fosse uma sina. Ele fez o pacto com o cara errado e no momento errado... Mas porque ele estava na terra sendo que aquele lugar já não era mais seu por direito? Teria conseguido mais uma vez o direito de fazer justiça, sua justiça? Um sorriso vil se desenhou por debaixo da mascara do Xerife Infernal. O cheiro de polvora inundou suas narinas e ele gostou de sentir o cheiro das suas pacificadoras fazendo o que elas faziam de melhor. Retribuição. Era isso o que esse novo mundo precisava...

O traje simbiotico de Will "farejou" a maldade nos meliantes mortos. E o rastro de maldade veio de um lugar não muito longe dali... O traje então levou Will até o local onde os caras que ele executara sairam... Devils Night era o nome do bar. Sugestivo até. Lé dentro Will sentiu o cheiro da podridão humana...E tambem pode notar que a garota que ele salvara tinha roupas parecidas com as das garçonetes do local. A presença de Wild Gun chamou a atenção de todos que estavam ali. Principalmente de um bando de homens que jogavam bilhar numa das mesas no canto... eles tambem usavam roupas parecidas com as dos caras que tentaram estuprar a pobre moça...


- Hey cara - Disse um deles - Halloween já passou. E caso não tenha notado o aviso na porta, hoje é a noite dos Hell´s Angels... então cai fora antes que o caldo engrosse pro seu lado.

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Re: Anos Perdidos - HellsPawns

Mensagem  Ricardo Sato em Sab Jul 08, 2017 1:00 pm



Terminava de rezar,pensava se tinha fé ou se apenas era muito cabeça dura...provavelmente os dois,imagens de Sofia e Ava retornavam a minha mente,como faziam a séculos,teria eu sido mais feliz se tivesse abraçado a corrupção naquela época e não mais tarde como fiz?
Tinha tanto ódio...e amor,agora só resta a saudade,acho que é a única coisa humana em mim,infinita saudade,nem arrependimento me restou.


"Sua fé costumava lhe dar coragem meu amor...não pesadelos."


"Os homens também podem salvar a si mesmos e aqueles que os rodeiam,cunhado.
Como você nos salvou..."


É quando o coroinha corre e eles chegam...demônios caçadores,mais uma vez atrás de minha alma,pena pra eles que não tenho mais uma e que sei hoje como me defender deles tão bem quanto sabia matar soldados.Curvado sobre os bancos da frente eles pouco podem ver de mim,eles não vêem o sangue que goteja no chão até tornar-se meu manto...Ankharosh é como chamo o simbionte,não que espere respostas e não que outros Hellspawns os nomeiem,isso é algo meu,achei certo dar a meu companheiro de danação um nome.Ankharosh não duvida,não tem saudade,apenas age em prol de nossa segurança e da destruição de nossos inimigos.

9 protuberâncias saem da extremidade da capa,como serpentes furtivas indo em direção a meus inimigos sorrateiramente,em algum ponto os filetes vermelhos transformam-se,de sua laterais saltam grandes espinhos como se fosse um arame farpado,para cada um dos demônios três saltam do chão e atacam ...dor e prisão ao mesmo tempo,como foi meu tempo no inferno.

Então eu salto,num movimento que deveria ser impossível mas que me parece fácil,flutuo até as costas deles,o movimento repentino faz com que os tentáculos que estavam sob os bancos da catedral os puxem e os arremessem contra os demônios pela frente....em suas costas as lâminas saltam sedentas,não há mais a face de Allende,apenas a máscara da morte...veloz e impiedosa,só um Hellspawn.

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Re: Anos Perdidos - HellsPawns

Mensagem  Leo Rocha em Qua Jul 12, 2017 12:34 pm

O mal tem um cheiro característico. Assim como a morte tem o aroma de flores murchas e o amor o de rosas recém-abertas, o mal possui um fedor que empesteia todo ambiente, apodrecendo tudo que alcança.
Eu sei porque eu farejo esse fedor há séculos.
A tanto tempo, que hoje em dia ele também faz parte de mim.

Eu sigo o cheiro que faz uma trilha até o lugar de onde aqueles canalhas vieram. Um saloon com o nome do demônio. Parece uma ironia macabra, mas se essa era a noite do demônio, eu iria levar aos convidados um pouco da hospitalidade do anfitrião...

Entrando no lugar vejo um bando de homens com as mesmas vestimentas do lixo que encontrei no beco. Vejo também outras mulheres, semelhantes à que salvei. Uma delas passa ao meu lado com uma bandeja e se assusta ao me ver. Eu pego um dos copos que ela carregava. Uma bebida forte, que tentava imitar um wishky.

Nessa hora, um dos canalhas do bando diz:

Arrow Hey cara! Halloween já passou. E caso não tenha notado o aviso na porta, hoje é a noite dos Hell´s Angels... então cai fora antes que o caldo engrosse pro seu lado.

Uma das correntes acerta a garganta do homem, o segurando no ar por um instante, antes de soltar. Mas não é assim que eu quero. Não é assim que eu devo fazer... Eu dou o comando para que as correntes se recolham e digo:

Arrow Anjos do inferno... Nome apropriado... Meu nome é William Wild Gun. E eu vim trazer retribuição a este lugar. Se as senhoritas puderem sair, eu irei lhes mostrar o que uma cria do inferno pode fazer a um bando de desgraçados como vocês.

As mãos estão a um segundo de sacar minhas pacificadoras.
Esta noite, estes homens receberão seu pagamento por uma vida a serviço do mal.

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Re: Anos Perdidos - HellsPawns

Mensagem  Guima em Qui Jul 20, 2017 7:32 pm

Allende.

Os demonios lançam-se na direção de Gabriel Allende. Rapidos e brutais eles golpeiam o Hellspawn com violencia, mas o Hellspawn tambem se defende com suas laminas sedentas por sangue.

Por fim os demônios sucumbem fronte a ira do Hellspawn e perecem no chão transformando-se em uma nuvem de enxofre e necroplasma.... O necroplasma expelido pelos demônios mortos é absorvido pelo traje simbiótico de Allende. O hospedeiro sente o seu traje deliciar-se com o necroplasma do inimigo abatido... Allende estranha aquela natureza nunca antes sentida. Porem sente também que a medida que o traje absorvia o necroplasma, seus ferimentos também eram curados e sua fonte de energia recuperada...

Mas antes de pensar sobre a recente descoberta a porta da igreja se abre vagarosamente. Diante dela uma bela mulher aparece. Ela era ruiva e estava com parte do rosto oculta por um lenço. Em suas mãos Allende observou duas laminas curvas. Ela fitou Allende bem nos olhos. E ele sentiu a fúria celestial emanar da mulher.


- Você conspurca esse solo sagrado Cria do Inferno. Você macula este local com esse sangue sujo de seus iguais numa briga por um poder imundo. Prepara-te pois esta noite você encontrará o seu fim.

Brandindo as laminas, ela posiciona suas espadas curvas a sua frente na forma de um X.


Wild Gun.


Quando Wild Gun termina de dizer ao que veio fazer no bar, as mulheres que ali estavam sairam correndo pelas portas dos fundos sobrando apenas a gangue de motoqueiros e outros curiosos. As mãos de Wild Gun estavam avidas para sacar seus revolveres, mas a gangue estava em maior numero e em questão de segundos todos os membros da gangue, que eram cerca de trinta homens cercaram o HellsPawn apontando seus revolveres, pistolas e metralhadoras na direção de Wild Gun.

Mas antes que algum dedo nervoso disparasse o primeiro tiro, o líder da gangue se aproximou sorrindo e disse:

Cara, eu não vou negar. Eu gostei do seu estilo. Você tem uma marra, uma panca. Da pra sentir no ar que você não ta brincando. Mas a gente também não. Outra coisa, eu não sei se você reparou... mas esse é um bar para motoqueiros e dadas suas vestes você se assemelha mais a um vaqueiro. Nada contra... mas procura sua laia antes que a casa caia pra você.

O líder abre sua jaqueta, e Wild Gun escorrega sua mão pra um dos cabos de seus revolveres. A gangue então engatilha suas armas. A situação fica tensa...

- Calma pessoal, calma. Eu só vou pegar um cigarro - O líder tira de um dos seus bolsos internos um cigarro camel. Ele sacode o maço até que um cigarro desliza pela abertura e com a boca ele puxa o mesmo. Como alguém que não queria nada ele começa a se tatear procurando algo em seus bolsos.

- Puta que pariu... eu esqueci meu isqueiro, alguém ai teria... FOGO!

A ultima palavra era o gatilho que a gangue esperava para poder atirar contra Wild Gun. Centenas de disparos foram efetuados contra o Xerife demoníaco... As balas atravessaram o seu corpo como uma peneira. Necroplasma verde escorria pelos furos dos projeteis.

O líder da gangue sorria enquanto o corpo de William era castigado pelas balas. Ele não duraria um trago do seu cigarro...

Mas ao fim do trago, o corpo esburacado de Wild Gun mantinha-se em pé. Como se aquele massacre que estraçalharia um homem comum não passasse apenas de um contratempo.

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Re: Anos Perdidos - HellsPawns

Mensagem  Ricardo Sato em Qui Jul 20, 2017 10:22 pm



A batalha termina,espanta-me a voracidade de Ankharosh,me preparo pra partir quando a porta se abre e novo desafio se apresenta,fúria "divina" em seus olhos,não a subestimo mas tão pouco me intimido,seculos atrás já havia visto mais fúria....em meu próprio reflexo.Curvo-me em uma leve reverência sempre a olhando nos olhos e atento a seus movimentos.

Veja bem....senhorita?

Indago por seu nome,embora não espere respostas,aguardo por um instante e falo calmamente.

Sagrado ou não,creio ter frequentado tais lugares a mais tempo do que a senhorita,também me lembro de ter de atacar outros seres apenas pelo que eles eram e não por suas ações e para mim jamais fôra muito agradável...não é meu desejo lutar contra aqueles que não se mostraram merecedores de minha justiça,gostaria que me deixa-se passar.

Mas caso insista nesse combate fútil eu também gostaria de evitar derramamento de sangue aqui,por mais que não acredite que o senhor esteja presente ao nosso redor......creio ter visto um prédio vazio a algumas quadras daqui.Mas claro se desejar.....


Movo meus braços imitando os movimentos dela,as minhas lâminas se cruzam a minha frente também em um X.

....podemos realizar a dança do diabo agora mesmo,pois saiba que sua violência vem de você e dos pecados inerentes a mortalidade,por muito tempo vi pessoas clamando que sua fúria era pela causa do senhor e a muito tempo deixei de acreditar que um deus que exija tantas mortes seja digno de oração.Deixe-me passar em paz ou então que abracemos nós dois nossos pecados.

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Re: Anos Perdidos - HellsPawns

Mensagem  Leo Rocha em Sex Jul 28, 2017 5:27 pm

As balas atravessam meu corpo. E mesmo nesse estado, ainda doem. Eles preferiram usar de covardia ao invés de aceitar um duelo justo. Pior pra eles... Isso só serve para aumentar a minha ira e a convicção de que eles não merecem piedade no que está por vir...
Eu me ajeito, retomando a postura. Não vou cair na frente destes trastes.
Eu olho para o meu corpo e vejo os buracos e o necroplasma saindo. Olho em volta e vejo cada um dos canalhas tão surpresos quanto cachorro que alcança a carroça que perseguia. O líder ainda está com o cigarro apagado na boca. Eu me aproximo caminhando devagar e olhando lentamente pra cada um deles. Paro em frente ao canalha líder e digo:

Arrow Me deixa ajudar com o fogo...

Uma rajada de energia necroplásmica sai da minha boca atingindo o rosto do homem, que se contorce e cai em agonia. Eu sorrio. Em seguida, começo a disparar, andando pelo bar e mirando em tudo que se mexia. Não havia inocentes ali e era hora de cada um deles prestar contas de seus pecados...

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Re: Anos Perdidos - HellsPawns

Mensagem  Guima Ontem à(s) 9:44 pm

Wild Gun

A resposta para Wild Gun foi a altura. Um "vomito" de necroplasma atingiu o rosto do líder da gangue em cheio. Sua carne queimou por inteiro e pedaços de seu rosto começaram a descolar de seus ossos até chegar ao crânio. Não podendo gritar pois não havia mais cordas vocais, o líder tombou no chão morto com sua caveira sorrindo eternamente para a morte.

Depois William sacou seus revolveres e o que seguiu-se foi um verdadeiro massacre. As balas atingiam seus alvos com precisão e ele não precisou mais do que um disparo para cada alvo. Rápido e mortal em poucos segundos Will era o único em pé no local. Era o que o Wild Gun achava... Num canto escuro do bar, uma figura sombria observava toda aquela ação.

Ele se levanta e caminha em direção de Wild Gun. Sua aparência era grotesca. Seu corpo parecia estar num estado decrépito. Seus olhos brilhavam com uma intensidade azulada bruxuleante e a parte inferior do seu rosto estava coberta com um tipo de pano que alongava-se num tipo de túnica ou capa. Ele se apresenta a Wild Gun


- Você fez um belo trabalho aqui. Mas você sabia que matando assassinos dessa maneira a sangue frio você apenas aumenta as fileiras de soldados infernais? Então muito barulho pra pouca coisa. Mas vejo em você um grande potencial. Meu nome é Raziel e é um prazer conhece-lo sr. William " Wild Gun" Gunther.

Ele estende a mão para Wild Gun. E William estranha o fato desse desconhecido conhece-lo pelo nome.

Kenuichio Yoshida.

Little Tokyo. Um pequeno bairro de imigrantes japoneses na cidade de NY

Kenuichio desperta caído no chão. Gotas de agua pingam em sua cabeça enquanto ele abre vagarosamente seus olhos. Lembranças de sua vida passada... ele tinha recuperado sua honra, e depois fora morto em batalha... havia feito pacto com um ONI desconhecido... Sentiu o calor das chamas infernais e agora estava perdido. Ele se levanta e se dá conta que estava em um beco escuro e fétido. Chovia bastante porém seu corpo estava em baixo de um telhado do fundo de algum tipo de restaurante dado o cheiro de comida que inundava o ambiente. Tentando reorganizar seus pensamentos Kenuichio se levanta e uma porta atrás de si se abre. Era um homem gordo que carregava restos de comida em um grande saco plastico. Ao ver a figura de Kenuichio ele se assusta e em choque balbucia tais palavras

SHI-NI-GA-MI... SHI.. NI... GA...MI...

Assustado com a figura do samurai demoníaco ele corre pelo beco desesperado somente para ser morto pela espada de vários esqueletos que portavam Katanas. Os esqueletos ao verem Kenuichio, rapidamente brandem suas armas e correm na direção dele numa investida de ataque.


Gabriell Allende.

A mulher nada diz enquanto Gabriel Allende se explicava para a mesma. Porem ela abaixa a guarda colocando suas laminas novamente nas bainhas presas a uma cinta na cintura. Gabriel Allende não parecia estar mentindo em suas palavras e a mulher havia percebido isso... Porem antes que ela pudesse responder alguma coisa o Traje de Allende avança na direção dela atacando-a.

A capa carmesin voa contra a mulher rodopiando e entrelaçando em seu pescoço. O traje estava ensandecido e sua ação foi tão rápida que nem o Gabriel pode evitar o ataque do traje parasita. Mas a mulher não era indefesa e antes de ter o pescoço partido sacou uma de suas laminas e num golpe relâmpago cortou parte do traje que a enforcara... Ela ajoelha no chão recompondo seu fôlego dizendo baixinho

- Nunca de ouvidos a um demônio...


Recuperada, ela salta rapidamente por cima de Gabriel Allende pousando nas costas do mesmo e o golpeando em forma de X rasgando sua carne...


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Re: Anos Perdidos - HellsPawns

Mensagem  Ricardo Sato Ontem à(s) 10:38 pm



Isso não deveria ter acontecido.....isso não deveria ter acontecido....

Salto para frente enquanto uso o necroplasma absorvido para me curar e em minha mente fico repetindo uma frase,incrédulo em como algo fora de meu controle pôde ferir minha honra dessa forma.

....isso não deveria ter acontecido....isso não deveria ter acontecido....isso não deveria ter acontecido....

Me volto para ela com as lâminas velozes bloqueando seus ataques,mas por hora não fazendo nenhuma ofensiva.

ISSO....NÃO....DEVERIA....TER ACONTECIDO!!!!!!

Me ouço finalmente bradar e minha voz ecoar pela catedral,ao mesmo tempo absorvo o simbionte,deixo para trás apenas minhas lâminas e agora com meu rosto a mostra deixo a mostra também minha confusão....a olho nos olhos enquanto me defendo da barragem de ataques.

Não foi minha intenção ataca-lá,bem deve saber que minha "roupa" na verdade está viva,mas também deve saber que mesmo assim ela não deveria atacar sozinha a menos que o alvo estivesse me sendo hostil.....a senhorita não tem qualquer motivo para acreditar quando digo que eu tão pouco sei o que aconteceu,mas é minha obrigação ao menos tentar.

Que sejam então apenas minhas lâminas contra as suas se assim quiser,já que no momento não posso confiar em Ankharosh.
Novamente compreendo que não possa crer em minha palavra.....mas para mim ela é tudo que mantive de valor no inferno.

Por mais que tenha sido algo fora do meu controle a seus olhos eu a quebrei e por tal afronta mesmo que não acredite nela,eu lhe farei outra promessa...se você cair diante de mim sua vida será poupada.....assim eu Gabriel Allende Montalban lhe prometo por minha honra.


Se ela parar eu também recuarei....mas isso é bastante improvável,não posso perder minha vida aqui mas tão pouco posso perder minha honra...o que me resta de humanidade,pretendo vencer mas ela viverá mesmo que seja para nos matarmos em outra ocasião.

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Re: Anos Perdidos - HellsPawns

Mensagem  Nasinbene Hoje à(s) 8:51 am

Após um longo sono nas profundezas do inferno, Yoshida desperta num lugar estranho, claramente alienígena pra ele... apesar de ter um toque familiar. A estrutura dos prédios lembra um pouco o que ele havia visto em Edo antes da noite fatídica de sua morte. Uma enxurrada de memórias e informações inundam sua mente, a noite em que matara Tokugawa, o momento em que o Oni (que agora ele sabia chamar-se Malebolgia) veio buscar sua alma... Então, um grande vazio até este momento. De alguma forma, ele sabia que muito anos tinham se passado desde sua condenação (imaginava que a armadura lhe informava desses fatos) e que não estava mais no Japão. Enquanto olhava ao redor tentando se situar, um homem gordo de origem niponica abre a porta de um restaurante atrás de Yoshida. Mal ele põe os olhos no samurai e a palavra "shinigami" deixa seus lábios...
Em silêncio, Yoshida se questiona pela primeira vez sobre sua aparência. Deveria estar realmente com uma aparência demoníaca para ser confundido com um shinigami. Antes que possa dizer qualquer coisa o homem foge desesperado, apenas pra encontrar a morte na lâmina de alguns esqueletos vindos sabe-se la de onde. Enquanto os esqueletos agora voltam sua atenção para Yoshida, o samurai pensa na futilidade do gesto do homem em fugir frente a morte... os esqueletos parecem desacelerar enquanto Yoshida reflete que não importa para onde você vá quando a hora da sua morte chega... o fio de cada vida foi tecido muito tempo atrás... esconder-se em nada facilita as coisas...3
Os esqueletos se aproximam e Yoshida se conta de que a hora de sua morte tinha chegado e passado. Estava além desse conceito agora... algo que esses oponentes à sua frente não estavam. Considerando que estavam em um beco estreito, a melhor opção de ataque seria um golpe recurvo, em arco, procurando atingir o maior número de inimigo de uma vez. Um ataque veloz...
Assim, Yoshida assume uma postura de battoujutsu... Aguardaria até o momento limite para desferir seu golpe... e então, liberaria o poder de sua espada.
A arma descreve seu arco, luzindo sob as luzes do beco. Lidaria com os que tivessem conseguido escapar deu golpe na sequência... Se ainda houvesse algum inimigo em pé...
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Re: Anos Perdidos - HellsPawns

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