Prólogo: Novos Voos

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Prólogo: Novos Voos

Mensagem  Convidado em Dom Maio 18, 2014 10:19 pm

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- Não interessa, Jessica.
- Mas você precisa descansar, Carol.
- Há coisas mais importantes em jogo.
- Não. Nosso único líder é o Capitão América. Apenas quando os Vingadores são convocados, você precisa responder.
- Não estou indo por causa de Raio Negro, Jess. Estou indo porque é minha responsabilidade.
- Os Krees não são sua responsabilidade, Carol.
- São.
- Não s---
- São. Por tudo que Mar-Vell representou e ainda representa. É o meu legado, Jessica.
- Você já age como uma heroína que ele se orgulharia de ter cedido o nome. Já assumiu esse legado.
- Tem mais coisas envolvidas.
- O que?
- O Psicomagnetron.
- A máquina que foi destruída e te deu os poderes? O que tem ela?
- Alguém está reconstruindo o Psicomagnetron. Só eu, sigh... e talvez os krees... saibamos o quanto essa máquina é perigosa. Alguém fora do império assumido pelo Raio Negro está recriando-a. Eu não posso deixar isso passar. Simplesmente não posso.
- E por que ele não resolve isso?
- Pergunte pra ele.
- Você está sendo usada.
- Ele me contatou, Jess, porque sabe como adquiri meus poderes. Sabe que sou a Capitã Marvel. Ele não me recrutou.
- Então ele só queria te avisar? Que gentil do rei caladão do espaço, não?
- Eu me dispus a resolver isso, Drew.
- Você é uma idiota, sabia, "Danvers"?
-  ...
- Tsc, mas como eu não vou conseguir mudar sua cabeça, me diz onde você deve ir, pelo menos.
- Os inumanos rastrearam um planeta onde uma fonte de energia muito parecida com a original do Psicomagnetron foi achada. Raio Negro manteve isso em sigilo porque facções dentro dos Krees podem associar que o tal planeta possa ter roubado tecnologia exclusiva dos Krees. Isso seria um...
- ... ato de guerra.
- Já não bastam os problemas externos, Raio Negro precisa lidar com os internos.
- Ele poderia resolver. Com poucas palavras, heh.
- Heh, você é uma cretina, Drew.
- Eu sei disso.
- E como você vai pra lá?
- Não sei ainda. Espero que os Inumanos possam me fornecer uma nave. Voar até lá está fora de cogitação. Ou talvez, possam me emprestar aquele cachorro deles.
- Você precisa de uma nave, não de um pet.
- Você não conhece o Dentinho, né?
- Tsc, tanto faz. Promete que vai se cuidar, então.
- Não preciso. Preciso que você se cuide.
- Não sou eu quem está indo para uma missão sem sentido no espaço.
- Mas é você que vai ter que alimentar o Chewie até eu voltar.
- A cretina aqui é você, Carol.
- Tempo de convivência com você, Jess. Tchau.

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No fim, foi preciso uma nave. Dentinho só poderia levá-la até os confins daquela galáxia, e certamente, a distância daquele planeta era muito maior do que a via-láctea. Carol guiou a mesma com tranquilidade pela longa viagem. A experiência como piloto lhe garantia divagar enquanto guiava a mesma. Sua mente se lembrava de Yon-Rogg, logo à frente do imenso maquinário, e da chegada súbita, porém esperada, do Capitão Marvel. Ela se lembra do combate, e do imenso brilho que mudaria sua vida e sua estrutura genética para sempre. Daquele dia em diante, seu corpo era metade humano, e metade kree, uma raça alienígena evoluída.

Os olhos de Carol logo identificaram que seu alvo estava próximo. Embora os Inumanos tivessem dado a ela um aparelho capaz de rastrear a energia vinda do Psicomagnetron, ela tinha certeza que poderia senti-la. A familiaridade era grande demais. A Capitã sabia que canalizando sua vontade, encontraria uma forma mais eficiente de rastrear o Psicomagnetron. Naquele momento, percebeu que um canal de comunicação desejava se comunicar com a nave. Contudo, ela não entendia aquela linguagem. Apenas o nome do planeta estava em destaque, desde o começo da viagem, exposto num painel: Thanagar.

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Re: Prólogo: Novos Voos

Mensagem  Administrador em Seg Maio 19, 2014 10:36 pm

Eu despertei no meu apartamento ainda sentindo as consequências do confronto da última noite. O metal enésimo curou a maior parte das contusões, mas abusei muito da sua capacidade de regeneração. As lembranças dos acontecimentos de ontem não estão claras. A armadura enésima tomou o controle. Está cada vez mais difícil dominar o seu poder. Eu espero não ter derramado mais sangue do que o habitual. Felizmente, meus pensamentos foram interrompidos no momento em que meu olfato sentiu o inconfundível cheiro de café.
Na minha cozinha, eu encontrei minha colega de trabalho e ocasional companheira de aventuras, Emma Ziegler. Ela me entregou uma xícara de café. Justamente do que eu precisava. Entre um gole e outro, nós conversamos.

- Como entrou aqui, Emma?

- Eu peguei sua chave reserva com seu senhorio. Sinto te dizer, mas você está péssimo, Carter, Katar, ou como quiser ser chamado. O que aconteceu com você? Só sei o que disseram nos noticiários.

- Acredite em mim! É melhor você não saber...

Então eu cessei a conversa após escutar um som que não escutava há muito tempo. O ruído característico emitido pela ativação do Absorbascon, o aparelho telepático thanagariano que transmitiu os idiomas e as culturas do planeta Terra para a minha mente. O artefato estava guardado em meu baú de relíquias. Eu achei melhor averiguar o que ativou o objeto. Sendo uma arqueóloga como eu, a curiosidade está no sangue de Emma. Por isso, eu não me incomodei em mostrar o Absorbascon para ela. Afinal, ela tem minha total confiança.

- Foi essa coisa que te ensinou como viver na Terra?

- Sim, o Absorbascon estabeleceu um elo telepático com a população da Terra, me ensinando o necessário para a minha adaptação. Mas como eu nunca havia usado o Absorbascon antes, meu cérebro teve dificuldade para processar tanta informação. Como consequência, eu acabei perdendo as memórias da minha antiga identidade. Então eu me tornei Carter Hall, escondendo a personalidade de Katar Hol em meu inconsciente. Só que os thanagarianos encontraram outro uso para o Absorbascon. Como o aparelho vincula mentes, também é possível enviar mensagens telepáticas. Eu creio que alguém em Thanagar está querendo me contatar. O motivo eu não sei. Talvez seja melhor verificar o que eles querem comigo. É perigoso, mas eu creio que vale a pena descobrir quais são as intenções dos meus compatriotas.

- Depois de tudo o que houve? Pelo que sabemos, você está no topo da lista de procurados em Thanagar!

- Talvez. Eu certamente não sou mais acusado da morte de Corsar, uma vez que ele sobreviveu para me confrontar uma segunda vez. E a Dinastia Thal morreu com ele e Shayera. Vejamos quem está ditando as regras agora...

Então eu falei com um militar de alta patente que se identificou apenas como Primeiro Comandante Alado. Eu estava preparado para ouvir tudo, menos um pedido de ajuda.

- Depois que o exército thanagariano tentou me matar, você tem a audácia de me pedir um favor? Você crê que eu sou tão ingênuo a ponto de cair numa armadilha tão óbvia?

- Eu não era o comandante. Não tive responsabilidade pelo que ocorreu. Só me tornei o líder da frota thanagariana depois da morte dos Irmãos Thal. Você tem a minha palavra de que não será tratado como criminoso em Thanagar. Na verdade, nós queremos que você seja nosso campeão. Só você foi digno de receber a honra de portar a armadura de metal enésimo. O poder enésimo te escolheu. Então use esse dom para salvar seu povo da destruição. É tudo o que pedimos. Nós thanagarianos estamos sendo ameaçados pela ascensão do império intergalático conhecido como Kree, uma raça até então desconhecida. Sem o metal enésimo, não teremos chance contra o poder de fogo do inimigo. Eles possuem dons especiais que nossa tecnologia não é capaz de equiparar.

- Então Thanagar está em guerra? E qual é a novidade? Foi assim com os czarnianos, os rannianos, os kherubins e os demonitas. Você usou a palavra destruição, mas isso é tudo o que os thanagarianos conhecem. Sempre estão em busca de uma justificativa torpe para deflagrar batalhas desnecessárias. Além do mais, um homem sozinho não é capaz de vencer uma guerra. Mesmo sendo o portador da armadura enésima, eu não teria como reverter a sina fatídica de Thanagar.

- Nós estamos cientes disso. Mas é melhor ter você do nosso lado do que não ter. Um de nosso cruzadores detectou uma espaçonave invasora em nosso setor espacial. Aparentemente, a nave é tripulada por apenas um indivíduo. Nós acreditamos que os líderes do Império Kree enviaram um de seus campeões para nos atacar. Seja quem for, tem muito poder para invadir nosso território sem reforços. Só te pedimos para deter o invasor e contribuir com nossos esforços como puder.

- Muito bem. Eu atenderei sua convocação. Mas apenas porque estou interessado no futuro de Thanagar agora que a Dinastia Thal não está mais no poder. É a oportunidade que temos de construir um planeta melhor.

- Perfeito. Nesse momento, o Ninho da Águia já está na órbita terrestre. Nós te buscaremos e então rumaremos para Thanagar com a velocidade de dobra.

- Como? O Ninho da Águia foi reconstruído?

- Sim, nós construímos um novo ninho em Thanagar. Por favor, aguarde o nosso transporte.

Fiquei surpreso em saber da existência de um segundo Ninho da Águia. Por muito tempo, o Ninho da Águia foi a capital móvel de Thanagar. Até a cidade flutuante explodir junto com os últimos membros da Dinastia Thal. Para mim, esse é um sinal agourento de que as coisas em Thanagar não mudaram tanto quanto eu gostaria. Com a derrocada da família imperial, é provável que os militares estejam no comando de tudo. Não confio neles. Eles só esperam uma oportunidade para extrair o metal enésimo de mim. Mas eu terei de descobrir a verdade pessoalmente.

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Re: Prólogo: Novos Voos

Mensagem  Convidado em Sex Maio 23, 2014 5:26 pm


A Capitã Marvel fita o painel onde uma nova comunicação pedia para ser iniciada. Ela abre o sinal, enquanto a nave trabalha em algum tipo de decodificação para o idioma recebido pelos canais da nave. - Aqui é a Capitã Marvel Carol Danvers, falando em nome do império kree. Solicitando permissão para pouso. O que Carol recebe como resposta, contudo, é pura estática. O sistema reconhece o idioma nativo de Thanagar, mas Danvers tem certeza de que sua mensagem não chegou até os receptores da cidade. Além do mais, ela percebia que alguns sensores tinham perdido sua capacidade de precisão, como se estivessem enlouquecendo.

Ao invés de dar uma resposta, Carol aponta a nave na direção de Thanagar. As estrelas se tornam borrões à medida que ela acelera, exigindo a potência do motor kree. Girou o manche e realizou uma manobra errática. - Mas o que...? O contador de velocidade perdendo-se digitalmente. Forçou o manche pra manter a nave na mesma direção. Sem sucesso. Só então entendeu que, de alguma forma, a nave estava sendo remanejada para aquela rota. - Aqui é a Capitã Marvel! Controle... estou sem controle... repito! SEM CONTROLE!!

A nave já ganhava a atmosfera de Thanagar quando o capacete de Danvers se fecha. - Não vai ser um pouso... suave... UNGH!!! Carol desliga os motores, sentindo a pressão externa puxando a nave com força total. Ela puxa o manche ao máximo. No meio do caminho aparentemente fatal, ela religa os propulsores reversos, obrigando a nave a se alinhar praticamente sem apoio de nada automatizado. Seus olhos captam na linha do horizonte pontos escuros se aproximando. A nave mergulha em águas quase que de bico, chocando-se contra estruturas de pedra e cavernas. Não demoraria para que aqueles pontos escuros identificassem o Mar de Scythia.

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Re: Prólogo: Novos Voos

Mensagem  Administrador em Qua Maio 28, 2014 3:56 pm

A bordo de um cruzador thanagariano, eu acompanhava o Capitão Andar Pul e sua tripulação na busca pelo intruso do Império Kree. A situação era irônica, pois nunca imaginei que algum dia trabalharia com o oficial que me enviou para o exílio na Ilha da Chance quando fui condenado pela justiça thanagariana por ser considerado um opositor do Velho Império. Não era realmente verdade. Tão pouco assassinei Corsar Thal, o sucessor do antigo imperador, como disseram. Tudo foi arranjado para que eu parecesse culpado. Depois de escapar da Ilha da Chance, eu rumei para a Terra, esperando nunca mais pisar os pés em Thanagar. Mas o destino quis que eu voltasse para meu planeta natal. Assim como quis que eu e o Capitão Andar Pul nos reuníssemos outra vez, agora com um objetivo em comum.
Durante o trajeto, ele me informou que a nave do Império Kree foi interceptada assim que adentrou o território thanagariano. O veículo foi abatido no ar por um pulso de energia que desabilitou a maioria das funções de navegação.
Utilizando um modelo aperfeiçoado do Radiotron, os tripulantes do Capitão rastrearam a assinatura energética incomum do Invasor kree. O medidor de radiação estava conectado com o mapa holográfico da aeronave para dar uma localização mais precisa.


Subitamente, um pico de energia surgiu na tela indicando o paradeiro do procurado. A situação ainda me parecia peculiar, pois já estive no lugar do visitante indesejado, uma vez que experimentei o desprazer de ser caçado pelo exército thanagariano.
O Capitão não era capaz de conter sua excitação ao caçar o emissário do Império Kree. É como se aquilo fosse uma espécie de esporte para ele. Talvez ele tenha sentido a mesma coisa quando me perseguiu pelo Sistema Polaris anos atrás.

- De acordo com os nossos instrumentos, a nave inimiga caiu no Mar de Scythia. Tudo o que existe nas proximidades são grutas e ilhas. Por acaso, você conhece bem uma das ilhas nas imediações. Eu estou certo de que você não esqueceu da Ilha da Chance.

- Como eu poderia me esquecer do período infernal que vivenciei naquele lugar? Eu devo essa experiência a você e a Dinastia Thal. Esse é um passado que eu gostaria de manter enterrado. Então faça o favor de não tocar no assunto. Vamos voltar ao trabalho. Quanto antes encerramos essa caçada melhor para todos. Agora que temos as coordenadas da queda da nave, eu lidarei com o forasteiro pessoalmente. Só precisarei de um Termotector e de um Veracikone.

- É compreensível que você queira um Termotector. O dispositivo tem a função de detectar traços de calor corporal. Mas para quê você precisa de um Veracikone?

- Eu tenho a intenção de interrogar o intruso quando me deparar com ele. O Veracikone vai me mostrar quando ele mentir. Se isso não for um problema para você, é claro!

O Capitão consentiu, mas notei que ele estava incomodado com a ideia de eu inquirir o estrangeiro. É como se ele não tivesse interesse em fazer prisioneiros. O que ele está escondendo? Por que Thanagar tem tanta pressa em abater o enviado do Império Kree? Há algo de podre no ar!
Para piorar, estamos próximos da Ilha da Chance. É o lugar onde os criminosos de Thanagar são abandonados para morrer. Uma vez que não existe lei ou ordem, a Ilha da Chance é uma verdadeira Terra de Ninguém, em que apenas os mais fortes ou cruéis sobrevivem. Eu fui o único que escapou da Ilha da Chance até hoje. No curto período de tempo que passei lá, eu fiz muitos inimigos. Como Byth Rok, o traficante que desenvolveu as pílulas de metamorfose Krotan. Ele e seu bando dominavam as grutas do Mar de Scythia.
De todos os locais possíveis em Thanagar, o agente do Império Kree caiu no pior. Sentirei pena se ele alcançar a Ilha da Chance ou as grutas nas proximidades.

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Re: Prólogo: Novos Voos

Mensagem  Convidado em Sex Jun 13, 2014 5:36 pm


Carol sai da água alguns segundos depois de sua aeronave afundar. De alguma forma, ela não tinha certeza, achava que tinha sido atraída para aquela região. O capacete escondia parte de seu rosto quando ela subiu em uma das pedras, tentando ganhar fôlego. O corpo, que resfriara rapidamente, recuperava em proporção um pouco menor, o calor à medida que ela se concentrava novamente nos poderes. Danvers ergueu-se vagarosa, observando as pedras e as grutas não tão distantes. Enquanto ponderava sobre o que fazer, jurou ter visto, ainda que de relance, uma criatura marinha dessas que parecia mais um clichê ambulante de cinema. Flutuou até a gruta mais próxima, abandonando as pedras, sussurrando pra si mesma. - Ótimo. Lá se vão todos os meus equipamentos e a possibilidade de rastrear mais fácil o Psicomagnetron.

Quando alcançou a gruta, já estava completamente seca. Caminhou por algum tempo valendo-se de suas habilidades para não ficar completamente no escuro, e no meio do percurso, escutou alguns passos. O breu tornara-se mais profundo, ou talvez fosse efeito de seu inconsciente diante do perigo iminente. Acelerou o passo, ouvindo apenas o som de sua respiração. Aumentou a claridade em torno de si, concentrando-se para não desperdiçar energia em algum disparo acidental. O que veio a seguir a obrigou a atirar, contudo.

Não conseguiu contar de imediato quantos eram. Tinham as faces parecendo águias. Usavam armas brancas pontiagudas e falavam no idioma local. Maltrapilhos, sujos e fétidos, tinham a certeza de ter encontrado uma pobre desavisada sobre aquela região.

O primeiro caiu desacordado depois do disparo. O segundo caiu confuso pelo brilho que derrubou o primeiro. E foi assim que começou a estadia da Capitã Marvel em Thanagar. Mal sabia ela que os perigos de fora poderiam ser bem maiores que os de dentro daquela gruta.

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Re: Prólogo: Novos Voos

Mensagem  Administrador em Sex Jun 27, 2014 7:13 pm

Graças aos instrumentos thanagarianos, não foi difícil encontrar o local onde caiu a nave kree. Porém, o veículo estava abandonado quando cheguei. Mas com o termotector em mãos, os rastros de calor do invasor kree ficaram visíveis aos meus olhos. O alienígena adentrou uma galeria das grutas do Mar de Scythia. Talvez estivesse em busca de abrigo. Mas não foi uma decisão sábia. Essas grutas estão repletas de espreitadores que abordam violentamente qualquer recém-chegado.
Então explorei as grutas em busca do forasteiro antes que as coisas ficassem complicadas. No entanto, os salteadores locais encontraram o kree primeiro. Mas para a minha surpresa, o enviado kree era uma mulher. Por que o Império Kree enviaria uma mulher sozinha para uma missão de alto risco em Thanagar? Talvez ela não seja uma guerreira de fato, mas uma mensageira ou diplomata, o que torna incompreensível o modo obsessivo como os militares thanagarianos estão caçando essa mulher. Considerando que Shayera Thal foi uma das guerreiras mais formidáveis que eu já vi em vida, não seria prudente de minha parte subestimar a capacidade da agente kree apenas por ela ser mulher. Mas não prestarei assistência ainda. Ficarei nas sombras para observar do que ela é capaz. É o momento perfeito para estudar o inimigo.
Se ela tiver habilidade suficiente para subjugar os marginais, então terei uma confirmação de que os krees realmente representam uma ameaça para Thanagar. E talvez eu tenha de medir forças com a intrusa.

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Re: Prólogo: Novos Voos

Mensagem  Convidado em Qua Ago 20, 2014 5:44 pm


De certa forma, aquele tipo de combate não era exatamente uma novidade para Danvers. Mesmo sem poderes, as poucas aulas que tivera seriam suficiente para deter marginais, embora não com a mesma velocidade. Contudo, o brilho fugaz de suas mãos e os precisos disparos de energia facilitavam e muito o trabalho. A Capitã Marvel preocupava-se, contudo, com a intensidade dos disparos, especialmente porque alguns de seus atacantes chocavam-se com as paredes, causando barulhos arrepiantes o suficiente para que ela pensasse na possibilidade de morrer soterrada ali. Por isso, concentrava-se ao máximo pra não errar nem um tiro sequer. Contudo, o interior úmido da caverna não tinha exatamente uma temperatura adequada, ampliando ainda mais o nível de dificuldade de concentração ali.

Carol errou um disparo, quase acertando um observador ali. Depois de derrubar o último, o breu tomou novamente conta da caverna. Apenas a respiração da Capitã ecoava pela caverna, acompanhada de um suposto gemido feminino, em decorrência de ter suportado uma queda e uma batalha consecutiva. Apesar disso, Carol se lembrava daquele tiro, e principalmente, daqueles olhos vigiando a luta. Era uma última ameaça. Fechou os olhos no segundo seguinte, recordando-se do ponto exato daquele tiro, e lançou-se na escuridão mesmo, levando pra fora o último thanagariano ali. Os dois rolariam pouco no chão, até finalmente se virem com perfeição, ante a entrada da caverna, e não mais na escuridão de dentro dela. Carol fechou os punhos, arfante. Suas mãos voltaram a brilhar.

Ela só não sabia o quanto aquele ali daria de mais trabalho a ela.

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Re: Prólogo: Novos Voos

Mensagem  Administrador em Qua Ago 20, 2014 6:20 pm

De fato, a enviada do Império Kree não era uma mera emissária. Ela cuidou dos espreitadores nas grutas sem dificuldade, demonstrando não apenas suas técnicas de luta, mas também talentos incomparáveis. A mulher era uma guerreira de corpo e alma. Mas seus estranhos poderes impressionaram ainda mais. De algum modo, ela era capaz de emitir rajadas fotônicas das mãos. Esse detalhe comprometeu minha posição, pois, os raios iluminaram o ambiente, revelando a minha presença.
Ciente da minha localização, a intrusa me atacou após neutralizar a ameaça dos espreitadores. A investida dela fez com que eu recuasse, mas revelou mais uma de suas habilidades, a habilidade de voar. Certamente, o intuito dela era levar o confronto para fora da caverna, pois assim ela teria mais espaço para voar e manobrar. Ela só não tinha como imaginar que eu também seria favorecido pela estratégia. Assim que fui lançado para fora, eu ampliei minhas asas de metal enésimo para escapar dos ataques dela. Em seguida, as mãos dela começaram a brilhar novamente. Deduzindo o que aconteceria a seguir, eu moldei um escudo feito de metal enésimo, grande o suficiente para me proteger dos disparos energéticos da forasteira. Então me mantive em uma distância segura e fiz uma série de perguntas.

- Você se saiu muito bem contra aqueles marginais! Mas não terá a mesma sorte comigo! Vim em nome da frota thanagariana! Colabore comigo e não será ferida! Diga-me, por que o Império Kree te enviou até Thanagar? Existem outros como você?

Nesse momento, eu acionei o Veracikone em meu cinto sem que ela percebesse. O detector de mentiras thanagariano estava sendo ajustado para a fisiologia da minha adversária. Se ela contar alguma mentira, eu saberei.

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