DEFCON 5: Do fim ao começo

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Re: DEFCON 5: Do fim ao começo

Mensagem  Scorpion em Dom Jun 02, 2013 12:37 am

Michael autorizou que Oráculo os teletransportasse ao satélite, mas ele exigiu que ela trouxesse também Skeets, seu fiel companheiro do futuro. Ao chegarem lá, Aquaman havia solicitado que os membros mais antigos deveriam se reunir para discutir algum assunto. Michael estava extremamente sem paciência para a arrogância dos membros antigos e foi um tanto grosseiro com Jon.
GD: Vai lá, "Ajax"! Os reizinhos dessa birosca vão se reunir... vai com eles, vai?
Era notório que o humor do Gladiador era inexistente. Por fora, ele estava extremamente mau humorado, mas por dentro, ele estava muito pior... Se aquele escaravelho não estivesse ligado ao pobre Jaime, Michael o atiraria ao espaço, ao Centro da Terra ou a qualquer lugar que pudesse destruí-lo. Entretanto, por mais que aquilo doesse, Michael sabia que a culpa não era do pobre mexicano.
GD: Aí, Jaime... eu preciso ter uma conversinha com o Skeets. Se quiser vir comigo, tudo bem. Senão, te uma lanchonete no segundo andar e tem um flipper por lá também. Te apresento pro pessoal depois, quando tiver tudo mais calmo, ok? Até lá tu é o... meu sidekick, ok?
Ele então olha pra Skeets e diz seriamente:
GD: Pro laboratório... agora!
Skeets: Algo que eu deva saber antes, senhor?
GD: Só me obedeça! Check up de rotina...

Gladiador foi com Skeets (e Jaime, caso ele vá) até o laboratório.
Ele sequer nota a presença de Karen, afundada na mesa, de Ray ou do pequeno Ray Palmer. Ele coloca Skeets conectado ao computador e passa o teste dos sistemas do robô, imprimindo o resultado.
Skeets: Eu estou bem, senhor.
Michael corria os olhos pela folha de papel, que mostrava os resulados do checkup de Skeets.
GD: É... parece que está mesmo...
Skeets: Então, o que...
Então, Gladiador fez algo nunca antes esperado... ele deu um soco com todaa sua força em Skeets, fazendo-o voar pelo laboratório e chocar-se com a parede.
Skeets caiu no chão, tendo problemas pra levitar. Antes que pudesse pôr-se em vôo, Michael voou até ele e deu outro soco, amassando sua lataria e rincando o vidro do pequeno dróide!
GD: Você sabia tanto quanto eu que Ted Kord era cardíaco! Mas você nunca me disse que o Escaravelho de Dan Garret podia se fusionar com um hospedeiro, dando poderes à ele! Você sabia disso e sua porcaria de mente robótica era capaz de se perguntar "porque não o Ted?"... e eu sei disso porque a minha mente imbecil se perguntou isso meia hora atrás! Você sabia que Ted podia ter salvação, mas nunca me disse chongas!
Skeets: Gladi-zzztt - Ted Kordzzzzt...
GD: Calado! Eu tô falando agora!!!
Michael apontou sua pulseira energética para o amigo.
GD: Ted podia estar vivo, mas você não me disse nada! Todos aqui olham pra mim com pena agora! Antes era deboche, mas agora é pena! Pena por eu não ser nada sem o Ted! Pena porque o mundo seria bem melhor com ele do que comigo! Ted era a minha grande âncora no mundo, Skeets! Era o meu melhor amigo! A pessoa que eu mais amava e você... você o viu partir e nunca mencionou a %$#%@ desse escaravelho! Porque, Skeets? PORQUE?!?!
Michael tinha os olhos molhados e os que o observavam viam que ele tinha em seu olhar e sua voz uma fúria quase nunca vista no Gladiador!
Skeets: Me desculpe, Michzzzzt... Eu não podia falar porquezzzzzttt....
GD: Porque o quê, Skeets?! Porquê?!?!
Skeets: Porque Ted Kord tinha... que morrer. Só assim você se tornaria quem o mundo precisa que você seja.
GD: Ted Kord não me atrapalhava... eu era muito melhor com ele. Eu daria a minha vida pra que o Ted voltasse a viver! Eu tentei negociar com Hela no inferno! Você viu, não viu? Tentei trocar de lugar com ele, mas alguém não preferiu ele a mim... Foi uma vã tentativa de ser nobre, ao menos uma vez na vida! De pensar nos outros antes de pensar em mim mesmo!
Skeets: Não, Michael... você era mais feliz... mas não melhor. Você era um paspalho idiota, chacotado por todos. Agora... sem o senhor Ted, você será um herói de verdade.
GD: Desgraçado... Quem enfiou essa %$#*@ na tua cabeça?!
Skeets: Isso... eu não estou autorizado a dizer. Sinto muito...
GD: Sente? Você... sente? AAAHHH!!!
Michael disparou contra Skeets que estava no chão. A rajada o desligou, mas não o destruiu.

Gladiador abaixou-se e pegou Skeets.
GD: Eu vou te reprogramar, Skeets. Você vai voltar a ser um amigo fiel... e vai voltar a construir a máquina do tempo de Rip Hunter! E aí... nós vamos revirar todo o passado e impedir o Ted de ser decaptado por Emma-O!
Se os outros heróis estivessem olhando pro Gladiador, ele apenas falaria secamente.
GD: Que foi? Perderam alguma coisa aqui?
E iria para a mesa restaurar Skeets e reprogramá-lo.

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Re: DEFCON 5: Do fim ao começo

Mensagem  Convidado em Dom Jun 02, 2013 12:59 am

O que você tem em mente, Arthur?
O que você tem em mente, Arthur?
O que você tem em mente, Arthur?

O que você tem em mente, Arthur?
O que você tem em mente, Arthur?

O que está acontecendo com o mundo? O que está acontecendo conosco? As más notícias estão se acumulando, quando será que teremos uma boa? A cada momento nossa imagem está se deteriorando, por que a Rússia atacou a Coreia do Norte? O que será que o Asa Noturna descobriu, ele esta bem? Será que eu machuquei alguém enquanto estava fora de mim? Droga, por que o Clark foi embora, esse mundo está um caos, será que devemos seguir o exemplo do Superman? Nunca gostei dessa coisa de "super-herói", será que essa é a oportunidade de acabar com tudo de uma vez por todas? Onde estão J'onn, Bruce e o Barry, por que não dão se apresentam nesse momento? Droga, e aonde é que foi parar o Jason Blood? O mundo ainda nos olha com bons olhos ou estão todos contra nós? Qual é o papel da Liga? E será que a superfície é mesmo meu lugar, talvez eu deva governa a superfície, assim como os mares... Quem está por trás disso tudo? Está contra os meta-humanos ou contra todos os seres vivos? Quem nos trouxe para torre da Liga, quem autorizou esse teleporte em massa? Onde estão os terroristas e os minutemen, eles poderiam dar informações valiosas...

O que você tem em mente, Arthur?
O que você tem em mente, Arthur?

O que você tem em mente, Arthur?
O que você tem em mente, Arthur?

O que você tem em mente, Arthur?

Aquaman: Nós precisamos conversar sobre o futuro da Liga. Alguma notícia de Bruce, Barry e J'onn?

A situação está complexa, seria melhor contar com a opinião e o apoio de outros membros, mas não seria a primeira vez que tomaria uma decisão difícil sozinho, e nesse caso a Diana está comigo.

Aquaman: Existe alguém por trás disso tudo, não se trata apenas de um mundo intolerante, medo e extremistas, é algo maior, só não tenho certeza se estamos todos sendo controlados ou se apenas estão instigando algo que está dentro de nós mesmo. Precisamos investigar e agir, mas com cuidado, não podemos subestimar nosso adversário. Devemos nos ajustar aos novos tempos, creio que seja necessário uma nova formação da equipe, reorganizar nossos membros, definir prioridades, talvez tenhamos que repensar os nomes que conversamos anteriormente. E o mais importante, Diana, nós precisamos assumir a liderança nesse momento, existe muito em jogo para deixarmos sobre os ombros dos mais novos e menos experientes.

Infelizmente eu fracassei em minha missão, não consegui obter informações sobre aquele verme, espero que Karen e Ray tenham sucesso. Também aguardo resposta da equipe que foi a Coréia do Norte, espero que estejam todos bem, não precisamos de mais notícias ruins, e muito menos de mais um incidente internacional.

Aquaman: Nunca imaginaria que Clark tomaria uma atitude como esta, não sei o que ele planeja. Temos que ter em mente que as coisas não serão as mesmas daqui para frente, o mundo nos olha com outros olhos, a ação do Superman nos colocou contra as maiores potências mundiais, talvez contra toda a humanidade. Bom, o mundo sempre precisará da Liga da justiça, aceitando isso ou não.

Diana, hum... Atlântida e Themyscera tem muito em comum, o que aconteceria se os dois povos se unissem? Teriam poder para governar o mundo, mas temos esse direito, essa autoridade?

Aquaman: A atitude dele me faz pensar que, talvez, esse planeta precise de uma autoridade que governe todos, com justiça, um poder que os unifique e mantenha a ordem, que intervenha mais nas suas questões e os lidere a tempos gloriosos, uma sociedade utópica eu sei... mas será que a Liga deveria assumir esse papel?

Verdade é que um governo como esse é construído em guerra e muito sangue derramado, e isto não me interessa, além de lidar com traições e súditos insatisfeitos. Deve haver outra solução... mas, quem sabe, reinar seja realmente meu destino...

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Re: DEFCON 5: Do fim ao começo

Mensagem  Leo Rocha em Dom Jun 02, 2013 11:05 am

Poderosa e Gladiador:

Karen sentia pela primeira vez a sensação que seu primo tinha quando se aproximava do mineral que poderia lhe tomar a vida. Os restos de seu planeta natal morto em outra dimensão. Mas como isso era possível? Ela julgava que não haveria como os restos de seu planeta virem parar em outra dimensão tantos anos depois da explosão. Tantas perguntas e ela não tinha a menor de idéia de como conseguir as respostas...
Shayera se aproxima dela e diz:

Arrow Tudo que sei é que essa pedra estava no observatório. Fomos chamados por Oráculo para ajudar numa situação de roubo lá. A Gangue Royal Flush estava tentando se apoderar dessa pedra. Nós impedimos e quando o Lanterna foi analisar o material, descobriu características semelhantes à kryptonita. Por isso, a trouxemos pra cá e chamamos os Elektrons para analisarem a pedra.

Ryan termina de isolar a pedra e se aproxima falando:

Arrow Os exames preliminares indicam que o material tem características idênticas à Kryptonita conhecida, mas acredito que a sua reação foi o teste definitivo. O que nos leva às próximas perguntas: O que isso está fazendo aqui? Por que a Gangue Royal Flush estava atrás da pedra? E existem outras espalhadas por aí?

Arrow O Lanterna identificou duas outras amostras energéticas semelhantes a essa próximas da fronteira da índia com a china. Adam Strange e Magtron foram investigar, mas ainda não deram resposta.

Ray Palmer fala:

Arrow Será que são as únicas? Façamos o seguinte Poderosa: Vamos isolar esta pedra e tentaremos achar mais informações sobre ela e sobre a possibilidade da existência de outras. Enquanto isso, você pode cuidar das outras questões. Qualquer coisa manteremos contato e você será a primeira a saber de qualquer atualização. Certo?

Ela sai do laboratório no momento em que o Dr. Meia Noite chegava ao local. Eles se encontram. Esse é o primeiro encontro depois de um bom tempo em que os dois ficaram sem se falar. Eles haviam decidido interromper a relação por conta da dificuldade de estarem juntos. Seria a decisão correta? Suas mentes tentavam convencê-los que sim, mas seus corações ainda diziam o contrário. Ele nota a palidez dela e diz:

Arrow Você está bem, Karen?

Após a resposta dela, ele dirá:

Arrow Vocês me chamaram para avaliar uma criatura. Onde ela está? Posso começar a análise? Espero que o Gladiador não esteja por aqui. A última análise que fiz perto dele quase deu em acidente...
**********************

Após a conversa com Meia Noite, Poderosa segue até o refeitório, onde encontra o Gladiador e um Skeets avariado. Ela nota que ele se encontra frustrado. Aliás, todos estão frustrados... Ela se aproxima dele e pergunta pelos outros. Aquele era um momento complicado e todos precisavam ficar com a cabeça fria. Ela tentava, mas como fazer com tantas ameaças e problemas surgindo ao mesmo tempo?

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Re: DEFCON 5: Do fim ao começo

Mensagem  Leo Rocha em Dom Jun 02, 2013 11:37 am

Aquaman:

Arthur e Diana começam a conversar assim que a porta da sala é fechada:

Arrow O que você tem em mente, Arthur?

Arrow Nós precisamos conversar sobre o futuro da Liga. Alguma notícia de Bruce, Barry e J'onn?

Arrow Bruce apareceu no funeral. Disse que está montando uma corporação de Batmen. Um grupo de heróis urbanos em escala mundial para cobrir os espaços que a Liga não tem conseguido. Tentei convencê-lo a vir conosco, mas ele disse que está em um momento crucial desta atividade. Você sabe como Bruce é quando assume alguma espécie de cruzada... Barry e os velocistas da família Flash sumiram. Não consegui contato com nenhum deles. Oráculo me informou que Jonzz já foi convocado e está vindo para o satélite.

Ela faz uma pausa e olha nos olhos dele ao perguntar:

Arrow O que você quer dizer com "conversar sobre o futuro da Liga"? E por que não estamos discutindo com os demais membros ativos? Por que essa reunião a portas fechadas?

Arrow Existe alguém por trás disso tudo, não se trata apenas de um mundo intolerante, medo e extremistas, é algo maior, só não tenho certeza se estamos todos sendo controlados ou se apenas estão instigando algo que está dentro de nós mesmo. Precisamos investigar e agir, mas com cuidado, não podemos subestimar nosso adversário. Devemos nos ajustar aos novos tempos, creio que seja necessário uma nova formação da equipe, reorganizar nossos membros, definir prioridades, talvez tenhamos que repensar os nomes que conversamos anteriormente. E o mais importante, Diana, nós precisamos assumir a liderança nesse momento, existe muito em jogo para deixarmos sobre os ombros dos mais novos e menos experientes.

Arrow Concordo com você, Arthur. Mas não podemos fazer isso sozinhos. Precisamos compartilhar essas questões com a equipe. Quem quer que esteja fazendo isso deve estar atento aos princípios elementais da guerra e um deles é "dividir para conquistar". Sobre a liderança, acredito que seja algo que precisemos discutir também, Arthur. Precisamos de um nome forte. Alguém que consiga dar uma impressão de estabilidade e depois do que houve no funeral não sei se o seu nome seria o mais indicado... Não desconfio de sua capacidade, meu amigo. Mas temos que estar atentos a como isso repercutirá mundialmente...

Dói a ela dizer estas palavras. Ela sabia o bom líder, guerreiro e estrategista que Aquaman era, mas se preocupava com tudo que tinha em jogo e o que ocorrera com ele há poucos minutos atrás em um local público e com a presença de repórteres e da pessoas inocentes.

Arrow  Nunca imaginaria que Clark tomaria uma atitude como esta, não sei o que ele planeja. Temos que ter em mente que as coisas não serão as mesmas daqui para frente, o mundo nos olha com outros olhos, a ação do Superman nos colocou contra as maiores potências mundiais, talvez contra toda a humanidade. Bom, o mundo sempre precisará da Liga da justiça, aceitando isso ou não.

Ela assente com a cabeça. Ainda sem falas. Não sabia o que estava acontecendo, mas havia tirado a estabilidade de alguns dos heróis mais centrados que ela conhecia. Ela temia pelo que viria, mas como guerreira estava preparada para o combate.

Arrow A atitude dele me faz pensar que, talvez, esse planeta precise de uma autoridade que governe todos, com justiça, um poder que os unifique e mantenha a ordem, que intervenha mais nas suas questões e os lidere a tempos gloriosos, uma sociedade utópica eu sei... mas será que a Liga deveria assumir esse papel?

Ela pára surpresa com a última fala do amigo. Ela se vira pra ele e, mais uma vez olhando em seus olhos diz:

Arrow Arthur, nós não temos direito de fazer isso! Não podemos desvirtuar tudo que Clark e nós todos defendemos. Sei que temos perdido a cabeça nestes últimos dias, mas não vamos começar uma guerra sem um objetivo claro! Acho que é hora de levarmos esta discussão aos outros membros da Liga. temos que decidir nossos próximos passos como uma equipe.

Ela abre a porta e segue em direção à sala de controle. Ela está nervosa. Não queria admitir mas seu sangue se aqueceu com a possibilidade de uma guerra. Era uma amazona. Havia nascido pra lutar.
Mas ela não cederia a um impulso primal como aquele. Havia jurado lutar apenas pela paz e isso era o que faria. Mas será qe a proposta de Aquaman não traria paz ao mundo?
Ela iria até a sala de controle e convocaria os heróis presentes para uma reunião. Também solicitaria que Oráculo convocasse Estrela Vermelha para explicar o que houve na Coréia do Norte. Era hora de decisões e a responsabilidade por elas devia ser compartilhada por todos.

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Re: DEFCON 5: Do fim ao começo

Mensagem  Phelipe Peregrino em Dom Jun 02, 2013 12:43 pm

Quem diria que eu, Jaime, estaria um dia perambulando pela TORRE DA LIGA DA JUSTIÇA. Tudo é magnífico de mais, grande de mais, irreal de mais. Tenho medo até de dar um passo e quebrar alguma coisa que me custe um gazilhão de dólares para pagar. Mal consigo respirar e até parece que vou ter um ataque do coração. Mas lá, estampado no meu rosto, aquele sorriso de criança que fazemos na primeira vez que vamos na Disney. Era tudo legal de mais para ser verdade.

Gladiador Dourado: Aí, Jaime... eu preciso ter uma conversinha com o Skeets. Se quiser vir comigo, tudo bem. Senão, te uma lanchonete no segundo andar e tem um flipper por lá também. Te apresento pro pessoal depois, quando tiver tudo mais calmo, ok? Até lá tu é o... meu sidekick, ok?

Besouro Azul: Tá brincando, jefe?! - Jaime sussurrou temendo incomodar algum dos heróis. - Eu não vou ficar sozinho nesse lugar de jeito nenhum. Eu vou com você.

Caminhamos por alguns momentos, passando por corredores que eu com luzes piscando e monitores que eu só tinha visto na Enterprise, até chegarmos no grande laboratório. Ao chegarmos, lá, Jaime nota a presença da Poderosa, mas repara que o Gladiador nem dá a atenção que ele imaginou que daria. Ele tinha lido um artigo na People sobre os dois, que depois o Gladiador desmentiu. Mas, mesmo assim, não imaginava que o clima entre eles estivesse tão ruim.

Sem sair de perto do Gladiador, Jaime tenta entender os dados analisados pelo pequeno Skeets.

Skeets: Eu estou bem, senhor...

Então, surpreendentemente, o Gladiador ataca Skeets. Disparando golpes sem dar a ele a chance de se defender. Disparando palavras furiosas contra o pequeno robôzinho que tentava se desculpar. Mas não tinha chance. Gladiador o atacava sem dar a menor chance e eu estava completamente sem reação. Sentia que precisava fazer alguma coisa, mas o quê? Eu teria chances contra o Gladiador? Não faço ideia. E, afinal, o Skeets era só um robô, não é? Porque me importar? Mas, se era assim porque aquilo parecia tão errado? O fraco contra o forte.

Eu olhava para a Poderosa que também via a cena sem reagir, parecia tão incrédula quanto eu. Por fim, o pobre Skeets tombou apagado e o Gladiador avançou contra ele.

Gladiador Dourado: Eu vou te reprogramar, Skeets. Você vai voltar a ser um amigo fiel... e vai voltar a construir a máquina do tempo de Rip Hunter! E aí... nós vamos revirar todo o passado e impedir o Ted de ser decaptado por Emma-O!

Eu agi, mais por impulso do que por rasão. Me coloquei no caminho do Gladiador e Skeets.

Besouro Azul: Eu não vou deixar você fazer isso, Gladiador!

Olhei fixamente para o Gladiador que me encarou de forma seca.

Besouro Azul: Ele é seu amigo. - Disse em tom sério. - Não pode fazer isso com ele. Se o fizer, não vai perder apenas um amigo com a morte de Ted Kord, mas vai perder dois. Vai transformar Skeets numa máquina. Num ser sem emoção. Eu já vi você falando com ele, Gladiador, e você não o considera uma máquina. Skeets é seu amigo. Negue o quanto quiser, mas ele é! - Eu abri os braços para proteger Skeets do avanço do Gladiador, e deixar claro que eu não iria deixar ele passar. - Sei que dói perder quem nós amamos. Eu já perdi amigos numa guerra sem sentido entre as gangues. Dói. Dói muito. Mas eles se foram numa guerra ridícula. Ted morreu salvando o mundo! Você está envergonhando a memória dele agindo assim.

Me coloquei em posição de combate.

Besouro Azul: Você disse que eu sou seu parceiro não é? Seu sidekick... Isso quer dizer que eu tenho que te proteger... E eu vou te proteger. Nem que seja proteger de você mesmo.

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Re: DEFCON 5: Do fim ao começo

Mensagem  Dana em Dom Jun 02, 2013 1:31 pm

Não bastava ver seu Planeta ser destruído, agora ela sabia que o mesmo tinha poder suficiente para mata-la. Karen sentia nada além de agonia em seu peito, o desconforto foi passando a medida que a pedra foi isolada, ela teria grandes problemas pela frente, e problemas pessoais, teria de enfrentar algo que realmente podia leva-la a morte, e aquilo de certa forma lhe dava também medo.

- Se me afeta nem é preciso análise, é um pedaço do meu Planeta Natal, do meu lar... E pode me matar, não é mesmo, Ray? – Falou isso com pesar, não era preciso fazer mais análise alguma, era um fato, lhe afetava, e se tivessem isolado ela poderia ter até ter ficado em coma, pela simples proximidade com o que já foi sua casa um dia. Isso é que lhe matava de verdade.

- Quando tiverem noticias sobre os pedaços das pedras na China e Índia, quero ter noticias, enfim, me mantenham informada de tudo acerca destas coisas. – Levantou-se e baixou a cabeça por alguns segundos, fechando os olhos e passando a mão entre os cabelos mais uma vez, alinhando-os, deixou um suspiro longo escapar e tornou a falar.

- Não descartem a possibilidade da Gangue Royal Flush estar trabalhando junto dos Fanáticos que atacaram Lois, e também, foram responsáveis pelos atentados a bomba. Pois, é extremamente bom para quem quer que esteja sendo responsável por tudo isso, querer também, ter uma forma de me eliminar, ou me neutralizar. – Claro que as coisas ruins haviam acontecido em uma sequencia já bem antecipada daquele evento em especial, contudo, tudo poderia sim ter uma ligação no fim. – Não temos mais o Super-Homem conosco, e tão cedo não o veremos se bem o conheço. Sei que ainda temos grandes nomes pra defender e cuidar da Terra, não desmereço nenhum dos que estão conosco e tem coragem suficiente para enfrentar o Mal de todas as formas, porém, eu sei como pesa o “S” em meu peito e isso me faz sim um alvo pra quem for responsável por todos estas drogas de eventos desastrosos. – Karen torna a olhar para os presentes, havia um pouco de tristeza em seu olhar, ela não perdera um grande amor, nem sabia de tal dor, mas, perdeu amigos e família quando seu Planeta explodiu, e agora aquela era sua Terra, seu Lar, e ela trataria o lugar como tal. – Preciso que vocês possuam estas pedras em nossa proteção não apenas por mim, mas, se isso me afetar de novo, não vou poder ajudar no que quer que venha pela frente. Ray, meu pedido vai ser complicado, mas, preciso que aceite... – Ela pousa a mão direita no ombro do homem e fala. – Quero testar meus limites com isso, prepare uma sala de testes, quero ver quanto aguento com esta coisa, e quero uma sala de combate, eu preciso saber dos meus limites! – Tira a mão do ombro dele e sai da sala, falando que aguardaria por qualquer novidade.

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- Não foi um bom dia... – Acabava por se encontrar com Meia-Noite no corredor ao sair da sala do laboratório, haviam dado um tempo, não conseguiam sequer se ver ultimamente, cada qual cuidando de sua vida pessoal e o pior da vida por trás do uniforme. O problema na verdade era o maldito medo de perder, ainda mais depois da morte de Lois, ela viu o quanto aquilo afetou seu primo e não queria o mesmo pra si. Já vinha há algum tempo querendo ficar sozinha, ela veio a aquele Mundo sozinha, queria permanecer assim, por ter medo de perder. – Funeral de uma amiga, homens-bombas, vermes controlando mentes, meu primo fez uma escolha ruim e sumiu, e agora descobri que existem pedaços do meu Planeta aqui, por isso estou assim, sem cor... – Deu um sorriso sem graça, e abraçou o próprio corpo como alguém que tenta se proteger. – Ray pode lhe dar mais explicações sobre as pedras, mas, de alguma forma alguém guardou pedaços da minha Krypton por um motivo óbvio, me destruir em algum momento, tem mais dois pedaços fora o que está aqui no laboratório, estão procurando na Índia e na China... – Solta o corpo e passa a mão na nuca mexendo o pescoço estava tensa demais com tudo aquilo. – Sim, este verme foi encontrado dentro de um dos homens que estavam por trás dos atentados a bomba, exercem uma espécie de controle mental, espero que você possa ver como isso acontece, e quem tem tecnologia suficiente para projetar uma coisa destas... Sabemos apenas do envolvimento com os extremistas anti-meta humanos, preciso sair um pouco... Me desculpe... Falamos melhor, outro dia. – Karen sai, mas, dá um beijo na testa do Doutor antes de sair, afeto ou carinho, quem sabe? Fora o que lhe deu vontade, não seria fria o suficiente para dar as costas a quem a poucas semanas partilhava a cama com ela.

-x-

- Mas, o que...? – Ficou paralisada olhando a cena em que Michael brigava com Skeets, evidentemente notou que o robô estava avariado assim como a cara de frustração do Gladiador e a indignação do Besouro Azul, por ver o Gladiador ter surtado com o pobre ramigo. Ninguém parecia bem naquele dia, e era difícil mesmo, pois, além da situação em nível Mundial estar completamente tensa, cada qual tinha seus próprios demônios para enfrentar. Karen parecia não crer que Michael estava atacando o pobre robô, assim como o rapaz que se encontrava perto dos dois, não demorou muito para que ela julgasse que ele era o novo Besouro Azul, este acabou colocando-se no meio da surra, a pobre máquina nem reagiu apenas tentou falar, mas, nenhum argumento foi válido e nada aplacou a aparente fúria que o Gladiador Dourado sentia contra Skeets. Karen ouviu o discurso do rapaz ajudando o pobre robô, passiva e quieta, até que pudesse tomar outro tipo de atitude, como socar a cara do Gladiador, contudo, não seria nada bom aquilo, ele já parecia acabado o suficiente, na verdade triste.

Algo que o rapaz falou deixou Karen “mexida”, não conhecia a identidade dele, mas, acabava de saber apenas por estar ali presente naquele momento que ele já perdeu alguém entre briga de gangues, novamente as diferenças levando a vida de pessoas inocentes, e quem amamos, até quando a Humanidade seguiria aquele caminho, se todos tem o mesmo Destino, a morte? Assim como era verdade, Michael acabava manchando a memória de Ted maltratando um amigo de ambos, aquela coisa pequena feita de metal era mais do que uma máquina, era um amigo e por alguma força maior, ou seja, lá como possa ser chamado isso, tinha sentimentos. Era especial aos olhos dela, assim como do jovem Besouro Azul. A última frase que o Besouro falou foi a mais importante, “sou seu parceiro, e vou te proteger, nem que seja de você mesmo”. Karen não sabia nada praticamente da relação daqueles dois amigos, mas, estava certa de uma coisa, Michael poderia ter perdido Ted, mas, ganhou alguém a altura.

- Dane-se, depois acho os outros... – Era verdade, todos estavam surtando naquele satélite, agora ela via um dos heróis mais gozadores e sociáveis em fúria contra um amigo, mesmo um amigo tão pequeno, era deveras fiel, e pelo que tudo indicava ele tinha motivos pra não contar ao Gladiador toda a historia. Karen sabia que existia não somente a mentira, mas, a ocultação da verdade, por doer demais ou por ser imposta de alguma forma, nenhum dos dois lhe agradava, mas, ambas existiam. Sentou-se com ele numa cadeira, e deitou a cabeça parecendo cansada sobre a mesa, em cima dos braços, parecia que o peso da Terra cairá sobre seu ombros naquele dia, tudo estava dando errado, ou nem tudo, já que haviam ao menos impedido todas as bombas ali. Olhou para o Besouro, cumprimentando-o com um aceno com a cabeça, um gesto sutil, mas, ele deveria entender que aquilo era um sinal de boas vindas, já que veio seguido de um sorriso sincero, agradecendo por ter se interposto na cena, ajudando o amigo, do amigo.

Ele te faz muita falta, não é? – Ficou próxima a ele, todos pareciam querer distância, ela também deveria ter saído do satélite e se isolado em algum ponto do Globo pra pensar, mas, solidão demais já tinha dentro de si, precisava ocupar-se também com seus amigos. – No meio de toda esta baderna não consegui lhe agradecer ainda pelo que falou no pronunciamento, foi muito generoso de sua parte, e digno. – Aquela última palavra ela terminou falando erguendo a cabeça e o encarando, havia pesar ainda pelas últimas noticias ruins, mas, um pouco de contentamento pela sutil mudança no comportamento daquele herói o qual ela havia quase quebrado a cara há algum tempo. – Foi uma das melhores coisas que ouvi nos últimos dias, e precisava te agradecer por isso, Michael. – Ela levantou-se, e ficou encostada na mesa olhando pra ele.

Me desculpe, mas, ouvi parte da sua conversa com Skeets, e sei que não deveria me meter, contudo, Michael... Gosto de você, e quando se gosta de alguém o melhor é ser sincero mesmo que isso te machuque mais... – Era difícil falar pra alguém não lutar contra o Destino, ainda mais quando havia uma vida querida no meio disso tudo. – O que tinha de acontecer com Ted era Destino dele, todos nós vamos morrer um dia! Ninguém vai escapar disso, Michael... Nem eu, e nem você. Sendo quem é, você deve saber os benefícios que uma máquina do tempo pode trazer a esta Humanidade, e cedo ou tarde, se conseguir conclui-la, alguém vai usá-la pra fazer o mal. Creio que mesmo que você consiga trazer Ted de volta, de alguma forma outro vai fazer um grande mal com o que temporariamente vai te fazer bem, pois, de uma forma ou de outra ele voltaria a morrer. – Ela meneia a cabeça negativamente e com força, como se tivesse falado muita besteira pra alguém que não precisava ouvir nada daquilo e naquela hora.

Droga... Já falei demais... Não precisa me desculpar, sei que falei merda... Só não quero que pense que é um inútil, e que todos pensam assim, use o que aconteceu de ruim pra ser melhor do que já era, Gladiador. Não só sendo Michael Jon Carter, mas, também o Gladiador Dourado. Use tudo que Ted lhe deixou porque sabia do seu bom coração pra fazer coisas boas. Não desperdice uma boa chance, nunca, de fazer algo bom. Podem ter sido fortes e ter tirado Ted do seu lado, que foi um grande amigo, porque não dizer um irmão, mas, ninguém tem força pra tirar ele daí... – Ergueu a mão e tocou o peito dele com o dedo indicador da mão direita, ela sorria, grandes amizades eram raras, e as verdadeiras como aquele entre Michael e Ted deveriam ser valorizadas sim. – Não tema, enquanto não existir alguém que tire de você o que sente aí dentro... – Suspirou novamente e retirou sua mão, precisava achar os outros, e desejava muito ter ajudado ele de alguma forma. - Ninguém vai substituir o vazio que ele deixou, mas, ainda tem pessoas que gostam de você e te admiram, e mais... Pessoas que precisam do que você pode ser. - Olhou do Gladiador para o Besouro, ser fria em nada lhe ajudaria, ela viu a minutos atrás uma droga de pedaço de pedra que poderia lhe matar, sabia que a morte agora estava mais próxima do nunca, contudo, tinha que lutar e espernear como uma criança que não ganhou o doce do dia em nada ia lhe ajudar. - Ted confiou lhe deu mais do que posses, te deu confiança, e confiança, Michael é o bem mais precioso que podemos ter de alguém. Então pare de brigar com os amigos, erga sua cabeça e faça o que puder pra ajudar quem precisa de ajuda no agora. - Ela deu um passo para trás. - Não sou a melhor das pessoas pra falar a alguém o que deve ou não fazer, mas, eu sei afastando os outros não vai lhe ajudar em nada, tudo que precisamos é união agora, paciência até que consigamos resolver os problemas, e confiança, não somente dos Humanos, dos amigos, mas, em nós mesmos. - Karen calou-se esperando pela explosão do Gladiador, ou seu silêncio, não sabia que fora bom meter-se na vida dele, mas, era preciso alguém lhe dizer que ele não era ruim como pensava ser. - Você é o novo Besouro Azul, não é? Se for algum espião ou falsário ou coisa parecia, eu já quebro sua cara e desconto meu dia ruim, prazer, Poderosa. - Estendeu a mão pro rapaz vestido de Azul não seria difícil identificá-lo com aquele uniforme. Sua voz foi gentil, e um pouco descontraída pra dizer a verdade.


Última edição por Poderosa em Dom Jun 02, 2013 8:57 pm, editado 4 vez(es)

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Re: DEFCON 5: Do fim ao começo

Mensagem  Leo Rocha em Dom Jun 02, 2013 2:19 pm

Estrela Vermelha:

Após consentir com o convite transmitido por Oráculo, o herói russo se vê materializar no satélite da Liga da Justiça. Ele chega no exato momento em que Homem-Hora retomava a conversa com Rajada.
Ele se surpreende com a magnitude do local e se apresenta ao herói e sua pupila. Enquanto o trio conversa, Diana se aproxima da sala de monitores e convoca a equipe para a reunião.

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Re: DEFCON 5: Do fim ao começo

Mensagem  Ricardo Sato em Dom Jun 02, 2013 3:14 pm

Chegando ao satélite,Leonid se impressiona com a grandiosidade do lugar,quanto teria sido investido em tudo aquilo....era incrível,porém mesmo assim ele se perguntava se tudo aquilo era necessário.

Ao notar os heróis a sua frente ele faz um cumprimento com a cabeça e se apresenta.

Arrow Bom dia senhores,senhorita é um prazer.

Fui convocado aqui por oráculo,são vocês que querem falar comigo?


De repente a um chamado pelos comunicadores,não sabem se deveria ou não ir com eles,ele olha para Rajada e Homen hora com a indagação em seu olhar.

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Re: DEFCON 5: Do fim ao começo

Mensagem  Pedro H. Oliveira em Dom Jun 02, 2013 3:53 pm

Superboy Prime, esse nome ainda me causava dor de cabeça toda vez que escutava. Ele é uma versão do Clark vinda de outra Terra e ja causou bastante problema para todos nos. E agora escuto que ele esta vindo para a Terra novamente! Coisa boa não vem por ai...

- Como isso aconteceu? Já não basta os problemas que temos, enfrentar o Prime é a pior coisa que pode acontecer... Me expliquem melhor essa historia.

Nesse momento, Diana aparece e pede uma reunião com todos os membros da Liga. Pelo visto algo vai sair disso e tenho medo de saber o que exatamente!

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Re: DEFCON 5: Do fim ao começo

Mensagem  Scorpion em Dom Jun 02, 2013 4:51 pm

Jaime ficou entre Skeets e Gladiador. O pequeno robô faiscava, enquanto Jaime, de braços abertos, tentava colocar algum sentido na cabeça de Michael.
GD: Sai da minha frente, Jaime! Eu tô avisando...!
Mas o garoto não saiu.
Gladiador irradiava fúria pelos poros, mas ele jamais atacaria Jaime. Michael sabia que estava perdendo o controle, mas aquilo parecia ser mais forte do que ele. Se Skeets podia ter evitado a morte de Ted, porque não o fez? E o mais importante: Quem, ou o quê haveria colocado essa informação no robô? Seria possível que Skeets estivesse destinado ao Gladiador Dourado desde antes de Michael roubar os equipamentos do Museu dos Super Heróis do século XXV?!
Michael deu dois passos até o Besouro Azul, ficando cara a cara com ele, mas então parou e virou-se. Estaria envergonhado... vltando a si? Não sabia... Parecia que a cabeça do Gladiador girava sem parar.
Foi quando Karen se meteu na conversa. A Poderosa sempre demonstrou pouca amizade com o Gladiador, mas era fato de que ela possuía grande apreço por Ted Kord, muitas vezes achando que Ted desperdiçava talento em andar com alguém como o Gladiador.
Entretanto, as palavras de Karen foram doces e amigáveis, e o Gladiador as ouviu com bastante atenção.
Poderosa: Ele te faz muita falta, não é?
GD: Você nem imagina, Poderosa... Kara...
Poderosa: No meio de toda esta baderna não consegui lhe agradecer ainda pelo que falou no pronunciamento, foi muito generoso de sua parte, e digno. Foi uma das melhores coisas que ouvi nos últimos dias, e precisava te agradecer por isso, Michael.
Gladiador olhou nos olhos da heroína e respondeu, sincera, mas tristemente.
GD: Eu é que nunca me desculpei pessoalmente pelo que eu disse, Kara. Você não precisa me agradecer. Eu não disse nem a metade do que deveria ter dito sobre você. Você faz tanto pela SJA e pela LJA, mas no fim, parece que os louros sempre caem sobre o Super. Eu sei que você não tá em busca de ouro e glória. Isso seria coisa de um herói futil, como eu sou... era... sou... não sei. Mas mesmo assim, um pouco de reconhecimento nunca faz mal. Só queria que o mundo soubesse que, ao menos pra algum colega seu da Liga você é bem mais que... bom, você é bem mais do que pensam. Desculpe então se te tratei como uma mulher vulgar. Eu te desci ao meu nível sem que você merecesse.
Michael baixou a cabeça. Não havia encarado a Poderosa desde aquele incidente.

Poderosa então tocou no assunto da máquina do tempo.
GD: É complicado, Kara. Se eu não tivesse vindo do meu tempo pra cá, o Ted nunca teria morrido, não desta forma. Eu preciso construir essa máquina. Mesmo que não o traga de volta... mas preciso ao menos voltar no tempo e dizer a ele sobre o que sinto sobre nossa amizade... que ele foi o meu grande irmão... que sinto muito pelo que lhe espera. Preciso perguntar pra ele o que ele ia me dizer, antes de morrer.

Poderosa: Droga... Já falei demais... Não precisa me desculpar, sei que falei merda... Só não quero que pense que é um inútil, e que todos pensam assim, use o que aconteceu de ruim pra ser melhor do que já era, Gladiador. Não só sendo Michael Jon Carter, mas, também o Gladiador Dourado. Use tudo que Ted lhe deixou porque sabia do seu bom coração pra fazer coisas boas. Não desperdice uma boa chance, nunca, de fazer algo bom. Podem ter sido fortes e ter tirado Ted do seu lado, que foi um grande amigo, porque não dizer um irmão, mas, ninguém tem força pra tirar ele daí... Não tema, enquanto não existir alguém que tire de você o que sente aí dentro... Ninguém vai substituir o vazio que ele deixou, mas, ainda tem pessoas que gostam de você e te admiram, e mais... Pessoas que precisam do que você pode ser.
GD: Não precisa se desculpar, Kara... Como você mesma disse, "amigos precisam ser sinceros". Eu.. gostei do que eu ouvi de você. Eu achei que você me achava um palerma, mas pelo visto, não tão palerma assim, haha.
Michael tentava manter o bom humor.
GD: Eu nem sei o que posso vir a ser, Kara... Skeets tem mentido, demosntrado sentimentos humanos. Pode ser apenas um devaneio da sua programação...
Kara então se apresentou ao Besouro Azul de forma descontraída. Quando os heróis foram deixar o local, Gladiador parou e disse.
GD: Vai indo na frente, Jaime. Preciso falar um segundo com a Poderosa.
Então, Gladiador aproximou-se dela, pegou ambas as suas mãos e deu um beijo sereno em uma delas.
GD: Às vezes, por você ser tão Super... as pessoas devem esquecer que você ainda é uma dama. Eu não sabia que embaixo desse... peito de aço havia uma pessoa tão bacana, Kara. Muito... obrigado.
Então, Michael deu um abraço em Poderosa.
GD: Valeu mesmo...
Quando estaa saindo, ele disse, num tom meio desconcertado.
GD: Ah! E sobre dizer que acho você magnífica e linda e, sei lá mais o quê, não é só por causa dos seus... digo - Michael fazia um círculo como se desenhasse no próprio peito o símbolo da Poderosa - digo... é porque eu realmente acho você linda, não só por causa deles e, digo... eles também são, mas... Droga. Tô melando a vara, né? Melhor eu ir indo?

Quando saiu, Gladiador encontrou-se com Jaime.
Ele apontou o dedo no peito do jovem e gritou, nervoso...
GD: ESCUTA AQUI, MOLEQUE!!! VOCÊ PODE SER O BESOURO AZUL AGORA, MAS VAMOS CONVERSAR SOBRE VOCÊ SE METER LÁ DENTRO! ABRA BEM ESSAS TUAS ORELHAS AZUI SOBRE O QUE EU VOU DIZER! SE TU VAI SER O MEU SIDEKICK...
Michael então baixou o tom de voz e sorriu, mostrando que estava melhor.
GD:...é bom que você continue me impedindo de fazer besteiras e idiotices, como a que fiz há pouco tempo. Você sabe... Tu tava certo, Jaime. Skeets não é só uma máquina. Talvez eu o tivesse pensado agora só como uma máquina, pois eu não poderia perdê-lo como perdi ao Ted. Obrigado pelo que você fez lá atrás... Eu teria me arrependido se você não tivesse me impedido e eu sei que não foi o tal do Khaji-Da quem te fez me impedir... foi o teu senso moral! Essa é uma das grandes qualidades dos heróis! Saber se colocar entre o errado e o certo. Agora... vamos tomar uma tequila lá embaixo. Ainda não brindei ao Ted essa semana. Você bebe tequila e eu uma cerveja e... droga! Desculpa, te estereotipei de novo, né? Vamos nessa!
Antes de partirem, Gladiador colocou a mão no ombro de Jaime.
GD: Ted estaria orgulhoso de você usando o manto dele, Jaime. Tenho certeza de que você fará grandes feitos como o Besouro Azul. Depois de tomarmos um trago, eu vou te apresentar pro resto do pessoal. Deve ter uma super pirralha por aí pra tu paquerar com essas tuas asinhas de borboleta azul. BWAHAHAHAHAHA! A propósito... a nossa risada oficial é "BWAHAHAHAHA!" Nada de "Hahahaha" ou "Mwahahaha"! É apenas "Bwahahahaha!"
Quando partiram, Michael olhou para cima, como se pudesse ver Ted no céu e pensou.
GD: Ainda vamos nos encontrar, velho amigo... isso, eu juro!
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Re: DEFCON 5: Do fim ao começo

Mensagem  Convidado em Dom Jun 02, 2013 7:19 pm

Diana... Sempre é bom contar contigo, você entende os caminhos da guerra e da diplomacia, é guiada pelo seu grande coração. Eu sabia que dos presentes, você era a única que eu poderia desabafar. Eu confio em você e em seu discernimento, sei que o que conversamos terá menos impacto que os demais heróis, obrigado por seus ouvidos.

Ela está certa, não é o momento de declarar guerra e instaurar um governo mundial, veremos com as coisas se desenrolam, daí saberemos se essa ação é inevitável ou não. E, talvez, esse não seja o papel da Liga, mas de quem seria? Quem sabe meu lugar não seja mais na equipe, talvez eu tenha que assumir outra posição no mundo, algo que exceda a função de "super-herói".

Entretanto, pode ser que eu não seja o único a ter essa ideia, Bruce está formando seu próprio exército global. Todos nós sabemos do que ele é capaz de fazer para alcançar seus objetivos, já fomos alvos de sua paranoia. O que um exército de Batmen conseguiria fazer? O que você está tramando, Bruce?

Saio da sala de reuniões junto com Diana, mais aliviado, a tensão e os efeitos do verme já se dissiparam, mas a preocupação não diminui. Vejo muitas caras novas no satélite da liga, nós já fomos mais criteriosos quanto a quem entrava aqui, ainda estamos confusos como grupo, falta uma liderança, uma hierarquia, no momento somos um pouco mais do que um bando, porém, nada que não possa vir a se tornar a Liga da Justiça. No meio de todos percebo que tem algo de errado com Karen, nunca a vi desta maneira, espero que não seja mais um problema, também noto o Estrela Vermelha, eu mesmo sugeri seu nome para o grupo, mas ele terá que se explicar sobre o ataque a Coréia do Norte e, finalmente, vejo J'onn, é bom contar com ele.

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Re: DEFCON 5: Do fim ao começo

Mensagem  Dana em Dom Jun 02, 2013 9:34 pm

Não se dera conta no começo da briga que Michael chamava o rapaz pelo nome de Jaime, então era este o nome do novo Besouro Azul, ele havia perdido alguém que gostava em uma briga de gangues, e pelo pouco ou por tudo que vira ali, ele já sentia um grande zelo pelo parceiro, isso a deixou contente por dentro, era difícil para ela tirar aquela mascara de “durona”, em qualquer ocasião. Contudo, sabia o quanto era precisa ela “baixar a guarda”, ou acabaria se tornando tão fria quanto aparentava ser de verdade. Ela ouvia com paciência cada palavra dele, deixando um pouco de lado Jaime, mas, não por falta de respeito ou indiferença quanto a presença dele, e sim por precisar dar toda sua atenção a alguém que parecia estar desmoronando agora, e era um companheiro.

- Você mais do que eu deve saber os efeitos de viver na sombra de alguém que todos sabem ser grande, não é, Gladiador? – Referia-se a ele sim e sua relação com Ted o qual todos respeitavam e queriam bem, ela vivia da mesma forma, a sombra de seu primo ou até mesmo de Kara, a qual tinha mais destaque que Karen na família que portava o famoso e pesado “S” no peito. – É nosso estigma, cabe a nós aceita-lo ou melhorarmos a cada dia. Se você aceitar ser chamado de inútil todo dia de sua vida, é assim que vai ser, mas, se você quer melhorar e trabalhar pra isso, é assim que vai ser Michael. Parece uma filosofia de livro barato de autoajuda, mas, é verdade... – Ela torna a ficar em silencio ouvindo-o sobre a máquina do tempo e novamente demonstrando sua devoção sobre Ted Korn.

- Como o Besouro aqui falou ele é seu amigo, e de certa forma deve estar lhe protegendo de algum jeito ou pensando que faz isso. Se ele sendo uma máquina apresenta sentimentos, considere uma bênção de alguma força maior do Universo que de alguma forma zela por você através dele... – Era estranho sim pensar que uma máquina poderia ter sentimentos, mas, ela já vira coisas semelhantes, e coisas praticamente inimagináveis, porque não considerar aquilo como sendo real também? Ele mal deixa ela conhecer o rapaz, e o encaminha pra fora do refeitório, mas, volta sozinho e faz um gesto que ninguém havia feito com ela naquele planeta, ou mesmo no seu, algo com afeto. Um beijo em suas mãos, que nem eram sedosas ou mesmo perfumadas, estavam calejadas de fazer força, bater, erguer e atirar coisas ao longo de toda sua vida. Karen não queria, mas, ficou sem graça, pois, fora pega de surpresa por ele.

- Obrigada... – Foi só isso que ela conseguiu responder, depois de devolver suavemente o abraço que ele lhe dera, viu o Gladiador se afastando ainda corada, sem o encarar mais, como se por alguns segundos alguém conseguisse ter lhe dado um pouco de Humanidade, mas, algo mais feminino coisa que ela não era muito, tendo de agir quase a todo momento como ferocidade e punhos. - Sai daqui, peste! - Ela grita com ele rindo, por fim se ela tivesse uma bandeja ali teria jogado nele, voltando a prestar mais atenção nas entrelinhas do que ele falava referindo-se aos seus peitos. Virou a cabeça de um lado para outro, sorrindo mais, ele não mudaria naquilo, ainda bem o bom humor estava intacto, agora precisava ajudar o herói a restabelecer sua autoconfiança.

- Esta praga não muda nisso... – Karen sai dali mais leve, melhor recomposta dos efeitos da kryptonita e segue para a sala onde havia deixado os outros, notando a presença do Estrela Vermelha, cumprimenta o rapaz com um aceno com a cabeça, e dá toda sua atenção para Diana que convocava a todos para uma Reunião, ela via J’onn ali também, e o Lanterna, mas, nenhum dos velocistas, será que algo de errado havia acontecido com eles? Não era comum não atenderem ao chamado da Liga, ainda mais com tantas questões sérias acontecendo pelo Mundo todo. Era visível que ela ainda não estava totalmente recobrada, seu rosto ainda estava pálido e seus olhos apresentavam algo beirando a cansaço.


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Re: DEFCON 5: Do fim ao começo

Mensagem  Administrador em Ter Jun 04, 2013 1:05 am

Eu sou o cara mais sortudo do mundo por ter a esposa que tenho. O mundo todo poderia até estar contra mim. Se eu tiver o apoio de Jesse nada mais importa. Só é importante o que pensam as pessoas que nos amam. Após nossa conversa, Jesse acompanhou a Mulher-Gavião até a sala de comunicações do satélite para contatar Doutor Meia-Noite na base da Sociedade. Nesse instante, eu tive uma ideia para motivar Rajada. Mas para isso, eu precisaria da ajuda de uma amiga em especial. Então eu fiz um pedido para Jesse.

- Já que vocês utilizarão a frequência de comunicação da Sociedade, aproveite para convocar Stargirl. Ela me mataria se ficasse de fora da nova formação da Sociedade. Além do mais, eu creio que Stargirl será um boa influência para Rajada.

Em seguida, eu retomei minha conversa com Rajada. Ela realmente precisava de um pouco de motivação. A garota duvidava da própria capacidade. Se eu realmente tenho a intenção de inspirar pessoas, tenho de começar pela minha própria equipe.

- Hey! Não fique tão desanimada. O que aconteceu no cemitério não foi culpa sua. Sei que é difícil de acreditar mas todos os heróis que estão aqui já passaram pela mesma situação. Ninguém começa com total domínio dos poderes. Você acha que eu sabia o que estava fazendo quando me tornei o Homem-Hora? Miraclo quase me matou! Levei muito tempo para aperfeiçoar a fórmula. Eu gostaria que você conhecesse a Stargirl. Ela tem quase a sua idade e também já passou por essa fase. Se ela conseguiu então você também consegue. Apenas dê tempo ao tempo. Eu estarei do seu lado para o que você precisar. Não hesite em falar comigo. Estou certo de que logo você deixará seu pai orgulhoso.

Então mais convidados chegaram ao satélite, inclusive, Estrela Vermelha, herói do povo russo. Eu não conhecia todos os detalhes, mas aparentemente, ele estava tendo problemas com seus compatriotas.

- Não sou membro da Liga, mas seja muito bem-vindo Estrela Vermelha! Diante dessa crise internacional, temos que unir esforços. Se precisar de ajuda para se adaptar por aqui, conte com o apoio da Sociedade da Justiça!

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Re: DEFCON 5: Do fim ao começo

Mensagem  Convidado em Ter Jun 04, 2013 10:06 am

Já fazia algum tempo que J'onn não estava no satélite da Liga. E a circunstância que o trouxe ali não é nada boa, Lois está morta. Jo'nn mais do que ninguém sabe o que é perder a esposa... e filhos.
Ele sabe que nem precisa ler amente de Clark para saber o que ele está fazendo, o desarmamento foi pra evitar uma outra guerra mundial sim, mas Clark queria mesmo é se isolar de tudo por um tempo, e as ogivas foram uma boa desculpa pra isso.
Mas com essa ação dele, foi aceso um estopim que á tempos estava para ser aceso, uma crise sem precedentes na Liga da Justiça.

J'onn percebe a aflição do Homem Hora em comandar a SJA, mas ele vai ser um ótimo líder, só que ele ainda não sabe disso. Ele também vê Aquaman e Mulher Maravilha falarem á portas fechadas e depois Diana chamar os presentes para um reunião.

A liga precisa de um líder e rápido, para dar uma resposta ao mundo e á aqueles que querem destruir o maior equipe de todos os tempos.

J'onn irá esperar Diana se pronunciar, depois falará o que pensa...



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Re: DEFCON 5: Do fim ao começo

Mensagem  Phelipe Peregrino em Qua Jun 05, 2013 7:56 am

Gladiador Dourado: Sai da minha frente, Jaime! Eu tô avisando...!

Besouro Azul: Não! - Respondi decidido.

Gladiador me encarou com fúria e por um instante eu achei que fosse apanhar. Seus músculos estavam contraídos e os olhos me encaravam como se eu fosse um super-vilão ou sei lá. E a voz de Khaji-Da na minha cabeça não ajudava em nada. Sempre repetindo "ele é perigoso", "ele tem intenção de te atacar". Dessa vez, eu achei mesmo que ele estava certo.

Até que a Poderosa entrou no assunto.

Poderosa: Me desculpe, mas, ouvi parte da sua conversa com Skeets, e sei que não deveria me meter, contudo, Michael...

O nome do Gladiador é Michael?

Khaji-Da: Você está se expondo, Jaime Reynes. O indivíduo "Poderosa" é de origem Kryptoniana, uma ameaça de nível 11.

Poderosa: Ele te faz muita falta, não é?

Gladiador Dourado: Você nem imagina, Poderosa... Kara...

O nome da Poderosa é Kara!?

Khaji-Da: Eles não têm o menor cuidado com a proteção de suas identidades, Jaime Reynes. Não deveria desperdiçar seu tempo e meus recursos com eles.

Ignorei a voz de Khaji dá surpreso de mais com tudo que estava acontecendo ao meu redor. A próxima coisa com a qual me dei conta foi o Gladiador me pedindo para ficar à sós com a Poderosa. Eu quiz protestar. Dizer "de ninguna manera voy a estar solo en este lugar", mas achei melhor não forçar a barra, apenas pego Skeets no colo e saio. Fico do outro lado da porta escorado numa das paredes e olhando para o corredor.

Khaji-Da: Isso é uma instalação militar, Jaime Reynes.

Não é não. É a Torre da Liga. Eles são os maiores protetores da Terra.

Khaji-Da: Eu estou ciente do status da Liga da Justiça, Jaime Reynes. No exato momento em que você me ativou eu estabeleci conexão instantânea com sinais de ethernet com um vasto banco de informações da Terra e atualizei meus bancos de dados.

Sério? Que banco de informações?

Khaji-Da: Wikipédia.

O Gladiador aparece e impede que eu tenha um ataque de risos no meio da Torre da Justiça.

Gladiador Dourado: ESCUTA AQUI, MOLEQUE!!! VOCÊ PODE SER O BESOURO AZUL AGORA, MAS VAMOS CONVERSAR SOBRE VOCÊ SE METER LÁ DENTRO! ABRA BEM ESSAS TUAS ORELHAS AZUI SOBRE O QUE EU VOU DIZER! SE TU VAI SER O MEU SIDEKICK...

Khaji-Da: Ele vai nos atacar, Jaime Reynes! - O escaravelho gritou na minha cabeça. - Ative as manobras defensivas agora!

Mas então o Gladiador abriu um sorriso.

Gladiador Dourado: ...é bom que você continue me impedindo de fazer besteiras e idiotices, como a que fiz há pouco tempo.

Besouro Azul: Pode contar comigo, jefe. - Eu retribuo o sorriso.

Gladiador Dourado: Ted estaria orgulhoso de você usando o manto dele, Jaime. Tenho certeza de que você fará grandes feitos como o Besouro Azul. - Abro um sorriso bobo ao ouvir essas palavras. - Depois de tomarmos um trago, eu vou te apresentar pro resto do pessoal. Deve ter uma super pirralha por aí pra tu paquerar com essas tuas asinhas de borboleta azul. - Meu sorriso morre depois de ouvir essas palavras. Super ou não, eu ainda sou uma negação com mulheres. - A propósito... a nossa risada oficial é "BWAHAHAHAHA!" Nada de "Hahahaha" ou "Mwahahaha"! É apenas "Bwahahahaha!"

Besouro Azul: "BWAHAHAHAHA" - Repeti tentando ver se tinha entendido.

E, assim, juntos, caminhamos pelos corredores da Liga da Justiça. O que o futuro iria reservar para mim eu não sabia, e aposto que nem mesmo um herói vindo do futuro iria saber. Mas, seja lá o que vier, tenho certeza que será incrível.

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Re: DEFCON 5: Do fim ao começo

Mensagem  Leo Rocha em Sab Jun 08, 2013 1:53 pm

Poderosa estava cansada. Estressada com todos os golpes que a Liga havia levado em tão pouco tempo e bastante preocupada com o futuro. Um futuro em que agora ela tinha sua própria kryptonita. Em que a ameaça de morte lhe soprava a nuca. Em que Superman não estaria por perto para inspirá-los e orientá-los. Um futuro em que a Liga deixava de manter seu papel de neutralidade frente a injustiças históricas cometidas nos ambitos políticos da humanidade. Mas ela notava que independente de que futuro seria esse, ainda haveria nele uma dupla Azul e Dourado e isso lhe dava um mínimo de esperança.
Apesar de sentir a sombra da tristeza se apossando da alma do gaiato herói do futuro, ela ainda vê em suas atitudes a essência de seu bom humor e uma certa fragilidade muito bem escondida. Ver o cuidado de Michael com o novo Besouro lhe dava esperanças de que o Gladiador recuperasse parte da alegria que perdeu no dia em que Ted Kord se foi.
Eles estavam se despedindo no momento em que a convocação da Mulher Maravilha chega. Todos sabiam que havia muito a ser discutido e que já passara da hora de se reunirem para analisar a situação.
Ela segue pelo corredor e encontra novamente Michael e Jayme, que estranhamente riam pelo corredor, como se estivessem treinando uma risada. Quando os três entram no salão, podem observar a presença dos seguintes heróis no local: Caçador de Marte, Kyle Rayner, Fantasma Espacial, Superboy, Homem-Hora, Liberty Belle, Rajada, Mestre Judoca, Estrela Vermelha, Aquaman, Mulher Maravilha Ray Palmer, Ryan Choi, Homem Borracha e Dr. Meia Noite.
Superboy conversava com o Fantasma e o Lanterna que estavam fornecendo mais detalhes sobre a fuga de Prime. Kyle Rayner falava:

Arrow Ele manipulou o Lanterna Verde que fazia sua escolta na ciencela e escapou. No momento os dois estão foragidos e aparentemente portando anéis da tropa. Infelizmente os guardiões não tem liberado muita informação sobre o prime para os Lanternas terráqueos. Isso tem dificultado até mesmo para saber quais serão os próximos planos dele.

Arrow Também temos que ficar atentos a um possível ataque extra-dimensional direcionado à Terra. Eu vim de outro universo. Fui trazido aqui pelo evento que vocês chamam de hypercrise. Aparentemente, esse evento abriu as portas para uma tentativa de invasão extra-dimensional que deve ter começado há algum tempo. Vocês tiveram algo com esse perfil acontecendo?

Do outro lado do salão, Homem-Hora terminava de animar Rajada quando Estrela Vermelha chegou. O líder da Sociedade da Justiça saudou o recém-chegado, enquanto sua esposa fazia o contato com Sideral. Rajada parecia mais animada pelas palavras do herói e pela possibilidade de poder compartilhar com mais alguém a realidade de super-heroína adolescente.

Mulher Maravilha pede a todos um pouco de silêncio e diz:

Arrow Infelizmente, o que nos une hoje é um momento para o qual nós jamais poderíamos nos preparar: algo ou alguém deliberadamente está empreendendo um ataque contra a liga, sistematizando um ataque coordenado de forma a incitar a população e alguns líderes mundiais contra a gente. O diferencial nessa situação é que Superman foi afetado de forma drástica pela situação... Ele perdeu uma pessoa muito querida e viu amigos quase serem mortos. Diante de uma iminente guerra nuclear e sob a influência de tudo que aconteceu, ele tomou a decisão de desarmar o planeta. Superman levou todo o aparato militar do planeta para o espaço, impedindo que fosse usado, mas nos trazendo a um novo momento... Um em que a Liga cruzou uma barreira que se mantinha até então: a de interferência direta em questões como ameaças de guerra e outros pontos de âmbito político.

Ela olha para todos os presentes e para Arthur, identificando a aprovação ou negação de suas palavras. Em seguida ela olha para Estrela Vermelha e fala:

Arrow Bem vindo, Estrela Vermelha! Você também foi citado como envolvido nos conflitos referentes à Coréia do Norte. Nós decidimos chamá-lo aqui para saber o que realmente houve por lá e para tentarmos somar esforços, se for o caso. Esse é um momento em que temos que nos unir e pensar juntos, por isso também considero importante a presença da Sociedade da Justiça nesta reunião.

Ela dará tempo para Estrela Vermelha e quem mais quiser falar no momento. Depois continuará:

Arrow No funeral de Lois Lane, descobrimos que as ações dos extremistas tem sido controladas através de uma criatura. A mesma que por um momento tentou controlar a mente de Aquaman. Neste instante, uma dessas criaturas, desses vermes maléficos está sendo analisada pelo Dr. Meia Noite. Com essa informação, reforçamos a teoria de uma ação organizada. De algo numa escala muito maior do que os planos tradicionais de nossos inimigos.

Dr. Meia Noite fala então, rapidamente:

Arrow Bom, ainda não tive tempo para maiores análises, mas cheguei à conclusão que o verme é uma espécie de parasita sintético, programado para aderir a um hospedeiro e inserir nele uma programação pré-estabelecida. A julgar pelo comportamento dos afetados, esta seria uma programação que visa despertar a raiva e o medo, tornando as pessoas mais agressivas e com pouco ou nenhum instinto de auto-preservação. Aquaman parece ter sido afetado. mesmo sem o contato direto com a criatura, por conta do elo telepático que estabeleceu com ela. Eu queria aproveitar também pra dizer que os feridos na luta com Aquaman: Ricardita, Canário Negro e Arqueiro Vermelho, estão na enfermaria e se encontram bem. Só precisam descansar um pouco.

Arrow Obrigada pelos informes. Desde a saída do Superman da Liga da Justiça, um vácuo foi aberto. A equipe tem estado sem liderança, dispersa, descoordenada. Precisamos decidir hoje quem assumirá a liderança da equipe e a partir daí, iniciar uma estratégia que nos permita avançar para a extinção desta conspiração e para este status novo que se impõe à Liga da Justiça.

O Homem-Borracha pergunta:

Arrow Que status novo?

Arrow O que nos impede de continuar vendo o mundo se destruir e agir como se só pudéssemos recolher os cacos que caem no processo.

A frase é grave e seu conteúdo cai como uma bomba na assembléia. Diana sabia disso quando pensou em dizê-la e ainda assim ver seu efeito sobre os amigos lhe causa uma série de emoções indescritíveis.

Arrow Neste momento eu teria três sugestões de nomes para assumir a liderança do grupo: Jonzz, Poderosa e Aquaman. Na minha opinião, esses três possuem o perfil que a equipe precisa nesse momento. Eu não poderei assumir essa função no momento por conta de questões envolvendo minhas obrigações com Themiscyra, mas continuarei na equipe e ajudarei ao líder.

Ela faz uma pausa e diz:

Arrow Este é o momento em que gostaria de ouvir a todos os presentes sobre as indicações e sobre os próximos passos.

Ela se cala e aguarda o que os colegas dirão.

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Re: DEFCON 5: Do fim ao começo

Mensagem  Ricardo Sato em Sab Jun 08, 2013 3:33 pm

Estrela sorri,estava mais impressionado com a liga em si,do que com seu quartel.

Homem-hora apoiando sua,aparentemente,recruta e as palavras de Mulher maravilha pedindo pela verdade ao invés de exigir explicações lhe pacificavam depois de tantos problemas.

Não conhecia profundamente as pessoas indicadas a líder mas todos era nomes impossíveis de não se ter ouvido falar.

Sua tensão retorna porém ao ouvir as intenções proativas ,por assim dizer ,da liga.

Ele decide então se pronunciar.

Arrow Senhores e senhoras,é uma honra estar aqui.

Vejo que estão mesmo com muitos problemas,o tal prime uma invasão e ainda essas criaturas,sem contar com a possibilidade de uma parte ou tudo estar conectado com certeza é bastante perturbador.

De minha parte as informações são as seguintes.

A Rússia não tinha qualquer motivo para atacar a Coreia ,a tal frota russa na verdade eram aeronaves com sofisticada tecnologia de camuflagem e armamento,trabalhando para o governante coreano.

A missão delas era transportar armamento roubado de meu país e entrega-lo a meta humanos integrantes do exército norte coreano,eu mesmo as destruí para impedir isso.

Não sei se kim jon un é só louco ou se está sobre o efeito de um desses vermes,mas na minha opinião o objetivo dele é começar um conflito entre a liga oriental e os países do ocidente...e jogar vocês também contra a Rússia.

Porém como ele não conseguiu as armas que lhe permitiriam realizar isso,ele apenas aumentou o caos nos acusando.

Como não sou membro da liga não tenho por que opinar quanto a liderança,entretanto quanto a sua mudança de postura devo dizer que esse pode ser um dos objetivos dos seus oponentes.

E sim,seus oponentes, qualquer um que queira manipular o status mundial ou dominar o mundo em si,primeiro tentaria neutralizar a liga.

Uma coisa é enfrentar algumas pessoas manipuladas,outra completamente diferente é lidar com a população e governantes genuinamente temendo vocês.


Leonid deixaria suas palavras no ar e olharia com atenção absorvendo as reações de todos,em especial olharia nos olhos dos possíveis líderes tentando perceber a opinião deles sobre essa postura,por suas expressões.

A liga estava sobre muita pressão,e ele entendia que essa é a hora onde idéias loucas tendem a aparecer,mas apesar de acreditar em disciplina ele também acreditava em governos independentes.

Uma lembrança porém martelava no fundo de sua mente,apesar de não totalmente relacionada ao assunto.

Teria superman tido tempo de encontrar e invadir sua nave para pegar armamentos,ou seu país ainda era uma potência nuclear?

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Re: DEFCON 5: Do fim ao começo

Mensagem  Scorpion em Sab Jun 08, 2013 5:02 pm

Gladiador acompanhou o novo Besouro e Poderosa até a sala de comando da Liga da Justiça, onde todos os heróis se reuniam.
Ele percebeu que o Estrela Vermelha foi apresentado à equipe e aproveitou a oportunidade para apresentar o ovo parceiro ao resto da Liga. Aquilo talvez fizesse com que Jaime se sentisse mais à vontade com a presença entre grandes heróis. Michael sabia que o garoto deveria estar com um baita frio na barriga, afinal, há poucos anos Michael tinha sentido esse frio também.
GD: Pessoal! Aproveitando a deixa do Estrela Vermelha, eu gostaria de apresentar o sucessor do Ted. Ele ainda é um novato, mas eu já pude testemunhar o seu poder e valor e digo que ele tem bem mais do que é preciso pra estar entre nós. Conheçam: O Novo BESOURO AZUL!
Michael então deu dois tapinhas nas costas de Jaime e disse:
GD: Vai lá, garoto. Essa é a sua hora de fazer bonito. Tenta não gaguejar como eu fiz na minha primeira aparição... Depois te conto essa...
Então, o Gladiador Dourado abriu espaço para o novo amigo falar.

Depois da apresentação de Jaime, o Gladiador ouviu sobre o caso do Superman.
Aquilo para ele foi um grande absurdo. Ele nao estava muito a par da situação da Coréia, então não entrou nesse mérito...
GD: Dá licença, mas eu ouvi direito? Diana, você tá nos dizendo, na maior cara-de-leite que o Superman simplesmente se revoltou, pegou todo o arsenal nuclear do nosso planeta e o levou embora?! Com que direito o Super fez isso??!! Será que eu sou o único aqui que não concorda com isso? Olha, eu entendo que uma pessoa muito querida pra ele morreu... Eu também cabei de perder um amigo que amava muito, vocês sabem disso... E amigos que "quase morreram"? Que eu bem me lembre, a minha equipe toda quase morreu quando o Apocalipse veio aqui e matou o Super. Tora quase morreu, Bia quase moreu... Eu perdi um braço e o Ted ficou em coma porque o psicopata do espaço pegou ele pela cabeça e o enfiou no asfalto! Eu lembro que todos choraram a morte do Super, mas eu fui o único que apareceu pra trocar as flores do quarto do Ted!
Gladiador ficou tão exaltado que levantou-se e deu um soco na mesa.
GD: vocês valorizam demais as dores do Super... todos perdemos pessoas que amamos! é o preço do que fazemos! Ser à prova e balas e mais rápidos que locomotivas não transforma você, eu e nem o Superman em deuses!!! A Terra tem direito ao seu livre arbítrio! Se querem se explodir, então nós, como heróis, deveríamos fazê-los enxergar a verdade, e não forçá-los a engolí-la! Ted Kord foi decapitado por um Deus Japonês da morte... Não tem um dia que eunão sinta a sua perda, mas uma coisa que eu... Ouvi de uma amiga... Uma amiga que está muito mais perto de ser uma Deusa do que eu... É que as pessoas morem, e não há nada que possamos fazer quanto à isso, apenas honrá-los... Se o Superman pode recolher todas as bombas do mundo porque uma pessoa morreu com uma explosão, então eu posso voar até o Japão e surrar qualquer garoto, adulto, mulher e idoso que admire a cultura samurai!
Gladiador então começou a acalmar seus ânimos, olhando para todos os companheiros ali e pousando os olhos em Diana por último.
GD: Eu sei que a culpa não é sua, Diana, e peço desculpas se me exaltei... Mas vocês não podem concordar com isso. Toda a minha carreira heróica eu fui tido como um palhaço... Uma perda de tempo. Eu tive que ver meu amigo morrer pra poder me tocar o quanto desperdicei os poderes que o destino me permitiu conseguir... Permitir que o Superman aja como o juiz do destino da humanidade é tão ou mais baixo que colocar patrocínios no seu uniforme e querer ganhar dinheiro com seus poderes... Acreditem, eu sei. Por favor, não se permitam este fardo.
Michael preparou-se para sentar.
GD: desculpem se me estendi...

Depois, Diana falou sobre a liderança da Liga. Aquelas eram opções interessantes: Aquaman já havia liderado a Liga, Poderosa a Sociedade e Jonz a Liga Internacional.
GD: São realmente excelentes opções, Diana. Todos com experiência em liderança, sendo que dois deles já me lideraram: Aquaman há pouco tempo, na investida contra o Inferno e Jonz na Liga Internacional... Por esta razão, meu voto vai pra Poderosa. Minhas razões são simples: Jon não conseguiu fazer a nossa Liga Internacional dar certo e Arthur... Foi a sua liderança que mandou a minha equipe pro labirinto do Gardner. Ted Kord morreu lá. Sei que seus exércitos podem ter conseguido uma grande vitória pra você, mas pra mim, aquela foi a minha maior derrota. Preciso superar tudo isso antes de poder seguir a sua liderança algum dia... Além disso, acho que a Liga precisa de um direcionamento com mais coração, coisa que a Poderosa tem... Bem mais que os outros dois.
Depois de suas palavras, Michael ouviu os companheiros.

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Re: DEFCON 5: Do fim ao começo

Mensagem  Administrador em Sab Jun 08, 2013 11:26 pm

Os ânimos estavam exaltados no satélite da Liga. As ações do Superman repercutiram em todo o planeta. Líderes mundiais, como o Adão Negro, faziam ameaças.
Diante desse panorama, as opiniões dos justiceiros divergiram. Aquaman e Mulher-Maravilha pareciam preparados para uma guerra. Mas se minha experiência no Kahndaq me ensinou alguma coisa, foi que super-humanos não devem se envolver com assuntos políticos.
É verdade que o antigo governante do Kahndaq era um déspota, mas tomar o poder a força como o Adão Negro fez não torna ele diferente de seu antecessor.
Sei que os fundadores da Sociedade combateram os nazistas durante a Segunda Guerra a pedido do Presidente Roosevelt. Mas também não posso me esquecer do período da Caça às Bruxas, quando o vigilantismo foi considerado um ato subversivo. Eu ainda não havia nascido, mas soube que meu pai se opôs ao Macartismo, o que trouxe graves consequências para ele. Uma hora você é visto como um herói pelo seu país, para no instante seguinte ser tratado como um inimigo. Uma coisa é certa, políticos e mascarados não combinam.
Caso a Liga da Justiça interfira na política mundial, eles não contarão mais com o meu auxílio. Não apoiarei extremismo de qualquer espécie. Os ideais da Sociedade da Justiça são sólidos. Antes que alguém tomasse uma decisão radical, eu manifestei minha opinião.

- Eu concordo com Estrela Vermelha. Já pensaram que é exatamente isso que nossos inimigos querem? Acuar a Liga da Justiça para fazer com que vocês respondam com uma medida extrema? Por acaso, vocês pesaram as consequências? Nem sou capaz de mensurar o caos que será gerado se seguirem esse caminho! Mas estou certo de que alguém aguarda esse momento ansiosamente para explorar tal oportunidade. Então peço que me perdoem, mas retirarei o apoio da Sociedade caso sigam esse curso.

As vezes, eu esqueço que a Liga é uma equipe de elite formada pelos melhores heróis do mundo. A Liga foi reunida para enfrentar ameaças de grande porte. Nada mais. Eles não defendem valores ou princípios como acontece com a Sociedade. Mas herói não é somente um cara que captura bandidos e salva vidas. Um herói também é um exemplo para o povo. Nossa responsabilidade é grande. Pelo visto, alguns dos membros da Liga esqueceram qual é o papel de um herói, o que não é nada animador.


Última edição por Homem-Hora em Ter Jun 11, 2013 6:39 pm, editado 1 vez(es) (Razão : Concordância)

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Re: DEFCON 5: Do fim ao começo

Mensagem  Dana em Dom Jun 09, 2013 4:56 pm

Kara tinha nos olhos a preocupação com os fatos que estavam expostos naqueles últimos dias, que se tornavam com o passar das horas mais e mais angustiantes. Não fazia ideia de como a kryptonita de seu planeta havia chegado ali naquela Terra, e já sentiu no corpo o poder daquela simples pedra, que poderia lhe matar, certamente. Era estranho pensar nisso, que um pedaço do lugar que foi seu Lar no passado poderia causar sua morte, uma dualidade impactante, ainda mais para quem era considerado feita de aço, contudo, junto daquela rocha tornava-se tão frágil quanto cristal. E para alguém com a personalidade tão forte e destemida, era quase vergonhoso admitir que algo tão simples lhe era tão mortal.

Ficou contente em ter ajudado o Gladiador, ele estava mudando, lentamente, devido a morte de seu melhor amigo, mas, estava tornando-se melhor. É triste você perceber que até mesmo super heróis precisam perder alguém quem amam para mudarem, se tornarem melhores em seu modo de ser, agir e pensar, isso a levava a crer que cada um por trás daqueles uniformes era tão humano, quanto a Humanidade que juraram defender. “Somos tão frágeis quanto eles, e parecemos não perceber, ou pior, admitir.”.

Foi este seu pensamento ao entrar na sala, ouvindo a convocação de Diana para uma reunião com todos os presentes, notou que ali estava também o herói conhecido como Estrela Vermelha, meneou um cumprimento ao mesmo, e prestou muita atenção ao que todos os grupos pequenos estavam falando. Kara não gostou de obter algumas informações no ar, acabou ficando ainda mais preocupada com a situação que piorava a cada noticia. Começando a juntar fatos, ela mostrou-se mais pensativa do que havia entrado ali naquela sala. Cruzou os braços e ficou prestando atenção, tentando juntar peças naquele quebra cabeças, alguém queria isolar a Liga da Justiça do resto do mundo, e ao que parecia estavam conseguindo.

Alguém estava escondendo pedaços de sua Krypton para neutralizá-la, e ao mesmo tempo anéis dos Lanternas foram roubados, um verme que controlava mentes estava sendo implantado em humanos, para infringir neles ordens comuns, mas, perigosas, contra os meta humanos. Além disso, atentados a bomba estavam sendo organizados, havia a possibilidade de uma invasão alienígena e o uma das piores coisas foi o feito de seu primo que ensandecido pela dor da perda de Lois, tirou as armas nucleares de todo o Mundo, ao menos as que ele conseguiu encontrar. Ela desaprovava tal ato, a dor dele é considerável, mesmo assim não lhe dava direito de privar cada uma das nações do seu direito supremo de defesa, e porque não dizer de defesa mundial diante da ameaça que agora pairava sobre as cabeças de todos?

Poderosa ouvia o que Diana tinha a dizer e franziu o semblante quando ouviu as últimas palavras da Amazona referentes a possibilidade da Liga obter para si o direito de controlar a Humanidade, quase não acreditava que alguém com o senso de justiça daquela heroína pudesse falar tamanha covardia. Mas, conteve-se, e nada falou diante da exposição dela até o fim, porém, mostrou-se insatisfeita, isso qualquer um poderia notar se olhasse bem pra ela, continuando em pé, e não sentando-se junto dos outros. A Liga através do Super Homem havia sim interferido diretamente nas questões humanas, e isso não estava sendo bem visto pelos chefes das Nações afetadas pela retirada dos armas nucleares. Até mesmo porque agora quem tivesse as mesmas escondidas, as usaria para afrontar ou mesmo ameaçar seus inimigos” em potencial.

Depois ela ouviu a explicação do Estrela Vermelha sobre os fatos verdadeiros que estavam acontecendo em seus domínios, na Rússia. Não fora um ataque russo a Coréia e sim uma frota coreana roubando armamento russo. Isso era preocupante, quem sabe a ponta do iceberg pudesse ser achada lá, já que a maioria dos problemas começou ali mesmo. Kara permanecia em silêncio, hora fechando os olhos e suspirando forte, hora olhando pros presentes, observando suas reações. Era importante salientar que os armamentos roubados seria entregue um exercito de meta humanos coreanos, era preciso ver a lista de quem atuava lá, e para que queriam aquelas armas. A última frase do russo mexeu com ela, ela já havia percebido isso, contudo, ouvindo de outra pessoa, de alguém de fora parecia mais preocupante ainda, “população e governantes temendo vocês”. Ninguém podia teme-los, além dos inimigos! Ninguém mais deveria temer aqueles que dariam suas vidas para salvar a Humanidade.

Ficou mais tranquila sabendo que os heróis feridos na confusão do cemitério estavam bem, Meia Noite era eficaz no que fazia, ainda gostava dele, mas, a solidão lhe caia melhor agora, e ela já perdeu pessoas demais pra querer alguém junto, e ficar temendo a cada dia de sua vida perder, não podendo ajudar, ou impedir. É difícil manter aquele uniforme, tendo de manter também, Karen Star, e as empresas. Aquela vida dupla sempre foi um problema, ali na Terra não podia ser quem era sempre precisando esconder-se, sempre. Ouvir Diana falar sobre o novo status que a Liga deveria assumir, fazia os nervos da kryptoniana ficarem a flor da pele, mesmo assim Kara controlou-se, seu olhar apenas era gélido. Chegava ao fim o discurso de Diana para que os presentes pudessem votar nos nomes citados, e ela ficou tensa novamente quando ouviu o seu ser dito pela Amazona de Themiscyra.

O Gladiador apresentava seu novo parceiro, era uma cena engraçada, mas, perdeu toda graça quando Michael elevou o tom de voz e fez um discurso inflamado falando acerca das questões envolvidas, mesmo em meio ao nervosismo dele, ela passava a concordar. Seu primo era sim supervalorizado, e todos, todos mesmo, ali já haviam perdido alguém importante, mesmo assim não haviam surtado ou feito algo do nível que Clark fizera. Ela sentiu-se culpada por não estar perto de Ted para ajudar, ou mesmo para apoiar quando preciso aquela vida não era apenas estressante, se não se cuidasse ele ficaria tão fria quanto os piores inimigos deles.

Ele foi acalmando-se e por fim falou da indicação dele, a deixou surpresa sim, obrigando a heroína a engolir em seco as palavras que queriam fugir de sua boca, acabando por ouvir também o Homem Hora. Eram palavras sábias assim como pesadas, ao que tudo indicava o que quer, ou quem quer que fosse estava conseguindo acuar a Liga obrigando a uma medida extrema ressaltada por Diana. Era hora de falar, ela não esperaria Arthur se pronunciar, e ele dava a entender que queria analisar a todos para então depois falar algo. O conhecia um pouco para pensar isso dele. Deu um passo a frente, descruzou os braços e começou a falar.

- Vou me dirigir a todos os heróis presentes, façam parte ou não do grupo conhecido como Liga da Justiça, o qual hoje eu ainda pertenço. – Frisou bem a palavra “ainda”, em sua frase. – Já enfrentamos muitos inimigos, perdemos muitos entes queridos, e ainda temos dor batendo junto do coração. Mas, acima de tudo creio eu temos fé em nós mesmos e na Humanidade, mesmo quando ela começa a perder a fé em nós, e nela mesma. – Kara começou andar na sala, olhando cada um deles. – É óbvio que alguém ou alguma coisa a qual ainda não temos conhecimento, deseja criar medo nos corações dos Humanos, e está conseguindo. Mas, como culpa-los, se nós mesmos estamos com medo? Justo nós, que como o Gladiador disse, não tememos balas, podemos voar ou ultrapassar a velocidade da luz? Fazer coisas assim não nos torna invulneráveis contra o medo, ele é o nosso maior inimigo declarado até agora. – Parou perto de Diana, olhando pra ela por alguns segundos e seguiu em frente. – Estão usando isso contra nós, sim. Temos muitos problemas a serem resolvidos e precisamos descobrir o quanto antes os causadores para podermos evitar que façam o que desejam fazer, sejam lá o que for. – Passa a mão direita nos cabelos que insistiam em cair do lado esquerdo dos olhos. – Recentemente acharam pedras de meu Planeta, vocês sabem o que isso quer dizer, alguém deseja me matar. Ouvi dizer que levaram anéis dos Lanternas, e não tenho e se alguém tiver noticias dos velocistas, por favor, se pronuncie, pois, muito me preocupa não saber onde estão e como estão no momento, podendo estar presos ou sei lá o que aconteceu para nenhum deles responder nosso chamado! E Batman, como ele está? – Ela começava a expor os problemas recentes, tentando criar um elo entre todos. – De alguma forma estão querendo ver nossos pontos fracos. Conseguiram machucar o Super Homem a ponto dele cometer aquela loucura, e não, eu não concordo com o que ele fez, de jeito algum. – Olhou para o Lanterna Verde e depois para Diana. – Temos como conseguir a localização dele? Vocês possuem meios pra isso? Desde que ele salvou Supergirl ele voltou estranho, e ainda teve o “baque” da morte de Lois, quem nos garante que este seja mesmo meu primo? O Conheço o suficiente para saber que somente se perder a consciência ele faria tal loucura! Ele mais do que ninguém sabe as imensas e graves consequências que seu ato causou ao Mundo todo. – Poderia ser um chute, um palpite, uma possibilidade, mas, era verdade ele voltara totalmente mudado do salvamento de sua prima mais nova. – E se não for possível falar com ele ou localizá-lo, Jozz, você tem poder para acessar a mente da Supergirl? Ela está em coma, quero saber o que diabos aconteceu lá com ela, e com ele... Somente alguém como você e seu dom poderia ajudar neste ponto. – Todos eles haviam perdido quem algum dia representou algo de bom, não era justificativa para o maior herói da Terra cometer aquela loucura por perder, também. – Superman não impediu que todas as Nações se matassem e sim desarmou um planeta inteiro e levou consigo toda possibilidade de defesa que este Planeta possuía, da defesa deles! Quebrou regras, leis importantes, movido por um impulso estranho a ele, não é do caráter nem do julgamento do herói que eu conheço fazer o que ele fez. – Parou de caminhar e estancou num canto, de modo que todos pudessem vê-la bem, colocou as mãos na cintura, mas gesticulava com as mãos, vez ou outra e tornou a falar. – Não sei de que status você fala Diana, mas, se for o que nos tornarmos ditadores e tomarmos as rédeas da Terra oprimindo com nosso “poder supremo” aqueles que estão a ponto de se matar, eu me desligo agora da Liga, pois, de Justiça ela nada possui, se for liderada e seguir com tal ideia! Se estou errada, e entendi errado, me desculpe. Porém, se for isso mesmo, não farei parte desta loucura de modo algum. Jurei defender este Planeta, é meu novo Lar, e o tratarei como tal, sempre. – Não havia raiva na voz dela e sim angustia, discursos como aquele levaram muitos planetas e lugares a total destruição, os mais fortes deveriam ajudar, não oprimir, e nem tomar decisões pelos outros. – A Liga da Justiça foi criada para defendermos a Humanidade de problemas que seres como nós trazem, para lutarmos junto deles pelo que é certo, mas, acima de tudo respeitando o que cada Nação tem como lei. São os códigos de conduta deles, os humanos precisam reaprender agora no meio desta turbulência o uso das palavras e da diplomacia ou acabarão se destruindo sim, contudo, não cabe a nós os controlarmos. O que fazemos é mostrar Justiça, e isso deve permanecer no nosso grupo, Justiça. E não consigo ver ela num grupo que possa querer tomar para si o Domínio das decisões dos Humanos. – Sua voz saiu triste agora, não queria e nem ia fazer parte de algo assim, tiraria seu nome e seria uma renegada, mas, no fundo ainda tinha crenças de que seus colegas e amigos vissem aquilo do mesmo modo que ela. – Não sou líder, mas, sei que não cabe a ninguém aqui o poder de ter em mãos o que acontecerá ou não com a Terra, nos cabe sim uma única coisa. Proteger a Terra de todo mal, e isso inclui mostrar a Humanidade que deve confiar em nós, não nos temer, o temor nada de bom traz. – Calou-se, suspirou profundamente, e ficou encostada numa parede, tinha mais a dizer. - Estou dentro da Liga da Justiça e dentro dela não espero nada além de Justiça, não ficarei onde imperar o pensamento de que somos algo mais do que os Humanos, na verdade, somos tão humanos quanto qualquer um ser deste Planeta, mas, parece que esquecemos disso em alguns momentos. Todos temos nossos paixões, nossas raivas, medos, e amores... O que me faz ficar aqui é saber que vamos continuar lutando do jeito certo para ajudar todos aqueles que precisam. - Não opinou acerca da escolha do líder, ficou insegura com isso, Jonzz não tinha conseguido um bom resultado e pesava nela as palavras do Gladiador acerca de Arthur, além do mais ela mesma conhecia bem o gênio daquele atlante.



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Re: DEFCON 5: Do fim ao começo

Mensagem  Pedro H. Oliveira em Dom Jun 09, 2013 10:54 pm

Eu conversava com o Lanterna Verde e o Fantasma Espacial sobre o Prime enquanto esperava o pronunciamento dos lideres da Liga.

- Não que eu me lembre. É aquele negocio, até dois dias atras eu não estava com a Liga... Foi questão de estar no lugar certo na hora certa, no caso, o velório da Lois. Acho melhor vocês perguntarem a outra pessoa sobre algum problema desse estilo. Mas se o Prime esta envolvido, pode ter certeza que estarei la para ajuda-los a vence-lo!

Quando todos fomos convocados a ouvir sobre a reunião secreta, fiquei prestando bastante atenção sobre o que estava para acontecer, pois era algo que afetava a todos os heróis no mundo. Eu tinha um interesse muito maior nessa historia toda, pois os principais envolvidos nisso tudo são Clark e Kara, ou seja, minha familia!

***

Eu não podia acreditar no que havia escutado... Eles planejam mesmo interferir em assuntos políticos? É isso que a Liga vai se tornar? Estariam eles tão perdidos sem o Clark que cogitaram a possibilidade de usar a força bruta para "manter a paz" no mundo?! Isso não pode estar certo..

Alguns heróis expõem suas opiniões ao meu redor... aparentemente eles não concordavam com aquela posição e ameaçaram deixar a Liga caso isso aconteça. Dou um passo a frente e deixo meu comentário apos o discurso de Poderosa:

- Me desculpem as palavras, mas... VOCÊS PERDERAM A CABEÇA?! Como vocês podem pensar numa coisa assim? Sei que não sou um membro da Liga da Justiça como a maioria de vocês, mas não posso aceitar isso! Não sou humano, nem kryptoniano - pelo menos não por inteiro - mas não posso concordar com algo assim! Como membro dos Titãs e representante deles aqui, comunico que não irei participar desse plano insano de vocês. - Dou uma pequena respirada. - E digo mais, caso algum de vocês tentem usar seus poderes para perturbar a ordem natural das coisas ou ameaçar qualquer nação terão que me enfrentar! Posso não ser tão poderoso quanto o Superman, mas não sou fácil de ser derrubado!

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Re: DEFCON 5: Do fim ao começo

Mensagem  Phelipe Peregrino em Ter Jun 11, 2013 8:12 am

O quê?!

Gladiador Dourado: Vai lá, garoto. Essa é a sua hora de fazer bonito.- O Gladiador diz me empurrando diante de todos.

Besouro Azul: Mas, jefe?!

Gladiador Dourado: Tenta não gaguejar como eu fiz na minha primeira aparição... Depois te conto essa...

¡Dios mío!

Khaji-Da: Jaime Reynes, estou detectando um aumento anormal dos seus níveis hormonais simpaticomiméticos de epinefrina.

Sim, eu estou nervoso! Quer me deixar pensar no que dizer?!

Besouro Azul: Bom...- Olhava o rosto de todos sem saber o que dizer. - Oi... Eu sou o Besouro Azul, como o jefe já disse. E... - Nada! Minha mente era um completo vazio. Tenho a impressão de que não saberia nem meu próprio nome se alguém perguntasse. - E... - Anda! Diz alguma coisa! Qualquer coisa. - Estas montanhas cobertas de névoa, são um lar para mim agora. Mas meu lar são as planícies e sempre serão. Algum dia vocês voltarão para seus vales e suas fazendas e não mais irá arder o desejo de ser um companheiro de batalha. Há tantos mundos diferentes. Tantos sóis diferentes. E nós temos apenas um mundo. Mas vivemos em mundos distintos.

Olhava para cara de todos tentando imaginar quantos ali não estariam questionando a minha sanidade mental.

Khaji-Da: De onde veio isso, Jaime Reynes?

"Brothers In Arms". Dire Straits. Foi a primeira coisa que me veio à cabeça. Com sorte ninguém vai notar.

Felizmente o Gladiador não me deixa no centro dos holofotes. E a reunião da Liga começa, de fato. Eu me afasto tentando me esconder atrás do Gladiador Dourado para evitar que mais alguém se lembre que a primeira coisa que eu disse na frente da Mulher Maravilha foi uma música do Dire Straits.

***
Ameaças políticas globais? Bombas nucleares? Invasões de fronteiras? Isso é uma reunião da Liga?! Eu esperava, sei lá, que todos se reunisse em circulo, com as mãos nas cinturas, e rissem de piadas idiotas feitas por um macaquinho. Mas isso? Isso é muito diferente do que eu achei que seria. Eu quase não quero ficar aqui mais. Alias, não sei o que faço aqui. Todos eles falam e falam e falam, mas tudo que vejo são ameaças de deixarem a liga. Todo mundo se voltou contra a Liga da Justiça mais rápido do que eu esperava. Onde está a equipe unida que eu via na TV?

Khaji-Da: O que está fazendo, Jaime Reynes? Não deve se expor. Eu calculo vários indivíduos de nível 9 ou superior de ameaça. Eu recomendaria força letal imediata.

Eu saio de trás do Gladiador e me coloco, novamente, diante de todos. Acho que nem pensei muito bem no que estava fazendo, porque se tivesse pensado, teria ficado quieto no meu canto.

Besouro Azul: Gente! - E todos os olhos convergem em mim, e eu percebi imediatamente que estava cometendo um grande erro. Agora já era, Jaime, continua. - De quem vocês estão falando? Joffrey Baratheon?! - Fiquei em silêncio me censurando. Como eu pude citar Guerra dos Tronos no meio da sala da Liga da Justiça?! - É do Superman que estamos falando. O SUPERMAN! Como podem ter virado às costas pra tudo que ele fez tão rápido?! Eu sei que eu não o conheço ainda, mas eu percebi que ninguém falou com ele desde a tal coisa com as bombas, e isso só mostra o quanto podem estar sendo precipitado.

Eu me encolho, de repente me dou conta que estou tentando passar sermão na Liga da Justiça.

Besouro Azul: É só que... Bem. Eu... - Engole o medo, Jaime, continua! - Quero dizer, a Poderosa é de Krypton, e pelo que vi nos jornais, é prima do Superman não é? O Superboy me surpreendeu com essa de ser só meio Kryptoniano, mas ele carrega o "S" no peito, então a relação entre os dois é óbvia. E mesmo assim, os dois batem no peito pra dizer que o Superman está louco? Sem nem conversar com ele primeiro?! Isso não parece precipitado pra nenhum de vocês?!

Me volto para o resto da liga. Já estava perdido mesmo, pelo menos eu iria dizer o que eu penso. Depois era dar adeus à liga e minha curta carreira como herói.

Besouro Azul: Quantos de vocês estiveram realmente nas ruas recentemente? Digo, ruas mesmo! As ruas controladas pela violência das gangues? Eu saí de lá. Eu costumava rezar para que algum super-herói chegasse e impedisse tudo aquilo. Que o Superman viesse do céu e prendesse todos os bandidos. As pessoas que impunham sua vontade só por serem mais fortes e por estarem armadas. Então eu cresci e parei de rezar. Porque aprendi que rezar não adianta. Claro que a população é grata quando vocês impedem um monstro alienígena de destruir a Terra, mas pode ser um choque pra vocês, mas... A Liga da Justiça não alcança o povo.

Engoli em seco. Eu não sabia se deveria estar dizendo essas coisas na frente dos maiores heróis do mundo.

Besouro Azul: Claro, já foi comprovado que os índices de criminalidade caem drasticamente quando há um herói grandão na cidade, mas as ruas de El Paso continuam tomadas por gangues. Eu continuo perdendo amigos para a violência. O forte continua oprimindo o mais fraco. Eu não tenho nem uma ínfima parte da experiência de vocês, por isso me desculpem se estou falando uma bobagem, mas... "Direito de se defenderem?" Armas nucleares?! Não é pra isso que elas servem. As pessoas queriam uma forma de matar umas as outras e acharam a forma mais eficiente pra isso. Nenhuma dessas armas está voltada às ameaças de outro planeta, sejam honestos. Elas estão lá para fazer o que as gangues fazem nas ruas de El Paso. Estão lá para permitirem que os mais fortes abusem dos mais fracos. Estão lá para permitir que, sei lã... Sadã continue bombardeando e matando. Estão lá para calar a boca de todo mundo sobre o agente laranja no Vietnã ..

Então eu volto a erguer os olhos e encarar cada um deles.

Besouro Azul: Um poder desse tamanho não compra segurança, compra medo!


Última edição por Besouro Azul em Qua Jun 12, 2013 9:35 pm, editado 1 vez(es)

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Re: DEFCON 5: Do fim ao começo

Mensagem  Convidado em Qua Jun 12, 2013 12:33 am

Democracia demais...
Assuntos como este não deveriam ser discutidos com pessoas que não fazem parte da Liga, ou sequer tinham colocados os pés na Torre, muitos menos com pessoas que não conhecemos ou que não têm maturidade, nem visão política. Algumas pessoas lideram, outras seguem, assim que as coisas são. É bom estar atento aos seus liderados, mas eles nunca devem participar de todas as decisões, há coisas que é melhor que eles não saibam. Nisso eu não te entendo, Diana...


Aquaman: Ted sabia com que estava lidando, assim como você! Vocês seguiram as minhas ordens porque quiseram, e a verdade é que se eu não chegasse a tempo, provavelmente todos morreriam, nunca vi um exército tão desorganizado, bancavam "super-heróis" no meio de uma batalha! Você reclama de não visitarem Ted, mas não compareceu hoje no sepultamento. Mas basta disso, você já teve sua vingança, bateu no Garth, Ted teve seu velório e pelo que parece, você já o substituiu! Agora amadureça e passe agir como homem, porque não virei mais tolerar essa sua atitude!

Falando em batalhas...
Estrela Vermelha é um bom soldado, eu mesmo o indiquei, mas é apenas um soldado. Não sabe metade do que seus superiores fazem ou pensam, sei que ele acredita ser verdade o que diz, mas é cedo demais pra descartar que a Rússia coordenou os ataques a Coréia do Norte e que tudo não seja parte de um esquema maior. Mas isso tem que ficar para depois, há assuntos prioritários...


Aquaman: Ninguém está apoiando ou justificando a atitude do Superman! O que ele conseguiu foi evitar uma guerra nuclear, mas sobraram toda outra espécie de armas, e parece que ele ignorou o fato de que não precisamos de armas para entrarmos em guerra, deixando-nos abeira de uma guerra. O que aconteceu não pode ser desfeito, temos que lidar com isso e seguir em frente. No momento temos coisas mais graves para resolver, não me interessa para onde o Superman foi, no momento ele não é um problema.

"Super-heróis"...
Têm uma mentalidade muita fechada, não percebem os verdadeiros problemas do mundo. Só pensam em vestir fantasias e lutar contra criminosos ou ameaças extra-terrestres. Não conseguem enxergar que um Governo autoritário, um povo miserável é tão criminosos quanto um cientista louco, e ainda me dizem que isso é a "ordem natural". Defendem cegamente uma liberdade individual tão pequena ao preço da desigualdade mundial.


Aquaman: E ninguém aqui está sugerindo uma ditadura! Então me poupem de suas ameaças! Mas nós devemos sim ter uma participação política mais ativa. Até o momento nos preocupamos com os "super-vilões" e negligenciamos os problemas sociais do mundo. Do que adianta defender a miséria e um planeta destruído?! Que conceito de Justiça é esse?! Só podemos lutar para defender o status quo?! O único problema que temos são Luthors e Coringas, um regime opressor e destruição ambiental não são problemas?! Ou estas são questões para a "humanidade"? Vocês parecem ignorar o fato de que quando eu era rei da Atlântida, entrei em guerra contra Cerdia, durante a batalha descobri que tudo era armação do Mestre do Oceano, se seguisse a lógica de vocês, deveriam deixar aquele país se reconstruir sozinho, mas ao contrário, Cerdia foi anexada a Atlântida e desde então passou a viver dias gloriosos como nunca antes. Se eu não fosse exigir a ação do Estado de San Diego em Sub-Diego, seus políticos não teriam auxiliado seus habitantes.

"Super-heróis"...
Eles precisam dessa dinâmica, se não fosse por lutarem contra monstros, que destaque teriam na história, por que seriam lembrados? Não fazem nada de relevante com a "segunda vida" deles. Falam que não são melhores que os outros, mas agem como tais, dizem que devem inspirá-los a serem melhores, a seguirem seus próprios caminhos, e não percebem que ao dizer isso se colocam acima de todos. O único legado que deixam são outras pessoas fantasiadas lutando contra criminosos e manchetes de jornais.


Aquaman: Agem como se estivessem a parte de tudo isso, como se vestir fantasias e usar codinomes os deixassem neutros aos dilemas do mundo, como se quem vocês são fosse algo diferente do que vestem agora. Nós somos diferentes dos demais, sempre seremos e temos que aceitar isso e agir como tais, assumir nossa responsabilidade. Nossos poderes e recursos não devem ser limitados a deter criminosos, nós temos a capacidade de liderar nosso planeta a uma fase gloriosa, realmente fazer a diferença no mundo e acabar com esse jogo de "super-herói" de uma vez por todas! Chega de esconder quem nós somos de verdade, chega de identidades duplas, temos que revelar nosso verdadeiro potencial. Devemos conquistar o apoio dos povos e resolver todos esses problemas.

Mesmo centrado em Atlântida a maioria dos problemas que enfrentei vieram da superfície, como governante sei da situação de todos os territórios, era meu dever. Eles defendem a democracia, mas no meu reino ninguém nunca passou fome ou qualquer necessidade, e por mais que eu resistisse a coroa, os atlantes queriam que eu os governasse. Um povo reconhece e clama por um rei justo, eles querem segurança, certeza e alguém que resolva seus problemas. Democracia em excesso é prejudicial, leva a conflitos e aos caos.

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Re: DEFCON 5: Do fim ao começo

Mensagem  Convidado em Qua Jun 12, 2013 8:54 am

O que eu temia está acontecendo. Seja quem for que está manipulando essa situação com a Liga, está obtendo sucesso. Após o pronunciamento de Diana, das respostas agressivas de Superboy e Gladiador, que têem o mesmo pensamento da Poderosa e Homem Hora, da surpreendente resposta do Besouro Azul, e do comunicado de Aquaman, resolvo me pronunciar:

 É bom rever todos vocês depois, mesmo que sejam nesssas circunstâncias. Diana, por anos a Liga passou por várias formações e por várias lideranças, concordo com você quanto ao que a Liga tem que mudar em alguns aspectos. Não podemos apenas brincar de ser heróis, salvando o mundo de ameaças e ponto final, a SJA, os Novos Titãs e até os Renegados, já conseguiram ser o que a Liga nunca conseguiu, ser uma família.
Jo'nn olha para Diana e Aquaman:
Agir dessa maneira como pensam, é como uma ditadura sim, Aquaman, sei que você reinou com maestria em Atlântida, mas os humanos vivem uma outra cultura, uma outra forma de pensar, não temos o direito de impor as coisas á eles. O que podemos fazer é estar mais presentes na vida das pessoas, - J'onn olha pra Jaime - e nisso concordo com o Besouro Azul.
Me digam, pra uma mulher qual é o mais importante, o mundo ser salvo de uma invasão alienígena, ou seu marido não ser morto por assaltantes, ou sua filha não ser estuprada por vagabundos? Será que estamos tão acima da humanidade á ponto de somente nos preocuparmos com questões de super ameaças? A Liga deve crescer Diana, tem que mudar sim alguns aspectos, mas nunca impor a ua vontade aos demais, assim seríamos quase como aqueles que sonham em governar á qualquer custo.


E quanto ao Superman – olhando para Poderosa, Gladiador, Homem Hora e Superboy – ninguém aqui tem o direito de criticá-lo, apesar de não ter o DNA, ele é tão humano quanto qualquer um, passível á erros sim, e quando ele comete um erro, querem condená-lo? Sem mesmo saber o que realmente aconteceu? Ou você esqueceram que ele já foi dominado mentalmente antes? Mesmo se desta não foi, temos que ouvi-lo antes de julgá-lo.
Jo'nn baixa sua cabeça;
Não quero ser líder, estou muito tempo afastado e não posso aceitar tal responsabilidade e honra.


Sei que Aquaman não irá me perdoar por isso, mas é preciso:

Aquaman, somos amigos de longa data, mas sua visão em ser um líder não é o ideal para o momento, não podemos simplesmente revelar nossas identidades, muitos inocentes sofreriam com isso, sinto muito em dizer, mas você não está preparado para tal posição.

Poderosa, assim como eu, você não é daqui, mas você esteve muito tempo em uma família, a SJA, e é isso que a Liga precisa no momento, ser uma família, por isso meu voto é pra você.


Homem Hora, não dê as costas para a Liga neste momento, independentemente do rumo que a Liga tomar, mais do que nunca ela precisa da vasta experiência da SJA como uma família. Estejam presentes, porque vamos precisar estar mais unidos do que nunca.


Mas seja quem for o escolhido, lembrem-se, um bom líder não é aquele que se impõe aos seus subordinados e sim aquele que conduz os seus.
Como um bom pai ou uma boa mãe conduz seus filhos.


J'onn espera agora ver a reação dos presentes após suas palavras...

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Re: DEFCON 5: Do fim ao começo

Mensagem  Scorpion em Qui Jun 13, 2013 12:26 pm

Gladiador fica notadamente nervoso em relação ao comentário de Aquaman.
GD: deve ter entrado água demais nos teus ouvidos, cara! Eu não disse que a morte do Ted foi culpa sua! Disse que foi quando você liderava! Se você não fosse tão egocêntrico, cheio de si e fosse menos apaixonado pelo som da própria voz, você teria ouvido o que eu disse! E outra coisa! Ted não sabia onde estava se metendo! Nem você sabia, pois até onde lembro, suas palavras foram "não importa o que esteja lá, ele não pode passar!" Ou seja, nem tu sabia o que viria de lá! O teu erro, assim como o Asa Noturna também errou, foi achar que todos os desafios que eu enfrento, o ted também o poderia. Eu disparo lasers, vôo e possuo um campo de força que ninguém nesta sala poderia romper! Ted... ted era cardíaco. Entretanto, todos os líderes dessa liga têm preguiça em separar nossas atividades e acabavam sempre mandando Ted comigo! E eu não substituí Ted Kord! Eu substituí o Besouro Azul, mas os meus amigos não são substituíveis como os teus soldados!
Por último, Gladiador terminou dando a sua última...
GD: Eu não preciso aguentar sermão dum cara que usa escamas laranjas sobre amadurecimento! Nós te seguimos não porque quisemos, mas porque escolhemos confiar em você. Se você quer tirar o seu da reta, então pode ir se catar!

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Re: DEFCON 5: Do fim ao começo

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