Prólogo 12: Renascidos do inferno

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Prólogo 12: Renascidos do inferno

Mensagem  Leo Rocha em Qua Fev 27, 2013 12:05 am

Dick estava treinando à cerca de 6 horas. Ele havia decidido se preparar ao máximo para enfrentar o retorno de Darkseid.
Sabia que era um homem comum. Um atleta com treinamento excepcional, porém um homem comum aos olhos de deuses e demônios.
No entanto, era um homem que foi ao inferno e voltou, que convidou a morte para dançar e que desafiou um deus profano e proscrito.
O comunicador toca enquanto ele fazia uma série de acrobacias evasivas quando o comunicador tocou. Ele finaliza o exercício com uma pirueta e atende. Já sabia quem seria do outro lado: a mulher que teria as respostas que ele buscava desde seu retorno.

Arrow Bom dia Oráculo! Como vai minha fonte de informações favoritas?

Arrow Não muito bem, Asa Noturna... Estou com as informações que você pediu...

Arrow Quer conversar sobre o que tá te incomodando?

Arrow Depois que eu te der as informações... O farsante que se passou por Jason Todd foi o Cara de Barro. Ele foi preso após tentar um ataque direto ao nosso velho amigo. Ele estava fazendo parte de uma tramóia orquestrada pelo Silêncio. Batman desbaratou o esquema, com a ajuda de outros heróis. Aparentemente o caso foi resolvido, apesar de Silêncio ainda se encontrar em liberdade.

Ele abaixa a cabeça, respirando fundo por alguns segundos. A memória de Jason finalmente seria preservada, apesar de não ter sido por suas mãos. Ele então pergunta:

Arrow E você localizou alguma pista do paradeiro de Silêncio?

Arrow Pra falar a verdade estava fazendo quando recebi a notícia...

Arrow Que notícia?

Arrow A morte de Lois Lane... Ela foi morta em um atentado hoje. O Superman estava preso numa espécie de armadilha no momento e não pode fazer nada... Dick... Ele deve estar muito machucado com tudo isso... Batman colocou Anarquia na investigação do grupo envolvido, mas não consigo contato com nenhum dos dois. A última comunicação do Batman dizia que era pra eu te pedir pra cuidar do Robin durante o período em que ele estivesse ausente. Ele pediu para você ensiná-lo a não ser como ele.

Dick digere as palavras com calma. Teria então como missão treinar mais um Robin. Um que lhe lembrava muito seu falecido irmão Jason. Um Robin impetuoso, atrevido, prepotente e enfezado. Um irmão que deveria ser bem orientado e treinado não só nos combates e acrobacias necessários, mas também para não perder o contato com sua humanidade.
Bárbara continua:

Arrow Dick, temos outro problema: Recebi informações de que Superman teria invadido espaço oriental quando buscava a Supergirl, pouco antes de ser pego na armadilha. Isso gerou um confronto com o governo da Coréia do Norte e com os heróis da Coalizão do Oriente, liderada pelo Adão Negro. Acredito que isto nos trará sérios problemas. Talvez seja hora de preparar alguma ação preventiva nesse sentido. Você quer que eu lhe coloque em contato com nossos contatos no Xeque-mate ou com outros heróis ligados à liga?

Enquanto Dick pensa sobre qual a melhor estratégia, ele escuta uma voz que lhe diz com uma expressão zombeteira:

Arrow Vejo que cheguei em má hora... Ou seria a hora certa? Soube que andou visitando uns parentes meus. Espero que os tenha matado. Mas pra falar a verdade, essa não é uma visita social. Sinto a aproximação de um poder infernal de magnitude grande. As forças da ordem me trouxeram até você para investigar, mas pouco ou nada sei sobre o que virá. Desculpe o hábito... Algumas vezes esqueço que não sou mais um rimador...


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Re: Prólogo 12: Renascidos do inferno

Mensagem  Drako em Qui Fev 28, 2013 11:56 pm


Sinto cada gota de suor passar pela minha cabeça. Ela corre de cima para baixo, seguindo a gravidade, enquanto eu me esforço ao máximo para enfrentá-la. Estou nas argolas, de cabeça para baixo, por quase uma hora. Nesse tempo me vem à cabeça o que passamos.

Ainda não contei a todos sobre minha experiência “pós-morte” e o meu encontro com a própria. Não acho que seja necessário. Mas não duvido que alguém se indague de onde tirei aquela informação que levou o Darkseid a nos deixar vivos. O Verme dos Mundos foi a ameaça mais mortal que já enfrentei. Trigon era poderoso o suficiente para me matar em um piscar de olhos, mas esse Darkseid, o real, conseguiu sobrepujar tudo que lançamos nele. E nós não o derrotamos! É só questão de tempo até atacar a Terra. Vou pensar em uma forma de derrota-lo, mas até lá, tenho outras coisas a fazer.

Escuto o comunicador tocar. Me inclino para frente, fazendo meu corpo girar para frente, dando um impulso para o meu salto final.



Dick Grayson: Computador, atender. —Digo enquanto estou no ar, prestes a aterrissar. Piso no tatame que fica embaixo de meus aparelhos de ginástica. O “pouso” foi perfeito. —Bom dia Oráculo!—Nada com um pouco de ironia para começar uma conversa. Da última vez que falei com a Barbara, era eu quem tinha ligado de Madrugada, mas espero que ela não lembre disso— Como vai minha fonte de informações favoritas?

Oráculo: Não muito bem, Asa Noturna... Estou com as informações que você pediu... —Ela parece hesitante, provavelmente não é algo muito bom.

Dick Grayson: Quer conversar sobre o que tá te incomodando?

Oráculo: Depois que eu te der as informações... O farsante que se passou por Jason Todd foi o Cara de Barro. Ele foi preso após tentar um ataque direto ao nosso velho amigo. Ele estava fazendo parte de uma tramóia orquestrada pelo Silêncio. Batman desbaratou o esquema, com a ajuda de outros heróis. Aparentemente o caso foi resolvido, apesar de Silêncio ainda se encontrar em liberdade.

Estranho. Se for o caso, Karlo sabe informações importantes sobre a nossa família. Ele citou Jean-Paul, Talia e outros fatos que só alguém ligado a nós poderia saber. Ele me chamou de Garoto de Circo. Porém, o Silêncio sabe sobre o Bruce. Sim, Elliot manipulou o Cara de Barro e contou algumas informações preciosas sobre nós a fim de parecer mais verídico. Mesmo assim vou ter que fazer uma pequena visita ao velho ator e descobrir o quanto ele sabe sobre nós. Porém a memória do Jason está intacta, isso é um alivio. Então, meu alvo agora é o Silêncio!

Dick Grayson: E você localizou alguma pista do paradeiro de Silêncio?

Oráculo: Pra falar a verdade estava fazendo quando recebi a notícia...

Dick Grayson: Que notícia?

Oráculo: A morte de Lois Lane... Ela foi morta em um atentado hoje. O Superman estava preso numa espécie de armadilha no momento e não pode fazer nada... Dick... Ele deve estar muito machucado com tudo isso... Batman colocou Anarquia na investigação do grupo envolvido, mas não consigo contato com nenhum dos dois. A última comunicação do Batman dizia que era pra eu te pedir pra cuidar do Robin durante o período em que ele estivesse ausente. Ele pediu para você ensiná-lo a não ser como ele.

Lois Lane está morta?? Que diabos! Eu preciso falar com o Clark! Ele deve realmente estar destruído! Vou me arrumar e procura-lo. Não posso deixar ele passar por essa sozinho. Não tenho como cuidar do Robin agora, Damian terá que esperar! Mas não sei bem como ele reagiria. Ele me lembra muito o Jason. Ambos são cabeças quentes e difícil saber o que irão fazer. Droga! Péssima hora pro meu trabalho de SuperNanny voltar a ativa. Mas pelo visto, meus problemas ainda não acabaram. Escuto um suspiro da Barbara. Vem mais coisa por ai.

Oráculo: Dick, temos outro problema: Recebi informações de que Superman teria invadido espaço oriental quando buscava a Supergirl, pouco antes de ser pego na armadilha. Isso gerou um confronto com o governo da Coréia do Norte e com os heróis da Coalizão do Oriente, liderada pelo Adão Negro. Acredito que isto nos trará sérios problemas. Talvez seja hora de preparar alguma ação preventiva nesse sentido. Você quer que eu lhe coloque em contato com nossos contatos no Xeque-mate ou com outros heróis ligados à liga?

Dick Grayson: Espera, oqu—Sinto que tem alguém se aproximando.

??? : Vejo que cheguei em má hora... Ou seria a hora certa? Soube que andou visitando uns parentes meus. Espero que os tenha matado. Mas pra falar a verdade, essa não é uma visita social. Sinto a aproximação de um poder infernal de magnitude grande. As forças da ordem me trouxeram até você para investigar, mas pouco ou nada sei sobre o que virá. Desculpe o hábito... Algumas vezes esqueço que não sou mais um rimador...

Dick Grayson: Etrigan? O que faz aqui? Escute, não tenho tempo para charadas agora e eu já tenho problemas demais. Estou no meio de um agora, inclusive, e é um dos grandes. Seja o que for, talvez seja melhor você procurar o Batman.

Me viro pro computador, e começo a digitar, enquanto falo com a Oráculo. Procuro por qualquer informação que consiga sobre o incidente, preciso entender melhor todas as circunstâncias. No fundo espero que o Etrigan siga minha sugestão, estou com muita coisa na cabeça agora, não tenho como lidar com ele.

Dick Grayson: Oráculo, me coloque em contato com o Xeque-Mate primeiro. Isso é um incidente internacional de larga escala, qualquer outro meta enviado para aquela área pode piorar a situação. Vamos ver o que o Xeque-Mate pode fazer para nós ajudar agora. Alan Scott ainda é o Rei Branco? Provável que não, depois do problema que tivemos com ele durante o sono dos—Sinto uma corrente de ar. Mais alguém está aqui?!

??? : [tt] Se eu esperava alguma coisa de você, é que mante-se sua palavra! Acho que nem isso posso esperar de você.

Lá está ele, de ponta a cabeça, falando comigo como se fosse o dono do mundo. Conseguiu entrar escondido, sobrepujando as defesas do meu apartamento. O pivete é realmente bom. Etrigan tem outras formas de entrar, mas ele... passou por tudo da forma difícil.


Dick Grayson: Damian, sei que prometi a você, no quartel general da Liga, que iria te buscar para continuar te treinando, mas tive uns problemas—Será que ele consegue perceber que estou mentindo e na verdade não estava nem um pouco afim de ir busca-lo?.

Damian Wayne: Você teve vários dias, Grayson, vários dias. Acha que eu caio nessa? Estive esperando com o Pennyworth todo esse tempo! Sabe o quão entendiante é isso? Prefiro passar o tempo cuidado das finánças da Industrias Wayne.

Dick Grayson: Certo, desculpe. Trouxe suas coisas? Você vai ter que ficar aqui, não dá para ir pra Gotham e te deixar lá todas as manhãs.

Damian Wayne: Sim, estão no carro lá embaixo, com o Pennyworth. –Diz ele com uma cara meio emburrada, descendo do “teto”.

Dick Grayson: Alfie está aqui? Mais um favor acumulado na lista de favores que devo a ele. Beleza, vá lá embaixo e pegue suas coisas, diga ao Alfred que pago tudo de uma vez no fim do ano. E depois sente ai e espere, provavelmente sairemos logo.

Ele faz um de seus famigerados [tt] e desce. Barbara deve estar adorando ver esse circo aqui em casa. Você pode tirar o garoto do circo, mas não pode tirar o circo do garoto.

Dick Grayson: Como eu dizia, Oráculo. Entre em contato com o Xeque-mate. Se eu não conseguir resolver essa situação somente com eles, chamarei a Liga da Justiça. Agora, se me der licença.

Vou até o fundo do meu apartamento, onde existe um computador em frente a uma parede. Digito GVJEM (Graysons Voadores, John e Mary) no teclado desse computador, que é de fachada. A parede abre para uma passagem secreta com um quarto ainda mais ao fundo. É onde fica o meu Arsenal. Chegou a hora de eu ter um pouco de ação.


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Re: Prólogo 12: Renascidos do inferno

Mensagem  Leo Rocha em Qua Mar 06, 2013 8:06 pm

Ouvindo a resposta de Grayson e vendo a chegada do jovem Robin, Etrigan apenas faz uma mesura e diz:

Arrow Ocupado demais para os assuntos da ordem? Talvez ser babá seja mais importante do que eu imaginava... Apesar de perceber que você não teme um encontro com a morte, não é você quem procuro agora. Nossa conversa pode esperar... Boa sorte com o que tiver de fazer, mas fique atento a uma coisa: podemos sair do inferno, mas seu toque sempre deixa marcas.. Até breve.

Ele se vai numa nuvem de enxofre. Um toque dramático que chama menos atenção do que suas palavras. Mas ainda havia mais coisas para Dick se preocupar...
Dick então inicia uma conversa com Damian, onde o novo Robin expressa seu descontentamento com a forma como asa Noturna tratou a incumbência de cuidar dele. Após os dois apararem algumas arestas, Dick convence Damian a buscar suas coisas com Alfred, que aguardava no carro. Enquanto jovem se vai, Oráculo retoma o contato:

Arrow Dia curioso pra fazer uma festa... - Ela tenta fugir um pouco da dor com a piada - Consegui contato com Alan Scott, ele aguarda na linha pra falar com você. Mas parece que nesse momento tem pouco tempo. Um momento que irei liberar a comunicação.

Um clique pode ser ouvido, sendo seguido pela voz do primeiro Lanterna Verde:

Arrow Asa Noturna. Como estão as coisas por aí? Estamos avaliando aqui no Xeque-mate a situação junto à coalizão do oriente, mas as coisas não parecem boas... O governo da Coréia do Norte tem creditado a invasão de seu território pelo Superman como uma distração para a fuga de prisioneiros de sua prisão especial. Nossa inteligência levantou a informação de que esta prisão abrigaria presos não registrados, inclusive os que possuem poderes e/ou habilidades especiais. Adão Negro e os heróis conhecidos como os Dez Grandiosos tem sido os nomes principais da Coalizão e por este motivo são os que tem liderado as discussões sobre a ação do Superman e uma possível retaliação. Acreditando ou não na alegação do governo coreano, eles estão assumindo a responsabilidade pela apuração do ocorrido e colocarão a reivindicação de que o Superman se apresente a eles imediatamente, ficando detido até a averiguação do ocorrido. Sei que ele está abalado pelo que houve com seus amigos, mas acho que vocês precisam conversar com ele sobre essa possibilidade. Preciso ir agora, tenho que ver com o Sr. Incrível as avaliações sobre as possibilidades envolvendo este incidente. Se precisar, nos contate novamente. Um abraço e transmita ao Superman meus pêsames.

A transmissão é encerrada e Oráculo retorna na sequência, falando:

Arrow Preciso desligar agora. Estou recebendo outra chamada numa das linhas prioritárias. Você vai precisar de mais alguma coisa?

Quando a conversa termina, Damian já se encontra na sala, com sua roupa de combate. Ele olha para Dick e diz:

Arrow Você é previsível demais grayson.. [tt].. Nós agora iremos perder nosso tempo consolando um homem com poderes para exterminar as criaturas que feriram seus amigos, mas que prefere ficar chorando como uma criança que perdeu um doce... Ainda não sei se isso consegue ser pior do que ficar com Pennyworth...

Enquanto conversam, Dick termina de vestir seu uniforme de Asa Noturna. Ele olha para o garoto a sua frente e entende porque Bruce lhe deu a tarefa de treiná-lo. O objetivo não era o condicionamento físico ou mental, mas sim o emocional. Um condicionamento no qual ele sempre foi melhor do que Bruce.
Ele já tinha as coordenadas sobre a Fortaleza da Solidão. Sabia como chegar lá e tinha os meios para tal, restava apenas partir e decisão sobre levar ou deixar o menino prodígio.

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Re: Prólogo 12: Renascidos do inferno

Mensagem  Drako em Qua Mar 06, 2013 9:56 pm

Aparentemente o Etrigan ficou bolado com o que eu disse, pelo menos acho que ele foi atrás do Bruce, como eu sugeri. Não tenho como lidar como um problema internacional e um problema da ordem ao mesmo tempo, não sou o Superman. Ele sai e deixa um maldito cheiro de enxofre no ar. Ok, menos um problema para lidar, só espero que eu não me arrependa depois.

Damian desce para pegar suas coisas e Barbara volta a falar.


Oráculo: Dia curioso pra fazer uma festa... Consegui contato com Alan Scott, ele aguarda na linha pra falar com você. Mas parece que nesse momento tem pouco tempo. Um momento que irei liberar a comunicação.

Certo, Alan Scott ainda faz parte do Xeque Mate, isso facilita as coisas. Tomara que ele não me venha com péssimas noticias.

Alan Scott: Asa Noturna. Como estão às coisas por aí?

Dick Grayson: Tudo nos conformes, Scott. Diga o que tem pra mim, por favor.

Alan Scott: Estamos avaliando aqui no Xeque-mate a situação junto à coalizão do oriente, mas as coisas não parecem boas... O governo da Coréia do Norte tem creditado a invasão de seu território pelo Superman como uma distração para a fuga de prisioneiros de sua prisão especial. Nossa inteligência levantou a informação de que esta prisão abrigaria presos não registrados, inclusive os que possuem poderes e/ou habilidades especiais. Adão Negro e os heróis conhecidos como os Dez Grandiosos tem sido os nomes principais da Coalizão e por este motivo são os que tem liderado as discussões sobre a ação do Superman e uma possível retaliação. Acreditando ou não na alegação do governo coreano, eles estão assumindo a responsabilidade pela apuração do ocorrido e colocarão a reivindicação de que o Superman se apresente a eles imediatamente, ficando detido até a averiguação do ocorrido. Sei que ele está abalado pelo que houve com seus amigos, mas acho que vocês precisam conversar com ele sobre essa possibilidade. Preciso ir agora, tenho que ver com o Sr. Incrível as avaliações sobre as possibilidades envolvendo este incidente. Se precisar, nos contate novamente. Um abraço e transmita ao Superman meus pêsames.

Dick Grayson: Obrigado pelas informações, Alan.

Situação complicada. Adão Negro liderando qualquer tipo de grupo não é algo bom, o cara é totalmente instável e não consegue segurar bem sua raiva. Tenho três pontos a seguir e eles estão interligados. O primeiro é evitar que esse conflito com a Coréia saia do controle e se torne a terceira guerra mundial*. Segundo, preciso falar com o Superman e pedir para ele se render ao governo Norte Coreano, para que não haja retaliação. E depois disso, preciso limpar o nome do Clark e afastar qualquer possibilidade de ligarem os Estados Unidos na fuga dos prisioneiros, e pra isso preciso pegar o verdadeiro culpado. Por enquanto, irei atrás do Clark, que é a primeira coisa a se fazer. Porém, ainda não terminei aqui.

Oráculo: Preciso desligar agora. Estou recebendo outra chamada numa das linhas prioritárias. Você vai precisar de mais alguma coisa?

Dick Grayson: Sim, preciso que me diga o que está havendo com você. Eu te conheço e você me conhece, sabe que me importo contigo... muito! Não vou ficar sossegado até me contar o que está rolando.

Nisso Damian já está no apartamento, vestido com seu uniforme. Ele esteve ali o tempo todo.


Robin: Você é previsível demais grayson.. [tt].. Nós agora iremos perder nosso tempo consolando um homem com poderes para exterminar as criaturas que feriram seus amigos, mas que prefere ficar chorando como uma criança que perdeu um doce... Ainda não sei se isso consegue ser pior do que ficar com Pennyworth...

Dick Grayson: Não, vamos falar com o Superman para evitar uma nova Guerra ou qualquer incidente próximo a isso. A Coréia do Norte não é um país muito amigável, e precisamos que o Clark se renda a eles para diminuir a tensão. Mas não é só isso, estamos indo ajudar um amigo. Você talvez não tenha nenhum agora, mas vai precisar algum dia. É por isso que estou aqui, pra te ensinar algo que o seu próprio pai não consegue fazer.

Robin: Grayson, tem mais alguém aqui? Deve ter, porque se for pra mim, eu não me importo nem um pouco com o que está dizendo.

Dick Grayson: Argh, você é irritante!

Robin: O sentimento é Mútuo. E então, vamos ou não?

Só agora percebi que ele está com um manto do Robin. Abro um pequeno sorriso no canto da boca. Por muito tempo, quando era garoto, achei que seria o Batman quando crescesse, mas nunca achei que treinaria um Robin.

Dick Grayson: Robin, hein? Pelo visto seguiu algo que eu disse, pelo menos uma vez.

Robin: [tt] Calado. Pennyworth que fez essa roupa, isso é tudo obra dele!

Termino de me vestir. Fico pensando se o levo ou não, mas da outra vez o deixei aqui e encontramos o Jason. Creio que ver o estado em que o Jason ficou ajudaria a mudar as atitudes dele. Dessa vez vou leva-lo.

Asa Noturna: Robin, vamos nessa!


Digito no minicomputador da minha luva as coordenadas pro Batplano do Bruce vir. Logo então saímos para um lugar mais afastado da minha casa, para não levantar nenhuma suspeita.

*A Terceira Guerra Mundial da DC ocorreu exatamente com o Adão Negro, porém ela não existe, até onde eu saiba, na nossa cronologia, já que ela ocorreu durante os 52, pós-Crise Infinita.

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Re: Prólogo 12: Renascidos do inferno

Mensagem  Leo Rocha em Qui Mar 07, 2013 11:36 pm

Barbara respira fundo e diz:

Arrow Na verdade eu estou preocupada Dick.. Ver a morte de Lois me lembrou de quando o Coringa me acertou e de quando Bane pegou Bruce... Mais ainda, me lembrou de Jean Loring... Nós não temos poder para evitar a morte. Nós não podemos fazer nada além de nos enganar... Desculpa, eu não quero parecer uma derrotista chorona, mas é que isso mexeu comigo hoje. Só me promete que vai se cuidar. As coisas estão mais sinistras a cada dia... A gente conversa melhor depois.

Ela desliga e Dick inicia o diálogo com Damian. Ver o jovem no uniforme de Robin lhe traz orgulho e uma preocupação maior sobre a responsabilidade de lhe ensinar sobre a vida entre os heróis. Ao ouvir o comentário sobre a roupa, Damian diz:

Arrow Eu sinceramente acho ridícula esta vestimenta espalhafatosa para lutar à noite, mas Bruce disse que preciso conservar uma identidade secreta e me sugeriram usar este traje como uma espécie de tradição bizarra de família. Que assim seja..

Os dois saem rumo à Fortaleza da Solidão. Um jovem herói e seu pupilo. Apesar de parecer muito, essa é uma estória totalmente diferente da que nós já conhecemos...


Nota do narrador: Sua narrativa continua no tópico "para o homem que tinha tudo"

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Re: Prólogo 12: Renascidos do inferno

Mensagem  Drako em Sex Mar 08, 2013 3:29 pm

Oráculo: Na verdade eu estou preocupada Dick.. Ver a morte de Lois me lembrou de quando o Coringa me acertou e de quando Bane pegou Bruce... Mais ainda, me lembrou de Jean Loring... Nós não temos poder para evitar a morte. Nós não podemos fazer nada além de nos enganar... Desculpa, eu não quero parecer uma derrotista chorona, mas é que isso mexeu comigo hoje. Só me promete que vai se cuidar. As coisas estão mais sinistras a cada dia... A gente conversa melhor depois.

Asa Noturna: Queria estar ai com você agora, mas não posso. Vou fazer uma promessa que não sei se poderei cumprir. Eu não vou morrer, te prometo isso! Não se preocupe comigo, está tudo bem. E eu já fiquei cara a cara com a Morte uma vez esse ano, não pretendo fazer de novo.

Ela desliga e minha atenção se volta ao filho do Batman. Damian usando a Roupa de Robin me trás um certo orgulho, apesar de não ir muito com a cara do moleque, mas foi a mesma sensação que tive quando vi o Jason e o Tim seguirem meus passos. Obviamente com o Damian as coisas são diferentes. Jason usou meu traje para me superar, quebrar todos meus recordes, palavras dele, e Tim se sentia honrado em ser o novo Robin. O pentelho a minha frente não se sente nem um pouco a vontade com a roupa.

Robin: Eu sinceramente acho ridícula esta vestimenta espalhafatosa para lutar à noite, mas meu pai* disse que preciso conservar uma identidade secreta e me sugeriram usar este traje como uma espécie de tradição bizarra de família. Que assim seja...

Asa Noturna: Dê graças a deus por não usar o mesmo traje que eu e o Jason usamos, ai sim você teria um motivo para reclamar!

O Batplano chega e finalmente nos dirigimos à Fortaleza da Solidão.

*Damian não chama o Bruce pelo nome, o Batman é a única pessoa que ele respeita e admira além da mãe. Por isso ele o chama de pai normalmente. O resto ele chama pelo sobrenome mesmo. “Grayson, Drake, Todd, Pennyworth.”

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