Prólogo 11: Nem tudo são maravilhas

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Prólogo 11: Nem tudo são maravilhas

Mensagem  Leo Rocha em Sex Fev 22, 2013 2:39 pm

Os olhos vermelhos como brasas se destacavam na noite enquanto ele voava. O traje tinha um tom sombrio e inspirava medo naqueles que o vissem. O poder que sentia durante o vôo era quase intoxicante.
Ele seguiu em velocidade absurda até avistar seu alvo. O oponente era grande e parecia extremamente poderoso, Um desafio digno de seu poder.
Ele se aproxima e desfere golpes certeiros, poderosos, capazes de destruir os obstáculos mais resistentes. Seu oponente tenta reagir, mas sua fúria não conhece limites. O impacto de seus socos destróis os edifícios próximos e arremessa veículos e pessoas a grandes distâncias. Ele os vê voar e se chocar contra outras estruturas, mas não se importa. A luta era tudo que importava.
Quando sentiu o inimigo subjugado, ele segurou sua cabeça e a girou até que se soltasse do corpo. Como um troféu, ele a ergueu e ficou encarando a face do inimigo vencido. No entanto, a sua surpresa era perceber que ele, O Marvel Infernal, havia liquidado a si mesmo, o Capitão Marvel.

*********
Billy acorda suado e ofegante. Desde sua passagem pelo inferno tem tido pesadelos como o que lhe afligia agora. Ele se levanta e segue até a cozinha, onde aproveita para beber um copo de água. Suas mãos ainda tremem um pouco pela ansiedade provocada pelo sonho.
A sensação de prazer ao subjugar e destruir lhe causam terror, mas ele se aterroriza mais ao saber que junto a todos esses sentimentos, sentiu bem no fundo uma pontada de prazer. Billy abre a geladeira para ingerir mais um copo de água e vê a garrafa de vinho que o seu “tio” guarda para ocasiões especiais. Ele sente pela primeira vez a vontade de abrí-la. Ele a olha por uns instantes, pensando que apenas um copo talvez o ajudasse a esquecer os pesadelos e dormir. Talvez ele só precisasse relaxar um pouco. Ele permanece por alguns instantes olhando para o interior da geladeira e, antes que decida o que fazer antes de fechá-la, ele apenas diz para si mesmo:

Arrow O que está acontecendo comigo?

**********
Ele se dirige à sala ainda suado e se senta um pouco para ver TV. Queria ocupar a mente com qualquer besteira que lhe fizesse esquecer o pesadelo e os sentimentos que ele trouxe. É correndo entre os canais que ele vê a notícia que abalou o mundo: A morte de Lois Lane.
Mais uma vez ele tenta acordar do pesadelo, mas percebe que desta vez não do que acordar. A realidade se configurava de forma implacável e ele via agora que o inferno talvez não estivesse tão distante.

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Re: Prólogo 11: Nem tudo são maravilhas

Mensagem  Convidado em Qua Mar 13, 2013 12:49 pm


- Não existe esperança, Billy Batson. A única verdade absoluta no Universo, é a MORTE!

- Hã?! - virou-se Billy, ao escutar a pavorosa voz que ecoava em sua cabeça. O Marvel Sombrio, Infernal, servo das entidades do submundo. De tão assustado, Billy derruba uma jarra de água que havia retirado da geladeira aberta. Uma sede terrível o acometia. A jarra caiu no piso num estridente ruído. Billy rapidamente olha para ver se o "tio" Dudley havia despertado. Nada. Seu sono profundo eixava Billy incógnito, por hora. - Calma Billy, não foi nada. É a sua imaginação. Respira. - sussurrou para si mesmo. O jovem Batson dirigiu-se até a televisão na modesta sala. Talvez um pouco de televisão o pudesse distraí-lo dos pesadelos e alucinações do Marvel Sombrio. Deixou o volume no mínimo, não pretendia despertar o "tio" Dudley. Porém, a noite seria mais longa do que o herói poderia imaginar.

- Lois...Lane...morreu?! - o rapaz leva as mãos ao rosto, não acreditando na notícia transmitida pelo noticiário noturno. - Ah Deus...o sr. Kent. - pensou no alter ego do todo-poderoso Homem de Aço, Clark Kent, esposo de Lois. - Por que se lamenta? - Billy dá um salto da poltrona onde estava sentado. A imagem do Marvel Sombrio estava ao seu lado. - A morte não deve ser lamentada, mas celebrada, honrada pois a existência daquele que partiu ganhou um novo significado. - disse, com os braços cruzados. Sua postura e face sombrias, com os olhos brilhantes naquele ambiente semi-escuro da sala, dava uma ar ainda mais aterrador ao Marvel Sombrio. - O...o quê?! Por que deveríamos ficar feliz quando as pessoas morrem? Quando pessoas que não devem morrer... - Quem é você para saber quem vive e quem morre, Billy Batson? Você não é nada além de uma casca que me mantém. Um receptáculo para mim, servo dos deuses do inferno! - aproximou-se de Batson, inclinando-se para olhá-lo cara a cara, quase tocando-se ambos os rostos. - Você serve apenas para dizer uma palavra, mortal! Apenas para isso. Não superestime-se. - o tom e olhar sinistro fez Billy sentir um tenebroso calafrio em sua espinha. Fechando os olhos instintivamente. - Voc..você não é real! N..não é real! É uma alucinação! Não está aqui! Não está aqui! - repetiu várias vezes. Quando abriu um dos olhos, o Marvel Sombrio havia desaparecido. Billy recostou-se na poltrono, aliviado. Olhou para o teto, perdido em pensamentos. Precisava de alguém par ajudá-lo, guiá-lo. Clark Kent havia perdido a esposa, se o conhecida bem, deveria estar na Fortaleza da Solidão agora. "Não tenho como viajar até o Pólo Norte. Se eu disser a palavra mágica, o Marvel Sombrio irá tomar controle sobre mim. Putz, Batson! Olha em que situação você se meteu!" - levou as mãos ao rosto, em claro sinal de desespero.

"Talvez...o Mago. Não...ele não vai me ajudar. Eu o traí. O Mago..." - pensou por um momento. Seus olhos começavam a lacrimejar. Lágrimas quentes molhavam seu rosto e, pouco a pouco, caíam no chão. "O que foi que eu fiz?!" - lamentou-se. Ficou ali parado, por algum tempo. Não sabia quanto, até que subitamente levantou-se. Foi até o seu quarto, colocou seu tênis, trocou seu pijama por uma calça jeans e uma antiga camiseta do Superman que possuía. Pôs uma jaqueta com capus por cima e saiu pela janela do apartamento. Billy já tinha prática e sair pela janela da sala. Muitas saídas noturna fizeram parte de seus primeiros anos como Capitão Marvel. Ao abrir a janela e olhar para o céu, sentiu saudade de poder voar, a sensação do vento em seu rosto e cabelo. A sensação de liberdade. - Tolo! Liberdade é uma ilusão! Seus atos são regidos e previstos como os de uma marionete nas mãos de seu ventríloquo. Você está preso a mim. Ninguém irá ajudá-lo, por mais que tente. - disse a imagem do Marvel Sombrio, estava em pé na parede de fora do edifício, ainda de braços cruzados e expressão fria. - Ah, cala a boca! - disse Billy, antes de começar a descer o prédio. Foi mais difícil do que Billy se lembrava, talvez estivesse fora de forma. Ao terminar a descida, respirou profundamente por alguns instantes. Olhou para cima, para a janela onde havia saído, tentando ver se o "tio" Dudley havia acordado. Nada. O caminho estava livre. Pôs o capuz da jaqueta sob a cabeça e começou sua caminhada. "Só existe uma pessoa boa o suficiente com magia para poder me ajudar: Senhor Destino. Preciso encontrá-lo de qualquer jeito!" - pensou. Colocou as mãos dentro dos bolsos da jaqueta, apertando-as contra o tecido. Fazia muito frio naquela noite. O ar quente que saía da boca de Billy ao respirar estava visível. Logo atrás do pequeno herói, jazia a imagem do Marvel Sombrio, que o seguia de perto. E ao ler o pensamento de Batson sobre o Senhor Destino, expressou um largo e terrível sorriso em sua face tenebrosa.

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Re: Prólogo 11: Nem tudo são maravilhas

Mensagem  Leo Rocha em Sex Mar 15, 2013 4:49 pm

Billy estava assustado e ansioso. Tinha medo do que se tornara, da maldição que aceitara ao empregar a sua palavra para convocar o poder do inferno.
Era frio, mas ele suava, como se estivesse contendo em seu peito o fogo do inferno. Ele tinha decidido ir até Salem encontrar o Sr. Destino e para isso se dirigia à rodoviária mais próxima.
A poucas ruas da rodoviária, ele ouve passos. Tentando evitar confusão, Billy aperta o passo, sendo acompanhado pelos passos atrás dele. Em determinado momento, os passos se tornam uma corrida interrompida quando um jovem de cerca de seus vinte e poucos anos pára na sua frente. Billy nota que o olhar do homem é maldoso e percebe a faca na mão dele. O jovem diz em tom jocoso:

Arrow Fala carinha! Tá perdido por aqui? Eu e os meus chegados trabalhamos no serviço de informações local. Por uma pequena taxa a gente te ajuda a se achar e pela sua carteira a gente te deixar chegar aonde tá indo.

Billy pode notar a aproximação dos outros dois perseguidores, que chegam rindo pelo ganho fácil que se pronuncia. Um deles carrega um taco de baseball de madeira e o outro possui as mãos desarmadas. Três ladrões da categoria mais baixa. Talvez viciados em busca de dinheiro para mais uma dose. A única certeza que Billy tem é que poderia derrotá-los em segundos se fosse o Capitão Marvel. Se se transformasse, ele poderia imobilizá-los, pará-los, aleijá-los... Não! O Marvel sombrio tentava tomar o controle, influenciá-lo...

Arrow Saca só, truta! O Cara tá mais noiado que o Bico!

Arrow Cala a boca vacilão! Vamo dar um cacete nele e pegar a grana que eu não curto brincadeira com maluco.

Arrow Mas eu curto! Vamo brincar um pouco com ele antes da gente meter o pé.

Os três se aproximam de Billy, no entanto o jovem expressa um medo maior do monstro que se encontra em seu interior. A situação não era nada promissora e Billy tinha apenas uma certeza: Não havia forma alguma dela melhorar.

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Re: Prólogo 11: Nem tudo são maravilhas

Mensagem  Convidado em Sab Mar 16, 2013 10:50 pm

"Oh, não! Oh, não! Só faltava essa! Só faltava!" - lamentou-se Billy. Estava cercado por um bando pífio de meliantes de segunda categoria. Como ele pôde deixar que isso acontecesse? Estava tão imerso em pensamentos que mal notara a existência dos bandidos. Apenas quando um deles colocou-se em seu caminho, percebeu a enrascada em que havia se metido. "Se eu ainda fosse o Capitão Marvel, era só dizer uma palavra e esses três virariam história. Mas agora..." - sentiu um aperto em seu peito. Como se estivesse em uma profunda dor e agonia. Uma dor que parecia queimá-lo por dentro...seria sua alma? - LIBERTE-ME! - exclamou. A imagem do Marvel Sombrio apareceu repentinamente na frente de Billy. Imponente, tenebroso, maléfico. - Liberte-me, Billy Batson! A morte aguarda estes três! Devo cumprir meu dever! Diga a palavra! DIGA! - gritou. Billy tentava tapar os ouvidos para não ouvi-lo. Os delinquentes poderiam pensar que Billy estivesse louco. - Não , não, não...cala a boca, cala...a...BOCA! - gritou, saindo correndo e esbarrando em um dos assaltantes. Billy arrancou, correndo ao máximo, usando toda sua força, surpreendendo os meliantes com tal ação. "Tenho que sair daqui, tenho que sair daqui..." - repetiu mentalmente. Billy corria sem saber pra onde. Ao seu redor, parecia ouvir gritos, gemidos de almas torturadas, agonizando, murmurando palavras horríveis. - Pode correr o quanto quiser, Billy Batson. Não poderá escapar de mim, nem de sua maldição. Aceite-a e liberte-se abraçando a morte sendo seu arauto! Liberte-me! - exigiu o Marvel Sombrio, flutuando ao lado de Billy. - Não, não não! Cala a boca! Cala a boca! - bravou o jovem. Billy nem reparou se os três assaltantes ainda o perseguiam, tudo o que ele queria era correr, correr pra sempre de seus tormentos, sua agonia. Queria ser libre.

- Ouch! Ai, ai....ugh! - murmurou de dor. Billy havia tropeçado numa escada e caído sentado ao final da mesma; estava em uma estacão de trem. Não sabia como havia chegado lá, talvez tenha corrido instintivamente...fora onde conheceu o poderoso Mago Shazam. Sentiu-se um pouco melhor, talvez aliviado por estar em um ambiente mais familiar a ele. Afinal, a estacão de trem era uma das entradas para a Pedra da Eternidade, morada do Mago. "Ah, Shazam. O que foi que eu fiz? Eu traí você. Eu te traí. Eu...eu não queria. Mas...meus amigos precisavam de mim, eu tinha que ajudá-los." - ajoelhou-se no chão da estacão. Suas lágrimas começavam e escorrer e atingir o solo. Billy estava aos prantos, cerrava os punhos de raiva, golpeando o chão levemente. - Hã? - olhou com curiosidade para uma luz no final do túnel da estacão. Um vagão único de trem havia chegado sem passageiro. Não havia ninguém dentro. "Será que...?" - pensou ele. Teria o Mago Shazam enviado tal transporte para a Pedra da Eternidade? Teria Billy a chance de dialogar novamente com seu grande mentor e amigo? Billy mal teve tempo de pensar: os três assaltantes o haviam encontrado e correndo até ele, descendo as escadas rapidamente. Billy instintivamente correu até o vagão e entrou no mesmo rapidamente.


Última edição por Shazam em Qua Mar 20, 2013 12:47 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Prólogo 11: Nem tudo são maravilhas

Mensagem  Leo Rocha em Qua Mar 20, 2013 9:39 am

Billy correu.
Essa foi a melhor forma que encontrou para escapar do trio de assaltantes sem ferí-los, sem usar o Marvel Sombrio...
Ele tropeça e cai nas escadas do metro e percebe que os três correm atrás dele. Ele tinha que conseguir! Não podia correr o risco de um confronto direto. Não com o Marvel Sombrio pressionando para sair.
Ele percebe uma composição parada na estação e se lança dentro dela. Esperava conseguir assim escapar do trio de assaltantes, no entanto, sua esperança se esvai ao notar que eles haviam alcançado o vagão a tempo de segurar a porta com as mãos e se lançarem lá dentro.
O líder do grupo sorri com um hálito pesado e diz:

Arrow Só pela correria eu vou te fazer gritar que nem uma menininha...

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Re: Prólogo 11: Nem tudo são maravilhas

Mensagem  Convidado em Qua Mar 20, 2013 1:50 pm

- Ah, não! Não! Não! Fiquem longe de mim! - gritou. Billy estava acuado. Os assaltantes conseguiram entrar no trem junto com ele. Seu medo aplacava qualquer capacidade de reagir. Sua força de vontade, quebrada. - Sua vontade está quebrada, Billy Batson! Patético! Inútil! - rangiu o Marvel Sombrio, logo à frente de Billy. Era como se o tempo estivesse parado. Os três meliantes congelados em suas risadas insanas; o trem estava parado. - Você será morto em poucos instantes. Deixará de existir neste plano e passará ao submundo. Sofrerá por toda a eternidade, torturado, escalpelado, triturado. As possibilidades para seu castigo... - sorriu. - Pretende realmente descobrir como é o tormento eterno, Billy Batson? - esboçou um largo sorriso, sinistro e terrível. - E-eu... não quero... - disse, aos prantos, sentando-se no chão e abraçando suas pernas, encolhido. - Então já sabe o que fazer. Diga a palavra e eu o salvarei. Ainda pretende ver sua irmã de novo, não? - disse o servo do submundo. Billy rapidamente olhou para ele, espantado pelo nome de Mary ser citado na conversação. Levantou-se e olhou aquele ser malévolo diante dele, esticando seus pés para parecer mais alto. Raivoso, disse: - Deixe minha irmã fora disso! Ela... - foi interrompido logo depois. - Deixar? HAHAHAHAHA!!! - gargalhou estridentemente. - Garoto, você não pode me pedir nada. VOCÊ NÃO É NADA ALÉM DE UM VERME PERANTE MIM! - berrou, impondo-se e apontando seu dedo índice no peito de Billy. Era como se seu corpo começasse a apodrecer, sua vida desaparecendo. - Ugh...s-sim. Mas, você ainda precisa desse verme, não é? Heheh - disse baixinho, soltando uma risadinha no final. - Você até pode servir à entidades do inferno, mas ainda não passa de uma sombra do verdadeiro poder do Mago que eu tinha. Se eu morrer, vou para o inferno, mas e você? - questionou. A dor em seu peito já era insuportável. - Eu? O que quer dizer? - desencostou seu dedo do peito de Billy, com o mesmo aliviando-se de imediato. - Eu voltarei ao inferno e continuarei com meu dever. A morte não espera! - disse convicto. - Você não gostaria de ter algo mais importante do que apenas servir a morte? - disse, maroto. - E o que seria tal coisa? O que um mortal como você pode conceder a mim? Isso é ridículo! - falou com desdém. - Liberdade, eu te ofereço liberdade. - falou, cruzando os braços. - Liberdade? O que é isso? Desconheço o dignificado disso. - disse indagado. - Me ajude a sair dessa enrascada em que me meti e te ajudarei a buscar sua liberdade. Um verdadeiro significado para você, além de servir à morte. Você não precisa apenas causar destruição e inferno na Terra, Marvy. Pode fazer outras coisas. - falou, gesticulando com as mãos. - E que "coisas" seriam estas? - perguntou. - Isso você mesmo terá que descobrir. Primeiro, pare de me assombrar, você parece um fantasma. Me dá calafrios. Eu tenho algo importante à fazer. Nesse meio tempo, observe o mundo ao seu redor. Veja e aprenda! A Terra oferece muitas coisas, você encontrará algo que lhe dê um significado e existência maior do que apenas a morte. - disse determinado. O Marvel Sombrio refletiu por um momento que pareceu durar uma eternidade para o jovem Billy. O todo-poderoso ser andou pelo trem, atravessou os três bandidos, revelando a forma quase espectral em que estava; até que chegou a uma resposta. - Nao vejo quaisquer vantagens em habitar este mundo. É desorganizado, inconstante. Contudo, vejo certa verdade no que diz. Concordo em observar...por hora. - disse. Billy alivou-se por um momento, até que repentinamente o rosto do Marvel Sombrio estava bem na sua frente, quase tocando-o. O jovem deu um pulo para trás, assusto. - Já lhe aviso, Billy Batson, não tente me enganar! Sei que busca o Senhor Destino para livrar-se de mim! Posso ver todos os seus pensamentos! - falou, quase rugindo. Uma gota de suor escorreu pelas têmporas de Billy. - Temos uma frágil aliança, por enquanto. Mas lembre-se: nao poderá me impedir de agir quando chegar a hora. Minha vontade e poder é imensamente superior à sua. Eu poderia obrigá-lo a dizer meu nome neste exato momento. Posso tomar conta de seu corpo e matar todos os seus amigos sem qualquer resistência sua. Lembre-se....bem...disso. - falou lentamente, deixando bem claro o que dizia. - O-ok...entendi. Temos um trato. - estendeu a mão para seu sombrio alter-ego, que a apertou depois de um breve momento de hesitação. Um choque violento é sentido por Billy. Seu corpo é preenchido por vários sentimentos: dor, agonia, claustrofobia, medo, pânico; mas também amor, amizade, companheirismo, compaixão, alegria. Sentiu-se entorpecido, um tanto confuso e desorientado. Piscou algumas vezes para tentar recompor-se. Olhou para seu lado direito, pela janela do trem e viu que o tempo aos poucos voltava ao normal.

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Re: Prólogo 11: Nem tudo são maravilhas

Mensagem  Leo Rocha em Sab Mar 23, 2013 11:31 am

O diálogo entre Bily e o Marvel Sombrio havia possibilitado uma tênue aliança. A entidade iria conhecer o que significa "liberdade" e tentar entender o que mais um arauto do inferno pode fazer e em troca iria auxiliar Billy. Isso enquanto lhe fosse conveniente e da maneira que melhor entendesse...
O tempo então voltava ao seu curso normal e Billy se via mais uma vez em frente aos três meliantes que lhe ameaçavam com impaciência. Ele já havia tomado uma decisão sobre como conduzir a situação, mas qual seria?

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Re: Prólogo 11: Nem tudo são maravilhas

Mensagem  Convidado em Dom Mar 24, 2013 11:52 am

"Ok, Billy! Respira...concentre-se!" - fechou os olhos e respirou profundamente. "Lembre-se daquilo que o Pantera te ensinou...sinta o inimigo, seus movimentos, analise-o..." - assumiu posição de luta, com os punhos cerrados; abriu os olhos novamente e vislumbrou os bandidos à sua frente: não assumiam nenhuma postura de luta, pareciam confiantes demais de que poderiam dominar o pequeno herói. Billy esboçou um pequeno sorriso: sabia exatamente o que fazer. Os três estavam na formação tipo" flecha": um mais adiante e dois pelos lados. O que estava mais na frente iria dar o primeiro golpe, empunhava uma faca, seguramente atacaria às cegas. Ao fazer isso, Billy daria um salto para o assento do trem ao seu lado, desviando do ataque e dando um novo salto encima do assento, golpeando o meliante da direita com um chute preciso no nariz. Ao pousar no chão, daria uma rasteira do bandido da esquerda, que se tudo desse certo, bateria a cabeça no outro assento do trem, logo ao seu lado. Ao restaria o cara da faca. A essa altura, já estaria reconsiderando o fato de Billy ser tão inofensivo quanto pensara. Provavelmente, atacaria de cima para baixo com a faca, já que não tinha qualquer habilidade de luta e não sabia manejar a arma tão bem. Isso daria a possibilidade de Billy usar isso a seu favor, aproveitando seu tamanho. Quando o bandido atacasse, Billy usaria um contra-ataque, agarrando o braco direito do inimigo, com o qual iria atacá-lo, e usando seu pequeno corpo como uma alavanca, desequilibrando-o e usando o próprio peso e a gravidade a seu favor, fazendo-o cair no chão com forca e desarmá-lo em seguida, torcendo-lhe o pulso e golpeando o rosto com toda a força. "Muito bem, Batson. Vamos lá!" - respirou fundo mais uma vez e pôs em prática seu plano.

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Re: Prólogo 11: Nem tudo são maravilhas

Mensagem  Leo Rocha em Sab Mar 30, 2013 12:49 pm

Billy havia conseguido derrotar os três meliantes e agora respirava rapidamente enquanto sentia a adrenalina que fluia em suas veias. Fazia tempo que ele não se via numa situação deste tipo. Fazia tempo que as ruas não mais lhe traziam a sensação de atenção extrema. Ele sentia que o Marvel Sombrio havia ficado interessado em seu desempenho durante o confronto e se sentia um pouco menos indefeso com relação a ele, uma vez que havia mostrado não ser apenas um garoto indefeso.
O metrô para na estação seguinte e Billy se surpreende ao ver entrar um rosto conhecido:



Ele se aproxima do jovem e passa por cima dos garotos que ainda gemiam no chão. Ele olha para Billy e diz:

Arrow Lamento, mas acho que de todas as pessoas que poderiam lhe ajudar nesse momento, eu sou a única disponível. A estação que você procura não abrirá a menos que ele decide que é a hora.

Ele continua:

Arrow Acho que já não faz mais sentido seguirmos no trem. Vamos antes que seus amigos estejam em condições de apanhar novamente.

Os dois descem e Jason olha para o garoto com um semblante que transmite um misto de compaixão e de tristeza. Quando saem da estação, Jason diz:

Arrow Parece que agora temos em comum mais do que poderíamos ou gostaríamos de admitir. Etrigan tem andado agitado nos últimos tempos. Parece que as forças da ordem resolveram nos alertar de que algo escapou do inferno com o grupo de heróis que lá esteve. Visitamos alguns deles e ao cruzar com você eu tive certeza: você trouxe o que os lordes da ordem falaram comigo que não deveria ter saído do inferno. Assim como o poder de Etrigan se mesclou à minha alma e me amaldiçoou, esse poder tenta te corromper e tomar a sua. Eu posso ajudá-lo. Pelo menos espero...

Ao passarem em frente a um restaurante, Jason diz:

Arrow Eu não tenho mais como me livrar da minha maldição... Mas pra você ainda é possível. Preciso te livrar da influência maligna, mas só você tem poder suficiente para tal. Os poderes do inferno trabalham com barganhas. E para desfazer uma barganha, é preciso uma força de vontade descomunal...

Ele pára por um momento em silêncio e diz:

Arrow Temos que descansar. Amanhã será um dia crucial. As forças da ordem e do caos estão tão acirradas que chegam a ser palpáveis. Algo terrível vem por aí, jovem Batson. E nós precisamos nos preparar...

Eles param em frente a um hotel. Jason convida o jovem a entrar e diz:

Arrow Amanhã rumaremos para o começo de sua jornada. Não há como resgatar a pureza perdida, mas há como evitar a corrupção da alma. Você irá conseguir. Precisamos buscar reforços à sua bondade e já sei por onde começar amanhã.

Eles fazem o check in. Ao subir para seus quartos, Billy nota que Jason se encontra em um estado de atenção. Ao chegarem nas portas de seus quartos, que ficam um ao lado do outro, ele diz:

Arrow Tente dormir. Sei que é difícil com um refugo do inferno arranhando sua alma... Estarei no quarto ao lado.

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Re: Prólogo 11: Nem tudo são maravilhas

Mensagem  Convidado em Sab Mar 30, 2013 8:30 pm

- Holey Moley! Jason Blood! - apontou para o homem alto, de cabelos ruivos com uma grande mecha branca. Billy nao conseguiu esconder sua surpresa ao ver o hospedeiro do demônio Etrigan. Billy ainda respirava rapidamente, seu coração batia muito rápido devido à adrenalina sentida ao derrubar os três bandidos no vagão de trem em que estavam. - ETRIGAAAN!! SEU TRAIDOR IMUNDO!! ABOMINAÇÃO!! - berrou o Marvel Sombrio, sua imagem aparecera atras de Billy, furioso. "Como você sabe que o Sr. Blood é o Etrigan?" - pensou Billy, falando mentalmente com seu pária. - Eu posso sua verdadeira forma. - rugiu. "Calma, Marvy! O sr. Blood é um mago poderoso, de repente ele pode nos ajudar! - pensou otimista. - Fala por você, Billy Batson. E não se esqueça: eu vejo tudo! Não tente me enganar, mortal. - disse ríspido. Jason comentou algo sobre a entrada para a Pedra da Eternidade, lar do Mago Shazam. - Como...? Como você sabe que o Mago...? - disse confuso. Jason sugeriu continuar a conversação em outro lugar, acompanhou Billy até a saída da estacão de trem, pouco movimentada. - Olha, sr. Blood, estou surpreso em ver o senhor aqui em Fawcett City. Mas não entendo o que está fazendo aqui. Afinal, essa cidade não é lá famosa por tanto movimento. - disse, curioso pela resposta.

- Parece que agora temos em comum mais do que poderíamos ou gostaríamos de admitir. Etrigan tem andado agitado nos últimos tempos. Parece que as forças da ordem resolveram nos alertar de que algo escapou do inferno com o grupo de heróis que lá esteve. Visitamos alguns deles e ao cruzar com você eu tive certeza: você trouxe o que os lordes da ordem falaram comigo que não deveria ter saído do inferno. Assim como o poder de Etrigan se mesclou à minha alma e me amaldiçoou, esse poder tenta te corromper e tomar a sua. Eu posso ajudá-lo. Pelo menos espero... - disse, num mixto de compaixão e tristeza. - O quê? É serio?! - Billy não conseguiu conter sua exaltação, porém, um intenso vacio e infelicidade tomava seu interior, repentinamente. - Não tente me enganar, Billy Batson! Posso fazer muito mais do que apenas causar-lhe dor! - sussurrou nos ouvidos do garoto, terrível e frio. Billy e Jason Blood caminham por mais algum tempo, com o mago dando mais esperanças à Billy de que era possível quebrar seu pacto com o Marvel Sombrio. Difícil, porém não impossível.

- Amanhã rumaremos para o começo de sua jornada. Não há como resgatar a pureza perdida, mas há como evitar a corrupção da alma. Você irá conseguir. Precisamos buscar reforços à sua bondade e já sei por onde começar amanhã. - falou Jason Blood. O mago adentrou um bonito hotel, sem luxo, porém parecia confortável, aconchegante. Billy já não sabia quando foi a última vez que havia dormido bem. - Sr. Blood, eu não quero dar trabalho. - disse acanhado. Jason pareceu não importar-se e simplesmente fez o check-in na recepção do hotel. - Temos que descansar. Amanhã será um dia crucial. As forças da ordem e do caos estão tão acirradas que chegam a ser palpáveis. Algo terrível vem por aí, jovem Batson. E nós precisamos nos preparar... - argumentou, ainda escrevendo no livro de registros do hotel. A recepcionista olhou um tanto estranhamente para Jason enquanto este assinava o livro. Talvez pelo assunto de forcas do bem e do caos; porém, nada comentou a respeito. O Marvel Sombrio ainda pairava atrás de Billy. O ser infernal olhava incessantemente para Jason Blood, ou Etrigan. Será que ambos tinham alguma história juntos? O Marvel Sombrio o havia chamado de traidor. Ao subir para seus quartos, Billy nota que Jason se encontra em um estado de alerta. Estaria esperando problemas naquele hotel? Ao chegarem nas portas de seus quartos, que ficam um ao lado do outro.- Tente dormir. Sei que é difícil com um refugo do inferno arranhando sua alma... Estarei no quarto ao lado. - disse Jason. - Obrigado, Sr. Blood! De verdade, obrigado! - disse o rapaz, acanhado. Billy adentrou ao seu quarto, grande com uma cama bastante macia, cálida. O rapaz foi até o banheiro, passou um pouco de água em seu rosto. Vislumbrou sua face no espelho um momento. Haveria realmente esperança para ele? - Eu duvido. - disse o Marvel Sombrio, fantasmagórico.

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Re: Prólogo 11: Nem tudo são maravilhas

Mensagem  Leo Rocha em Sex Abr 05, 2013 4:50 pm

A noite foi agitada e, como as anteriores, trouxe pouco descanso ao jovem. Em seus pesadelos, ele via cenas de devastação e violência. No meio destas, ele via o Marvel Sombrio gargalhando.
Billy agradeceu quando as batidas na porta o levaram a acordar. Ele olhou para o relógio na cabeceira da cama e viu que eram 06:06 da manhã. Em algum lugar talvez alguém estivesse rindo da ironia, mas não seria ele com certeza.
Ao abrir a porta, ele não se surpreende ao ver que é Jason Blood. O homem lhe dá um copo com café e diz:

Arrow Temos pouco tempo. O vôo pra Metrópolis sai daqui a 30 minutos e nós temos que embarcar nele. As forças da ordem indicam que precisamos fortalecer o que há de bom em você. Pensei em te reaproximar de seus amigos heróis. Fiz contato com Raio Negro e ele me disse que a Sociedade da Justiça irá visitá-lo para uma convocação pro seu novo quadro. Também me disse que seria interessante para eles contar com o Capitão Marvel.

Ele se vira para a janela e diz:

Arrow Vamos ter que correr com esse tempo. Parece que vem uma tempestade por aí...

Depois diz:

Arrow Você não precisa temer nada. Eu estarei ao seu lado.

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Os dois saem rapidamente do hotel e chegam a poucos minutos do embarque. A viagem segue relativamente tranquila com o Marvel Sombrio sussurando no ouvido de Billy o tempo todo.
Em pouco tempo, os dois estavam num táxi descendo numa rua pacata do beco do suicídio. Eles desceram e tocaram a campanhia da casa. Quando a porta se abre, eles são recebidos por Jefferson Pierce, também conhecido como Raio Negro.

Nota do narrador: Agora o Capitão Marvel continuará sua saga no prólogo New Old School

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Leo Rocha

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Re: Prólogo 11: Nem tudo são maravilhas

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