Prólogo 10: Um legado em azul e dourado

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Prólogo 10: Um legado em azul e dourado

Mensagem  Leo Rocha em Sex Fev 22, 2013 12:34 pm

DOURADO

Michael estava sentado naquela sala há uns cinco minutos. Olhava para a janela do escritório, de onde se via toda a cidade. Ele lembrava de quantas vezes já entrara ali e vira Ted enrolado com as contas e problemas da empresa... Uma lágrima discreta escorre de seu olho esquerdo enquanto ele pensa que nunca mais verá essa cena ou qualquer outra envolvendo aquele que foi seu melhor amigo.

A porta se abre e um homem de terno entra com uma pasta. Ele se senta e começa a falar:

Arrow Sr. Carter, desculpe o atraso. Meu nome é Andrew Wallace e sou, digo, era advogado do Sr. Kord. O senhor deve estar se perguntando porque eu o chamei aqui.. É que na verdade, antes de falecer o Sr. Kord fez um testamento e pediu para que o lesse ao Sr. Caso algo lhe acontecesse. Ele inclusive o registrou em vídeo. Posso exibi-lo ao senhor agora?

Michael se mostra confuso com a informação, mas assente com a sugestão do homem. Wallace então pigarreia coloca um CD no aparelho de frente pra mesa. A imagem de Ted aparece na tela. Ele usava um terno e parecia visivelmente desconfortável em estar ali gravando. Ele inicia então sua fala:

Arrow Bom... Se você está vendo esse vídeo, é bem provável que eu tenha morrido ou que você tenha descoberto a gravação fuçando nas minhas coisas.. Espero que tenha sido a segunda opção, mas se não for, então eu tenho que te dizer umas coisas. Michael, você sempre foi o sujeito mais imaturo, fútil e avoado que já conheci... Mas também sempre foi o mais leal, amigo e coração de manteiga também... Você sabe que com essa vida de... cientista... eu nunca consegui formar uma família sanguínea, mas consegui encontrar pessoas que hoje considero como amigos, como família.. E você, seu idiota, é o meu irmão... É a pessoa em quem confio de olhos fechados. A pessoa a quem confio minha vida... Engraçado dizer isso numa gravação dessas... Mas, voltando ao assunto, você é a pessoa em quem mais confio nesse mundo e por isso eu quero que você aceite o que eu te entrego neste momento: eu deixo pra você tudo que eu tenho. A minha empresa, minha casa, meu legado... Espero que agora que você realizou seu desejo de ser rico e famoso, você possa amadurecer, meu amigo... Você é um bom homem e merece que todos saibam disso! Obrigado por tudo! Te amo, meu irmão!

Michael assiste a tudo com lágrimas nos olhos e não conseguem conter um riso ao ver que no fim da fita Ted se vira para a pessoa que gravava e diz:

Arrow Pegou tudo? Vai precisar gravar de novo? Ah, ta gravando ainda? Então desliga.

Wallace se aproxima e diz:

Arrow Se o senhor estiver pronto, podemos começar com as assinaturas em alguns documentos. Fique tranqüilo que eu o auxiliarei no processo de transição ou até o Sr. encontrar outro advogado.
***********************************
Alguns dias se passaram e Michael ainda não se acostumara a viver na casa de Ted. Ainda mais sem a presença do amigo. As coisas na empresa ainda estavam se ajeitando e não entender patavinas de como tocá-la não ajudava muito...
Num momento de maior coragem, ele decide descer até o laboratório subterrâneo do amigo. Lá ele encontra memórias, armas, uniformes... Fuçando nas coisas deixadas pra trás, ele encontra um escaravelho azul. Michael tenta se lembrar da estória envolvendo aquele objeto. Tudo que consegue recordar é que pertenceu ao primeiro Besouro Azul e foi deixado para Ted. Ele coloca o objeto em cima de uma mesa e fica olhando para ele durante um tempo. É nesse momento que ele observa surgir um brilho que emanando direto do objeto e percebe que algo foi ligado no mecanismo antigo e sofisticado contido ali dentro. Algo que iria, com certeza, trazer novidades em sua vida.
Ele olha intrigado para o objeto e decide levá-lo a alguém que possa ajudar a entender o que está havendo: o Sr. Destino. No entanto, ao chegar no local onde deveria encontrar a fortaleza de Destino, o Gladiador só encontra um campo vazio.
Ele não compreende o que houve e se preocupa com a ausência do mago, porém não pode deixar de investigar o que a relíquia que era tão cara a Ted poderia estar sinalizando. Ele então decide procurar um de seus amigos de maior confiança: O Caçador de Marte. Mas os comunicadores não dizem nada quando tenta contatá-lo.
Usando a propulsão de seu traje, Michael segue em direção ao sudoeste dos EUA, onde Jonzz costuma residir em sua identidade civil. Ele sabe que Jonzz costuma ficar em middleton em suas horas vagas e decide ir até lá para pedir que o amigo o ajude com este mistério. Mais uma vez ele não obtém sucesso e, retornando, decide voltar em velocidade mais baixa para arejar a mente.
Passando pelo Texas, mas precisamente na cidade de El Paso, ele decide parar e comer alguma coisa. No entanto, ele percebe que este desejo deverá ser deixado para depois ao ouvir um grito.
Ele se dirige ao local a tempo de perceber o que causava a agitação: a criatura conhecida como Charaxes acabara de invadir um supermercado e causava pânico ao atacar os clientes do local.

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Re: Prólogo 10: Um legado em azul e dourado

Mensagem  Leo Rocha em Sex Fev 22, 2013 1:20 pm

AZUL

Jaime estava ansioso.
O convite para a festa havia sido realizado no início da tarde, mas ele ainda realmente havia demorado a se decidir sobre ir ou não.
Ele adorou ter recebido o convite de Brenda para ir à sua casa e mais ainda quando a própria garota veio falar com ele sobre a ida, no entanto, ele ainda tinha dúvidas uma vez que o idiota do Sean estaria na festa e provavelmente tentaria se mostrar para todos como o atleta descerebrado que é.
Seguindo uma das sugestões mirabolantes de seu amigo Paco, Jaime decide ir ao mercado e comprar umas cervejas para levar e, quem sabe, causar uma boa impressão na chegada.
Eles estavam na seção de bebidas quando ouviram o grito. Instintivamente, Jaime corre na direção de onde ouviu o grito e se depara com o assustador Charaxes atacando um homem que tentara correr para a porta. A criatura mordia o braço do homem e estava a ponto de arrancá-lo quando Paco falou:

Arrow Dios mio.. O que é isso?

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Re: Prólogo 10: Um legado em azul e dourado

Mensagem  Phelipe Peregrino em Seg Fev 25, 2013 2:00 pm

Jaime: Não sei não, cara... - Resmunguei. - Ainda acho que eu não tô afim de ir.

Paco: Você vai sim, Jaime! - Ele falou num tom que deixava claro que não estava afim de papo. - Ela te chamou pessoalmente, não foi? Significa que ela quer você lá!

Jaime: Bom... - A lógica dele era assustadoramente inquestionável. - Mas, olha Paco, o Sean vai tá lá e eu não tô afim de ser chutado na frente da festa toda.

Paco: E não vai! - Ele foi enfático. Estávamos na loja de conveniência faz alguns minutos. Paco olhava as cervejas se perguntando qual causaria melhor impressão. - Dios, hombre! - Ele exclamou ao notar minha cara de quem sabia que iria morrer. E eu iria. - Quando foi a última vez que você fez algo corajoso, hein?!

Jaime: Bom... - Pensei. - Semana passada eu tentei derrotar o Lich King numa raid sem tanker. - Nós tomamos uma surra! - Isso conta?

Paco: Eu vou fingir que você não falou de WoW numa hora dessas! - Ele falou de forma seca colocando meia dúzia de garrafas de cervejas no meu colo. - Eu vou dizer o que você vai fazer: - Ele tomou ar, o que deixava uma coisa clara: Lá vem merda. - Você vai até a festa. Vai puxar a chica para dançar. Vai olhar no fundo dos olhos dela, e sabe o que vai dizer?

Jaime: O que eu vou dizer?

Paco: Dios mio... O que é isso?

Jaime: O quê?! E isso lá funciona, cara?!

Foi quando ouvi o grito. Ao ver a cena, imediatamente me agachei, rolando pelo chão. Paco veio junto comigo. Os gritos do homem atacado ecoavam pelo mercadinho, e era de partir o coração. Eu tinha que fazer alguma coisa. Mas o quê?

Levantei de supetão ignorando os gritos do Paco que me chamavam de idiota e mandavam eu ficar abaixado. Levantei aos tropeços, mas foi o suficiente para alcançar o extintor de incêndio na parede do outro lado do corredor. Nem sei bem de onde tirei forças - ou destreza. Ou coragem, ou agilidade... - para tirar o pesado cilindro vermelho da parede, rompendo o lacre de segurança.

Jaime: Senhor! - Gritei. Fingi saber o que eu fazia. Mas não sabia. Obviamente. - Cuidado!

Uma rajada certeira bem nos olhos da coisa. Só então me dei conta de que... Dios mio! No que eu tava pensando?! O que eu achei? Que a coisa era um visitante de outro planeta cuja única fraqueza seria espuma de extintor?! Que o bicho ficaria congelado com o frio glacial de um extintor tipo "C"?! No fundo, ali, segurando um extintor semi-vazio, esperando a espuma se dissipar, só podia torcer para que, no mínimo, tenha feito a coisa largar o braço do cara.


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Re: Prólogo 10: Um legado em azul e dourado

Mensagem  Scorpion em Seg Fev 25, 2013 4:10 pm

Então Ted havia deixado tudo para Michael...
Aquilo era muito, muito estranho. Finalmente Michael Jon Carter tinha fama e fortuna mas, incrivelmente, ele se sentia mais vazio do que jamais havia se sentido.
Ele assinou a papelada, dizendo em sua mente:
GD: "Você tinha razão, amigo... o dinheiro não me trouxe felicidade."

Quando chegou ao casarão de Ted Kord... ao seu casarão, Michael achou aquilo mais estranho ainda. Aquela casa foi palco de tantas risadas, tantas situações. Era difícil entrar nela e não ter todas aquelas lembranças.
GD: Skeets! Chega aqui!
Skeets: Sim, senhor?
GD: Eu andei pensando... eu tenho de tentar ser mais útil. O Ted me deixou toda essa fortuna não pra gastar em garotas e bebidas... mas pra fazer desse um mundo melhor. Você tem uma das mentes robóticas mais avançadas do mundo. Se alguém pode multiplicar os ganhos e fazer as apostas certas, esse alguém é você.
Skeets: O que você tem em mente, Michael?
GD: Bolsas de Estudos para estudantes geniais... também quero abrir uma fundação pra ajudar pessoas pobres, com problemas de coração. Ted dizia ser cardíaco... acho que a "Fundação Ted Kord" pode ser criada presses fins.
Skeets: Bem, o dinheiro das empresas Kord dão e sobram pra isso. Não equivaleria nem a 2% do capital de giro que o senhor tem agora. O que pretende fazer com o resto?
GD: Bom... eu pensei em uma apólice de seguro pro Ted.
Skeets: Mas o senhor Ted já faleceu, senhor. O senhor não estaria pensando em...
GD: Sim.
Skeets: Senhor, eu devo discordar que--
GD: Skeets, por favor. Você sabe o quanto eu preciso do Ted de volta. Não foi justo o que aconteceu com ele. Era pra ter sido eu...
Skeets: Senhor eu--
GD: Não me faça implorar, Skeets. Ninguém tem tanto conhecimento nessa área quanto você. Essa é a única chance de trazer o Ted de volta.
Skeets: --Quanto devo investir nisso, então?
GD: Tudo o que precisar. Você é o diretor das Indústrias Kord, agora. Invista tudo o que precisar... em VIAGEM NO TEMPO!
Antes de sair, o Gladiador Dourado marcou uma entrevista com a People...

Ao encontrar a repórter da People, Michael então deu uma entrevista.
Repórter: Boa noite, Gladiador.
GD: Oi, Katya! Tudo bem?
Repórter: Tudo ótimo. Então, você tem mais alguma revelação bombástica pra nós?
GD: Na verdade, sim...
Repórter: Bem... suponho que seja da vida sexual do herói mais polêmico de Metrópolis.
GD: É sim... é sobre isso.
Repórter: Muito bem, Gladiador. Pode nos contar então... quem foi que não resistiu ao sex appeal do Dourado?
GD: ...Ninguém.
Repórter: Desculpe...?!
GD: É isso aí. Ninguém. Eu nunca "peguei" nenhuma heroína. Eu estou sendo processado pela Poderosa por caluniá-la... pedi que você pegasse a minha declaração por isso. A Poderosa é uma heroína respeitável e fantástica... ela jamais teve nada com um cara como eu. Quero pedir desculpas publicamente por ter dito o que disse dela. Acho ela uma heroína linda e me arrependo de tê-la usado pra me promover. Espero que ela possa me desculpar. É só isso...
Repórter: ...
GD: Acho que acabamos. Obrigado, Katya.

Michael então começou a fuçar nas coisas do amigo.
Quando abriu um certo baú ele achou um escaravelho azulado. O escaravelho que Dan Garret havia deixado para seu melhor aluno...
Michael alisou o escaravelho, como se fosse uma jóia preciosa. É quando a coisa começa a funcionar, como se quisesse ganhar vida.
Aquilo encucou o Gladiador Dourado e ele resolveu levar o objeto até pessoas experientes. Infelizmente, nem o Sr. Destino estava em casa e nem o Caçador de Marte. Aquele assunto teria que esperar pra depois...

Michael estava comendo numa lanchonete, quando ouviu um grito.
Ele engoliu o pedaço de panqueca rapidamente, sujando um pouco a boca de calda. Então, ele perguntou rapidamente para a garçonete.
GD: Banheiro?! Onde?!
A mulher apontou para onde era.
O Gladiador entrou rapidamente e trancou a porta. Ele se trocou o mais rápido que pôde e deu um soco na parede, fazendo um rombo para fora.
GD: Identidade secreta! O ponto mais importante da vida de um super herói!
O Gladiador Dourado voou para o Supermercado, quando viu um homem com o braço sangrando no chão. Entre ele e a barata gigante estava um jovem garoto latino, segurando um extintor de incêndio. Parece que ele havia dado um banho de espuma em Charaxes e se tornaria o alvo principal do vilão.
Quando Charaxes avançou para cima do garoto, Michael agarrou rapidamente Charaxes pela cabeça, impedindo seu avanço e o puxou para trás, fazendo-o se afastar poucos metros.
GD: Diga "xis" e sorria que você ganha um pirulito!
Gladiador disparou uma rajada na cara de Charaxes, fazendo-o voar pelo supermercado e quebrar a parede.
Ele cancelou seu campo de força ao redor do rapaz e extendeu a mão para ele.
GD: Você é muito corajoso, garoto? QUal é o seu nome?
Depois da apresentação, Michael sorri e diz.
GD: Eu sou o Gladiador Dourado. Ajude o homem sem o braço a sair daqui e deixa a barata crescida comigo. Vou mostrar pra ela que existem coisas bem piores do que um RAID e um jornal. Agora, saiam daqui!
Então, Michael grita para o resto das pessoas no supermercado.
GD: Pra fora! Todos pra fora!!!
Então, o Gladiador voaria, procurando por Charaxes no Supermercado.

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Re: Prólogo 10: Um legado em azul e dourado

Mensagem  Phelipe Peregrino em Seg Fev 25, 2013 5:18 pm

Gladiador Dourado: Você é muito corajoso, garoto? Qual é o seu nome?

Jaime: Meu nome? - A adrenalina corria pelo meu corpo me fazendo tremer e suar. Eu só balbuciava coisas sem nexo, admito. Nem sei o porque foi tão difícil responder à uma pergunta tão simples. - Meu nome é Jaime... Senhor. - Só então notei que meus dedos estão apertando tão forte o cabo do extintor que estão até doendo. - Obrigado.

Gladiador Dourado: Eu sou o Gladiador Dourado. Ajude o homem sem o braço a sair daqui e deixa a barata crescida comigo. Vou mostrar pra ela que existem coisas bem piores do que um RAID e um jornal. Agora, saiam daqui!

Me abaixo e tiro meu cinto, e uso ele como torniquete - e minha mãe dizia que todas aquelas horas de Animal Planet e Discovery Channel era perca de tempo. - e tento colocar ele nos meus ombros. Eu grito para o Paco me ajudar - eu não iria correr o risco de que, com meus músculos de rogue nível 85, não conseguiria levantar o cara.


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Re: Prólogo 10: Um legado em azul e dourado

Mensagem  Leo Rocha em Qua Fev 27, 2013 12:31 am

AZUL E DOURADO:

Jaime e Paco carregam o homem em choque para fora do estabelecimento, enquanto o Gladiador se lança ao combate com a a criatura.
O primeiro raio havia lançado a criatura longe, porém não havia a colocado para escanteio. E Michael consegue perceber isso ao ser atingido em pleno no vôo pelo ser apavorante. Neste momento ele percebe que esqueceu um singelo detalhe durante o combate: reativar seu escudo de força. O impacto faz com que Michael deixe cair o artefato que o fez realizar a viagem até aquele ponto dos EUA. Ele infelizmente não tem tempo para perceber o ocorrido, pois a criatura investe tentando morder e arranhar Michael, enquanto ambos alçam vôo se chocando contra as paredes e prateleiras do local.
A criatura exibe uma ferocidade irracional que chega a assustar Michael, mas o Gladiador Dourado não se deixa abater e segue no combate.
Enquanto vê a luta do lado de fora, Jaime nota a queda do objeto portado pelo herói dourado. Ele pensa se aquela seria uma arma importante na derrota da criatura e, se for, se ele conseguiria resgatá-la sem ser morto no processo. Ao ver a expressão nos olhos do amigo, Paco diz:

Arrow Não vai me dizer que tá pensando alguma besteira...

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Re: Prólogo 10: Um legado em azul e dourado

Mensagem  Scorpion em Qua Fev 27, 2013 1:04 am

Gladiador estava voando pelo corredor três...
GD: Fraldas descartáveis, absorventes... Mas nada de barata gigante! Onde foi que você se escondeu, inseto do infeeeeeerno!!!
Charaxes saiu do nada para atacar o Gladiador. A porrada foi forte e Michael foi ao chão, rolando para não ser atingido pelas garras da criatura que estava cada vez mais nervosa. Quando a criatura se pôs sob Michael, o Gladiador ficou segurando sua cabeça e uma de suas garras para que não o atingisse.
GD: Droga, Skeets! Nem pra me... lembrar de ativar o campo de... Skeets?
Foi então que o Gladiador se tocou que o amigo robótico havia ficado em Metrópolis, administrando as indústrias Kord.
GD: Esqueci! Ei, Charaxes... você se importa? Preciso... fechar a braguilha! Acabei de sair do banheiro! As garotas podem ver o meu wheewhee!
A boca do monstro ficava cada vez mais perto e uma das garras já fizera um belo arranhão no traje de combate.
Michael então usou a mão que segurava o braço de Charaxes e apertou o botão do cinto, ativando o campo de força pessoal.
GD: Ah! Bem melhor!
Sem precisar se preocupar tanto com os ataques de Charaxes, o Gladiador usou a mão que segurava a cabeça de Charaxes e evitava sua mordida para abrir a boca do monstro e enfiar a outra mão dentro da boca do monstro.
GD: O Doutor Dourado receita... duas doses de rajada energética por dia... se isso não te acalmar, umas vinte doses extras podem ser o suficiente!
Então, Gladiador disparou dentro da boca de Charaxes. Não daria uma rajada forte o suficiente para matar a criatura, mas com certeza forte o suficiente para nocauteá-lo, afinal, o laser bateria no céu da boca, dando um belo coice no cérebro.
Aquilo deveria ser o suficiente para que o Gladiador pudesse se levantar.
GD: Já chega! Se você não sabe brincar...
Michael usou seu projetor de Campos de Força para criar um cone ao redor de Charaxes, mantendo-no preso.
GD:...Vou ter que te colocar no canto-das-crianças-levadas!
Então, o Gladiador verificava no seu traje o estrago, que não parecia ter sido grande.
GD: Agora fique aí e pense em como deve tratar os seus coleguinhas! Bicho feio do caramba!
Michael passou a mão em seu bolso e...
GD: Ah, droga! O Escaravelho do Ted!!! Olha o que tu me fez fazer, barata!

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Re: Prólogo 10: Um legado em azul e dourado

Mensagem  Phelipe Peregrino em Qua Fev 27, 2013 7:54 am

O som do objeto azulado quicando ecoa na minha cabeça como num filme. Escuto cada batida dele no chão e tudo ao redor fica escuro. Por um momento eu senti que aquele objeto entraria na minha vida como um raio. Não sei nem o por quê.

Foram os sons agudos da batalha entre o Gladiador Dourado e a coisa que me fizeram colocar a cabeça no lugar. Aquele... Besouro azul que caiu do Gladiador deve ser importante. Quero dizer, eu não sei bem daonde vieram os poderes dele e ele não deve ter sido picado por um gladiador radiativo e ter se transformado em um... Pelo menos eu espero que não.

Paco: Não vai me dizer que tá pensando alguma besteira...

Jaime: Cara... Olha pra mim. - Disse olhando fixo para o objeto. - Você acha realmente que eu estou pensando em alguma coisa?! - Porra! Essa pegou mal pra caramba.

Coloquei o homem ferido no chão, do lado de fora da loja, e disse ao Paco para chamar uma ambulância, depois voltei para o interior onde o som dos disparos continuava.

Jaime: Vamos lá, Jaime! - Disse baixinho comigo mesmo. - Você tem que fazer alguma coisa. - O que eu tô fazendo?! Eu não preciso fazer nada! Eu deveria estar em casa tentando quebrar meu record em Rock n' Roll Racing! Mesmo assim, me joguei loja a dentro rolando na direção do estranho objeto que caiu do gladiador. - Achei você! - Disse quando meus dedos finalmente o alcançaram.


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Re: Prólogo 10: Um legado em azul e dourado

Mensagem  Leo Rocha em Qui Fev 28, 2013 5:14 pm

Uma rajada na boca de Charaxes surte o efeito desejado por Gladiador e, enquanto a criatura tenta voar, tonta pelo golpe, ele a prende dentro de um cilindro de força. A criatura se debate, tal qual uma barata sobre efeito de inseticida, porém sem apresentar maior risco.
É nesse momento que o Gladiador percebe a perda do escaravelho. Ele começa a procurar pelo chão do mercado e, quando o avista, nota que o jovem que o ajudara antes está prestes a alcançá-lo.
Ele caminha aliviado ao notar que não perdera o objeto e se aproxima do garoto com um sorriso no rosto, estendendo a mão para pegar o último mistério deixado por seu melhor amigo. No entanto, o sorriso se transforma em surpresa ao ver o mecanismo começar a brilhar na mão do garoto. No início um brilho tímido, evoluindo para uma luz azulada de alta intensidade. O mecanismo começou a se abrir, se desdobrando em algo que lembrava uma espécie de espinha dorsal de metal. Depois de aberto, o mecanismo se lançou pelo corpo do jovem até alcançar sua coluna e começar a se fundir a ela.
Jaime percebe então o quão doloroso pode ser se tornar um herói. A união do mecanismo com seu corpo é extremamente agressiva, mexendo com todas as suas terminações nervosas de forma que ele jamais sonhara que seria possível. A dor só não era maior que o medo.
Após o processo de fusão ser completado, o garoto caiu desmaiado no chão do mercado.
Do lado de fora as sirenes avisam sobre a chegada da polícia e do corpo de bombeiros.
Do lado de dentro, Michael ainda tentava entender o que estava acontecendo e como reagir a tudo.

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Re: Prólogo 10: Um legado em azul e dourado

Mensagem  Scorpion em Sex Mar 01, 2013 1:28 am

Charaxes estava preso em um Campo de Força muito aquém de seu poder em rompê-lo, tornando a situação segura para quaisquer inocentes que estivessem por ali.
Debatendo-se como uma barata louca, o barulho irritava o Gladiador.
GD: Mas que droga! Você não vai ficar quieto mesmo?
Então, o Gladiador concentrou duas rajadas simultâneas mirando a cara de Charaxes. Quando o tinha na mira, ele desfez o campo de força somente no momento do disparo, impossibilitando sua esquiva. Talvez aquilo fosse o suficiente para deter o monstro de uma vez, sem causar nenhum problema para a polícia.
Foi quando ele voltou sua atenção ao jovem Jaime, bem no momento em que o escaravelho brilhou e saltou para sua coluna, fazendo o garoto contorcer-se de dor.



GD: Jaime... JAIME?!?!
Gladiador não sabia o que fazer para ajudar o rapaz. Ele via o escaravelho ligando-se a Jaime, mas não podia fazer nada.
GD: Droga! O que eu faço?!
Então, o Gladiador teve a primeira idéia do dia. Comunicar-se com Skeets.
GD: Skeets! Skeets, tem uma parada muito louca acontecendo aqui!
Skeets: Senhor, estou numa reunião com os outros acionistas e...
GD: Me escuta! O escaravelho que Dan Garret deu ao Ted! Um garoto mexicano aqui pegou e... esse treco tá vivo! Ele tá se ligando ao moleque!
Skeets: Senhor, pelos meus registros o Escaravelho é de origem alienígena. Parece ser um organismo biotecnológico... não tenho mais nenhum registro sobre isso.
GD: O garoto parece estar sentindo muita dor!
Skeets: Não sei, senhor. Meu banco de dados não possui uma resposta para isso.
GD: Droga! Gladiador, desligando!

Michael voltou sua atenção para Jaime.
GD: Jaime! Eu...
Gladiador então pegou o Escaravelho na coluna de Jaime e tentou arrancá-lo. Entretanto, se visse que aquilo estaria ferindo Jaime, ele pararia.

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Re: Prólogo 10: Um legado em azul e dourado

Mensagem  Phelipe Peregrino em Sex Mar 01, 2013 7:01 pm

A coisa começou a brilhar, forte e intensa como nada que eu tenha visto. E, então, ouvi uma voz estranha na minha cabeça... Mais como um grito. E, naquele momento, eu tinha certeza que estava f#$@*%!


A dor era a maior que eu já havia sentido em minha vida! Eu não conseguia pensar em nada. Me contorcia e sentia cada músculo se romper. Era alucinante... Não sei porque diabos eu pensei em não gritar. Resistir bravamente, como um homem! Mas, seja lá o que me fez pensar nisso, passou em um instante, porque gritei como uma garotinha!

Pude ouvir a voz do Gladiador me chamando, mas não pude responder. Nem sei se conseguiria raciocinar uma resposta naquele momento.

Gladiador Dourado: Jaime! Eu...

Ele se aproximou tentando me ajudar, mas era inútil. A dor chegou num ponto insuportável e eu, finalmente, desmaiei.

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Re: Prólogo 10: Um legado em azul e dourado

Mensagem  Leo Rocha em Sex Mar 01, 2013 7:10 pm

Michael correu em direção ao garoto e tentou arrancar o mecanismo de suas costas, porém desistiu ao ver que isso só trazia mais dor a Jaime. Ele olhava agora o jovem desmaiado à sua frente e se sentia culpado por ter levado aquele objeto até ali. Graças a ele o garoto agora podia estar gravemente ferido ou morto...
Ele nem conseguia pensar direito nesta última possibilidade. Foi a morte de Ted que o fez encontrar aquele escaravelho.. Era tentando honrar seu legado que ele saiu com o amuleto em busca de respostas. Ele não podia aceitar que sua busca por honrar Ted levaria a mais um de seus erros e que esse erro colocava um inocente em risco.
Michael tentava colocar as idéias no lugar quando ouviu a voz no megafone:

Arrow Gladiador Dourado, aqui é do departamento de polícia. Nós vamos iniciar a entrada no estabelecimento. Sinalize se houver algum impedimento.

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Re: Prólogo 10: Um legado em azul e dourado

Mensagem  Scorpion em Sab Mar 02, 2013 2:39 pm

O Gladiador estava desesperado. Nunca vira Ted usando aquele Escaravelho, apenas o mantendo guardado em seu laboratório.
Teria sido aquilo que matou Dan Garret? Droga, se Skeets estivesse ali ele saberia a resposta, mas Michael não fazia idéia de como o professor Garret havia morrido. De qualquer forma, Michael Jon Carter não permitiria que o garoto morresse ali.
Ele ajoelhou ao lado de Jaime e tentou acordar o garoto, em vão.
GD: Jaime! Jaime, por favor... acorde! Deus, não de novo! Eu ainda nem me recuperei da morte do Ted!
Ele criou coragem e retomou a postura.
GD: Chega! Ficar me lamentando aqui não vai adiantar de nada! Eu preciso agir ou esse garoto vai morrer.
Michael pegou Jaime nos braços e saiu voando para fora do Supermercado. Ele apenas gritou para o chefe de polícia, enquanto voava.
GD: Tudo limpo lá dentro, chefe! Tem um SSP desmaiado lá dentro! Melhor chamarem a polícia científica, ou algo assim!

Michael contatou Skeets pelo rádio.
GD: Skeets! Preciso do hospital mais próximo da minha localização!
Skeets: Tem um há poucos kilômetros à noroeste.
GD: Ok, já vi! Câmbio!

Michael voou em direção ao hospital, entrando pelo saguão com o garoto nos braços.
GD: Ajuda! Eu preciso de um médico aqui!
Michael entregaria o garoto à uma maca e falaria com o primeiro médico que viesse perguntar o que aconteceu.
GD: A coluna dele! Ele... eu... ele pegou um objeto alienígena e o negócio se parasitou nas costas dele! Ajude o garoto, doutor, por favor!
Enquanto os paramédicos conduziriam Jaime para alguma sala de cirurgia, Michael tentaria contatar o Caçador de Marte ou outro especialista através de Skeets. Ele sabia que os médicos normais não poderiam fazer nada pelo garoto.
GD: Skeets, na escuta?
Skeets: Ouvindo alto e claro, senhor!
GD: Preciso que você tente contatar o Caçador de Marte de novo! Dê a minha frequência para ele!
Skeets: Senhor, o Caçador de Marte está inac--
GD: Droga, Skeets! Pode ter um garoto morrendo aqui! Tente contatar ele! Se não conseguir, tente Adam Strange, o Senhor Destino e na pior das hipóteses o... Batman.
Skeets: Sim, senhor! Estou fazendo isso agora!

Michael esperou do lao de fora da Sala de Cirurgia e ao lado de Jaime quando ele saíra, até a hora que ele acordasse...
GD: Mas que droga... Porque tinha de ser um garoto? Porque não um velho reumático cheio de problemas de saúde num asilo, abandonado por sua família?!

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Re: Prólogo 10: Um legado em azul e dourado

Mensagem  Leo Rocha em Sex Mar 08, 2013 12:34 am

Fazia pouco menos de 5 minutos que Michael havia entregue Jaime há equipe de cirurgia do hospital, quando o médico retornou revoltado:

Arrow Você está de brincadeira com a gente Gladiador? Não há nada na coluna dele! Nós fizemos exames de raio-x e tomografias computadorizadas da área e nada! Se vocês, heróis, não tem mais o que fazer, nós temos e muito! Esse garoto provavelmente se assustou com algum dos monstros que você estava enfrentando e desmaiou. Não há nenhuma identificação de necessidade de intervenção cirurgica.

Ele então assina uns papéis de prescrição e diz:

Arrow Leve essa receita, caso haja a possibilidade disso ser uma virose. No mais, ele já se encontra acordado e liberado pra retornar pra casa sob observação. Quer que liguemos pra família dele?

**********************

Michael entra no quarto onde Jaime foi levado depois dos exames. O garoto o olha assustado da cama e o herói do futuro olha mais ainda. Ambos se questionando se o que vivenciaram a poucos instantes atrás fora apenas um pesadelo ou realidade. Quem teria a coragem de abrir a boca e descobrir?

**********************
Após os dois conversarem, Michael sente uma mensagem telepática chegando em sua mente. Rapidamente se alegra ao notar que seu amigo Jonzz atendera finalmente ao seu chamado.

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Re: Prólogo 10: Um legado em azul e dourado

Mensagem  Scorpion em Sex Mar 08, 2013 12:59 am

GD: Como assim não tem nada com o garoto? Escuta, Doutor, eu sei o que eu vi! Não estou ficando caduco, não.
O médico oferece uma receita à Michael e ele a pega.

Dentro do quarto, com Jaime, o Gladiador conversa com um sorriso cortês no rosto.
GD: E aí, garoto? Jaime, né? Como tá se sentindo? Moleque, tu me deu um baita susto. Eu... pera! Ligação na minha mente.
Então, Michael começava a conversar mentalmente com o Caçador de Marte.
GD: **Jon, é o Michael! Claro que sou eu... você tá na minha mente! Como sou estúpido... Bem, eu preciso da sua ajuda. Eu achei um escaravelho azul nas coisas do Ted. O mesmo escaravelho que o professor Dan Garret deu pra ele. Skeets disse que é de origem alienígena. A questão é que esse bicho começou a funcionar e, como uma coisa saída do filme Alien, se acoplou na coluna de um garoto mexicano. Tô com ele no hospital, mas os médicos dizem que ele não tem nada. Só que eu sei o que vi. Com seu conhecimento Alien, pensei que pudesse me ajudar. Como posso te encontrar?**
Dependendo do papo de Jon, o Gladiador informaria Jaime de que iriam visitar um amigo.
GD: O médico disse que tu pode ir pra casa, mas eu não acho uma idéia muito genial. Tu cabou de ser invadido - sem duplo sentido - por um bicho alienígena. Eu não sei que diabos isso pode te causar, mas se alguém pode te ajudar é o meu amigo verde e cabeçudo. Ele com certeza vai saber o que fazer. Então, pensei em darmos uma passada na farmácia pra comprar os teus antibióticos, depois comermos um burrito em algum canto legal e depois irmos atrás de ver o Caçador de Marte.
Antes de saírem, o Gladiador comenta com um baita sorriso amarelo no rosto.
GD: Eeerr... É que eu não tenho bolsos nesse colant. Será que tu pode pagar essa rodada, Jaime? Tô bem curto agora...

Gladiador então pegaria Jaime com um dos braços e voaria de encontro ao Caçador de Marte.
Caso o encontro não desse certo, ele o levaria para a Torre da Liga, onde poderia ir atrás de algum outro especialista, como o Dr. Meia Noite ou Adam Strange.

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Re: Prólogo 10: Um legado em azul e dourado

Mensagem  Phelipe Peregrino em Sex Mar 08, 2013 5:13 pm

Eu acordei numa cama de hospital. O que era mal, visto que eu não lembrava de nada... Estava quente e o ar era meio seco, minha garganta coçava e minhas costas doíam como se eu estivesse carregando a Milagro nos ombros por um mês. Massageei meu pescoço tentando aliviar a dor, mas era inútil. Finalmente resolvi que era melhor cuidar de prioridades! Como eu vim parar aqui? Forçava minha cabeça para tentar me lembrar do que estava acontecendo. Lembro de ter ido comprar bebidas com o Paco, quando vimos um homem ser atacado.

Dios Mío! Será que ele tá bem? Calma, Jaime... Uma coisa de cada vez. Não pode se preocupar com isso agora, no momento ele tá por conta. Você ainda nem sabe o que aconteceu. Ok... Vamos refazer meus passos. Foi à loja de bebidas... Tinha um homem sendo atacado.Isso! Foi quando o Lanterna Verde apareceu... Não. Não foi o Lanterna Verde. Foi outro cara. Claro! O Gladiador Dourado. Lutamos com a coisa que tinha atacado o homem. E então...

Então...

Droga! O que aconteceu depois?!

Ah, é... Eu fui atacado pela coisa que o Gladiador deixou cair! O que diabos era aquilo afinal?!

Levantei da maca e cambaleei até o banheiro. Usava um daqueles jalecos que deixa metade da bunda de fora mas, surpreendentemente, não me sentia constrangido. Tirei e olhei minhas costas no espelho, me preparando para dar de cara com a horrenda cicatriz que deveria ter ficado no lugar aonde o bicho me atacou. Respirei fundo e abri os olhos.

Nada.

Nada exceto uma tatuagem azul estranha. Mas que mierda! De onde isso tinha vindo?!

Jaime: Quando minha mãe colocar os olhos nisso eu vou ter desejado que o bicho tivesse mesmo me matado.

Eu comecei a suar e a ofegar. Pensei estar tendo um ataque de pânico ou algo assim. Afinal, se eu apareci com uma tatuagem que não sabia de onde tinha saído, o que mais poderia ter acontecido?! Tentei a todo custo esfregar o local numa vã esperança de não ser uma tatuagem real, mas não consegui, e isso só contribuiu para meu medo. Corri até a pequena geladeira no canto do quarto e bebi, na garrafa, um gole longo de água. Longo o bastante para me acalmar. Sentei na cama novamente, com as ideias começando a clarear. Será que eu tinha sido assaltado?! Eu poderia estar dormindo há dias! E se o apocalipse zumbi começou enquanto eu estivesse em coma?! Cara... Que ideia idiota!

Jaime: Foi por pensar coisas assim que você apanhou tanto na escola, Jaime. - Disse pra mim mesmo em voz alta. - Só procure relaxar, tá bom? - Nesse momento, meus olhos bateram no controle remoto da pequena TV que pendia no canto do quarto. Tamborilei meus dedos no controle pensando no quanto eu era ridículo por estar realmente cogitando a possibilidade. - Ah... Mal não faz. - E liguei a TV no noticiário, sorrindo ao ver que, não, o apocalipse zumbi não tinha começado.

Gladiador Dourado: E aí, garoto? - Ele entrou no quarto sem cerimônia e sem bater. - Jaime, né? - Desliguei a TV correndo e no mais puro reflexo, como alguém pego vendo pornografia. Me senti um idiota! Por que diabos eu tinha feito aquilo?! - Como tá se sentindo?

Jaime: O que aconteceu?!

Gladiador Dourado: Moleque, tu me deu um baita susto. Eu... pera! Ligação na minha mente.

Ótimo, de todos os super-heróis do mundo eu tinha que pegar justo aquele com déficit de atenção. Ele fica calado por uns instantes e eu aguardo começando a me senti cansado daquilo tudo. Essas coisas não aconteceriam se eu tivesse ficado em casa! Mas nãããão! Eu tinha que inventar de ir na--

Jaime: Festa! - Droga, eu perdi a festa! - Droga, eu perdi a festa! - Me levanto correndo procurando minhas roupas, mas o Gladiador se adianta me impedindo.

Gladiador Dourado: O médico disse que tu pode ir pra casa, mas eu não acho uma idéia muito genial. Tu cabou de ser invadido - sem duplo sentido - por um bicho alienígena. - Wow! Quer dizer que aquilo aconteceu mesmo? No fundo eu imaginava que não passava de uma alucinação causada por... Sei lá. - Eu não sei que diabos isso pode te causar, mas se alguém pode te ajudar é o meu amigo verde e cabeçudo. Ele com certeza vai saber o que fazer.

Jaime: Eu... - Eu, na verdade, não sabia o que dizer. Ele não era o cara mais sutil do mundo. Quero dizer, se eu fosse contar para alguém que ele está participando de "O oitavo passageiro", com certeza não seria assim. - Eu acho que... - Acho que eu diria: "Ei, levanta a mão quem não tem um parasita alienígena dentro do peito!" - Acho que cê tá certo.

Gladiador Dourado: Então, pensei em darmos uma passada na farmácia pra comprar os teus antibióticos, depois comermos um burrito em algum canto legal e depois irmos atrás de ver o Caçador de Marte.

????: Ele é uma ameaça! - A voz ecoou clara na minha cabeça. Não parecia estar falando um idioma que eu conhecia mas, curiosamente, entendi cada palavra. - Mate-o! Agora!

Jaime: O quê?!

Gladiador Dourado: Eeerr... É que eu não tenho bolsos nesse colant. - Ele me deu um sorriso sem graça. - Será que tu pode pagar essa rodada, Jaime? Tô bem curto agora...

Saímos do hospital assim que eu terminei de me vestir. O próprio Gladiador resolveu a questão da papelada, mas ele não pareceu ter gostado muito daquilo. Fomos até um pequeno centro comercial bem proximo dali aonde eu, infelizmente, precisei pagar pelos burritos. Ele comeu burritos. Eu comi um hambúrguer. O quê?! Só porque eu sou latino tenho que comer burritos?! Por favor, né?

Jaime: O que era aquela coisa? - Perguntei mastigando. - Eu preciso me preocupar com algo? Digo... - Tomo um gole de coca-cola para ajudar a mastigar. - Um alien vai sair pelo meu peito e babar ácido ou coisa assim? - Eu termino de comer. - Olha... - Eu começo. - Antes eu preciso passar em casa! - Eu suspiro. - Eu não sei o que essa coisa pode fazer comigo, mas sei o que mi madre pode! - Disse num tom forte para que ele entendesse bem o quanto eu poderia estar encrencado. - Então, eu vou em casa, dar uma alô. Eu preciso ligar para a Br--... Ligar para uma amiga. E, depois nós vamos. Tá? - Termino o refrigerante num ultimo gole mais longo. - Olha, eu sei que você é um super-herói e deve ter uma cacetada de coisa pra fazer. Mas, hombre, tu me meteu nessa! Agora vai me ajudar a sair.


Última edição por Besouro Azul em Dom Mar 10, 2013 6:52 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Prólogo 10: Um legado em azul e dourado

Mensagem  Scorpion em Sex Mar 08, 2013 11:58 pm

Gladiador conversa com o Caçador pela mente.
GD: Ok, Jon... peguei a coordenada! Chegamos aí em 10 minutos! Segura a onda! Ei, Jon! Isso é sério? Você?! O grande-marciano-verde-que-sabe-de-tudo precisa da ajuda do Gladiador Dourado? Nossa, essa fiará pra história! Estamos a caminho...

Enquanto comemos os burritos - quer dizer, enquanto EU como o burrito, enquanto o garoto foge de ser um estereótipo com um hambúrguer - Jaime me indaga com uma pá de questões.
GD: Calma... - digo enquanto mastigo, fazendo as palavras serem quase inteligíveis.
GD: Uma questão de cada vez. Olha... aquela coisa que, apesar do médico dizer que não é nada e você achar que é só uma tatoo extremamente cafona, na verdade é um equipamento alienígena muito avançado. Ou é mecânico ou é vivo... isso eu não sei.
Mordo o resto do burrito e continuo.
GD: Se algo vai pular do teu peito te rasgando... eu não sei. Só que normalmente tudo o que entra tem que sair de alguma forma, certo? O problema é que eu não sei como isso vai poder sair.
Enrolo o papel e jogo-o no lixo da carrocinha. Então, pego Jaime e voamos nas coordenadas que o Caçador de Marte me deu. No caminho eu continuo.
GD: Esse negócio foi achado pelo professor Dan Garret, o primeiro Besouro Azul. Depois, ele foi passado para o seu melhor aluno T... não posso dizer o nome dele, porque identidade secreta é mais importante que senha de cartão de crédito, mas o cara que recebeu guardou essa bugiganga no porão e se tornou o segundo Besouro Azul. Ele... ele era meu melhor amigo. Um cara do caramba! Você teria gostado dele! Bom... ele morreu há pouco tempo e eu achei esse negócio fuçando nas coisas dele. Tava indo encontrar com o Caçador de Marte, quando resolvi comprar um Doritos e veio com uma barata gigante... o resto tu já sabe.
Jaime me pede pra ligar pra uma amiga, mas Jon pode estar em apuros.
GD: Liga enquanto estivermos voando. O sinal lá de cima pega beeem melhor, acredite!
Estamos quase chegando e eu aviso ao Jaime.
GD: Muito bem... Nós estamos chegando. Parece que o Caçador de Marte está com problemas, então eu vou entrar e ajudá-lo. Eu sei que você é muito bom com extintores de incêndio e em pagar burritos, mas isso aqui é parada séria. Os vilões que estão aqui dentro podem "KABLUM" no teu cérebro! Fique perto e não suma... Quando terminar de ajudar o Caçador, eu volto pra te pegar e ele vai arrancar essa coisa de você como quem espreme espinha!
Então, Michael deixa Jaime próximo ao galpão e voa, entrando pelo teto.
Antes ele usa os leitores de calor em seus óculos para identificar as posições dos inimigos. Então, ele entraria quebrando o teto por trás deles e mandando lasers nos inimigos despreparados!
GD: A cavalaria chegou! KAWABANGA!!!

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Re: Prólogo 10: Um legado em azul e dourado

Mensagem  Phelipe Peregrino em Dom Mar 10, 2013 6:49 pm

Gladiador Dourado: Liga enquanto estivermos voando. O sinal lá de cima pega beeem melhor, acredite!

Fico em silêncio por um instante. Era difícil pensar no que fazer, claro, mas eu sentia que estava me afundando nessa coisa até o pescoço.

????: Isso não está contribuindo com a missão! - Aquela voz novamente, clara como a voz do próprio Gladiador. Era esganiçada e soava como a voz de um grilo, se um grilo tivesse voz. - Carregando protocolo de eliminação. Selecionando alvo primário: Gladiador Dourado. Estudando opções letais.

Jaime: O que?! Opções letais?!

Acho que o Gladiador pensou que eu estivesse falando ao telefone, porque não deu atenção para o que eu disse. Simplesmente informou que estávamos chegando. Além disso, também me pareceu que, sim, gostando ou não, só eu ouvia a voz. Isso deixava uma coisa clara: eu tinha pirado. Adiós, mamá. Adiós, papá. Adiós, Milagro.

????: Você não está louco. - A voz falou. Era tranquilizador. Se bem que, se eu estivesse louco, ouvindo vozes, acho que "você não está louco" seria uma das coisas que eu diria a mim mesmo, não é? - Apenas você pode me ouvir! Está comprometendo a missão! Agora, elimine a ameaça!

Que ameaça? Que missão?!

????: A missão! - Respondeu a voz, e percebi que, seja lá quem estivesse na minha cabeça, também ouvia o que eu estava pensando.

É. Era ruim assim.

Chegamos até o local - sabe-se lá aonde era - e só então me dei conta de que estava sendo sequestrado por um super-herói. Esse sou eu.

Gladiador Dourado: Parece que o Caçador de Marte está com problemas, então eu vou entrar e ajudá-lo. Eu sei que você é muito bom com extintores de incêndio e em pagar burritos, mas isso aqui é parada séria. Os vilões que estão aqui dentro podem "KABLUM" no teu cérebro! Fique perto e não suma... Quando terminar de ajudar o Caçador, eu volto pra te pegar e ele vai arrancar essa coisa de você como quem espreme espinha!

????: Ele é uma ameaça! Elimine-o agora! - ¡Cállate! ¡Fuera de mi cabeza!

Então, o Gladiador entra para ajudar o Caçador de Marte, e eu me encolho na parede. E estou gostando cada vez menos desse dia.

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Re: Prólogo 10: Um legado em azul e dourado

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