Do Inferno, sombras e sangue

Página 1 de 2 1, 2  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Do Inferno, sombras e sangue

Mensagem  Leo Rocha em Qui Abr 19, 2012 11:27 am

O sol lança seus raios pela cidade e os cidadãos de Metrópolis começam a fazer seu balé diário. Entre esses cidadãos exemplares está o comissáro de polícia James Gordon.
Ele anda calmamente pelo distrito enquanto reflete sobre a cidade, ele detesta divagar, mas tem feito isso com bastante frequência ultimamente. Ele pensa em quando aceitou a transferência para aquela cidade, ainda como detetive, e no quanto as coisas fluiram para ele e sua família na cidade do futuro". Ele pensa aliás que é estupidez continuar apostando neste título em uma cidade que se converteu de promessa de pólo industrial em uma versão decadente de Las Vegas. Metrópolis se converteu na mais nova "capital do jogo e do entretenimento", segundo o Planeta Diário. Em sua opinião a cidade virou mais um playground para ricaços e toda a sorte de azarados.
Ele pára na banca localizada na entrada do distrito policial e olha por um instante as manchetes:

"Membro da Família Real vem à Metropoles"

"Cassino Incrivel apresenta a adaptação musical de O médico e o monstro"

"Governador nega envolvimento em escândalo com modelo"

Ele dá de ombros e entra no distrito. O dia estava apenas começando e algo em sua nuca dizia que seria bem longo.

_________________
avatar
Leo Rocha

Número de Mensagens : 4121
Idade : 38
Data de inscrição : 14/10/2007

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Do Inferno, sombras e sangue

Mensagem  Leo Rocha em Sab Abr 28, 2012 7:14 pm

Gordon:

O dia parecia mais um daqueles dias em que as autoridades se preparavam para pavonear visitas e em que eu receberia uma pilha de ligações com diversas solicitações ridículas de como mudar toda a rotina da cidade e do departamento, descobrindo áreas comuns, para simplesmente ter que dar proteção particular a alguma celebridade.
O telefone toca e ao atender, a minha intuição se confirma: o prefeito liga pedindo que eu dê especial atenção ao tal membro da família real que virá à cidade. O príncipe Harry chegará na cidade essa tarde e parece já ter demonstrado desejo de conhecer a noite de Metrópolis. Pelo que vejo terei mais um momento de babá, já que o homem me intimou a acompanhar o caso junto com meus melhores homens. Eu digo que tudo bem e chamo Montoya e Bullock, eles são os policiais que mais confio e serão a escolta perfeita para o príncipe. Em pouco tempo todo o departamento já está orientado e todos já sabem suas posições.
*****
Já são 22h e Montoy me informa que o príncipe e sua comitiva irão mesmo à apresentação do "Médico e o Louco". Eu também irei, afinal fui intimado por nosso prefeito, mas sinceramente preferia ficar em casa com minha mulher e filhos, assistindo a um bom jogo. O prefeito se aproxima de mim e me cumprimenta. Posso ver no olhar dele o mesmo brilho de ganância. Lex Luthor não é o tipo que joga pra perder e geralmente ganha muito em suas apostas. Junto dele vem o dono do lugar Michael Holt, conhecido como Sr. Incrível por conseguir construir um império de diversão chegando com apenas uma idéia e alguns contatos importantes. Pouco tempo depois, a comitiva chega. Sou apresentado ao príncipe, seu médico de confiança, o Dr.Pieter Cross. O homem me pareceu um tanto sisudo e britânico demais, mas não estou aqui para gostar de ninguém. Não sou pago para isto. Dois outros homens também o acompanhavam. Um era seu biógrafo pessoal e se chamava Alan Scott, o outro era o chefe de sua segurança pessoal, Nathaniel Adam.
A peça foi apresentada e depois dela o príncipe resolveu se esbaldar no cassino. Holt abriu a ala vip do cassino para a comitiva e eles se juntaram à camada mais alta de exploradores dessa cidade. A única figura que notei contrastando com o ambiente era Kent Nelson. Apesar da família ilustre, ele já não tinha nada de nobre em sua vida e neste momento se vangloriava de sua maré de sorte. Já houve tantas outras antes, sempre sucedidas de marés de azar. Mas parecia que esta noite ele estaria na corte mais alta, então que ele aproveitasse.

_________________
avatar
Leo Rocha

Número de Mensagens : 4121
Idade : 38
Data de inscrição : 14/10/2007

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Do Inferno, sombras e sangue

Mensagem  Leo Rocha em Sab Abr 28, 2012 7:22 pm

Ubu:

As pessoas pensam que eu sou o "cão de guarda" de Ras Al Ghul, mas na verdade não sabem que sou seu homem de confiança. Apesar do meu jeito calado, ele sabe que aqui existe uma mente que processa tudo que vê e ouve. E músculos que sabem quando agir.
Por isso foi uma surpresa para mim quando ele passou a guarda de sua filha aos cuidados do jovem Jean Paul. O garoto sempre teve um jeito muito estranho. Beirando o fanatismo e a loucura. Eu vi quando ele se tornou mais um na rede de Talia e quando sentiu, como tantos outros, o gosto de ser passado pra trás.
Com a morte de Talia, parece que ambos perderam um pouco da frieza necessária para se manter firme nos negócios e passaram a cometer erros. Ras insiste na busca por Wayne, culpando-o pelo assassinato e tem dispendido tempo e dinheiro importantes nessa busca. Como agora quando ele recebe em sua sala Bane e lhe faz a proposta de trabalhar para ele na busca de Wayne. Jean Paul está ao meu lado e parece desejar ele mesmo tomar a situação nas mãos. Eu observo enquanto a reunião se dá. Rogo apenas que o culpado apareça logo, antes que percamos mais do que já nos foi tomado.

_________________
avatar
Leo Rocha

Número de Mensagens : 4121
Idade : 38
Data de inscrição : 14/10/2007

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Do Inferno, sombras e sangue

Mensagem  Leo Rocha em Sab Abr 28, 2012 7:29 pm

Maxwell Lord:

Ser um agente do FBI tem suas vantagens. Estar na sala onde estou não é uma delas... Estou à frente de um prisioneiro prestes a fazer um acordo. O nome dele é Ted Grant e ele foi durante alguns anos o maior desafeto de Bane. Bane é o pulha que estou perseguindo desde a fuga, facilitada pelo chefe do crime de Metrópolis, Ras Al Ghul. Faço a proposta a Ted de liberdade condicional caso ele escolha me ajudar a recapturar Bane. Ele sairá da cadeia hoje mesmo e acompanhará mais um membro que recrutei do submundo de Gotham. Um ex-militar chamado Oliver Queen.
Falando no diabo.. Oliver entra na sala. Apresento os dois e digo:

Arrow Há fortes indícios para acreditar que Bane foi libertado para localizar e dar cabo de Bruce Wayne. Que foi julgado e absolvido pela morte de Talia Al Ghul. Vocês terão recursos para as investigações, mas não serão em momento algum reconhecidos formalmente pelo governo dos EUA como agentes. Se pegarem vocês em algo ilegal, estarão por conta própria. E então, topam?

_________________
avatar
Leo Rocha

Número de Mensagens : 4121
Idade : 38
Data de inscrição : 14/10/2007

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Do Inferno, sombras e sangue

Mensagem  Convidado em Seg Abr 30, 2012 5:08 pm

Há 4 horas atrás eu estava na minha cela individual, ouvindo minha música e lendo a última edição da revista "Octógono". É, se tornar instrutor de combate do presídio tem suas vantegens...
Agora estou numa sala com um agente do FBI chamado Maxwell Lord. Bom, é isso o que ele diz. Não gosto desse nome, nome de quem nunca passou por dificuldades na vida, e que sempre teve o que quis, sem precisar lutar por nada.

Ele cita o nome do Bane esperando que eu me enfureça e aceite qualquer proposta, mas mal sabe ele que, apesar de nossos problemas, acho Bane apenas mais um idiota no meu caminho. O que me interessa mesmo é a liberdade condicional que ele oferece.

Antes que eu falasse alguma coisa nossa conversa é interrompida pela chegando de um loiro, Oliver Queen, também não gosto deste nome... não presto muita atenção nele, mas dá para perceber que ele já viu muito coisa ruim e que sabe se virar sozinho.

Maxwell continua. Quer que trabalhemos juntos numa missão não reconhecida pelo governo, e pelo visto ele está falando sério. As câmeras de segurança estão desligadas desde a hora que ele chegou.. Ótimo, querem que eu faça o trabalho sujo para eles... Promete recursos... Sei, isso quer dizer que devemos dar satisfação para ele e que estará nos vigiando... Pelo o que sei, esse Queen pode ser mais um agente que cuidará para que eu não fuja ou até mesmo dar cabo de mim no final... Ficarei de olho nele também.

Bom, por mais perigoso que seja, aceitar a oferta é melhor do que passar o resto da vida trancado nesse lugar. Depois de ouvir o que Queen tem para falar, me levanto e me aproximo bem devagar de Maxwell, olho no fundo do olhos dele e dou minha resposta:

- Eu topo. Mas fique claro que eu não vou tomar conta de ninguém.

Permaneço no mesmo lugar olhando fixamente nos seus olhos, aguardando o que ele tem a dizer.

Convidado
Convidado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Do Inferno, sombras e sangue

Mensagem  Leo Rocha em Dom Maio 06, 2012 7:09 pm

Cristina Mcgee:

Eu estava sorrindo quando cheguei à sala de Barry Allen. Finalmente encontrei as similaridades que procurava nos casos Lane e Al Ghul. Quem sabe assim ele não me nota um pouco...

- Como você suspeitava, os casos seguem o mesmo MO. O problema é que tem o mesmo padrão de uma série de assassinatos cometida por... Jack, o Estripador.

Se ele não me achar doida agora. Talvez ainda haja uma esperança...

_________________
avatar
Leo Rocha

Número de Mensagens : 4121
Idade : 38
Data de inscrição : 14/10/2007

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Do Inferno, sombras e sangue

Mensagem  Scorpion em Sab Maio 19, 2012 11:47 am

A minha vida não tem sido fácil. Durante anos eu fumei, bebi e fiz toda sorte de suicídio inconsciente que eu poderia ter feito. Os médicos me deram meses de vida, mas eu pretendo viver por milênios se for preciso, desde que eu consiga a vingança que me é devida.
Seguro em minhas mãos uma foto de minha bela filha, Talia, que não está mais comigo. Morta e estripada por um doente que já está morto e nem sabe. Eu preciso apenas pegá-lo... e quando isso acontecer, nem Alá vai querer ver o que eu vou fazer. Olho por olho, dente por dente, esta é a Lei de Talião. Esta é a Lei de Ras' Al Ghul.
À minha frente tenho um homem que dizem ser muito bom no que faz, Bane. Duvido que seja o melhor... eu já me certifiquei de ter o melhor e ele está ao meu lado agora. Este é Jean Paul, o único homem que eu considero quase como meu filho.
Ras: Então dizem as más línguas que o senhor é o homem para o meu trabalho, Sr. Bane? Eu gostaria de contratar os seus serviços... O valor não é importante, desde que você siga à risca as minhas instruções.
Faço um sinal e Ubu entrega à ele uma pasta com fotos e dados sobre o playboy bilionário Bruce Wayne.
Ras: Difícil? Espero que não, pela sua reputação... cof COOOOOF!!!!
Tem sangue em minhas mãos. Ubu se aproxima para me acudir após uma tosse que quase rasga meus pulmões, mas eu o afasto. Ele sabe que eu não demonstro fraqueza, especialmente diante de meus contratados.
Ras: Você é um homem de família, senhor Bane? Eu sou... de onde venho, a família é tudo. Este homem tirou o coração da minha família... minha doce Talia. A justiça o inocentou, mas ele não será inocentado da justiça divina. Eu preciso que você o capture e o traga a mim. Vivo! Sem nenhum arranhão! Ele irá olhar nos meus olhos e dizer a verdade. Se eu acreditar, eu o libertarei. Do contrário... farei a ele 100 vezes mais do que fez à minha inocente filha. Você terá os recursos que precisar, mas deve trazê-lo vivo a mim. Se o matar, toda a raiva da Casa de Al Ghul cairá sobre seus ombros. Agora vá... tenho que tomar meu banho.
Quando Bane sai, eu chamo Jean Paul.
Ras: Não me olhe com reprovação, garoto. Eu sei que você queria essa missão, mas deve aprender que no xadrez, os peões vão na frente. Bane não é confiável. Ele luta por quem paga mais... e infelizmente Bruce Wayne possui mais recursos que eu. Você deve seguí-lo. Se ele almejar trocar de lado, ou vender nossas intenções para alguém, mate-o e traga sua cabeça em uma bandeja de prata.
Eu olho para Ubu.
Ras: Ubu, prepare-me o meu banho de Lázaro.
O banho de Lázaro... um banho feito de ervas de diversos cantos do mundo. Caras como ouro em pó. Entretanto, a única coisa que impede que meu câncer se alastre mais do que já está. Preciso ganhar tempo.... preciso ficar vivo e dar paz à alma atormentada de minha filha.

_________________
avatar
Scorpion

Número de Mensagens : 2403
Idade : 31
Data de inscrição : 04/07/2009

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Do Inferno, sombras e sangue

Mensagem  Gláucio "Speedy" Gonzales em Ter Maio 29, 2012 12:31 pm

Minha frustração era evidente, por mais que Bane seja um lutador habilidoso eu sei que ele sequer sabe muita coisa sobre defesa pessoal. Ele é um lutador de MMA, um estilo esportivo de combate que ilude as pessoas de que essa é a verdadeira forma de combate. Fico bastante irritado ao pensar que Rás tenha sido iludido também com a idéia de que estar engaiolado com um outro animal realmente faça de você um homem.

Mas me enganei... Meu líder é realmente um gênio, ele percebeu claramente que Bane também acredita nisso e fez dele seu primeiro peão. Movimentou o gigante sem cérebro como apenas uma pequena peça, ainda valorizando todos as conquistas que ele teve com a gangue.

Assim que recebo as informações saco de meu celular e ligo para alguns dos contatos locais, me preparando para ter alguém vigiando Bane em cada lugar que ele for e me informando se o lutador conseguiu achar Wayne.

Bruce é um sujeito que eu quero esfolar junto de Rás... Certamente uma única vez.


_________________
avatar
Gláucio "Speedy" Gonzales

Número de Mensagens : 2582
Idade : 37
Data de inscrição : 19/01/2008

Ver perfil do usuário http://www.gonzalismoveloz.blogspot.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Do Inferno, sombras e sangue

Mensagem  Administrador em Sab Jun 02, 2012 5:28 pm

Laboratório de Criminalística da Polícia de Metrópolis. Como de costume, eu continuei no trabalho após o fim do expediente. Desta vez, eu fiquei entretido por uma razão especial. Uma investigação muito peculiar despertou minha atenção. Nas últimas semanas ocorreram dois assassinatos que reproduzem com fidelidade os métodos de Jack, o Estripador. Desde que vim para Metrópolis, é o primeiro crime que desafia minhas habilidades. Em Central City era mais difícil determinar o "como" e o "por quê" dos delitos. Mas eu não fui o único que dedicou cuidado exclusivo ao caso. Minha assistente, Tina McGee, também notou os mesmos padrões. Ela é tão ou mais qualificada que Patty Spivot, minha antiga assistente em Central City. No entanto, ainda não tivemos tempo para interagir melhor.

- Então você também percebeu a semelhança? Incrível! Por algum tempo, eu pensei que tinha sido o único a perceber. Até hoje, Sir John Williams continua sendo o principal suspeito de ter cometido aqueles crimes. Ele era médico da realeza. De acordo com a principal teoria difundida, ele matou aquelas prostitutas não por mero sadismo, mas para proteger a integridade da nobreza, já que muitos nobres dormiram com aquelas mulheres e algumas delas esperavam filhos deles. O escândalo acabaria com a moral da família real. Portanto, os crimes de Jack foram nada mais do que queimas de arquivo. Por sinal, Sir John Williams era também responsável por uma clínica onde eram realizados abortos. Ele mesmo se envolveu com algumas das prostitutas assassinadas. Mas existe uma nova teoria sendo discutida por especialistas. Alguns acreditam que Jack era na verdade uma mulher, para ser mais exato, Mary Williams, a esposa de Sir John Williams. Para ser sincero, também vejo detalhes que indicam a autoria feminina dos assassinatos. Se Sir John Williams queria apenas matar as prostitutas para resguardar a imagem de seus amigos nobres, por que remover os úteros da vítimas? Sabia que Mary Williams era estéril? Certamente, não foi fácil lidar com o fato de que seu marido dormia com prostitutas e que elas eram férteis o bastante para dar um filho para ele, mas ela não. Em suma, a remoção dos úteros indica um aspecto pessoal e um rancor materno. Então não ficarei surpreso se ao fim disso tudo nos depararmos com uma "Estripadora" em Metrópolis...

Após relatar tudo o que sabia sobre o modus operandi do Estripador, eu voltei para o microscópio. Repassei todas as amostras na vã esperança de encontrar algo que não notei no primeiro instante.

Administrador
Administrador
Administrador

Número de Mensagens : 3981
Idade : 34
Data de inscrição : 10/10/2007

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Do Inferno, sombras e sangue

Mensagem  Leo Rocha em Ter Jun 05, 2012 2:06 am

Depoente:Gordon
Localização: Cassino Incrivel


Já era noite alta quando colocaram na mesma mesa a comitiva do príncipe e Kent Nelson. O médico estava no auge do seu vício e apostava qualquer coisa de que sua sorte finalmente estava mudando. O principe parecia maravilhado e jogava animadamente com Nelson. Bullock me pergunta se é melhor tirar o príncipe e seus pavões da mesa, mas apenas balanço a cabeça dizendo que não. Ele não queria conhecer Metrópolis? Então que conhecesse a parte viciada da cidade.
O janota que se apresenta como biógrafo do Príncipe parece sacar que Nelson fede a problema e se aproxima dele tentando sondar:

Arrow Perdão.. Senhor? Ah! Nelson... O senhor parece ser um homem acostumado a fortes emoções. Conte-nos um pouco mais sobre o homem que está jogando cartas com o príncipe da Inglaterra. Isso dará um episódio curioso na biografia do príncipe!

Kent dá trela pra conversa. Uma garçonete de pernas longas e cabelos castanhos curtos faz as honras de servir as bebidas. O principe dá uma olhada pra ela e ela corresponde com um sorriso. Mais uma plebéia achando que irá se tornar princesa... Ela diz ao príncipe que sairá às 2h. Menina ousada, devo admitir.. Mas sem juízo algum.
Como era de esperar, por volta das duas, o príncipe se levanta da mesa com a desculpa de esticar as pernas e sai de fininho, dizendo que a escolta não será necessária. Nesta hora, apenas o Adam sai com ele.Ele retorna ofegante após uns 30 minutos e eu evito olhar em seus olhos. Algo nesse garoto não me agrada mesmo...
A noite terminaria tranquila se, por volta das 4h eu não tivesse ouvido o grito! Eu corro acompanhado de Montoya e ao chegar ao destino, eu encontro a camareira chorando e rezando em espanhol. Eu me aproximo dela e vejo o corpo da garçonete. Parece que a estadia do príncipe será mais agitada do que pensavamos...
Eu pego o telefone e falo:

Arrow Mcgee! Fale para o Allen vir para o Cassino Incrível. Temos um problema grave aqui.



_________________
avatar
Leo Rocha

Número de Mensagens : 4121
Idade : 38
Data de inscrição : 14/10/2007

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Do Inferno, sombras e sangue

Mensagem  Convidad em Qua Jun 06, 2012 2:09 am

Poucas noites são como estas. Menos ainda tão críveis. Era quase poético.
Conto as fichas na mesa, enquanto evito a bebida. Todas as vezes, como bem apontado por minha ex-esposa, o que me causa a ruína é o álcool. Hoje, chego a tremer, mas não beberei uma gota, estou sêco. Não quero problemas com a lei e, em um lugar tão ilustre, é de esperar que as apostas fossem boas e que o policiamento estivesse em alta. Posso ver os olhos de muitos, curiosos, outros, admirados, alguns sem saber o que pensar. Conseguir o convite exigiu um pouco do renome da família... o pouco que ainda sobra. E parece ter valido à pena. Altas somas, como as que circulam a mesa, são equivalentes a meses de trabalho. Meus ouvidos ficam atentos às conversas na mesa e meus olhos, entre cartas e seguranças do Cassino Incrível. Em uma noite comum, teria tido problemas, talvez acusações sobre truques e trapaças, mas não hoje! Não diante do príncipe e de todos os lucros que ele traz ao estabelecimento. É como dizem: mais vale um pássaro na mão que dois voando. A soma ganha pela presença dele e da publicidade alcançada compensa as perdas na mesa. Mantenho o sorriso no rosto, o príncipe merece um espetáculo!

O sorriso era falso, com ares de incrível ânimo, de um homem que simulava estar bêbado. Também, o que esperar de um alcoólatra jogador?! Eu mesmo me imagino cheio de bebida até a lata só de me ver! E isso encoraja os tolos de sempre a apostarem mais alto. Prometi a mim mesmo que não beberei e me divirto com isso. Assim que sair daqui e entrar em minha casa, um Bollivar me espera! Agora, contudo, no máximo uma taça ou duas junto ao príncipe como cortesia. Coisa social! E bem social. O homem sorri, cumprimenta e se entretem como, a todos, com um belo par de pernas! Gargalho com ele e dele por muitas vezes, enquanto as somas me levam a imaginar os próximos dias. Enfim! Mesmo eu não poderia deixar de pensar que há tantas maneiras de uma garota como aquela fazer um homem feliz... mas apostar em um príncipe é querer que a Disney aconteça na vida. É, eu sou mais crível com os contos dos irmãos Warner. No fim, descobrem que é Acme, precisamos tomar muito cuidado para que os planos não explodam em nós.

Ouço a voz e percebo a chance de poder elevar ainda mais meu status.
Kent V Nelson: -Ora, sou médico, da família Nelson, uma renomada e tradicional casa de especialistas. Sou cirurgião. Além disso... o que posso dizer? Azarado no amor, divorciado... sortudo no jogo! A vida nos compensa em um lado e nos pesa em outro. Se a sorte no jogo é o azar no amor, eu acabei herdando o inverso de vossa majestade!

Sorrio, ofereço um novo brinde e direciono à algumas garotas, entre as quais a garçonete e demais meninas plebéias onde os olhos do príncipe se abateram. É obvio que não beberei o drinque, apenas molharei e simularei a bebida. Noto contudo que a garçonete com a qual ele partiu não está. Eu me pego a pensar por um instante... o príncipe é rico, mas não idiota. O jogo tem corrido bem para mim, mas em breve, será o momento de parar. Parece que os olhos de seus homens se concentram em mim e, desde que ele voltou, se satisfez de luxúria. De fato, este é um mar com tubarões demais para este pobre pescador... Ajeito as cartas e faço as apostas finais, pronto a levar a soma que provavelmente enriqueceria muitos, mas que somente me bancará por poucos meses e financiará novas rodadas e bebidas. Esta noite foi solitária, mas rendeu mais do que o esperado e eu só procuro pensar em como partir para casa diante dos olhos de todos, sem perder a atenção. Um homem com tantas fichas chama mais perigos do que um príncipe e seus seguranças, se é que me entendem. E, mesmo para um homem rico, às vezes, penso se o príncipe é inocente ou se quer gastar para chamar atenção aqui. Pensarei nisso depois.

Sorrio, ajeito as peças. Um dos responsáveis pela banca trará meu dinheiro em notas marcadas. Faço sinal para que um dos empregados conhecidos - é a vida... peça um taxi. Como sempre, simulo que não é bom dirigir após beber. Isso afasta muitos dos homens do Gordon e eu fico mais tranquilo. Eles também costumam me seguir por precaução e eu ganho segurança de graça, nada poderia ser melhor do que fazer meu imposto de renda valer! Além disso, algo inquieta esses homens nas noites atuais e se tem uma coisa que me cheira a problemas são policiais em dias ruins. Detestaria uma batida de carro onde me pedissem cinquenta dólares! Levanto tranquilamente, faço sinal a todos e me dirijo ao príncipe.
Kent V Nelson: -Alteza, devo dizer que me sinto extremamente feliz e regozijado em participar deste nosso momento de amizade. Pegue, deixo contigo meu cartão e meu endereço e fico à sua disposição. Há meu telefone e celulares. Será uma honra se algum dia eu puder fazer algum trabalho para o senhor, assim como reencontra-lo em um momento de lazer. Sinta-se bem em nossa cidade!

Até eu me assusto com a cortesia. Há tempos não pratico. É, os dias de boemia merecem seus momentos de folga. Me preparo para "partir com Nelson" desta noite, sabendo que valeu a pena cada minuto, tentando não demonstrar o tremor que a falta de bebida no sangue me faz mesclada com a ansiedade de contar cada nota e de beber religiosamente.

Convidad
Convidado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Do Inferno, sombras e sangue

Mensagem  Leo Rocha em Qua Jun 06, 2012 10:31 pm

Depoente: Ubu
Localização: Mansão Al Guhl


A reunião ocorreu conforme o mestre havia planejado. Bane resolveu morder a isca e deixou sua ganancia levá-lo até a missão de caçar Wayne. E Jean Paul parece ter se sentido desafiado a fazer melhor que ele, após ver o serviço ser encomendado a um matador barato de fora da família.
Aqueles que não conhecem o mestre o não perceberiam sua jogada, mas eu.. estou tempo de mais ao seu lado para saber que sua pressa o faz partir para medidas mais dinâmicas.
Mesmo quando o câncer cobrou seu reconhecimento como o adversário mais mortal de Ras Al Ghul, ele não me deixou ajudá-lo para não demonstrar nenhuma fraqueza na frente dos dois homens.
Após os acertos e a saída dos dois homens, ele pede o banho de Lázaro, o tratamento que tem ajudado a prolongar sua vida. Eu preparo a infusão aprendida com muito custo após um período duro num mosteiro.
O mestre entra na água e eu finalmente começo a falar:

Arrow Entendo sua tática, mas será que ambos estão a altura de Wayne? Jean Paul tem agido mais estranho a cada dia e já não consegue mais se concentrar totalmente em suas missões. Bane é um verme, um homem sem honra. Esta dupla não se destruirá no persurso, ao invés de lhe trazer Wayne?

Ele me brinda mais uma vez com sua lógica e frieza de calculo. Discutir estratégia com Ras é algo que não faço na frente dos outros, mas que ambos temos prazer em fazer. Ele me ensina e já percebe o quanto eu aprendo. E isso lhe massageia o ego e me ajuda a ser melhor estrategista. Ambos ganhamos.
Ele seca seu corpo que, apesar da doença, ainda oferece perigo a um oponente bem treinado. Em seguida o telefone toca e ao atender, sou informado de que um dos chefões mais proeminentes do crime está na sala de Ras. O homem conhecido como Bruno Mainheim. Nós descemos e o homem começa a dizer:

Arrow O que está acontecendo Ras Al Ghul? Os chefes estão preocupados! As famílias não conseguem mais contato com você e você tem negligenciado alguns de nossos negócios. Eu entendo e respeito o que aconteceu com sua filha, mas nós precisamos de você de volta ao centro dos negócios ou de pelo menos alguém que assuma esse lugar quando você...

Ele pára por um segundo. O bastante para o mestre perceber a hesitação e ler o que não foi escrito.

Arrow Quando você estiver muito ocupado...

Eu olho para os dois homens e me posiciono de forma prevenida. Bruno veio acompanhado de dois guarda-costas. Homens que conheço e que sei que são bem treinados, mas ainda assim espero o comando de Ras. Se for o desejo dele eu rasgo a garganta dos três sem pestanejar e ele sabe disso. Por isso alguns me acham seu cão de guarda mais perigoso.


_________________
avatar
Leo Rocha

Número de Mensagens : 4121
Idade : 38
Data de inscrição : 14/10/2007

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Do Inferno, sombras e sangue

Mensagem  Leo Rocha em Qui Jun 07, 2012 6:08 pm

Depoente: Maxwell Lord
Localização: algum lugar de Metrópolis

Após os dois homens concardarem com o trabalho, segui para o ponto de monitoramento da missão. De lá eu poderia acompanhar o GPS presente nos celulares, roupas e sapatos deles.
Segundo as informações fornecidas, eles se dirigiram a um dos hotéis do Sr. Incrível: o society.
Isso mostra que até agora estão seguindo o plano.
Segundo o dossiê que entreguei, um de nossos informantes disse ter visto wayne lá. Chegando a wayne, eles encontrarão Bane e no fim teremos Ras al Ghul...

_________________
avatar
Leo Rocha

Número de Mensagens : 4121
Idade : 38
Data de inscrição : 14/10/2007

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Do Inferno, sombras e sangue

Mensagem  Leo Rocha em Sex Jun 08, 2012 6:51 pm

Depoente: Jonh Corben
Localização: sedan cirulando pelas ruas de Metrópolis

O chamado do Anjo da Morte me surpreendeu! Depois de tanto tempo trabalhando na organização de Ras Al Ghul, finalmente resolveram me colocar numa missão grande. Eu geralmente sou chamado para missões do tipo "fazer doer" ou "sumir". Mas parece que agora eu tenho como missão seguir um ex-lutador metido a matador.
Até agora não sei porque o velho resolveu chamar gente de fora tendo tanta mão de obra disponível.. Mas deixa pra lá..
O carro pára em frente ao hotel society e Bane desce. Parece que ele farejou algo. Eu ligo pra Jean Paul e digo o que tá rolando.

- O Bane parou no hotel Society e entrou cheio de disposição. Entro junto? Fico aqui? Faço o que? E você, vem pra cá?


_________________
avatar
Leo Rocha

Número de Mensagens : 4121
Idade : 38
Data de inscrição : 14/10/2007

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Do Inferno, sombras e sangue

Mensagem  Leo Rocha em Sex Jun 08, 2012 9:23 pm

Depoente: Cristina Macgee
Localização: Departamento de Ciência Forense de Metrópoles

Mais uma vez eu me surpreendo com a inteligência do Barry. Realmente ele é um dos homens mais incríveis com quem trabalhei.
Quando estou caminhando para passar as atualizações para o comissário, sou interceptada por uma ligação dele:

- Como? O senhor quer que o Allen vá para o cassino incrível? Outro assassinato? Com o mesmo padrão? Certo, eu falarei com ele!

Eu corro para a sala de Barry e o vejo comentando sobre os detalhes que estava analisando. Ele falava sobre a precisão dos cortes e a ausência de vestígios de DNA ou materiais quem identificassem o assassino. Também cita que a arma do crime é um modelo de faca de caça encontrado em qualquer loja de caça.

Eu informo pra ele sobre a convocação para o trabalho e sobre o novo crime. Ele me olha com aqueles olhos azuis e eu fico esperando o que ele tem a dizer.

_________________
avatar
Leo Rocha

Número de Mensagens : 4121
Idade : 38
Data de inscrição : 14/10/2007

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Do Inferno, sombras e sangue

Mensagem  Gláucio "Speedy" Gonzales em Qui Jun 14, 2012 10:49 am

Eu estou há algum tempo seguindo meu contato. Ele então me liga:

- O Bane parou no hotel Society e entrou cheio de disposição. Entro junto? Fico aqui? Faço o que? E você, vem pra cá?

Dizendo que Bane esta no Hotel Society e perdido. Realmente acho que escolhi mal.

-Vá atrás dele, ele não sabe quem você é, mas muita gente sabe quem é Bane. Ele é conhecido no mundo do MMA. Fique perto, vendo os fãs que provavelmente irão assedia-lo e depois descubra para que quarto ele vai e o que esta fazendo ali. Faça isso de forma sutil e seu dia estará garantido.

Eu já estou na cola de John Corber há tanto tempo, aguardando me usar de sua ganância para subir nos negócios. E sei que ele vai ver esse momento como o mais interessante para isso. Assim que ele me disser se Bane achou o playboy, nós vamos ter um novo estágio da "investigação".



_________________
avatar
Gláucio "Speedy" Gonzales

Número de Mensagens : 2582
Idade : 37
Data de inscrição : 19/01/2008

Ver perfil do usuário http://www.gonzalismoveloz.blogspot.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Do Inferno, sombras e sangue

Mensagem  Scorpion em Qua Jun 20, 2012 9:03 pm

Eu afundo-me no banho de Lázaro em uma enorme banheira que caberiam 6 pessoas. Ela foi construída toda em rocha vulcânica, pois foi nela que os monges me ensinaram a preparar o banho. A banheira também fica virada para o poente e cabe certamente 777 litros d'água. Mais do que isso e a solução diluiria, não tendo bons resultados... menos e a solução seria forte o suficiente para agravar meu quadro.
Eu ouço o que Ubu me diz e penso em minhas palavras antes de dá-las ao meu aprendiz.
Ras: Ubu, meu mais fiel companheiro... você sabe que a minha banheira comporta apenas 777 litros, mais a área de meu corpo até a altura da testa, não sabe?
Ele responde que sim.
Ras: Mas você sabe porquê?
Ele faz uma cara um pouco tola.
Ras: Sabe porque de a banheira estar virada para o poente? Ou o porque de ter sido construída com rochas do Malalau? O maior vulcão em atividade no planeta?
Eu percebo a confusão de meu amigo e a sano.
Ras: Nem eu... mas as pessoas que me ensinaram isso acreditam nisso, mesmo sem uma explicação racional. Muitas vezes em sua vida você irá se reparar com questões as quais a lógica não é aplicável. Muitas vezes você verá que tudo o que eu o ensinei não significa nada. Apenas o seu instinto significará algo.
Eu me levanto e pego meu roupão para me secar.
Ras: Jean Paul é uma alma perturbada. Ele pode ser a pior opção para uma missão às vezes, mas ele tem algo que poucos têm, especialmente os meus homens... ele tem coração. Ele luta pelo que acredita, e não por dinheiro como os outros capangas. Ele amava a minha filha muito... e porisso, ele não se permitirá morrer até que a tenhamos vingado. Bane é perigoso... sim. É porisso que o mandei. O gorila não será morto por balas. É preciso mais do que isso para tirá-lo do jogo. Eu preciso saber quão profundas são as habilidades e recursos de meus inimigos antes de mergulhar em uma guerra. Eu acredito que Jean Paul terá sucesso em minha missão. Me pergunte porquê e eu repetirei a questão da banheira. Algumas coisas nós escolhemos acreditar com nosso cérebro... outras, nós simplesmente acreditamos com nosso coração. Reflita sobre isso em seu sono hoje, caro Ubu.

Antes de meu descanso, um dos meus homens anuncia a chegada de um dos meus companheiros chefões.
Ras: Peça que aguarde um minuto enquanto me preparo.
Eu visto um terno verde oliva e pego minha bengala com ponta de cabeça de leão. O leão é um dos símbolos mais poderosos da mongólia, assim como o cavalo e o falcão. Poucos sabem, mas a minha bengala esconde uma poderosa lâmina de esgrima.
Ras: Bruno Manheim, meu amigo... por favor, sente-se. Posso lhe oferecer uma bebida? Um dos cubanos?
Eu sei que não devo fumar, mas eu o faço. Todos devem saber que sou um homem que não teme a morte... isso os mantém com mais medo ainda.
Bruno me traz condolências, exigências de respostas e uma pseudo-ameaça que me faz sentir desconfortável.
Ras: Eu entendo a sua preocupação, amigo. Entretanto, eu não a compreendo... vocês deveriam estar contentes. Com minha atenção voltada para outro lado, vocês têm mais espaço e mais lucros. Porque querer de volta alguém que come a maior parte dos lucros? Veja bem, Bruno... eu agradeço a sua piedade pela morte de minha filha. Se vocês, carcamanos não entendem o significado da lei de Talião, eu ficarei feliz em explicá-la com bons exemplos. No entanto, eu percebo a consideração de vocês e pretendo retribuí-la...
Eu paro e penso um pouco. Olho para Ubu e digo a todos.
Ras: Muito bem. Marquemos um jantar em minha residência com todos os outros chefes. Vou propor alguns termos para que possamos decidir qual de vocês cuidará da minha parte enquanto eu estou em um assunto mais grave. Ficarei feliz em dar o maior jantar que vocês já participaram e em escolher qual de vocês poderá cuidar da minha fatia. Capicce?

Eu me despeço do colega e dirijo-me ao meu quarto. Antes de me deitar, eu chamo Ubu perto e lhe digo ao ouvido.
Ras: Preciso que você encontre duas pessoas para mim. A primeira você terá de contratar. Não será barato, mas o dinheiro não é problema. Traga-o até mim. A outra, você talvez tenha de sequestrar, mas ela é essencial para meu plano. Vou limpar esta cidade de uma vez por todas...
Ubu: Quem devo trazer, mestre?
Eu me deito com esforço e digo.
Ras: Traga-me Floyd Lawton... e sequestre a Dra. Pamela Ivey... Lawton e Ivey...
Então, eu caio em meu sono profundo.

_________________
avatar
Scorpion

Número de Mensagens : 2403
Idade : 31
Data de inscrição : 04/07/2009

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Do Inferno, sombras e sangue

Mensagem  Convidado em Sex Jun 22, 2012 7:38 pm

O plano é achar o Wayne e assim o Bane vem até a gente, simples, gosto disso.

A missão inicia me levando de volta ao Society, um dos melhores hotéis deste país. No meu auge como lutador cheguei a me hospedar uma vez nesse lugar. Comida boa, bom serviço de quarto, bar, restaurante... tudo o que é preciso para ser considerado um hotel cinco estrelas.

Não é qualquer um que pode entrar num lugar desses, o Society já recebeu muita gente importante, tive que lutar muito para chegar lá, literalmente. Agora a situação é completamente diferente, não sou importante, sou um qualquer, mas mesmo assim não posso chegar de qualquer jeito, tenho que me passar por um deles.

- Vamos precisar dos melhores ternos que você conseguir. Que foi?! O que acha que vai acontecer se chegarmos de jeans e camiseta no Society?! E vê se faz essa barba, Queen!

Demora um pouco para perceberem que estou falando sério e que tenho razão. Apesar de não gostarem muito dão o que eu pedi. Ainda bem, eu não poderia chegar ao Society de qualquer maneira. Na minha época de lutador eu era conhecido por meu estilo dentro e fora do octógono, e não é por meu tempo de glória ter passado que devo andar desleixado.

No carro em direção ao nosso destino permaneço quieto, qualquer coisa que o Queen queira saber, é só ler a papelada que nos deram. Eu tenho que prestar atenção nos detalhes de Metrópolis, eu abro a janela porque preciso ouvir seu barulho, sentir seu cheiro. Como sinto falta disso na prisão. Agora não posso perder nada disso.

Chegando no Society entrego as chaves do carro para o manobrista. A segurança está maior do que a de costume, talvez o princípe esteja aqui, mas isso não importa, só quero saber onde o Wayne está.

- Loiro, vamos nos hospedar, os quartos são os únicos lugares sem câmera. De lá a gente vê o que vai fazer. Vamos pegar o melhor que conseguirmos, playboyzinhos como ele gostam de mostrar a grana que tem, assim ficamos mais perto dele. E um pouco de conforto não faz mal a ninguém.

Assim que entro no lounge tenho recordações de tempos passados, mas não tenho tempo pra isso, tenho que focar no trabalho. Nos aproximamos do balcão da recepção, deixo a falação com o moleque, enquanto isso fico atento ao que está acontecendo ao redor. Tenho que fazer isso sem dar bandeira, ironicamente o tempo que passei na prisão me ajudou a desenvolver essa habilidade. Mesmo assim é difícil, tem muita movimentação, seguranças e câmeras, sem contar que não posso me destrair com as belas mulheres que passam. É, tem muita coisa que me faz falta no presídio.

Enquanto observo, um cartaz próximo a entrada do salão do hotel me chama atenção, preciso ir lá checar se é o que estou pensando.

- Já volto, vê se não se perde.

Era ela. O cartaz anuncia apresentações da cantora Dinah Lance. Deixo escapar um sorriso no meu rosto, meu dia está ficando cada vez melhor. Dinah é uma das melhores cantoras deste país, mas assim como eu já teve seus dias de glória e agora é acompanhada apenas pelos verdadeiros apreciadores de Blues. Melhor assim.

Procuro por Queen, ele ainda está vendo o quarto, nesse caso não vai ter problema deu entrar e ouvir uma boa música. Procuro uma mesa no canto, não tão próximo do palco. Eu e Dinah nos conhecemos em um evento beneficiente de um canal de televisão, não sei se ela ainda se lembra de mim. Espero que não.

Agora só quero relaxar e aproveitar o momento, todo o resto pode esperar.




Convidado
Convidado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Do Inferno, sombras e sangue

Mensagem  Administrador em Dom Ago 12, 2012 7:55 pm

Notei de relance que minha assistente Tina McGee entrou no laboratório. Mas entusiasmado com minhas últimas descobertas, não reparei no quanto ela parecia afobada. Então relatei minha nova teoria sem perceber que havia algo errado.

- O diabo está nos detalhes! Não é o que dizem? Examinei os pormenores de nossas evidências e notei que nosso assassino não segue a risca os padrões do antigo estripador. Então temos duas possibilidades, o assassino está aprimorando seu próprio estilo e ainda não tem uma assinatura, tendo que copiar aspectos do modus operandi de Jack, ou está em busca de notoriedade, e não vê problema em ser comparado pela mídia com Jack. Mas o que você iria me dizer mesmo?

Então Tina me avisa que mais um corpo foi encontrado. O assassino não perdeu tempo. Mas o segundo crime revelou mais de sua personalidade. Diferente do antigo estripador, que simplesmente abandonava suas vítimas em becos e ruas, o novo assassino teve a ousadia de deixor o cadáver de sua vítima visível em um local frequentado como o Cassino Incrível. Ele está desafiando as autoridades abertamente e elevou o nível de dificuldade. Agora sabemos que ele é ousado e pelo fato de ter usado uma faca de caça comum, também diria que ele é ríspido e com um histórico de violência incontida. Em algum momento, ele fará algo imprudente. Em algum momento, ele cometerá um erro. Eu estarei na espera. Mas no momento, a única coisa ao meu alcance, é periciar a cena do crime. Então disse para Tina pegar seu casaco, pois ela teria de me acompanhar até o Cassino Incrível. Embora já esteja em Metrópolis há algum tempo, não conheço certos endereços e me perco com facilidade. Por isso, Tina será mais do que minha assistente criminal esta noite, mas também minha condutora.

Administrador
Administrador
Administrador

Número de Mensagens : 3981
Idade : 34
Data de inscrição : 10/10/2007

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Do Inferno, sombras e sangue

Mensagem  Leo Rocha em Dom Ago 12, 2012 9:46 pm

Depoente: Ubu
Localização: Mansão Al Guhl
Pessoa de Interesse: Ras Al Guhl


Eu sigo a risca o que Ras me pede e consigo trazer à mansão os dois nomes que ele me solicitara. Trazer Floyd Lawton foi fácil. Bastou sinalizar a proposta de um trabalho arriscado e bem gratificado e ele veio. Lawton é um pistoleiro com fama de suicida. O homem procura uma boa morte e isso se deve respeitar, no entanto ele se lança a ela de tal forma que esquece o sentido de tudo relacionado a uma boa morte. É um homem perigoso porque, aparentemente, nunca tem nada a perder.
A Dra. Ivey também não apresentou grandes problemas. Apesar de sua perícia com venenos, que a tornou a melhor especialista e suspeita da morte de seu marido, ela não é uma lutadora. Não é uma assassina treinada e cedeu rapidamente ao ser atingida por um soco que a colocou inconsciente.
Ela abria os olhos quando o mestre entra na sala. Lawton não se incomodara em esperar junto a mim, 3 dos nossos homens e uma mulher desmaiada. Ele apenas fumou seu cigarro enquanto resmungava algo sobre começar a cobrar por hora. Quando Ras se aproximou, o infiel não se conteve e perguntou:

Arrow Então, qual o trabalho? Já adianto que é um prazer trabalhar pra alguém como você.

A doutora arregalou os olhos ao notar onde estava e disse:

Arrow Por favor, não me mate.. Eu não sei o que você pensa que eu fiz pra vocês, mas vamos conversar..

_________________
avatar
Leo Rocha

Número de Mensagens : 4121
Idade : 38
Data de inscrição : 14/10/2007

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Do Inferno, sombras e sangue

Mensagem  Scorpion em Seg Ago 13, 2012 11:35 am

Eu entro na sala, vestindo um arrumado roupão verde oliva e carregando minha bengala com cabeça de leão. Ouço o elogio de Floyd Lawton e retribuo.
Ras: Não, senhor Lawton. O prazer é meu em poder ter um pouco do seu tempo. Creio que não ficará nem um pouco ofendido com o que tenho a oferecer.
Então, eu ando próximo à Dra. Pamela Ivey. Ela implora por sua vida através de algum assunto que eu simplesmente desconheço. Eu pego em seu rosto e o viro um pouco de lado, olhando a marca no olho da moça. Aquilo me enfurece com Ubu... tanto que faço algo que fiz raras vezes, quando o educava desde que era jovem. Eu dou-lhe um tapa com as costas da minha mão e digo de forma calma e sociopática.
Ras: Nunca mais, Ubu. Nunca mais toque no rosto de uma mulher desta forma. O rosto de uma mulher e sua vagina são templos que devem permanecer imaculados a não ser que ela se mostre indigna, ouviu?
Eu olho firme em seus olhos e ponho a mão em seu ombro. Ele sabe que aquilo significa "você errou, mas é errando que aprendemos a ser melhores". Dou um tapinha em seu ombro mostrando que minha raiva já passou e que estou orgulhoso de seu trabalho.
Ras: Mais uma vez me surpreendeste, Ubu. Belo trabalho, meu discípulo.
A Dra. continua a implorar por sua vida e eu resolvo entrar no jogo.
Ras: De fato, Dra. a morte de seu marido me causou certo infortúnio. Porém, eu nada ganharia com a sua morte. Sendo assim, eu decidi pedir um favor à você, Sra. Ivey.
Eu olho para Ubu e aponto para as cordas.
Ras: Pode soltá-la, Ubu eu não costumo tratar meus convidados desta forma. Peça que tragam água com açúcar para a Dra. Ivey. Quando estiver mais calma, conversaremos.

Eu vou até a minha mesa e pego na gaveta uma garrafa de um conhaque que possuo desde que era jovem.
Ras: Este é da minha coleção particular, Sr. Lawton. A poucos homens ofereci um gole deste. Não mais de mil unidades foram fabricadas em todo o mundo antes da fábrica fechar. Seu sabor é um bálsamo. Por favor...
Eu estendo o copo para ele e sirvo para mim.
Ras: Minha situação é simples, senhor Lawton...COF! COOOOF! Um minuto... por fav...COF! COOOOF! COOOF!
Seco com um lenço o pouco da saliva que escorreu com gotas de sangue. Ubu faz menção de me ajudar, mas eu o bloqueio erguendo a mão.
Ras: Desculpem-me. Minha situação é simples, senhor Lawton. Eu pretendo logo tomar as atividades da máfia nesta cidade. Ela merece um tipo melhor de chefe do crime organizado e eu pretendo dar isso a ela. Sendo assim, eu acabei de enviar convites à todos os chefes de famílias, seus "capos", guarda-costas, assassinos de elite e todo o resto para um jantar daqui há 1 semana. Pretendo tomar o crime não à força, mas sim pela... necessidade. Tudo que preciso dizer é que, os que não aceitarem a nova liderança serão mortos... e é aí que o senhor entra. Eu tenho tido ótimas impressões de seus trabalhos e soube que o sr. quase nunca erra um alvo. Pois bem, é isso que preciso. Durante o jantar, eu anunciarei o meu reinado sobre o crime de Gotham. Os que ousarem se opor devem ser abatidos instantaneamente pelo senhor, sem misericórdia. Isso dará aos outros o exemplo que quero dar. Eu pretendo pagar ao senhor a quantia de 250 mil dólares pelo trabalho, mais 50 mil adicionais por chefe morto JUSTAMENTE. O pagamento será adiantado, com exceção do bônus por cabeça. Ao aceitar, não haverá volta. Um de meus empregados está com uma maleta lá embaixo com o valor. Pode conferir se quiser. Não preciso dizer que, caso o senhor pense em me trair não haverá canto na Terra onde poderá se esconder de mim.

Então, eu me volto para a Dra. Ivey. Uma de minhas governantas traz um copo com água e açúcar para ela e eu agradeço.
Ras: Obrigado, Marriet. Pode se retirar.
Sempre trato meus associados com educação e respeito. Muitos deles estão comigo por medo, poucos por ganâncias e alguns por amor. É o caso de Ubu, Marriet e poucos outros.
Depois que a Dra. bebe e se acalma eu me sento.
Ras: Dra. Ivey. A senhora já deve saber que sou Ras Al'Ghul. Eu tenho uma proposta a lhe fazer. Eu preciso que você crie um veneno para mim. Deve ser um veneno sem gosto e que funcione por ingestão. Eu pretendo envenenar todos os convidados da festa, com exceção de meus homens. O veneno deve matar todos em 1 semana. Preciso que juntamente à isso a senhora crie um antídoto que não cure, mas que atrase mais o veneno. Esta é a forma que pretendo manter o controle sobre o crime. Todos estarão envenenados e, se não me seguirem, morrerão em pouco tempo. Se seguirem, receberão o antídoto que atrasará suas mortes por mais algum tempo. Desta forma, eles serão fisicamente dependentes de mim, como um filhote é dependente de uma mãe. A senhora tem uma semana para criar o veneno e o antídoto. Os custos não são um problema, gaste o que for necessário, não durma se for preciso, mas me entregue ele pronto em 1 semana. Caso tenha sucesso, eu perdoarei o seu infortúnio e lhe darei 100 mil dólares para que toque sua vida. Caso se recuse ou falhe, eu já enviei um suborno aos guardas e ao diretor da prisão masculina de Black Gate. A senhora ficará presa por lá até que eu deseje soltá-la... revesará de cela todas as noites... e será enviada para lá completamente nua. Imagino que estejamos conversados... já pode começar a trabalhar. Um de meus homens a escoltará até seu laboratório novo. Não me desaponte.

Eu me levanto e começo a me retirar.
Ras: Senhor Lawton, sra. Ivey... foi um prazer inestimável, mas devo partir.

Vou até o dojô de artes marciais na minha mansão e inicio uma meditação, depois, inicio meu treinamento diário de karatê. Artes marciais também são boas para curar meu espírito ferido e meu corpo maculado.
avatar
Scorpion

Número de Mensagens : 2403
Idade : 31
Data de inscrição : 04/07/2009

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Do Inferno, sombras e sangue

Mensagem  Leo Rocha em Sex Ago 24, 2012 7:15 pm

Depoente: Jonh Corben
Localização: Hotel Society
Pessoa de interesse: Jean Paul Valley


Eu fiz exatamente o que Jean paul falou e fui seguindo o Bane. Ele entrou no hotel e se dirigiu ao Lobby. Pusta cara exibido! Ficou cantando umas minas que passavam pelo saguão do hotel. O cara tava perdendo tempo e tempo para Ras Al ghul era algo sagrado...
Ele se aproxima de um carregador de malas e fala algo com o cara. Em seguida dá uma nota de cem pra ele e o carinha diz algo pra ele, como se descrevesse um homem. Talvez o Wayne.
Bane entra no elevador sozinho e sobe. A única parada é o 27º andar.
Nessa hora eu ligo de novo pro Jean Paul e falo:

Arrow Bane foi pro 27º andar. Parece que o cara está mesmo aqui. Eu já vou subindo pra continuar a cobertura.

_________________
avatar
Leo Rocha

Número de Mensagens : 4121
Idade : 38
Data de inscrição : 14/10/2007

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Do Inferno, sombras e sangue

Mensagem  Leo Rocha em Sex Ago 24, 2012 7:26 pm

Depoente: Dinah Lance
Localização: Hotel Society
Pessoas de interesse: Oliver Queen e Ted Grant


Eu estava cantando.
Fazendo aquilo que mais gosto de fazer.
O que paga as minhas contas e evita que eu me jogue na frente de um carro...
Foi nessa hora que ele entrou.
Ted Grant sentou e ficou olhando. Ouvindo a música como se a sentisse. No fim da apresentação, resolvi ver o que havia acontecido que fazia um fantasma do passado retornar agora. Me aproximo com um copo de gim tônica na mão e digo:

Arrow A que devo a honra dessa visita?

O terno alinhado contrasta um pouco com o jeito meio perdido dele, mas nada que não realce seu porte físico. Eu pergunto se posso me sentar à mesa e escuto o que ele tem a dizer. Enquanto conversamos, chega um amigo dele. Um loiro que se apresenta como Oliver. Nome interessante. Amigo interessante.
O loiro diz algo sobre um compromisso que eles teriam e que a pessoa já teria chegado ao hotel. Não entendo nada, mas digo que qualquer compromisso pode esperar uma dose de gin.
Eles parecem não entender a piada. Por que os bonitos são geralmente os mais sem senso de humor?

_________________
avatar
Leo Rocha

Número de Mensagens : 4121
Idade : 38
Data de inscrição : 14/10/2007

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Do Inferno, sombras e sangue

Mensagem  Leo Rocha em Sex Ago 24, 2012 7:35 pm

Depoente:Gordon
Localização: Cassino Incrivel
Pessoas de Interesse: Barry Allen e Kent Nelson


Fazia já meia hora do chamado quando MacGee e Allen chegaram para periciar o local. Eles começaram a fazer o procedimento padrão, enquanto eu ainda estava acompanhando o principe e sua comitiva. Junto ainda estava Kent Nelson, bêbado e azarado local.
Quando Allen se aproximou, eu falei:

Arrow Preciso conversar contigo, garoto.

Allen parece ser o melhor no que faz, seja lá o que for isso.. Por isso ele estará me acompanhando diretamente nesse caso. Informo isso a ele e peço que faça o seu melhor.
Vejo Kent ensaiar uma saída do local e digo:

Arrow Lamento, Nelson. Ninguém saí antes de dar os depoimentos e colaborar com a perícia.

Neste momento, o tal chefe de segurando do príncipe diz:

Arrow Isso é um ultraje!

Arrow Não. Isso é a polícia de Metrópolis trabalhando.. Espero que o senhor possa colaborar com as investigações, afinal, não seria bom ver o príncipe saindo como pessoa que saiu de uma cena do crime sem a apuração de sua inocência.

Vejo Luthor se aproximar de Allen e dizer:

Arrow Você não precisará periciar o príncipe, não é meu jovem?

_________________
avatar
Leo Rocha

Número de Mensagens : 4121
Idade : 38
Data de inscrição : 14/10/2007

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Do Inferno, sombras e sangue

Mensagem  Leo Rocha em Sex Ago 24, 2012 8:12 pm

Depoente:Ubu
Localização: Mansão Al Ghul
Pessoa de Interesse: Ras Al Ghul


O tapa que Ras Al Ghul me deu doeu mais pelo simbolismo que pela força. Fica a lição de meu mestre. Eu apenas abaixo a cabeça e me resigno a assistir o desenrolar da conversa.
Lawton saboreia o conhaque enquanto ouve a proposta. O homem ri com a possibilidade de espalhar a morte. Prontamente ele aceita a proposta de Ras e ainda pergunta:

Arrow Como você quer as mortes? Rápidas ou com sofrimento? O cliente tem direito de escolher...

Pra ele matar ou morrer são coisas tão banais quanto assistir à televisão. No fim, após fecharem o acordo. Ras o lembra de quanto preza a lealdade. Lawton apenas responde:

Arrow Não costumo trair meus contratantes. Isso é ruim pros negócios.. Só cobro deles a mesma consideração.

O homem sai então contente com a negociação.
Na sequência o mestre usa medidas pra deixar a Dra. mais confortável. Ele faz a proposta e a ameaça com firmeza e sutileza. Ela pede para beber um pouco do conhaque. Ele autoriza. Ela se levanta e começa a preparar dois copos. Um ela oferece ao homem ao meu lado. Ele aceita e começa a beber. Ela então fala:

Arrow Isso é possível. Mas com algum tempo o corpo acabará criando anticorpos ao veneno ou se enfraquecerá até que o antídoto não faça mais efeito. A morte sempre irá prevalecer. Como no caso do seu capanga que me espancou...

O homem começa a engasgar e babar. Eu não me mexo para ajudá-lo. Por sua causa apanhei de meu mestre. Ele merece seu fim. Ela então diz:

Arrow Agora que estamos acertados, onde eu posso me instalar para trabalhar.

*******

O mestre ficou treinando durante as horas seguintes. Eu apenas interrompi em determinado momento para avisá-lo:

Arrow Ras, Corben ligou dizendo ter visto Wayne no hotel Society. Bane está seguindo atrás dele. Jean Paul está ciente, mas não sei onde está. Ah! houve outro crime semelhante ao de Talia no Cassino Incrível.. A polícia está investigando. Mando alguém nosso até lá?

_________________
avatar
Leo Rocha

Número de Mensagens : 4121
Idade : 38
Data de inscrição : 14/10/2007

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Do Inferno, sombras e sangue

Mensagem  Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 1 de 2 1, 2  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum