Histórico e Aspirações - Aquaman

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Histórico e Aspirações - Aquaman

Mensagem  Convidado em Ter Dez 13, 2011 9:09 pm

(Ocorrido entre as missões "O So no dos Justos" e "Vermis Magnus")



No Farol encontram-se Aquaman, Arthur e Orin.
Um herói, um homem, um Rei.

Ele olha fixamente para sua mãe esquerda. A mesma que perdeu há anos atrás. Nunca pensaria que um dia a teria de volta, nunca imaginou o quão bom é sentir sua mão novamente.

Enquanto encara sua mão, encara ao mesmo tempo sua vida, a trajetória que percorreu até aqui.

Recorda de sua pequena mão segurando a barbatana dorsal de Porm, em seguida, usando-a para defender sua família de Cron. Lembra de abraçar seu pai, Arthur Curry, e da vez que aprendeu a usar os talheres.

Boas lembranças, que fazem surgir um leve sorriso em seus lábios...

Não demora muito, e lembra-se também de segurar a carta de despedida deixada por seu pai. Neste momento o sorriso cessa.

Inevitavelmente é lembrado que, apesar de doloroso, aquela não foi a primeira vez que fora abandonado, antes desse evento, sua mãe, seu povo o abandonaram...

Agora não se percebe vestígios do sorriso em seus lábios, apenas a solidão em seus olhos.
Reagindo aos sentimentos, desvia seu olhar e cruza os braços. Sente sua mão segurar seu braço, sensação que havia esquecido.

Logo, surgem imagens de Kako em sua mente, seu primeiro amor. Fecha os olhos e relaxa na cadeira ao lembrar-se do calor dos seus corpos, de suas mãos tocando um ao outro, dos momentos que passaram juntos e quão abruptamente os dois jovens amantes foram separados. Ele seguiu seu caminho, deixou-a para trás... ela e seu filho. O falecido Koryak.

Mas não tem tempo sequer para culpar-se por ser um pai ausente, pois suas memórias são assaltadas pela morte de seu filho Arthur III.

Nesse momento inclina-se para frente, apoiando a cabeça com as mãos.
Passam-se longos minutos de choro, lamento, dor e dormulação de inúmeras maneiras de se evitar o acontecido.

No meio desse turbilhão de emoções que nem mesmo ele consegue fugir, lhe aparece lembranças de Mera, o amor de sua vida, cedendo a loucura, a raiva e o atacando ferozmente.

Recusando a perecer em lágrimas, ergue-se, cerra os punhos e grita, na vã tentativa de se livrar das correntes do fracasso que o aprisionam.

Impulsionado pelo berro que ecoa nos ouvidos da solidão, vê-se novamente como0 o Soberano de Atlântida, o líder guerreiro, temido por todo o mundo, nos oceanos ou acima deles. Uma raiva incontrolável possui seu coração, e sem pensar, desfere um seqüencial de socos na parede do Farol. Mas a essa altura ele não sente mais sua mão, não sente mais nada, apenas puro ódio, e suas mãos são como metais projetados para destruição.

A cólera só encontra seu fim quando um direto de esquerda rompe a parede.

Ao fundo percebe a fauna marinha assustada com o que aconteceu, os moradores de Sub-Diego atemorizados.

Então, esse ser confuso nada a toda a velocidade, sem rumo, nem direção. Acelera como estivesse fugindo de si mesmo. Tenta se desvencilhar de Aquaman, Arthur e Orin. Uma tentativa que já estava fracassada desde o princípio.

Minutos depois, chega a uma ilha. Em terra firme, sente a água do mar escorrendo entre seus dedos. Um pequeno detalhe que lhe faz lembrar uma experiência recente.

Distraído, ouve uma voz feminina ao fundo, não acredita que poderia ser ela, mas mesmo assim ele corre floresta adentro, mas não a encontra, nem se quer um lago...

Em seguida, se apóia em um rochedo próximo, fecha os olhos e passa as mãos em seus cabelos. Não contaria a ninguém, mas naquele momento procurava reviver a sensação de mergulhar na vida, num mar de emoções, em um oceano de paz e entendimento.

Talvez seja pelo recente rompimento e por se sentir só, ou talvez seja a verdade, mas naquele momento julga ter vivido os melhores momentos de sua vida ao servir a uma dama, cujo a única coisa que lhe ofereceu, fora um pouco d’água.

Quando a tarde vira noite, a Lua trás consigo conclusões:

A vida é boa, é bom viver.
Ele passou por muitas tragédias e decepções, mas foram experiências que provaram seu caráter, serviram como espelho para que reconhecesse o homem que ele é.
E afinal, para cada mau momento, ele tem um motivo de alegria.

Está na hora de deixar de lado toda ira, frustração, medo e tristeza.
Tem que se responsabilizar por suas ações, não pode mais afastar as pessoas dele.
Hoje ele reconhece que o tanto que as pessoas o fizeram sofrer, é o tanto que ele as fez sofrer.
Chegou a terrível conclusão que ninguém é perfeito, principalmente ele. No momento, se considera o pior de todos.
É preciso perdoar, se perdoar, entender a limitação humana, que não compreende o significado da vida. É preciso perdoar. É preciso relevar e seguir adiante.

Esse é o momento que Aquaman, Arthur e Orin se reconciliam. Este homem renovado agora retorna a sua cidade, pronto para ser um referencial de justiça, determinação, superação e vida. Agora sabe quem é, quem ele quer ser.

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É isso ai, minha primeira narração de uma cena aqui no fórum, espero que tenham gostado. Com o tempo vou melhorando...
Procurei contar um pouco da história do personagem através da sua mão porque, curiosamente, as mudanças do personagem ocorreram junto com mudanças em sua mão.

Resumindo:

- Personalidade: Aquaman não vai ficar nervoso com qualquer bobagem e toda hora, mas vai continuar com sua determinação característica. Quero me aproximar um pouco do Aquaman pós-reboot nesse aspecto. E aproveitando a cronologia do personagem no fórum, seria legal se alguns heróis e cidadãos ficassem desconfiados quanto a capacidade dele e talz.

- Relacionamento: Acho que seria interessante ele se relacionar com outra mulher que não seja a Mera, mesmo que seja momentâneo. Ele está sozinho, procurando se reestruturar, precisa de uma parceira e o relacionamento com Mera já não é a mesma coisa. Pode ser a Esther Maris, Sweeney ou alguma jogadora que ache interessante. Wink

- Poderes: gostaria de explorar a "Claridade", conceito parecido com o "Verde", (Monstro do Pântano) e o "Vermelho" (Homem-Animal).

- Diversidade: O bom desse personagem é que você pode colocar elementos místicos, ecológicos, políticos e de relacionamento nas estórias. Então, espero que aproveitem essa variedade.

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Clareando a Mente

Mensagem  Convidado em Qua Fev 27, 2013 5:11 pm

(Acontecimento entre as missões "Vermis Magnus" e Código para o "Fim do Mundo")

Desde que retornou de sua última missão com a Liga da Justiça, Arthur passou a experimentar uma ligação diferente com vida marinha, é como seus poderes tivesse sido ampliados, se estendido para todas as formas de vida aquática, e considerando a quantidade de seres que vivem submersos, é enorme a quantidade de informações que ele tem que lidar.

Arthur sempre foi um grande telepata, mas mesmo assim demorou alguns dias para se acostumar com a nova amplitude de sues poderes, mas agora ele é capaz de sentir todas as emoções e intenções da vida marinha, todas de uma vez, sem poder desligá-las. Demorou semanas para que pudesse se acostumar com a dor, a morte, o prazer, a vida, o medo, a esperança de todas essas criaturas. Cada sentimento e sensação era como se fossem dele mesmo, por pouco não perdeu o seu juízo, por pouco.


E além disso, Arthur aprendeu a ver a vida através dos olhos desses seres, literalmente, além de ter acesso a todas as suas memórias. Outro momento que quase leva o Rei do mares a loucura, foi muito difícil conseguir distinguir o que ele realmente tinha vivido, quais eram suas memórias e experiências e quais não eram.


Com seus poderes se extendendo por todo o globo, Arthur percebe que nunca fora o Rei dos Mares, tudo não passava de arrogância atlante. Agora ele sente que existem civilizações, vida inteligente a qual ele nunca teve contato, além de criaturas que ele nunca chamou para o apoia-lo em batalha. Com felicidade ele reconhece colônias de Tritônis, Hy-Brasil e dos Furtivos, além de tribos Sher'Hedeen espalhadas pelo globo, a quais ninguém tinha conhecimento. Mas também percebe novas criaturas que lhe deixam preocupado.



Ele acredita que poderia controlar a mente de todos eles e criar uma sociedade unida, sem violência, desigualdade, um reino utópico, mas prefere não pensar nisso, não quer nadar nesse corrente outra vez, evitando até mesmo sondar a mente das vidas inteligentes.

Semanas se passam enquanto Arthur tenta se adaptar a seus poderes e entender seu papel no mundo, até que um dia ele é instintivamente atraído até uma caverna submarina no Oceano Índico. para sua surpresa, lá era a passagem física para A Claridade, onde mais uma vez se encontra com o Morador das Profundezas.

(Imagem meramente ilustrativa)


- Então, quem é você?
- Você já sabe o meu nome, talvez você esteja querendo saber mais do que deva.
- Como assim?! você me chamou até aqui.
- Na verdade, você veio por conta própria...

Os dois ficam em silêncio por um momento, Arthur tentando entender o que está acontecendo e o Morador das Profundezas o observando, como se o avaliasse.

- Você me intriga, Orin... Eu sou o Avatar da Claridade.

Com estas poucas palavras o herói começa a entender as coisas.

- Se isso é verdade, por que nunca ouvi falar sobre você e não te vi na primeira vez que estive aqui, e por que não defende a vida como faz o Monstro do Pântano?

O Morador das Profundezas não gosta de ouvir a comparação com o Monstro do Pântano, e responde como se escondesse alguma informação, desconversando e com um pouco de inveja e revolta talvez.

- Não me compare com ele, somos seres diferentes e temos funções diferentes.
- Isso não te isenta da sua omissão! Você poderia ter salvo Atlântida do ataque do Espectro, ou evitado que Sub Diego existisse!
- Fique quieto, você não compreende os meus trabalhos. Se os atlantes se adaptaram a viver nos mares foi porque eu assim o quis, e o mesmo vale para Sub Diego, os habitantes de Hy-Brasil se fundiram com as arrais porque eu os deixei, e até mesmo seus poderes, Orin, eu os concedi. Tudo que eu faço é para fortalecer a vida marinhas, para que todos os seres que vivem nas águas possam evoluir e se defender. Como vocês usam isso é responsabilidade de vocês.

A conversa para um instante para que as informações possam ser absorvidas.

- Mas então, por que eu estou aqui?
- Já disse que você veio sozinho. E você não foi o primeiro a chegar aqui, a muito tempo um familiar seu alcançou a Claridade.
- Kordax...?

Arthur se silencia e lembra da época que sofreu alterações no seu corpo, e que precisou da ajuda do Monstro do Pântano e de Atlan para voltar ao normal. Não são boas lembranças para ele, não quer voltar a ser como era antes.

- Não tenha medo de explorar a Claridade, Orin, você é muito diferente do seu antepassado. Você sabe o valor da vida e da morte, sempre procurou defender as pessoas, mesmo elas não merecendo e não sendo diretamente sua responsabilidade, superou traumas que Kordax nunca conseguiu. Depois que você mergulhou no Mar Secreto, passou a entender a vida como nenhum outro vai entender, o que lhe fez sofrer e fluir por marés erradas ficou para trás.

O herói ouvi tudo, mas não fala uma palavra, tem muito o que pensar. Assim, em silêncio, ele nada na direção da saída.

- Orin, um grande mal se aproxima, uma batalha pela vida será travada, não tenha medo de explorar a Claridade, abrace seus poderes assim como você abraça a responsabilidade por defender cada vida.

Estas foram as ultimas palavras proferidas na conversa, as que deixaram Arthur ainda mais preocupado.

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