O Livro de Rao

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O Livro de Rao

Mensagem  Phelipe Peregrino em Dom Abr 04, 2010 5:10 pm

Capitulo 1
- O Pai -


No principio, o infinito queimava nas chamas do caos. Desprovido de forma, desprovido de ordem, desprovido de intelecto. preenchido apenas com a instável fome das chamas intermináveis. No meio desse caos, uma consciência se movia. Ela sobreviveu à desordem e emergiu diante de tamanho desperdício. Desperdício em escala infinita.

"Não mais", ele pensou, e com esse simples ato criou um novo paradigma nos céus. Desse modo, deu à luz à força de vontade, os conceitos da ordem, da natureza e da ação e reação.

E, conforme crescia mais forte, ele escolheu para si um nome, e ao fazer isso, criou o conceito de nomes. a primeira vez em que um individuo sobrepujou o caos. E a primeira voz a se manifestar declarou um nome:


E com essas palavras, não mais as chamas consumiram o paraíso. Rao-o-recém-nascido impôs estrutura ao caos. E tomou um vasto poder para si. Rao-o-recém-nascido lançou seu olhar através dos confins primitivos do universo, e viu que ele estava puro; ele estava limpo; e ele estava vazio. E assim, um novo conceito adentrou ao vácuo:

Solidão.

Capitulo 2
- A Jóia -


Rao refletiu sobre sua solidão, até que, buscando dentro de si por uma pequena fração de energia e transformou as chamas do caos no fogo da criação, e assim foi criada a maquinaria do universo, criada a partir da manifestação de Rao-o-recém-nascido, sob sua precisão e controle.

Estrelas queimaram no vácuo; planetas nasceram sob os olhos de Rao, até que, ao final, apenas uma tarefa faltava. pois esses mundos, sem uma mão para guia-los, iriam permanecer vazios como o vácuo.

Então Rao voltou seus olhos para uma nova jóia em seu paraíso. Ela seria o local de nascença de sua maior criação. E ele lhe deu um nome. A chamou de Krypton.

E assim ele se tornou Rao-o-primeiro-kryptoniano. E ele sorriu. E espalhou muitos fragmentos de seu poder infinito. E cada um deles viveu sob seus desígnios, e cada um era um instrumento de sua divina vontade.

Capitulo 3
- A Criação -


E então ele se tornou Rao-o-pai. O panteão kryptoniano ortodoxo de rao contem 14 entidades maiores, 211 semideuses e 1402 titãs. E entre seus filhos favoritos havia a Flamejante.

A Flamejante, criada do fogo do caos, criada para executar um dever singular: a renovação necessária e o nascimento. afastar o que prejudicial, para que algo maior possa nascer no lugar. E para que o figo do caos dentro dela não queime de forma incontrolável, Rao-o-pai designou à Flamejante uma força guia: o amor.

O amor de Flamejante é feroz, e entre aqueles que ela mais amava estava outra das crianças de Rao-o-pai, e seu nome era Vohc, conhecido como o arquiteto. Voch-o-arquiteto, cujas mãos eram guiadas por uma infinita curiosidade e por um ilimitado desejo de criar, de aperfeiçoar o que ele já havia criado, e deixando a marca de Rao-o-pai sob o mundo material. Vohc-o-arquiteto, criador das coisas no crepúsculo, no espaço entre o dia e a noite.


Vohc-o-arquiteto, inspirou façanhas maiores para a criação do que seu próprio amor por flamejante.

Através das eras, as crianças de Rao jogaram seu jogo de criação e destruição.

Vohc-o-arquiteto, compelido pela vontade de seu pai, inspirado pelo amor de sua irmã, encarava sua tarefa com alegria. Devoto, ele se tornava cada vez mais dedicado e elegante em suas tarefas de criação: o por do sol perfeito; a mais magnífica floresta; a mais forte das bestas; o mais poderoso dos rios.

E Flamejante, compelida pela vontade de seu pai e a devoção de seu irmão, encarava sua tarefa com alegria, destruía a criação de Vohc, inspirando-o a criar feitos ainda maiores.

Eles participavam de uma disputa divina, jogada com harmonia, um mecanismo preciso que esculpiu a superfície da jóia escolhida por Rao-o-pai. Krypton.

Capitulo 4
- Asa Noturna -


Rao-o-pai criou asa noturna, seus olhos na noite. Que recebeu o dever de seu pai de buscar o mal e a corrupção que se esconde nas sombras; persegui-lo e destruí-lo.

E então Asa Noturna habitou no abismo, onipresente nas profundezas da noite, escondido dos olhos da luz do dia.

E assim, a missão de asa noturna era a mais solitária dentre aquelas dadas aos filhos de Rao.

Mas, na iminência do crepúsculo, onde Vohc-o-arquiteto espionava, Asa Noturna pode ser visto. E ali, na escuridão e no crepúsculo, Asa Noturna e Vohc-o-arquiteto se tornaram amigos. e foi quando Vohc viu que seu amigo era solitário, e compreendeu que poderia ajuda-lo. Ele construiu uma ponte entre o reino sombrio de asa noturna e a luz crepitante de flamejante.

E nesse ato de bondade foram plantadas as sementes da traição, ódio e vingança.

Capitulo 5
- A Traição -


Na luz de Flamejante, a solidão de Asa Noturna foi aliviada, e a alegria preencheu seu coração. E Flamejante, extasiada pela tranqüilidade e o silencio de Asa Noturna, retribuiu com seu amor. E assim, no crepúsculo eles puderam se conhecer, e serem felizes.

Assim o crepúsculo se tornou a noite, Vohc-o-arquiteto falou com Asa Noturna. Na escuridão antiga. E Asa Noturna agradeceu ao seu irmão, o arquiteto de sua felicidade, por ter aliviado sua vigília solitária.

E Vohc-o-arquiteto observou o amor entre seus irmãos, e mais uma vez se inspirou. Uma nova inspiração, profunda e faminta como as chamas do caos que queimavam em seu interior.

Perturbado, Vohc-o-arquiteto buscou em krypton pelo local exato para dar forma à sua inspiração, o maior feito de sua existência, intencionada que esse fosse a expressão definitiva de seu amor por Flamejante, que havia dado seu coração a outro.

Vohc-o-arquiteto iniciou sua obra prima, uma expressão de pureza, do amor generoso que sente por sua musa. tudo Vohc amava em Flamejante se manifestou na criatura que ele criava.

O monumento apropriado, ele declarou, uma prova de seu amor.

E ao ver seu tributo, a Flamejante apreciou o trabalho de seu irmão, e se maravilhou. e, então, ergueu suas mãos e fez chover fogo, como comanda seu dever e sua natureza.

Pela primeira vez, Vohc-o-arquiteto defendeu o que tinha feito. Ele implorou para que ela apreciasse mais de perto, para que pudesse ver a verdade em seu intento, para que ela soubesse o quão profundo e intenso era seu amor.

"E essa é a expressão de meu amor," disse Flamejante, "Da renovação, você irá criar algo ainda maior."

E assim, Vohc-o-arquiteto viu sua oferenda ser feita em cinzas diante de seus olhos, e com ela, seu amor por Flamejante. e o vazio que tomou conta foi preenchido por algo novo às criações de Rao-o-pai:

Tristeza infinita, e as sementes da loucura.

Capitulo 6
- O Destruidor -


Na profunda loucura, cresce a fria certeza. A Flamejante destruiu o que Vohc-o-arquiteto amava, e fazendo isso, envenenou seu amor por ela.

E o que Flamejante ama? Para punir Flamejante, ele precisaria ferir Asa Noturna.

Ele voltou suas mãos para uma nova criação, uma lança feita do mais puro cristal, dentro dela ele armazenou uma vasta reserva de poder. E quando a completou, Vohc-o-arquiteto encarou o julgamento de Flamejante.

"É magnífica" ela bradou "Qual é sua função?"

"Tudo ficará claro", foi a única resposta de Vohc-o-arquiteto.

E assim, com o coração clamando em regozijo, a Flamejante lançou o fogo divino.

Então o tecido da natureza urrou em agonia, e através desse urro foi criado um novo universo de fantasmas e vazio: o monumento de Voch-o-arquiteto ao vácuo que Rao-o-pai havia obominado. Conforme a lança se partia, um fragmento adentrou nas sombras, aprisionando Asa Noturna naquele espaço impenetrável.

Flamejante gritou em ódio e dor. Onde antes ela sentia a presença de Asa Noturna, agora só havia o vazio.

Ela investiu contra a prisão com todo o caos que tinha, mas não pode libertar seu amado, tão elegante era o mecanismo de Vohc-o-arquiteto.

Então, em cólera, Voch-o-arquiteto ofereceu à Flamejante uma barganha: negar seu amor à Asa Noturna, e ele o libertaria; negue, e eles passariam a eternidade separados.

"Eu não posso trair minha natureza, familiar." clamou Flamejante, "Nem meu coração."

Então Vohc-o-arquiteto amaldiçoou-a, e amaldiçoou a vontade de Rao-o-pai. "Se eu não posso ter seu coração com minha criação" ele bradou, "Eu lhe trarei medo com minha destruição!"

E assim, Vohc-o-arquiteto virou as costas à seu pai e se emancipou das chamas do caos que Rao-o-pai havia consumido, e se modificou. Ele deixou de lado seus magníficos instrumentos de criação para dar lugar à cruéis instrumentos de devastação.

Foi assim que Vohc-o-arquiteto fez de si Vohc-o-destruidor, traidor da família, o primeiro herege, uma abominação aos olhos de Rao

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