Fase 1

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Re: Fase 1

Mensagem  Convidad em Qua Maio 06, 2009 9:26 pm

*Zatanna sorri com o comentário de Gelo enquanto as duas andavam pelas ruas, mas parecia ainda não se soltar com a companheira. No momento em que a cena de luta acontece bem na frente delas, e ela reconhece o homem mascarado como um "Batman", Zee congela por alguns instantes. Teve que falar para si mesma que aquele nao era seu mundo várias vezes. E mesmo assim agradeceu que Gelo tomou a iniciativa... pois seus métodos talvez fossem mais violentos. Ou talvez ela tivesse no fundo uma pequena vontade de deixar que aqueles dois continuassem brigando...*

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Re: Fase 1

Mensagem  Convidad em Seg Maio 11, 2009 10:04 am

Era realmente uma bela voz a de Canário ao ponto de chamar a atenção de Marvel. Sentado em uma mesa com Sand, ele observava a apresentação e até mesmo acompanhava com a movimentação dos dedos na mesa o ritmo da música, enquanto seu rosto permanecia impassível. O ambiente não lhe era comum, o que causava uma certa estranheza dele para com o local e vice-versa. Ele não parecia uma pessoa que estava empolgado por estar ali simplesmente. Mas também não era tão distoante assim em um lugar de diversões efêmeras. Porém, percebeu que Canário observou Sandman e vice-versa, como se os dois houvessem atraído a atenção um do outro. Apenas manteve-se em silêncio e observando, pois era o que tinha a fazer no momento.

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Re: Fase 1

Mensagem  Convidad em Seg Maio 11, 2009 9:51 pm

Sand estava mesmerizado pela presença da mulher no palco, fazia algum tempo que não via algo assim, afinal era um homen casado, mas seu fascínio acaba quando a mulher, a tal "Canário" o reconheceu na multidão e se assustou ao vê-lo.

Droga!!! Essa mulher conhece o Sand dessa realidade, e por algum motivo não gostou muito de ver ele aqui... isso pode ser um problema... mas também pode ser respostas... vou ter que jogar minhas cartas direito...

Sand se vira para o Capitão ao seu lado e fala quase sussurrando:

-Tenho um plano... ele é bem arriscado, mas pode dar certo... a Canário ali parece conhecer o meu Eu dessa realidade, então assim que o show acabar eu vou ir até o camarim dela e ver o que eu consigo, mas a M$#&@ pode atingir o ventilador bem forte e bem rápido, então fica aqui de prontidão, qualquer coisa eu te aviso pelo comunicador, mas de qualquer forma vê se tu consegue obter alguma informação dos "locais" daqui...

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Re: Fase 1

Mensagem  Administrador em Qui Maio 14, 2009 12:05 am

Dentro do Joy Division, Capitão Marvel e o Detetive Sand se depararam com a cantora misteriosa conhecida apenas como Canário. Detetive Sand em especial, percebeu que ela o reconheceu, o que era indício de que ela tinha contato com a contraparte de Sand naquele mundo. Este fato era comprometedor para Sand e os outros Desafiadores. Alguém naquele mundo tinha consciência de que eles eram intrusos. Detetive Sand tinha que resolver aquela situação antes que fosse exposto. Então Sand aguardou o fim da apresentação de Canário para abordá-la no camarim. Capitão Marvel ficou de prontidão, atento ao ambiente.

Assim, Sand se dirigiu ao camarim depois da apresentação da Canário. Sand só não imaginou ser recebido por ela de maneira tão ameaçadora. Ela ainda trajava a sua roupa performática, mas estava com um casaco para se cobrir. Quando Canário notou que era Sand que adentrava o camarim, ela demonstrou espanto e ansiedade. Logo ela retirou uma pistola de sua bolsa e apontou na direção dele.

_Quem é você? Embora se pareça com Sandy Hawkings, você não é ele! Sandy Hawkings morreu 3 meses atrás! Ele era meu amigo! Eu fui informada de sua morte! Ele foi assassinado! Então que tipo de piada cruel é esta? Você é um dos responsáveis pela morte dele? Ou apenas quer zombar de mim? Me responda ou eu vou atirar!

Enquanto isto, Capitão Marvel permaneceu entre os frequentadores do Joy Division. Ele se concentrou nos detalhes como um bom observador, até que uma garçonete se aproximou dele. A garçonete disse que ele recebeu um convite para acompanhar as próximas performances no camarote. No entanto, a garçonete não disse quem tinha lhe convidado. A garçonete lhe entregou um drink e uma "cruz de ferro", que era o sinal para adentrar os camarotes. Capitão Marvel ponderou se aceitaria o convite. Aquela era uma oportunidade para obter informações ou um momento de risco no qual se é vítima de uma armadilha?

Lá fora, Gelo e Zatanna se depararam com a aparição abrupta de dois homens concentrados em uma violenta disputa física. O super-herói militar conhecido como "Morcego", que foi citado pelo Monitor anteriormente, espancou de maneira severa, um homem albino de cabelos verdes. Diante daquela cena inusitada e que evocou tantas lembranças desagradáveis na mente da Zatanna, Gelo interviu. Porém, a resposta de Morcego não foi como as duas imaginavam. Zatanna se preparou para uma reação digna de um monstro vampírico. Enquanto que Gelo aguardou a resposta de um homem bruto. Porém, Morcego respondeu a indagação da desafiadora norueguesa de maneira fria e tranquila. Como se nada tivesse feito de espantoso. Como se tudo fosse algo rotineiro. Elas indagavam quem era aquele homem tão estranho.

_Não se preocupe, fräulein¹! Eu já terminei com ele. Ele não oferece mais perigo. Um sujeito tão insano quanto ele é capaz de resistir até nas piores condições. Por isto tal nível de violência foi necessário. Mas este não é um assunto do seu interesse. Este é um assunto do governo dos EUA. O homem que você vê no chão é um criminoso procurado no meu país e que está escondido nesta nação há algum tempo. Agora que ele foi finalmente capturado, vamos exigir sua deportação e sua volta para o território norte-americano, para que ele seja julgado e punido conforme nossas leis! Algo contra, fräulein?

Após responder as indagações de Gelo, Morcego deu as costas para as duas desafiadoras. No comportamento dele estava evidente que ele só ofereceu uma resposta para Gelo por mera educação. A conduta arrogante dele evidenciou que aquele homem se julgava tão acima das jurisdições que não precisava se reportar para ninguém. Ele provavelmente tinha mais informações do que relatou e iria partir com o tal criminoso albino sem demora. Gelo e Zatanna estavam diante de alguém com detalhes privilegiados das ocorrências daquele época. Mas será que o Morcego era alguém com quem elas vão querer se envolver?

Nota Narrativa 1: No idioma alemão, "Fräulein" tem o mesmo significado de senhorita, sendo assim, o título entre os alemães para toda mulher solteira. Isto é um indicativo de que Morcego viu Gelo como legítima do povo alemão. Como ela é norueguesa e os escandinavos possuem semelhanças com os germânicos, não foi difícil ser vista como uma mulher germânica.

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Re: Fase 1

Mensagem  Convidad em Qui Maio 14, 2009 12:31 am

*Zatanna balança rapidamente a cabeça se libertando das memórias sobre a crueldade da contraparte daquele que se encontra na sua frente e toma a dianteira*

Senhor.. gostaríamos de conversar, se fosse possível. É um assunto de extrema importância e segurança nacional.

*Sabe que aquele homem deve ser capaz de "ler" os olhos de quem lhe questiona, por isso o olha firme nos olhos demonstrando o quanto está falando sério.*


Se assim que a escolta para esse homem chegar, você pudesse acompanhar-nos para um local menos público, ficaríamos gratas. Não pretendemos que seja uma coisa longa, também..

*Rapidamente olha para Gelo como quem diz : "não custa tentar". *

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Re: Fase 1

Mensagem  Convidad em Qui Maio 14, 2009 6:55 pm

Gelo permaneceu séria ao ouvir as palavras do homem. Apesar dele não ser exatamente um tira, suas palavras lembraram para a jovem muito os policiais de seu mundo. Pessoas que usavam o fato de estarem do lado de uma suposta "lei" para justificarem seus atos violentos e insanos.

Uma cena veio à mente de Tora. Ela deveria ter no máximo 16 anos. Havia saído de casa há uns poucos dias, estava sozinha e sem dinheiro. Não sabia pra onde ir, só sabia que queria ir pra bem longe de tudo. Então ela entrou clandestinamente num trem de carga. Como o percurso foi longo, a garota acabou adormecendo e não percebeu quando o trem parou. Só foi acordar com uma luz incomodando seus olhos.
Era um homem meio magrelo de farda, que olhava para ela com um sorriso de escárnio.

- Você sabe muito bem que veio no trem de carga. Vou te prender. - ele agarrou o braço de Gelo, forçando-a se levantar. E então começou a falar mais baixo. - Se eu te levar pra delegacia, vão te prender por 60 dias. Mas, se for boazinha comigo, te deixo ir embora e ainda te dou uns trocados.

Gelo pensou não somente na situação perigosa em que ela estava, mas naquele homem fazendo a mesma proposta para outras garotas que por algum motivo também tinham a necessidade de viajar clandestinas. A jovem sorriu para o homem, e então sem dizer uma palavra deu-lhe um tapa tão forte no rosto que ele voou pra fora do vagão, causando barulho e confusão o suficiente para que outros guardas também aparecessem.

_Pode me prender por 60 dias. - disse Tora, olhando pra baixo onde ele estava caído com uma expressão de puro desprezo em seu rosto.

Mas isso foi há quatro anos atrás. E num mundo que pareceu extremamente distante quando Tora ouviu Zatanna falando com o Morcego, o que a trouxe de volta de suas recordações e divagações, para retribuir o olhar da mulher tentando aparentar uma expressão confiante.

Internamente repetia pra si mesma não só que aquele não era seu mundo. E também que todos os "homens-da-lei" não eram como aquele sujeito daquela noite no trem. Ela mesmo já conhecera oficiais honestos, embora em seu mundo fossem cada vez mais raros.

A norueguesa olhou novamente para o Morcego numa expressão ligeiramente ansiosa, enquanto aguardava uma resposta do homem.

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Re: Fase 1

Mensagem  Convidad em Sex Maio 15, 2009 12:29 am

Meu nome é Sanderson Hawkings, Sand para encurtar, e nesse exato momento tenho uma arma apontada para mim... e se eu não agir logo, vou tomar chumbo certo... realmente aqui não é o lugar que eu desejaria morrer...

Sand tenta manter sua compustura e casualmente, como se nem ela nem ele fossem ameaças para ambos, levanta as mão até mais ou menos a altura dos ombros e lentamente começa a andae na direção da mulher Canário, e com um sutil sorriso no rosto fala:

-Calma doçura, os rumores da minha morte foram altamente exagerados... que tal tu por essa arma de lado, nós temos muito o que por em dia não acha???

Agora era a hora, iria tentar calmamente abaixar a arma e por fim tirar a arma da mão da mulher, tudo com muita sutileza, tudo como se realmente se fosse o "amigo" que ela achava que Sand era.

Se conseguir tirar a arma da Canário iria colocar ela em cima de alguma mesa ou algo parecido, para tentar passar um pouco mais de confiança para a mulher, iria procurar alguma bebida, como se parecesse conhecer o lugar, logo após iria se sentar em algum lugar.

-Então... me conte, sentiu saudades ??

Estou arriscando aqui, vai que essa... Canário e o Sand desse mundo não eram tão amigos assim, mas de qualquer forma, quais eram as chances disso acontecer, de eu entrar em um lugar e encontrar alguém que "ME" conhece... essa mulher sabe de algo...

Caso não consiga tirar a arma da mão da Canário, iria esperar pelo pior... e usando da sua forma de Silica, iria enrijecer seu tórax o suficiente para parar uma bala e esperar pelo tiro...

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Re: Fase 1

Mensagem  Convidad em Ter Maio 19, 2009 7:15 pm

Billy pegou a cruz na mão e ficou em silêncio enquanto a garçonete passava as instruções para ele. E continou assim quando ela terminou. Olhou novamente o objeto e deixou o drink em cima da mesa a qual estava sentado, caminhando calma e altivamente para o local onde se identificava a área de camarotes. Exibiu o objeto ao segurança e passou por ele sem olhar para trás, adentrando o camarote e observando o seu interior. Se Sand Hawkins tivesse algum problema ele poderia chegar até o local em questão de milésimos de segundo, então isso não o preocupava muito. A chance de obter informações era imperdível, mesmo que isso representasse cair em uma armadilha. O inimigo teria que ser muito cuidadoso e perspicaz para criar algo que pudesse fazer com que o Capitão Marvel tombasse. Entrou e sentou-se em uma das cadeiras confortáveis do local, pois não sabia quem o havia convidado. Ficava ali olhando para a festividade, com um grande ar de desinteresse.

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Re: Fase 1

Mensagem  Administrador em Qui Maio 21, 2009 4:02 am

Em um camarim do estabelecimento conhecido como Joy Division, Detetive Sand tinha um encontro tempestuoso com a estrela da noite conhecida como Canário. Sand usou palavras repletas de sutileza e segundas inteções, além de gestos furtivos e cautelosos. A conduta arriscada de Sand era comparável com tiros no escuro. Ele não tinha como afirmar que tipo de intimidade Canário e sua contraparte tiveram. A reação de Canário poderia não ser amistosa. Portanto, Sand caminhou na direção dela com a intenção de tomar a arma das mãos dela, mas fez isto com um certo charme, para não parecer ameaçador. No entanto, as palavras de Sand evocaram a lembrança de outro homem, e este homem não era sua contraparte. Canário não teve dificuldade para perceber que o homem diante dela não era um conhecido.

Canário: _Chuck... Apenas Chuck falou assim comigo... E ele também está morto... Você não é Sandy Hawkings. Eu não era íntima de Sandy. Não desta maneira que você insinuou... Mas você se parece com ele. No entanto, fala como Chuck. Parasita! Você é o Parasita! Apenas o Parasita é capaz de possuir a aparência e as habilidades de outras pessoas. Sempre suspeitei que Zod tinha forjado a morte do Parasita! Agora tenho certeza! Morra maldito! Vai pagar por profanar a memória de meu amigo! Desta vez, vamos nos certificar de que você realmente morreu, sua aberração!

Então Canário disparou contra Sand, antes que ele pudesse tomar a pistola. No semblante da mulher só era possível notar ódio e o desejo de vingança. No entanto, o disparo dela não foi eficaz, pois Sand reforçou seu peito com sua estrutura molecular de silício. Ao notar que não conseguiu nem mesmo arranhar o homem diante dela, Canário entrou em desespero e descarregou toda a pistola contra Sand. Sand encontrou dificuldades para aparar tantos disparos. A dor foi quase insuportável, mas ele conseguiu resistir aos projéteis. Após notar que suas tentativas de matá-lo não foram eficazes, Canário chorou em prantos. Ela imaginou quem em seguida seria eliminada por aquele homem tão estranho para ela e ao mesmo tempo tão familiar. Para ela, não era possível se salvar. Então ela caiu de joelhos em meio aos prantos.

Longe dali, Capitão Marvel adentrou a área dos camarotes do vulgar recinto. O herói desconsiderou até mesmo que a "cruz de ferro" é um conhecido símbolo nazista, pois não estava preocupado com possíveis ameaças, afinal, poucos homens no planeta tinham poder para enfrentá-lo. Assim, ele rumou para o camarote sem medo. Ao adentrar a área especial, logo uma funcionária lhe indicou onde se sentar. Então, Capitão Marvel se deparou com a pessoa que lhe fez o convite para integrar o grupo de seletos frequentadores dos camarotes. Capitão Marvel só não imaginava que uma mulher tinha feito tal convite, pois aquela era uma casa de apresentações eróticas destinadas aos homens, mas pelo visto, algumas mulheres também apreciavam as atrações encarnadas pelas dançarinas daquele local.

No camarote indicado, Capitão Marvel encontrou uma mulher com traje masculino, um terno para ser mais exato. Sua estatura era baixa e não tinha mais do que 1 metro e 60 centímetros. Seu cabelo era castanho e muito curto. Seus olhos eram verdes. Ela era bela apesar de toda a peculiaridade em torno de sua presença. Mas era possível presumir por seus traços físicos que ela não era da Europa. Capitão Marvel indagou a si mesmo o que aquela mulher estava fazendo naquele lugar. As primeiras palavras dela deram uma idéia do tipo de pessoa que ela era e quais eram seus interesses.

- Gostaria de acompanhar a próxima performance no meu camarote? Eu vim aqui especialmente para ver a apresentação desta dançarina. O nome dela é Kay. É uma ruiva alta e escultural. Muito sensual.

Capitão Marvel já estava confortável no camarote e bebida lhe foi oferecida. Então a mulher bebeu um pouco e prosseguiu com a conversa, mas agora de forma objetiva.

- E então, meu caro? Primeira vez na Alemanha? Você provavelmente nunca visitou este país antes. Já o seu amigo... Estou certa de que já vi ele... Será que é possível me informar o nome dele? Talvez ele seja mesmo um conhecido. A propósito, meu nome é Scandal, Scandal Savage. E o seu nome, meu novo amigo, qual é? Conte mais sobre você e a razão de sua viagem.

Capitão Marvel logo deduziu que a mulher o convidou para obter informações. O nome que ela apresentou era curioso, pois Capitão Marvel reconheceu o nome Savage. Este era o sobrenome de um dos clássicos inimigos da velha guarda da Sociedade da Justiça de seu mundo. Mas Capitão Marvel jamais soube a respeito de uma mulher com o mesmo sobrenome.


Longe dali, Gelo e Zatanna lidavam com o agente especial do exército americano conhecido como "Morcego". As duas indagaram o mascarado a respeito da natureza das ações dele. Por sua vez, Morcego testou as duas para averiguar que tipo de mulheres elas eram. Morcego respondeu as indagações das duas em inglês, e utilizou apenas uma palavra em alemão. Já que a magia permitiu que elas fossem capazes de entender e pronunciar o idioma alemão, elas se acomodaram e não imaginaram que o Morcego iria se valer de inglês para se comunicar com elas. O descuido serviu para alertar Morcego da instrução das duas.

Morcego: - Então vocês também falam inglês... Não é comum encontrar mulheres com tanta instrução. Comuns vocês não são. Podem ser inimigas, mas vou oferecer o benefício da dúvida.

Realmente naquela época, apenas mulheres abastadas eram poliglotas. As palavras em inglês das donzelas indicavam várias hipóteses. Para Morcego elas eram damas da alta classe alemã, espiãs ou simplesmente estrangeiras. Morcego resolveu se arriscar e levou as duas com ele e seu prisioneiro. Talvez porque Zatanna mencionou a segurança nacional.

Logo Morcego conduziu seu prisioneiro e as duas desafiadoras até um veículo, um Cadillac 1948. Porém, o carro foi modificado e reforçado com um tipo de blindagem. Morcego jogou o albino dentro do carro com violência e disse para as duas desafiadoras também adentrarem o veículo. Neste momento, ele apontou uma arma de fogo para elas.
Morcego dirigiu até um galpão. Lá, ele guardou seu carro e amarrou o albino em uma cadeira. Depois ele voltou sua atenção para as duas aventureiras.

Morcego: - Digam... Qual é o protocolo? Você mencionou segurança nacional, madame! Se foram enviadas pelo meu governo ou por outra nação, com certeza instruíram vocês duas para informar algum código de identificação. É melhor que vocês se apresentem de maneira satisfatória. Eu conheço os códigos dos operativos. Não serei enganado. Caso mintam, vocês terão o mesmo tratamento que Jack recebeu...

Então Morcego encarou as duas com frieza e voltou a mirar sua pistola na direção delas. Seu alvo primário parecia ser Gelo. Talvez porque ela tinha traços europeus em seu semblante.
A situação alarmou Zatanna que se viu diante da agressividade de um homem que ela tanto temeu em seu mundo de origem.
Pra piorar, as duas tinham que encontrar uma maneira de convencer Morcego de que elas estavam do lado dele, mesmo que não fosse exatamente uma verdade.

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Re: Fase 1

Mensagem  Convidad em Qui Maio 21, 2009 9:46 am

Gelo entrou no carro sem mencionar uma palavra. Ela sabia que a melhor coisa a ser feita era cooperar e entrar no jogo daquele sujeito. Ser subestimada, por quem quer que fosse, por ser mulher, e ainda mais uma mulher de aparência levemente frágil, era uma tremenda vantagem . Por isso ela não falou uma palavra, nem mesmo quando o Morcego parou o carro em um galpão.

Não era a primeira vez que tinha uma arma apontada pra si, mas isso lhe trouxe más recordações. Passar por isso, agora que ela era facilmente capaz de criar um escudo de gelo ou mesmo usar seus poderes para congelar o cano da pistola, era bem diferente de ter uma arma apontada para si quando não tinha nada para se defender, exceto a sua própria arma, um pouco de agilidade e a necessidade de contar com a sorte. Gelo já havia passado por ambas as situações muitas vezes.

Gelo pensou na arma que trazia no bolso, e na vontade que sentia de acabar com aquele sujeito, com o qual a cada momento simpatizava menos, à moda antiga. Talvez um tiro nas juntas, talvez algumas coronhadas. De qualquer maneira, Tora interrompeu seus pensamentos quando ele questionou ela e Zatanna sobre tais códigos. Não foi muito difícil constatar que a arma estava apontada diretamente a ela pelas suas feições nórdicas. O que diretamente indicava que aquele sujeito, além de intolerante e autoritário, também era precoceituoso. Deveria achar que todos os europeus ou alemães eram simpatizantes do nazismo. O engraçado é que isso não o fazia muito diferente dos próprios nazistas, que em seu mundo criaram teorias estapafúrdias para justificar uma tal "superioridade racial". Era como se ele se sentisse superior o suficiente para julgá-la apenas por suas feições. Gelo tomou a dianteira e começou a falar. Não demonstrava medo da arma apontada para si, entretanto não realizou nenhum tipo de movimento brusco.

_Certo. Eu vou falar apenas uma vez. Nós não estamos a serviço do governo. De nenhum governo, aliás. Sabe que pro líder da Sociedade da JUSTIÇA trazer duas mulheres indefesas pra um galpão e ameaçar espancá-las é uma conduta no mínimo contraditória? É uma pena, seu grupo fez um ótimo trabalho impedindo Zod de destruir o mundo...
- Gelo guardara todas as informações que o Monitor lhes passara com cuidado. Sabia que nesse momento, demonstrar que sabia quem ele era poderia ser útil. - Nós realmente somos estrangeiras, oficial. Mas talvez tenhamos interesses parecidos neste lugar. Nós estamos atrás de um artefato que pode ajudar os nazistas a conquistarem o poder. Você quer impedir os nazistas. Nós podemos colaborar uns com os outros... Ou você pode tentar fazer com a gente o mesmo que fez com esse homem. Eu espero que escolha a segunda opção, porque eu não fui NEM UM POUCO com a tua cara. E então?

Os olhos de Gelo brilharam de forma intensa. Um leve frio tomou conta do lugar, e o Morcego foi capaz de sentí-lo. Parecia, de forma uma espécie de aviso.

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Re: Fase 1

Mensagem  Convidad em Qui Maio 21, 2009 10:00 am

Marvel estava sentado ao lado de Scandal Savage. O nome Savage por si só deveria ser capaz de arrancar do rosto dele uma expressão de estranheza, mas não o fazia. O rosto de William Batson era pétreo, como se não houvessem emoções a serem demonstradas. Ele cruzou as pernas e ficou olhando para o palco, a visão realmente era privilegiada daquele local, mas o tipo de show despertava pouco interesse no Cruzado da Magia. Talvez sua forma holográfica não fosse tão imponente quanto a sua forma heróica, mas os braços continuavam largos, a estatura grande.

- Nem mesmo eu sei o nome dele, Sra. Scandal. Não foi do meu interesse perguntar. Estou aqui apenas para resguardar a segurança daquele homem, seja qual for o problema pelo qual ele passe. Meu nome é William, e é um prazer conhecê-la. Se me permite a pergunta, seu sobrenome não é desconhecido de mim, pois já ouvi falar no nome Randall Savage. Tem alguma relação com ele?

Se fosse o pequeno Billy, ele teria ficado em silêncio ou dito a verdade. Mas, William permitia-se omitir e até mesmo mentir, desde que não fosse prejudicial. Ao perguntar sobre a origem do nome da mulher, Marvel olhou para ela, em uma calma quase irritante, pois realmente não demonstrava qualquer tipo de sentimento, o que tornava quase impossível saber que tipo de informação ele tinha. Talvez Scandal tenha escolhido o pior dos Desafiadores para conseguir arrancar qualquer informação.

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Re: Fase 1

Mensagem  Convidad em Qui Maio 21, 2009 1:12 pm

*Zatanna também fica quieta e acompanha o homem durante a viagem. Mas a reação do mesmo no galpão lhe traz a tona memórias que não deveriam vir.
Ao mesmo tempo cada vez mais se sentia à vontade na companhia daquela mulher, que parecia ser forte como ela teve que ser... talvez pudesse contar com mais alguém ao invés de aguentar tudo sozinha e ser "a salvação de todos", o tempo todo.
Mas a arma apontada para sua amiga não lhe deixou tranquila. Mesmo que talvez Gelo pudesse se defender por si só, não iria deixar que o destino decidisse isso. Não, não iria perder nenhum companheiro.*




"- amra errepme"

*Talvez o homem nem entendesse. Se entendesse, talvez não compreendesse que aquilo foi uma magia. DE qualquer forma, duvidava que ele fosse "pagar pra ver" atirando em alguma delas. Mas se assim fosse... ela já estava pronta para se tornar mais agressiva.*

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Re: Fase 1

Mensagem  Convidad em Qui Maio 21, 2009 9:14 pm

É... ela e o Sand daqui realmente não eram tão íntimos assim, pelo menos em UMA eu acertei... pena que isso fez com que eu virasse um alvo... beleza agora vou ver se sai algo mais do que balas dessa mulher...

Sand conseguiu sobreviver aos tiros dados por Canário, mas ainda assim sentiu a força e a dor do impacto das balas, que o forçou a se ajoelhar enquanto a mulher caia em prantos.

Lentamente se levanta, resmungando um pouco da dor, se aproxima de Canário a agarra pelos braços (de uma forma não muito brusca) e a colocaria sentada em uma cadeira (suponho que tenha uma né Very Happy), e agora sim vai pegar aquela bebida que estava procurando.

-Argh... Certo... Agora que nós passamos a se conhecer melhor que tal tu me contar desse tal de Zod que tu tanto fala, ele parece ser um cara bem medonho, pra tu achar que ele mandaria alguém pra te matar, e pra ser honesto contigo tu acertou sobre eu não ser o SEU Sand, mas sou UM Sand...

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Re: Fase 1

Mensagem  Administrador em Seg Maio 25, 2009 7:11 pm

No camarim do Joy Division, Detetive Sand ainda estava diante de uma mulher muita abalada, a cantora conhecida como Canário. Ela se sentou na cadeira que Sand ofereceu. As lágrimas deixaram de percorrer seu rosto, mas ainda tinha dificuldade de manter a calma. Os gestos dela eram ansiosos e apreensivos, como que tomada pela confusão e o espanto. Então ela fez um pedido ao detetive.

- Será que você poderia me oferecer uma bebida? Não estou conseguindo me acalmar...

Canário não apresentou nenhuma resposta para as perguntas de Sand. O seu pedido foi tudo que Sand ouviu naquele instante. Sand encontrou uma garrafa no camarim. A bebida era forte e barata, nada sofisticada, mas serviria para a ocasião. Apesar da suposta fragilidade de Canário, a mulher era um tanto intrigante e talvez tivesse uma direção para os desafiadores.


Como consequência do que ocorreu recentemente no camarim, logo todos os presentes no Joy Division se alarmaram com os sons de tiros provenientes de uma certa pistola. Sons que também foram ouvidos nos camarotes. Diante de tais estímulos sonoros, Scandal Savage encontrou a oportunidade perfeita para se esquivar das perguntas do Capitão Marvel.

- Meu caro, William, estes sons vieram dos camarins. Não sei se sou uma má observadora, mas pensei ter visto seu amigo seguir a adorável Canário até o camarim dela. Pelo visto, ele não a seguiu com intenções indecorosas, como fazem os homens deste local. Ele provavelmente tinha objetivos mais letais. Seu dever não era zelar por ele? Vamos verificar o que seu amigo aprontou?

A última pergunta de Scandal foi retórica. A opinião de Capitão Marvel não era do interesse dela. Então Capitão Marvel viu ela acenar para dois homens que a acompanhavam. Eles logo se mobilizaram, provavelmente na direção dos camarins. Os homens eram altos, fortes, atléticos e estavam vestidos como típicos seguranças. Depois que os truculentos sujeitos tomaram a frente, Scandal se levantou e demonstrou que a companhia de William era exigida. Capitão Marvel ponderou a respeito do que ocorreu com Sand naquele camarim e como logo o problema seria maior por conta da intervenção de Scandal.


Muitos quarteirões dali, Gelo e Zatanna se deparavam com as ameaças de Morcego. Diante das indagações e exigências de Morcego, Gelo não jogou logo todas as cartas na mesa, enquanto que Zatanna reagiu com magia. No entanto, o encanto não foi necessário, pois o Morcego guardou sua arma no coldre após ouvir as palavras de Gelo. Então Morcego encarou novamente o albino amarrado na cadeira, mas ainda proferiu palavras para as duas, mesmo de costas e sem contato visual. Este gesto desarmou as duas, pois era como se nada fosse capaz de abalar a frieza dele.

- Zod não é mais uma ameaça, menina. Você diz que estamos do mesmo lado, ainda que não trabalhem pra nenhuma agência internacional. Vou acreditar em vocês por hora. Mas quando eu tiver tempo, vou entrar em contato com meus superiores pra verificar as identidades das duas. Por enquanto, vamos ver no que podemos nos ajudar. Só não nos atrapalhem.

Morcego não se referiu no singular, mas no plural, como não estivesse sozinho. Logo as duas descobriram porque ele falou assim. Atrás delas surgiu repentinamente um outro homem. Ele usava um capuz amarelo e um traje negro. Era possível notar uma ampulheta presa ao capuz. O sujeito foi tão rápido que as duas nem notaram a aproximação dele. Ele foi mais cortês e receptivo do que Morcego.



- Não se preocupem, senhoritas. Morcego é muito teatral e tem o hábito de assustar pessoas. Mas não creio que ele pensou realmente em atirar nas duas. Eu diria que a arma nem mesmo estava carregada.

Morcego continuou de costas para seu colega e para as duas desafiadoras. Ele fez comentários breves para o colega e prosseguiu com o interrogatório do criminoso.

- Relógio, fale o mínimo possível com estas mulheres. Elas ainda não provaram que podemos mesmo confiar nelas. Por enquanto, elas estão em observação.

Depois que a situação das duas desafiadoras com aqueles homens se amenizou, Morcego deu início ao interrogatório. Era possível notar o quanto ele se irritou com tantas interrupções.

- Nós sabemos que você veio até Berlim para vender a identidade de nossos espiões para os cultistas nazistas. Eu quero que você me diga quem eram seus contatos e quem era seu comprador.

Diante da pergunta do Morcego, o albino apenas gargalhou de maneira insana e demonstrou que não tinha a intenção de cooperar. Por esta razão, Morcego retirou um estojo de seu cadillac. Assim que Morcego abriu o estojo, as duas desafiadoras notaram seringas e frascos de medicamentos. Logo ele preparou uma seringa para aplicar no criminoso albino. O interrogatório se tornou mais satisfatório depois da aplicação.

Jack Risonho: - Lá vamos nós de novo! Não é mesmo, morceguinho?

Morcego: - Não temos tempo para seus jogos, Jack. Por isto vou proceder como da última vez.

Jack Risonho: - Ora, era só perguntar com educação e eu responderia. Mas educação não é seu forte. Hahahahahahahaha! Você é tão engraçado! Então vamos ao seu soro da verdade...

O albino se tornou mais cooperativo depois da aplicação do soro. Enquanto Morcego esperava pelos efeitos da droga, Relógio relatou a ficha do criminoso para as duas desafiadoras.

Relógio: - Não há nenhuma inocência neste homem, senhoritas. Querem um exemplo do que ele é capaz? Em 1937, um homem chamado Fong sumiu do mapa. O Chinês estava trabalhando no Cairo e negociou a compra de 43 mil dólares em safiras. Jack o capturou, por querer o dinheiro e as jóias. Fong não abriu o bico. Então Jack passou 5 dias se divertindo. Triturou os dentes de Fong para fabricar uma cola, que usou para grudar as pálpebras dele e escancarar seus olhos. Quando a polícia encontrou Fong, notaram que Jack perfurou uma artéria dele e que Fong morreu vendo seu sangue se esvair. Isto sem mencionar nosso primeiro encontro com Jack na Segunda Guerra Mundial. Jack interceptou por acaso transmissões de rádio dos nazistas. Logo os alemães caçaram Jack pra que ele não pudesse contar nada dos planos nazistas. Nós nos enforçamos bastante para encontrar Jack antes deles. Agora descobrimos que Jack interceptou as comunicações de nossos espiões e que estava pra vender as identidades deles para nossos inimigos.

Morcego não gostou nem um pouco do detalhado relato de Relógio e censurou o colega por abrir tanto a boca para as desconhecidas.

Morcego: - Quem lhe contou sobre o assassinato de Fong fui eu. Não lembro de ter autorizado você a compartilhar minhas informações com estranhos.

Relógio: - Informação esta que você retirou da polícia depois que colocou uma escuta na delegacia. Não foi assim que você soube deste crime?

Morcego: - Precisamente.

Depois de mais esta distração, Morcego finalmente arrancou as informações que o relutante Jack Risonho ocultou dele a princípio.

Morcego: - Quem era seu comprador, Jack?

Jack Risonho: - Uma mulher chamada Scandal Savage. Eu fiquei de me encontrar com ela no Joy Division.

Morcego: - Como faço pra chegar até ela?

Jack Risonho: - Eu não sei. Nunca me encontrei com ela antes. Nem sei como ela é.

Morcego: - Então quem foi seu intermediário?

Jack Risonho informou quem foi o intermediário entre ele e Savage. Também informou onde era possível encontrar o sujeito. Era um começo, mas Morcego e Relógio também tinham outras preocupações. Depois que Jack Risonho disse tudo, Morcego acertou um potente soco para desacordá-lo. Morcego fitou o criminoso por alguns segundos. Ele fechou seus punhos com força e seu corpo tremeu de ódio. Não era difícil imaginar que pensamentos estavam na mente dele. Morcego se questionou sobre o que fazer com Jack Risonho. Será que o mais adequado era eliminar o criminoso naquele mesmo instante? Afinal, Jack jamais deixaria de praticar o mal. Mas Morcego se indagou se tinha o ímpeto para fazer isto. Na época da guerra era fácil tomar decisões de vida e morte. Mas não agora. Seja como for, Morcego hesitou e não tirou a vida do albino. Em seguida, ele se virou para Relógio e comentou a respeito de alguém que supostamente estava em perigo. As desafiadoras não tinham como imaginar de quem ele estava falando.

Morcego: - Talvez nossa amiga esteja em perigo.

Relógio: - É possível, mas se ela for vista conosco, o disfarce dela será comprometido.

Morcego: - Pra sorte dela, vamos esperar que ela não precise mais do disfarce e que já tenha as informações que queremos. Afinal, também conseguimos outras fontes.

Relógio: - Sim, temos o tal intermediário que Jack citou. Mas não vamos nos precipitar. Esta é uma possibilidade remota. Não temos certeza se o intermediário vai contar algo ou mesmo que diga, talvez não seja importante. Não podemos arriscar o certo pelo duvidoso. Nossos espiões ainda são essenciais para nossa operação.

Morcego: - Nós teremos cuidado. Os espiões não serão expostos. De qualquer maneira, eles já estão em risco. Não custa nada um de nós verificar se a nossa amiga está bem, enquanto que o outro faz uma visitinha ao intermediário. A minha a única dúvida no momento é o que vamos fazer com elas. Não podemos deixar elas sem nenhuma vigilância. Mas também é arriscado levá-las conosco.

Então os dois voltaram seus olhares para as duas moças. Era possível notar que estavam indecisos. Agora elas tinham que contornar aquela situação e determinar o que fazer diante de tudo o que ouviram ali.

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Re: Fase 1

Mensagem  Convidad em Seg Maio 25, 2009 9:01 pm

Ao ouvir as palavras do Morcego, Gelo esboçou um sorriso. Parecia que a jovem havia escolhido a coisa certa a se dizer.

_Com certeza. - falou em voz baixa ao "não nos atrapalhem". Lançou pra Zatanna um olhar satisfeito, quando o outro homem apareceu no galpão.

Tora sorriu para o homem que o Morcego chamou de Relógio. Ele com certeza era uma companhia mais agradável do que o Morcego. mas ambos pararam de falar, a mulher sentiu um leve calafrio ao ver o justiceiro injetando o soro da verdade no homem albino. Gelo tinha uma certa fobia de agulhas, e achou esse método ainda pior do que as surras. Cada vez simpatizava menos com aquele sujeito. No entanto, quando o Relógio começou a falar sobre a ficha criminal do sujeito, ela se conteve um pouco.

_Mas... Esse homem queria vender informações pros nazistas ou pros americanos? Ele me parece um sujeito meio confuso... - falou pro Relógio, sendo interrompida pelas palavras ásperas do Morcego. O que Tora realmente queria perguntar era "se esse cara é louco de verdade, como dá pra garantir que o soro da verdade faça efeito nele?" Mas não falou nada. Suas atenções se voltaram para o "Joy Division" que Jack Risonho falou.

Após isso, ao ver a reação do Morcego diante de um desacordado Jack, percebeu que aquele homem tentava se controlar. E conseguia, o que não fazia dele alguém tão ruim, afinal. Gelo gostava de perder alguns instantes observando as pessoas. Ela confiava na sua intuição à respeito delas.

Aguardou então a breve discussão entre ambos pacientemente, e quando os dois terminaram, olhou para o Morcego firmemente.

_Bem, você poderia deixar a gente trancada no banheiro ali atrás e... - parou de falar, sua expressão séria logo se converteu em um sorriso. - Ok, vejamos. Você quer provas de que pode confiar na gente, não? Pois bem, então vou lhe dizer que nós não estamos sozinhas, também. Você nos viu próximo ao Joy Division, certo? Bem, nós estávamos esperando dois dos nossos que estavam atrás de informações... Se vocês encontrarem problemas lá, eu garanto que os dois podem ajudar. E.. já que vocês precisam se dividir, que tal se a gente se dividisse também? Eu posso ir junto atrás do tal "intermediário", e creio que Zatanna poderá ser útil no Joy Division, para garantir que o disfarce de vocês não seja quebrado... e eu.. bom, eu não sou nenhuma donzela indefesa, não acreditem nas aparências. Aliás.. meu nome é Tora, mas podem me chamar de Gelo. Não foi um bom começo, mas podemos reverter isso. Não acham?

Olhou na direção dos dois, e dessa vez não aparentava ansiedade. Pelo contrário, a explosiva jovem tinha uma expressão serena no rosto.

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Re: Fase 1

Mensagem  Convidad em Seg Maio 25, 2009 9:19 pm

Capitão Marvel escutou os tiros e pensou se aquele Sandman fosse mais um dos heróis irresponsáveis que causam furor desnecessário, quando deviam era não levantar suspeita alguma. E sua acompanhante era uma mulher sagaz que havia reparado em todo o plano, mesmo sem saber o objetivo. Agora não tinha muitas escolhas. Ou ele deixaria todos ali naquele lugar desacordados e ia ver o que aconteceu com Sandman, ou então iria com ela calmamente até o lugar sem levantar suspeitas. Foi a escolha que teve, erguendo-se calmamente e ajeitando o terno.

- Bem...realmente, tenho que ir ver o que aconteceu. Se deseja ir junto comigo, não vejo problema algum. E se tiros foram dados, eu não acredito que ele esteja ferido. Mas, espero que ele não tenha feito nenhuma besteira também.

Marvel caminhou até o lado de Scandal e ofereceu-lhe o braço para acompanhá-lo até os camarins. Era um costume cortês o de oferecer o braço a uma dama, mesmo em um ambiente efêmero como aquele, de prazeres quase vulgares. Marvel não perdia a calma nunca. Ele mantinha-se impassível como um verdadeiro bloco de mármore, apenas acompanhando os acontecimentos e intervindo com cautela.

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Re: Fase 1

Mensagem  Convidad em Seg Maio 25, 2009 9:27 pm

Zod??? Quem diabos é esse cara, esse nome parece marca de torradeira... mas essa guria ficou realmente assustada com esse cara, seria ele o infeliz que esta com o Artefato?

Sand toma em um gole só o seu copo de bebida, enche outro e entrega para Canário, ia ter que ser rápido, sabia que os tiros iam chamar atenção indesejada para onde estavam, não tinha tempo para ser amigável.

Tá certo mulher, me responde de uma vez, quem é esse Zod ?! É ele que esta com o Artefato?! Tem muito mais do que tu possa imaginar em jogo aqui, Loira...

Tô me arriscando novamente aqui falando pra ela do Artefato, mas pelo que deu para notar ela não é qualquer uma, parece ter acesso a informações, qualquer coisa que ela puder me falar já vai ser de bom grado, só espero não ter que tomar tiros dos seguranças desse lugar agora...

Sand novamente se prepara para o pior, mas desta vez não ia tentar aparar balas com o seu peito, pretendia tomar uma ação mais defensiva desta vez, já havia se exposto o suficiente.
Caso os guardas, ou qualquer outra pessoa que pareça ser uma ameaça, Sand irá correr em direção a alguma parede, e novamente usando a sua forma de silício, irá atravessar até chegar na parte de fora do Joy Division, onde pretendia se juntar as garotas na parte de fora do bar.

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Re: Fase 1

Mensagem  Convidad em Seg Maio 25, 2009 9:50 pm

*Zatanna ouve as palavras do Morcego e de Relógio antes , durante e após o interrogatório de Jack Risonho com uma frieza absoluta. O fato daquele homem não ter feito disparos contra ela, e das palavras de seu companheiro sobre a situação lhes deram de volta a calma que havia perdido momentaneamente por se tratar do algoz de seu mundo.

Mas depois , quando os dois homens discutiam sobre os rumos a tomar, ela ia falar algo quando Gelo se antecipa e fala aquilo que passava por sua cabeça também. Tinha dúvidas se deveria usar os comunicadores para avisar seus colegas.. perdeu muitos durante os anos e isso sempre lhe deixa meio apreensiva visto que parece que eles estão caminhando para uma armadilha, mas não tinha testado os transmissores no bracelete, e não sabia o quanto aquilo poderia acabar com o disfarce deles, e, assim, até mesmo piorar a situação, sendo assim, permitiu que Gelo bolasse um plano que pudesse , ao mesmo tempo, ir em resgate de seus amigos, e também ir atrás de maiores informações.

Se esse homem tivesse sido posto no seu trajeto, não deveria ser por mera coincidência, e talvez as informações que o dito "informante" tivesse, fossem cruciais para desvendar o rumo do artefato.

Quando Gelo comenta sobre ela ajudar-lhes com disfarces, Zee apenas concorda com a cabeça, mas algo também a deixa de prontidão : seus nomes foram citados. Será que esses homens faziam idéia de quem elas eram? E se aqueles nomes representassem para eles, como o Morcego representou para ela - um algoz? uma ameaça? Visto isso, manteve os dois homens no seu campo de visão e esperou pelo pior.. cada vez mais seu grupo estava se separando e isso a deixava inquieta.*


- Talvez minha companheira tenha sido "polida" ao sugerir a hipótese de acompanharmos vocês. Em nenhum momento isso deixou de ser uma decisão unilateral. Eu estou voltando para Joy Division agora para ajudar nossos amigos. Alguém de vocês dois vem junto?

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Re: Fase 1

Mensagem  Administrador em Qua Maio 27, 2009 12:48 am

No camarim do Joy Division, Detetive Sand prosseguiu seu delicado diálogo com a artista conhecida como Canário. Sand entregou um copo com bebida como Canário pediu. Ela estava em choque e parecia mesmo o tipo de pessoa que precisava de uma bebida. No entanto, ela não ingeriu nem mesmo um gole. Apesar do estado impassível de Canário, o detetive de outro mundo continuou seu inquérito e fez várias perguntas, pois já não tinha tanto tempo. Logo alguém viria até o camarim para verificar a origem dos tiros. Mas Canário nada disse. Seu semblante era inexpressivo e ela mirava um ponto fixo na parede.
A impressão que Sand tinha é que ela perdera a consciência da realidade por conta do choque. Por esta razão, ele resolveu se aproximar dela para falar ao seu ouvido, pois era necessário ser insistente para arrancar alguma informação dela, visto o estado dela e a falta de tempo. No entanto, ele não previu a súbita reação hostil dela. Canário agarrou o copo que Sand ofereceu e acertou com toda a força contra o rosto dele. Em seguida ela correu pra fora do camarim. Sand foi pego de surpresa e não ativou sua forma de silício em tempo de absorver melhor o impacto do golpe. Não tardou pra se colocar de pé, mas não teve oportunidade para agarrar Canário antes de sua saída. Pelo visto, Canário era tão boa atriz quanto cantora. Agora Sand tinha que decidir se o melhor era seguir a mulher ou escapar de vez dali.

Enquanto isto, Capitão Marvel se dirigiu para a área dos camarins, acompanhado de Scandal Savage e seus asseclas. Os dois estavam com os braços entrelaçados, mas a cortesia entre eles era apenas aparente. Quando avistaram os camarins, notaram um grande alvoroço, pois todas as dançarinas de local deixaram seus camarins em direção a saída. Também foi possível notar que alguns seguranças do local verificavam cada camarim em busca do autor dos disparos. Cinco seguranças estavam presentes e somaram forças com os dois capangas de Scandal para a averiguação do local. Naquele alvoroço, Capitão Marvel não viu Sand e nem a cantora com quem ele foi se encontrar. Mas notou uma peruca loira no chão, que foi pisada pelas tantas outras dançarinas que saíram depois. Diante daquela cena e dos esforços dos seguranças, Scandal demonstrou um comportamento pragmático, como de quem tinha tudo sob controle e como se nada pudesse ser uma ameaça para ela. Um comportamento similar ao de seu acompanhante, Capitão Marvel.

Scandal Savage: - Não, meus rapazes, eu tenho certeza que os tiros vieram do camarim de Canário. Abram a porta do camarim dela. Queremos averiguar o que ocorreu. Não é mesmo, meu belo, William?

Então Scandal voltou sua atenção para o Capitão Marvel novamente, repleta de ironia. Enquanto isto, um dos capangas dela já estava para abrir a porta do camarim de Canário, com a cobertura dos outros.


Longe dali, em um galpão industrial daquele bairro proletário, Gelo e Zatanna se entenderam com Morcego e seu colega Relógio. Elas reforçaram a idéia de que todos ali estavam do mesmo lado e o desejo de cooperar com as investigações dos dois heróis locais. Sugestões foram feitas neste sentido. No entanto, o autoritarismo de Morcego interferiu nos planos que elas tinham feito. Gelo notou que Morcego olhou para Zatanna com interesse no momento em que o nome dela foi revelado. Gelo não tinha como deduzir porque ele ficou tão intrigado ao ouvir o verdadeiro nome de Zatanna. Mas isto provavelmente influenciou Morcego em sua atitude posterior aos comentários da própria Zatanna. Ele se aproximou dela e segurou o braço dela com uma certa rispidez. Apesar disto, sua conduta não se parecia com o prenúncio de uma agressão.

Morcego: - Então seu nome é Zatanna. Faz sentido. Você virá comigo. E não ouse me questionar. Sua amiga irá com Relógio até o Joy Division. Se querem mesmo nos ajudar, é assim que será.

Morcego deixou bem claro que não ouviria o que as duas tinham a dizer sobre o assunto, ou a respeito de autoridade. Era assim ou de maneira alguma. Então Zatanna partiu com Morcego no cadillac dele. Enquanto que Gelo foi com Relógio em um carro mais discreto pra época, visto que o modelo do Cadillac 1948 era muito recente e poucos tinham sido fabricados até aquele momento.

Enquanto adentravam o carro popular, Relógio falou em um tom baixo, pois suas palavras eram direcionadas somente para Gelo. O comentário era jocoso, mas amenizou a tensão por um breve instante.

Relógio: - Acho que ficou evidente que meu colega tem predileção por morenas. Você não acha?

Como o Joy Division estava relativamente próximo do galpão, Gelo e Relógio não tardaram pra chegar. Ao chegarem lá, os dois notaram um alvoroço. Os frequentadores estavam de saída. Era possível perceber o medo e a incerteza em seus rostos. Os passos de todos eram apressados. Gelo soube de imediato que algo saiu do controle lá dentro e que seus colegas provavelmente estavam envolvidos. Relógio parou o carro alguns metros de distância e buscou ser discreto. Assim que estacionou e esquadrinhou o ambiente, Relógio voltou sua atenção para garota nórdica.

Relógio: - Você disse que amigos seus entraram lá dentro. Qual era o objetivo? Se eles foram lá pra comprometer nossa espiã... Você vai ter muito o que explicar, moçinha.

Gelo não gostou do questionamento de Relógio, mas entendeu que ele estava preocupado com a integridade da suposta espiã. Porém, os dois tinham que deixar isto de lado e tomar alguma atitude.


Enquanto isto, Morcego e Zatanna seguiram no cadillac em direção da área nobre de Berlim. No trajeto, Morcego inqueriu a feiticeira.

Morcego: - Eu prestei atenção nas palavras que você proferiu quando eu apontei a arma para você e sua amiga. Já escutei algo similar antes. E a julgar pelo seu nome, creio que você tem alguma relação com o famoso mágico chamado Zatara, não é mesmo? Eu me encontrei com Zatara um ano atrás, quando ele levou sua turnê mundial para Gotham. Na ocasião, solucionamos misteriosos desaparecimentos. Ele por diversas vezes se utilizou do que chamou de magia. Em cada vez que conjurou seus encantamentos, ele proferiu palavras de trás para frente, como você fez no galpão. Nunca acreditei em magia ou superstições. Superstições são para os tolos. Eu me valho de lógica. No entanto, nunca fui capaz de encontrar uma explicação racional para os feitos de Zatara. Você também é muito parecida com ele. Só não sei como uma suposta feiticeira se envolveu nisto tudo. Mas as respostas ficam para depois. Creio que teremos tempo para nos conhecer melhor...

Zatanna ficou aturdida com as palavras de Morcego, pois ele citou Zatara, seu pai. Mas no mundo dela, Zatara morreu em um confronto místico contra Drácula, que mais tarde transformou Batman em um vampiro. Era difícil acreditar que seu pai e Morcego eram aliados na Terra-40. É provável que Zatanna ainda não tenha nascido ainda naquele mundo. Aquilo tornava tudo diferente. Zatanna só não tinha certeza de como reagir diante daqueles fatos. Assim que Morcego terminou seu relato, ele realizou uma curva brusca com seu cadillac, tamanha era sua pressa. Na esquina seguinte, ele retirou sua arma, a mesma que apontou para Gelo, e entregou para Zatanna. O seu gesto indicou que Morcego era capaz de notar e analisar os fatos mais obscuros apenas por meio de observação.

Morcego: - Pegue a arma! Se eu decifrei bem suas palavras ao contrário naquele galpão, esta arma não tem mais funcionamento. Claro, isto se sua magia for mesmo autêntica, o que eu duvido.

Nos minutos seguintes, Morcego circulou um luxuoso hotel com o cadillac. Zatanna entendeu que ele esquadrinhou o local para analisar a melhor forma de invadir o hotel. Logo ele estacionou o carro em beco que dava para os fundos do hotel. Então os dois saíram do veículo e Morcego proferiu suas últimas palavras antes da entrada dos dois.

Morcego: - Não vamos entrar pela frente. Nossa entrada será direta e sem pausas. Não sei se você já participou de missões tão arriscadas antes, mas tenha cautela... E segure-se firme...

Zatanna não entendeu o que Morcego quis dizer de imediato, mas logo descobriu. Morcego agarrou a cintura de Zatanna com força. Em seguida, ele disparou um arpéu até a varanda do apartamento que Jack Risonho indicou. Enquanto eles subiram até a varanda pela corda do arpéu, Zatanna notou que Morcego não tirou os olhos dela, mesmo quando já estavam próximos da varanda. Era muito estranho para ela estar em contato tão próximo com alguém que lhe causou tanto temor em seu mundo, mas Morcego definitivamente não era como o Batman que ela conheceu.
Quando alcançaram a varanda, os dois se depararam com uma suíte situada no 14º andar. Assim que adentraram o local, foram recepcionados por alguém, talvez o tal intermediário de Jack Risonho.



- Vocês certamente vieram a negócios! Por acaso estou enganado? Nem mesmo marcaram hora...

Diante daquela figura, Morcego não tomou nenhuma reação imediata. Zatanna se perguntou porque ele não agiu logo, mas talvez Morcego tivesse a intenção de testar Zatanna, para ver se ela era capaz de se virar sozinha. Era difícil adivinhar o que Morcego planejava para cada momento. Zatanna nunca encontrou alguém tão soturno como ele. Mas era o momento dela mostrar que também tinha suas cartas na manga.

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Re: Fase 1

Mensagem  Convidad em Qua Maio 27, 2009 6:15 pm

*Tudo aconteceu muito rápido. Quando viu, já estava dirigindo junto com aquele homem que impôs sua vontade, tanto lhe agarrando pelo braço quanto dizendo que ela não iria de volta para o Joy Division como ela tinha decidido. Isso tinha lhe despertado um momento de ira, mas preferiu se controlar no momento... apesar de ser deveras diferente do Batman de seu mundo, ela pode notar que havia semelhanças também.

Durante todo o trajeto ela se manteve em silêncio. Ignorou as suposições do homem como se não fizesse nenhuma questão de que ele acreditasse ou não nos seus poderes. E apenas fitou a arma quando ele a jogou para ela.
Quando chegaram ao local, novamente aquele homem tomou "liberdades" e ele pode ver que isso realmente a deixou desconfortável. Quando chegaram lá emcima ele rapidamente entrou pela janela e fez-a seguir-lhe e deram de cara com aquele narigudo. Eles pareciam se conhecer, ou pelo menos esse homem não parecia preocupado com duas figuras aparecendo pela sua janela. Talvez ele já estivesse prevendo isso e teria armado alguma armadilha.. mas o que também lhe irritou foi que ele pareceu querer testá-la pois não tomou nenhuma atitude.

Aquele homem? Querendo lhe testar? Depois de ter tomado aquelas atitudes? Aquilo não estava lhe deixando NADA contente, por isso ela olha para o narigudo demonstrando uma raiva que não necessariamente tinha ele como causador, e fala ríspidamente, apontando-lhe o dedo*


"- rexem es ed erap !!! "

* Voltando seu olhar para Morcego ela apenas exterioriza uma única frase *

Encoste-me denovo e estará me dando motivos pra fazer pior com você.

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Re: Fase 1

Mensagem  Convidad em Qua Maio 27, 2009 6:50 pm

Quando ouve o comentário de Relógio sobre o fato do Morcego praticamente ter arrastado a sua colega dali, Tora lançou pra ele um olhar sarcástico, e respondeu, também de modo que só ele pudesse ouvir.

_É... e eu até me preocuparia se não tivesse a total certeza de que a morena ali pode deixar seu colega no chão antes mesmo que ele possa piscar.

Seguiu pelo carro com o homem em silêncio. Não estava desconfortável, mas também não sentiu vontade de conversar mais com aquele sujeito. Com certeza era uma companhia muito mais agradável do que a de Zatanna naquele momento, mas não sabia nada a seu respeito. "Num carro... com um sujeito que eu mal conheço. Ótimo, Tora."

A jovem preparava-se para sair quando aquele homem lhe fez outros questionamentos. De fato, aquilo a irritara muito. Gelo pensou em uma dezena de respostas mal-educadas para aquele sujeito, mas isso não melhoraria em nada a situação. A nórdica deu um breve suspiro, e respondeu com seus olhos azuis fitando o herói daquele mundo com seriedade.

_Olha, eu imagino que vocês devam estar passando por tempos difíceis aqui, e que as preocupações de vocês devam ser muitas. Mas eu acho que a gente não vai chegar a lugar nenhum assim. Eu não lhe devo explicações, porque não fiz nada de errado. Eu nem mesmo sabia que havia uma espiã de vocês ali dentro. Eles entraram ali porque parecia um bom lugar pra se conseguir informações. E eu nem precisaria ter falado nos dois, se quisesse realmente armar algo pra vocês. - Gelo deu uma breve olhada pra confusão na porta, e continuou meio que tentando encerrar o assunto. - Por favor, confia em mim? Na gente? Eu não tenho nada que possa comprovar. Mas peço sua confiança mesmo assim. Agora a gente tem que fazer alguma coisa pra garantir que ninguém machuque sua aliada ou os meus. E em um monte de gente por perto, eles podem se machucar se a coisa ficar pior. Mas eu sou adepta da política de não trabalhar com alguém, se não existe confiança de ambos os lados. Eu nem teria entrado nesse carro, se não sentisse que podia contar com vocês.

Supondo que ele concordará com isso, Gelo vai continuar a conversa com o Relógio, questionando-o sobre como pretendia agir.

_Eu diria que no meio de uma confusão dessas, não há muita necessidade de discrição, Relógio. Só acho que temos que agir rápido.

Olhou para ele aguardando seus comentários. Entraria no local junto com aquele homem, procurando o local da confusão.

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Re: Fase 1

Mensagem  Convidad em Qui Maio 28, 2009 9:02 am

Capitão Marvel afastava-se um pouco de Scandal olhando para a porta onde os seguranças paravam. Aquela peruca, então alguém estava disfarçado naquele lugar ou uma peruca de show voou até o corredor. Mantendo um rosto frio como mármore, William apenas assentiu com a cabeça para que eles abrissem a porta. Caso Sand estivesse ali dentro ele poderia aguentar os primeiros tiros caso os seguranças entrassem atirando, tempo mais do que suficiente para Marvel anular a dupla. Portanto, somente ficou com as mãos ao lado do seu corpo, esperando a ação dos seguranças.

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Re: Fase 1

Mensagem  Convidad em Qui Maio 28, 2009 6:38 pm

Meu nome é Sand Hawkings, e nesse exato momento estou me sentindo um completo imbecil...

Sand cambaleou para o lado após o golpe da "Loira", sua cabeça doía e estava suja de uma mistura de sangue e Whisky barato, mas isso não ia retarda-lo por muito tempo, e rapidadmente começa a se dirigir para fora do Camarim, mas como havia previsto os tiros da Arma de Canário chamaram a atenção de TODOS, e 5 seguranças armados estavam indo na direção de Sand.

Ao avistar os seguranças, Sand fecha e tranca (se tiver uma tranca, chave ou que quer que seja ali) a porta, e usando o comunicador dado pelo monitor Sand se comunica com o Capitão Marvel.

- Marvel, a merda atingiu o ventilador, a Canário fugiu sem me dar respostas, espero que tu tenha conseguido algo por que agora eu vou dar no pé, não estou afim de "bater um papinho" com aqueles caras armados e com cara de azedo vindo na minha direção, vou sair daqui e me encontrar com as garotas la fora.


Normalmente eu não abandonaria um companheiro assim, mas acho que o Marvel ali sabe se virar...

Sand então rápidamente usa a sua forma de silício para atravessar a(s) parede(s) do Joy Division e sair em alguma rua do lado de fora.

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Re: Fase 1

Mensagem  Administrador em Dom Maio 31, 2009 10:39 pm

A confusão tomou conta do Joy Division. Os frequentadores estavam apressados para deixar o local. Não apenas pelo risco de perigo, já que uma arma foi disparada lá dentro, mas porque logo a polícia estaria ali. Homens que frequentam aquele tipo de ambiente geralmente não querem ser apontados depois. Discrição é importante para eles. Então era natural evitar as autoridades em situações como aquela.

Quando Gelo chegou na porta do estabelecimento com Relógio, ela se deparou com aquele alvoroço. Diante das palavras de Gelo, o herói encapuzado não disse nenhuma palavra. Ele apenas se expressou com um aceno de cabeça positivo, como que dizendo que tinha confiança nela. Em seguida ele ingeriu uma pílula e retirou um relógio de bolso. Este relógio era americano e de ouro. Então Relógio acionou o cronômetro do objeto e se preparou pra sair do carro. Antes de sair, Relógio proferiu algumas palavras para sua nova e inusitada colega.

Relógio: - Nós temos uma hora apenas. Não vamos perder tempo.

Diante da balbúrdia na entrada do estabelecimento, Relógio abriu caminho com força. Gelo notou que ele era relativamente forte, considerando o impacto que causou naqueles com quem colidiu. Quando Gelo e Relógio já estavam pra adentrar o local, ela se deparou com o Detetive Sand. No entanto, ver o colega assustou Gelo, pois ela não tinha idéia de quais eram as habilidades especiais dele e ela acabava de ver Sand atravessar uma parede e ainda por cima pelado. Agora Sand estava nu do lado de fora e diante de sua colega. Não encontrou sinal de Canário lá fora. Mas era bom ver um rosto conhecido, mesmo que estivesse nu. Gelo imaginou logo que Sand se rendeu aos prazeres que as "funcionárias" do Joy Division tinham pra oferecer. Pelo menos, era a única explicação que encontrou para aquele curioso fato.


Enquanto isto, Capitão Marvel acompanhou Scandal Savage na revista dos camarins. Quando o camarim de Canário estava pra ser revistado, Capitão Marvel ficou atento para a possibilidade do colega precisar dele naquele momento, pois talvez Sand ainda estivesse lá dentro com Canário. A porta do camarim estava trancada e precisou ser arrombada, o que aumentou a apreensão. No entanto, quando os capangas de Scandal entraram no camarim, ninguém estava lá dentro. Diante do vazio daquele camarim, Scandal demonstrou muita ira. A frustração era visível no semblante dela. Então ela voltou sua atenção para William.

- Eu quero respostas, William. Se seu amigo não está aqui para me fornecer. Então é você que terá que pagar o preço. E vou arrancar estas perguntas da maneira mais dolorosa possível.

Então Capitão Marvel notou que garras ejetaram do pulso de Scandal. As garras eram metálicas. Provavelmente Scandal tinha alguma arma equipada em seu braço, que estava coberta pelo terno. Capitão Marvel considerou que o aparato não era capaz de causar ferimentos em seu corpo, mas se enganou. A garra feriu seu peito, embora o ferimento não fosse leve e superficial. Mas pelo semblante de Scandal, Capitão Marvel notou que a arma foi feita para fazer mais do que isso. Ao notar o resultado de seu ataque, Scandal ficou espantada, pois sua intenção era literalmente varar o peito do Capitão Marvel. Ela não imaginou que William era tão resistente. Ninguém humano teria como resistir ao seu golpe. Scandal tinha certeza disto e se perguntou se estava diante de uma arma viva de alguma nação estrangeira.


Muito longe dali, Morcego e Zatanna, apesar das divergências, lidavam com o suposto intermediário que Jack Risonho indicou. O intermediário não reagiu de maneira violenta. Ele foi dissimulado, pois ainda estava avaliando seus potenciais inimigos para só então tomar uma atitude. Mas Zatanna não ofereceu chance de reação ao intermediário. Zatanna o encantou com paralisia. Talvez tenha feito isto por causa da pressão de toda a tensão que está vivenciou nas últimas horas. Ainda era desconfortável estar ao lado daquele homem, conhecido naquele mundo como "Morcego".
O ato de Zatanna não passou despercebido para Morcego. Ele notou que ela proferiu palavras de trás para frente mais uma vez. Ele tentava ainda compreender as habilidades, mas sempre por meio da lógica, visto que ele era avesso a superstições. Para Morcego, superstição era a fraqueza de seus inimigos. Fraqueza esta, que ele explorava tão bem.

Morcego: - Isto foi algum tipo de hipnose? Eu li os trabalhos de Breuer¹. Soube que por meio da hipnose, é possível induzir a mente e o corpo. De qualquer forma, suas habilidades foram úteis.

Zatanna desconsiderou o comentário dele. Ele jamais aceitaria a existência da magia. A mente de Morcego era governada por uma rígida lógica. Então discutir era inútil. Portanto, Morcego iniciou as perguntas ao intermediário, que agora não tinha como fugir ou reagir. Mais uma vez, Morcego, tomava a frente das atividades da dupla.

Morcego: - Eu conheço sua reputação, Sr. Cobblepot! Você é um negociante internacional de armas. Você municiou vários exércitos com armamento durante a Segunda Guerra Mundial. Muitos alegam inclusive, que você foi o responsável pelo saque de várias armas secretas experimentais que vendeu para outros exércitos. É fato que você negociou tanto com os Aliados quanto com o Eixo. Portanto, você é o responsável pelas mortes de muitos homens no fronte. Muitos morreram por conta das suas armas. E ninguém mais lucrou tanto com a guerra quanto você.

Oswald Cobblepot: - Isto é uma pergunta? Se não tiver uma pergunta...

Morcego: - Cale-se! Você vai dizer apenas o que eu quero e somente quando eu solicitar. Você quer recuperar os movimentos de seu corpo, não quer? Então é melhor cooperar.

Oswald Cobblepot: - Tudo bem. Eu digo o que quiserem. Só prometam que esta paralisia vai acabar...

Morcego: - Isto vai depender do que você tem para nós. Eu estou muito interessado em saber como encontrar uma mulher chamada Scandal Savage. Eu sei que você a conhece, então não perca meu tempo. Jack Risonho foi quem me passou a informação. Scandal estava muito interessada no que ele tinha pra relatar e você foi o intermediário dos contatos entre eles. Já sei de tudo.

Oswald Cobblepot: - Scandal? É melhor esquecer que um dia ouviu este nome. Você não vai querer se envolver com ela. Ela e sua gente são perigosos. Muito perigosos.

Morcego: - Você ainda não disse o que eu quero saber. Onde ela se esconde?

Oswald Cobblepot: - Por sua conta e risco... Ela tem um esconderijo no interior da Baviera. Uma fazenda... Acho que a fazenda está próxima da cidade de Rosenheim... Não sei o que ela e sua gente fazem naquela fazenda... Mas lá é a base secreta dela... Não é uma mera fazenda... Algo mais está oculto por lá... É tudo o que eu sei... Por favor, devolva meus movimentos... Já contei tudo o que sei...

Depois que Cobblepot disse todas as informações possíveis sobre Scandal Savage, Zatanna notou algo estranho em Morcego. Seu rosto se conterceu de ódio. Seus punhos fecharam. Ele então avançou contra o Cobblepot, que não tinha como se defender, já que estava paralisado. Morcegou levou Cobblepot até a varanda e pareceu que tinha a intenção de jogá-lo até o chão.

Morcego: - Verme! Você lucrou com a morte de muitos homens! Você é um carniceiro que se aproveita da desgraça alheia para lucrar! É melhor para o mundo que você morra!

No entanto, Morcego não soltou Cobblepot de imediato. Ele ainda segurava Cobblepot. Zatanna notou que Morcego estava confuso. Ele hesitou, pois não tinha certeza se queria mesmo matar o contrabandista de armas. Mas agora era Zatanna quem tinha que tomar uma decisão. Talvez Morcego fosse capaz de matar Cobblepot. Então restava Zatanna decidir se iria intervir ou não.


Nota Narrativa 1: Josef Breuer (1842 — 1925) foi um médico austríaco a quem se atribuiu a fundação da psicanálise. Ele foi o precursor do uso da hipnose em tratamentos clínicos. Seu aluno mais ilustre foi Freud.

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Re: Fase 1

Mensagem  Convidad em Dom Maio 31, 2009 11:13 pm

Capitão Marvel depois do golpe olhou para o próprio peito e levou a mão até ele. Em seguida, viu seu sangue em sua mão, e embora não sangrasse em profusão, aquilo fez com que seu rosto perdesse a falta de qualquer sentimento e mostrou uma face frustrada quando ele suspirou, encarando Savage com veemência. Seus punhos estavam fechados e ela pôde sentir uma brisa passar por ela, mas mesmo assim William estava no mesmo lugar.

- Sabe...a única coisa que me impede de esmagar seu crânio com os meus dedos é o meu discernimento do certo e do errado. Seus interesses levianos não tem nada a ver com meus motivos de estarem aqui. Mas, já que começamos a dancar, seria deselegante simplesmente deixar você falando, não acha?

Em um movimento ultra-rápido, Marvel segurou os dois pulsos de Scandal, prendendo-os em seguida as costas dela com apenas uma das mãos. Acreditava que seria o suficiente para deter os movimentos daquelas lâminas. Assim que Scandal olhou para trás, viu que todos os seguranças estavam caídos, e talvez isso tivesse relação com a "brisa" que ela sentiu antes. Marvel apenas mostrou sua velocidade, resistência e força até o momento. Iria levar a mulher até Sand e ver o que eles conseguiram. Aquele lugar devia ter uma saída dos fundos. Enquanto caminhava forçando Scandal a ir à frente, analisou com o olhar do que se tratavam aquelas lâminas que foram capazes de ferir sua pele praticamente indestrutível, e depois ele passou a falar pelo comunicador.

- Estou levando informação. Encontrem-me na porta dos fundos da Joy Division.

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Re: Fase 1

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