Capítulo 0 - Prólogo.

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Re: Capítulo 0 - Prólogo.

Mensagem  Ricardo Sato em Seg Set 03, 2018 8:52 pm

Mordai muda o peso de um pé para o outro enquanto Hilmes termina seu dicurso, o desejo de falar lutando contra a vontade de não fazer isso ali diante de todos...seu "desejo" era algo simples até mesmo tolo, que ele desejava apenas solicitar a sua majestade em particular...mas aquela era uma oportunidade sem igual.

Sua majestade....se me permite....



Meu desejo é simples, nada de tanto valor, já tenho ouro o bastante de meus anos em serviço....mas antes devo dizer umas palavras pra que meu desejo não pareça tão fútil aos seus olhos...aos olhos de todos os meus companheiros.A maioria aqui me conhece apenas como a rapaz que surgiu um dia de lugar nenhum para ser o guerreiro de Áries, mas essa não é bem a verdade...literalmente nasci no campo de batalha no mesmo dia em que minha tribo foi conquistada e fui naquele mesmo dia "escolhido" por sua majestade Andrágoras III e desde então tenho servido.Jamais guardei mágoas desse lugar, primeiro por não ter nenhum laço real com o lugar de onde vim e principalmente porque o rei poderia ter mentido para mim mas jamais o fez, meu dever tem sido minha vida e tem sido por pouco menos do que três décadas...

Seu olhar discretamente passa belas belas guerreiras ali presentes porém nem uma sombra de luxúria em seus olhos, desejo sim mas um mais simples do que o carnal e depois por uns poucos segundos para sobre as crianças antes de voltar-se para o rei.

Minha vida é guerra por quase tanto tempo quanto um soldado as vésperas de se aposentar e não falo isso para me glorificar...seria tolo fazer isso aqui onde as habilidades de todos nessa sala só seriam possíveis com uma fusão de talento e experiência equivalente....

Meu desejo é o direito que qualquer soldado tem depois de uma vida de serviço...o direito de descançar, se aceitar o meu  desejo continuarei meu serviço por um tempo e prepararei alguém de minha escolha ou sua majestade, para estar a altura da posição de guerreiro de Áries e comandante, sei que em minha própria divisão existem candidatos a altura do desafio.Mas depois pretendo dar baixa sem ressentimentos e sumir, não mais me envolver com os campos de batalha,viajar, conhecer o mundo...uma boa mulher...ter filhos...paz...não tenho nem ideia de como conseguir ter uma família,não sei como é ser uma família, só aprendi a silenciar pessoas não a falar com elas, mas gostaria de tentar.

Nunca fui dono do meu destino,nunca escolhi um objetivo pra mim mesmo, nunca quis algo para mim, minha vida sempre foi minha missão, desejo que minha vida possa se tornar somente isso algum dia...minha vida, minha escolha.É tudo que desejo, o poder para um dia quando estiver pronto, decidir partir daqui como um amigo e companheiro e desejar-lhes sorte em sua jornada.

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Re: Capítulo 0 - Prólogo.

Mensagem  Wesker em Ter Set 04, 2018 7:04 am

Mesmo que os cavaleiros nãos e pronunciassem a ela, Capitã Liliana sempre tinha ao menos um sorriso no rosto e fazia um leve menear com a cabeça conforme se aproximavam e se apresentavam perante o rei, havia escutado falar mesmo daqueles que nunca tinha visto e/ou conversado, o bastante para saber sobre eles e respeita-los.

(Se uma pirata megalomaniaca é a mais sociavel, vocês tem um problema)

Mesmo com o olhar feio de Ellijah, Liliana não parecia menos cordial. Ela estava prestes a se afastar quando ouvia a pequena Ellisa:

Ellisa: Viu só, onii-chan?! - Ela se virou para o irmão, que ainda olhava para tudo desconfiado. - Duas mulheres guerreiras! Eu disse que eu poderia ser uma guerreira um dia!

- Na verdade...3 - Ela abaixava-se atras da garota, apontando em outra direção de forma que ambos podia ver sua mão indicando um dos cavaleiros: - Clare Youma, o "Relampago Dourado". Ela é uma guerreira extremamente habilidosa e leal...Apenas é mais reservada, mas pode confiar nela.

Levanta-se dando as costas : - Mas agora somos 4 ao todo, não?

(Porque alimentar esperanças dos demais era a especialidade dela!)

Observava a medida que os demais pareciam apenas querer aguardar. Após alguns segundos, apenas bocejava e se espreguiçava demoradamente

(Excelente idéia para alguem usando um palmo de saia)

Logo contudo Hilmes começava a falar.

Ela ja havia jurado sua lealdade, mas claro que o novo rei queria assegura-la.

Hilmes: Quando meu pai lhes tornou Guerreiros do Sol ele lhes deus suas armas mágicas. Em troca de sua lealdade, ofereço um desejo. Cada um de vocês pode me pedir algo agora mesmo. Claro que há de ser um pedido que eu possa conceder. Isso também inclui vocês, pequenos filhos de Gêmeos.

Piscava para os irmãos de Gêmeos que deveriam estar confusos em meio a tudo aquilo, para mais uma vez olhar demoradamente para Leão.

- Acho que ele vai precisar de algumas palavras Kaiser...

Mas a Capitã sabia muito bem o quão este poderia ser intimidador com um simples olhar, e ja tratava de não encara-lo após fazer isso.

Um desejo.

O que os 12 maiores cavaleiros do Reino poderiam querer, que ainda não tinham?

Fama? Fortuna? Glória?

Talvez houvesse pouco que ainda não tivessem alcançado. Talvez o desejo não fosse assim tão importante.

Não para ela...

Liliana pensava nas diversas coisas que poderia pedir

(E são diversas. Mesmo. Isso poderia levar um tempo)

Contudo, quem muito quer, muito perde.

Ela aguardaria para ver o que os demais pediriam antes de se pronunciar...

(Afinal, vai que alguém tem uma idéia melhor e ela gosta o desejo?)


Era quando Mordai, de Aries falava.

A expressão dela era de estranheza no começo de tudo aquilo, (Não da para esperar que uma maluca entenda algo assim) mas no final do pedido dele, ponderava que Mordai havia optado por PEDIR por uma aposentadoria, e não simplesmente sumir. Liliana sorria na direção dele, a medida que terminava de se pronunciar:

- Mordai, o fazendeiro. - Olhava para cima como se imaginando, não falava de forma muito alta. Complementando em seguida: - Espero ser convidada, ou vou simplesmente INVADIR seu casamento.

(E ela vai...)


Última edição por Wesker em Ter Set 04, 2018 9:47 pm, editado 2 vez(es)

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Re: Capítulo 0 - Prólogo.

Mensagem  Nasinbene em Ter Set 04, 2018 9:28 am

Não demora e Hilmes se pronuncia, indagando aos Cavaleiros se estes seriam leais a ele como foram a Andrágoras. Essa era uma questão muito clara na mente de Harold e possivelmente sua resposta viesse a desagradar o novo rei. No entanto, se tinha alcançado a patente atual dentro do exército, se tinha conquistado medo e respeito por onde passava, se tinha merecido a lealdade de seus homens foi sendo ele mesmo, não atuando e dizendo o que as pessoas querem ouvir. Ouve o pedido de Mordai e sua declaração de lealdade. Quando o Cavaleiro de Áries termina, Harold toma a frente e faz sua voz imponente soar na sala do trono:

- Sou Harold de Touro, como todos aqui sabem. Nunca fui muito afeito a falar, a não ser que seja pra comandar minhas tropas, então serei breve.

Harold então olha diretamente par o rei Hilmes e diz:

- Sou um soldado. Lutei ao lado de seu pai inúmeras vezes e como vossa majestade bem lembrou, não nos conhecemos. No entanto, o quer tenho a dizer agora eu teria dito também ao seu pai. Ele conhecia bem o bastante meu coração para não ter que me perguntar sobre minha lealdade... mas já que deseja saber, deixarei isso muito claro.

O Cavaleiro de Touro então caminha até o centro da sala do trono e aumenta ainda mais seu tom de voz, fazendo-se ainda mais claro, mesmo para os mais distantes::

- Minha lealdade é total ao Reino e ao exército de Sarabi. Não importa, pra mim, quem está sentado no trono... Desde que essa pessoa seja tão leal ao reino quanto eu, estarei ao seu lado e a protegerei com a minha vida.

Harold então volta a se aproximar do trono e olha bem no olhos de Hilmes e declara o desejo de seu coração:

- Meu desejo, Rei Hilmes? Meu desejo é poder defender o reino que me salvou de tudo e de todos... me garanta isso e terá um homem feliz lutando entre suas fileiras...
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Re: Capítulo 0 - Prólogo.

Mensagem  Lib em Ter Set 04, 2018 10:05 am

Liliana: Mas agora somos 4 ao todo, não? - Disse a pirata.

Ela própria não vira, afinal estava de costas, mas o rosto da menina se abriu num sorriso nunca antes visto por Ellijah. Pareceu se iluminar, contornado pelos cabelos dourados, brilhante como um sol! Seus grandes olhos claros reluzindo de empolgação. Nem mesmo o toque frio das mãos metálicas do irmão pôde diminuir o calor que tomou conta do seu peito naquele momento! "Sim, agora somos quatro!" ela teve vontade de gritar.

O mundo girou e pareceu ficar turvo diante de seus olhos, e ela mal prestou atenção nas palavras do rei, que soava como ecos distantes. A única coisa que ela ouvia era o doce som da voz de Liliana dizendo "Mas agora somos 4 ao todo, não?".

Hilmes: Então, o que desejam? - Seu torpor só foi quebrado com essas palavras.

Um pedido! Um desejo! Ela sabia o que queria... Quis isso a vida toda. Seu coração batia tão pesado que mal ouviu as palavras do Cavaleiro de Aries. "E se o rei disser não?" ela pensava "e se ele for mais um dos que acham que eu não sou capaz?!" Não importa! Ela nunca deixou o medo a impedir antes e não seria agora que iria começar.

Olhou nos olhos do irmão. Ellijah olhava de volta pra ela. No fundo dos olhos, como quem olha diretamente para sua alma. Ela viu ali o amor mais sincero de todos. E viu o quanto o irmão estava com medo por ela. Sabia que a única coisa que motivava-o era protegê-la, e ela viu, nos olhos dele, que ele já sabia o que ela ia pedir. Era como se, em silêncio, ele implorasse para ela não o fazer.

Mas ela respirou fundo. E deu um passo à frente.

Ellisa: Majestade! - Ela se apresentou e fez uma reverência cordial. Como filha de um dos 12 Cavaleiro, cresceu num ambiente de status elevado, por isso sabia muito bem se comportar na corte, quando precisava. - Se me permite, eu gostaria de fazer meu pedido.

Ellijah: Ellisa, não! - Ele sussurrou ao lado dela, e havia um tom de súplica e choro em sua voz.

Ellisa sentiu um aperto no peito por estar fazendo isso com o irmão, e por um micro segundo, pensou em mudar de ideia. Mas ouviu, mais uma vez, a voz desafiadora da Capitão Liliana dizendo "Mas agora somos 4 ao todo, não?" e isso afastou completamente a dúvida.

Ellisa: Se me permite, majestade... - Ela repetiu, tentando escolher as palavras. - Eu gostaria de entrar para o exército no posto do meu pai! - Ela engoliu em seco e olhou ao redor, tentando ler a reação dos outros cavaleiros. Seu irmão, estava congelado, os braços caídos ao lado do corpo, numa expressão de pura derrota e desespero. - Sei que eu não tenho experiência para a patente do meu pai, eu sei disso. Mas meu pai sempre se orgulhou de ter ao seu lado grandes conselheiros de guerra, que o ajudavam em todas as decisões. E eu juro de todo o meu coração que irei aprender. E vou me tornar a melhor de todas as estrategistas de guerra em suas fileiras! Eu passei minha vida estudando medicina e tudo que tem relação com ela. Eu posso fazer do batalhão de gêmeos o maior batalhão de apoio e resgate do reino!

Ellijah olhou para o rei desesperado, implorava, com os olhos para que ele recusasse um pedido tão insano. Mesmo assim, ficou calado.

Ellisa: Majestade, ao contrário do cavaleiro de Áries, eu não nasci num campo de batalha. Ainda assim eu travo uma luta diária. Contra meu próprio corpo. E essa é uma luta que não vale a pena ser lutada se eu não estiver fazendo nada que signifique algo para alguém.

Ela finalmente parou. Respirou fundo. Fez uma reverência profunda e disse em tom sóbrio.

Ellisa: Esse é meu pedido, majestade.

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Re: Capítulo 0 - Prólogo.

Mensagem  Pedro H. Oliveira em Qua Set 05, 2018 1:45 pm

Sufer estava surpreso com a reação daquele que seria coroado rei em breve. Era verdade que o Cavaleiro quase não teve contato com o príncipe em sua vida, diferente de seu pai com que teve vários contatos ao longo do ano, mas mesmo assim, um rei questionar a lealdade de seus cavaleiros mais poderosos naquele instante era bem inusitado e diferente, porém levemente compreensível diante da situação.

Ele falava sobre realizar desejos dos cavaleiros, tal atitude não parecia impensada, principalmente vinda de um homem como aquele que seria coroado e o Canceriano sabia muito bem disso: Hilmes demonstrava uma postura calculista e analítica, era muito mais provável que aquilo fosse um teste do que uma premiação qualquer.

- Meu Senhor. Desde o dia que conheci seu pai, jurei lealdade ao Reino e prometi protege-lo com minha vida e isso vale para todos os dias de minha vida. Tanto eu quanto meus companheiros concordamos com isso desde o Dia 1, então acredito dizer por todos isso.

Ele faz uma pausa enquanto olha para seus companheiros rezando para que nenhum deles descorde daquilo ou tente mata-lo no meio do caminho.

- Com relação ao meu desejo, peço apenas que o senhor cumpra com seu juramento e proteja a população com um todo, independente da origem, condição financeira ou qualquer outra coisa. Um velho mestre certa vez disse que 'a espada é uma arma elegante para tempos mais civilizados' e eu espero que minha espada continue no lugar que pertence: sua bainha.

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Re: Capítulo 0 - Prólogo.

Mensagem  Wesker em Sab Set 08, 2018 9:12 pm

Bom...Ninguém por ali era exatamente um poço de ambição

(Ou ao menos ninguem mais)

Os cavaleiros juravam sua lealdade, algo que capitã Liliana ja havia feito e faziam pedidos simples, como proteger o reino ou seguir lutando.

Era o esperado. Falando no que era esperado, logo a garotinha de Gemeos se pronunciava. E aquilo sim chamava a atenção

(Pelo visto sua capacidade de causar problemas era bem ampla)

Liliana sorria de forma discreta, levando uma das mãos ao rosto para não chamar atenção.




- Eu gosto dela! - Falava para os demais, qualquer um dos cavaleiros que estivesse próximo a ela, ouviria. - Majestade... - Capitã Liliana, da mesma forma que os demais dava um passo a frente, se pronunciando a respeito do questionamento do rei. - Como ja foi dito, acredito que nenhum de nós esteja considerando romper nosso juramento. Afinal nós... - Olhava por um segundo para todos, inclusive os filhos do cavaleiro de Gemeos - Somos os 12 Cavaleiros do Sol.

(Na verdade faltam 2...Mas a matemática fecha com as crianças então ok)

- Quanto ao meu pedido, gostaria de manter minha..."Liberdade" que tenho ao mar. Se isso não mudar, minha lealdade com Sarabi também não.

(Não era o ideal. Podia pedir outra espada, ouro, joias mas fazer o que)

Da mesma forma que Hilmes queria reassegurar a posição deles, ela queria o mesmo com a dela.

(Nem mesmo outro cavaleiro ia querer estar no mesmo oceano que aquela maluca)

Desde qua a "Louca dos Mares" pudesse agir como sempre agiu, fazia "parte do pacote" defender o reino e seus ideais até aonde o oceano fosse capaz de alcançar.

(Eventualmente com um navio afundado aqui e ali mas...)

Não era um acordo ruim afinal.

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Re: Capítulo 0 - Prólogo.

Mensagem  Scorpion em Seg Set 10, 2018 4:44 pm

Depois que todos ali fizeram os seus pedidos, era a vez da Guerreira Virgoniana.
Ela ajoelhou-se e pousou o escudo no chão.

Gabrielle: Assim como todas as Virgonianas que usaram o cinturão de Virgo, eu jurei e ainda juro lealdade ao reino e a quem ele significa. Darei sempre o meu melhor e a minha vida, se necessário, para defender este juramento.

Isso era inteiramente verdade? Gabrielle ainda seria fiel a um rei que, de repente, só trouxesse sofrimento para seu povo? Esperava nunca ter que descobrir isso.
Era a vez então do pedido.

Gabrielle: Como vossa majestade bem sabe, a portadora do Cinturão de Virgo não pode acasalar nunca. Do contrário, seria recusada pela estrela de Virgo, que brilha sobre a minha ilha. Entretanto, o meu amor pelas crianças e pelos orfãos é conhecido em nosso reino. Eu gostaria então da permissão de vossa majestade para adotar e criar uma criança. É meu desejo de todo coração ser mãe e, por mais que não possa gerar uma vida, eu quero poder criar uma.

Aguardou então a resposta do impresador.

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Re: Capítulo 0 - Prólogo.

Mensagem  Guima em Qua Set 12, 2018 12:42 pm

O cavaleiro de aquário observava os demais em silêncio, taciturno. Eles possuíam "ambições" benevolentes... A maioria pensava no bem maior do reino. E isso era bom, Auron respeitava isso, ele mesmo tinha ambições parecidas... Mas todos tinham lealdade ao rei ou ao reino... Algo que Auron não tinha...ele não era leal ao rei, nunca foi. Sua lealdade era consigo mesmo e com sua própria bússola moral. Sua proximidade ao rei foi feita numa ocasião inusitada onde eles lutaram juntos, mas o rei estendeu a mão como amigo e não como um líder...É em troca Auron tornou seu batedor, seu vigia, os olhos do rei além de suas fronteiras. Por isso quando Hilmes apareceu diante de Auron o mesmo olhou no fundo de seus olhos e não se prostrou. Não eram olhos desafiantes ou insolentes, era apenas um homem olhando para outro.

- Sinto lhe dizer, Hilmes...mas se quer minha lealdade você não irá obte-la assim, em troca de um desejo. Todos esses anos e seu pai não consegui minha lealdade e não seria você que a conseguiria assim tão fácil. Se você discorda de minha decisão eu entrego a arma que seu pai me deu sem nenhum arrependimento. Tenho certeza que você encontrará alguém digno para possui-la...

Auron estende sei braço e coloca o infinito whip entre ele e Hilmes.

-...mas se vc quiser eu posso continuar a fazer o trabalho que fazia ao seu pai. Sendo os olhos do rei além da fronteira. Vendo até onde chega os benefícios do reinado, onde não chega. Estou aqui para fazer com que a balança da justiça esteja sempre equilibrada. Se puder lidar com isso não quero nada em troca além de fazer o que faço e estar pronto para lutar ao lado da elite dos 12 cavaleiros. A escolha na verdade é sua....

Auron não tinha mais nada a dizer...

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Re: Capítulo 0 - Prólogo.

Mensagem  Drako em Dom Out 14, 2018 12:16 pm

Sentado em seu trono, no alto de sua nobreza, ele escutava os pedidos que os Guerreiros do Sol tinham proposto a ele. Mordai Khan foi o primeiro a tomar a iniciativa e seu pedido era bem simples.

Hilmes: Você deseja se aposentar? Se estiver vivo até lá, posso lhe conceder isso quando achar que está na hora, contanto que me apresente um substituto à altura quando o momento chegar.

Harold vem a seguir e discursa que para sua felicidade e lealdade, ele só precisa defender o Reino de Sarabi e nada mais. Hilmes sorri e bate palmas ao ouvir o juramento do Guerreiro de Touro.

Hilmes: É desse tipo de Guerreiros que precisamos mais e mais, Harold. Sua lealdade não será em vão, nunca precisará de um tostão em sua vida de agora em diante. Terás direto a se deitar com as concubinas sempre que quiser, contanto que esteja sempre focado quando seu nome for solicitado pelo seu Rei.

Os próximos são os irmãos gêmeos filhos de Elliot, que não parecem concordar com o que devem pedir, o que parece ser um tema comum entre os dois. A menina quer entrar para o exército e o menino parece hesitante em deixar a irmã se afiliar a algo tão perigoso.

Hilmes: Não sei se seu irmão aprovará, mas tem meu consentimento para entrar no exército de seu pai. Ainda não indiquei um substituto para o seu pai, mas tenho alguns candidatos em mente. Podem se mudar para os aposentos da Casa de Gêmeos, não lhe faltará nada. Também estará livre para usar a biblioteca real para os seus estudos quando quiser.

Sufer, o Guerreiro de Câncer, confirma sua lealdade ao reino antes de pedir qualquer coisa e em seguida faz seu pedido. O desejo do jovem era de que o Rei continuasse protegendo o reino e que não buscasse mais guerras.

Hilmes: Agradeço sua lealdade, Canceriano. Farei o possível para honrar seu pedido, mas não tenho certeza se sua espada poderá ficar embainhada por tanto tempo. Porém, estendo a mesma cordialidade que dei ao Guerreiro de Touro a você, caso julgue necessário.

A louca dos mares, Capitã Liliana, parecia de divertir com os procedimentos feitos ali. Gostava de ficar olhando de forma esquisita para Kaiser, que só se mexeu até então para se colocar em formação junto aos companheiros Guerreiros do Sol. A única coisa que ela queria era seguir tendo sua liberdade no mar, se isso seguisse intacto, sua lealdade seguiria o mesmo caminho.

Hilmes: Não pretendo mudar sua relação com o Reino, Liliana. Você é meus olhos nos mares, preciso de seus talentos continuem da mesma forma que sempre foram. Se precisar de uma nova embarcação, fico contente em lhe concede-la.

A Guerreira Virgoniana se ajoelha no chão em um gesto de respeito, renovando seus votos de lealdade ao rei. Após isso, ela pede que possa adotar uma criança, pois seu instinto materno é alto e era o seu desejo.

Hilmes: Obrigado, Gabrielle. Vejo aqui não apenas um pedido, mas uma forma de criarmos um laço ainda maior. Se sua vontade é ser mãe, assim a farei, imediatamente. Os filhos de Elliot vivem sozinhos desde que seu pai morreu, não tem ninguém no mundo. Eis um momento de mudarmos isso, Guerreira de Virgem. Proponho que seja a mãe dos gêmeos aqui presentes.

Em seguida veio Auron de aquário. Esse, diferente dos outros, se recusou a jurar lealdade ao rei. Pelo contrário, disse que se necessário iria deixar de fazer parte do exército do reino. Hilmes aperta os olhos e agarra os dedos ao apoio do trono com força ao ouvir suas palavras. Uma veia salta em sua testa enquanto escutava o discurso até que Auron conta que apenas gostaria de ser os seus olhos além da fronteira e que continuaria pronto para lutar ao lado dos outros Guerreiros caso fosse necessário. Hilmes solta os dedos pressionados ao trono e se acalma.

Hilmes: Pois bem, que seja feita a sua vontade. Porém quero que me mande informações que julgue importantes para esse reino quando ouvi-las pelos outros lados da fronteira.

O rei olha para os Guerreiros que ainda não tinha se pronunciado, esperando seus pedidos. Era sabido que Kaiser não iria pedir nada, mas os outros talvez tivesse interesses que pudessem ser resolvidos.

Tigrevurmud: Meu interesse é apenas com o reino e seu povo. Cuide deles de forma adequada e terá minha lealdade.

Hilmes: Pois bem, tem minha palavra.

Griffith: Não há nada que você possa me proporcionar que eu já não tenha ao meu dispor. Meu estilo de vida está ligado ao meu status nesse exército e para isso continuar como está eu sigo leal ao Rei.

Hilmes: Hahah Gostei de você!

Clare também não se pronunciou e apenas respondeu negativamente com a cabeça ao ser olhada pelo Rei.

Nesse momento Daryun e Arslan entram ao recinto, finalmente. Daryun já trajava sua armadura tradicional e Arslan usava suas vestes reais.

Daryun: Desculpe o atraso, vossa Majestade.

O Guerreiro de Libra cumprimenta o Rei e se coloca em formação. Hilmes sabia que a lealdade daquele homem não precisava ser questionada e nem fez questão de saber se ele tinha algum pedido.  Arslan corre até sua mãe, que lhe abraça e finalmente demonstra algum tipo de emoção, com um leve sorriso ao ver o filho. O menino parabeniza o irmão se curvando, mas Hilmes nem sequer olha para ele. O garoto de cabelos prateados para ao lado do trono menor de sua mãe.

Hilmes: Agora que estamos todos aqui, só falta aguardar nossos convidados.

Continua...

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Re: Capítulo 0 - Prólogo.

Mensagem  Scorpion em Ter Out 16, 2018 4:46 pm

A Guerreira de Virgem olha para os gêmeos quando o rei fala aquilo. Por mais que fosse o Rei, aquela não deveria ser uma decisão somente dele, mas sim, das crianças ali presentes.
Gabrielle passava uma calma anormal a todos que conviviam com ela. Isso porquê, as Virgonianas eram conhecidas tanto pela sua bravura quanto pela capacidade de amar ao próximo. A Estrela de Virgo pairava sobre a ilha delas, trazendo sempre paz e prosperidade... e também uma calmaria.
Ela meneia a cabeça ao rei e, quando o mesmo acaba de falar, ela se aproxima dos gêmeos e ajoelha-se na frente deles. Gabrielle tinha um sorriso gentil no rosto e profundos olhos azuis. A sua voz era doce e gentil como uma cascata e suas palavras nunca traziam maldade, o que muitas vezes gerava uma sensação de inocência.

Gabrielle: Eu imagino como devem estar se sentindo com a perda de seu pai. Sei que nada vai aplacar a dor, mas.. eu não enxergo o que o Rei Hilmes disse como uma ordem, mas sim como uma oportunidade maravilhosa. Assim como vocês não possuem familiares, eu nunca poderei ter a minha família também. Isso não significa que não podemos fazer uns aos outros felizes, não é?

Ela coloca a mão no ombro da menina e toca de leve o queixo do menino. A Virgoniana de beleza ímpar tinha a pele delicada como a toga de seda que vestia.

Gabrielle: Eu vou entender e não me magoarei se não aceitarem... mas quero que saibam que seria um prazer muito grande e uma felicidade maravilhosa se me aceitassem como sua mãe... ou como quiserem me enxergar.

A guerreira de Virgem poderia ler a mente da menina e - talvez- a do menino, mas ela jamais faria isso. A resposta deles seria a única coisa que ela gostaria naquele momento.
Aguardou a resposta dos gêmeos e, caso fosse positiva, ela os abraçaria carinhosamente.... caso não, ela apenas sorrira, um pouco ferida por dentro, mas com um sorriso que não permitiria transparecer nada... e se levantaria.

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Re: Capítulo 0 - Prólogo.

Mensagem  Ricardo Sato em Ter Out 16, 2018 7:06 pm

Khan sorri e faz uma reverência,em seu rosto ele novamente punha a face impossível de se ler que normalmente tinha sob a literal mascará da morte.

Obrigado majestade.

Mordai não conhecia Hilmes e dificilmente confiava em alguém,ao contrário do que havia dito sobre conceder um pedido suas palavras eram óbviamente vagas e não traziam certeza alguma,assassino não era o que ele era,era o que fazia...mas era o que ele fazia melhor do que tudo e observar o alvo era algo imprescindível.Aquele homem despejava palavras como se estivesse fazendo os maiores favores da vida dos guerreiros ali mas no fim não concedia nada,nem o mais simples...Harold não pedia nada e recebia promessas de coisas que sempre teve acesso mas nunca desejou,aquele homem era um dos mais trágicos guerreiros do sol e um dos que ele pessoalmente mais respeitava, dinheiro e prostitutas dificilmente o fariam contente;os Olsen e Kaldorei poderiam ficar felizes juntos,de fato aquela mulher de beleza ímpar era também bela no interior e provavelmente seria uma mãe amorosa....logo os garotos e ela se tornariam fraquezas uns dos outros os tornando mais controláveis;a capitã Liliana continuaria da mesma forma,no máximo dotada de um navio melhor para no fim apenas trabalhar mais,muitos simplesmente desistiam de adentrar as águas do reino pela simples existência de sua nau e muitos mais logo o fariam;Auron o único a dizer não desperta a ira do rei,não seria difícil para Mordai visualizar Hilmes ordenando aos guerreiros atacar Auron caso ele tivesse simplesmente decidido partir...........e assim se seguiu,ele exigia tudo deles e oferecia nada e em seu coração o guerreiro de Áries lhe prometeu o mesmo,nada.

Iria se fingir de tolo, fingir não ter percebido que as palavras dele na verdade diziam que Mordai continuaria ali até morrer ou até seu corpo não ser mais capaz de lutar nem de iniciar uma vida longe,ele treinaria seu substituto,não mentira quanto aos candidatos...existiam alguns guerreiros em meio as tropas além é claro de Klaus e Miranova,embora no fundo de seu coração ele ainda esperasse que ela partisse com ele em uma nova jornada,com mais alguns anos de treino um deles estaria a altura do posto.Aceitaria aquele prazo,entregaria seu substituto como ordenado e esperaria sua recompença..............caso não recebesse ele apenas partiria,seu pedido era simplesmente para que pudesse sair em paz ,afinal nada nem ninguém conseguia manter Mordai Khan dentro ou fora de lugar algum.

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Re: Capítulo 0 - Prólogo.

Mensagem  Wesker em Qua Out 17, 2018 9:49 am

Liliana sorria e baixava a cabeça em reverencia, mantendo os olhos fechados.

- Agradeço alteza, em um futuro próximo certamente. Aquele navio ainda tem algumas viagens restando.

(Em outras palavras, você acabou de dizer que a mais megalomaniaca dos 12 cavaleiros pode EXPLODIR o navio e tem outro de reserva?)

A cavaleira de peixes permanecia observando as respostas aos pedidos, de certa forma era bom que ninguém vinha com um pedido fenomenal que fizesse ela reconsiderar o seu. Era quando Libra chegava:

- Daryun! - Fazia um meneio com chapeu, saudando o lider dos 12. - Estavamos ficando preocupados com nosso líder.

(Ou ela estava. Ok, nem tanto)

Voltava a sorrir a ouvir a ouvir a resposta aos garotos de gemeos, e a posterior resposta para Virgem:

- Isso em faz algum tipo de Tia que é ma influência? Eu gostei da idéia! - E Olharia mais uma vez para a jovem garotinha loira, sob o preocupado olhar do irmão - Ja esteve em um navio pirata, Elisa de Gemeos? Eu adoraria ouvir algumas idéias da filha de Elliot a respeito de algumas mudanças...

(Pense bem antes de responder Elisa...)

(Talvez agora sejam duas causando problemas Elijah...)

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Re: Capítulo 0 - Prólogo.

Mensagem  Lib em Qua Out 17, 2018 12:12 pm

Hilmes: Não sei se seu irmão aprovará, mas tem meu consentimento para entrar no exército de seu pai.

Ellisa saltitou de alegria, mal ouvindo as palavras seguintes do rei. Por outro lado, Ellijah parecia frágil, diminuído e derrotado.

Hilmes: Ainda não indiquei um substituto para o seu pai, mas tenho alguns candidatos em mente. Podem se mudar para os aposentos da Casa de Gêmeos, não lhe faltará nada. Também estará livre para usar a biblioteca real para os seus estudos quando quiser.

Ao ouvir a última frase, ela não conseguiu conter o grito de emoção! Ellisa abraçou o irmão com tanta força que chegou a ficar tonta. E ele, vendo seu sorriso, relaxou um pouco. A irmã estava feliz. Não era isso o que importava? Tudo o que ele fazia, dia após dia, era pela felicidade dela. E ali ela estava, num nível de felicidade que ele nunca tinha visto antes. Para Ellisa, O dia estava sendo de uma plenitude ímpar! Ganhara novas amigas, a chance de fazer parte do exército, e o acesso aos livros da biblioteca real! O que mais ela poderia pedir?

Foi quando o rei respondeu ao pedido da guerreira de Virgem.

Hilmes: Obrigado, Gabrielle. Vejo aqui não apenas um pedido, mas uma forma de criarmos um laço ainda maior. Se sua vontade é ser mãe, assim a farei, imediatamente. Os filhos de Elliot vivem sozinhos desde que seu pai morreu, não tem ninguém no mundo. Eis um momento de mudarmos isso, Guerreira de Virgem. Proponho que seja a mãe dos gêmeos aqui presentes.

Ellijah: O quê?! - Sobressaltou-se

Ellisa interrompeu o abraço por um segundo. Sem reação.

Gabrielle se aproxima e se coloca de frente dos dois. Ellisa observou tudo ser reagir, sem mover nenhum músculo. Mas Ellijah se contraiu, quase ofendido. Era ofensivo ao menos pensar que alguém poderia querer substituir a memória do seu pai! Eles não precisavam disso! Sempre foram os dois e isso sempre foi o suficiente! Não precisavam de mais ninguém!

Gabrielle: Assim como vocês não possuem familiares, eu nunca poderei ter a minha família também. Isso não significa que não podemos fazer uns aos outros felizes, não é? Eu vou entender e não me magoarei se não aceitarem... Mas quero que saibam que seria um prazer muito grande e uma felicidade maravilhosa se me aceitassem como sua mãe... Ou como quiserem me enxergar.

Então, ela coloca a mão no ombro da menina e toca de leve o queixo do menino.

***

ANTES:

Os gêmeos estavam indo dormir. Eles dormiam numa grande cama grande, que um dia fora de seu pai, com uma luminária na cabeceira da cama. A luz refletia pelas paredes de forma bruxuleante, dando vida aos objetos inanimados do quarto, que dançavam sob a chama da vela. Na cama, Ellisa segurava um pesado livro de histórias de dormir, enquanto Ellijah trazia uma prateleira com o, já tradicional, "chá da noite".

Ellisa: "Então..." - Elissa continuou lendo. - "Se sentindo cansado e com frio, o Ratinho Aventureiro voltou pra casa. Ele havia derrotado a temível Serpente da Maldade, mas, ainda assim, não se sentia completo ou feliz. O que seria de sua vida agora? Prometeu salvar seu povo da cruel criatura, e assim o fez... Mas ninguém estava lá para ampará-lo, agora que ele estava para cair. Seu pequenos bracinhos doíam e ele teve vontade de chorar. Mas, quando chegou em casa, sentiu o gostoso cheiro do pão quentinho, e do leite fresco. E, ouviu a voz de sua mãe. E ela veio e o abraçou. O Ratinho Aventureiro soube que, não importava o quanto ele se machucasse, ou o quanto ele estivesse cansado ou com frio... Sua mãe estaria lá para ajudar, para limpar suas feridas e lhe cobrir com um cobertor".

Ellijah ouvia cada palavra completamente hipnotizado. Adorava quando a irmã lia as histórias antes de dormirem, principalmente os grandes contos de coragem e aventura. Porém, a irmã fechou o livro num movimento brusco e repentino.

Ellisa: Não gosto dessa história.

Ellijah: O quê? - Sobressaltou-se. - Por quê?!

Mas Ellisa não respondeu e o silêncio parou por alguns momentos.

Ellisa: Onii-chan... - A voz da menina soou embargada e pesada. - Você acha que a mamãe odeia a gente?

O menino se assustou com a pergunta. Nunca havia pensado muito em uma figura materna, por isso a pergunta da irmã parecia meio fora de contexto. Ele apenas a encarou fixamente, tentando pensar em algo pra dizer.

Ellisa: Ela deve odiar... - Disse a menina quando percebeu que o irmão não responderia nada. - Porque outro motivo ela não tentaria nos achar? Ela nunca nem tentou falar com a gente. Sabe, às vezes eu fico observando as mulheres na rua, tentando ver se alguma delas se parece comigo... Será que alguma delas poderia ser nossa mãe?

Ellijah se aproximou, passando os olhos pelo livro ilustrado no colo da irmã. Viu os detalhes do desenho que mostrava o Ratinho Aventureiro sendo amparado por uma ratinha, de cabelos branquinhos e óculos de argolas grandes, usando um avental rosa com pequenas flores amarelas. Ele passou a mão no desenho, quase sentindo a textura dos pelos dos dois animais. E sentiu a gota de lágrima cair em sua mão quando a irmã começou a tentar sufocar o choro.

Ellisa: Ter uma mãe deve ser bom, né?

***

O toque suave no queixo fez com Ellijah se desarmasse. Ele não esperava que fosse tão... Tranquilizante. Transmitia tanto amor, paz e verdade, que ele se sentiu mais leve apenas com a ideia de estar sendo amparado por ela. Até que seu rosto se iluminou num largo e completo sorriso. Ela saltou na direção de Gabrielle e a abraçou!

Ellisa: Vamos poder morar juntas, e fazer um monte de coisas de irmãs, como... - Ela parou para pensar. - Chá! - Disse a primeir coisa que conseguiu pensar. - E você pode me ensinar a ser uma guerreira tão valente e bonita como você?

Ellijah: Não dá pra ENSINAR a ser bonita, Ellisa. - Resmungou emburrado.

Ellisa: Aposto que é mais fácil do que te ensinar bons modos, Ellijah! - Repreendeu em tom mandão.

Liliana: Isso me faz algum tipo de Tia que é ma influência? Eu gostei da ideia! Já esteve em um navio pirata, Elisa de Gêmeos? Eu adoraria ouvir algumas ideias da filha de Elliot a respeito de algumas mudanças...

Ellisa soltou outro grito empolgado mas, dessa vez, o irmão também não conseguiu esconder a animação. Um navio pirata?! Era uma ideia atrante de mais para não se entusiasmar!

Ellisa: Um. Navio. Pirata?! - Ela disse cada palavra pausadamente, como quem tenta traduzir a ideia enquanto falar. - Esse. É. O. Melhor. Dia. De. Todos!

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Re: Capítulo 0 - Prólogo.

Mensagem  Scorpion em Qua Out 17, 2018 12:44 pm

Gabrielle podia entender que haviam algumas razões para que Elijah não se sentisse confortável. Apesar de tudo, a principal característica de Gabrielle era a sua empatia... a capacidade de se colocar no lugar dos outros e imaginar o que eles sentiam. Ela não precisava de poderes para saber que havia algo errado com Elijah e aquela ideia.

Gabrielle: Elijah... Eu não quero ser nada mais do que o que você quiser que eu seja para vocês. Isso leva tempo... mas eu gosto de pensar que, fazendo as outras pessoas felizes, nós nos fazemos mais felizes também.

Então veio a reação de Ellisa. Gabrielle meio que saiu da atenção de Ellijah e a abraçou de volta. Um abraço gostoso e maternal... e Gabrielle não pôde conter uma lágrima, pois aquele era um sonho realizado... e ainda mais a filha e o filho de um amigo que havia falecido. Eram mais do que dois presentes... eram três, pois o ex-guerreiro de gêmeos poderia descansar em paz, sabendo que seus filhos eram amados e bem cuidados.

Ela sorriu para Ellisa e alisou o cabelo loiro dela.

Gabrielle: Claro que podemos fazer chá... bolo e o que mais você quiser. Podemos até visitar a minha ilha, se quiserem... o que acha de ser o primeiro menino a pisar na ilha de Virgo, Ellijah?

Veio a alfinetada de Ellijah na irmã. Gabrielle riu da maneira delicada de sempre.

Gabrielle: Não posso ensinar você a ser mais linda, Ellisa... porquê você já é a garotinha mais bela que já vi. E como você é gêmeo dela, Ellijah... isso faz de você um lindo rapazinho também. Mas lembrem-se... De nada importa a beleza no rosto, se seu interior for feio. O rosto envelhece... o coração não.

Então a garota queria aprender a lutar. Gabrielle era uma exímia amazona e era costume esses ensinamentos passarem de mãe para filha.

Gabrielle: Se você quer aprender a lutar, eu a ensinarei. Mas quando estivermos treinando, não agirei como a sua mãe, ou irmã... mas sim uma professora rigorosa que não espera menos que o seu melhor. Você está preparada?

Lilliana se juntou a conversa e falou do navio pirata. Aquilo animou a garotinha e possivelmente seu irmão.

Gabrielle: É... acho que isso faz de você a tia irresponsável e que deturpa os ensinamentos. Mas...

Deu uma piscada para Lilliana...

Gabrielle: Que família estaria completa sem uma dessas, certo?

Olhou de rabo de olho para Lilliana e falou baixinho, num tom de 90% brincadeira e 10% sério.

Gabrielle: Mas se ensinar eles a baterem carteiras, você me paga, Lilliana...

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