Doze minutos para meia noite.

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Doze minutos para meia noite.

Mensagem  Guima em Ter Fev 13, 2018 3:11 pm

Já fazia cerca de uns quinze dias em que Sarah recebera a visita de uma almofadinha que atendia pelo nome de Miranda Tate. Britânica igual ela, Miranda de alguma forma conhecia a nova natureza de Sarah e a convidou para fazer parte de uma iniciativa, um grupo formado por pessoas com talentos extraordinarios agindo em prol do bem estar comum. Em outras palavras, essas coisas de super heróis e tudo mais.

Sarah topou, afinal já fazia alguns trabalhos de "vigilância" nos subúrbios de Londres e e tal... meio que na ilegalidade mas o fato é que nem sempre é preciso ter um distintivo para fazer o que é certo. Mas a ideia do grupo era bacana, e eles tinham até salario! Não forçando ela usar um colante ou capa estava bom demais...

Miranda tinha sido legal, apresentou o Olimpus para Sarah, a equipe Alpha e Bravo, até mesmo o taciturno Chord...Era difícil acreditar que existia uma estação orbital que na verdade era uma base da ONU que abrigava um super grupo. Se contasse as pessoas elas jamais acreditariam e diriam que Sarah havia exagerado nas bebida ou em qualquer outra coisa ilícita.

Mas a verdade é que a espera estava matando. Sarah era um pouco impulsiva e esperar não era sua praia. Miranda disse que entraria em contato em breve através de um comunicador que ela entregou a Sarah, mas o comunicador devia estar com problema pois só servia para ver as horas. Qualquer outro tipo de funcionalidade que ele possuísse Sarah não conseguia acessar...

Talvez a espera fizesse parte do treinamento. Talvez Sarah não tivesse passado nos testes psicológicos, afinal uma equipe cheia de profissionais seria capaz de perceber o quanto ela era mentirosa ( nem tanto vai) ou possuísse uma personalidade errática e descompromissada. Foda-se o Panteão pensou Sarah enquanto mostrava o dedo do meio para os céus esperando que alguma camera de vigilancia do Olimpus estivesse gravando seu gesto obsceno. Ela não ia ficar esperando eles entrar em contato... em algum lugar de Londres alguem podia precisar dela e ela não iria ficar esquentando assento.

Se arrumando pra uma corrida de Parkour, Sarah olhou no relogio. 11:30 da noite, horário ideal para uma ronda noturna nas redondezas. Correndo pelos telhados de predios e das casas de Londres, Sarah iniciou sua ronda...

Passaram-se quize minutos e graças a sua aceleração, Sarah tinha esquadrinhado um quadrante de dez quilometros naquele meio tempo. Nada... nenhum crime acontecendo, nenhuma atividade suspeita... nada. A garota ficou até meio se sentindo uma idiota, talvez era melhor arrumar um daqueles radios que interceptavam a frequência da policia pra ajudar no trabalho. Por sorte ela estava perto de um lanchonete O´tooley e podia comer um X burguer antes de voltar pra casa.

Saindo do O`tooley, Sarah observou uma pessoa estranha olhando para dentro da lanchonete do lado de fora. Um homem alto vestindo um grande sobretudo de cor caramelo e um chapéu. Uma vestimenta normal para o padrão Londrino... o que não era normal era o fato de que quem o vestia não parecia ser muito um homem comum...


O "cara" olha para Sarah por um breve momento e depois volta sua atenção para alguém dentro da lanchonete e se desloca caminhando para a entrada do local. Se o cara parecia encrenca? Certeza.

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Re: Doze minutos para meia noite.

Mensagem  Wesker em Ter Fev 13, 2018 4:01 pm

O que diabos eu estou fazendo aqui? Sério.

Eu sou uma garota que anda pelas paredes e é um pouco...Ok, bem rápida. Mas o que DIABOS eu to fazendo aqui? Você conversa com uma pessoa por 15 minutos e ela acaba te convencendo a fazer parte de uma iniciativa e salvar o mundo. Moça...Eu salvo pessoas de serem assaltadas em caixa eletrônico. E só porque eles ficam sem reação a ver uma garota correndo pelo teto ou quando eles caem literalmente, "para cima".

Mas ok. Miranda é a pessoa mais legal que conheci desde...Sempre. Ela até tem que ficar rindo sem graça e se desculpando quando me apresento para as pessoas inventando histórias e pseudonimos. Ela explica algumas coisas que nem eu sabia como "O Evento Sigma", que foi uma chuva de meteoros radioativos que deu poderes a diversas pessoas pela terra, meteoros como aquele que "explodiu" em mim.

Se eu soubesse antes podia ter escolhido um "nome" melhor.

"A Incrível Garota Sigma!"

Enfim...Eles são mais legais que eu mereço e não me obrigam a usar colant e capa. Porque eu não sou um super-herói, mas eles não fazem questão. Mesmo sendo heróis. Eles me pagam para fazer o certo, o MEU conceito de certo. É quase bom demais para ser real. Contar... para quem? Eu não consigo nem dizer as horas sem uma piada de mal gosto no meio.

Porque era tudo que aquela coisa no meu pulso fazia, marcar as horas. Eu ja estava andando pelas paredes e pelo teto (literalmente) e a minha preocupação com aquela demora toda me destraia fazendo o cabelo "cair" na minha cara. Como se eu ja não parecesse bastante algo que saiu de um filme B de terror.

- Qual é...Você tem que fazer ALGUMA coisa. Tem um GPS? "Hey Cortana! Google Maps!"

Claro que não havia resposta. Alias a "resposta" era facil, eu devia estar me iludindo, eles me deram uma grana para me destrair e a burra aqui acreditou. Nossa que RAIVA! Mostrava o dedo em uma atitude completamente não adulta e tratava de voltar a sua vida normal.

Ta, quase normal.

"Meu nome é Sarah E. Lockhearth, e eu sou a garota mais rápida do mundo!"

A diversão dura pouco, eu devia ter ido mais devagar. Claro que devia ter pensado melhor, mas eu nunca PENSO. Comer. Excelente idéia.

Entretanto logo depois a sensação de se sentir uma idiota volta enquanto fico ali dentro olhando para a parede



Acho que chega por hoje. Hora de ir para casa. Talvez tenha algum animes que eu só tenha assistido umas 10 vezes...

Okay...Eu vivo em um mundo estranho, mas aquilo era bem estranho.

O cara...Nem é bem um cara.

E meus super poderes intuitivos (nenhum) me dizer que ele não deve estar ali pelas batatas-fritas.

Mas a vantagem de ser parecer uma adolescente comum é que nem te dão a minima, então eu posso seguir meu caminho e passar por esse..."Cara"? E dar uma boa olhada para o que, ou quem ele esta olhando la dentro e me afastar alguns metros, ficando de olho no que ele vai fazer. Se demorar posso atravessar a rua e me afastar um pouco para observar de um angulo melhor.

Angulos nunca são um problema quando pode se escolher todos.

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Re: Doze minutos para meia noite.

Mensagem  Guima em Sex Fev 16, 2018 4:57 pm

Dentro da Lanchonete...

O Homem "mascarado" entra na lanchonete e o sininho que fica na porta avisando a entrada de clientes toca. Alguns clientes que estavam proximos da porta ao notarem aquele homem estranho de feições mecanicas ao entrarem no O´Tooley sairam correndo, outros ficaram sentados em suas respectivas mesas, afinal era mais interessante a vida nas redes sociais de seus celulares do que o que estava acontecendo realmente ao redor deles. Com passos devagar ele chega até a mesa ao fundo virando o L da lanchonete. Haviam dois garotos sentados numa mesa bem ao fundo, quase que escondidos dos demais... eles devoravam seus lanches com uma fome voraz e ao notarem a aproximação do Homem mecanico se encolheram no encosto numa reação de medo...

- Vocês valem realmente todo o dinheiro investido. Conseguiram chegar bem longe... Londres? Quem diria hem - Disse o homem aos garotos com um tom de deboche.


- Porque não nos deixa em paz. Não estamos fazendo mal para ninguem... deixa a gente embora. A gente nao fez nada - Dizia o garoto com o cabelo raspado e com uma crista de cabelo roxa. O outro que estava vestindo um capuz nada disse.

- Não posso fazer nada... Minha missão é levar vocês de volta para casa 33 e 28. Não é nada pessoal.

- Não nos chame assim. Nós temos nomes!

- Não, não tem. A doutora Abigail encheu a cabeça de vocês com essas coisas humanas mas vocês não passam de cobaias com um numero de identificação. Quentin e Kenshiro. Quentin de que? Kenshiro de que? Acha que somente ter um nome significa alguma coisa? Seu numeros de identificação possuem um valor maior do que um nome...

- Não fala da ABIGAIL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAaaa - gritou o encapuzado enquanto uma massa corpulenta de musculos e elementos tecnologicos irrompeu de seu braço acertando o "homem mecanico" em cheio o jogando contra a vidraça da lanchonete, lancando-o proximo ao local de drive Truh onde Sarah estava...


O barulho do vidro se quebrando assustou todos na lanchonete e as pessoas sairam correndo desesperada... aproveitando-se da situação os dois garotos fogem pelos fundos desesperados...

Fora da lanchonete

O homem mecanico se lavanta batendo as mãos em seu sobretudo tirando os cacos de vidro que estavam em sua roupa. Ele se comunica dizendo em voz alta: Mande uma equipe de busca Strikeforce nas coordenadas que irei enviar. Estou enviando imagens dos individuos tambem, eles são perigosos. Usem de força bruta se necessario porem não letal. Preciso deles vivos. VIVOS.

Sarah ouve tudo aquilo atonita, e o homem mecanico volta sua atenção para ela... Ao contempla-la ele diz sem remorsos apontando uma pistola com um visual parecido com aqueles filmes futuristas, o que era muito maneiro...

- Uma inglesinha curiosa. Que pena estar no lugar errado e na hora errada mocinha. Mas são os ossos do oficio.

BLAM BLAM BLAM!

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Re: Doze minutos para meia noite.

Mensagem  Wesker em Sex Fev 16, 2018 6:49 pm

Talvez eu devesse....Ter entrado de novo. Um segundo hambúrguer? Eu corro bastante, eu gasto muitas calorias.

Porque por mais que eu espie daqui tudo que eu consigo ver e ouvir são umas vozes agitadas e palavras perdidas de uma discussão.

Mas...É meio cedo para saber que lado escolher no fim das contas.

E isso me lembra que não é porque eu não uso uniforme que não preciso esconder quem sou...



Eu sei, eu to BEM idiota. Mas poderia ser pior, tipo meias arrastão e mini saia. Pessoas que andam de cabeça para baixo não deviam usar saia.

Foco Sarah! As coisas parecem se animando la dentro. Ok...Eu preciso escolher um lado mas não sei bem o que...

CRASHHHHHHHHHHHHHHHH!

Caramba! Ele arremessou o "Eu robo" pela janela? Sério?

Nossa...O chapéu dele caiu. Ta foi mais que isso, po o cara foi DEFENESTRADO (palavra bacana) e ta levantando na boa... O que é essa coisa?

""Strikeforce"? Tipo aquele evento de MMA de 50 anos atras?"

Isso ta ficando estranho demais até para mim... Huh? Ele me viu?

- Uma inglesinha curiosa. Que pena estar no lugar errado e na hora errada mocinha. Mas são os ossos do oficio.

Ahn? Mas, não pera...Arma?? Ele vai ATIRAR em mim?

A qual é...E pensar que eu QUASE te ajudei!

Quase como uma reação, ao ouvir a arma Sarah desaparece e volta a aparecer no ar, poucos centímetros atras da misteriosa criatura robo. Ela "gira' no ar em torno de si mesmo e desfere um soco com as costas da mão...Naquela coisa. Em seguida, Sarah salta para trás caindo seguramente encima de um carro. Novamente se afastando alguns metros. Sacudindo discretamente a mão enquanto o adversário se recupera.

- É Srta. "Inglesinha Curiosa" para você!

A voz saia abafada por trás daquele gorro quente, enquanto ela permanecia atenta observando.

"Ok, so far, so good..."

Ele não parece la um artista marcial, ok eu também não sou. Meu ego vai me manter pensando que apesar do meu gorro ridículo eu sou mais rápida que ele e devo dar conta...

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