Ato 3 - Torneio!

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Renata C. em Dom Nov 05, 2017 3:53 pm

Ainda indo para a primeira aula do dia, Akane se aproximou e cumprimentou os garotos que havia conhecido no hospital, não mencionando o fato que Jay havia a apresentado para eles novamente. A garota deu a eles um leve sorriso e um aceno.

Isao: Apesar de saber quem você é, não tivemos tempo para nos conhecer melhor. Eu sou Isao Watanabe. Se precisar de algo que eu possa ajudar, me avise.

Akane: Sim... Eu digo o mesmo, Isao.

Seguiu junto com eles até chegar na aula do professor Saitama.

Após Akane falar o nome que havia escolhido, ela ouviu com atenção todas apresentações dos colegas. Era interessante ouvir as motivações que os levavam a escolher os nomes que levariam consigo durante sua jornada heroica. Não pode deixar de reparar que Isao havia chamado a si mesmo de "arma", apesar de dar uma justificativa pra isso, e que ao contrário dos demais, Ray somente falava que escolheu o nome por gostar. Era direito dele, claro, mas ele parecia preocupado com outra coisa. Akane franzia o cenho ligeiramente ao pensar nisso, mas nada falava. Com certeza não os conhecia tão bem a ponto de perguntar o que sentiam naquele momento.

"Bons nomes", foi a reação do professor. Ah, não só isso, e um "joinha". Que.. cara estranho, esse National Man.

Em seguida ele passava para a aula propriamente dita, mas não seguia o cronograma que a professora Michele estava seguindo. Bom, aquele era oficialmente o primeiro dia de Akane como aluna da Universidade de Heróis, então ela não fazia ideia do que a professora estudava com eles.

Não conseguiu evitar um meio sorriso ao ver a página que Saitama havia pedido para eles estudarem. Só podia imaginar a destruição que uma batalha entre duas pessoas tão poderosas havia causado, durando tanto tempo.

Akane: Alguém sabe o que aconteceu com o Fist of Death após a luta, sensei?

Akane se perguntava se era possível alguém derrotar uma pessoa de Rank S... mesmo que fosse outra pessoa de Rank S, parecia uma coisa um tanto.. impossível.

Durante a aula da Smart Girl, Akane se esforçava para acompanhar as falar da professora. Ela falava tão rápido que a garota tampouco conseguia anotar as informações no caderno, então ela fazia alguns tópicos para se lembrar do mais importante e escrevia algo que julgava mais importante ligando os assuntos com setas.

Seu caderno da matéria dela se tornaria uma perfeita bagunça, pra ser sincera. Mas o fato dela falar tão rápido fazia Akane até mesmo pestanejar em alguns momentos, se esforçando pra manter o foco depois.

Caramba, porque é tão difícil?

Até que não demorava tanto para a aula acabar, finalmente teriam algum tempo livre para descansar. Antes disso, a professora diz que o inventor da Universidade daria uma aula para eles, e poderiam fazer um acessório para ajudá-los em batalha. Isso era tão legal! Akane tinha algumas ideias do que seria útil para ela, não seria uma lição de casa tão ruim, afinal.

Chris: Acho que vamos ter um treino de combate em breve. A professora Smart Girl disse especificamente para pensarmos em acessórios úteis em batalha. E aquele novo professor adiantou a matéria para um capítulo sobre combate individual um contra um.  Se fosse pra apostar, diria que tem algo aí. Eu diria que as chances de eles estarem pensando em nos testar individualmente faz muito sentido. Se eu fosse vocês, iria me preparando...


Akane: Eu já nasci pronta, Stone. - dizia sorrindo em tom de piada conforme eles iam saindo da sala. - Realmente, o que você disse faz sentido.

Seria mentira se Akane dissesse que não adoraria lutar com os colegas de classe num teste. Na verdade, na opinião dela, seria algo bem divertido.

Ray: Você diz nos colocar pq lutar contra professores ou alunos mais velhos? Eu não sei se gosto muito da ideia... Não teve uma única pessoa ou monstro em contato com os meus poderes que não esteja morto...

Entendia um pouco agora o motivo da apresentação seca de Ray. Bom, Tatara também havia morrido no combate com Akane e Jay, mas eram casos diferentes.

Ray: Eu estou me preparando, cara... Mas não pra um teste estupido... E sim para uma tempestade que esta chegando. E os raios sempre são mais fortes antes da tempestade.

Chris: De qualquer forma, uma simulação de combate? Seja com professores, ou máquinas ou o que quer que eles vão fazer... Não acho que seja uma forma válida de testar como cada um de nós vai se sair lá fora, no mundo real. Quero dizer, vamos considerar o professor Anonymous. Em circunstâncias normais ele não teria chances contra a maioria dos outros professores. Alias, pelo que me consta ele é um herói de rank D. Caramba, você, Ray, já é rank C. Mas vai me dizer que o Anonymous não é um herói fundamental na comunidade do WoH?


Akane ficava pensativa por alguns instantes ouvindo os dois. Era um assunto realmente muito sério, e não deixava de dar razão para a forma como pensavam, mas...

Akane: Exatamente, Chris. Nas circunstâncias certas, o professor Anonymous conseguiria derrotar sem dificuldade alguém de rank mais alto. A verdade é que numa luta, nunca se sabe o que vai acontecer. Devemos dar um voto de confiança para Universidade e nossos professores. Eles viram o que aconteceu. O ataque a escola foi um ato organizado demais para considerar um incidente isolado de ataque por vilões, tanto que o World Of Heroes agora está aqui, na nossa volta. O que quer que eles façam, com certeza estão querendo evitar que situações como a invasão na Universidade se repitam no futuro. Não se trata somente de uma forma de nos testar, mas de nos preparar para essa tempestade que está chegando, não acham?

Após saírem do corredor onde ficava a sala de aula, a garota se dirigia até uma das mesinhas que ficavam na área comum da Universidade, para os alunos estudarem nos horários livres. Deixava suas coisas em cima da mesa, pegava um palitinhos de chocolate (sempre levava uma caixa consigo, não importava onde fosse) e colocava na boca. Antes de sentar na mesa e pensar no item que pediria para o inventor Impey criar para ela.

Akane: Alguém mais vai fazer a "lição de casa" da Smart Girl agora?

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Scorpion em Dom Nov 05, 2017 7:02 pm

Ray estava conversando com Chris quando Akane apareceu e participou da conversa.
Ele olhou para a garota com o único olho, mas não a julgou... apesar da menina ter a metade do seu tamanho, ele sabia que pequenas pessoas poderiam fazer grandes estragos.... visto Touka, que quase o matou.

Ray: E isso não preocupa vocês dois? Quer dizer... qualé? Tem gente que rasga metal com as mãos nuas na nossa sala. O que vai acontecer se alguém tiver um surto de poder ali?

Ele cruzou os braços, mostrando que não estava de todo contente com aquilo.

Ray: Eu não conheço nenhum herói capaz de ressuscitar os mortos por aqui.

Era notório que Ray estava preocupado com acidentes que pudessem ocorrer. Obviamente, o motivo era a morte de Touka... usar o seu poder mínimo resultou na morte da menina. Ray não sabia o motivo... talvez um boost de seu poder pelo calor da batalha. O problema era que Ray era irritadiço demais e qualquer coisa poderia vir a desencadear o seu poder.

Ele olhou para Akane.

Ray: Eu acho que não te conheço. Meu nome é Ray... Ray Callitri.

Ele não estendeu a mão para ela... Havia se acostumado a ter o mínimo de contato possível, mesmo com a orupa emborrachada.

Depois respondeu sobre a lição de casa.

Ray: Eu já tenho algo em mente... vou desenhar depois. Agora estava pensando em ir até o ginásio treinar.

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Phelipe Peregrino em Seg Nov 06, 2017 7:41 am

Akane: Exatamente, Chris. Nas circunstâncias certas, o professor Anonymous conseguiria derrotar sem dificuldade alguém de rank mais alto. A verdade é que numa luta, nunca se sabe o que vai acontecer. Devemos dar um voto de confiança para Universidade e nossos professores. Eles viram o que aconteceu. O ataque a escola foi um ato organizado demais para considerar um incidente isolado de ataque por vilões, tanto que o World Of Heroes agora está aqui, na nossa volta. O que quer que eles façam, com certeza estão querendo evitar que situações como a invasão na Universidade se repitam no futuro. Não se trata somente de uma forma de nos testar, mas de nos preparar para essa tempestade que está chegando, não acham?

Ray: E isso não preocupa vocês dois? Quer dizer... qualé? Tem gente que rasga metal com as mãos nuas na nossa sala. O que vai acontecer se alguém tiver um surto de poder ali?

Chris: Honestamente? Não. - Chris bebeu um gole do seu suco. - Sério. Eu não posso ficar me preocupando se alguém pode ou não ter um surto lá dentro. Eu parto do princípio de que a UH faz o seu trabalho em termos de avaliar bem, inclusive psicologicamente, as pessoas que elas estão treinando. Cada um de nós anda com uma arma. Para alguns de nós, como você Ray, essa arma está disparando o tempo todo, para outros essa arma foge do controle as vezes, e outros ainda possuem boa sintonia com ela. Mas cada um tem uma arma. O que eles vão fazer se todo mundo começar a questionar a segurança por trás disso? Proibir que usemos nossos poderes? Nos trancar por precaução? Isso é bobagem. Seu poder é parte de quem você é. E não há nada de errado nisso. Já pensou se entrarmos na paranoia do National Man surtar? Quem poderia parar aquele cara? Com certeza não o zé ruela do professor Saitama. - Bufou ainda soando ofendido por estar tendo aulas com alguém que ele considerava tão inepto.

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Renata C. em Seg Nov 06, 2017 8:37 am

Akane: Eu também não me preocuparia tanto com isso. Com certeza os professores tem uma forma de manter o controle da situação. Não nos colocariam numa situação perigosa sem um plano B.

Você não sabia disso, Ray, mas Akane tinha um problema parecido com o seu. Por se irritar muito fácil, e a intensidade do seu poder estar ligada a seu emocional, ela também corria o risco de perder o controle e machucar alguém. Mas não se sentia receosa em lutar com os colegas por achar que conseguiria se controlar, ou mesmo caso não conseguisse, algum professor com certeza interviria.

Akane: Nunca tive um surto de poder ou algo parecido, mas, quando estou com raiva é bem difícil me controlar. Bom, alguns de vocês viram lá no hospital, eu quase coloquei fogo na cama. De qualquer maneira, é algo que devemos aprender a controlar também.

Ray então se apresentava.

Akane: Meu nome é Ueno Akane. Prazer em conhecê-lo, Ray.

Ouvia Chris falar então sobre os poderes serem parte de quem eles eram. Isso era verdade, estavam ali para treinarem e futuramente serem heróis. Não podiam ficar receosos dos colegas de sala simplesmente surtarem. A última parte sobre o National Man ser parado pelo Saitama, sentiu vontade de rir, mas achou melhor não comentar. Chris estava tão certo que o professor não era o herói que seria inútil tentar argumentar.

Akane então se volta para eles antes de sentar-se e começar a pensar no seu item.


Akane: Olha só... se nós tivermos mesmo um treinamento de combate, e tivermos que lutar eu não vou perdoar nunca se algum de vocês pegar leve por eu ser uma garota ou mesmo por qualquer outro motivo que seja. Porque não pretendo pegar leve caso tenha que enfrentar qualquer um de vocês.

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Phelipe Peregrino em Seg Nov 06, 2017 9:02 am

Akane: Nunca tive um surto de poder ou algo parecido, mas, quando estou com raiva é bem difícil me controlar. Bom, alguns de vocês viram lá no hospital, eu quase coloquei fogo na cama. De qualquer maneira, é algo que devemos aprender a controlar também.

Chris tomou nota mental dessa informação, por precaução. Depois se odiou por fazer isso com uma colega de classe. Não era esse o tipo de pessoa que ele queria ser. O tipo que pensa em como explorar a fraqueza de cada um a todo momento. Por isso deu um longo gole no seu suco de beterraba, como se tentasse afogar esse alguém que estava crescendo dentro dele.

Akane: Olha só... se nós tivermos mesmo um treinamento de combate, e tivermos que lutar eu não vou perdoar nunca se algum de vocês pegar leve por eu ser uma garota ou mesmo por qualquer outro motivo que seja. Porque não pretendo pegar leve caso tenha que enfrentar qualquer um de vocês.

Chris: Bom... Eu já digo o contrário! - Ele zombou. - Fique à vontade pra pegar leve comigo se formos brigar. - Depois voltou a ficar sério. - Pessoas como vocês precisam lidar com um fator diferencial aqui. Akane manipula o fogo e o Ray a eletricidade. A verdade é que os dois elementos são fatais. Principalmente em sua forma bruta. Eu entendo porque esse poder dá medo, as vezes, e que é um fardo pesado de se carregar. Acho até que é por isso que o Ray é um cara tão grande, pra aguentar carregar mais peso nas costas. Carregar peso cansa, e o cansaço te faz ficar carrancudo e isolado. Mas é preciso ver o grande panorama aqui. É preciso lembrar que o fogo foi o elemento que tirou o homem das cavernas, e a eletricidade foi o que nos lançado na era moderna. É por isso que eu faço questão de encostar em você de vez em quando, Ray.

Flashback do ATO II escreveu:Chris: Ray... - Chris puxou o braço de Ray, tocando na luva emborrachada. - Eu sei que você quer respostas. Mas agora não é o momento. Vamos voltar para os dormitórios.

Chris: Pra te lembrar que seu poder não faz de você um assassino. - Bebeu do seu suco e olhou bem no fundo dos olhos da Akane. - Isso vale pra você também.

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Scorpion em Seg Nov 06, 2017 9:43 am

"Vocês não sabem... ou ao menos talvez não saibam... porquê provavelmente nunca mataram ninguém. Era isso que incomodava Ray Callitri, o fato de que, com 15 anos ele já havia matado mais de 20 pessoas. A maioria delas, instantaneamente e todas sem a menor intenção."

Akane: Eu também não me preocuparia tanto com isso. Com certeza os professores tem uma forma de manter o controle da situação. Não nos colocariam numa situação perigosa sem um plano B.

Ray: Perdemos mais de 60 alunos em 1 noite e o diretor Dreyfus está sumido há meses, Akane... Eu não sei se o pessoal da escola tem todo esse controle. Isso me preocupa... bastante.

Akane: Nunca tive um surto de poder ou algo parecido, mas, quando estou com raiva é bem difícil me controlar. Bom, alguns de vocês viram lá no hospital, eu quase coloquei fogo na cama. De qualquer maneira, é algo que devemos aprender a controlar também.

Ray: O meu poder não desliga, Akane... Eu tenho de dormir com um cobertor de 4cm de borracha prensada. Eu passo 18h do meu dia usando casaco, botas, luvas e calças emborrachadas que somam quase 16kg. Não é só quando eu estou com raiva... é o tempo todo. Se você me desse um beijo no meu rosto agora, um gesto de carinho seu ia acabar te levando a um coma... ou coisa pior. Eu tenho uma irmãzinha de 6 anos que sequer pode me abraçar... acredite. Ninguém quer aprender a controlar isso mais do que eu...

Havia tristeza em sua voz... e sim, Chris. Você estava completamente certo. Uma das razões de Ray ser tão grande era o fato de ter de usar roupas isolantes pesadas o tempo todo.

Akane: Olha só... se nós tivermos mesmo um treinamento de combate, e tivermos que lutar eu não vou perdoar nunca se algum de vocês pegar leve por eu ser uma garota ou mesmo por qualquer outro motivo que seja. Porque não pretendo pegar leve caso tenha que enfrentar qualquer um de vocês.

Ray: Eu não pegaria leve com você por ser uma garota, Akane. Você mereceu estar entre nós... então você é uma de nós. Eu soube como você lutou na invasão. Foi bem impressionante. Mas... eu não pretendo pegar pesado com ninguém. Não até ter certeza de que consigo me controlar...

Chris: Pessoas como vocês precisam lidar com um fator diferencial aqui. Akane manipula o fogo e o Ray a eletricidade. A verdade é que os dois elementos são fatais. Principalmente em sua forma bruta. Eu entendo porque esse poder dá medo, as vezes, e que é um fardo pesado de se carregar. Acho até que é por isso que o Ray é um cara tão grande, pra aguentar carregar mais peso nas costas. Carregar peso cansa, e o cansaço te faz ficar carrancudo e isolado. Mas é preciso ver o grande panorama aqui. É preciso lembrar que o fogo foi o elemento que tirou o homem das cavernas, e a eletricidade foi o que nos lançado na era moderna. É por isso que eu faço questão de encostar em você de vez em quando, Ray. Pra te lembrar que seu poder não faz de você um assassino.

Ray: Você sempre sabe a hora e o quê dizer, Chris. É por isso que nos tornamos amigos... o poder não sobe à sua cabeça. Eu respeito isso.

Deu um soquinho amigável no braço magro de Chris e um sorriso... ok, meio sorriso... mas era o primeiro desde que voltou.

Ray: Não esquenta. Quem quebrar a sua cara vai acabar esbarrando comigo lá na frente.

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Guima em Seg Nov 06, 2017 7:55 pm

Ash chega no local onde akane, Chris e Ray estavam conversando... Ele pensava no que Impey poderia criar para ajuda-lo no torneio. Ash era bom no combate corpo a corpo mas a distância ele não tinha muita vantagem... Talvez uma coisa que lhe faça projetar seus socos... Algo parecido como meteor crush... Bom... Ele pensaria melhor. Se aproximou dos outros com um aceno. Não conhecia Akane ainda...

Ash: E aí pessoal! Ray, Chris. Oi pra você também, cabelo de fogo. Meu nome é Ash, seja bem vinda...

Não deixou de perceber as amarguas nas palavras de Ray. Ele conhecia aquele tipo de dor, e se ele não dominasse aquele sentimento aquilo o consumiria.

Ash: não deixa isso te consumir cara. Se precisar conte comigo.... Pode não parecer mais sei bem o que você está sentindo.


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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Renata C. em Seg Nov 06, 2017 9:08 pm

Akane ouvia a explicação de Ray sobre ele ter controle sobre os próprios poderes, não podendo "desligar" a energia elétrica que saía de seu corpo. Só podia imaginar, para ela seria como se estivesse em chamas a todo o momento, impossibilitando contato físico com qualquer pessoa. Ou mesmo ter medo de se aproximar de alguém e machucar essa pessoa.

Akane: Sinto muito sobre a sua irmãzinha, Ray. Tenho certeza que um dia vai aprender a controlar sua individualidade e poder abraçá-la de novo.

O que ela falava era sincero, mesmo não sendo exatamente a melhor pessoa com palavras ou para animar alguém. Chris provava ser bem melhor nisso que ela. Ria quando o garoto dizia que se eles lutarem ela que teria que pegar leve. Depois ele falava sobre os poderes dos dois, que eram bem mais "ofensivos" que os poderes da maioria dos alunos, e termina olhando para ela. Akane faz um sinal afirmativo com a cabeça.

Chris: Chris: Pra te lembrar que seu poder não faz de você um assassino. Isso vale pra você também.

Akane: Não é o que você é capaz de fazer que te define, mas sim o que você decide fazer com suas habilidades. - Akane faz um sinal afirmativo com a cabeça.

Ash: E aí pessoal! Ray, Chris. Oi pra você também, cabelo de fogo. Meu nome é Ash, seja bem vinda...

Akane: Obrigada! Me chamo Akane. Ueno Akane. - respondeu para o rapaz, acenando.

Quando Ray falou sobre a luta de Akane durante a invasão, a garota lembrou da luta com Tatara. Lembrou de como se sentiu ao enfrentar um vilão de verdade. Sem praticamente não ter treinamento nenhum para isso. Mas sabia que mais do que tudo, tivera muita sorte. Era algo em que pensava muito nos últimos tempos, na verdade. Por isso, voltou a tocar no assunto.

Akane: Sobre a luta.. não foi tão impressionante assim. Na verdade, foi mais instinto que coragem. É como se tivesse alguma força invisível que impulsiona a gente a agir. Eu nunca tinha me sentido assim. É como se tivesse mandado todo meu instinto de autopreservação pelo ralo, porque sabia que precisava fazer algo. Mas na verdade - falava apoiando os braços atrás da cabeça. Não era um tom de falsa modéstia, mas o que dizia era bem sincero. - A gente teve muita sorte. Não foram nossos ataques que acabaram com ele, ele morreu envenenado pelo próprio veneno.

Parava de falar por alguns instantes, pensativa.

Akane: Sabe, pensei naquele vilão que o professor Saitama mencionou. Fisth of Death, rank S. Diabos, se eu fosse a única heroína por perto, não consigo afirmar que não iria tentar enfrentá-lo, por mais suicida que isso fosse. E... Vocês também enfrentaram vilões. E também os monstros, antes das aulas começarem. Podem me dizer se é... sempre assim?

Pela primeira vez Akane mencionava algo que dava a entender que havia visto o que eles fizeram. Bom, não era segredo para ninguém, afinal passou na televisão. Mas ela não tinha dito nada que indicasse que sabia do acontecido, até então.

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Leo Rocha em Seg Nov 06, 2017 9:28 pm

Isao tinha decidido ir até a academia após a aula, mas se deteve no pátio ao ver o grupo de conhecidos que estava conversando. Eles não estavam cochichando, então as palavras ditas podiam ser ouvidas sem muitos problemas. Ele, no entanto, não queria espreitar o grupo e se aproximou. Ouvindo o conteúdo da conversa, ele diz:

Arrow Treinos de simulação de combate não são coisa tão difícil de imaginar. Nós só aprendemos a lutar quando lutamos e faz muito sentido eles apressarem essa etapa, já que aguardam o retorno das criaturas que nos atacaram.

Ele olha para todos enquanto diz:

Arrow Quanto mais cedo entendermos algumas coisas, será melhor para todos: a primeira é que estamos aqui aprendendo a lutar e controlar nossos poderes e habilidades. Isso não será fácil e nos levará a confrontar o que há de melhor e pior em cada um...

Ele olha para Ray nesse momento, com expressão de quem se solidariza com a situação dele.

Arrow Se tivermos que lutar entre nós, não será o caso de um derrotar o outro e sim de cada um confrontar seus limites, medos e força. A batalha seria contra nós mesmos.

Ele olha para Chris nesse momento e em seguida para Ash.

Arrow Tendo isso em mente, pegar leve um com o outro seria um desrespeito a quem enfrentarmos, aos nossos tutores e a nós mesmos. Então, dêem seu melhor.

Ele olha para Akane nessa hora e dá um sorriso.

Arrow Vamos apenas tratar isso como parte do aprendizado e aproveitar a oportunidade de ter os maiores heróis do mundo analisando e ajudando a aperfeiçoar nossas técnicas de luta. Por falar nisso, já pensaram nos equipamentos?

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Scorpion em Seg Nov 06, 2017 11:25 pm

Ash e Isao logo se juntavam à conversa. Ambos tinham o respeito de Ray desde o começo, pois estavam presentes no Distrito Kane quando tudo aquilo começou. Ray meneou a cabeça para Ash, o único cara do grupo tão grande quanto ele...

Ash: não deixa isso te consumir cara. Se precisar conte comigo.... Pode não parecer, mas sei bem o que você está sentindo.

Ray: Vou tentar, cara. Obrigado, Ash. Você também, conte comigo.

Akane: Não é o que você é capaz de fazer que te define, mas sim o que você decide fazer com suas habilidades.

Ray meneou positivo para Akane. As palavras dela traziam sabedoria... não dava para discordar.

Akane: Sobre a luta.. não foi tão impressionante assim. Na verdade, foi mais instinto que coragem. É como se tivesse alguma força invisível que impulsiona a gente a agir. Eu nunca tinha me sentido assim. É como se tivesse mandado todo meu instinto de autopreservação pelo ralo, porque sabia que precisava fazer algo. Mas na verdade - falava apoiando os braços atrás da cabeça. Não era um tom de falsa modéstia, mas o que dizia era bem sincero. - A gente teve muita sorte. Não foram nossos ataques que acabaram com ele, ele morreu envenenado pelo próprio veneno.

Ray deu uma risada... mas não era uma risada debochada... era mais para irônica.

Ray: Sorte? Sorte é quando você é um cara com individualidade de eletricidade, prestes a morrer e começa a chover. Isso sim é sorte.

Parou de rir e deu um toque no rosto de Akane com o dedo, no famoso "cabeça erguida, garota".

Ray: Não menospreze o que vocês fizeram. Vocês estavam lutando pelo bem... eles entraram na nossa casa, mataram os nossos colegas. Sorte não tem nada a ver com isso. Eles mexeram com os moleques errados, na escola errada. O instinto de sobrevivência bate muito mais forte do que a ganância.

O que Isao falou não fez muito sentido para Ray Callitri. Aquele tipo de sabedoria de dojo nunca entrou na cabeça dura de Ray, então ele só ouviu.

Por fim, Akane falou sobre o Distrito Kane.

Akane: Sabe, pensei naquele vilão que o professor Saitama mencionou. Fisth of Death, rank S. Diabos, se eu fosse a única heroína por perto, não consigo afirmar que não iria tentar enfrentá-lo, por mais suicida que isso fosse. E... Vocês também enfrentaram vilões. E também os monstros, antes das aulas começarem. Podem me dizer se é... sempre assim?

Ray: Cê tá falando do Distrito Kane? Aquilo foi novidade pra nós... eu não posso falar por todos, mas o monstro que enfrentamos no Distrito Kane sequer se equiparam ao que enfrentamos aqui. Eu não sei vocês... ouvi pouco sobre o que cada um enfrentou, mas no meu caso... droga, eu enfrentei dois alunos da nossa escola. Kaneki e Touka... eu não os conhecia bem, mas pareciam ser boa gente. Touka queria me matar a todo custo, enquanto Kaneki queria só fugir com ela... quando eu me defendi, eu acabei... bem... vocês sabem o que houve com Touka. Morte cerebral por eletricidade... Aquilo transtornou Kaneki e eu tive de enfrentá-lo. Foi uma batalha de vida e morte. Ele estava possuído por um Kabane e quase me matou. O pior... era que ele tinha bons motivos para isso. Se não fosse a barreira caindo e a chuva, eu dificilmente teria derrotado ele.

Olhou nos olhos de Akane.

Ray: Se você quer a minha opinião... a pior batalha é a que travamos pela consequência dos nossos atos. Nós vamos suar, sangrar e termos ossos partidos... É indiferente. Porém, o que está nas entrelinhas dessas batalhas é o que realmente conta. Enfrentar monstros sem consciência é mole. Você mata... eles morrem. Enfrentar vilões com personalidade, famílias, histórias... aí é que está a grande batalha. Saber a hora de escolher matar ou poupar uma vida. É uma responsabilidade do cacete!

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Nasinbene em Ter Nov 07, 2017 3:43 pm

Harry se deteve um pouco mais na sala quando os amigos saíram... Tinha que conversar com Yoh. O garoto era um grande amigo de infância e acabou se esquecendo de dizer que também iria se juntar à UH. Enquanto os outros vão saindo, Harry se aproxima de Yoh, dá um tapinha fraco em sua cabeça e diz, sorrindo:

- Então, esqueceu de me contar que ia se juntar à UH, cabeça de bagre? Imperdoável, imperdoável... - Harry então aperta a mão do amigo - - É muito bom te ver aqui, Yoh... estou feliz de verdade. Mais tarde te apresento o pessoal, valeu?

Harry então começa a sair da sala, pensando na tarefa de casa passada pela professora Smart Girl. Aquilo realmente não seria fácil de bolar... Sua imaginação não andava muito fértil ultimamente... Precisava pensar em algo realmente útil, algo que lhe servisse em combate, como Smart Girl havia sugerido...
Quando Harry sai da sala, ele ve que todos os amigos estavam conversando numa rodinha no pátio. Apenas Jay e o Cuzão-Chan não estavam presentes. Harry sorri ao ver aquela cena. Estavam, de fato, ficando mais próximos. Harry se aproxima e alguns passos ouve parte do conteúdo da conversa e chega na roda justamente no momento em que Ray dava um soquinho de leve em Chris enquanto sorria. Imediatamente, Harry intervém na conversa dizendo em meio a um sorriso:

- Qual é Ray? Quer desmontar o carinha que mora logo ali? Se bem que, se socar o Chris vai te fazer sorrir, grandão, deixa que eu te ajudo...

Harry então diz aos demais o que achava sobre o treino de combate do qual estavam falando:

- Caras, eu concordo com o Isao... se não treinarmos e não nos prepararmos para dar nosso melhor, isso pode ser fatal quando estivermos em combate real. Além do mais, seria útil pra nós mesmos sabermos de nossas forças e fraquezas individuais... Nos ajudará a crescer enquanto grupo. Ou algum de vocês ainda duvida de que seremos um grupo algum dia? Talvez até sejamos reservas do World of Heroes, já pensaram? Caras... Isso sim seria demais...

Nesse momento, Harry se perde por um momento pesando em todos eles atual ao lado de National Man no World of Heroes... Já como adultos, heróis valentes e experientes, servindo como luz e inspiração para o mundo... Não é difícil imaginar que Harry ser perca em seus pensamentos dessa forma, afinal, apesar de tudo que ele e os amigos já tinham passado, Harry era um dos mais jovens ali, tinha apenas 13 anos... Se perder em pensamentos sobre  futuro era o que garotos como ele mais faziam...
De repente, num estalo, Harry volta à realidade e pergunta aos amigos:

- Caras, e a lição de casa? Alguém já fez? Tô pensando no que fazer ainda, to meio sem idéias...
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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Scorpion em Ter Nov 07, 2017 4:35 pm

Harry era um dos caras com quem Ray mais se dava, afinal, o baixinho era o colega de quarto. Além disso, Harry foi o primeiro cara a lutar ao lado de Ray. Quando estavam no Distrito Kane, Harry e Ray se uniram para dar cabo de um monstro. Aquilo fez com que Harry fosse um dos poucos caras com que Ray tivesse alguma intimidade e um senso de humor.

Harry: - Caras, e a lição de casa? Alguém já fez? Tô pensando no que fazer ainda, to meio sem idéias...

Ray fecha os olhos e cruza os braços, falando num tom sério, mas que Harry sabia que era irônico.

Ray: Que tal um Nike que se auto-amarra ou um skate que voa? Ou será que você é franguinho demais pra isso, McFly? Hehehe...

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Renata C. em Ter Nov 07, 2017 11:12 pm

Isao: Tendo isso em mente, pegar leve um com o outro seria um desrespeito a quem enfrentarmos, aos nossos tutores e a nós mesmos. Então, dêem seu melhor.

Akane: Pode apostar que darei o meu melhor, mesmo que isso signifique chutar o traseiro de alguns de vocês! - dizia rindo e  fazendo um sinal de afirmativo. - E sim, já tenho uma ideia para o equipamento.

Depois respondia pra Ray.

Akane: É o que estávamos falando antes, numa luta não dá pra determinar o que vai acontecer só por quão mais forte seu adversário é. Tem muitas outras variáveis. E não estou menosprezando o que fizemos, é só que.. Bem, podia ter dado uma merda muito grande. Mas na hora ninguém pensa nisso, eu acho.

Então ele dizia sobre ter lutado com dois alunos, que Akane não chegou a conhecer, e ter matado a garota acidentalmente ao se defender. Akane encostou-se na mesa onde suas coisas já estavam apoiadas, ouvindo Ray falar, em seguida olhou para cima e pensou um pouco antes de responder.

Akane: Todo ato tem uma consequência, mas... como você mesmo falou, ela estava tentando te matar. Não acho que foi exatamente uma escolha. Ou era ela, ou você. Eu entendo que você provavelmente deve ter repensado na cena inúmeras vezes, e pensando em milhões de formas de concluir a situação sem ter matado ninguém, mas no calor da batalha, não temos muito o que fazer além de agir. Diabos, o Tatara tentou me estrangular, depois envenenar todos com uma fumaça tóxica. E ainda assim, eu penso que talvez tivesse uma forma de vencer sem que ele tivesse morrido.

Mas aquela conversa já estava ficando muito depressiva. Realmente não queria pensar muito nisso agora que estava tudo bem. Haviam vencido aquela batalha, ao menos. Via o garoto que havia chegado, Harry, que era um pouco mais novo que ela. Ele parecia tão empolgado em dizer que eles futuramente poderiam se tornar um grupo de heróis, como o World of Heroes, que Akane não pode evitar sorrir.

Depois disso Akane sentou-se em uma das cadeiras do local e puxou da pasta uma folha e uma caneta e começou a desenhar*. Na verdade a ideia já estava bem clara em sua mente. Só precisava colocar no papel.


Era uma arma híbrida entre uma lança e uma corrente. Funciona tanto como uma lança comum como se desmonta em várias partes, a ponta podendo ser usada como um nunchaku, por exemplo. O material dela é um eficiente condutor de calor, o que faz com que, numa luta utilizando seu poder, somente Akane possa segurá-lo. Além disso, ela é capaz de drenar a energia dos adversários (somente através de contato físico) transformando-a em calor também, deixando assim a lança incandescente e sem ter custo de energia para Akane.

E NÃO É SÓ ISSO, quando ela não está em uso ela se transforma numa jóia que Akane irá utilizar presa a um colar (e que combina muito com suas roupas, diga-se de passagem), assim estando ao seu alcance quando for necessário.


*Se rir do material escolar da Akane ela quebra sua cara.

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Phelipe Peregrino em Qua Nov 08, 2017 8:11 am

Ray: Você sempre sabe a hora e o quê dizer, Chris. É por isso que nos tornamos amigos... o poder não sobe à sua cabeça. Eu respeito isso.

Chris sorriu ao ouvir isso. "Será que não?" Não fazem nem cinco minutos ele estava fazendo notas sobre as fraquezas de um colega. Esse choque de realidades balançou o garoto, no ponto em que perdeu a maior parte da conversa que se seguiu, só voltando à conversa quando Akane começou a rabiscar sua ideia com um material escolar bem... Peculiar.

Chris: Eu também pensei em algumas coisas... - Chris se sentou ao lado de Akane e pegou uma folha de papel, também começando a rabiscar. Depois de alguns minutos ele apresentou o modelo. - Aqui.


Era uma arma. Serviria para dois propósitos... Chris nunca contou isso para seus colegas, mas seu poder tinha uma limitação incômoda. Sim, ele disparava o próprio sangue, e isso por si só era sua fraqueza, porém, ele não podia disparar livremente quando quizesse. Era preciso um ferimento por onde o sangue correr.

Flashback Ato I escreveu:Aponto meu dedo para a criatura, aguardando o momento certo.

Chris:BLOODY PISTOL!

Disparo. Sinto o sangue percorrer meu braço através do arranhão, ele atravessa meu corpo causando um formigamento estranho.


Foi por isso que ele disparou contra as criaturas no Distrito Kane, mas não disparou um único ataque durante as invasões dos kabanes (ainda que, no fundo, ele não pretendesse mesmo). Era preciso um ferimento, mesmo pequeno, mas era preciso. E isso ele nunca tinha revelado. Essa era a primeira função da sua arma. Quando ele apertasse o gatinho, uma agulha perfuraria a palma de sua mão, saída direto do cabo, permitindo que o sangue circulasse e ele pudesse atirar.

A segunda função era dar a ele poder de fogo. Seu poder sacrificava seu próprio sangue. Sua própria vida. Cada disparo precisava ser preciso, e tão letal quanto pudesse ser. Porque, para Chris, o preço pago pelo seu ataque era ele mesmo. Ele gostava de pensar nisso porque fazia com que ele usasse seu poder da forma mais responsável possível sempre. E isso ele iria incorporar na sua arma. Sua vida continuaria sendo o preço a se pagar. Com um tambor de cinco cápsulas, as cápsulas teriam o poder de acumular todo o dano que Chris sofre em combate. Um ataque pra cada cápsula. Depois, Chris poderia disparar de volta esse dano, potencializado pelo seu próprio ataque, individualmente ou acumulado. Ele poderia somar todas as cinco cápsulas em um único disparo, ou uma de cada vez.

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Nasinbene em Qua Nov 08, 2017 1:50 pm

Harry é arrancado de seus devaneios pela brincadeira de Ray... Imediatamente, o garoto franze o cenho e entende o que aconteceu... Ray provavelmente tinha ouvido o primo chamar Harry de franguinho no quarto do hospital aquele dia. Deixando os ombros cair, com um tom entre amargurado e desanimado, Harry responde a Ray:

- Ah, cara... jura que você ouviu essa merda de apelido que o Bill me chamou aquele dia no hospital? Que merda de coma era aquele, Ray... - Mudando então de tom, para pura raiva, Harry endireita a postura, brandindo o punho no ar - - Ah, mas aquele infeliz me paga! Quando eu o pegar, meu pai não vai salva-lo dessa vez! Ele vai apanhar tanto que nem com um microscópio vai conseguir achar os cavacos dos dentes no chão! Eu vou...

Harry então para de falar e arregala os olhos... Com cara de maluco, Harry rapidamente saca um caderno de desenho da mochila e começa a rabiscar enquanto resmunga para si mesmo:

- Microscópico só não, telescópico também... claro, claro... infra vermelho também seria legal. Humm raios x podem ser úteis...

Quando termina, Harry vira o desenho para os amigos, que a esta altura devem estar achando o garoto meio maluco:

- E aí, o que acham? Se não posso ver quando estou voando, vou ver melhor antes e depois... o que acham?



off: Drako, conforme tinhanos combinado, Harry pensou pensou em óculos que lhe dessem visão tática, como o capuz do Batman mesmo. Telemetria, dados como distância e localização dos objetos avistados. Os óculos irão parecer com óculos de Snowboarding, contando com visão infravermelha, visão de raios x, microscópica e telescópica. Além disso, vai contar com o sensor de movimentos que o Lib havia sugerido, como o localizador do Aranha.
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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Ricardo Sato em Qua Nov 08, 2017 3:00 pm

Não tinham outras aulas e no estado literalmente apático de Jay ele fica ainda sentado um tempo e depois lentamente arruma suas coisas,nesse meio tempo ao erguer-se em direção a saída ele começa a ouvir uma conversa que parecia ter se iniciado já a algum tempo e o assunto é um possível teste de combate entre alunos....isso não era bom.Alguns colegas diziam ser imprescindível um combate aberto e outros estavam preocupados com mais do que possíveis acidentes,Alburn depois de raciocinar um pouco entra no segundo grupo.Sua arma era a luz,lasers causavam danos consideráveis,eram inclusive usados para lapidar diamantes e cortar metais além do calor excessivo,usar seus poderes ao máximo poderia causar sérios danos e de forma consciente e não incontrolável como outros alunos.Usá-los em uma intensidade segura porém,seria uma total desvantagem já que a não ser que fosse uma contagem de pontos uma luta supostamente iria até a queda ou desistência do adversário....mais do que isso,todos naquela escola desde a invasão e ele e os amigos desde o monstro na rua,já não tinham sido testados em situações de vida ou morte?

Ele então se lemba de algo,já tinha uma boa ideia do que pediria a Impey....mas com essa nova situação que os alunos conversavam talvez houvesse outra opção mais versátil que ele começa a esboçar ainda de pé enquanto se aproxima.

esboço:
*???MAESTRO???(sei que é um termo musical mas...)

Seria possível....através de um dispositivo simular a habilidade de meu pai de solidificar a luz????

-Danos físicos menos incisivos sem perda de intensidade.
-Maior versatilidade.
-Maior sutileza.
-Maiores opções em salvamentos.

....Analizar outras situações.

Ainda olhando para o caderno e com olhos e voz estranhamente vazios ele finalmente alcança o grupo.

E aí galera...alguém topa um almoço?

Quer dizer,entre ficar aqui em pé conversando e sentado com um hamburguer conversando eu prefiro o segundo....e podemos nos ajudar nesse trabalho....possível competição estúpida e sem sentido ou não,acho que todos concordamos que quanto mais eficientes vocês heróis forem,menos gente se machuca.

E mesmo os maníacos de academia ainda precisam de calorias pra gastar né?

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Guima em Qua Nov 08, 2017 9:23 pm

Ash: Então caras, nem pensei muito sobre equipamentos. Pra um lutador como eu não existe equipamento melhor do que os proprios punhos - Olho para meus punhos e depois pra todos que estavam ali. Sou um lutador e respeito as regras do combate desarmado. Os outros possuem poderes mais especificos mas meu foco e praticamente todo meu poder é baseado em força.

Ash: Mas vou pensar em algo que possa ser mais "defensivo" não adianta nada ser forte e ser atingido por um inimigo que possa atacar a uma distancia segura, não é mesmo?

Ash olha pra o desenho de Harry e da uma gargalhada - Legal o seu desenho de oculos de mergulhador cara - volto minha atenção para Isao dizendo - Voce possui alguma linhagem samurai, Isao?. Percebo honra e sabedoria em suas palavras e isso é raro. Concordo sobre pegar leve, se for para lutar que cada um de o melhor de si.

Volto a atenção para Akane questionando a mesma - Vi que você tem o professor Dragon como seu tutor, mas não te vi em nenhuma aula com o mesmo. Seria interessante ver suas demonstrações de força visto que você parece possuir um temperamento explosivo, embora esconda isso usando materiais escolares "fofos".

- Bom vou procurar o Impey enquanto to pensando aqui com meus botões no meu equipamento. A gente se vê por ai. Até mais pessoal...

Aceno para todos dando tchau e sigo pelos corredores da UH. Pelo caminho cruzo com Jay que estava indo na direção dos outros estudantes, aceno a cabeça pra ele cumprimentando-o. Enquanto caminho indo na sala de Impey penso na luta que tive contra o Kabane gigante. Um equipamento de defesa como um escudo poderia fazer uma grande diferença naquela batalha. Me recordo de um mangá que sempre lia quando era menor "Capitão Star" um heroi que usava um escudo para lutar contra as forças do mal. Era uma idéia interessante usar o escudo tanto ofensivamente como defensivamente... É acho que ja sei o que vou pedir para Impey...

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Scorpion em Qui Nov 09, 2017 12:17 pm

Akane: É o que estávamos falando antes, numa luta não dá pra determinar o que vai acontecer só por quão mais forte seu adversário é. Tem muitas outras variáveis. E não estou menosprezando o que fizemos, é só que.. Bem, podia ter dado uma merda muito grande. Mas na hora ninguém pensa nisso, eu acho.

Ray não pôde deixar de pensar em como as variáveis o favoreceram. Se a chuva não tivesse caído, certamente ele estaria morto naquele momento. Aquilo tornou seu semblante um pouco mais pensativo. Ele por fim, sorriu da ironia do destino. Se foi um herói que invocou a chuva ou se foi Deus quem a enviou, era indiferente... ele havia dito para Akane que não havia sorte no resultado daquelas batalhas, mas... diabos, a dele foi pura sorte no fim. O Kagami de Kaneki era bem acima do que ele estava disposto a enfrentar.

Akane: Todo ato tem uma consequência, mas... como você mesmo falou, ela estava tentando te matar. Não acho que foi exatamente uma escolha. Ou era ela, ou você. Eu entendo que você provavelmente deve ter repensado na cena inúmeras vezes, e pensando em milhões de formas de concluir a situação sem ter matado ninguém, mas no calor da batalha, não temos muito o que fazer além de agir. Diabos, o Tatara tentou me estrangular, depois envenenar todos com uma fumaça tóxica. E ainda assim, eu penso que talvez tivesse uma forma de vencer sem que ele tivesse morrido.

Ray: Touka estava pirada. Ela tinha objetivos malignos, com certeza, mas não Kaneki... Kaneki por diversas vezes pediu que eu fosse embora, para que ele e Touka pudessem fugir, mas... sei lá. Quer dizer, eles tiveram algum tipo de responsabilidade na morte do King, não é? Deixar eles escaparem assim... não me pareceu certo. Quando eu falei de descontrole de poder, foi... eu dei meu ataque mais fraco em Touka. Eu já tinha feito isso antes, com pessoas normais e ele só desmaia, mas ela... ela morreu. Era como se ela estivesse disposta a morrer para liberar algum tipo de poder em Kaneki. Eu só não entendo o porquê. Quer dizer... eles se amavam. Fazia sentido um morrer pra que o outro vivesse sem ele?

- Ah, cara... jura que você ouviu essa merda de apelido que o Bill me chamou aquele dia no hospital? Que merda de coma era aquele, Ray... - Mudando então de tom, para pura raiva, Harry endireita a postura, brandindo o punho no ar - - Ah, mas aquele infeliz me paga! Quando eu o pegar, meu pai não vai salva-lo dessa vez! Ele vai apanhar tanto que nem com um microscópio vai conseguir achar os cavacos dos dentes no chão! Eu vou...

Ray meneia a cabeça negativamente.

Ray: Eu sei que não é da nossa época, mas eu vi De Volta para o Futuro... E eu não tava em coma, McFly. Só tinha perdido muito sangue, mas tava de boa.

Jay: E aí galera...alguém topa um almoço? Quer dizer,entre ficar aqui em pé conversando e sentado com um hamburguer conversando eu prefiro o segundo....e podemos nos ajudar nesse trabalho....possível competição estúpida e sem sentido ou não,acho que todos concordamos que quanto mais eficientes vocês heróis forem,menos gente se machuca.  E mesmo os maníacos de academia ainda precisam de calorias pra gastar né?

Ray: Não acho que vão servir hamburgers no almoço, Alburn... Provavelmente vai ser Misoshiro, Arroz e Salmão. Era o que estava no calendário da cafeteria...

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Leo Rocha em Qui Nov 09, 2017 2:51 pm

Seguindo a sugestão de Akane, Isao rabiscava o seu caderno, em busca de alguma inspiração para o equipamento que pediria ao professor.
Ao fundo, ele ouvia os colegas falando. Principalmente Ray, que não parava de se lamuriar pela morte que ele provocou ao enfrentar os vilões que atacaram a escola e mataram seus colegas.
Isao pensou em dizer algumas palavras de apoio ao jovem, mas percebeu que ele não queria apoio e sim alimentar aquele sentimento ruim revivendo aquele drama várias vezes. Diante deste pensamento, Isao deu de ombros e buscou se concentrar para encontrar aquilo que procurava.

.......

Há algumas semanas atrás, Isao e Shang Chi treinavam arduamente, sendo observados por Hayate, um dos mais novos discípulos do Mestre. Quando Isao conseguiu fazer uma manobra que encurralaria Shang Chi, o mestre conseguiu saltar para cima, quicar na borda da parede e voltar com força, acertando-o e encerrando o combate.

Arrow Eu não esperava por esse golpe, mestre.

Arrow Eu sei. Isso é porque você, assim como a maior parte dos nossos oponentes, enxerga a luta em duas dimensões: altura e largura. Está na hora de mudar isso. Está na hora de aprender a lutar em três dimensões.

.....

Ele sorri ao lembrar daquele momento é dos treinos posteriores. Mais do que isso: ele sorriu ao perceber que tinha descoberto seu equipamento..
Um rápido esboço e ele finalizou o projeto, virando a página com tranquilidade após apreciar sua obra.

http://nerdpai.com/wp-content/uploads/2012/04/Amazing-Spiderman-Como-foi-feito-o-lan%C3%A7ador-de-teias-1.jpeg

Ao virar a página, ele dá mais um sorriso ao ver o desenho e lembrar do jovem Hayate dizendo:

Arrow Você já pensou em usar um uniforme mais maneiro? Assim você parece um policial...

Sim, ele estava pensando nisso...

https://vignette2.wikia.nocookie.net/swordartonline/images/f/fa/Kirito_ACD_1.png/revision/latest?cb=20120809063811

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Ricardo Sato em Qui Nov 09, 2017 5:22 pm

Era bom ouvir os amigos conversando...por um segundo esse pensamento passa pela minha cabeça,eu então me foco nessas palavras,tento me lembrar de como era me sentir bem e me divertir,forço as lembranças na mesma medida em que deixo os bloqueios sinápticos que havia criado se dissolverem.Por um instante eu abaixo a cabeça e ao ergue-la minha expressão está diferente,mais jovial,assim como minha voz ao responder ao que Ray dizia.

Ray: Não acho que vão servir hamburgers no almoço, Alburn... Provavelmente vai ser Misoshiro, Arroz e Salmão. Era o que estava no calendário da cafeteria...


Salmão tudo bem....mas Misoshiro,eu tenho que comer isso quase todo dia em casa e aqui também?!?!?!?!...Meu deus deixamos mais um vilão infiltrado na escola e esse tá na cozinha.

Porém com a dissolução de minha habilidade também vinha um outro lado,que não demorou muito a aparecer,já que sem querer meus olhos se voltaram ao corredor a frente e passando por lá eu viu Ceresa....só agora noto como ela está linda.Novamente abaixo a cabeça e sem perceber digo algo mais alto do que deveria.

Que...saco,to precisando mesmo é de uma cerveja...

Ops....Jay,Ember,Alburn,você é mesmo um burro,isso não é o tipo de coisa a se dizer a aspirantes de heróis....na mais observada escola do planeta.

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Drako em Sab Nov 11, 2017 9:17 pm

O sinal já tinha tocado e a aula de Saitama terminado, mas dois alunos ficaram após o horário, interessados em saber mais sobre a Batalha dos deuses. Isao e Akane se interessaram no que teria sido a maior batalha da história da humanidade e o vilão protagonista, Fist of Death.

Isao: Obrigado pela aula, professor. Há algo mais que eu possa ler sobre esse evento?

Akane: Alguém sabe o que aconteceu com o Fist of Death após a luta, sensei?

Ele coça o queixo olhando para cima, com uma feição tranquila.

Saitama: Livros? Não sei, não costumo ler. Deve ter algo na biblioteca ou na internet. Sobre o Fist of Death, só o National Man sabe o que aconteceu e a Michelle me disse que ele nunca contou para ninguém.

O professor percebe a decepção no rosto dos alunos e tenta compensar de alguma forma. Então decide dizer o que sabe sobre o vilão.

Saitama: Vocês se interessaram mesmo pelo evento não é? Então vou contar o pouco que eu sei.


“Fist of Death, o Punho da Morte, ninguém sabe de onde ele veio ou quem ele é. Seus socos destruíam montanhas e seus chutes abriam crateras no chão. Um dia ele simplesmente apareceu no meio de Stan City e exigiu uma batalha contra o National Man. Para criar urgência, ele iria destruir um distrito por cada minuto que o herói o fizesse esperar. O WoH demorou apenas 2 minutos. Dois distritos vizinhos foram destruídos, sem reparo. Hoje o local é conhecido como os Gêmeos fantasmas, apenas bandidos e vilões usam o que sobrou do lugar.

O grupo de heróis chegou aos escombros dos distritos e iniciaram uma batalha, mas o National Man não estava lá, alguém importante estava em perigo e ele precisava ajuda-lo. Poucas são às vezes em que os membros titulares e os reservas do World of Heroes são convocados para a mesma missão, e ainda menores são às vezes em que todos comparecem. Não adiantou nada. Nem mesmo Alpha e Speedo foram pareôs para ele. Eles conseguiram mais 10 minutos de atraso até a chegada do herói de classe S. Quando ele chegou, National Man estava diferente, parecia irritado... triste. Começaram a lutar e o campo de batalha deixou de ser a cidade de Stan City, mas todo o mundo. O chão tremia como um terremoto a cada soco que eles trocavam. O clima ao redor do mundo mudava repentinamente, ondas enormes ocorriam nas praias, vulcões entravam em erupções. Até que durante a luta National Man e o WoH, em contato telepático, escolheram um país que deveria ser sacrificado para que os dois pudessem lutar com tudo, sem que o herói precisassem se preocupar com civis. O país de Uscor foi escolhido, evacuado e dizimado. A luta durou 5 dias. A partir dai ninguém mais sabe o que aconteceu, além dos dois que lutaram. Fist of Death foi derrotado, mas sumiu desde então. ”

Ele para de falar e fica olhando para os dois, sem saber o que dizer agora. Contou a história, não era o que queriam? Podem ir embora, foi o que pensava, pois estava totalmente sem jeito.

Saitama: Então é isso!

Saiu correndo pela porta, sem deixar que eles falassem nada. Se entreolharam, tinham ficado empolgado com a história, mas sem entender o jeito esquisito do professor. Não importava, a próxima aula estava para começar.



Após a aula da professora Smart Girl, o grupo se reuniu para bater um papo e estreitarem as relações. Akane era a mais nova da turminha, mas já tinha se entrosado perfeitamente. O único dos jovens heróis que não se envolveu foi Yamamoto, que foi direto para o seu dormitório pensar na sua arma.

Passaram a tarde conversando e não se deram conta do tempo, ao mesmo tempo imaginando os projetos que iriam levar ao artesão da universidade. Momentos como aqueles eram raros para eles. Cada um com sua tragédia e seu drama pessoal, acabavam esquecendo que apesar de tudo ainda eram crianças. Resolvem então se despedir. Ray e Ash vão para a academia, o segundo lar deles. Os outros vão para seus dormitórios.

A noite cai e o sono chega. Enfim era outro dia.

Todos os alunos da classe 20x7 foram para a sala de aula, como o de costume, mas não havia nenhum professor. Yunio olhou os horários no seu HeroPad e viu que o professor Zodiac estava escalado para lecionar no primeiro tempo. Até que eles se recordam que a professora Smart Girl tinha avisado que o dia todo eles estariam com Impey.

Uma hora depois, ninguém tinha chegado. Os ânimos começam a ficar agitados, estavam entediados de ficar ali esperando. Então, ele entra pela porta.


Impey: Desculpe o atraso, gente. Acabei demorando mais do que eu esperava na construção do novo Robô gigante de um herói profissional recém-formado. Espero que me desculpem, o peguei para construir ontem e errei nos cálculos. Pelo menos ele me pagou uma boa grana.

Ele tira e guarda as luvas cheias de graxa no macacão. Vai até a mesa, puxa a cadeia, vira ao contrário e senta.

Impey: Meu nome é Impey Barbicane, não tenho nome de herói, já que não sou um. Sou o artesão da universidade e do governo, além de trabalhar com freelancer. A  Emma... digo, Smart Girl, me pediu para dar um apoio a vocês, criando itens especiais que vocês possam usar em batalhas daqui para a frente. Pois bem, estou aqui para fazer isso. Peguem uma folha de papel, escrevam suas ideias, desenhem e me entreguem. Nós temos quantos alunos aqui? Um... dois... dez... vinte alunos. Faremos todos os vinte itens hoje.

A aula começa e eles escrevem tudo no papel e entregam ao professor. Ele pega os vinte papéis e pede para que eles sigam-no. Impey desce as escadas, sai do prédio principal e procura um local aberto. Ele acha um lugar um pouco afastado, com uma enorme árvore em que haviam um único balanço feito de cordas preso nele. Para ele o local era perfeito, muito espaçoso. Coloca as mãos no chão e fecha os olhos.

Impey: WORK ROOM!

Do nada começa a se materializar uma enorme Ferraria. Eles entram.

Dentro da Ferraria tinha tudo que Impey precisava para criar qualquer tipo de artefato, mas não só isso. Tudo era automatizado, era como se cada ferramenta, cada objeto fosse vivo e soubesse o que fazer. Ele começa a fabricar os itens um a um, com a ajuda do aluno responsável pela ideia.

Até que eles escutam alguém bater na porta, Impey a abre e Michelle entra.

Michelle: Desculpe o incomodo, Impey. Preciso dar um comunicado.

Impey: Sem problemas, Michelle, a universidade é sua.

Michelle: Obrigada.

Ela se vira para os alunos. Como sempre, se mantinha séria em tudo que fazia.

Michelle: Bom dia, alunos. Venho informa-los que a sua turma foi escolhida para participar do evento bianual da Universidade, o Torneio de Batalha. Não sei se já viram na TV em ocasiões passadas, mas se trata de um evento em duas fases. A primeira, a fase de duplas, conta com dez arenas com batalhas simultâneas em que vocês deverão trabalhar em conjunto para derrotar a dupla adversária sorteada. Essa fase é fechada, liberada apenas para professores e alunos assistirem. As cinco duplas que forem bem sucedidas passaram para a próxima fase, de lutas mano a mano. Os dez vão ser divididos em chaves, de acordo com o desempenho na etapa anterior, e irão lutar entre si. Os itens feitos hoje só poderão ser usados na segunda fase.  Aquele que chegar até a última luta e derrotar seu adversário é o vencedor do torneio. Essa etapa sim será televisionada.

Ela entrega panfletos com as regras do torneio para cada um deles enquanto continua falando.

Michelle: Participar desse torneio vai dar visibilidade a vocês. Não só pessoas comuns, mas os heróis irão reconhecê-los. Sendo reconhecidos, mais fácil será para serem escolhidos em pedidos de estágio. Os estágios supervisionados não são feitos por qualquer um, apenas heróis de Rank B para cima podem ter estagiários. Heróis como Zodiac, Regulus e, pela primeira vez, Speedo,  são alguns profissionais que aceitarão inscrições esse ano. Só de chegarem na segunda fase já é um benefício em tanto.

Michelle termina de entregar os papeis e volta para a frente deles.

Michelle: O Torneio começa na semana que vem, então se preparem até lá. Alguma dúvida?

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Scorpion em Dom Nov 12, 2017 10:41 am

Quando é a vez de Ray, ele caminha até Impey e entrega uma folha de papel com uns rabiscos....



... Não era um desenho de todo o mal. Na real, Ray até desenhava de maneira considerável, visto que passava muito mais tempo sozinho e acabou desenvolvendo um pouco de talento.

Ray: Boa tarde, mestre Impey. Bem... a minha ideia é simples. Meu corpo gera, de acordo com o professor Zodiac, uns 9 mil volts o tempo todo. Só que ele gera por todo o corpo... então eu pensei em algo que puxasse a energia do meu corpo e transferisse pra esses quatro receptores nos nós dos dedos aí, do desenho, amplificando a eletricidade que eu gero no ponto do meu soco. O senhor acha que é possível?

Claro que era possível! Tudo era possível praquele cara. Então, Ray acompanhou todo o processo de produção da luva e, quando ficou pronto, no final, a calçou. Um pequeno surto de eletricidade passou por ela, iluminando a parte de cima da luva com uma luz bem forte. Por meio segundo, todo o corpo de Ray estava desprovido de eletricidade. Ele sentiu finalmente os musculos do abdomen, biceps e coxas relaxarem, sem a tensão elétrica... mas foi por muito pouco tempo. Aquilo mostrava uma coisa: A luva era funcional.

Ray se curvou em agradecimento a Impey e o olhou nos olhos.

Ray: Muito obrigado, mestre. Farei bom uso dela.

Logo quando os outros estavam fazendo os seus itens, Ray sentou e esperou que o resto dos colegas acabasse...

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Renata C. em Dom Nov 12, 2017 8:57 pm

Akane nunca foi muito o tipo de estudante que fica pedindo informações extras após a aula. Apesar de ser inteligente, não era tão nerd assim. Mas se tratava se uma luta entre um o maior herói do mundo e talvez o vilão mais poderoso de todos, então como não se interessar por isso? Num primeiro momento o professor parecia não saber nada a respeito (ou melhor, não querer contar, afinal obviamente ele sabia por estar lá), mas ele falou um pouco sobre a batalha, afinal.

Se naquele momento Isao ou o professor Saitama olhassem para os olhos de Akane, quase era possível ver estrelas neles de tanto que a garota parecia animada em ouvir aquela história. Ela se prendia com atenção a cada palavra que o professor dizia. Pensou na bravura dos membros do WOH em enfrentarem o Fist Of Death até que o National Man chegasse... E quando ele chegou foi uma luta que destruiu um país inteiro. Wow...

Após terminar a história o professor Saitama olha sem jeito para os dois. Akane olha para o professor mas antes que pudesse dizer qualquer coisa ele saía correndo da sala.

A garota de cabelos vermelhos dá um suspiro antes de falar com Isao.

Akane: Ah, cara... Não deu nem tempo de agradecê-lo por ter contado a história. - Depois Akane ergue a cabeça e olha para o colega da sala, antes de saírem e se juntarem aos outros. - Ele disse que o National Man não chegou na hora porque estava protegendo alguém importante, e quando apareceu parecia estar triste. Você acha que ele.. talvez não tenha conseguido salvar essa pessoa importante?

Pensou por mais alguns instantes enquanto terminava de recolher suas coisas. Não pensava na batalha, mas naquela frase do professor Saitama. Imaginava o quanto ele deveria sofrer pressão por ser o maior herói de todos. O quanto todas as pessoas esperavam que no mínimo ele fosse fantástico. Sempre desse um jeito de resolver a situação.

Não deveria ser nada fácil.

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Após ter feito a lição de casa e conversado com os colegas de sala, Akane foi até o seu dormitório, ajeitou suas coisas e tomou longo banho antes de vestir seu pijama e deitar-se. Asuna já esta dormindo, então ela ficou olhando para o teto até pegar no sono. Pensava ainda no final da aula do professor Saitama.

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SONHO:
Ela corria o máximo que seus pés suportavam. Aliás, além do que era capaz de aguentar. Seus pés latejavam dentro das botas, ela sentia um líquido molhar sua meia, o que fazia ter certeza de que eles sangravam. Mas ainda assim ela não parava.

Ofegante, Akane parou diante de uma porta. Ela quase não conseguia manter-se de pé. Tentou abrir, mas estava trancada. Juntou as forças que tinha para chutar a porta e ela caiu no chão fazendo um grande estrondo.

Correu para dentro da casa, mas estagnou-se ao ver a cena diante de seus olhos. O cheiro ferroso do sangue e de morte preenchia todo o lugar, os corpos dos pais da menina estavam presos por ganchos ao teto como carnes num açougue.

O corpo da garotinha estava caído no chão, Akane correu até ela e constatou que ela já estava sem vida.

Akane: Me desculpe... - balbuciava com a garota em seus braços - Eu cheguei tarde demais.


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Akane acordou num sobressalto, mas não fez nenhum barulho que pudesse acordar Asuna. Ela ficou ali, parada, olhando para o teto o resto da noite, pensando que diabos havia sido aquele sonho. Esse era o sentimento de impotência ao não conseguir salvar alguém? Era.. horrível o bastante para ela.

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Akane estava sentada na sua carteira habitual, com os braços servindo de apoio pra cabeça. Dormira tão mal, que se soubesse que o professor iria atrasar teria tentado dormir mais um pouco pelo menos. Estava com olheiras.

Além de cansada, estava entediada. Mas se tinha uma coisa que fazia com que ela se animasse, era isso.


"Own", pensava olhando para tela do celular e dando um leve sorriso. Esperava que ninguém reparasse nisso. Realmente, havia facetas de sua personalidade que não gostaria que a maioria dos colegas conhecesse. Já bastava Ash ter comentado que seu material escolar era "fofo", isso não combinava em nada com a heroína fodona e badass que Akane pretendia se tornar.

Após uma eternidade Impey chegava. Ele dizia que estava construindo um robô gigante. Ok, parecia um motivo razoável para se atrasar, para Akane.

Já havia feito seu desenho e as ideias principais do seu item no dia anterior, então somente aguardou a continuação da aula.

Akane: Wow! - era tudo que a garota era capaz de dizer ao ver uma ferraria materializar-se diante dos seus olhos.

Provavelmente ele possuía uma individualidade de Tier Three, pensou, e seu poder era fantástico.

Quando chegou a hora Akane mostrou seu desenho da lança ao inventor e explicou como queria que ela pudesse conduzir seu poder de forma eficiente e também "drenar" o poder do adversário, bem como queria que ela pudesse ser usada como lança ou corrente.

Akane: Ah, senhor Impey, tem mais uma coisa. - Akane olhava pro lado e suas bochechas coravam um pouco antes dela continuar a falar. Estava se sentindo bem boba por dizer isso, na verdade - É possível fazer ela em vermelho e dourado?

Algum tempo depois a professora Michelle aparecia. Ela falava sobre o Torneio de Batalha da Universidade. Chris estava certo, afinal. Akane ouvia as palavras da professora e um sorriso se formava em seu rosto. Era difícil descrever o quanto ela estava ansiosa por isso! Já havia visto o Torneio na Televisão outras vezes, mas não se lembrava de uma turma de primeiro ano ter participado.

Só isso já seria motivo para ficar bem feliz, seria uma forma dos heróis poderem conhecê-los, já que praticamente todo mundo assistia o Torneio, além de ficarem famosos e tal.

Mas quando Michelle disse que alguns heróis estavam aceitando inscrições de estágio e assistiriam, o coração da garota deu um salto.

Regulus. Assistindo. Aceitando inscrição para estágio.

Eu preciso ganhar esse torneio. Preciso mesmo, mesmo, mesmo. Akane pensava enquanto a professora Michelle entregava os panfletos. Imagina como seria fazer um estágio com o Regulus.

Michelle: O Torneio começa na semana que vem, então se preparem até lá. Alguma dúvida?

Akane: Sim, prof- desculpe, diretora Michelle, como as duplas da primeira fase serão escolhidas?

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Drako em Dom Nov 12, 2017 10:09 pm

Akane: Sim, prof- desculpe, diretora Michelle, como as duplas da primeira fase serão escolhidas?

Michelle: As duplas serão escolhidas entre vocês. Existe toda uma estratégia envolvida sobre isso. A pessoa que irá lutar ao seu lado precisa ser alguém que lhe ajude em áreas da qual você não é eficiente, porém, ela será sua adversária na próxima fase. Se aliar com alguém muito poderoso é um benefício a principio, mas pode ser um malefício mais para frente. São várias questões em que vocês devem ponderar antes de escolherem seus parceiros. E eles, é claro, tem o direito de recusar.

Off: Obviamente player só pode ser dupla de player. Então se virem para escolherem entre si, não importa como, mas que seja In game. Se quiserem já podem ir vendo isso nessa rodada mesmo. A próxima atualização já começa o torneio.

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Scorpion em Seg Nov 13, 2017 11:36 am

Ray ouviu a esplicacao que Michelle deu para Akane. Então seriam eles a escolherem as duplas? Bem... Aquilo seria interessante, pelo visto.

Ele correu o olho bom sobre todos os que estavam ali, para imaginar quem poderia ser uma dupla interessante. Ele pensou apenas nas pessoas com quem tinha alguma afinidade maior, como Chris, Ash e Harry... Chris era o gênio do grupo... Ash era os músculos e Harry... Bem, era o tal McFly.

Harry tinha o poder de voar e gerar campos de força. Ele foi a primeira pessoa com qm Ray lutou ao lado e a estratégia deles era bem clara. Um foguete que disparava raios. Uma estratégia batida...

Ash podia expandir os seus músculos e resistência. Além de Ray, Ash era o mais forte fisicamente e eles seriam uma dupla de marombeiros. Seria uma dupla extremamente interessante... O físico mais poderoso da turma juntamente com um dos poderes a distância mais destruidores. Porém... Ash daria uma boa final se Ray conseguisse se classificar até lá. Melhor deixar o prato principal por último.

Por último havia Chris, que tinha o poder de disparar coisas com o seu sangue. Porém, esse não era o verdadeiro Lane de Chris. Chris era um gênio é um estrategista. Esse era seu verdadeiro "poder". E isso poderia ser um bom trunfo na hora da batalha.

Estava decidido, então.

Ray aproximou-se de Chris e fez aquele soquinho esperando o dele.

Ray: O que me diz, Stone? Vamos lutar juntos?

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