Ato 3 - Torneio!

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Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Drako em Seg Out 23, 2017 7:36 pm

A chuva tinha sessado, passou como um temporal e minutos depois ela se foi. O campus da universidade estava encharcado, com várias poças em uma tonalidade vermelho-púrpura. Corpos de zumbis estavam espalhados por todo lado, até onde o olho alcança, numa quantidade estimada há quase mil Kabanes. O serviço de limpeza já tinha começado o seu trabalho, recolhendo tudo que era indesejado para ser cremado em um local conveniente.

Perto do portão, Speedo escoltava os policiais que levavam presos Noro, Loki e os irmãos Bin. Ao coloca-los no camburão, o herói corre ao lado do veículo, evitando que qualquer tentativa de fuga ou ataque possa ocorrer.  

As luzes das ambulâncias brilhavam, em uma enorme quantidade, levando os feridos do local. National Man ajudava a transportá-los até o momento em que Chris se aproxima. Segurando o punho machucado o menino ficou encarregado de passar as más noticias aos heróis. Sobre a origem do ataque, seu organizador, os homens que participaram, a sua forma de transporte e acima de tudo, sobre a misteriosa menina que quebrou seus dedos. As palavras saiam de sua boca em uma seriedade e um tom sombrio espantoso. Estava realmente assustado.

Foi então que Chris contou sobre a menina Eto. Olhando nos olhos do herói o jovem lhe informou que a garota tinha uma aura esmagadora, um poder bruto sufocante e que ela tinha sido criada para mata-lo. National Man escuta tudo e tenta montar o quebra cabeça em sua mente.


National Man: Hum... obrigado por me alertar.


Ele apoia a mão na cabeça do rapaz e sorri. Chris pode sentir o peso das mãos dele, aquelas que carregavam um fardo pesado demais, mesmo para ele. Lembrou-se da história que Eto lhe contou, de que o homem a sua frente era um monstro. Pensou em como ele sufocava a maldade do mundo apenas por estar vivo.

National Man: Mas não se preocupe comigo, ela não foi a primeira pessoa criada para me matar, nem vai ser a última. Eu sei do mal que há lá fora, preciso ser um alvo grande demais para ele, que se foque apenas em mim, e garantir que não atinja as outras pessoas. Garantir que elas tenham o direito de sonhar com o seu futuro perfeito.  “Os sonhos nos salvam. Os sonhos nos levantam e nos transformam.” Eu não vou perder enquanto eu tiver a minha razão para lutar.

National Man recua a mão e se vira para continuar o trabalho.

National Man: Nós vemos por ai! Cuide-se, jovem!



Três meses se passaram desde o ataque à universidade.

O lugar era enorme e se não fosse pela ajuda dos heróis a reconstrução seria mais demorada. O sistema de segurança foi remodelado, agora não só o diretor, mas National Man, Speedo e Alpha teriam acesso privilegiado. O número de câmeras dobrou, metade visível e a outra metade escondida. As aulas obviamente foram interrompidas, mas os alunos puderam continuar com suas aulas extras.

Mas a grande novidade ficava por conta do World of Heroes. No topo do prédio principal, com vista privilegiada para todo o campus, foi construído uma mini base para o grupo. Não era aberta para visita dos alunos, a não ser que um dos membros convidasse. A equipe também teve uma nova adição. Zodiac foi admitido, indicado pela irmã Michelle, além de ter se saído bem na batalha contra o monstro durante a invasão. Ele continuaria com a dupla função, de professor e membro do WoH.

Quando tudo estava pronto para a reabertura da Universidade, Anonymous lançou e-mails para todos os alunos informando o dia em que poderiam voltar. Além disso, a imprensa também fez sua parte divulgando o retorno das aulas.

Chris fugia de casa pela janela, correndo do esporro que ira com certeza receber da mãe por ter comprado um perfume falsificado, que a causou manchas no pescoço. Ele corre pela rua até que encontra seu melhor amigo, Greg, com um livro na mão. Eles andam pelo bairro quando uma conhecida passa por eles e dá tchau paro o Stone.


Greg: Cara, ela tá tão na sua!

Ele dizia isso sempre, era quase que um bordão, mesmo que a menina nem sequer ligasse para Chris, o que acontecia em 95% dos casos. Foi então seu celular bipa, anunciando a chegada de um e-mail.

Ash estava onde normalmente ficavam na maioria do tempo, na Academia do Joe. Ficará por lá por boas horas, socando o saco de pancadas. Não sabia se seu tédio era por não ter nada para fazer ou se sentia falta da Universidade. Querendo ou não, passou por momentos bem agitados lá. E para um lutador, adrenalina vicia. Peter chega para falar com ele.


Peter: Já está ai há horas, não vai comer nada? E teu telefone tá apitando ai na bolsa, deve ser algo importante.

Ele joga a mochila para Ash, que recebe as notícias boas.

Isao meditava no dojo, era quase que sua segunda casa. No fundo ele já sabia, mas ter a confirmação que seu mestre Shang Chi se importava com ele a ponto de ir ao hospital verificar se ele estava bem o enchia de alegria. [Fruu ] O telefone vibra ao seu lado. Watabane abre os olhos, pega o celular e lê a mensagem. Um sorriso de canto de boca brota em seu rosto. Ele se levanta, mas alguém estava atrás dele.


Era Yahiko, o mais novo discípulo do dojo. Ele ainda usava uma espada de madeira e via Isao como uma meta a ser alcançada e principalmente um rival.

Yahiko: Eu vi na TV. Você já vai? Antes de ir, lute comigo!

Daichi se sentava à mesa junto ao pai. Mesmo morando na mesma casa, eles não faziam isso muitas vezes. Com a TV ligada, eles acompanhavam no jornal a noticia de que a universidade iria reabrir as portas no dia seguinte. Seu pai sabe que o filho queria trilhar o caminho de herói, mas depois de tudo que aconteceu há três meses, como poderia encorajá-lo a colocar a vida em risco novamente? Nenhum pai em sã consciência iria querer isso.

Kiritsugu: Dai-chan... é isso mesmo que você quer para a sua vida?

Ele olha seriamente nos olhos do filho enquanto espera uma resposta.

Akane estava no quarto, deitada na cama de bruços e balançando as pernas, enquanto olhava a revista Heroes Magazine. A edição desse mês era focada exclusivamente em Regulus, com o seu histórico, descrição de poderes, batalhas marcantes e entrevista exclusiva.


Enquanto ela se mergulhava nas informações da revista, seu rádio sintonizava na estação de rock, que anunciou as novidades da faculdade entre uma música e outra. Nisso, sua mãe bate na porta. Akane não escuta e ela bate mais forte.

???: Akane! AKANE!! Já soube da universidade?!

Ray também estava em casa, já tinha recebido a notícia. Ainda sentia as dores dos ferimentos causados na batalha, mas já tinha se recuperado em sua totalidade. Sua irmã corria para todos os lados dentro do seu quarto, brincando com o seu alce de pelúcia. Fazia suas malas novamente, tinha que voltar para a universidade. A pequena então para e olha para o irmão, muitas vezes mais alto. Ela puxa a roupa dele, feita de material emborrachado.

Shizuka: Oni-chan! Cuidado, tá?

Parado de pé em seu quintal, Harry se matinha de olhos fechados. Ele tentava, sem sucesso, repetir o que tinha feito durante a luta contra Noro. Controlar aquilo seria de extrema ajuda para o jovem aprendiz de herói, mas nem ele sabia como tinha feito tal coisa. Franzia a sobrancelha e contorcia o nariz, quase que fazendo força, mas nada. Até que seu amigo de infância, Yoh, aparece pelo muro.


Yoh: Ei, Harry! O que tá fazendo?! Parece que tá com vontade de ir ao banheiro! Achei que já tinha ido para a UH!

Ele não tinha entendido porque a principio, pois estava sem o celular ou acesso a qualquer outra mídia, mas logo percebeu do que o amigo falava.

Jay e Ceresa estavam sentados na frente da loja de conveniências da sua rua, olhando para o céu. Ela pega da sacola uma latinha de cerveja e oferece ao rapaz. Eram menores de idade e sabiam que não podiam tomar aquilo, mas o dono da loja já era famoso entre a rapaziada por vender bebidas alcoólicas para eles. Eles já tinham recebido a mensagem da universidade.

Ceresa: Vai ser esquisito voltar para lá, aquilo que rolou foi assustador. Ainda não acredito que saímos vivos. E isso me lembra, naquela hora, você disse que tinha algo pra me falar.

Off: Fiquem a vontade se quiserem interagir com os NPCs e até mesmo escrevem falas para eles. Só o Sato que não pode muito mudar o Status Quo da personagem por enquanto, pois ela vai continuar fazendo parte da aventura.

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Renata C. em Seg Out 23, 2017 10:15 pm

Antes

Ainda no hospital, um dos garotos falava com Akane, logo após ela ter apagado o pequeno foco de incêndio em sua cama.

Chris: Tá tudo bem?  Eu nunca te vi na escola antes... Meu nome é Chris. Quem é você?

Akane: Ontem foi meu primeiro dia, na verdade. - E que maneira de começar não era? Shit gets real no primeiro dia de aula, enfrentando vilões de verdade. - Meu nome é Akane. Ueno Akane. Argh, como eles podem dizer que não sabem se a Universidade conseguirá se manter depois dos ataques?

Ela falava com o garoto ao mesmo tempo em que procurava algo nos bolsos do próprio casaco. Ah, droga, havia dado seu último chocolate para a Asuna enfrentar o vilão. Após alguns segundos, ela falava com ele de novo.

Akane: Hey Chris! - o chamava séria, como se tivesse um assunto muito importante a tratar. - Você por acaso não teria algum doce aí, teria?

Mas logo alguns dos garotos recebiam visitas, por isso ela ficou quieta novamente. Só queria saber quando poderiam voltar a estudar.

E se havia uma lanchonete próximo a enfermaria. Prioridades.

-----


Três meses era tempo demais, mas era até compreensível, não iriam reerguer a Universidade da noite pro dia. Akane estava no seu quarto, local onde passara a maior parte do tempo desde então. O som alto preenchia o quarto, e conforme as batidas da música a garota balançava os pés ritmadamente.

Regulus era TÃO legal. Ela parava com mais atenção nas páginas da Heroes Magazine que falavam sobre ele. Havia esse lado do heroísmo também, a fama. Sair nas capas de revista, todos saberem seu nome. Talvez, quando fosse fazer um estágio, pudesse até trabalhar com ele? O lado de fangirl parecia aflorar com aquele herói que tinha poderes semelhantes aos dela.

Chegaria um dia em que as pessoas a reconheceriam na rua também? Óbvio que sim. Só precisava trabalhar duro e seria uma das melhores. Teria que ser! Seria até mais famosa que o Regulus! HAHA! Jogava a revista para um lado, enquanto enfiava a mão em um saquinho de jujubas que estava na cama, também.

Quase soltou um grito de felicidade quando, entre uma música e outra, anunciaram na rádio que as aulas da Universidade de Heróis iriam recomeçar.

Hana: Akane! AKANE!! Já soube da universidade?!

Não havia ouvido da primeira vez que a mãe chamou seu nome, na segunda vez ela praticamente gritou, e quando foi olhar para responder, Akane se deparou com sua mãe parada ali, na porta, a observando.


Akane: Sim! Já não era sem tempo!

A garota não pode evitar dar um grande sorriso e sentar na cama enquanto falava isso. Mais alguns dias e poderia voltar finalmente. Ao olhar ao seu entorno, pensou que ainda bem que teria alguns dias, visto a completa bagunça em que suas coisas estavam.

Akane estralou os dedos e se espreguiçou demoradamente antes de se levantar, foi até o som e aumentou o volume, antes de começar a organizar seu quarto.

--

Como havia muita coisa pra ser feita, esses dias que faltaram antes das aulas recomeçarem passaram bem rápido. Logo Akane terminava de fechar sua mala, e se preparava para pegar o trem em direção à Universidade novamente.


Sadao: Tenha cuidado.


Hana: E lute a boa luta, Akane! Tenha um bom ano letivo!

A garota apenas fez um sinal de afirmativo com a cabeça, antes de sair de casa.

Novamente, estava indo para o lugar onde sonhou por tanto tempo em estar. Depois de tudo que havia acontecido no seu primeiro dia, não era possível ver a profissão de herói com os mesmos olhos. Sabiam, agora por experiência própria, do tipo de coisa que os heróis enfrentavam diariamente: vilões malucos, maníacos homicidas e... perdas.

Mas sabia que no final valeria a pena. Ela não havia pensado, sequer por um segundo, em desistir. Akane sempre foi meio cabeça dura mesmo.

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Ricardo Sato em Seg Out 23, 2017 11:27 pm



As tardes estavam tranquilas e assim que a chuva passava o sol brilhava intensamente...passava muito tempo com Ceresa,principalmente depois do E-mail da UH,o que tornava meu dia ainda melhor.



Pego a cerveja que ela me passa e dou um sorriso,tomo um gole e encosto a lata gelada em minha testa enquanto fecho os olhos e absorvo a luz.

Ceresa: Vai ser esquisito voltar para lá, aquilo que rolou foi assustador. Ainda não acredito que saímos vivos. E isso me lembra, naquela hora, você disse que tinha algo pra me falar.

COF...cof...cof...O qu...

Aquilo me surpreendeu mais do que o Tatara soltando veneno,não consigo deixar de engasgar um pouco com a cerveja.Coloco o braço sobre o rosto e me recosto para trás nos degraus.

Jay.Ember.Alburn....você é mesmo um burro....

Por uns segundos não me movo nem digo mais nada até que um suspiro deixa meus lábios e as palavras começam a sair,as primeiras pra mim mesmo.

Eu fiz uma promessa...que não seria como "Ele",que não mentiria pra ela....

Abro os olhos e fito os dela como sempre faço quando falo sério...e deus sabe que com Ceresa manter-se olhos nos olhos sem desviar o olhar é bem difícil.....

Você se lembra daquele dia....quando nos conhecemos?...



Não é exatamente como um cara gostaria de conhecer ninguém...você me viu no meu pior em vários sentidos...eu tinha medo,vergonha,culpa,ódio,não sabia se minha mãe viveria,não sabia o que meu pai tinha feito,não sabia o que fazer ou pra onde ir...eu sempre soube que eu era meio babaca.Mas pela primeira vez na minha vida eu pensava se não era pior que isso...se aquilo não estava no meu sangue...se eu não era simplesmente...maligno,corrompido.




Ninguém se aproximava,ninguém sabia o que dizer,só aqueles olhares...desconfiança e pena e aquilo só aumentava meu ódio,você também não sabia o que dizer,mas não precisou dizer nada...



...Por um segundo senti como se fosse minha mãe,como se eu soubesse o que o seu coração queria me dizer...e era exatamente aquilo que o meu queria ouvir.Apesar do meu poder eu estava preso na escuridão,estava mergulhando cada vez mais fundo no precipício que eu mesmo tinha criado...naquele dia você me salvou,você foi a minha única luz.



Eu decidi ser melhor...ao menos agir melhor,eu não sou um herói como você,como todos na UH,mas vou imitar muito bem...vou pagar pelo nome da minha família.....na verdade o meu nome.A identidade dele era falsa sabia....na verdade eu nem tenho um sobrenome de verdade,eu não sou ninguém e eu sei que eu não mereço v......

O que quero dizer é que você não precisa dizer nada,não precisa responder...eu não espero nada,apenas decidi que eu não mentiria jamais para aquela que eu amo......




E é isso...provavelmente você já sabia,mas já que perguntou....Ceresa Falcion,eu meio que te amo,desculpa tá?

Novamente não sei o que dizer,nem o que fazer...ergo a cabeça e viro a cerveja só pra ter uma desculpa pra desviar o olhar.

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Scorpion em Ter Out 24, 2017 2:07 am

Ainda no quarto de hospital...

Ray respondeu a Chris...

Ray: Foi um pesadelo... Só... só um pesadelo...

Então, Harry brincou com Ray, mas o mesmo não deu sequer um sorriso. Não havia um segundo em que ele não estivesse pensando na morte de Touka e na morte de Kaneki (sim, para ele Kaneki estava morto).

A família de Ray não foi visitá-lo. Os Callitri souberam que Ray estava bem e preferiram não levar Shizuka para ver o irmão mais velho, mas isso não impediu que sua mãe ligasse sete vezes por dia para saber dos médicos como seu filho estava. Ray se recusava a falar com ela...

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Tudo naquele quarto era à prova de eletricidade... As cobertas eram emborrachadas, assim como as arestas da tv, o controle de video game e a cadeira. Não haviam partes metálicas naquele quarto, ao menos não partes à vista.

Ray estava sentado na cadeira, olhando para uma árvore de cerejeira lá embaixo. A árvore tinha um velho balanço que o seu avô havia colocado ali para ele quando era pequeno, mas que agora quem brincava era Shizuka enquanto ele empurrava. Porém... já faziam alguns anos que Ray não empurrava Shizuka... era o medo. O medo de que algum dia a roupa emborrachada não fosse mais suficiente e pudesse ferir alguém.

A porta se abriu timidamente... sua mãe colocava a cabela para dentro.

Mãe: Querido? Eu trouxe o seu...

Ela olhou e viu que o jantar de ontem ainda estava ali, no mesmo lugar onde ela colocou. Intocado.

Mãe: ...almoço. Ray, meu amor... fale comigo? Eu estou preocupada... seu pai e Shizuka também. Você tem de sair deste quarto...

Ray deu uma olhada apática... não era ódio, ou desprezo... era mais algo como "por favor, me deixe sozinho". A mãe entendeu... quando estava saindo...

Mãe: Eu pedi que alguém viesse aqui pra ver se faz você comer...

???: Oi, Ray...

Aquela voz. Ela virou-se devagar e a viu. Satsuke, a sua ex-namorada... a irmã do seu melhor amigo, morto carbonizado numa piscina. O único olho bom de Ray estremeceu, mas ele não conseguiu esboçar um sorriso.

Ray: Você não devia ter vindo, Satty... você mais do que ninguém deveria saber o quão perigoso é ficar perto de mim.

Satsuke: Sim, eu sei... olha, eu sei quanta culpa você carrega. Eu sei que fui dura com você antes de você ir pra Universidade, mas... no fundo, eu só estava, sei lá... descontando a falta do meu irmão em você.

Ray: Eu matei o Makoto, Satty... eu matei Junpei, Magare, Saotome, Ken... eu matei todos eles. Você e todos daquela nossa escola têm todas as razões do mundo para me odiarem.

Satsuke: Mas eu não odeio você... você pode parecer durão, bravo e marrento... mas você é o homem de coração mais bondoso que eu conheço. Você faria qualquer coisa pra proteger os seus amigos, a sua família... e a mim.

Ele não podia discordar daquilo. Se havia algo que Ray Callitri era, era um homem fiel.

Ray: Foi bom te ver, Satty... eu acho que é melhor você ir embora. Ficar perto de mim pode ser... você sabe.

Satsuke: Eu não vou embora até você comer algo, Ray Callitri!

Ela então calçou uma luva grossa de borracha e foi até ele...

Ray: O que você tá fazendo?

Satsuke: Cuidando de você... essa cidade, o mundo... eles precisarão de heróis como você, Ray.

Ray: Heróis não matam, Satty...

Satsuke: Nem se fossem matar Shizuka, ou a sra. Callitri? Nem se fossem me matar?

Ele ficou sem resposta. Ela pegou o talher de madeira e pegou um pouco de arroz, levando até próximo da boca dele.

Satsuke: Não precisa dizer nada... eu sei que você saberá a resposta na hora. Agora, abre essa boca, abre?

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Dias depois...

Ray e Satsuke se esbarraram alguns dias... quase todos os dias. Ray dificilmente comia sem ela, mas a presença dela devolvia a ele a fome e a vontade de fazer algo. Porém,a morte de Touka e Kaneki eram fardos bem pesados e não havia uma noite em que Ray não tivesse pesadelos com Kaneki.

Houve, então, o anúncio de que a Universidade abriria novamente. Aquilo parecia empolgar cada um dos outros colegas, mas Ray ainda estava apático. Ele passou a noite pensando no que deveria fazer, então, foi ao computador e digitou uma carta, imprimindo-a. Ele sabia o que deveria fazer...

Quando desceu, sua mãe e Shizuka já estavam esperando lá embaixo. A mãe deu um aceno de mão, mas Shizuka puxou a sua roupa para lhe desejar cuidado.

Ray teve então um ímpeto e gritou com a irmã, coisa que nunca havia feito.

Ray: NÃO! NÃO TOQUE EM MIM!!!

Shizuka era a irmãzinha perfeita. Era meiga, delicada, gentil e generosa. Nunca os pais ou Ray precisaram brigar com a pequena dona do alce de pelúcia. Isso fez com que Shizuka subisse chorando.

Mãe: Qual o seu problema, Ray? Ela é só uma criança! Só estava preocupada com você, seu grosso!!!

Ray se arrependeu na mesma hora, porém, tentou explicar para a sua mãe...

Ray: Mãe, eu... eu não sei... meus poderes, eles... eles têm aumentado! Eu tenho medo que esta roupa não possa mais conter tanto...

Mãe: O que tá acontecendo, Ray? Você não fala comigo!

Ray virou as costas e começou a ir em direção ao quarto de Shizuka. Disse sem virar-se:

Ray: Eu matei 2 ex-colegas lá, mãe... uma delas só tocando nela. Quando eu digo que não quero ficar perto de vocês... é para o seu próprio bem.

Ele deixou a mãe ali pensando com os seus botões e foi até o quarto de SHizuka. Bateu e ela não respondeu... então, ele entrou. Viu a irmã chorando, deitada de costas para porta.

Ray: Shi? Maninha?

Ela virou-se, com os olhos marejados e depois virou-se de volta.

Ray: Shi... eu... eu sinto muito ter gritado com você. Está cada vez mais perigoso ficar perto de mim. Eu só tenho medo de machucar você.

Shizuka falou-se sem se virar, mas com a voz embargada em choro.

Shizuka: Eu sinto saudades de abraçar você... eu nunca mais vou poder, não é?

Ray não sabia o que dizer... porém, aquilo fez com que uma lágrima rolasse de seu único bom olho.

Ray: É, Shi... não pode... mas eu me sinto abraçado por você. Sempre carrego você, a mamãe e o papai no meu coração. Mesmo que vocês não possam me tocar.

Shizuka: Só tem cuidado, tá? Eu ouvi dizer que muitos alunos se machucaram... inclusive você. Eu não quero que você se machuque.

Ray Nem eu, Shizuka... nem eu...

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Na Universidade

Ray chegou, mas chegou quieto. Ele não passou cumprimentando ninguém e nem mesmo foi ao seu dormitório junto com Harry. Ele caminhou até a sala da professora Michelle e bateu. Entrou e entregou uma carta a ela... era uma carta de desligamento. Ele explicou:

Ray: Eu agradeço tudo o que a senhora fez por mim, srta. Michelle... mas eu matei Touka e Kaneki. Heróis não matam, certo? Eu não mereço estar entre vocês. Cada vez que meus poderes crescem, eu me torno mais perigoso para as pessoas a minha volta. Eu já tenho mortes demais na minha conta, senhorita...

Aguardaria o que ela teria a dizer...

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Phelipe Peregrino em Ter Out 24, 2017 7:27 am

Janice: CHRIS!

O grito ecoou pelos corredores, subindo as escadas e o atingiu como um raio. Sua garganta secou e ele sabia que estava morto. "Fugir hoje, para lutar amanhã!" Essas palavras nunca soaram tão verdadeiras. Por isso, enquanto ouvia os passos furiosos da mãe subindo as escadas, ele apanhou sua mochila, se esgueirou pela janela, descendo pela calha, caindo de maneira desajeitada nos sacos de lixo do beco. Depois, correu sem parar até o final da quadra, para só então respirar e ter certeza de que estava salvo.

Greg: O que foi agora?

Chris: Eu trabalhei nas últimas 3 semanas pra juntar dinheiro pra comprar um frasco de Puro VooDoo pra minha mãe. - Ele desabafou. - Só que eu comprei o perfume na mão do Perigo. Acho que não deu tão certo quanto eu esperava.

Greg: Você vai ter que voltar pra casa, mais cedo ou mais tarde.

Chris: Mais tarde, então.

Os dois riram. Já caminhavam despreocupadamente até chegarem na praça do bairro, era um lugar bem conservado e limpo, com gangorras e balanços, cheios de vida trazida pelas crianças que corriam e brincavam. Mães conversavam, vigiando as crianças de longe, enquanto uma música suave tocava ao fundo, vindo da rádio comunitária. Chris abriu a bolsa e tirou de lá sua garrafinha de suco de beterraba, alguns biscoitos e um sanduíche, que ele repartiu em dois, oferecendo uma metade ao Greg.

Uma menina passou e o cumprimentou. Acontecia de vez em quando. Aparecer na TV duas vezes tinha esse tipo de resultado no bairro em que vivia. Mesmo que você tenha aparecido como o garoto assustado que sobreviveu. Dessa forma, ele era reconhecido as vezes.

Greg: Cara... - Ele sorriu. - Ela tá tão na sua!

Chris respirou fundo, abrindo um sorriso com o canto da boca.

Greg: Vai me contar o que aconteceu na UH? - Seu tom era sério agora.

Chris: Você viu nos jornais.

Greg: É. - Ele disse em tom acusador. - Exatamente por isso quero saber de você. - Ele deu uma mordida no sanduíche. - Você encontrou mesmo o National Man? Pela segunda vez?!

Chris: E falei com ele dessa vez! - Gabou-se, lembrando de como mal conseguiu falar coisa com coisa a primeira vez que encontrou o herói.

Greg: Isso é tão legal!

Chris: Sácumé, né?!

Greg: Sei! - Ele respondeu entusiasmado. - Ansioso para voltar para a UH?

Chris: Não sei... Acho que estou. - Ele brincou com a garrafinha em suas mãos. - Eu deveria estar, mas... - Fechou os olhos e lembrou do sorriso sádico da Eto. - O mundo dos pro é incrivelmente perigoso. Eu treinei todos os dias lá na escola, estudando e me preparando, e ainda assim uma menininha pode me congelar com um sorriso. Eu senti a aura dela me esmagando. Mas, sabe... Eu não estou duvidando nem nada dessa coisa de herói. De verdade. Eu acho que posso ser bom nisso. Mas ainda assim é chocante pensar que só nós jogamos com regras. Quero dizer, os vilões não se importam em matar um bando de crianças que ainda está aprendendo a usar seus poderes... Eles não se importam com nada.

Greg: Por isso eles são vilões. - Ele disse mastigando. - Mas eu soube que agora o WoH vai montar uma central de operações lá dentro da UH. Se aquele lugar já era seguro antes, agora, então...

Chris: É. - Chris respondeu. Estava tomado por uma mistura bizarra de euforia e medo. Sentiu a vibração no celular e tirou ele do bolso, resando para que não fosse uma ameaça de morte da sua mãe. Ele viu que era um e-mail anunciando a volta das atividades escolares da UH. - Que saco. - Ele bufou. Depois abriu um sorriso. - Acho que vai ser legal, afinal...

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Guima em Ter Out 24, 2017 5:07 pm

Desde que a UH entrou de recesso voltei pra academia do Joe. Peter era um grande amigo da familia e sempre foi uma pessoa que eu pude contar. Ele me deixou ficar na academia enquanto Universidade estava de ferias "forçadas". Nesse meio tempo treinei bastante e refinei minhas tecnicas.


Todos os dias acordava bem cedo, corria alguns quilometros e iniciava uma rotina de treino pesado na academia. Sempre aparecia algum valentão me desafiando pra uma luta no ringue mas o resultado era sempre o mesmo... Vitoria por nocaute no primeiro round... Não tinha paciencia pra ficar aturando valentões. Mas quem eu julgava ser um bom lutador, eu dava algumas dicas, servia de sparring e tudo mais. Mas a verdade é que aquela rotina ja estava me deixando entediado. A luta contra o Kabane foi um divisor de aguas para mim... eu precisava de desafios maiores, precisava ir ao encontro do mais forte...

E foi assim que nesses meses eu juntei uma grana me envolvendo num torneio de luta de rua. Ilegal eu sei, mas contra lutadores de rua eu poderia ter uma chance de lutar contra caras barras pesadas e aprimorar minhas tecnicas. Não me orgulho muito disso mas precisava agradecer Peter de alguma forma pela estadia. Só a grana da academia não tava dando pro cara se sustentar...

Numa dessas madrugadas de porradaria encontrei um adversario que estava a minha altura. Nunca tinha ouvido falar antes mas as pessoas do submundo o chamavam de Tigre. O cara era um lutador de Muay Thai muito perigoso. Corria boatos que quando ele não aleijava seus oponentes ele os matava. E isso me deixou puto. Não gosto de pessoas que transformam a luta em violencia sem sentido. Não é esse o espirito da coisa. Então marquei uma luta contra esse tal de Tigre, e  gente saiu no braço.


Em nenhuma das lutas de rua que tive eu vi a necessidade de usar o meu poder. Venci tudo na marra e na força. Mas o Tigre era diferente, ele era mais forte do que o normal, o cara tinha veia de lutador e um instinto assassino. Tinha algo de sobrenatural nele, eu poderia jurar que ele tinha controle do Chi, mas não tive certeza. Por fim nossa luta terminou e empate e durou mais de quatro horas. No fim tombamos exaustos no chão com o sol amanhecendo... Quando acordei estava na cama, na academia com Peter me dando um puta sermão. Ele ficou fulo de raiva e não tiro a razão dele...

Por respeito a Peter eu me segurei e não sai mais na madrugada a procura de lutas ilegais, mas esses dias recebi uma carta anonima dizendo que o Tigre quer uma revanche, que eles precisavam terminar um assunto inacabado. Eu concordei e voltei a treinar pesado para por um ponto final nessa contenda...

Peter: Já está ai há horas, não vai comer nada? E teu telefone tá apitando ai na bolsa, deve ser algo importante.

Ash: To apenas extravasando.

Peter: Espero que o telefonema ai não seja de lutas ilegais. Se eu te encontrar ferrado na rua de novo, vou deixar você com os cachorros.

Ash: Fica frio Peter. Te fiz uma promessa... Não vou quebra-la. Não enquanto eu estiver aqui.

Peter: Acho bom...

Ele joga a mochila para Ash, que recebe as notícias boas.

Pego a mochila em pleno ar e vejo o telefonema, era da UH. As aulas finalmente voltaram. Deixo escapar um sorriso de satisfação. Ia ser legal ver Harry, Isao e até o CDF do Cris. Vou até a o quarto e ja preparo minhas coisas para partir pra Universidade... O que será que me aguarda desta vez?

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Leo Rocha em Qua Out 25, 2017 9:35 pm

"Abrace seus pensamentos e deixe-os fluirem..."

Isao entoava esse mantra internamente durante a meditação. Desde que a escola entrou em recesso, ele retornou ao dojo e intensificou seus treinamentos. Shang Chi parecia motivado a evitar que o jovem fosse novamente pego de surpresa em uma luta que fosse maior do que suas habilidades. String estava ocupada com as questões envolvendo a repercussão da invasão, mas eventualmente passava pelo dojo e também treinava com ele. Nestes momentos, Isao notara, Shang Chi sorria e se mostrava menos preocupado do que de costume. O jovem não precisava ser um detetive para perceber que entre os dois havia uma história antiga. Talvez um sentimento maior que amizade...

"Se concentre no agora. Não se esqueça da respiração"

Ele então ouve o telefone tocar, interrompendo sua concentração. Ao ver a mensagem que chegava, ele sorri. Era hora de voltar à escola. Quando se levanta para iniciar a preparação de suas coisas, ele é surpreendido pelo garoto Yahiko, que lhe chama para uma luta. Yahiko era recém-chegado no dojo. Mais um garoto em busca de um destino. Filho de uma família pobre, ele foi levado ao dojo pelo pai para que pudesse aprender a lutar e seguir o exemplo de Shang Chi. Ele ainda era muito verde, mas demonstrava uma vontade de aprender e um desejo de ser o melhor. Isao olha para o jovem e lhe responde:

Arrow Quando retornar poderemos treinar um pouco juntos, mas agora preciso me preparar. Não esqueça de treinar sua guarda, ela está precisando de melhorias.

Ele segue para seu quarto e junto todos os pertences necessários. Quando terminava, ele percebe que Shang Chi já estava parado encostado no batente da porta.

Arrow Você parece ter pés de nuvens, sensei.

Arrow Mas isso não impediu que você me percebesse em pouco tempo. Isso significa que você está se desenvolvendo. Eles te chamaram de volta?

Arrow Sim, sensei. Chegou a hora.

Arrow Então vá, mas não esqueça de treinar com afinco e rigor. Seja seu próprio herói.

Arrow Sim, sensei.

Ele sai do dojo, pensando em como as coisas estarão agora na escola e torcendo para que algo daquele tipo demore um tempo para acontecer de novo, pois assim ele estaria preparado para o que viesse.

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Pedro H. Oliveira em Qua Out 25, 2017 9:57 pm

Residencia dos Yamamoto, algumas semanas depois:


Com a paralisação das atividades da UH, Daichi voltou para a casa de seus pais onde podia descansar e se recuperar das contusões que sofreu durante o ataque de semanas atrás. O garoto passou boa parte do tempo em seu quarto buscando na internet informações sobre aqueles que atacaram sua escola e mataram muitas crianças.

Sua mãe começou até a ficar preocupada sobre toda essa situação, pois ela acreditava que reviver tudo aquilo era muito pior para ele, principalmente para ele! Mas mesmo assim nada poderia fazer para impedi-lo visto que o garoto havia puxado a determinação do pai e um pouco do gênio dela, ou seja, Daichi havia se tornado um grande cabeça dura, muito pior que os dois somados! Ela acompanhava de longe os movimentos do filho, principalmente quando ele ia escondido - pelo menos era o que o garoto pensava - para o dojo na residencia treinar suas habilidades.

Kiritsugu não ficava muito tempo em casa devido ao seu trabalho. Ele até tentou tirar uma folga das atividades para ficar com a familia, mas não tinha muito o que fazer quando se trabalha com operações especiais, principalmente quando essas operações envolvem pessoas com poderes.


Por muitos anos, seu pai era o homem que fazia o trabalho que mais ninguém poderia fazer, ele era responsável por eliminar as ameaças antes mesmo que elas se tornassem ameaças, mas esse tempo ficou pra trás muitos anos atrás quando o garoto ainda era uma criança pequena. Hoje em dia ele oferece treinamentos militares para o governo e suas forças de segurança, além de ser um dono de casa. Nos últimos meses ele estava treinando equipes de policiais para lidarem com crises parecidas com as que aconteceram na UH.

Naquela noite, os dois estavam sentados a mesa junto à mãe de Daichi enquanto jantavam. Foi nesse instante que aquela pergunta complicada foi feita pelo homem:

Kiritsugu: Dai-chan... é isso mesmo que você quer para a sua vida?

- Você sabe muito bem que sim. Desde... desde aquele dia eu jurei que iria lutar até me tornar o maior herói do mundo e agora eu carrego a responsabilidade de mais dezenas de outras crianças que morreram por que não fui forte o suficiente para impedir tudo aquilo.

- Você se cobra muito, sabe muito bem que não havia nada que você pudesse fazer. Sempre fui direto e claro como cristal com você, sabe que o mundo é um lugar bem complicado e sombrio e por isso existem pessoas como eu por aí.

- Eu sei muito bem... e é por isso que decidi seguir esse caminho. Você protegeu o mundo pelas sobras por muito tempo e te admiro por causa disso, sabe muito bem disso, mas eu quero fazer isso do meu jeito... mesmo que precise salvar o mundo todo sozinho.

Daichi se levanta da mesa e segue na direção do seu quarto, mas para ao perceber que uma faca cruzou ao lado de seu rosto e atingiu a parede à sua frente. Ao olhar para trás, ele percebe que o braço esquerdo de Kiritsugu estava esticado em sua direção, aquele homem havia acabado de disparar contra seu próprio filho!

- Você herdou meus poderes e muito mais graças à sua transformação... e olha que não estou falando da teimosia, pois isso veio da sua mãe. - Uma faca de cozinha é cravava próxima à sua mão na mesa, deixando os dois homens bastante assustados.

- Ele herdou o que de mim? - A mãe do garoto finalmente se pronunciou enquanto emanava uma aura demoníaca. Yui não tinha nascido com poderes, mas isso nunca impediu a mulher de ser o humano mais perigoso da Terra, pelo menos na visão dos dois.

- Errrr... a beleza e os belos olhos? Very Happy Vamos Daichi, me acompanhe até o Dojo.


Pai e filho se colocavam frente a frente dentro do espaço de treinos que havia na casa, Daichi já estava transformado enquanto seu pai vestia um kimono antigo. O homem usou seus poderes para criar duas katanas e se colocou em posição de combate, enquanto seu filho fazia o mesmo, mas de forma muito menos elegante.

- Fiquei sabendo como você e seu amigo derrotaram o tal de Loki. Que tal eu te ensinar exatamente como se faz?

Os dois partem para o ataque um contra o outro. Enquanto Daichi seguia com seu estilo mais agressivo enquanto seu pai se movia muito mais rápido e dava golpes mais assertivos, porém sempre se preocupando em não ferir seu filho. Os dois ficaram ali até altas horas, quando caíram próximos um ao outro exaustos ao ponto de dormirem ali mesmo no chão.

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Nasinbene em Sex Out 27, 2017 9:20 am

Três horas. Ja faziam longas três horas que Harry estava no quintal, tentando reproduzir o efeito que tinha gerado na luta contra Noro. Praticamente tinha "visto" o contorno do inimigo durante a luta, nitidamente... Em linhas brancas, de um contraste tal que parecia notar os detalhes do corpo do inimigo...
No entanto, desde que os problemas na UH haviam acabado, não importava o quanto Harry tentasse, não era capaz de reproduzir aquele efeito.
Yoh o encontrava num desses momentos, em que expandia e recolhia o campo propulsor, em que tateava sua consciência à procura do que fazer... Só não imaginava que fazia caretas enquanto tentava...
De certa forma, Harry ficou feliz em ver Yoh naquele momento. Estava um tanto quanto cansado e bastante frustrado por não ter conseguido usar o mesmo foco novamente. Desativando o campo, Harry deixa-se cair sentado na grama e, fazendo um gesto com a mão, convida Yoh pra se juntar a ele:

- Dor de barriga nada, cara... antes fosse. Chega aí, preciso descansar um pouco mesmo e a gente aproveita pra conversar... Pode pegar meu celular aí em cima da mesa, por favor?

Yoh pega o celular e, conferindo os email, Harry descobre que a UH voltou às atividade. Isso era ótimo, poderia falar com o professor que achava que o ajudaria a entender o que havia feito: Blind Portal. Enquanto olhava os emails, Yoh percebe que o velho amigo estava um tanto frustrado e pergunta a ele o que havia de errado:

- O que ce ta tentando fazer, Harry? Abrir um pouquinhos os olhos sem desativar o poder?

- Nada... durante a luta na universidade, eu consegui "ver" de olhos fechados, cara! Não me olhe com essa cara, Yoh, não to ficando doido... Eu consegui ver certinho o contorno do Noro, perfeitamente... só que nunca mais consegui fazer de novo, não importa o quanto eu tente...

Os dois ficam em silêncio por um momento até que Yoh finalmente diz:

- Será que é porque não tem nenhum inimigo aqui? De repente ce só consegue focar quando está sendo atacado...

Harry arregalou os olhos.. Claro, aquele era o único fator diferente daquele dia... o fator perigo! Provavelmente, a adrenalina de ser atacado tinha acionado esse gatilho... A universidade tinha voltado na melhor hora possível, precisava muito discutir isso com Blind Portal...

- Yoh, você é um gênio! Eu não tinha pensado nisso... Não me leva a mal, mas preciso ir agora... tenho que arrumar as malas pra voltar à UH. Até a volta, Yoh!

Harry volta pra casa, arruma suas coisas, se despede de seus pais e a tarde já estava no ônibus à caminho da Universidade. Seria bom ver todos novamente, já começava a sentir falta daquelas pessoas... Até mesmo do cuzão-chan.
Esse novo período prometia ser muito produtivo...
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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Drako em Sex Out 27, 2017 11:03 pm

Os oito jovens heróis passavam o último dia das férias forçadas com pessoas ligadas as suas vidas, amigos de infância ou família, seja ela de sangue ou não. No caso de Jay, ele aproveitou a oportunidade para se declarar para Ceresa. A menina ficou vermelha na hora e quase cuspiu a cerveja.

Ceresa: E-É... tenho que ir para casa-- digo, tenho que arrumar minhas coisas para voltar pra universidade. Você também, né? Nos vemos lá.

Ela dá um tchau desajeitado e sai correndo, quase tropeçando.

Na Universidade, um a um eles vão chegando. Notam que tudo estavam praticamente como antes, exceto o prédio principal, onde ocorriam a maioria das aulas. Ao topo dele estava um novo QG do World of Heroes. Outro fator que era possível notar era a quantidade de alunos. Dos 97 alunos que sobreviveram ao ataque, apenas 75 voltaram para a Universidade. Com só 5 novos alunos matriculados, o número de estudantes realmente teve um baque.

Mas isso não importava para a Universidade ou seus professores. Continuariam as aulas como o planejado. Novamente todos foram recebidos no Hall principal da Universidade, mas dessa vez pela diretora interina, Michelle Davis.


Michelle: Agradeço a todos vocês que voltaram a nossa universidade mesmo depois de tudo que aconteceu. Faremos de tudo para que possamos voltar as nossas rotinas como antes. Garantimos que aqui a segurança de vocês é a prioridade e nada que aconteceu há três meses voltará a ocorrer. Podem se dirigir aos seus dormitórios. As aulas voltam hoje mesmo, não temos tempo a perder.

Os alunos vão para os dormitórios. Akane finalmente descobre a sua colega de quarto, Asuna, a menina que ela deu os chocolates, que a recebe com um sorriso.

O único que não tinha ido ao seu quarto foi Ray, que subiu até a diretoria falar com a Michelle. O garoto estava mexido com a morte dos seus adversários por suas mãos e pediu desligamento da universidade. Ela pega a carta, coloca na mesa e mexe nela de um lado para o outro com o dedo indicador, enquanto olha para o Aluno.

Michelle: Entendo o que está sentido, Ray. O que você passou foi traumatizante, mas antes de aceitar seu pedido de desligamento, deixe-me perguntar uma coisa. Quantos alunos nós perdemos no ataque? Não precisa responder, eu tenho esse número marcado em minha mente desde aquele dia. Sessenta e um alunos. Eu me culpo por isso. Acha que não? É culpa minha ter falado com o Drayden todos os dias durante uma semana inteira e não ter descoberto que era um farsante. Também é culpa minha não ter imaginado que o monstro que eu e os tutores enfrentamos não era o único vilão na universidade. Eu deveria cuidar da segurança de vocês e eu falhei. Mas diga-me, Ray, porque acha que o número de preciosas vidas perdidas que eu carrego em meus ombros não é maior?

Ela espera o rapaz tentar responder por um segundo e interrompe qualquer coisa que ele tente dizer.

Michelle: É porque eu tive a sorte de ter você e seus amigos aqui, salvando meus alunos! Você lutou com dois invasores, numa batalha de vida ou morte! Se ninguém tivesse impedido Touka e Kaneki, se eles tivessem passado por você, o número de assassinatos seria maior.

Ela vira a cadeira de costas para o garoto.

Michelle: Eu e você... nós não somos como o National Man. Ninguém é. Ele daria outro jeito, mas em seu lugar, eu faria o mesmo. A vida de uma pessoa para salvar a vida de inúmeras outras. Eu escolheria tirar a vida da menina todas às vezes... que Deus me perdoe.

Ray: Só da menina?

Michelle: Você não soube, não é? Kaneki estava vivo quando o monstro o tirou de lá. Eu o vi se mover.

Ela volta a ficar de frente com Ray, amaça a carta de desligamento e joga no lixo.

Michelle: Se não quer passar por aquela situação de novo, volte para a sala de aula e treine para ficar mais forte. Sair daqui não irá lhe ajudar em nada. Por que eu conheço caras como você. Não importa o quanto tente fugir, a vida de herói sempre irá encontra-lo cedo ou tarde. Anda... as aulas começam as 13horas.



13 horas da tarde, na sala de aula da classe 2x17.

Os 18 alunos conversavam entre si, falando alto e fazendo uma baderna, até que Michelle entra com mais dois meninos e a sala se torna um silêncio total.

Michelle: Sejam bem-vindos de volta, turma. Tenho duas notícias para vocês. A primeira é que temos mais dois alunos para a classe de vocês.  Eles são Ryuk Kid e Asakura Yoh.


Yoh: Hey, Harry!! Vamos ser da mesma sala! –fala com um sorriso no rosto e a mão acenando.

Kid: Prazer em conhece-los—Ele se abaixa, reverenciando-os.

Kid e Yoh se sentam nas cadeiras que eram de Touka e Kaneki. Akane se sentou onde King sentava, apesar dela não saber. Eles então esperavam a segunda notícia da professora.

Michelle: Bem, como já devem saber, eu assumi o cargo de diretora enquanto não encontramos o paradeiro do diretor Drayden. Por isso, tive que pedir para outro professor assumir o meu cargo de professor responsável pela turma de vocês. E... bem... preciso de alguém que segue proficiente em todos os quesitos e seus tutores não se encaixam bem no que eu preciso. Tirando Zodiac –Ela faz uma cara de desprezo—E eu não daria o gosto de ter que pedir ajuda para aquele almofadinha.

Ela coça a cabeça, parecia envergonhada em fazer aquilo. Sua cara era de desconforto.

Michelle: Então... hã... bem... eu pedi para um amigo meu-- ele não é herói! É apenas um cara normal, um herói mediano, mas é muito bom em ensinar!—Pedi para ele assumir meu lugar. Então, por favor... deem as boas vindas ao seu novo professor.

Ela para e aponta para a porta da sala. Algo reluz quando a pessoa entra, era a sua cabeça. Michelle fica vermelha, ela sabe que aquilo não iria colar.

Michelle: Bem-vindo, professor Saitama.


Saitama: Yo!

...

...

...

...

confused “NATIONAL MAN!!” confused

Todos eles pensaram em uníssono. Não tinha como enganar ninguém com aquela identidade secreta, nem uns óculos ele colocou na cara. Estava claro que era o National Man.

Mas também não entendiam. Todo aquele ar inspirador que o herói passava, aquela postura ereta e imponente que ele sempre estava, aquele olhar sério, nada daquilo se fazia presente. Era como se realmente fosse outra pessoa. Fazia sentido que ele pudesse andar na rua sem ser reconhecido daquela maneira, pois ninguém imaginaria que aquele homem sem graça seria o maior herói do planeta Terra. Michelle logo tratou de se livrar daquela situação constrangedora de tentar fingir que ele não era o National Man.

Michelle: Bem, agora que estão apresentados eu vou indo! Bye!

Ela sai e bate a porta. Os alunos e seu novo professor se encaram por longos segundos.

Cri cri... cri cri...

Ninguém diz nada, enquanto Saitama cutuca a orelha com o dedo mindinho. Ele vai ao quadro, pega uma caneta piloto. Começa a escrever. Ela cai no chão.

Saitama: Tsc.

Ele pega a caneta enquanto levanta as calças para não caírem. Volta ao quadro e continua escrevendo. Quando acaba ele bate no quadro negro.

“NOME DE HERÓI”


Saitama: Primeira lição. Quero que todos pensem no nome de herói que vocês vão usar. Quando tiveram o nome, venham a frente e digam para a turma qual é e o porque.

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Renata C. em Sab Out 28, 2017 11:03 pm

Após a viagem de trem, finalmente Akane estava de volta. Era impressionante como tinham reconstruído o local em tão pouco tempo. Nem parecia que tanta coisa ruim havia acontecido ali. A única coisa nos arredores da Universidade que lembrava que as coisas não eram como antes era o QG do World of Heroes.

Chegava a ser até meio contraditório: ao mesmo tempo que dava uma sensação de proteção ter os heróis ali, também era um lembrete de como existiam caras maus por todos os lados. Acabou-se se distraindo pensando nisso e derrubou parte das coisas que carregava.


Logo ela se abaixava para recolher e dava um suspiro antes de adentrar os portões da Universidade. Agora, estava começando pra valer. Caso encontrasse alguma das meninas que haviam lutado com ela contra o Tatara, Jay ou o Chris que eram as pessoas que conhecia até então, os cumprimentaria. Os estudantes pareciam estar reunidos no Hall da Universidade.

A professora Michelle veio os receber, o que indicava que ainda não tinham localizado o diretor Drayden, já que provavelmente era o diretor que fazia isso. Um dos garotos da sala era neto do diretor, então ela pensou no quanto ele deveria estar preocupado com o desaparecimento do avô.

Michelle agradeceu por terem voltado. Olhando ao redor, Akane pode perceber que, definitivamente, haviam menos alunos.

Akane: Oi! É bom te ver de novo. - Akane acenava para Asuna, assim que entrou no quarto, retribuindo o sorriso que a menina deu para ela. Deixava sua mala no pé da cama que estava livre e deitava nela, com apoiando a cabeça nos braços. Puxava do bolso uma embalagem de palitinhos de chocolate e enfiava um na boca. - As coisas parecem bem mais seguras por aqui. Quer um chocolate?

--

A primeira aula começaria a tarde, por sorte Asuna sabia o caminho da sala, afinal aquele era o primeiro dia de aulas propriamente ditas para Akane, já que ela chegou na Universidade no dia da confusão.

Akane sentou-se numa das cadeiras que estavam livres, sem saber que aquela fora ocupada por um dos colegas que morreram no dia em que chegou. Como ainda não conhecia todo mundo ali, conversaria caso alguém falasse com ela, caso contrário apenas aguardaria que a aula começasse, simplesmente.

Logo a professora Michelle chegava trazendo dois novos alunos, Akane os cumprimentou e, ao menos, não era a única "novata" agora.

Ela explicava que teriam um novo professor. Mas quem entrou pela porta fez os queixos de todos os alunos caírem. Sua presença foi seguida de um silêncio bem constrangedor. Até a professora Michelle parecia visivelmente constrangida.

"Saitama....?"

Aquela careca era inconfundível. Era um trote ou.. talvez o National Man tivesse um irmão gêmeo não tão poderoso?

Não, isso não faz sentido nenhum.

Nós vamos ter aula com o National Man! Isso era tão foda. Mas porque olhando ele agora ele parecia tão... normal?

É ele mesmo? E se for só um cara muito parecido?

Akane ficava tão perdida pensando neste monte de teorias sem sentido que só "acorda" quando o professor bate no quadro.

Saitama: Primeira lição. Quero que todos pensem no nome de herói que vocês vão usar. Quando tiveram o nome, venham a frente e digam para a turma qual é e o porque.

Akane deu um sorriso ao ouvir isso. Na verdade já vinha pensando nisso há algum tempo. A escolha do nome, com certeza era importante. Tinha que ser algo que a representasse. Algo que tivesse algum significado. Ela pensou um pouco e logo rabiscava numa folha o nome que havia escolhido. Em seguida ela levantava a mão até que o professor olhasse para ela.

Akane: Saitama sensei, posso..?

Se o professor concordasse, Akane caminharia alegremente até a frente da sala, segurando o papel onde havia escrito o nome que ela usaria como heroína daqui pra frente. Ela não parecia nem um pouco constrangida em falar na frente de todos.

Virou o papel para os colegas e eles puderam ler.

燃え付く - Ignite



Akane: Escolhi esse nome porque ele significa "tornar quente", "fazer algo pegar fogo". Como se fosse o início de um incêndio, por exemplo. Além da relação que o nome tem com a minha individualidade, é isso que estamos fazendo aqui, na Universidade. Dando início a nossa vida de heróis. É um lembrete que tenho muito a aprender e muito esforço pela frente. É isso. Obrigada por ouvirem.

Akane terminou de falar fazendo um rápido cumprimento para os colegas e olhou para o professor para saber se poderia voltar para o seu lugar.

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Ricardo Sato em Dom Out 29, 2017 1:40 am

Chego a escola cedo,depois de tanto tempo só estou feliz de voltar,tanto que por um tempo enquanto arrumo tudo deixo o buraco no meu peito escondido em um canto esperando pra doer mais tarde,também nem me lembro direito da minha preocupação com a recepção dos garotos.Termino de deixar minhas coisas no quarto e começo a sair quando Ash chega,dou a ele um sorriso.

E aí Ash bom dia,sei que nada vai estar beleza depois daquilo,mas é bom te ver de volta...parece que nem todo mundo vai voltar.


Depois de trocar umas palavras deixo ele quieto pra se acomodar,dou uma saída e vou até a pista,parte pra matar saudade e parte pra evitar a entrada geral por....motivos.Mas logo dá a hora da aula e não tem mais jeito,por sorte primeiro vejo a galera e dou um assovio enquanto me aproximo e assim que chego vejo também alguém mais a frente.Respiro fundo e forço um sorriso...conheço minha burrice,por incrível que pareça,mesmo sendo o cara que pode manipular sentimentos eu sou péssimo em dividir os meus,tô na merda o que quer dizer que fico muito irritado com quem não gosto e tento parecer muito animado com quem considero amigo...falo demais porque quando falo me distraio dos pensamentos que ficam rodando dentro da minha cabeça.

E aí pessoal,bom dia....ah acabei de ver alguém,devia ter feito isso antes mas no hospital as coisas estavam meio loucas.

Aceno para Akane e Asuna e faço sinal pra que se aproximem enquanto falo com os caras.

Aquela é Akane-san,ela "tava" no dormitório feminino naquele dia com Asuna,Morgiana,Mumei e ...a Falcion,é da nossa sala mas chegou depois.E ps....abram o olho nos treinos pra não ficar pra trás,as garotas foram muito fodas e beeem mais coordenadas do que agente foi.
-------------------------------------------------------------------------------------------------
(Se elas vierem)

E aí garotas blz?Pra você que ainda não conhece oficialmente Akane-san,esses são Chris,Harry,Ash e Isao,Ray deve ta chegando ai mas é fácil reconhecer,se seu pescoço doer de olhar pra cima mais ou menos como quando você olha pra cara o Ash,deve ser ele.


Desço o olhar que estava em Ash de volta a Akane enquanto massageio meu pescoço...é tem hora que dói mesmo,ouvi dizer que Ray tem 15 e Ash 16,o que diabos esses caras comem?

-------------------------------------------------------------------------------------------------
Deixo a conversa seguir até chegarmos a sala,quando me sento porém eu a vejo,não menti quando eu disse que não esperava resposta...mas pelo amor de deus,aquela foi a campeã mundial das "não respostas",quase preferi que ela me xinga-se.Tudo volta,a realidade do que disse ontem,tudo saiu de uma vez...era estranho como com ela eu tinha dito tanto,acho que é o efeito que ela me causa...isso ou o veneno do Tatara me deu um aneurisma.

Me sento e deito a testa na mesa...sem que ninguém perceba na verdade sigo batendo de leve a testa na mesa.

(toc)..burro..,(toc)...burro,(toc)...burro...

Ouço a professora falar como se fosse um zumbido de fundo blá...blá..blá.De repente(ao menos para mim)alguém bate no quadro e vejo pessoas diferentes na sala,um cara careca e mais dois garotos....me viro pro aluno do lado.

...Pissiu,ei desculpa incomodar...mas quem são aqueles caras nas mesas da Touka e do Kaneki?...e é impressão minha ou aquele é o National Man?


Ouço o que Akane-san diz e finalmente entendo o que estava acontecendo...decido que é melhor arrancar o band-aid de uma vez e voltar a sumir no background....olho pra palma da minha mão,quase imperceptível uma pequena luz surge e segundos depois meus olhos ficam vazios....sem medo,sem vergonha,sem tristeza,sem confusão,sem esperança...só o vazio,ergo minha mão e levanto calmamente como se nada importasse,porque no momento pra mim não importam.

Sou o Light Bringer...


Asas de luz surgem de minhas costas e se dissipam para formar uma esfera multicolorida a minha frente.

....porque é isso que eu faço,pra falar a verdade nunca pensei muito nisso,nem fui eu quem escolheu...mas na hora pareceu certo de alguma forma...bem é isso,sem grandes histórias.Desculpa tá.

Em algum lugar da minha mente noto meu tom sem emoção,em outro desejei que fosse sempre assim,volto a me sentar olhando para frente sem prestar muita atenção em nada.

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Phelipe Peregrino em Seg Out 30, 2017 8:49 am

O horário da aula já se aproximava, por isso Chris foi caminhando lentamente pelo corredor. Por acaso o grupo se reuniu pelo caminho. Era natural. Eles, gostando ou não, admitindo ou não, haviam formado um time. Sobreviveram mais uma vez, e essa conexão existia, afinal. E Jay chega assoviando e chamando atenção.

Jay: E aí pessoal,bom dia... - Chris responde com um sorriso leve. - Ah acabei de ver alguém, devia ter feito isso antes mas no hospital as coisas estavam meio loucas. - Jay começa a chamar as meninas. - Aquela é Akane-san, ela "tava" no dormitório feminino naquele dia com Asuna, Morgiana, Mumei e... A Falcion, é da nossa sala mas chegou depois. E ps... Abram o olho nos treinos pra não ficar pra trás, as garotas foram muito fodas e beeem mais coordenadas do que agente foi.

Chris: Tá doidão de paracetamol, Jay? - Chris respondeu zombeteiro. - A gente conheceu a Akane no hospital. Pelo menos aqueles entre nós que não apanharam feito burro teimoso e ficaram apagados no hospital. - Zombou na direção do Ray.

Depois começou a gargalhar, estava se sentindo surpreendentemente leve e de bom humor. Ele não parou para se perguntar porque não estava achando aquilo um saco. Se tivesse, teria concluído que, sim, gostava de sair com aquele pessoal. Gostava de ficar com eles. E isso, definitivamente, não era um saco.

***

Michelle: Então... hã... bem... eu pedi para um amigo meu-- ele não é herói! É apenas um cara normal, um herói mediano, mas é muito bom em ensinar!—Pedi para ele assumir meu lugar. Então, por favor... deem as boas vindas ao seu novo professor. - "Que saco!" Chris bufou se jogando na cadeira. "Agora vamos ter aulas com um professor que nem herói é?!" - Bem-vindo, professor Saitama.

Quando o homem identificado como Saitama entrou na sala, os olhos de Chris se arregalaram, ele quase saltou da cadeira. "Esse homem..." Todos os colegas começaram a sussurrar entre sí. "Eu não fui o único que notou! Esse homem é..." Não restava a menor dúvida. Na cabeça de Chris, era tão claro como água. Aquele homem era...

Chris: Um grande perdedor! - Sussurrou, incapaz de manter-se calado, se jogando de novo na cadeira e cruzando os braços emburrado.

Jay: É impressão minha ou aquele é o National Man? - Jay sussurrou no meio do grupo.

Chris: Quê?! - Chris soou quase ofendido! - De jeito NENHUM! Olha esse cara. - Apontava de maneira agressiva com os braços. - Ele não se parece com NADA com o National Man! - Chris encarou o professor mais uma vez. - Fala sério! EU pareço mais com o National Man do que esse cara! Olha só pra ele!

Finalmente, Chris cruza os braços, se joga na cadeira e faz um bico de todo tamanho. Murmurando continuamente "que saco", numa velocidade quase não humana, baixinho demais para ser ouvido. Esse ritual só acaba quando o professor começa, de fato, sua aula.

Saitama: Primeira lição. Quero que todos pensem no nome de herói que vocês vão usar. Quando tiveram o nome, venham a frente e digam para a turma qual é e o porque.

"Nome de herói?" Chris não tinha realmente pensado nisso até então. Akane é a primeira a levantar, ela não perde tempo, escreve o nome na lousa e se apresenta. "Hmm... Um nome que represente quem nós somos e o que podemos fazer..." Jay é o próximo, mas diferente do Jay aparvalhado de cinco minutos antes, ele é um Jay com movimentos frios, a sua fala é sem vida e estranha. "Estranho..." Ainda assim, Jay também optou por um nome que representava o que ele fazia... Nesse momento, sua mente voltou para o momento em que ele decidiu que, sim, seria capaz de dar a vida pelos outros.

Flashback escreveu:
Às minhas costas, Kim gritou, e esse grito ecoou em minha cabeça, me atingindo como um tapa que me sacudiu dos pés à cabeça. No meio da morte e da dor, haviam os que não tinham a mínima capacidade de se defender. No meio desse caos, haviam aqueles que não podiam lutar por sí mesmos. Mas... Eu juro...

Eu vou estar lá para lutar por cada um deles!

Já faz um tempo agora. Foi quando tudo isso começou. Ele se levantou em silêncio. Pegou o marca texto vermelho e escreveu: Blood Donor.

Chris: Blood Donor. - Ele disse de uma vez. - Não pelo meu poder. Não é só por isso. É porque eu fiz uma promessa. Eu prometi que lutaria por cada um daqueles que não podem lutar por si mesmos. Eu nunca me esqueci dessa promessa. E meu nome será um sinal dessa promessa. Um nome que vai deixar claro que, se preciso for, eu doarei meu sangue para ajudar aqueles que precisam de mim!

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Guima em Seg Out 30, 2017 4:55 pm

O segundo bimestre começou... e na boa não começa muito legal não. Não gosto muito de ficar numa sala de aula sentado aprendendo teorias. Gosto da ação e de aprendizado pratico. Teorias deixo por conta do quatro olhos do Chris... Mas tudo bem, isso faz parte, então vamos lá..

A professora Michelle aparece na sala de aula apresentando mais dois alunos. Nem dou muita bola pra isso. Ver a professora me deixa um pouco envergonhado... fui um pouco rude com ela da outra vez. E de uma certa forma me arrependo disso...

Ela chama o novo professor tambem. Um tal de Saitama que é a cara do National Man. Mas ao mesmo tempo que parece, não parece. Esse Saitama parece ser ruelão sabe. Aqueles caras que você cruza na rua e fala diz "coitado". Mas as vezes esse é o disfarce dele, nada mais engana do que um rosto comum que se perde na multidão.

Bom a primeira aula do Saitama é nome de herói... Eu levanto e vou em direção a lousa e digo ao Professor - Gostei da camisa! Tem GG?

Ash: Meu nome de Herói é DENSUS. O motivo? Bom, acho que combina com minhas capacidades! Posso aumentar minha densidade muscular me tornando mais forte e resistente, Denso. Acho que é isso. Valeu, falows!





Dou um tchau pra galera e volto pra minha carteira.

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Nasinbene em Ter Out 31, 2017 2:51 pm

Finalmente haviam voltado às atividades na Universidade de Heróis... e gostando de admitir ou não, era bom estar com aquelas pessoas novamente, apesar dos perigos. Tinham mais uma vez sobrevivido juntos a uma ameaça muito maior que eles mesmos. Embora fosse uma ideia pretensiosa, Harry pensa por um momento, ao ver todos assim no corredor, se o World of Heroes não tinha começado da mesma maneira... Talvez estivessem fadados serem um grupo, afinal.
Não demora e Jay acaba dando uma "bola fora", reapresentando Akane. Quando Chris solta seu comentário sobre Jay estar doidão de paracetamol, Harry desata a rir como um louco em pleno corredor... Aquela piada era muito boa mesmo...
Entrando na sala, Harry dá uma leve ombrada amigável em Ash, meio que pra tirar um sarro do mais forte entre eles ali. Com uma cara de deboche e rindo bastante, Harry diz ao amigo:

- Qual é, grandão? Vai ficar aí travando a porta? hahahaha

Inegavelmente, Harry estava de muito bom humor e feliz por estar ali. Naquele momento, a professora Michelle voltava à sala, trazendo dois novos alunos. Um deles era o amigo de infância e vizinho de Harry, Yoh. Ao se ver na mesma sala do amigo, Yoh imediatamente saúda Harry de forma expansiva:

- Hey, Harry!! Vamos ser da mesma sala!

Harry, que estava sentado junto dos demais companheiros, acena de volta e responde:

- Bem vindo, Yoh! Esforce-se bastante!

Em seguida, vem a grande surpresa do dia: a apresentação do professor substituto, o Sr. Saitama... que, coincidência ou não, era o Natinal Man escarrado e cuspido. E por mais que dissessem que não, para Harry aquele era o herói. A postura despojada e despreocupada, a cara de bobo eram um bom disfarce de fato... Mas para Chris não havia dúvida: seu novo professor seria o National Man.
Aparentemente, todos haviam notado isso e Jay imediatamente sussurra no meio do grupo:

- É impressão minha ou aquele é o National Man?

Harry concorda afirmativamente com a cabeça quando repentinamente Chris surta. Assustado com a reação do colega, Harry apenas escuta enquanto ele fala e aponta ostensivamente para o professor:

- Quê?! De jeito NENHUM! Olha esse cara. Ele não se parece com NADA com o National Man! Fala sério! EU pareço mais com o National Man do que esse cara! Olha só pra ele!

Harry continua em silêncio, observando e analisando tudo o que se passava na sala de aula. É quando o tal professor pede a todos que descrevam seu nome de herói. Akane, Jay, Ash e Chris apresentam seus nomes e quando Chris se senta novamente, Harry se aproxima dele e sussurra:

- Cara, sei que ce acha que não é o National Man, mas olha só... temos que analisar os fatos, como o professor L'N'O tem nos ensinado, cara... Não acha coincidência demais aparecer um professor aqui com a cara do National Man, logo após o WoH se estabelecer na universidade? Alguma vez você já viu o National Man em momentos de descontração, sem estar enfrentando o perigo? Pois é, eu também não... e mais importante, Chris... esse cara está aqui não só pra dar aula. É o jeito do WoH e do próprio National Man nos manter seguros... Ser nosso professor é o jeito mais rápido dele nos proteger caso os vilões ataquem a universidade novamente...

Percebendo o que professor já estava voltando sua atenção para o grupo e tentando evitar uma bronca por ficar com "conversas paralelas", Harry se adianta e resolve ir a frente para falar a todos seu nome de herói. Na passagem, dá um tapinha no ombro de Chris como quem diz "pensa no que eu disse" e se posiciona na frente da sala. Um pouco afastado do professor, Harry diz aos demais alunos:

- Bom pessoal... meu nome de herói reflete justamente minha maior dificuldade: Só posso acionar meu poder de voo estando com os olhos fechados. Então, achei que seria uma boa usar o codinome Blind Flight. Não é uma fraqueza secreta, isso fica bem claro quando uso meu poder, então... a idéia é deixar os caras maus acharem que têm uma vantagem sobre mim e me subestimem. Quando percebem o erro, já é tarde demais... Bom, é isso

Harry então volta para seu lugar e aguarda quais seriam as próximas orientações do professor...
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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Leo Rocha em Ter Out 31, 2017 10:23 pm

Isao chegou timidamente à WoH. Ele se sentia relativamente excitado por retomar sua trajetória como herói, porém, ao mesmo tempo, se sentia apreensivo quanto ao que o esperava após tantas batalhas difíceis. Ele vê os jovens com quem teve a honra de dividir as duas lutas mais difíceis de sua vida e os cumprimenta, dizendo:

Arrow Olá! Fico contente que todos vocês tenham retornado.

Apesar de estar contente,Isao não tinha muito mais o que falar. Ele obviamente reconhecia o valor de seus companheiros e o quanto eles eram eficientes juntos, porém, quando sonhara lá no início em se tornar um herói, ele imagina que o feria como um agente solo e não como parte de um grupo. E, mesmo tendo agido tão bem com aqueles jovens, ele ainda relutava em vê-los como uma equipe.
Jay então se pronuncia, tentando reapresentar a garota ao grupo. Isao ouve as respostas dos companheiros e responde:

Arrow Apesar de saber quem você é, não tivemos tempo para nos conhecer melhor. Eu sou Isao Watanabe. Se precisar de algo que eu possa ajudar, me avise.

O grupo se dirige à sala de aula e a professora Michelle apresenta o novo professor. A entrada do homem gera um burburinho na sala entre aqueles que acreditam que aquele é o National Man disfarçado e os que acham que é apenas homem simplório. Isao nada diz, para ele tanto fazia... Sendo National Man ou outro homem calvo, o fato é que aquele era um professor certificado pela WoH após o ataque e só isso fazia aquele homem merecer seu respeito e atenção.
A aula começava pela definição dos nomes de heróis de cada um. Isao havia escolhido há um tempo uma alcunha que, após os últimos acontecimentos, ele achava não ser mais a ideal. Ele então espera Ray terminar e se dirige a frente, dizendo:

Arrow Meu nome é Isao Watanabe. Minha habilidade especial não é o que me define, tampouco minha habilidade com espadas. Na verdade, acredito que tudo que somos é um conjunto. Nesse momento, me identifico como "Buki", que, para aqueles que não dominam o japonês, significa "arma". Eu sou uma arma, um instrumento. Mas não para o mal ou para causar dor. Eu apenas procuro me dedicar a levar a justiça a quem necessitar.

Dito isto. Ele se sentará e ouvirá o que virá na sequência.

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Scorpion em Qua Nov 01, 2017 1:08 am

Ray havia tirado o início da aula para ir até a sala da diretora interina, Michelle. Ele entregou a sua carta de desligamento, mas, para a sua surpresa, ele ao invés de ser desligado tomou uma injeção de moral.

Michelle: Entendo o que está sentido, Ray. O que você passou foi traumatizante, mas antes de aceitar seu pedido de desligamento, deixe-me perguntar uma coisa. Quantos alunos nós perdemos no ataque? Não precisa responder, eu tenho esse número marcado em minha mente desde aquele dia. Sessenta e um alunos. Eu me culpo por isso. Acha que não? É culpa minha ter falado com o Drayden todos os dias durante uma semana inteira e não ter descoberto que era um farsante. Também é culpa minha não ter imaginado que o monstro que eu e os tutores enfrentamos não era o único vilão na universidade. Eu deveria cuidar da segurança de vocês e eu falhei. Mas diga-me, Ray, porque acha que o número de preciosas vidas perdidas que eu carrego em meus ombros não é maior?

Ray não responde... ele apenas encara a mesa dela, enquanto ouve o resto.

Ela espera o rapaz tentar responder por um segundo e interrompe qualquer coisa que ele tente dizer.

Michelle: É porque eu tive a sorte de ter você e seus amigos aqui, salvando meus alunos! Você lutou com dois invasores, numa batalha de vida ou morte! Se ninguém tivesse impedido Touka e Kaneki, se eles tivessem passado por você, o número de assassinatos seria maior.

Ray: Mas havia outra maneira, não havia? Quer dizer... sempre há. Porquê diabos os meus poderes sempre acabam levando os outros à morte? Quando ataquei Touka eu apenas quis desmaiá-la, como já tinha feito inúmeras outras vezes... mas ela... eu fritei o cérebro da garota. A senhora entende o que eu digo?

Michelle: Eu e você... nós não somos como o National Man. Ninguém é. Ele daria outro jeito, mas em seu lugar, eu faria o mesmo. A vida de uma pessoa para salvar a vida de inúmeras outras. Eu escolheria tirar a vida da menina todas às vezes... que Deus me perdoe.

Ray: Só da menina?

Michelle: Você não soube, não é? Kaneki estava vivo quando o monstro o tirou de lá. Eu o vi se mover.

Aquilo foi um choque para Ray Callitri.

Ray: Kaneki? Vivo?!

Ele não sabia se aquela era uma boa ou má notícia.

Ray: Kaneki era um bom garoto, senhorita Michelle. A perda de Touka fez com que algo dentro dele, muito poderoso, despertasse. Se cruzarmso o caminho dele novamente eu... eu gostaria de tentá-lo fazer ver a luz. Eu devo isso a ele.

Então ela amassou a carta dele e o dispensou para a aula. Ele fez um cumprimento de cabeça e saiu.

Quando passou pelo corredor, Ray não parou para conversar com seus colegas. Nem mesmo a brincadeira de Chris chamou a atenção de Ray, que estava apático e pensativo. Se Ray já era um sujeito intimidadoramente quietão, quiçá quando estava inserido em seus próprios pensamentos... Ele sentou-se sozinho até que a aula começou.

Ray não sentou junto dos amigos, mas sim na última cadeira em um canto, onde ficava encarando o seu reflexo e a paisagem pela janela. A professora Michelle apresentou o novo professor e ouviu-se o burburinho se ele era ou não o National Man... para Ray, era óbvio que aquele era o National Man, mas ele estava ocupado demais pensando nos últimos momentos com Kaneki e Touka, como se tivessem acontecido ontem.

Ele olhava para a sua mão enluvada, como se quisesse enxergar algo nela. Estava se perguntando como conseguiu matar alguém daquele clã, como Touka, com seu ataque mais simples, criado somente para atordoar.

Quando quase todos já haviam se apresentado, era a hora dele. Ray levantou-se, do jeito turrão de sempre e se apresentou da forma mais simples possível.

Ray: Meu nome heróico é Overdriver. A razão é porque eu gosto.

Então, ele voltou para o seu lugar e sentou-se... continuava absorto em seus pensamentos...

Ray: Kaneki... vivo?


Última edição por Scorpion em Sab Nov 04, 2017 10:43 am, editado 1 vez(es)

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Pedro H. Oliveira em Qui Nov 02, 2017 11:30 am

Daichi finalmente havia retornado para a universidade, local esse que estava bem diferente se comparada à ultima vez em que esteve aqui, pois agora ela estava totalmente reformada e com uma nova localização, a sede da HoW agora estava naquele lugar.

Vigiados 24hrs pelos maiores heróis da terra.Pensava Daichi ao olhar para tudo aquilo.

Ao chegar na sala de aula, pôde perceber que muitos alunos haviam deixado a escola, mas que ainda haviam aqueles que, assim como ele, voltaram para continuar o curso e se tornarem heróis. Quando todos estavam reunidos, a professora Michelle apresenta o novo professor e responsável pela turma: o próprio National Man, que acreditavam estar disfarçados! Sendo ele ou não, Daichi não conseguia conter o sorriso no rosto sobre o quão animado ele estava por aquela situação. Cara, ele iria ter aula com o grande herói National Man!!!

Em seu primeiro momento como professor, o sujeito pede para todos se apresentarem com seus codinomes. Os demais membros da turma vão aos poucos se apresentando um por um. Quando todos se apresentam, Daichi se levanta e caminha calmamente até a frente de todos, onde para, encosta na mesa e por um breve momento observa a todos na sala de aula antes de começar a falar.

- Meu nome é Galahad. Escolhi esse por ser o nome verdadeiro de Lancelot e a posterior, o nome dado a seu filho, o ultimo dos Cavaleiros da Távola Redonda. Assim como aquele que usou esse nome no passado, vivo em busca de conhecimento e de grandes objetivos, dentre eles está o de superar o National Man e me tornar o herói número um. Além disso, estou aqui para seguir um caminho diferente ao de meu pai, pois serei aquele que ira proteger o mundo na luz, não nas sombras.

Daichi então retorna a seu lugar.

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Drako em Sex Nov 03, 2017 11:35 am

Ontem. Novo QG do World of Heroes.

A trindade do grupo, Alpha, Speedo e National Man, se reunia para discutir os planos de ações da equipe dali em diante. Ao terminarem, um novo assunto entrou em pauta. Michelle trouxe oito pastas e jogou em cima da mesa. Os outros dois olharam com atenção.


Michelle: Estão aqui, como pediu, as fichas dos oito alunos que se sobressaíram durante a invasão.

National Man e Speedo pegam e leem os arquivos um por um.

National Man: Harrison McFly, 13 anos. Sem precedentes de heroísmo na família. Habilidade de gerar uma aura de propulsão ao redor do corpo. Tutorado por Zodiac. Derrotou Noro  durante a invasão. Um dos seis garotos envolvidos no ataque de monstros no distrito Kane.

Speedo: Isao Watanabe, 16 anos. Filiação desconhecida. Capaz de gerar explosões a partir de seu corpo. Discípulo de Shang Chi, tutorado por String. Junto de Yamamoto Daichi, derrotou Loki durante a invasão. Um dos seis garotos envolvidos no ataque de monstros no distrito Kane.

National Man: Yamamoto Daichi, 15 anos. Filho de Yamamoto Kiritsugu, também conhecido como Shikaku, ex-membro da Stealth Force. Habilidade de transformação, capaz de criar armas brancas. Tutorado por Zodiac. Junto de Isao Watanabe, derrotou Loki durante a invasão.

Speedo: Jay Alburn, 15 anos. Filho de Allan Alburn/ Brandon Soria, vilão conhecido como Razor Flare, paradeiro desconhecido. Sua habilidade é Controle de luz e emocional. Tutorado por Sportsmaster. Junto de Ueno Akane, derrotou Tatara durante a invasão. Um dos seis garotos envolvidos no ataque de monstros no distrito Kane.

National Man: Chris Stone, 12 anos. Sem precedentes de heroísmo na família. Capaz de materializar construtos e dispara-los utilizando seu próprio sangue. Tutorado por Smart Girl. Conseguiu extrair informações da menina vilã desconhecida da qual ele chamou de Eto. Um dos seis garotos envolvidos no ataque de monstros no distrito Kane.

Speedo: Ueno Akane, 15 anos. Sem precedentes de heroísmo na família. Capaz de manipular, criar e controlar fogo. Tutorada por The Dragon. Junto de Jay Alburn, derrotou Tatara durante a invasão.

National Man: Ray Callitri, 15 anos. Sem precedentes de heroísmo na família. Capaz de gerar energia elétrica pelo corpo. Tutorado por Zodiac. Derrotou os Touka Kirishima e Kaneki Ken, infiltrados na universidade. Um dos seis garotos envolvidos no ataque de monstros no distrito Kane. *Anexo: Incidente da piscina.

Speedo: Ashley Evans—

National Man: Evans?

Speedo: Sim. Evans, dá para não me interromper? Ashley Evans, 16 anos. Filho de Brad e Cynthia Evans, vigilantes conhecidos como Power Man e Hard Girl, respectivamente.


National Man: Não poder ser.

Speedo: O que foi?!

National Man: Nada, continue.

Speedo: Tsc. Tutorado por The Dragon. Derrotou o Kabane classe C durante a invasão. Um dos seis garotos envolvidos no ataque de monstros no distrito Kane.

Michelle: Então... quer me dizer porque me pediu essas fichas, Saitama?

National Man: Não tenho como confirmar nada, mas sinto algo diferente entre eles. Acho que eles têm potencial para algo grandioso. Não é todo ano que temos 8 calouros salvando vidas com menos de um mês de aulas. Sem falar do ataque no distrito Kane.

Speedo: Acha mesmo? A maioria deles tirou E no Rankeador. Não vejo nada de especial. Todos os heróis atuais da WoH entraram na universidade com no mínimo C de Rank.

Michelle: Seu filho também foi ranqueado esse ano, Seiya. Rank D, se me lembro bem. Duvida do potencial dele?


Speedo: Tsc. Eu não tenho expectativas quanto ao meu filho.

National Man: O potencial desses garotos é diferente. Não como o pequeno Joey que é um prodígio, mas sinto que eles têm um futuro brilhante pela frente. E é por isso que serei eu que vou te substituir como professor deles, Michelle. Quero monitora-los de perto.

Michelle: Tem certeza? Ser ensinado pelo National Man pode ser intimidador demais para eles.

National Man: É por isso que eu irei com a minha identidade secreta.

Speedo: Pff. Ninguém é enganado pela sua identidade secreta, Saitama. Mesmo você se fazendo de idiota e desengonçado.

National Man: Não importa. Preciso confirmar se minha intuição está certa ou não.



Todos tinham escolhido seus nomes enquanto o professor mascava um chiclete sentado na mesa.


Saitama: Bons nomes. --Faz um joinha com o dedo.

Os alunos esperavam algum comentário mais profundo, mas aquilo foi tudo que o professor disse. Ele procura nas gavetas da mesa e encontra um livro de história heroica. Coloca-o na mesa e abre numa página aleatória. Saitama fica olhando para a página aberta, sem saber o que fazer. Até que uma ideia surge em sua mente.

Saitama: Peguem o livro de história heroica. Hã... –ele procura entre os alunos.—Você, rapazinho de óculos.—diz apontando para o Chris. – Qual foi a página que a Michelle parou nesse livro aqui?

Chris: Página 72, professor.

Saitama: 72... hum...—abre na página e dá uma rápida lida procurando sobre o que era o assunto.—Muito chato. Abram na página... 368.

Chris: Mas professor, ainda não terminamos o capítulo da Invasão alien de 88.

Saitama: Ninguém liga para a invasão Alien de 88, vocês nem estavam vivos na época. Abram na 368, capítulo da Batalha dos Deuses. Aproveite, rapazinho de óculos, e leia para a classe em voz alta.

Chris: Que saco. –Sussurrou de canto de boca.


Na terceira aula do dia, com a professora Smart Girl, eles aprendiam o conceito de estratégia em batalha. Como sempre, a jovem tutora se empolgava enquanto ensinava, falando rápido e sem ponto final. Era a aula em que os CDFs da turma adoravam, enquanto os outros se sentiam ainda mais entediados. Quando o sinal da universidade toca, ela volta ao seu modo caladona. Tinha finalmente acabado o horário letivo, mas antes deles saírem, ela ainda tinha mais um assunto a tratar.

Smart Girl: Tenho um dever de casa. Amanhã vocês terão uma aula extra durante toda a manhã com Impey, o inventor da universidade. Ele pode criar qualquer coisa, é um dos melhores inventores do mundo. Por isso, quero que usem de sua imaginação para pensar em acessórios que possam lhe ser úteis em batalha, pois ele irá ajuda-los amanhã a criar os itens. Não se esqueçam, pois esses acessórios podem ser importantes no futuro. Estão liberados.

Off: Devo começar o torneio daqui há uma ou duas atualizações. Já temos os nomes de heróis, agora peço que criem algum item que ajudem o seus personagens. Nada overpower e nada que anule totalmente a fraqueza de vocês. Lembrem-se, vocês lutarão um contra os outros, então pensem em algo que lhe ajudem em combate, não só nesse ato, mas daqui para frente.

Caso não consigam pensar em nada, voltem à obra de origem do personagem de vocês e vejam algo de lá que possa ser adaptado. Se quiserem, me procurem que eu posso ajudar também.

Professor Saitama está liberado para o Weight Room. Ele funciona como a Michelle, em todos os quesitos.

Aproveitem para interagirem entre si. Podem postar a vontade até a próxima atualização.

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Scorpion em Sex Nov 03, 2017 4:13 pm

"Bons nomes" e um joinha... esse cara não podia ser o National Man. National Man era alguém que inspirava os jovens a serem heróis... era um cara que, onde chegava passava a sensação de uma vitória... a verdadeira Luz no fim do túnel e o tal do professor Saitama era... cara, era um idiota preguiçoso. Aquilo em si foi decepcionante.

Ele manda que os heróis abram os livros numa certa página e depois manda que pulem vários capítulos. Finalmente estava gostando mais do professor... ele concordava: pra quê estudar um monte de caras mortos? Então, foram direto para a luta do National Man e do Fist of Death. Aquilo era interessante... Ray não conseguiu de deixar de fazer a analogia entre ele e Kaneki lutando no campo, com a chuva caindo.

Quando a aula acabou, Ray acompanhou os outros alunos até os dormitórios e deitou na sua cama... Pegou um caderno e começou a rabiscar, escrevendo instruções e uns desenhos toscos.



"Senhor Impey... como o senhor bem deve saber, meus poderes estão ligados à bioeletricidade. Da última vez que soube, meu corpo era capaz de gerar constantemente 9mil volts de potência.
Eu percebi, depois da batalha no Distrito Kane que muita eletricidade concentrada pode atravessar até mesmo a pele de alguns monstros... e eu só me lembro de ter concentrado tanta eletricidade uma única vez..."


-------------------------------------------------------------

Seis anos atrás...

Naquela época, Ray Callitri tinha apenas 9 anos e era um menino franzino que morava em um bairro mais simples com seus pais. Sua irmãzinha mais nova tinha acabado de nascer e ele sofria bullting por sofrer de dicromia ocular, ou seja,... um dos olhos era castanho e o outro era azul como o céu.

Ray havia acabado de chegar em casa... os meninos haviam perseguido ele e o derrubado de sua bicicleta. Estava com os joelhos lanhados e o nariz escorria um filete de sangue.

Mãe: O que aconteceu, Ray?

Ray: Nada...

Mãe: Ray...?

O garoto subiu às pressas e entrou no seu quarto. Sentou-se no chão, encostado na parede, entre a cama e a estante de livros e colocou a cabeça nos joelhos, enquanto odiava todos os garotos que o molestavam sempre.

Passaram-se quase duas horas e Ray sentiu um formigamento nas costas... que foi aumentando e aumentando. Ele tomou um susto e se afastou... Podia ver que um fino raio de eletricidade saíra da tomada onde ele estava encostado, mas logo sumia como se estivesse tímido. Ray no começo teve medo... mas ficou curioso e chegou o dedo perto da tomada... um fio de eletricidade foi sugado e entrou no dedo dele, fazendo aquela "spark" de eletricidade... mas não doeu. Ray então aproximou a mão toda e vários "sparks" saíram e entraram em sua mão... Cinco segundos depois... as luzes da casa se apagavam e logo a do bairro todo.

Aquilo começou a dar uma dor de cabeça em Ray... uma enxaqueca que era quase insuportável.

Ray: AARGHHH!!!

A mãe de Ray subiu correndo, ainda de avental, para ver o porquê do filho estar gritando...

Mãe: Ray? Ray!!! O que houve?

Ray rolava no chão, com a mão na cabeça. Mantinha o olho direito com a mão segurando-o.

Ray: Mamãe... tá doendo!!!

Mãe: O quê está....

Ray então tirou a mão do olho e um enorme raio saiu dele, atravessando os dois níveis da casa, furando o teto e indo em direção ao céu.

Mãe: Oh, meu deus!!!!

A dor havia passado... Ray se levantava e erguia a cabeça, ainda esfumaçando...

Mãe: Ray...?

Ray: ...?

Mãe: Seu olho está... sangrando.

--------------------------------------------------------------

"É isso o que eu quero, senhor Impey. Eu gostaria que o senhor criasse manoplas para mim que, no momento dos socos, sugassem toda a eletricidade que eu produzo e concentrasse apenas em um dos meus punhos, maximizando a carga que eu gero e me fazendo dar golpes extremamente mais potentes que os que eu já dou.
Isso seria possível?

Obrigado.
Rayland Callitri"


Ele guardou a carta com o desenho no bolso, vestiu uma roupa de ginástica e, mesmo sendo no horário de descanso, caminhou pelo corredor indo até a academia.

Ray: Até mais, McFly.

Foi até a academia e começou a dar socos no saco de areia.



A cada murro que ele dava, ele tinha um flash da luta com Kaneki.

Ray: Kaneki... vivo? - pensava.

Ray sabia que, cedo ou tarde, teria de enfrentar Kaneki de novo... e ele não podia contar com a chuva dessa vez. A sorte só bate na sua porta uma vez, Callitri...


Última edição por Scorpion em Qui Nov 09, 2017 11:11 am, editado 2 vez(es)

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Ricardo Sato em Sab Nov 04, 2017 12:35 am

Jay ouvia as palavras do professor sem empolgar-se em nada,como normalmente faria ao ouvir a história da batalha dos deuses...uma de suas favoritas.Ainda entorpecido pelos próprios poderes nada parecia abalá-lo e tão pouco ele sentia a necessidade de virar-se para ver Ceresa a todo instante....e assim seguiu-se o dia.Mas foi ao fim da aula de Smartgirl...em que era um dos poucos a conseguir acompanhar com exceção dos discípulos dela,que algo interessante foi dito,ainda mais interessante por sua atual postura mais calculista.

Jay tinha planos pra algo que acreditava ainda demorar muito para aprender e colocar em prática,mas com a ajuda do famoso Impey,o artesão da UH,talvez fosse possível.Sua ideia era um tipo de uniforme capaz de absorver a luz ambiente e com luzes internas ativadas por essa energia....a verdade é que seus poderes usavam energia demais e muita dela era desperdiçada no ambiente ao redor e não no ataque em si....mas se algo não só ajuda-se a disparar de forma mais concentrada ao canalizar por sua estrutura(fibra ótica ou leds,teria que perguntar) mas também que pega-se essa energia desperdiçada e a devolve-se para seu corpo com a iluminação interna,ele poderia reduzir em muito o seu gasto...na verdade seu gasto em excesso.

Chegaria no quarto e esboçaria umas ideias no papel para apresentar a Impey,talvez umas manoplas com foco para direcionar luz acopladas ao traje....infelizmente para maior absorção teria que ser algo de corpo inteiro.


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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Leo Rocha em Sab Nov 04, 2017 9:22 pm

Isao estava na sala ouvindo o professor Saitama falar. O homem dizia para eles pularem a lição que estava pendente e se concentrarem na leitura da batalha dos deuses. Isao não se importava com os resmungos e comentários dos colegas de classe e se mantinha atento à narrativa feita. Ele se imaginava lá, lutando ao lado dos heróis que ele admira e fazendo o bem aqueles que não podiam se defender sozinhos.
Quando o sinal tocou, ele estava com um brilho nos olhos e querendo saber mais sobre o vilão rechaçado por National Man, sobre como foi a reconstrução após a batalha e como foi para a equipe aquilo tudo... Ele se aproximou do professor Saitama e disse:

Arrow Obrigado pela aula, professor. Há algo mais que eu possa ler sobre esse evento?

****

Mais tarde, na aula da Smart Girl, Isao se esforçava para tentar acompanhar o que era passado. Ele se interessava pela estratégia em batalhas mas reconhecia suas limitações no que tocava a aprendizagem do conteúdo dominado por Smart Girl. Ele sabia que era mais uma matéria que lhe daria trabalho, mas sabia também que como um bom herói precisaria trabalhar nisso..
O sinal toca e ele já levantava coçando a cabeça, ainda pensando na matéria, quando ouve a última tarefa passada pela professora. Na verdade, ele já estava pensando em pedir alguma ajuda para potencializar suas habilidades. Talvez algo como alterações em seu uniforme ou coisa do tipo... A adoção dos patins acoplados nos sapatos tinha sido uma ótima idéia, talvez utilizar um sistema de propulsão neles, associado a um sistema de disparo de lâminas e ganchos... Ele precisava pensar e para tal preferiu manter o corpo em movimento.
Ele entra na academia e vê o jovem que lá treinava. Ele o cumprimenta e começa a treinar alguns golpes em um saco de pancadas. No começo, apenas trabalhando velocidade, passando a aplicar força combinada de forma progressiva.

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Phelipe Peregrino em Dom Nov 05, 2017 12:54 pm

Chris: Eu sabia! - Bufou baixinho para os amigos quando o professor ignorou o plano de aula. - Esse cara não entende NADA da vida de um super-herói! Tá na cara! Olha só pra ele, é óbvio que ele não passa de um jabuti na árvore. Não acredito nisso. Que saco!

Chris começou a rabiscar aleatóriamente no caderno, enquanto o professor falava da batalha. "Que saco". Ele bufou... "Espera... Que... Saco...". Virou a página, e começou a rabiscar furiosamente. Depois, olhou para o papél orgulhoso...


Chris: É... Pode dar certo.

***

A aula da Smart Girl, por outro lado, era o tipo de aula que ele gostava. Estratégia em batalha. Chris participou ativamente da aula, tomando notas importantes e respondendo sempre que a professora dava uma chance. Considerava a Smart Girl a melhor professora daquela escola, e a aula dela era uma das únicas em que ele não bufava em nenhum momento.

Smart Girl: Tenho um dever de casa. Amanhã vocês terão uma aula extra durante toda a manhã com Impey, o inventor da universidade. Ele pode criar qualquer coisa, é um dos melhores inventores do mundo. Por isso, quero que usem de sua imaginação para pensar em acessórios que possam lhe ser úteis em batalha, pois ele irá ajuda-los amanhã a criar os itens. Não se esqueçam, pois esses acessórios podem ser importantes no futuro. Estão liberados.

Chris: Ah, cara! - Chis pensou olhando para seu papel, segurando com carinho exagerado. - "Útil em batalha"?!

Eles vão caminhando para os corredores, Chris bebe um gole longo de seu suco de beterraba, limpa a boca com as costas da mão, e sussurra para os colegas.

Chris: Acho que vamos ter um treino de combate em breve. - Ele diz dando de ombros. - A professora Smart Girl disse especificamente para pensarmos em acessórios úteis em batalha. E aquele novo professor adiantou a matéria para um capítulo sobre combate individual um contra um. - Ele olha profundamente par seus rascunhos no papel. - Se fosse pra apostar, diria que tem algo aí. Eu diria que as chances de eles estarem pensando em nos testar individualmente faz muito sentido. Se eu fosse vocês, iria me preparando...

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Scorpion em Dom Nov 05, 2017 1:23 pm

Respondendo ao Chris antes de ir treinar.

Ray: Você diz nos colocar pq lutar contra professores ou alunos mais velhos? Eu não sei se gosto muito da ideia... Não teve uma única pessoa ou monstro em contato com os meus poderes que não esteja morto...

Mas sim, havia um: Kaneki...

Ray: Eu estou me preparando, cara... Mas nao pra um teste estupido... É sim para uma tempestade que esta chegando.

Ele falou num conclusivo.

Ray: E os raios sempre são mais fortes antes da tempestade.

Disse caminhando...

Ray: O que fizemos meses atrás... Foi só o começo.

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Re: Ato 3 - Torneio!

Mensagem  Phelipe Peregrino em Dom Nov 05, 2017 2:47 pm

Ray: Você diz nos colocar pq lutar contra professores ou alunos mais velhos? Eu não sei se gosto muito da ideia... Não teve uma única pessoa ou monstro em contato com os meus poderes que não esteja morto...

Chris: Não sei. - Então ele deu de ombros. - E acho que não me importo, também. Quero dizer, olho só para o que está acontecendo ao nosso redor. Estamos cercados pelo WoH, após uma invasão em larga escala sem precedentes, que mobilizou toda comunidade heroica aqui na UH. E, apesar de inexplicavelmente termos acabado tendo aulas com um cara que nunca deve ter pensado em ser heróis, acho que as aulas vão ser mais objetivas agora.

Chris continuava observando seu desenho, pensando no que seria preciso fazer para tirar sua ideia do papel, além disso, sua mente se ocupava de cálculos para avaliar qual seria o melhor item para ser construído para o seu dever de casa.

Ray: Eu estou me preparando, cara... Mas não pra um teste estupido... E sim para uma tempestade que esta chegando. E os raios sempre são mais fortes antes da tempestade.

Chris: De qualquer forma, uma simulação de combate? Seja com professores, ou máquinas ou o que quer que eles vão fazer... Não acho que seja uma forma válida de testar como cada um de nós vai se sair lá fora, no mundo real. Quero dizer, vamos considerar o professor Anonymous. Em circunstâncias normais ele não teria chances contra a maioria dos outros professores. Alias, pelo que me consta ele é um herói de rank D. Caramba, você, Ray, já é rank C. Mas vai me dizer que o Anonymous não é um herói fundamental na comunidade do WoH?

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