Ato 2 - Epílogos

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Ato 2 - Epílogos

Mensagem  Drako em Sab Out 21, 2017 7:53 pm

Dois dias depois do ataque à faculdade.

Eles se amontoavam em frente ao pequeno palanque montado no meio do campus da UH, vários repórteres, câmera mans e até mesmo alguns curiosos mais atrás estavam ali para assistir a coletiva de imprensa organizada pela World of Heroes. Quando deu o horário marcado, National Man, Alpha e Speedo se dirigiram ao microfone.

National Man toca na espuma do microfone para ver se estava funcionando e ao ouvir o barulho, ele começa o discurso.

National Man: Como todos sabem, o maior símbolo do heroísmo de nossa cidade foi atacado há dois dias. Não fora um ato isolado, muito menos uma coincidência. Recebemos a informação por um de nossos alunos de que os vilões agora se uniram com os monstros que nos atacam corriqueiramente e se tornaram uma organização, algo nunca visto antes. E o ataque foi só o primeiro ato deles. Foi um ato planejado pelo grupo, que quiseram nos mandar uma mensagem. Isso nada mais nada menos foi uma declaração de guerra contra nós do WoH. Não foi a primeira vez que entram em guerra contra nós, e não será o último. Mas dessa vez, nesse ato, perdemos inocentes vidas de jovens que aspiravam tornar o mundo um lugar melhor. Eu dou minhas condolências às famílias. E afirmo aqui, de antes de vocês, que o que eles fizeram não sairá impune. Os culpados do ataque e seus associados serão levados a justiça!

Ele se mantinha contido, não queria passar nenhuma ideia errada para a população. O que quer acontece, ele se manteria no controle.

National Man: Continuaremos lutando pela paz da humanidade, e estaremos ainda mais perto de vocês. A base do WoH na lua ficará desativada por tempo indeterminado. Nós faremos de QG a Universidade de Heróis e auxiliaremos na sua reconstrução. Eles tentaram destruir nosso ninho, o local de formação de todos os heróis, mas vamos voltar muito mais fortes. A luz de nossa esperança nunca vai se apagar!

A audiência ficou eufórica. Queriam fazer perguntas, mas os três heróis saíram antes disso. Longe, Speedo indaga sobre a situação do ataque.

Speedo: Deixaram o Clã Kagune assumir a culpa, mas esse grupo que disseram... tem certeza que é real? Vilões e Monstros se mataram por anos. Ainda é difícil de acreditar.

Alpha: Razor Flare veio até aqui avisar ao filho. Ele não parece o tipo de pessoa que se arriscaria a esse ponto só para mentir. É bem provável que essa organização já sabia que ele os traiu. Acho que puxamos tanto os vilões e monstros que chegaram ao limite deles. Não tem mais nada a perder e agora fazem coisas impensáveis.

Speedo: Tem razão. Somando ao fato de que um dos seus alunos ouviu o nome Lúcifer da boca de um deles. Não existe coisa boa quando esse cara é citado.

Alpha: É verdade... da última vez...


National Man: Lembrar-se do passado não vai adiantar de nada. Temos que continuar investigando e há muitas questões não resolvidas.

???: Pode ser Lúcifer, o Diabo, ou até mesmo o próprio Deus. Não importa quem seja.

Ele apareceu em frente ao trio. O ar ficou gelado em um instante, flocos de gelo brotam no ar. Eles sabiam exatamente de quem se tratava pela mudança climática. Em um mundo onde ter habilidades especiais é algo comum, não é difícil duas ou mais pessoas, de famílias distintas, desenvolverem os mesmos poderes. Por isso, super força, super velocidade, criar fogo, criar gelo, etc, não são habilidades raras e ver heróis com esse tipo de capacidades é corriqueiro. Porém, em todos os casos de poderes, existem famílias que estão no topo do controle e desenvolvimento deles.

A família Fullbuster é a mais poderosa entre todos os manipuladores de água e gelo. E dentre eles, Silver Fullbuster, o herói conhecido como Zero, filho do diretor Drayden e pai de Gray, é o mais poderoso de todos.


Zero: Quem estiver com o meu velho vai pagar muito caro.

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Re: Ato 2 - Epílogos

Mensagem  Drako em Sab Out 21, 2017 9:25 pm

No dia seguinte a coletiva de imprensa.


Parecia um clichê de filme ruim, mas era um dia chuvoso. Uma multidão reunida no cemitério de Stan City. Sessenta e uma famílias, muitas vindas de outras cidades, se encontravam ali para chorarem juntas as perdas que tiveram. Não só elas, mas os colegas de classe e sobreviventes do atentado a universidade, estavam todos lá. Unidos.

Chris e Harry, os mais jovens do grupo de aspirantes a heróis vieram acompanhados de seus pais.


Ray, Daichi, Isao, Ash, Akane e Jay foram sozinhos, cada um pelo seu motivo. Todos fizeram questão de estarem lá, prestando homenagem e respeito àqueles que pereceram em batalha. Não trocaram nenhuma palavra entre si. Não precisavam, sabiam o que sentiam naquele momento. As pessoas notavam o grupo, visivelmente se recuperando de ferimentos. Ray e Harry nem deveriam estar lá, mas insistiram aos médicos para irem.  

Andaram pelas famílias em luto e as cumprimentavam. Pais, mães, irmãos, irmãs, avós, todos choravam num lamurio coletivo. Todas tinham fotos dos jovens em frente aos caixões.

Mais a frente os professores da Universidade e os membros do WoH davam suas condolências. A professora String e The Dragon choravam, ela mergulhada em lágrimas e ele segurando da maneira que podia. Michelle também tinha os olhos marejados, mas tentava se manter controlada.

Akane se mantinha separada dos outros sete, não tinha muita intimidade com ninguém ali, por ter entrado depois. Os outros pararam em frente a uma foto específica.


O pequeno King, 13 anos de idade. Foi a primeira vítima e o estopim da invasão. Morreu prematuramente por ter visto algo que não podia. Durante os três dias de investigação, o Detetive L’N’O junto de Smart Girl, descobriram que o menino tinha sido assassinado por Loki. No dia do ataque, King estava atrasado para a aula, o que lhe fez usar sua habilidade Javelin para ir voando até a sala. Sua habilidade lhe permitia criar uma lança mágica, que ele montava para voar a vontade. E assim o fez. Infelizmente ele passou em frente a janela da sala do diretor, onde Loki estava falando com alguém. Viu também ele se transformar em Drayden e percebeu que tinha algo errado. Fugiu para contar a alguém e encontrou a professora Michelle no campus, que o levou para um local afastado. Estava apavorado e não lembrou que a professora já estava em sala de aula. Quando se afastaram e não tinha mais ninguém, Loki voltou à forma de Drayden na frente do menino, que não teve reação a não ser esperar pela morte. Loki perfurou o coração de King com as duas mãos em forma de espada, matando-o na hora.

A mãe de King chorava muito, sentada em frente ao caixão do filho. A visão era triste, mesmo os mais durões do grupo se seguravam para não chorar e olhavam para o outro lado. Um a um eles prestavam condolências. Yukio, seu colega de quarto, também chorava muito. Chorou por não estar lá pelo amigo. Chorou por não ter podido fazer nada durante a invasão. E por fim, chorou por sua própria fraqueza. Eles pensavam se era esse o destino dos aspirantes a heróis? Lembraram então das palavras do maior herói de todos e resolveram guardar aquela tristeza e usá-la como combustível para algo maior, para que nunca mais precisassem senti-la de novo.

National Man notou o mesmo grupo de garotos que tinha salvado semanas atrás. Mais uma vez eles estavam no centro de um acontecimento acima das capacidades deles e novamente lutaram pelos outros, sem se importar com eles mesmos. Foi ali que ele soube que existia algo especial nos garotos e que faria questão de acompanhar o desenvolvimento deles de perto. Ao longe, alguém observava o funeral atentamente. National Man o nota, mas não percebe nada em especial nele.


Ele também tinha perdido alguém importante, mas não queria se aproximar, então resolve ir embora. O herói careca não sabia ainda naquele momento, mas o grupo de jovens que ele tem interesse em ver o crescimento, no futuro, teriam que lutar contra todos os obstáculos e probabilidades para salvar a alma daquele rapaz.

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Re: Ato 2 - Epílogos

Mensagem  Drako em Sab Out 21, 2017 10:38 pm

Em algum lugar desconhecido no mundo dos humanos.


Um senhor de idade caminha pelo longo salão, iluminado apenas pelo luar, que se estendia por todo o castelo em que se encontrava. Ele andava calmamente, acompanhado por uma menina saltitante. Eles chegam à porta no final do corredor e a abrem.

Lá, sentando em seu trono, Lúcifer os esperava. Jogado ao lado do trono estava Drayden, ferido, e preso em suas correntes novamente.


???: Voltamos, Lúcifer.

Lúcifer: E como foi, Yoshimura?

Yoshimura: Bem pior do que eu esperava, mas ainda assim com resultados positivos. Os Kabanes fizeram seu trabalho, apesar de não passarem de distrações. Conseguimos destruir boa parte do campus e matar alguns alunos, com certeza será um baque em tanto para eles engolirem.

Lúcifer: E quanto ao nosso lado?

Yoshimura: Perdemos Tatara, Noro, os irmãos Bin e Loki. Não sei ao certo o que aconteceu especificamente com cada um deles, mas se não morreram, estão na mão do inimigo.

Lúcifer: Hum... Noro, Tatara e Loki morreriam primeiro antes de dizer qualquer coisa. Os irmãos Bin, por outro lado...

Yoshimura: Devemos fazer algo quanto a eles. Devo mandar alguém?

Lúcifer: Não, eu tenho algo em mente. E quanto aos infiltrados? Seu filho era um deles.


Yoshimura abre um sorriso. Eto, que até agora estava quieta, batia palmas de felicidade.

Yoshimura: Não poderia ter tido um resultado melhor quanto ao Kaneki. É triste perder a Touka, mas toda a incerteza que ele tinha quanto ao nosso clã se foi. Tudo graças a um aspirante a herói.

Lúcifer: Oh, entendo. Essas sim são boas notícias.


Eto: Maninho finalmente é um de nós.

Yoshimura: Ele está destinado a assumir a liderança desse clã. Meus filhos estão no caminho certo que eu escolhi para eles.

Lúcifer: E quanto a Eto? Por que não chegou a lutar? Tenho certeza que a missão teria sido cumprida em sua totalidade se ela liberasse o seu poder bruto.

Yoshimura: Tivemos um... imprevisto.

Eto: Eu brinquei com um herói, se chamava Chris! Foram charadas. Errei todas! Mas depois quebrei os dedos dele, então fiquei feliz.

Lúcifer: Interessante.

Enquanto isso, Kaneki Ken caminhava com o corpo de Touka nos braços até em frente a casa da menina. Ele usava agora uma máscara que tampava quase todo o seu rosto, deixando apenas um de seus olhos de fora.


Kaneki abre a porta e entra na casa, todas as luzes estavam desligadas. Ele sobe as escadas e vai até o quarto de Touka. Coloca o corpo da menina em sua cama e afaga seus cabelos. Uma única lágrima cai de seu olho. Ele escuta um barulho vindo do terraço e sobe mais um andar.

À medida que sobe ele escuta um homem gritar de dor. Quando chega ao terraço, Kaneki vê um homem preço pelos braços em uma corrente que brilhava, todo ensanguentado. Em frente a ele, castigando-o com socos potentes no rosto e no estomago estava um rapaz de cabelos azuis.

Kaneki se aproxima e pode descobrir a identidade do homem preso. Era Razor Flare. Ele tinha sido capturado pelo jovem que estava ali. De costas para Ken ele pergunta.

???: Qual o nome, Kaneki?

Kaneki não diz nada, apenas o observa. O rapaz finalmente se vira.


???: Qual o nome do desgraçado que matou minha irmã, KANEKI?!?!

Kaneki: Ray Callitri.

???: Então é ele quem eu irei matar!

Kaneki: Não, Ayato. Ainda não. Antes eu vou arrancar com as minhas próprias mãos tudo que lhe é precioso. E quando ele não tiver mais razão de viver, você terá minha permissão para mata-lo.

Kaneki foi forçado a seguir o seu caminho como líder do Clã Kagune e Ayato o seguiria na missão que o seu novo chefe iniciaria. A sangrenta batalha entre aquele grupo de jovens e o Clã Kagune tinha só começado, mas se antes não havia sentimentos envolvidos, agora era pessoal. Eles farão de tudo e não pouparão esforços para alcançarem seus objetivos.


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Re: Ato 2 - Epílogos

Mensagem  Drako em Sab Out 21, 2017 10:39 pm


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