Ato 2 - Ano letivo começa...

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Phelipe Peregrino em Sex Set 22, 2017 8:24 am

Daichi: Não me venham com essa de amiguinhos, não sou tenho um pingo de vontade em me relacionar com vocês. Não acham que já causaram o suficiente por aqui não?

Chris: Como é que é?

Depois de dizer isso, ele sai pelo corredor, mas se vira.

Daichi: Quando entrei no campus pela primeira vez, mapeei todos os locais daqui, conheço todos os pontos cegos, saídas, câmeras de segurança e é claro, observei todos vocês e como se comportam. Parece suspeito? Claro que sim, mas se pararem pra pensar, é justamente por esse motivo que não posso ser o assassino, afinal de contas eu SEMPRE estava nos mesmo locais que todos. O que estou fazendo é justamente refazendo meus passos e o de King, procurando todos os lugares que vi ele, hoje ou durante a semana, atrás de uma única pista. Querem ajudar? Me garantam imagens das câmeras de segurança, ou então alguma pista sobre onde King ia, com quem conversava, quantas vezes já o viram na biblioteca, academia ou qualquer outro lugar. Lembrem-se de algo e assim saberemos o que houve.

Chris gargalhou alto.

Chris: Cara, você é um gênio... Quer dizer que você não pode ser suspeito justamente por ter uma atitude suspeita? - Ele perguntou ainda rindo. - Por favor! Eu tentei não levantar essa bola na frente dos outros, porque no fundo eu só queria trocar uma ideia com você, mas você tá me forçando, então lá vai: - Chris foi caminhando com passos firmes na direção de Yamamoto. - Não sei o que você quis dizer com "causaram o suficiente por aqui", porque tudo que todos nós fizemos foi ficar na nossa, treinar e estudar. Mas o fato de você ter pontuado isso só prova que você está prestando muito mais atenção em nós do que eu pensei. Desde o primeiro dia, você ficou encarando a gente na cara dura, e eu deixei isso passar. - Chris estava bem perto. Era alguns centímetros mais baixo, o que o forçava a olhar para cima para encarar o outro nos olhos, e no fundo isso o irritou um pouco. - O que me faz questionar: porque você está prestando tanta atenção na gente? Aí vamos ao fato número dois: Você saiu correndo no exato instante que vimos o King. Isso poderia não ser nada, mas somamos à isso a sua afirmação de que você tem o conhecimento de todas as câmeras E pontos cegos da escola, além de ter, supostamente, conhecimento da rotina e comportamento de cada um de nós. Alguém que alega esse tipo de conhecimento tem os meios de matar um aluno aqui dentro sem ser visto por alguma câmera, afinal, como você disse, você sabe os pontos cegos das câmeras. O que, na minha matemática somam dois comportamentos suspeitos... Claro, como você mesmo disse, você esteve com o grupo o tempo todo, mas você ainda pode ser o infiltrado do assassino. Alguém enviado para fazer duas coisas: observar o comportamento e mapear a UH por dentro. Duas coisas que só poderiam ser feitas por alguém aqui de dentro, e que são fundamentais para um assassinato. Duas coisas que você alardeou que estava fazendo...

Chris sentiu que estava se irritando. Sentiu o sangue ferver em suas veias, e isso não era de seu feitio. Por isso ele bufou e respirou fundo.

Chris: Vamos sair daqui, Ray. Esse cara não vale o esforço. No fundo eu não acho que alguém tão idiota possa ter feito nada. Ele é só... Idiota. - Chris colocou as mãos nos bolsos e foi se afastando. - Mas vou só te dar uma dica, idiota-chan: você pirou se acha que um lugar como a UH pode ser mapeado assim... Só observando. Essas câmeras que você vê só servem para nos lembrar que estamos sendo filmados. Aposto que elas não são nem metade das câmeras que realmente existem nesse lugar. A outra metade? Seria mais fácil achar um piolho na cabeça careca do National Man! Francamente, esse lugar deve ter sensores e scanners o suficiente pra saber até o que você faz no banheiro... - Ele riu. - "Conheço todas as saídas e câmeras de segurança". Tsc. Por favor!... E quanto ao seu pedido pela imagem das câmeras... Foda-se!

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Scorpion em Sex Set 22, 2017 8:33 pm

Estava frente a frente com Hoshi, mas a reação de Yamamoto chamou a atenção ali... mas não mais do que a reação de Chris que sempre pareceu ser tão centrado e político.

Ray virou olhando por cima do ombro olhando enquanto Yamamoto fazia das suas e, caso Hoshi fosse falar alguma coisa para Ray, o mesmo só levantaria um dedo como se pedisse "1 minuto, por favor" e nem daria a menor moral para o garoto de cabelo azul.

Então, Chris ia na direção do desaforado e falava tudo aquilo. Ray dava um meio sorriso, porque, para ele, Yamamoto merecia um soco no meio dos dentes para aprender boas maneiras. Na verdade, nenhum dos alunos ali tinha qualquer razão para desconfiar ou desgostar de Ray, Chris ou dos outros se não fosse por puro despeito ou inveja do que o grupo fez. Afinal... a maioria ali só devia ter visto monstros pela tv e o mais perto que chegaram do National Man foi de algum pôster na parede.

Yamamoto pergunta se eles já não causaram o suficiente... Ray ouve toda a discussão e então Chris chega chamando-o para caírem fora dali.

Ray aperta o único olho, enquanto Chris chega perto, mas o olhar está passando por cima de Chris e indo em direção a Yamamoto. Ray fala no tom baixo e sério de sempre.

Ray: Acho que algumas pessoas aqui se confiam de estarmos em uma universidade para falarem o que quiserem sem o medo de engolirem os dentes.

Ele faz um positivo com a cabeça para ir com Chris, mas antes olha de volta para Hoshi.

Ray: Sai da minha frente...

Era bom sair, se não quisesse tomar uma ombrada com um choque nada amigável. Aquela conversa deixou Ray bem puto... e o pior foi que Hoshi não era o pior. Yamamoto era muito mais cuzão do que o Estrela Negra. Estava tão puto que até o cabelo começava a se arrepiar com a eletricidade se agitando. Se passasse perto de uma lâmpada era capaz dela explodir.

Quando saísse, falaria com Chris.

Ray: Achei que você ia enfiar a mão no cuzão...

Ele deu uma olhada de lado e um sorriso debochado.

Ray: Me decepcionou, Stone.

Então, para onde iam?

Ray: Talvez seja melhor nos reunirmos com o resto do pessoal. Se nos pegarem zanzando, vamos nos ferrar e não duvido que Yamamoto e Hoshi vão chorar na barra da saia da professora Michelle só para nos prejudicarem. Vamos nos reunir todos no meu dormitório e no de Harry.

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Drako em Sex Set 22, 2017 10:41 pm

Ray, Chris, Daichi e Hoshi se encontraram no corredor e os ânimos ficaram exaltados rapidamente. Primeiro, Chris e Ray tentam se livrar de Hoshi, com o garoto elétrico tentando intimidar o jovem de cabelos azuis. Os cabelos de Hoshi começam a balançar com a estática que vinha do corpo de Callitri. Hoshi olha para cima, sendo bem menor que Ray, e apenas sorri. Antes que pudesse falar algo, quem se manifesta era Daichi.

Agindo de uma forma totalmente inesperada, Yamamoto repreende todos ali, dizendo que não tem interesse em se relacionar com nenhum deles e que já causaram o suficiente. Diz também que ele conhecia todos os pontos cegos, saídas e câmeras do colégio. Chris se irrita completamente. Pela primeira vez o garoto que tentava apaziguar sempre a situação perdeu a calma. Ele repreende todas as informações dadas por Daichi e diz que era impossível ele ter mapeado toda a universidade.

Chris estava certo, as câmeras visíveis eram apenas um aviso de “sorria, você está sendo filmado.” Não só isso, mas as câmeras eram apenas um pequeno pedaço do sistema de segurança da universidade. O que tornava a morte do garoto muito mais estranha.

Ray e Chris então resolvem ir embora, Ray ameaça Yamamoto e acena para irem embora. Ele volta para Hoshi, que estava no caminho e o manda sair da frente. Ele ri novamente e mostra o caminho da saída com os braços, em forma de chacota.

Callitri sugere para que eles se reúnam no quarto dele. Stone concorda e passa uma mensagem de texto para os outros quatro.

Daichi não conseguiu muitas informações indo até o quarto de King, mas sabia de uma coisa. Ele saiu correndo e deixou seu lado do aposento bagunçado, que julgando pelo estado do quarto, não parecia ser do feitio dele. Resolveu voltar ao seu dormitório com Hoshi, mesmo contra a sua vontade.



Harry e Ash descobriram com a gravação que estava no Pendrive que no dia do incidente da semana passada, outra coisa foi lançada ao mundo dos humanos e ninguém tinha notado até então. Eles só conseguiram ver um vulto saindo da explosão, mas não decifrar o que era. Evans sugere ir até o seu professor de aulas extras, o Anonymous, e McFly concorda.

Foram sorrateiros até a saída dos fundos da universidade e correram até a casa do professor. Pegaram um ônibus e chegaram ao local em alguns minutos. Anonymous morava numa casa pequena, de um quarto e sala, toda amontoada de tecnologia das paredes ao teto. Era como o Laboratório de Dexter, só que mais desarrumado. Tocaram a campainha, a câmera da parede se mexeu focando neles e a porta se abriu. Ash e Harry entraram.


Anonymous: O que foi, Ash? Hoje você não tem aula comigo.

Ash explicou ao professor o que tinha descoberto e que gostaria de uma ajuda para tentar descobrir mais informações. O herói pegou o pendrive e espetou num dos seus computadores. Passou a mão no ar e brotou um teclado virtual à sua frente.


A habilidade de Anonymous era modificar e criar tecnologia, mesmo que inexistente. Hardware ou software, ele pode cria-la, só precisa ter a ideia pronta na mente. Complexidade de sua criação é o que vai determinar a quantidade de energia e o tempo gastos. Foi o criador de todo o sistema de segurança da Universidade de Heróis, mas não faz parte da equipe de segurança, apenas cria o que eles pedem. Sendo um herói de Rank D, Anonymous não atua em combate, servindo apenas como suporte.


Anonymous: Vocês querem que eu descubra o que é esse borrão? –Dizia ele com um pedaço de pizza na mão. – Querem um pedaço? Tem mais ali na caixa.

A caixa estava em cima de um dos computadores, aparentava estar fria e não parecia ser de hoje.

Anonymous: Não é muito difícil de fazer isso, alguns anos atrás o L’N’O me pediu para criar um software que dava zoom em imagens borradas e ajustava o foco para podermos ver com clareza qualquer tipo de imagem. Eu chamo de “Zoom and Enhance.”

O professor assim o faz. Ele dá um zoom no frame que Ash e Harry descobriam com o vulto, os pixels ficaram enormes e era impossível de distinguir a imagem, então ele realça a imagem milagrosamente transformando todos aqueles quadradinhos em uma forma perfeita.

O vulto tomou forma, mas só era possível ver a silhueta do que tinha vindo da explosão. Viram que era uma pessoa, não parecia muito alta, não dava para saber se era homem ou mulher, mas tinha cabelos longos. Ele foge um pouco antes dos monstros se materializarem.

Anonymous: Isso que vocês descobriram é uma informação muito importante, a galera do alto escalão tem que saber disso. Vou enviar a gravação para o QG do World of Heroes. Tomem cuidado, graças a vocês acho que descobrimos uma pessoa que não queria ser descoberta.

Ele pega o Pendrive e entrega de volta ao Ash.

Anonymous: To sabendo o que rolou lá na Universidade. Aquilo lá era para ser o segundo local mais seguro da Terra, só perdendo pro QG do WoH, eu me certifiquei disso. Mas meus poderes só cobrem falhas tecnológicas e mecânicas, não tenho como conter falhas humanas.

Ele abre um novo monitor virtual e começa a colocar a gravação do dia de todas as 15 câmeras que ficavam perto do local onde King foi assassinado.

Anonymous: Estão vendo alguma coisa fora do normal?

Eles prestam atenção na gravação, não tinha nada fora do normal, apenas um local verde e pouco frequentado. Até que de repente, King aparece morto no chão.

Anonymous: Eu já passei essa informação para a Universidade e o WoH, mas como vocês me trouxeram algo valioso, vou lhes contar. Toda a gravação do garoto chegando até lá e sendo assassinado foi removida de uma forma que nem eu mesmo consigo acessar. Entendem o que eu quis dizer com falha humana? Alguém se infiltrou na Universidade de Heróis.

Ele pega um monitor com a imagem do pequeno King morto e o outro com a imagem da pessoa que saiu da explosão e junta às mãos, formando um único monitor e sobrepondo as imagens.

Anonymous: E se essa pessoa estiver ligada a isso tudo? É apenas uma especulação, mas é algo maior do que vocês podem lidar. Não se metam em riscos desnecessários, voltem para a universidade e deixem os profissionais cuidarem disso.

Nesse momento eles recebem uma mensagem do Chris para se encontrarem no quarto do Ray.



Isao encontrou o companheiro frente a um homem bem vestido, de blazer e camisa social. Aquela pessoa era nada mais nada menos que Razor Flare, um famoso vilão que tinha sido capturado algum tempo atrás. Não só isso, mas ele revela ser o pai de Jay, para uma confusão ainda maior na cabeça de Watanabe.


Jay perde o controle, com raiva, e libera sua aura de luz que mais parecia uma energia flamejante. Ele grita a plenos pulmões suplicando para que Allan Alburn diga o que ele quer com o garoto.

Razor Flare não gostou nenhum um pouco do tom de seu filho e em uma rapidez incrível, percorreu a distância entre os dois, lhe deu uma rasteira e prendeu o filho contra o chão, segurando-o pelo pescoço.

Allan Alburn: Isso são modos de tratar o seu pai?

Isao se preparou para fazer um movimento, mas a mão de Razor Flare que segurava Jay começou a brilhar.

Allan Alburn: Não, não, não, rapaizinho. Mais um passo e seu amiguinho morre.

Watanabe para, sem poder se mexer, preocupado com a vida do colega. Com a mão livre, Allan, cujo nome original era Brandon Soria, dá um último trago no cigarro que estava em sua boca até o final, pega a guimba e joga para longe. Ele olha para o filho.

Allan Alburn: Vou te soltar, então não se afobe. Aquela noite em que eu fui preso, você só venceu porque eu estava todo ferrado. Lembre-se disso antes de tentar alguma gracinha.


Ele solta o pescoço de Jay e se levanta. O garoto continua no chão, vendo o seu pai de baixo para cima. Allan quis mostrar que ele ainda precisava crescer muito para sequer tentar algo contra o pai. Razor Flare se volta para Isao.

Allan Alburn: Tu falou alguma coisa de matar mais alunos dessa escola, não foi, China? Não tava sabendo de nada, cheguei agora nessa cidade de merda. –Ele olha agora para o Jay—Quer saber onde o papai estava, moleque? Eu tava num clubinho igual ao que os viadinhos dos heróis de vocês fazem. A diferença é que esse é com uns caras maus de verdade. Vocês estudam história nessa porra de colégio, não estudam? Já ouviram falar de um grupo feito de vilões e aqueles malditos carniceiros? Pois é, porque essa droga nunca existiu. Até ontem a gente matava as bestas igual aos heróis. Essa porra de mundo tá muito moderninho pro meu gosto.

Ele tira o maço de cigarros do bolso do blazer, dá uns toques com o dedo na parte de baixo fazendo um novo cigarro sair. Pega o isqueiro e acende. Dá uma boa tragada e expira a fumaça para o alto, olhando para os céus. Razor Flare continua olhando para cima enquanto continua a falar com o filho.

Allan Alburn: Tu me perguntou o que eu quero aqui. Eu vim avisar você, mas pelo visto cheguei atrasado, porque pelo que o China ali falou os caras já começaram. O grupo que eu citei, eles estão planejando algo grande e tem haver com o coleginho de vocês. Eles veem esse lugar como um símbolo de que eles estão perdendo, e vão colocar esse merda abaixo. Eu sabia que você estaria aqui, Jay, e vim te dar um alerta antes da porra toda estourar. Vá embora daqui ou você vai morrer junto com todo mundo ai dentro. Se você vai ficar ou não, eu não tô nem ai, mas achei que te devia uma pelo que eu fiz com a tua mãe.

Ele inicia uma luz enorme em todo o seu corpo, que força os garotos a fecharem os olhos.

Allan Alburn: Arrivederci, Jay! Tenha certeza de que vamos nos ver novamente, só tente não morrer até lá.

Razor Flare some tão rápido quanto chegou. Isao e Jay ficam embasbacados com o que aconteceu. Tinham que processar a informação que receberam, ou melhor, tinham que decidir o que fariam com ela.

Nesse momento eles recebem uma mensagem do Chris para se encontrarem no quarto do Ray.



Hoshi e Yamamoto saem do seu quarto, Daichi queria continuar procurando por pistas da morte do King e Hoshi queria que ele obedecesse a professora Michelle.

Hoshi: Você não pode ficar saindo por ai, devemos esperar pelas ordens dos professores.

Após a resposta do Daichi, Hoshi levanta um dedo na direção da boca do colega. Eles se escondem no corredor e veem Ash e Harry entrar no quarto 207. Daichi já sabia que aquele era o quarto do Harry, mas não do Ash.

Hoshi: Esses caras do incidente da semana passada estão se juntando. Ray e Chris não são amigos, mas estavam atrás de você juntos. Tem algo esquisito ai.

Eles se esgueiram e param em frente ao quarto 207. Hoshi era furtivo, vinha de uma cultuada família de ninjas. Daichi não era focado nesse estilo de combate.

Off: P.O. lance um dado de 10, se tirar mais de 5 eles não vão te escutar e você pode escolher se intrometer na conversa deles. Se tirar menos de 5 você vai ser descoberto pelo Chris, que tem a melhor percepção do grupo. (Percepção + Inteligência).



Os seis se reuniram no quarto de Harry e Ray e deviam agora decidir o que fariam com as informações que acabaram de receber.
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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Ricardo Sato em Sab Set 23, 2017 12:58 am

Ele se move rápido demais e quando percebo ele já está sobre mim....como odeio seu rosto e principalmente como odeio tudo nesse rosto que me faz lembrar de mim mesmo.

Allan Alburn: Isso são modos de tratar o seu pai?

Meu pai é um vendedor itinerante sem poderes,se não se lembra?

Respiro fundo,deixo meus poderes me afetarem....não lhe darei o prazer de me ver me retorcendo,deixo a apatia me dominar e minha face mostra apenas tédio.

Allan Alburn: Não, não, não, rapaizinho. Mais um passo e seu amiguinho morre.

Ele ta certo Isao,se afaste...ele não se importa e você vai acabar envolvido,acredite ele sabe como usar armas e está armado mesmo que não pareça.

Allan Alburn: Vou te soltar, então não se afobe. Aquela noite em que eu fui preso, você só venceu porque eu estava todo ferrado. Lembre-se disso antes de tentar alguma gracinha.

Acha que eu não sei,eu não sou burro,apenas ajo como um as vezes,se eu acha-se que tinha alguma chance eu já teria atacado,só vim aqui pra não envolver mais ninguém.....não dei sorte.Então de novo....o...que...você...quer?

Allan Alburn: Tu falou alguma coisa de matar mais alunos dessa escola, não foi, China? Não tava sabendo de nada, cheguei agora nessa cidade de merda. –Ele olha agora para o Jay—Quer saber onde o papai estava, moleque? Eu tava num clubinho igual ao que os viadinhos dos heróis de vocês fazem. A diferença é que esse é com uns caras maus de verdade. Vocês estudam história nessa porra de colégio, não estudam? Já ouviram falar de um grupo feito de vilões e aqueles malditos carniceiros? Pois é, porque essa droga nunca existiu. Até ontem a gente matava as bestas igual aos heróis. Essa porra de mundo tá muito moderninho pro meu gosto.

Ele se volta a Isao e eu apenas continuo olhando do chão...parte de minha mente se prepara para desligar meu poder e agir se algo ocorrer,mas por enquanto apenas observo sem movimento,enquanto ele volta-se para mim outra vez.

Allan Alburn: Tu me perguntou o que eu quero aqui. Eu vim avisar você, mas pelo visto cheguei atrasado, porque pelo que o China ali falou os caras já começaram. O grupo que eu citei, eles estão planejando algo grande e tem haver com o coleginho de vocês. Eles veem esse lugar como um símbolo de que eles estão perdendo, e vão colocar esse merda abaixo. Eu sabia que você estaria aqui, Jay, e vim te dar um alerta antes da porra toda estourar. Vá embora daqui ou você vai morrer junto com todo mundo ai dentro. Se você vai ficar ou não, eu não tô nem ai, mas achei que te devia uma pelo que eu fiz com a tua mãe.

Vou escolher meu caminho....Soria,você perdeu o direito de me dizer o que fazer,então por favor continue não dando a mínima,mas se puder não cite ela,a única pessoa que via algo que prestasse em você mesmo sabendo o que você realmente sentia.

Allan Alburn: Arrivederci, Jay! Tenha certeza de que vamos nos ver novamente, só tente não morrer até lá.

Fique tranquilo não pretendo morrer,só se lembre de que eu me pareço o bastante com meu pai pra que você saiba...um dia tem troco.

Vejo ele sumir...deixo a apatia continuar só pra não ter que gritar,só pra não ligar para a face do meu ex colega.

....Parece que tão nos chamando no quarto do Harry....você vem?

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Scorpion em Sab Set 23, 2017 6:00 pm

Eu não gosto de gente debochada... mas isso não é um motivo para começar algo que pode causar problemas na minha vida acadêmica. Se Hoshi tem tanta vontade de se provar, então ele vai ter uma oportunidade quando os treinos talvez ficarem mais pesados,

Ray volta para o quarto junto com Chris e encosta-se na parede aguardando os outros. Sempre que alguém batia na porta, ele mandava que entrassem.

Esperaria pelas revelações que os outros fariam e então falaria o que pensava sobre o fato de Yamamoto e Hoshi.

Ray: Nós fomos atrás de Yamamoto e esbarramos com Hoshi. Na real, acho que eles não têm nada a ver com isso. Yamamoto é só um alienado que se acha um espião porque viu filmes demais e Hoshi não passa de um moleque com mania de grandeza. Seu ego é inversamente proporcional à sua inteligência para ser responsável pelo que quer que tenha acontecido com King.

Ele riu baixo e falou naquele tom de anime, com os olhos fechados...

Ray: São dois sacos de estrume que se merecem. Vamos nos focar no que temos... o que vocês descobriram?

Agora ouviria o que os outros tinham para dizer...

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Leo Rocha em Sab Set 23, 2017 9:57 pm

Um vilão de grande porte como Razor Flare estar parado na frente de qualquer pessoa seria o sinal ideal para correr para o mais longe possível. Mas Isao não era qualquer pessoa. Ele era um aprendiz de herói. Discípulo do honorável mestre Shang Chi. Ele prometera a National Man em pessoa honrar o sacrifício de Mr. Justice... Mesmo que isso significasse seu próprio sacrifício.
Porém, ele se sentia invadindo uma luta muito mais antiga do que aparentava aquele encontro. Razor chamava Jay de filho e o fato dos dois jovens estarem ainda vivos, comprovava que a intenção do vilão não era matá-los... Pelo menos não agora...

Arrow Você disse que os vilões estão infiltrados na escola? Quando eles pretendem atacar? O que podemos fazer para detê-los?

Ele dizia guardando a espada com cuidado. Não tinha esperanças de que o homem respondesse, mas precisava perguntar...

Quando o vilão vai embora, eles recebem o chamado dos companheiros. Jay fala para eles seguirem e Isao coloca a mão no ombro do companheiro, dizendo:

Arrow O que te define é quem você é. Não se esqueça disso.

Em seguida, ele diz:

Arrow Você sabe que temos que contar isso aos outros, não é?

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Ricardo Sato em Sab Set 23, 2017 11:15 pm

O olhar de Jay ainda estava vazio enquanto Watanabe falava,mas ele prestava atenção e entendia o que acontecia.

....Faça como quiser,pensando melhor eu vou até a diretoria,se metade deles receber a novidade tão mal quanto eu só teremos problemas.

Sem esperar repostas Alburn da as costas e começa a voltar para a escola,aos poucos sua luz se esmaece e o nó na garganta volta a apertar,assim como os punhos que se tornam brancos com a pressão que ele faz.No caminho porém ele tem mais alguém a informar,pega seu telefone e escreve uma mensagem.

"Senhor Falcion,meu pai escapou e teve muita ajuda,não sei se ele pode causar problemas por ai mas...a escola pode ser um alvo de seus aliados."

Queria ver o rosto de Ceresa,mas não tinha desculpas para ir até lá,ao invés ele apenas caminhou em direção do escritório de Drayden,com tudo o que aconteceu ele provavelmente ainda estaria lá.

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Phelipe Peregrino em Seg Set 25, 2017 1:07 pm

Chris escorou-se numa cômoda e bebeu um grande gole da sua garrafinha de suco de beterraba, secando os lábios com as costas da mão. Estava irritado, e não gostava disso. Simplesmente porque ele sabia que não tomava boas decisões quando estava irritado. Por isso respirou fundo e bebeu mais um gole do suco enquanto os outros entravam no quarto, respondendo à mensagem de texto de Ray. Isao foi o primeiro a chegar. Chegou sozinho, o que fez Chris se perguntar onde estava o Jay, afinal eles haviam partido juntos. Quando Harry e Ash chegam, Ray começa a falar.
 
Ray: Nós fomos atrás de Yamamoto - "Cuzão", Chris sussurrou ao ouvir o nome. - e esbarramos com Hoshi. Na real, acho que eles não têm nada a ver com isso. Yamamoto - "Cuzão", repetiu Chris, mais alto dessa vez e ainda bufando. - é só um alienado que se acha um espião porque viu filmes demais e Hoshi não passa de um moleque com mania de grandeza. Seu ego é inversamente proporcional à sua inteligência para ser responsável pelo que quer que tenha acontecido com King.

Chris ficou aguardando para ouvir o que os colegas iriam dizer, apenas emburrado e repetindo o mantra (cuzão) sempre que o nome do Yamamoto ("cuzão!") fosse citado.


Última edição por Phelipe Peregrino em Sex Set 29, 2017 9:00 am, editado 1 vez(es)

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Nasinbene em Ter Set 26, 2017 3:45 pm

Harry e Ash ainda estavam com Anonymous quando recebe a mensagem de Chris. Pela movimentação de Ash, era claro que o grandalhão tinha recebido a mensagem também. O heróis os ajuda a analisar o vídeo e da uma informação perturbadora: havia alguém infiltrado na Universidade. Era a única forma de não haver qualquer pista sobre a morte de King nos vídeos de segurança...
Harry pensou sugerir qualquer coisa que passava por sua cabeça, mas logo desistiu. Aquele era Anonynous, um dos homens mais inteligentes da Terra. Era óbvio que qualquer ideia que desse a ele soaria como ridícula...
No caminho pra casa, Harry volta em silêncio... Não que estivesse com qualquer problema com Ash, apenas... remoía seus pensamentos. Alguém infiltrado na Universidade... Havia dua linhas de pensamento aí... a primeira é que esse alguém havia se infiltrado esse ano e já agia rapidamente. A segunda (e mais perturbadora) era que alguém estava infiltrado já a anos ali e se resolvera agira agora. Mas, se esse era o caso, por que agora? E por que King? Talvez tivessem deixado de investigar o jovem morto cedo demais...
Quando Harry se dá conta, já estavam na porta de seu quarto na universidade. Havia passado o caminho todo pensando, e isso não o tinha ajudado a resolver o problema. Seria bom ver o posicionamento dos outros sobre o assunto...
Ray logo expõe o que a visita a Yamamoto tinha rendido e, pelo "cuzão" que Chris não deixava de repetir, as coisas não tinham acabado exatamente bem. Na análise de Ray, tanto Yamamoto quanto Hoshi eram inofensivos. Idiotas (e cuzões, na opinião de Chris), mas inofensivos.
Harry então pega uma cadeira próxima e se senta nela ao contrário, usando o encosto como apoio  para os braços (a mão odiava quando ele fazia isso). Respira fundo e começa a relatar aos outros o que descobriram:

- Caras, infelizmente não temos boas notícias. Anonymous analisou o vídeo no pendrive vimos que alguém atravessou para nossa dimensão junto com os monstros... Se já não fosse ruim o bastante os monstros poderem se teleportar por aí como os heróis fazem com o Raio da Esperança, alguém ainda passou com eles. Não pudemos ver se era um homem ou uma mulher, mas usava cabelos compridos e se movia bem rápido...

Harry faz uma breve pausa, dando a todos tempo pra assimilar a informação. Caminha até Chris e estende a mão, pedindo um gole do conteúdo da garrafinha. Ao notar que era suco de beterraba, devolve a garrafa com uma cara de quem diz "por que diabos você bebe isso?". Volta até sua cadeira, enxuga os lábios e continua:

- Tem mais... Anonymous disse que só não consegue determinar quem matou King por haver uma "falha humana"... ou seja, alguém deliberadamente apagou os arquivos que mostrariam quem seria o assassino. Sabem o que isso quer dizer, né? Tem alguém infiltrado na Universidade... Se chegou agora ou se já está infiltrado e ganhando a confiança de todos a anos, não tem como saber....

Harry faz mais uma pausa, esperando que o que disse fosse assimilado, analisando a reação nos rostos de cada um. Então, expõe qual seria o melhor plano de ação na sua opinião:

- Acho que podemos chegar a algumas conclusões... e  isso pode nos levar a alguns cursos de ação. Acho que temos o motivo da morte de King. Certamente ele viu ou ouviu algo que não devia. Ele devia saber quem era o infiltrado... por isso ele foi morto, não por ser o mais fraco entre nós. Acho que devemos investigar melhor nosso colega e por onde ele andou antes de morrer. Sobre o cara que veio com  os monstros... acho que é alguém que desapareceu em ação, me pareceu humano. Talvez esse cara tenha ido parar na dimensão dos monstros e finalmente conseguiu voltar. Se é herói ou vilão não como saber... acho que devemos pesquisar essa linha também...

Harry finalmente se cala, depois de jogar um caminhão de teorias sobre os amigos... restava saber o que achariam de suas ideias...
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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Pedro H. Oliveira em Ter Set 26, 2017 8:48 pm

Daichi havia deixado os outros dois caras extremamente putos com ele... e ele sabia MUITO bem disso, mas não estava nem aí pra isso, aquela ação era de fato proposital. Uma coisa falada por Chris era verdade: era impossível conhecer tudo dali, provavelmente haviam inúmeras câmeras escondidas e coisas assim por diversos cantos, o que tornava sua sugestão muito mais importante, pois era preciso ver o que ninguém mais via.

Depois de algumas provocações, os outros dois garotos foram embora enquanto Hoshi forçava a ida de seu companheiro de quarto para o local ordenado pelos professores. Uma coisa veio a sua mente e decidiu compartilhar com o outro:

- Você não acha estranho que apesar de tudo que aconteceu, não existe nenhum professor nos corredores daqui? Fomos enviados pra cá e continuamos todos sozinhos! Uma prova disso é que pelo menos quatro de nós caminhamos livremente pelos corredores, diante da visão de todos e ninguém apareceu. E eu já estou rodando por aqui tem alguns minutos...

Foi nesse instante que Hoshi alerta Daichi sobre a reunião dos jovens. Ele realmente não suportava o grupo e suas atitudes, afinal de contas, quem eles pensam que são pra vir tirar satisfação sobre seu comportamento? Até parece que são protagonistas de algum anime ou mangá! Eles então param diante do Quarto 207 e tentam escutar alguma coisa que estavam conversando.
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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Leo Rocha em Qua Set 27, 2017 7:10 pm

Isso chegou ao dormitório quando ainda estavam Ray e Chris. Ele os cumprimenta e senta em uma das cadeiras livres. Pouco depois os outros chegam e Ray começa a contar suas impressões sobre o encontro com os garotos, com os apartes de Chris. No segundo "cuzão", Isao fala calmamente:

Arrow Linguagem...

Ele então ouve as informações e teorias de Harry. Quando o jovem termina, Isao diz:

Arrow A escola está prestes a sofrer um grande ataque.

Ele olha nos olhos de cada um, como se aguardasse que cada um tivesse seu tempo de assimilação.

Arrow Eu e Jay encontramos Razor Flare rondando a escola. Ele nos contou que está fazendo parte de uma liga de vilões e que eles têm a intenção de destruir o maior símbolo do heroísmo: esta escola.

Mais uma pausa para introduzir as informações com cuidado.

Arrow O que ele disse corrobora sua teoria, Harry. Ele disse que eles já estão entre nós e que já começaram o plano deles. Vocês devem estar se perguntando porque ele não nos matou e ainda nos contou isso... Na verdade, ele veio avisar ao filho e tentar convencê-lo a deixar a escola antes de tudo estourar... Mas pelo que vi, Jay recusou seguir o Conselho de seu pai.

Ele então olha nos olhos de cada um.

Arrow Se vocês estão suspeitando de Jay, eu digo que ele se esforçou para enfrentar o pai,mas vocês mesmos me lembraram que não podemos confiar tão facilmente. Ainda assim, não vejo motivo para não dar um voto de confiança a ele. Nesse momento ele está na sala da direção relatando tudo que aconteceu. Então, independente de irmos investigar a morte de King, sugiro que cada um de nós treine o máximo e se prepare para o que está por vir...

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Guima em Qui Set 28, 2017 10:02 pm

Ash acompanha Harrison que estava afoito pra dizer tudo q havia descoberto para os companheiros...

Ash: tudo que o rapas foguete aí disse é verdade. Graças ao professor anonymous a gente teve uma vantagem nessa descoberta. Sabemos q o suspeito é cabeludo e que pode se teleportar. Quantas pessoas conhecidas são capazes disso? E como funciona o tal raio da esperança do woh?

Ash cruza os braços na expectativa de alguém ajudar a elucidar o caso...

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Phelipe Peregrino em Sex Set 29, 2017 8:51 am

Harry: Caras, infelizmente não temos boas notícias. Anonymous analisou o vídeo no pendrive vimos que alguém atravessou para nossa dimensão junto com os monstros... - "Não dá pra saber se é, de fato uma outra dimensão. O Raio da Esperança é um dispositivo de teletransporte. Transforma a matéria em energia e depois reconstrói de volta, viajando na velocidade da luz. Não move o corpo através de outras dimensões. Não dava para descartar a hipótese de que as criaturas estejam sendo enviadas para cá de um ponto específico da Terra." - Se já não fosse ruim o bastante os monstros poderem se teleportar por aí como os heróis fazem com o Raio da Esperança, alguém ainda passou com eles. Não pudemos ver se era um homem ou uma mulher, mas usava cabelos compridos e se movia bem rápido...

Essa era uma informação que surpreendeu King. Um indivíduo passou junto com os monstros e nenhum deles viu. Ele deve ser incrivelmente rápido. Chris cruzou os braços com a mão segurando o queixo para pensar, e Harry pediu um gole do seu suco, mas desistiu quando viu o que era, e Chris não resistiu em olhá-lo como quem dissesse "eu sei, é horrível".

Harry: Tem mais... Anonymous disse que só não consegue determinar quem matou King por haver uma "falha humana"... Ou seja, alguém deliberadamente apagou os arquivos que mostrariam quem seria o assassino. Sabem o que isso quer dizer, né? - "Temos um infiltrado na UH." - Tem alguém infiltrado na Universidade... Se chegou agora ou se já está infiltrado e ganhando a confiança de todos a anos, não tem como saber...

"Isso é muito ruim. Tudo que eu falei do Yamamoto não foi pra valer, no fundo. Mas a confirmação de que há um infiltrado coloca, novamente, um alvo na cabeça dele. Claro, seria impossível um aluno ter poder pra conseguir apagar dados das câmeras da UH... Seria mesmo? Ele não foi tão bem nos testes de avaliação, mas poderia ser tudo parte do plano, né? Ele pode estar escondendo o jogo?"

Harry: Acho que podemos chegar a algumas conclusões... E isso pode nos levar a alguns cursos de ação. Acho que temos o motivo da morte de King. Certamente ele viu ou ouviu algo que não devia. Ele devia saber quem era o infiltrado... - É uma possibilidade, de fato. Mas como? - Por isso ele foi morto, não por ser o mais fraco entre nós.

Foi nesse momento que o Chris notou a movimentação estranha do lado de fora. Ele corrigiu a postura e colocou a garrafinha na mesa. Foi andando lentamente na direção da porta.

Harry: Acho que devemos investigar melhor nosso colega e por onde ele andou antes de morrer. Sobre o cara que veio com  os monstros... Acho que é alguém que desapareceu em ação, me pareceu humano. Talvez esse cara tenha ido parar na dimensão dos monstros e finalmente conseguiu voltar. Se é herói ou vilão não como saber... Acho que devemos pesquisar essa linha também...

Logo quando Harry termina, Isao continua.

Isao: A escola está prestes a sofrer um--

Chris abre a porta com tudo, num movimento rápido. Flagrando a dupla que tentava se apertar contra a porta para ouvir a conversa dos dois.

Chris: Olha só! - Chris diz debochado. - Mas que surpresa!

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Drako em Dom Out 01, 2017 8:23 pm

Em algum lugar desconhecido no mundo dos humanos.

Um homem com barbas e cabelos longos, brancos, sentava em uma das pontas de uma extensa mesa. Segurava o garfo enquanto a faca passava levemente na suculenta e macia carne que estava em seu prato. Ele corta um pedaço e leva até a altura de seus olhos.

???: Há quantos anos não almoçamos juntos? 20, 30 anos?

No extremo oposto da mesa estava outro homem, também com barbas e cabelos brancos. Não respondeu a pergunta, apenas continuou olhando à distância.

???: Não foi por falta de convite, sempre quis ter meu velho amigo ao meu lado, mas negastes todas às vezes.

???:  Não me juntaria a você, não depois de tudo que fez, Lúcifer.

Lúcifer:  Apenas quero o bem do meu povo.

???:  Os vilões não são o seu “povo”.

Lúcifer:  Eles fizeram de mim o seu líder, é meu dever protegê-los. Principalmente com uma ameaça tão grande andando livre por ai.

???:  Não somos nós que colocamos a vida de pessoas inocentes em perigo.

Lúcifer:  São perdas colaterais. Quando subirmos ao poder, a história será reescrita.

???:  Vocês nunca subirão ao poder, por mais que tentem.

Lúcifer:  Tem certeza? Por que acha que foi trazido até aqui?



Jay Alburn tinha reencontrado seu pai, algo que ele esperava que não acontecesse nunca mais. Apesar de ser uma experiência ruim, Razor Flare não tinha ido até ele para se vingar ou algo do tipo, mas alerta-lo que algo muito ruim estava para acontecer. Mesmo seu pai sendo um vilão ele sabia que não brincaria com uma situação dessas, então resolveu deixar Isao e ir até a sala do Diretor Drayden.

Ele sobe até a diretoria e para frente a uma enorme porta com um H, de heróis, cravado alto relevo. Jay bate na porta e o diretor o manda entrar. O diretor estava sentado atrás de sua enorme mesa de madeira.

Drayden:  O que está fazendo aqui, rapaz? Não deveria estar no dormitório?

Jay não titubeia e diz toda a informação que seu pai lhe passou. Drayden fica pasmo, não acreditava que um grupo entre humanos e monstros estava sendo formado e que eles planejavam atacar a universidade.

Drayden:  Isso... isso é muito grave, rapaz. Obrigado por vir diretamente a mim. Vou pedir imediatamente para que o World of Heroes fique de guarda na universidade para que não haja nenhuma outra morte como a daquele pobre menino.

Ele se levanta de trás da mesa e vai apertar a mão de Jay.

Drayden:  Prevejo um futuro brilhante para você, rapaz. Não se preocupe com o sangue que corre em suas veias, nós já sabíamos disso desde o dia em que se escreveu na universidade, isso não vai te impedir de trilhar um caminho correto.



???:  O que quer dizer?

Lúcifer:  Não pensa mesmo que estou te mantendo aqui há duas semanas porque sou seu amigo, não é?

???:  Achei que fosse fazer comigo algum de seus experimentos malucos! Mas sei que nesse exato momento o WoH deve estar procurando por mim e é só questão de tempo até—

Lúcifer:  Como pode ter tanta certeza disso? Como um ultimo favor em nome de nossa velha amizade, vou te dizer o que está realmente acontecendo.

Ele finalmente come o pedaço de carne que tinha cortado e volta a cortar outro.

???:  DIGA DE UMA VEZ!

Lúcifer:  Eu infiltrei alguns dos meus soldados na Universidade de Heróis.

???:  O que? Impossível! Não tem como a Universidade não saber exatamente de todo o histórico de todas as pessoas que frequentam aquele lugar.  Eu—

Lúcifer:  Sim, eles têm um sistema de segurança quase perfeito. Mas e se alguém tivesse o mesmo poder de acesso a esse sistema que alguém de alto escalão tem? Como por exemplo, alguém como você, Drayden.


Drayden:  Eu nunca faria isso para você, Lúcifer!

Lúcifer:  Eu não preciso que você faça nada para mim, velho amigo. Eu já tenho alguém fazendo isso para mim nesse exato momento.



Drayden abre a porta para Jay e novamente aperta a mão do rapaz.

Drayden:  Vá direto ao seu dormitório. Eu cuido das coisas daqui em diante.

Jay sai da sala e ele fecha a porta. O garoto vai em direção de seu dormitório, enquanto o diretor vai até sua enorme mesa. Quando ele se senta, seu rosto que parecia tranquilo abre uma expressão raivosa. Ele pega um celular velho, tão antigo que não existia internet nele, puxa o fio e tecla uns números. Escuta o som da chamada, uma, duas vezes e alguém atende.

Drayden: Razor Flare dedurou a gente, não sei quantas pessoas sabem do nosso ataque além do filho dele. Iniciem a ordem 66 nesse exato momento. E mandem um dos carniceiros atrás do traidor.




Os outros cinco garotos do grupo se reuniam no quarto de Harry e Ray para juntarem as informações do que eles tinham ido investigar. Ray e Chris cortaram as suspeitas de Yamamoto e Hoshi, pois diziam achar que ambos eram burros demais para ter feito algo daquela magnitude. Harry e Ash contam o que descobriu com o professor Anonymous, que alguém se infiltrou na universidade e que os monstros também têm algo para se locomover como o Raio da Esperança. Isao, por sua vez, avisa a eles o que aconteceu do lado de fora da UH e o aviso de Razor Flare.

É nesse momento que Chris abre a porta fazendo com que Yamamoto e Hoshi caiam em frente a eles.

Chris: Olha só! Mas que surpresa!

Hoshi: Que droga, Daichi! Você fez muito barulho!

Daichi: A culpa é minha?! Essa ideia idiota foi sua!?

Ray se levanta furioso, como o de costume e puxa os dois pela camisa.

Ray: O que vocês estão fazendo aqui?!

Hoshi: Escuta, a gente ouviu tudo! Estamos do lado de vocês! Se a universidade vai ser atacada a gente tem que se unir!



Lúcifer termina o suculento pedaço de carne que estava comento, quando um homem encapuzado para ao seu lado.

Soldado: Mestre, tenho um comunicado importante.

Lúcifer:  Reporte-o.

Soldado: Acabamos de receber uma ligação do Loki. Ele disse que Razor Flare nos traiu e informou ao seu filho que estávamos para atacar a universidade.

Lúcifer:  Hum... Razor Flare ainda tem sentimentos pelo filho, hein. Não estou tão surpreso.

Soldado: Loki também ordenou que iniciássemos a Ordem 66.

Lúcifer:  A morte do garotinho realmente fez com que as coisas andassem mais rápido. Cedo ou tarde iriam descobrir nossas intenções. Não pretendia colocar o plano em ação até que tivéssemos pelo menos uns 10 soldados lá dentro. Pois bem, não tem porque aguardamos mais. Prossigam.

Drayden:  Morte do garotinho!!?! Você matou um de meus alunos!?!?

Lúcifer:  Ele viu demais.

Drayden: LÚCIFER!!

Drayden estava acorrentado na outra ponta da mesa. As correntes pareciam normais, mas aqueciam toda vez que o prisioneiro tentasse alguma coisa. Mas tomado pela fúria, Drayden libera toda a sua energia criando um ar gelado ao seu redor. A corrente começa a aquecer, mas o frio era tão intenso que as congelou antes que elas pudessem aquecer demais, perdendo sua eficácia.


Drayden pula na mesa e corre em direção ao vilão, com uma enorme bola de gelo concentrada nas duas mãos, pronta para atacar. Quando ele chega até Lúcifer, seu gelo começa a derreter e sua energia se esgota. O diretor cai em cima da mesa, com a cabeça frente ao prato do inimigo.


Lúcifer:  Você sabe muito bem que não pode me derrotar, já passamos por isso antes. Apenas acalme-se e curta o resto do tempo de vida que você tem aqui, pois ela acabará junto com o reinado do WoH.



Hoshi: Me solta, Ray! A gente tem que avisar a professora sobre isso—

Chris, Harry e Hoshi olham para fora da janela, tinham percebido alguma coisa. Foi então que eles escutam uma enorme explosão. Todos os oito vão até a sacada dos dormitórios, seguidos por todos os outros alunos de lá, incluindo Jay que acabara de chegar. Eles vêm mais e mais explosões ocorrerem pelo campus.

Gray: Que merda é essa?

Kouga: Gente, olhem lá.

Kouga aponta para o centro da universidade, onde uma fumaça das explosões começa a de dissipar. Eles finalmente podem ver uma figura se formando.


Eles conseguem sentir a presença sufocante do monstro de onde estavam. Até que escutam um grito vindo do lado deles.

Kaneki: AAAAHHHH!! ONDE ELA ESTÁ?!

Eles olham para o menino. Seu nome era Kaneki, ele era um garoto gentil e tímido, que tinha uma amiga de infância na mesma turma.  

Kaneki: A Touka não está aqui! Ela estava morrendo de medo desde hoje cedo, ela está por ai no meio dessa guerra!

O rapaz não era muito forte, eles sabiam disso pelos treinamentos que tiveram durante as semanas e com certeza seria presa fácil para o que quer que esteja atacando a universidade.

Kaneki: Eu vou atrás dela!

Kaneki sai correndo sem direção à procura da amiga desaparecida.

Começaram a notar que a universidade também estava infestada de uns monstros que pareciam zumbis.


O que eles deveriam fazer naquele momento? O monstro que tinha aparecido no centro da universidade era com certeza a maior ameaça, mas diferente da vez na cidade os professores estavam lá também. Tinha que decidir o que fazer e deviam fazer rápido.



Ao longe, em cima de um prédio, um grupo de pessoas assiste o que estava acontecendo na universidade.

???:  Começou. –Disse o homem de branco.

???:  Matem o máximo de pessoas que puderem. – Diz a garota enfaixada.

???:  Vamos cuidar da barreira, contamos com vocês. – Diz um dos homens de azul.



Última edição por Drako em Sab Out 07, 2017 12:26 pm, editado 2 vez(es)

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Scorpion em Seg Out 02, 2017 1:46 am

Aqueles dois estavam espionando a conversa, sendo que haviam deixado claro que não queriam se unir ao grupo. Aquilo enfurece Ray por um momento e ele mais do que depressa puxa os dois pela camisa.

Ray: O que vocês estão fazendo aqui?!

Hoshi: Escuta, a gente ouviu tudo! Estamos do lado de vocês! Se a universidade vai ser atacada a gente tem que se unir!

Ray: Não vem com conversa de se unir! Nós nem sabemos...

Então, a explosão!

Hoshi: Me solta, Ray! A gente tem que avisar a professora sobre isso—

Ray solta os dois. Ele olha pela janela para ver o que os outros também viram.
Juntamente com os outros alunos, Ray corre pelo corredor, até se encontrarem com mais outros estudantes.
É quando um dos meninos dá um grito, dizendo que a amiga de infância não estava lá...

Kaneki: AAAAHHHH!! ONDE ELA ESTÁ?!

Ray: Ela quem?!

Kaneki: A Touka não está aqui! Ela estava morrendo de medo desde hoje cedo, ela está por ai no meio dessa guerra!

Kaneki era um rapaz de rank E e Touka era a menina que ficou em penúltimo no ranking... com a morte de King, agora ela era a última. Ray não era o melhor estrategista... na verdade, ele nem era exatamente um fã de estratégias, mas ele entendia da sua importância. Porém, deixaria a tática nas mãos de gente mais capacitada... Ele olha para Kaneki.

Ray: Vamos até a ala das garotas e procuramos ela por lá. Todas as garotas são rank E e elas podem precisar de ajuda se entrarem lá. Você vem comigo, Kaneki!

Olha para o resto dos amigos, especialmente Chris e Harry. Com um sorriso debochado e amigável de sempre, ele dizia:

Ray: Tentem não morrer sem mim, ok?

Ray não era bom em receber ordens. Quando botava uma coisa na cabeça, ele simplesmente fazia. Então, ele se colocou em corrida na direção de onde Kaneki indicava.

Ele nem precisava tirar a roupa isolante, tendo em vista que quando foi ver Yamamoto estava usando regatas. Enquanto corriam, ele perguntava para Kaneki.

Ray: Só pra constar, Kaneki... quais são as suas habilidades mesmo?

Era bom conhecer com quem iria trabalhar...


Última edição por Scorpion em Qua Out 04, 2017 12:54 am, editado 1 vez(es)

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Phelipe Peregrino em Seg Out 02, 2017 10:30 am

Chris observava como Ray segurava, com aparente facilidade, Yamamoto e Hoshi, e isso quase o fez rir da situação toda. Mas antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, uma explosão sacudiu toda a UH. O som reverberou pelas paredes e as janelas foram explodidas em milhares de pedaços. O cheiro da fumaça e poeira invadiu seus pulmões, e ele lutou para não perder o equilíbrio. O grupo corre em direção à sacada. E, ao chegar lá, a garganta de Chris se fecha e seus olhos se arregalam.
 



Suas mãos apertam o parapeito com tanta força que ele sente seus dedos doendo. O suor frio brota de suas têmporas. Por um segundo ele ficou surdo para tudo ao seu redor. Ele sabe que alguém gritou, e poderia jurar que ouviu o Gray dizer alguma coisa também. Mas não compreendeu nem uma única palavra. Suas mãos tremiam e suas pernas pareciam congeladas.

Fechou os olhos. Respirou fundo. Lembrou de como se sentiu na vez em que tudo isso começou. Conseguiu lembrar da voz da pequena Kim em seu ouvido, do peso que ela tinha enquanto ele tentava protege-la. E, principalmente, lembrou-se de que iria lutar enquanto tivesse forças pra isso.
 
Ray: Tentem não morrer sem mim, ok?
 
A voz do Ray o tirou desse instante de transe, e Chris concordou com um aceno de cabeça. Ele observou o campo de batalha. Existem alguns fatores que podem contribuir para previsão do resultado de um combate: Conhecimento do terreno. "Ok, nós conhecemos a UH, mas se havia mesmo um infiltrado na escola, essa é uma vantagem que não podemos mais desfrutar, eles devem conhecer cada sala desse lugar". Conhecer seu inimigo. "Estamos em desvantagem nessa! Não fazemos ideia do quem possa ter arquitetado isso, mas eles passaram duas semanas aqui, nos estudando. Que saco!". Conhecer a si mesmo. "Tá de sacanagem?! Estávamos trocando farpas agora mesmo com nossos colegas de sala! Não sei dos poderes de metade deles... Enquanto isso, para terem organizado um ataque dessa escala cada peça deve ter sido bem estudada".

Chris: Que saco! - Sussurrou. - Pensa, Chris!

"O que são essas coisas?" Ele vasculhava os cantos da sua mente. Elas eram familiares. Tinha certeza que já havia lido sobre elas antes. A lembrança veio como uma martelada. "Kabanes!"

Chris: Aquela coisa... - Chris apontou para o monstro no pátio, gritando para todos os colegas ouvirem. - É ela a ameaça principal. Estamos no meio da UH, cercado de professores que estão entre os maiores heróis do mundo! - Ele subiu no parapeito, tinha vergonha de ser baixinho, e achou que estando no alto os colegas dariam mais atenção ao que ele dizia. - Temos que abrir caminho da luta para os professores segurarem o monstro. Nossa luta é ali. - Apontou para os kabanes. - Aquelas criaturas são "kabanes". São praticamente invulneráveis, exceto pelo coração pulsante no peito. Mirem seus ataques lá. Elas devoram carne humanas, são extremamente agressivos, mas não tem muito mais força e velocidade que um humano normal. - Ele encarou cada um dos outros alunos. - Temos que tirar elas de perto dos professores. Deixar o campo de batalha livre pra eles neutralizarem aquela criatura.

Chris respirou fundo. Nada dizia que os colegas seguiriam seu plano, e ele poderia apenas estar falando sozinho. Ou pior, eles poderiam seguir e isso resultar na morte dos colegas. Mesmo assim, continuou determinado.

Chris: Estamos em menor número. Temos que atrair as criaturas para um ambiente onde a superioridade numérica deles não valha nada. O corredor que leva à escadaria principal é perfeito pra isso. Preciso de voluntários para buscar portas, mesas, qualquer coisa que possamos usar para montar uma barricada. Enquanto isso, aqueles entre nós com individualidades baseadas em velocidade, ou mesmo aqueles mais habilidosos, vão precisar atrair a atenção das criaturas para o nosso corredor. Não entrem em combate direto se não for necessário. Elas não são inteligentes e nem habilidosas, mas se juntarem um grupo em você já era!. Se algum de vocês tiver o poder de fazer barulho, como super-grito ou coisas do tipo, use-a! Temos que atrair as criaturas pra cá. Quando as criaturas se aproximarem, atacamos com tudo! TEMOS QUE SER RÁPIDOS!

Um medo permeava na cabeça de Chris. De que isso era só o começo. Ele torcia para que, no fundo, os vilões tenham se adiantado. Ele torcia para que eles tivessem descoberto sobre o que aconteceu entre Jay e o pai dele, e que, por isso, tenham iniciado o plano muito antes do previsto e que, por causa disso, ainda não estavam bem preparados. Que esse ataque fosse só um movimento desesperado. Mas, no fundo, tinha a certeza de que não... De que as coisas ainda viriam a ficar piores.


Última edição por Phelipe Peregrino em Seg Out 02, 2017 6:37 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Ricardo Sato em Seg Out 02, 2017 5:07 pm

Jay voltava ao dormitório,tentava alegrar-se com as palavras do diretor mas no fundo não conseguia...assim perdido em pensamentos o garoto andava.Mas de repente uma grande explosão e em instantes a escola é invadida por monstros.Alburn sente um calafrio e começa a correr.

Os inimigos estavam sendo discretos,haviam cometido um assassinato mas se dado ao trabalho de eliminar as provas,horas passaram sem ataques,com certeza a essa altura a WoH sabia do incidente....só havia uma explicação para aquele ataque,literalmente tão rápido que Jay nem conseguiu chegar a seu quarto,o infiltrado tinha acesso as informações de dentro da sala do diretor,sabia que coisas estavam sendo colocadas em movimento,o traidor havia ouvido a conversa.

Ele corre e corre sem pensar pra onde,suas pernas o levavam sem seu consentimento,só depois de uns segundos é que ele percebe onde está indo....dormitório feminino...Ceresa.Ele não se detinha,mas ao passar por algum professor ele se lembra da ameaça revelada por seu pai de uma coalizão entre vilões e monstros e grita(não para pra dar explicações,apenas um aviso).

CUIDADO....NÃO SÃO SÓ MONSTROS,DEVE TER VILÕES COM ELES TAMBÉM.

Jay era rápido o bastante e havia começado a se mover de mais perto do que as criaturas,chegaria(assim esperava)antes que elas a fente da porta do dormitório feminino e ali pararia virando-se de costas para o prédio e em direção dos "zumbis" e esperaria até que fosse o momento certo.

Aqui é proibida a entrada de monstros e de garotos nesse horário carinhas...desculpa mas a porta ta fechada pra vocês.
SHIELD OF LIGHT!!!

O domo de luz despertaria quem ainda não tivesse percebido problemas e mais do que isso,os inimigos não conseguiriam usar nenhuma das entradas do dormitório por um diâmetro de 40 m,dando tempo extra a quem estivesse lá dentro pra se preparar.

EI GAROTAS...espero que estejam decentes,tem uma festinha aqui fora.

Amanhã todos os olhares estariam sobre ele,no fundo todos acreditariam que ele era o espião...mas isso não importava,o que importava é que houvesse um amanhã,hoje ele seria um herói.

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Leo Rocha em Ter Out 03, 2017 9:51 am

Quando Chris expôs que os dois outros alunos que espreitavam o grupo e Ray os pegou, Isao apenas observou. Ele ouvira que o jovem Yamamoto pretendia se tornar um espadachim. Se ele sacasse a espada, os dois teriam um teste de suas habilidade ali, como isso não ocorreu, Isao se manteve sentado em sua cadeira.
Então vem a explosão e a chegada dos monstros e vilões. Ele lembra de Razor falando do plano, de que aquilo havia sido planejado meticulosamente, de que a missão era destruir... Mas as coisas pareciam ferozes, mais apressadas... Isao fala, como se fosse para si mesmo:

Arrow Descobriram que Razor Flare esteve aqui.

Ele então desembainha sua espada, enquanto vê os presentes se dividirem em dois grupos e Chris apresentar seu plano. Ele então diz:

Arrow Os outros também precisam saber como se defender... Temos como divulgar essas informações para todos? Talvez um sistema de som ou coisa do tipo?

Ele aciona os tênis e ele se tornam patins, conforme projetado por Anonymous. Isao estava pronto.

Arrow Eu posso tentar distraí-los. Harry, acho que somos os mais rápidos aqui, então acho que nós teremos a honra de lutar na linha de frente. Contem com minha espada.

ELe então se colocaria em posição de atenção ao combate e aguardaria apenas o sinal para partir.

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Nasinbene em Ter Out 03, 2017 2:01 pm

As coisas acontecem muito rápido. Parece que Harry mal tinha terminado de falar quando Chris descobre Yamamoto e Hoshi na porta... parece que faz apenas alguns segundos que Ray os agarrou pelos colarinhos... e a explosão toma a UH de assalto. Não era preciso ser gênio pra saber que os vilões tinha descoberto que haviam sido entregues. Mas como? Apenas eles que estavam ali na sala sabiam do infiltrado... eles e Jay. Recapitulando rapidamente o que todos haviam dito, Harry chega a uma preocupante conclusão: Isao disse que Jay tinha ido à sala da direção informar sobre o infiltrado. Momentos depois, o ataque repentino. Coincidência? Pouco provável... No entanto, o pensamento era perturbador demais pra ser dito em voz alta. Harry só se dá conta de que Ray havia saído quando vê Cris em pé no parapeito, orientando a ação.
Nesse momento, Isao sugere que ele e Harry ataquem os zumbis ou Kanabes como Chris os chamava. Harry concorda com um leve aceno de cabeça e sugere:

- Muito bem Isao... Só uma coisa, acho que Ash pode nos ajudar a potencializar os danos aos inimigos. Se ele usar toda sua força pra me lançar no meio dos zumbis, causarei tanto dano quanto um míssil balístico. E isso causaria o efeito sonoro de que Chris precisa. E não se preocupe, Ash... fico invulnerável quando estou voando. Isao, vou precisar que me dê cobertura quando eu atingir o chão, pode ser que eu leve uns dois segundos ate me recobrar...

Harry então sobe no parapeito finalmente diz o que os estava preocupando:

- Agora, uma coisa interessante... notaram que bastou Jay informar à direção sobre a visita de Razor Flare e o ataque foi deflagrado? Tipo, minutos depois... não é preciso ter o Q.I. do Chris pra saber que isso não cheira bem... Acho que a  gente deve avisar alguém... O Anonymous, talvez...

Olhando então para Ash e para Isao, Harry diz:

- Bom vamos nessa... - Harry fecha os olho e imediatamente a energia de propulsão passa a envolver seu corpo - - Estou pronto, Ash! PROPULSIOON!!!!

Era uma aposta arriscada... Esperava que o choque no chão matasse tantos zumbis quanto possível e que Isao chegasse a tempo de lhe ajudar. Tiveram sorte no dia do Incidente. Era impossível saber se a sorte continuaria os acompanhando...
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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Guima em Ter Out 03, 2017 8:49 pm

As coisas acontecem muito rapido. Mal a gente consegue levantar as pistas e uma revolta tenebrosa acontece na universidade. A parada é de dar medo ... Ao longe uma criatura que parece ter saido do inferno nos observa... Sinto a espinha gelar quando ela lança os olhos na gente... e depois uma infestação de  Zumbis irrompe na universidade. Um parada bem Walking Dead mesmo, só que mais tenebrosa... sombria...

Stone logo grita umas ordens pra galera que estava reunida... O CDF parecia conhecer aqueles zumbis com o coração fora do peito... Ele os chama de " Kabanes" seja lá o que isso significa. Bom... Eu não posso ficar aqui só olhando. Ja tava na hora de porrar alguem mesmo e a hora era essa. Mas antes que eu possa pular no meio dos zumbis e começar a lutar, Isao e Harry tem uma idéia melhor... Na verdade Harry vai usar seu poder pra irromper no meio deles causando a distração que Stone queria... Acho arriscado porem Harry diz pra eu não me preocupar...

Ash: Tudo bem. Você quem manda... Agarro Harry pelo colarinho da camiseta e pelas costas e dou tres giros... Quando completo o terceiro giro eu grito junto com ele PROPULSIONNNNN !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Lanço Harry contra os Kabanes torcendo para que o plano de certo.

Ash: Pega eles, bala de canhão!
Fico na prontidão caso perceba que Harry corra perigo. Não quero que ninguém mais morra. E não quero perder um amigo;

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Pedro H. Oliveira em Ter Out 03, 2017 11:21 pm

Hoshi e Daichi haviam sido pegos espionando os demais alunos que discutiam informações bastante preocupantes, pois confirmavam que havia alguém dentro da escola que trabalhava com um grupo de vilões e um ataque era iminente. Ataque esse que não demorou a vir, pois diversas criaturas surgiram por todo o campus.

O grupo de jovens partiu para a luta sem pensar duas vezes, todos seguindo o plano de Chris. Enquanto dois seguiam um plano para atrair o máximo de monstros usando uma combinação de seus poderes, outro saiu correndo para salvar mais alunos. No primeiro instante, Daichi ficou bastante irritado com tudo aquilo por dois motivos que ele deixou bem claro ao começar a falar:

- Existem dois motivos que me deixam bem irritado com essa situação. Primeiro, eles estão agindo sem pensar novamente, se achando heróis e isso sempre acaba mal pra alguém. Segundo, eles estão atacando essa escola com tudo que tem, atacando a MINHA ESCOLA! E isso é imperdoável!

Daichi segue para o local com as criaturas que Ash e Harry começaram a reunir com o ataque deles o mais rápido que pode.

- Você pretendia lançar um ataque contra o máximo deles que conseguia? Eu posso cuidar disso!

O corpo de Daichi começa a emitir uma pequena quantidade de energia e a brilhar no instante em que ele cerra os pulsos.

- BLAZE.... OUT!

O brilho se intensifica e sua armadura surge em seu corpo, protegendo-o.


Galahad sai correndo na direção das criaturas e, quando se encontra há pouco mais de 3 metros para e estica seus braços para os lados e começa a gerar diversas flechas ao seu redor. Ele então as lança contra o coração do máximo de criaturas que consegue, pois segundo Chris aquele poderia ser o único ponto vulnerável daquelas coisas.

Ao terminar esse golpe, ele iria pegar suas espadas e partiria para o corpo a corpo junto de Harry, sempre cobrindo as costas do outro jovem e tentando sincronizar seus golpes com o dele.

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Leo Rocha em Qua Out 04, 2017 7:09 pm

Vendo os companheiros agir, Isao sente que há alguma esperança. Ele então começa a patinar na direção que Harry havia caído. De olhos fechados Harry conseguia se manter invulnerável (pelo menos ele entendera isso da explicação dos poderes do jovem..), mas ele não conseguiria manter os olhos fechados o tempo todo, ainda mais depois da queda.
Enquanto patina e salta na direção de Harry, Isao ouve e vê Yamamoto reclamando e agindo. Ele então grita para Galahad:

Arrow Reclame menos e aja mais. Se você tem armas de ataque à distância, ajude na cobertura. Eu e Harry vamos precisar de ajuda pra sair da linha de ataque deles. E se não houver alguém cobrindo esta distância com disparos, ficará mais difícil.

Isao lembra de todos os exercícios e dicas que String lhe passou enquanto se esquiva dos monstros e acerta aqueles mais próximos com sua espada. Ele não seguia uma linha reta: fintava, saltava, esquivava... E estocava.
Quando chega no local onde Harry está, ele diz:

Arrow Agora que já conseguimos chamar a atenção, tá na hora de sair daqui. Depois disso, podemos tentar seguir seu plano de avisar ao professor Anonymous sobre como deter essas criaturas e pedir para ele avisar aos outros.

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Drako em Qui Out 05, 2017 8:31 pm


Kaneki e Ray corriam do dormitório masculino indo em direção ao feminino, descendo a escadaria do prédio. Ray pergunta ao colega de classe quais eram as suas habilidades, mas o garoto estava num transe, parecia estar perdido em seus pensamentos. Ray pode perceber sua expressão era preocupada. Ele tenta chama-lo enquanto correm uma, duas vezes, mas sem resposta.

Em sua mente, Kaneki Ken se lembrava de um momento que passou na semana passada. A imagem do seu dormitório brotava a sua frente, com a luz do sol da tarde entrando pela janela que ficava em cima de sua cama. Seu colega de quarto estava em uma de suas aulas extras, mas ele não estava sozinho. Sua amiga de infância, Touka estava lá com ele. O garoto fica parado por alguns minutos olhando para o rosto da menina, sem entender como poderia existir tamanha beleza nesse mundo. A jovem percebe o bobo rapaz olhando-a e dá uma risadinha.

Touka: O que foi, Kaneki?

Kaneki: E-eu... eu estava pensando... –Ele dá uma pequena pausa, procurando coragem para dizer aquilo.

Touka: No que?

Kaneki: [Gulp]... hã... quando tudo isso acabar... você... você se casa comigo?!


“Kaneki! Kaneki!!”

Ele volta do transe, era Ray o chamando.

Kaneki: Desculpa, Ray! Acho que tenho uma ideia de onde ela pode estar, vem comigo!

Eles saem pelo campus desviando dos Kabanes que aparecem na frente deles. Ray pode notar que Kaneki era incrivelmente ágil, lembrando um pouco Isao, e isso lhe fez crer que a habilidade do rapaz era física. Tentavam não perder tempo em confrontos, pois queriam chegar rapidamente até Touka.



De volta ao dormitório, Chris montou um plano para reunir o máximo de Kabanes no corredor que leva a escadaria principal, usarem um máximo de cadeiras e mesas como uma barreira e darem conta dos bichos sem precisarem gastar muita energia. Ele queria livrar o máximo dos monstros possíveis para que os professores pudessem focar no monstro principal.

Gray, Kouga, Ushio, Hoshi e Kazuki se prontificaram em ajuda-lo.


Gray, Ushio e Kazuki buscavam os materiais para as barricadas, enquanto Kouga usava de sua super velocidade e Hoshi a sua agilidade para chamar a atenção dos kabanes até o corredor indicado por Chris. Em alguns minutos, eles tinham juntado uma boa quantidade de monstros no corredor e Stone tinha que dar o próximo passo do que eles deviam fazer.

Harry, Ash, Isao e Daichi tinham outros planos. Ash arremessou McFly no meio de uma horda de Kanabes, e com o impacto jogou vários para todos os cantos. Foi seguido por Isao e Daichi, que correram até o local. Yamamoto ativa sua Habilidade Blaze Out (- 5MP) e parte para cima dos zumbis em volta do colega de classe. Suas habilidades com a espada estavam bem aprimoradas pelas aulas com o professor Cavalier. Sua técnica era mais bruta do que a de Isao, que passava e esquivava dos zumbis com leveza e estocava perfeitamente nos pontos fracos dos monstros.



Jay foi até o dormitório feminino, num ato de cavalheirismo antiquado. Ele achou que deveria defender as meninas e protege-las do perigo lá fora, se esquecendo de que elas também são aspirantes a heroínas. Ele usa seu Shield of Light (-30 MP) para criar uma gigantesca esfera de luz protetora em volta do dormitório. As meninas reclamam, elas também querem ajudar na luta contra os monstros lá fora.

Akane: Quem disse que precisamos de sua ajuda?

Ceresa: É verdade, Alburn. Já estávamos nos preparando para ajudar lá fora.

Quem falava era Ueno Akane, uma menina que Jay não conhecia, pois ela tinha acabado de entrar na universidade no pior dia possível.  Chegou poucas horas após o assassinato de King e foi obrigada a ficar no alojamento durante o resto do dia.




Kaneki levou Ray até um local um pouco distante de onde eles estavam anteriormente. Não tinham muitos zumbis ali. Ao chegarem, a primeira coisa visível era uma enorme árvore com um balanço amarrado em um dos galhos. Ken olha ao redor, procurando a menina.

Kaneki: Touka!! Cadê você!?

Ray também grita pela menina, mas nenhum sinal dela.

Ray: Kaneki, tem certeza que ela está aqui?

Kaneki: Sim, nós nos encontrávamos aqui todos os dias.

Ray: Ela deve—

Quando eles olham para o balanço de novo, Touka estava sentado nele. Kaneki corre e abraça forte a amiga.


Kaneki: Não precisamos fazer isso, Touka. Vamos embora! Estaremos a salvo.

Touka: Você sabe que isso não é verdade, Ken. Você sabe disso, não é?

Ele recua e uma lágrima cai.

Ray: Olha cara, a gente tem que sair fora daqui! Vamos voltar para junto dos outros, já achamos a sua menina.

Kaneki: Sim, vamos Touka. Não precisamos ficar mais aqui!

Ela não diz nada e o rapaz se ajoelha, desamparado.

Touka: Eu também queria, Kaneki. Fugir disso tudo e me casar contigo... mas você sabe... você sabe que não temos para onde fugir. Não temos como escapar do Lúcifer-sama.

Kaneki: Você quer fazer mesmo isso? Aqui e agora?

Touka: Não temos outra escolha.

Spoiler:


Kaneki se levanta e vira para Ray, com uma expressão triste. Ele parecia estar quebrado por dentro.

Kaneki: Desculpa, Ray.

Touka: Vamos, Ken! Quando terminarmos aqui teremos nossa liberdade!

Spoiler:


Ray se espanta, não estava entendendo nada, mas no fundo ele sabia que estava frente a frente com dois inimigos agora.



Grupo 1: Harry, Isao e Daichi.

A ideia de se jogar no meio dos zumbis não foi muito boa, rapidamente eles estavam sendo cercados pelos Kabanes. Por sorte os monstros não eram uma ameaça tão grande, mas com o tempo e o cansaço eles estariam em maus lençóis.  Até que veem um homem andando ao lado dos zumbis, calmamente.


O homem para frente a ele, numa distância de uns cinco metros, e assiste o que eles fazem contra os zumbis.



Grupo 2: Ash, Chris e Npcs.

Enquanto eles aguardavam Chris dar as ordens, puderam ouvir uma voz feminina, como o de uma criança, ao longe.

???: Boa ideia, boa ideia. Hihi.


Quando olham na direção da voz, viram uma menina enfaixada.

???: Acabem logo com isso, eu também quero brincar!



Grupo 3: Jay, Akane e Npcs.

A luz da energia de Jay trouxe uma horda de Kabanes até a entrada do dormitório, que batiam contra a luz. Estavam presos e deveriam pensar no que fazer para sair daquela situação. Esperar os professores e o WoH resolveram a situação?

Podiam olhar da sacada do dormitório a quantidade de monstros se reunindo na entrada do prédio.

???: Não deviam ter se prendido aqui.

Eles olham assustados e vem um homem encapuzado encarando-os. Como ele entrou lá, como isso era possível?


???: Não temam... será indolor.




MP: 60 MP: 60 MP: 70 MP: 30 MP: 60 MP: 60 MP: 55 MP: 60

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Ricardo Sato em Qui Out 05, 2017 10:57 pm

Consigo chegar,ufa,estava me aproximando do mais perigoso lugar da UA...o dormitório feminino.

Akane: Quem disse que precisamos de sua ajuda?
Ceresa: É verdade, Alburn. Já estávamos nos preparando para ajudar lá fora.

Mal cheguei e sinto meus pontos de alma sendo drenados...felizmente aprimorei a arte de defender meus impulsos imbecis com falas pro-ativas a muito tempo.

Sério,vocês acham que eu não sei?

Primeiro olha pra essa bagaça...TODO MUNDO,ta precisando de ajuda,no momento principalmente eu,ou você esqueceu que pra juntar esse grande amontoado de alvos eu tive que usar essa técnica e que eu não posso fazer muito enquanto a mantenho.....parte do meu não plano conta com vocês chutando bundas.

E segundo,vim aqui porque vocês precisam saber de umas coisas que descobri...os monstros não tão sozinhos,tem vilões com eles,vilões que tem gente infiltrada na UA,gente tão infiltrada que assim que eu avisei o diretor essa merda aconteceu.

O negócio é o seguinte,precisamos fazer um plano pra derrubar esses caras antes que...


???: Não deviam ter se prendido aqui.
???: Não temam... será indolor.

....MERDA!!!

Antes que isso ai acontecesse....
E aí garotas o dormitório é de vocês,então seguro a parede,ataco os zumbis ou deixo quieto e vou pra cima desse ai?


Se tivesse que cuidar dos zumbis sozinho Jay seria obrigado a usar seu Light Rain e usar seus inúmeros raios e capacidade de ricochete para parar o máximo que pudesse,mas esperava que alguém e prontificasse a ajudar,o que permitiria a ele usar menos energia em ataques mais simples...se aquele homem fosse como seu pai eles precisariam de toda força que tivessem,tentaria reconhecer o homem ou ao menos analisar seus movimentos enquanto uma decisão não fosse tomada.

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Scorpion em Sex Out 06, 2017 12:34 am

A menina estava ali, no balanço... sentada de maneira inocente e triste, como quem desiste de qualquer coisa, ou da vida... Enquanto Kaneki corria para abraçar Touka, Ray ficou para trás, dando a eles o seu momento de privacidade. Aquele momento deu a Ray um rápido vislumbre de um momento parecido...

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"Há 2 anos atrás"

Ray chegou até uma casa perto da sua... ele devia carregar um buquê de flores ou algo do tipo, mas tudo o que ele trazia eram desculpas e um olhar mais mórbido do que nunca. Aquela não era uma casa comum... era a casa de alguém que Ray Callitri gostava muito...
Após uma boa dose de coragem e de levantar o punho 3 vezes para tocar a campainha, ele... não o fez. Virou-se e saiu andando de cabeça baixa...



Satsuke: Rayland?

Ray tomou um leve susto e olhou por cima do ombro. Era ela... ninguém menos que a garota com quem namorou durante os últimos 4 anos... Satsuke.

Ray: Satty?

Ela torceu a boca para baixo, mas não havia raiva em sua feição, apenas dor, tristeza... fraqueza.
Ray caminhou novamente até ela, ficando frente a frente. Satsuke era uma garota alta e de cabelos brancos... usava um adorno na testa porque era moda naquela época. Talvez de uma novela ou seriado, ele não sabia dizer.

Satsuke: Eu... eu prefiro que você me chame de Satsuke. Este é o meu nome...

Ray: Eu sinto muito... Satsuke. Eu vim aqui... bem... eu vim aqui pedir o seu perdão... o perdão dos seus pais.

Satsuke: Eu... eu não sei bem o que dizer, Rayland. O que você fez, você...

Ray: Eu não fiz por querer, Sat-suke...

Satsuke: Ray... você... você matou meu irmão. Isso não é algo pelo quê se pede desculpas.

Ray: Eu sei... foi um acidente. Eu entendo a sua dor...

Satsuke: Entende?! Como você poderia? Seus pais perderam um filho? Você perdeu um irmão? Me diga!

Ray: Não, eu só...

Satsuke: Olha, Rayland... eu acho melhor você ir embora. Por favor... vai e nunca mais volta, tá?

Ray baixou a cabeça... virou-se de costas e partiu. Sumindo no alto da rua, onde Satsuke olhou até o último momento, onde deixou escorrer uma lágrima...

Satsuke: Eu... eu te amo, Ray.

-------------------------------------------------------------------------

Quando Ray parou de ter esta lembrança, a cena com o casal aconteceu. Ray estava sem entender nada, mas então, logo, tudo se mostrava. Como ele chegou a imaginar, aqueles eram dois dos infiltrados na escola. Ray tentou um simples argumento...

Ray: Kaneki, Touka... vocês não precisam fazer isso. Ainda há salvação para vocês. Me ajudem a salvar outras pessoas que precisam!

Porém, até as formas deles mudavam... os olhos, os cabelos... era uma transformação maligna. Mesmo assim, era notável que Kaneki ainda possuía algum tipo de honra e controle. Ele chorou... não dava para fingir aquilo de forma tão sincera.

Ray deu um sorriso de canto de boca... não era o sorriso debochado de sempre, mas um meio sorriso.

Ray: Sabem, Kaneki... Touka... sabem como eu descobri os meus poderes? Foi na festa na casa de um amigo meu... fomos todos para a piscina e eu fui o último a dar uma "cannon ball"... Quando toquei a água, sete mil volts percorreram por toda a piscina, matando todos ali dentro. No começo, o coração deles só parou, mas como eu fiquei na água muito tempo, as carnes deles fumegaram... alguns deles, inclusive o irmão da mulher que eu amo e melhor amigo que já tive não podiam nem ser reconhecidos...

Ray olhou para eles... havia certa pena no olhar de Ray.

Ray: Eu já tive a minha cota de amigos que matei por toda uma vida. Eu não preciso de mais dois... poderia lutar com vocês dois e matar talvez os dois, ou pelo menos um... mas eu não quero isso pra mim. Eu já carrego este fardo por muito, muito tempo.... não carregarei mais.

O grandalhão se ajoelhou no chão e inclinou a cabeça para o lado.

Ray: Você quem traiu a minha confiança, Kaneki, então é você quem tem de fazer isso... então, faça isso rápido. A morte de um guerreiro, então. Não quero sentir dor. Arranque logo a minha cabeça e siga o seu rumo, mas eu não lutarei com vocês...

Ação Final:

Sim, há um plano... Ray não era um tolo e muito menos um suicida. Sim, ele sentia-se culpado por seus amigos, mas nem por isso ele iria se deixar morrer sabendo que seus amigos vivos precisariam de sua ajuda.

Ele sabia que Kaneki era mais ágil que ele. Sabia que Kaneki e Touka tinham algum poder que saía de suas costas... Então, Ray precisava vencer a agilidade de Kaneki e a única maneira de fazer isso era fazer com que ele chegasse perto o suficiente e estivesse certo de uma vitória. Se Kaneki chegasse perto, assim que se preparasse para arrancar a cabeça de Ray, o herói elétrico abriria o olho e agarraria Kaneki ainda distraído com as emoções de trair Ray.

Agarraria ele, fazendo com que ele tomasse sete mil volts de uma vez... o suficiente para o coração humano parar de bater, mas não para matá-lo. Se isso desse certo, ele olharia para Touka e diria...

Ray: O coração dele parou... se não usar um desfibrilador para que volte a bater em alguns minutos, ele morre. Esta escola só tem dois desfibriladores... um está na enfermaria, bem longe daqui. O outro... o outro está aqui, bem na sua frente. Eu vejo que você tem duas opções, Touka... lutar comigo e deixar o Kaneki morrer... ou se render e eu salvo o teu namorado.

Olhou para ela muito sério.

Ray: O relógio está contando, garota... o que vai ser?

O bom de estar tendo aulas de espionagem era aprender a mentir daquela maneira...

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