Ato 2 - Ano letivo começa...

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Leo Rocha em Sab Out 14, 2017 2:13 pm

Um salto rápido para o lado. Foi tudo que Isao conseguiu fazer a partir do aviso de Harry. Ele estava surpreso pelo reitor ser um dos invasores e isso o deixou, além de surpreso, bastante irritado. Ele olha para Daichi e diz:

Arrow Ele tem que pagar por sua traição. Se eu falhar, cuide para que ele não triunfe.

Aproveitando que Harry se lançava ao ataque contra a criatura, Isao ativa seus patins e desliza na direção do reitor da escola. Seus olhos faíscavam e ele sentia que sua espada não bastaria para o que queria fazer. Ele queria mostrar àquele homem a dor que sua desonra provocaria. Quando se aproxima, ele libera uma parcela de seu poder. Algo que visava derrubar o homem. Ele então grita:

Arrow Granada de mão!

Ele mirava o ataque no rosto do reitor, como forma de atordoá-lo e abrir brecha para um novo ataque. Isao sabia que o reitor era forte, mas prometera na morte de Mr. Justice que lutaria até o fim.

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Guima em Sab Out 14, 2017 4:56 pm

O efeito do meu rock crusher é bem abaixo do que eu esperava. Isso quer dizer uma coisa.... O Kabane e extremamente forte e talvez eu não tenha capacidade suficiente pra vence-lo.

Ele me golpeia de novo, mas dessa vez sou rápido o suficiente para bloquear, mas ele me agarra pelo pescoço me levantando do solo. Sinto a mão forte dele esmagando minha traqueia enquanto vou perdendo minha força aos poucos... Sem querer o maldito descobriu meu ponto fraco. Sem o contato do solo meu poder vai se esvaindo... Até eu ficar normal...

Enquanto ele me enforca com uma mão, com as duas mãos eu tento aliviar a força empregada em meu pescoço. Minha força diminui a cada segundo é eu não tenho muito tempo... Vou morrer...

Mas vou levar esse cretino junto. Lembro das aulas de anatomia com a professora hello. Nurse. Ela me deu dicas de como funcionava o corpo. Com o braço dele esticado dessa forma, o cotovelo se tornava o elo fraco entre o braço e o antebraço. Só preciso aplicar força suficiente pra causar uma fratura. O problema é em quenmodp fierce não vou obter sucesso, mas talvez no proximo estágio eu consiga tal força. Mas preciso aplica-la moomentp em que meu punho atingir o cotovelo do kabane pra conseguir obter a explosão muscular exata. Tenho que fazer o timing perfeito ou já era...

Que deus me ajude.

Projeto o soco... E no momento em que meu punho atinge o cotovelo, libero o nível dois do muscular unleash

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Pedro H. Oliveira em Sab Out 14, 2017 8:14 pm

Daichi e Isao haviam sido salvos pelo diretor e ao verem o homem se sentiram tranquilos o suficiente para darem as costas e saírem do local. Dar as coisas foi um erro, pois a dupla de espadachins não imaginava que um ataque daquele homem vinha ao encontro deles. Se não fosse pelo aviso de Harry, ambos estariam gravemente feridos ali.

No ultimo segundo os dois saltaram para o lado, garantindo suas vidas, pelo menos por um tempo, já que tudo aquilo parecia fora de controle e o futuro era incerto. Antes mesmo de terminar o movimento, Isao já correu na direção do "diretor" para desferir um ataque, mas antes disso pediu que ele continuasse caso falhasse.

Isso pareceu deixar Galahad bem irritado, pois o garoto não parecia nem um pouco confortável em ver alguém correr para o desconhecido e usar aquelas palavras. Por isso ele seguiu logo atrás de seu companheiro pronto para intervir caso ocorra qualquer problema com o ataque do garoto. Se tudo der certo, Daichi usara seus poderes para criar uma katana (7MP) próxima ao Diretor numa posição perfeita para que Isao pudesse usa-lá. Assim que segurasse a espada, o garoto iria perceber que a mesma era relativamente mais resistente - pelo menos 5x - e mais forte que outra qualquer.

- Existem três motivos para você não fazer isso sozinho: Primeiro, eu disse que iria ajuda-lo nessa luta; Segundo, precisamos derrotar quem quer que seja esse homem; Terceiro, não irei permitir que ninguém se machuque enquanto eu ainda estiver lutando!

Daichi salta por cima de Isao e o Diretor no instante em que libera a espada para o outro e, quando de cima, dispara uma lança (5MP) por cima, mirante exatamente na parte de trás do pescoço daquele homem que os atacou.

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Renata C. em Dom Out 15, 2017 11:47 am


A tática de combinar os ataques havia funcionado, afinal. Bom, não haviam machucado o cara TANTO assim, mas já era algo. Era fantástico sentir as próprias habilidades aumentadas pelo poder de Ceresa, para Akane, era uma amostra de como ela poderia ser se treinasse duro, para se tornar uma grande heroína.

E não vou mentir, socar alguém sem ter que se preocupar em se conter era muito bom. Era isso que era lutar com vilões de verdade, então?

O vilão então começa a falar sobre o seu poder, então realmente a máscara não estava ali por acaso, Akane pensava enquanto tentava bolar um plano para o fazer a seguir. Talvez um ataque a longa distância fosse o mais adequado.

Jay: Caiam fora daqui,eu vou chamar a atenção dele,cubram seus rostos com um pano molhado,vocês precisam salvar as outras garotas,vou segurar esse pulha um pouco mas preciso de ajuda.Vou tentar tirar aquela máscara dele...se ele teve que recolocar é porque a fumaça é tão ruim pra ele quanto pra nós,mas se alguém puder ajudar a fazer isso a distância seria bom.

Akane: COMO É QUE É?! - A garota sentia o corpo todo se tensionar com a raiva de ouvir aquilo. Apesar de tudo que haviam feito, de terem unido suas forças para acertar o vilão, aquele garoto ainda as menosprezava. - Argh, qual o seu problema? Você acha mesmo que vamos sair correndo e deixar você aqui? Porque aparentemente ele - apontava pro vilão - nos respeita mais como oponentes do que você nos respeita como aliados!

Isso definitivamente a deixava muito puta. Akane odiava ser menosprezada por ser mulher. Lembrava do seu pai, que disse certa vez que preferia que a filha não tivesse a individualidade que tinha, pois era um poder muito ofensivo e perigoso. Com certeza ficaria mais feliz se a individualidade da garota fosse soltar arco-íris e glitter pelas mãos.

Foda-se. Eu vou me tornar uma grande heroína, salvar pessoas e derrotar vilões com esse poder. E vou me tornar uma heroína melhor que você, Jay.


Akane: Só vou sair daqui quando esse cara for derrotado.

A garota com poder de controlar as chamas movimentava as mãos como se estivesse puxando a corda de um arco invisível. Mantinha Tatara na mira, enquanto seu poder se manifestava na forma de uma imensa flecha de fogo.

Akane: Honō no ya!

Ela soltava a corda invisível em seguida, a flecha de fogo cortava o dormitório feminino em grande velocidade, indo direto na direção do vilão, colocando fogo nas cortinas e no que mais estivesse no caminho.

Se Jay não estivesse muito ocupado tentando ser o príncipe do cavalo branco, poderia utilizar esse momento de distração para tentar arrancar a máscara do vilão. Ou se não fizesse isso também, não importava. Akane pensaria em outra forma de derrubar o cara se seu ataque não fosse suficiente.

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Drako em Dom Out 15, 2017 4:00 pm


Uswistan, um pequeno país pobre do outro lado do globo. Era um local desolado, longe da população, onde uma guerra havia sido travada. Cercado de fogo por todos os lados, a imagem era de uma infinidade de monstros amontoados no chão, derrotados, formando uma enorme pilha de criaturas. Em seu topo estavam de pé quatro pessoas, não era possível vê-las completamente, apenas sua silhueta por conta da claridade que o fogo atrás delas criava.

???: Tem algo errado aqui. –Dizia o mais baixo de todos. –Nunca vi uma quantidade de monstros se reunirem assim de uma só vez.

???: Eles vinham um atrás do outro, ficamos aqui quanto tempo? Seis, sete horas? –Falou o rapaz de cabelo espetado.

???: É como se quisessem que ficássemos aqui. Não acha? – O terceiro homem olha para o último que ainda não tinha dito nada.

Ele olhava para o horizonte, o brilho do fogo refletia em sua cabeça enquanto buscava seu telefone no uniforme. Sabia que tinha algo errado, os monstros apareceram numa área deserta e não buscaram nada além de lutar contra os quatro. Gotas de chuva finalmente caem do céu. Aos poucos o fogo vai se dissipando. Ele alcança o telefone e recebe as notícias.

Spoiler:


National Man: A universidade foi atacada. Os monstros aqui eram só uma distração. Speedo, tem energia para me lançar com o Raio da Esperança?

Speedo: Não. Gastei muita energia lutando contra os monstros daqui, o teletransporte me demanda muito mais do que tenho na reserva. Mas, espera, o que—

National Man: Então eu vou pulando mesmo.

O herói se agacha um pouco e se lança no ar com extrema velocidade.

Speedo: Tsc! Vamos atrás dele!




As aulas com o professor Blind Portal vieram a calhar. Além de uma prévia desconfiança, Harry tinha conseguido perceber a intenção assassina que vinha atrás dos garotos e foi rápido o suficiente para avisá-los de que um ataque vinha pelas suas costas. Com sucesso, Isao e Daichi conseguiram escapar.

Harry: Eu sabia que não era coincidência! Esse cara não é o diretor! Jay avisou um deles... Por isso o ataque repentino!

Os braços de Drayden, que tinham tomado uma forma pontuda e afiada, voltam ao normal. Ele sorri e bate palmas, jocosamente. De repente, sua forma muda. Sua altura diminui, sua estrutura corporal afinal, a barba some e os cabelos brancos dão lugar ao um enorme cabelo negro.


Loki: Bravo! Bravo! –se abaixa, reverenciando-os.— Meu nome é Loki! Sou um dos organizadores desse brilhante evento. Estão gostando? Estão sendo bem atendidos pelos meus funcionários? Esse aqui não é de falar muito, mas faz o seu trabalho que é uma beleza.

As presas da cauda de Noro começam a se abrir, ele estava pronto para atacar. Harry tinha pensado num plano para derrota-lo e tentaria por em prática.

Harry:  Isao, Daichi... Cuidem do nosso "diretor"... Vamos ver se arranco um grito do silencioso ali...

McFly se lança numa corrida em direção ao Noro, desviando do Diretor. Quando chega perto do vilão, ele percebe que a cauda chega em sua direção com velocidade. A presa o morde no braço e no tronco, ele grita de dor, mas como estava bem próximo de Noro, Harry fecha os olhos e ativa seu poder, Propulsion (-5mp), voando como um míssil até o homem de máscara. Quando o contato foi sentido, ele bate os pés no chão e voa para cima, em direção a barreira que cercava toda a universidade.

Ambos voam rapidamente para cima. Harry ainda tinha as presas cravadas no corpo e por isso sua invulnerabilidade de olhos fechados não faziam efeito contra aquilo. De agora em diante era uma batalha de força de vontade. Noro sentia o ataque do jovem e, mesmo sem expressar nenhuma reação, ele usava sua cauda para pressionar ainda mais a referida no garoto. Harry sentia uma dor excruciante, mas tinha em sua mente derrotar o vilão e então acelerava para cima o mais rápido que pode.

Até que eles se chocam contra a barreira. Harry não sabia, mas a barreira era praticamente indestrutível, pois além de incrivelmente resistente, ela absorve todo o impacto que recebe e joga de volta contra aquele que o lançou. Então Noro não só recebeu o impacto do Propulsion acertando-o contra algo que parecia uma parede de concreto, como recebeu todo o impacto de volta lançado pela barreira. Era como se tivesse ficado no meio de uma colisão de dois carros em alta velocidade. Mesmo com todo o barulho do vento, Harry pode escutar os ossos de Noro se quebrarem. As presas pouco a pouco iam se soltando do garoto.

Eles caem em queda livre. Harry abre os olhos por uns instantes e vê a barreira começar a se desfazer. Acreditando ter sido ele o responsável por destruí-la, fechou os olhos novamente para não receber o impacto da queda.

Enquanto isso, Loki estava frente a frente com os Isao e Daichi, prontos para o combate. Mas o homem que se passava por diretor olhou para cima com espanto ao notar que a barreira estava se desfazendo.

Loki: Não! Não! NÃO!!! Ainda é muito cedo! Ainda não matamos todos eles!

Loki transforma seus braços em espadas e corre para o ataque. Isao ativa seus patins e desliza até o inimigo e os dois seguem em curso de colisão.

Isao: Ele tem que pagar por sua traição. Se eu falhar, cuide para que ele não triunfe.

Porém, em vez de uma luta de espadas, Isao resolve pela primeira vez usar seu ataque especial. Quando Loki tenta estoca-lo com a espada, Watanabi pula por cima dele e em pleno ar libera seu poder, mirando no rosto do inimigo.

Isao: Granada de mão! (-10MP)

Loki grita de dor enquanto é jogado para longe, a explosão foi direta na cara dele. Quando cai no chão, o vilão se contorce enquanto segurava o rosto. Isso deu uma brecha para Daichi, que vinha logo atrás de Isao.

Daichi: Existem três motivos para você não fazer isso sozinho: Primeiro, eu disse que iria ajuda-lo nessa luta; Segundo, precisamos derrotar quem quer que seja esse homem; Terceiro, não irei permitir que ninguém se machuque enquanto eu ainda estiver lutando!

Watanabi também sentiu a dor que a explosão de seu ataque infligiu ao seu corpo, então Daichi cria uma Katana especial para que Isao continue lutando(-7MP).  Após isso, ele pula por cima do vilão e dispara uma lança (-5MP), mirando no pescoço. Ele o acerta na região da clavícula, pregando-o contra o chão.

Nisso, Harry e Noro caem no chão. O rapaz se levanta, com seus ferimentos do ataque de Noro. O homem continua caído no chão, até que Harry o vê mexendo a cabeça. Sua cauda finca no chão e o levanta como se fosse uma marionete. Usando a cauda como se fossem remos, ele vai pulando com ela, sem pisar no chão, na direção de Harry. Ele vê a bocarra se aproximar, mas percebeu a quantidade enorme de aberturas que o vilão tinha ao fazer aquela manobra.

Loki grita, ele tirava a lança que o fincava no chão. O homem se levanta, irrado, e grita.

Loki: VÃO SE ARREPENDER POR ISSO!

Seu corpo se transforma novamente, dessa vez se tornado largo e extenso. Sua pele se tornam escamas e sua forma se torna algo como uma enorme serpente. Tinha se transformado num dragão oriental, e se lançava em direção aos meninos.





Jay, Akane e as outras meninas estavam numa sinuca de bico. Se ficassem, seriam pegos pela fumaça venenosa de Tatara. Se corressem, dariam as costas para o inimigo e não seria nada interessante para eles.

Alburn pede para que elas fujam dali e deixem tudo com ele, mas o cavalheirismo antiquado dele deixava as outras meninas irritadas. Novamente ele esqueceu que elas são heroínas também, e que ele era a pessoa com menos energia naquele momento. Akane, que não tinha papas na língua, logo o repreendeu. Irritada, tudo aquilo a motivou ainda mais. Jay pede para Ceresa lhe dar algum auxilio com o seu poder.

Ceresa: Não posso te conceder agilidade, já usei com as meninas. Mas posso te ajudar com isso. ARMS!!

Ela faz a mesma pose anterior, um circulo de luz vermelha aparece nos pés de Alburn e depois o envolve. Ele se sentia mais forte fisicamente, agora sua força foi dobrada. Jay a avisa que tem algo para dizer quando terminarem as coisas ali. Ela balança a cabeça afirmativamente.

Ceresa: Tenha cuidado!

Jay puxa todo o ar que pode e segura à respiração. Ele corre até o inimigo, tinha algo em mente. Enquanto isso, Akane preparava seu ataque especial, criava um arco e flecha de fogo e puxava uma corda invisível.

Nesse momento, Tatara percebe que algo aconteceu. Seu príncipe tinha despertado. Por um segundo ele desvia o olhar da batalha, fitando a universidade pela janela, na direção onde Kaneki estava. E isso foi o bastante para distraí-lo. Akane soltou a enorme flecha de fogo que voou velozmente até a barriga do homem, ferindo-o e tacando fogo em sua vestimenta.

Akane: Honō no ya! (-15MP)

Essa foi a brecha para Jay pular pela fumaça e socar com toda a força, auxiliada pelo Arms de Ceresa, na máscara do vilão, quebrando-a pela metade. Com a dor da flecha ele acaba respirando a fumaça tóxica. Porém, sem se desesperar, ele pega Jay pela cabeça enquanto o mesmo tentava, sem sucesso, prendê-lo na sua barreira de energia.

Tatara aperta a cabeça de Jay, que por ser bem resistente consegue suportar a dor, mas não duraria muito e iria ficar sem ar. Enquanto isso o vilão tateia em suas vestes, que estavam em chamas, procurando algo.

Tatara: Cadê?! Cadê?!!

Ele começava a ficar mais e mais nervoso e ia apertando a cabeça de Jay. Até que ele sente algo perfurar sua mão, soltando o garoto. Quando ele olha percebe pequenas luzes de energia, que quando se apagam, revelam serem palitinhos de chocolate. Asuna tinha usado seu poder e salvado Jay.

Pela primeira vez Tatara parecia descontrolado. Não encontrava o que procurava em seu bolso, e sabia que tinha respirado seu próprio veneno. Aproveitando o momento, Mumei teleporta Asuna para outro lugar e volta. Teleporta Morgiana para fora de lá e volta.

Mumei: Eu só tenho energia para levar mais uma pessoa daqui! Quando eu teleportar a Ceresa, não vou poder voltar para buscar vocês!

Jay e Akane ainda contavam com o suporte do poder de Ceresa. Eles sabiam que aquele era o momento decisivo e não havia como fugir. Teriam que lutar e derrota-lo, aquele era o momento oportuno para isso.

Tatara tira seu sobre tudo branco. O fogo o consumiu e com ele aquilo que o vilão procurava. Seus olhos além de negros agora jorravam sangue. Todas as veias de sua testa estavam visíveis, tamanha a raiva que ele sentia.

Tatara: Vocês queimaram o meu antidoto! Se não tem mais jeito, antes de morrer eu vou matar vocês primeiro!


Suas pernas estavam machucadas devido ao primeiro ataque de Jay e ele tinha um buraco na barriga feita pela flecha de Akane, além de estar morrendo por dentro. Mas mesmo assim ele correu em direção aos dois, com seu Kagune pronto para fazer uma investida final e ceifar a vida dos dois.




Chris tinha vencido o jogo de charadas com facilidade, mas ficou frustrado por não ter respostas boas o suficiente para lhe tirar dali. Pela sua sagacidade, Stone conseguiu puxar algo que a menina tinha falado espontaneamente para ele e tentou usar isso contra ela.

Ele conta como a história do monstro careca era real, que ele o conhecia. Tentou tornar a história que Eto tinha contado para ele ainda mais aterrorizante para ela. A atenção dela ele tinha sido capturada pela atuação do garoto. Chris anda até ela, oferece ajuda e estende a mão.

Ela olha para a mão dele, parecia meio assustada, mas se acalma e dá a mão para ele também.

Eto: Me proteger?

Ela aperta a mão de Chris, quebrando os seus cinco dedos. Ele grita, a dor foi imensa. Eto solta a sua mão e ele olha de volta para ela. A garota começa a tirar suas fachas do rosto, revelando seus olhos negros e vermelhos.


Eto: Eu sou a resposta para aquele monstro! Se alguém pode mata-lo, sou eu!!

Aquela mesma pressão que Chris sentiu antes vindo dela começa de novo, só que dessa vez, todos ali sentiram. Era algo que nenhum deles poderia enfrentar. E ela ainda não tinha nem se transformado.

Eto: Foi divertido, Chris. No final, quebrei seus dedos de qualquer jeito. Eu ia dizer para fazermos isso de novo, mas lembrei que agora é hora de mata-lo, ok?

Ela anda até ele, parado frente até ela e puxa o braço para trás, preparando o soco. Até que...

Um baralho de impacto é escutado, seguido de um enorme vento. Ambos olharam para o buraco que foi aberto.


Era o monstro que lutava contra os professores, ele era enorme, mas Chris notou que ele estava muito machucado e sangrando bastante.

Eto: Papai!!

Ela corre até o monstro e abraça suas pernas. Ele se abaixa e fala pela primeira vez.

???: Eles estão aqui, Eto! A Barreira dos irmãos Bin foi desfeita. O Monstro chegou.

Eto: Então eu vou lutar, papai! Me deixe—

???: Você ainda não está pronta, Eto, e é muito importante para ser derrotada aqui. Venha comigo, precisamos buscar seu irmão.

Ele olha para o garoto, tentando entender porque ele ainda estava vivo. O fato de que sua filha ainda não o tinha matado era algo esquisito de entender. Ele a pega no colo e voa para fora do buraco. Eto olha para Chris e dá um tchau com a mão.

Eto: Tchauzino, Chris! Não vai escapar da próxima vez!

???: Não vai ter próxima vez!

Ainda voando, ele balança o braço e lança um impacto de energia no dormitório, que começa a desmoronar. O concreto começa a cair cada vez mais rápido e cabia a Chris bolar algum jeito dele e seus amigos saírem de lá.

Enquanto isso, Ash estava nas mãos do Kabane super poderoso. Suas forças começavam a se esvair pouco a pouco e se não fizesse nada seria assassinado. Porém, Evans tinha algo que o monstro não tinha, um cérebro. Ele se lembrava das aulas que teve com a Hello Nurse e como a anatomia humana funcionava. Usou toda a força que lhe restava no cotovelo do bicho, que seria um elo fraco com o braço dele estendido.

Foi um sucesso, o braço do Kabane envergou para cima, quebrando-o com uma fratura exposta. O Bicho urra novamente e o solta. Colocando-o no chão novamente e restabelecendo seus poderes. Ash libera a segunda fase do seu Muscular Unleash, o modo Stronger (-15MP). Seus músculos crescem ainda mais, aumentando a densidade de força física em 30%. O Kanabe corre até ele novamente e preparava um novo ataque. Evans tinha subestimado o monstro da primeira vez, mas com certeza não o faria novamente!





Kaneki partia ferozmente para cima de Ray, mas dessa vez, quem se sentia balançado era Callitri. O garoto elétrico tinha danos da batalha contra Touka e era menos veloz e ágil que o seu adversário. Mesmo assim ele usa tudo que aprendeu com os seus professores na batalha.

A luta é sangrenta, ambos acertam suas investidas no primeiro momento. Os socos de Kaneki não são tão potentes, mas causam um bom dano. O que Ray se preocupava era com os ataques vindos de suas costas. O Kagune de Kaneki era totalmente diferente do de Touka. Seus ataques eram físicos, além de ter quatro caudas extremamente afiadas e poderosas. Callitri sacrificava seu corpo nos socos de Kaneki enquanto focava em desviar das investidas potentes do Kagune que abriam buracos no chão toda vez que erravam ele.

O único olho bom de Ray soltavam fagulhas azuis e o único olho negro de Kaneki brilhava uma luz vermelha, ambos se encontravam a cada ataque. Um expressava arrependimento, o outro ódio puro.

Por uns cinco minutos, eles trocavam socos, mas Ray entendia que estava na desvantagem. Ele hesitava pelo que aconteceu com Touka, mas sabia que não podia deixar o garoto sair de lá ou mais mortes ocorreriam. Então, mesmo dizendo que não queria, Ray libera sua eletricidade e aplica socos elétricos. Um, dois, três, todos foram acertando Kaneki.

Ray: KAMINARI NO PANCHIIIII!!!  (- 10MP)

Callitri acerta o Ken com um uppercut eletrificado, que o joga voando para longe. Quando Ray dá um salto para trás, evitando ficar perto do adversário, ele sente algo perfurar suas pernas. Eram dois dos Kagunes de Kaneki, que voaram direto até ele, enquanto os outros dois evitaram a queda do garoto, para que não tomasse mais dano.

As pernas de Ray estavam presas e ele de joelhos. Kaneki andava até ele, o garoto também estava muito machucado e cuspia sangue. Parou em frente ao Ray.


Kaneki: Você tirou a minha vida junto com a dela. O mínimo que posso fazer agora é tirar a sua.

Os dois Kagunes livres de Ken apontavam para o rosto de Ray, indefeso. O ataque estava por vir, ele quase podia sentir que o momento estava próximo.

Até que eles olham para cima. A Barreira tinha se desfeito.

Quando o céu se abriu novamente, eles puderam sentir algo tocando suas peles. Pequenas gotas de água caiam em cima dos dois adversários. A chuva chegou até eles, limpando seu corpo do sangue, e encharcando toda a grama em que eles estavam.

Ray sorriu... aquilo tinha sido um presente dos deuses. Mas seria ele digno de tanta sorte? Mesmo tendo matado seus amigos e Touka? Não era hora de julgar seus atos, o momento era oportuno e estava prestes a ser assassinado.


Off: Como puderam notar, a próxima atualização é o final do ato. Coloquei vocês nas situações propícias para finalizarmos tudo. Quem vê anime\lê mangá sabe que essa é a hora do ataque especial final, para quem tem MP. Quem não tem, deve agir em conjunto com os outros jogadores.

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Ricardo Sato em Dom Out 15, 2017 6:24 pm

As coisas não tinha saído como planejado mas saíram melhor do que o esperado,realmente o veneno era eficaz contra o vilão e apesar de capturado a resistência de Alburn e principalmente a atuação rápida das garotas haviam lhe permitido se soltar e recuar.

COF...COF...ARGH....essa foi por pouco.

Tatara parecia procurar algo e se desesperar enquanto Jay se preparava para a inevitável investida,ele também aproveita o tempo pra explicar algo,ele se volta a garota das chamas.

Acho que não nos apresentamos,sou o Jay e você?

Olha aqui,sem querer ser chato mas....não tô tentando menosprezar ninguém e muito menos me suicidar,eu tinha uma técnica que se desse certo poderia conter o gás,mas que me deixaria aqui com ele imóvel até que me buscassem ou um professor voltasse e eu tô com muito pouco gás pra ajudar as meninas que estão lutando lá em baixo com qualquer coisa que não seja murros e eles nem eram tão fortes assim até a Ceresa usar seu poder...fora isso,sim eu queria salvar vocês,qual o problema?Não é esse o objetivo?Vocês são heroínas que ajudarão muitas pessoas e eu tenho muito que pagar.


Jay não se aprofunda no assunto,não diz que ele não se considera um herói nem pelo que se sente responsável,apenas se vira para o vilão.

Já disse que não to com muito gás...mas já que ele me interrompeu ainda tenho o bastante pra te dar cobertura,acaba com o pulha.Twin Lightsabers!!!

Aproveitando a energia que lhe restava,os ferimentos do vilão e sua força aumentada Jay convoca suas espadas,usaria seus ataques para evitar a cauda do vilão de se aproximar da garota para que ela pudesse usar suas chamas,suas armas não poderiam parar a cauda fisicamente mas se ele não a recuasse depois do impacto tudo que conseguiria fazer é feri-la contra contra os bastões laser.

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Scorpion em Dom Out 15, 2017 8:56 pm

A luta era sangrenta.... Ray e Kaneki lutavam como inimigos mortais de muitos anos atrás. Eram como Zeus e Hades... como Thor e o Lobo Fenrir... como Obi-Wan e Vader... inimigos mortais dando o máximo de si para destruir a vida de seu rival!
Se Ray Callitri soubesse que a situação chegaria a este nível... bem... ele teria feito tudo novamente! Porque Kaneki e Touka eram demônios disfarçados, infiltrados na escola e, possivelmente, responsáveis em parte pela morte do pequeno King. Quando Ray decidiu virar um herói, a coisa que ele mais desejava era trazer justiça ao mundo. Tornar o mundo um lugar bem melhor de se viver para as outras pessoas, ao custo de seu sacrifício pessoal. Touka e Kaneki tinham algum tipo de culpa no cartório pela morte de King... mereciam ser punidos, mas... como?! Agora, Ray havia matado Touka... mesmo sem intenção... mesmo tendo se controlado, era fato de que o herói elétrico havia causado a morte da jovem... Era um deles agora?

A trocação de socos continuou por uns cinco minutos! Ray se continha para não arriscar matar Kaneki também. Ele deveria ser julgado, mas não deveria ser morto... ao menos não pelas suas mãos. Heróis não matam, certo? Heróis evitam as mortes. Matar é muito simples... evitar matar quando se deve matar... aí se esconde o heroísmo.

Ray finalizou uma sequência de socos aplicando um Thunder Punch bem no queixo de Kaneki, que o fez voar por alguns metros...

Ray: Acabou...?

Era difícil dize....

Ray: AAAAARRGGHH!!!!!!!!

Dois dos braços avermelhados que surgiram nas costas de Kaneki atravessaram as pernas de Ray. O jovem herói aspirante já não tinha muitas forças. O sangue jorrou longe e as pernas tremeram... e vacilaram. Ray caiu de joelhos no chão... a cabeça baixa... o cabelo sempre arrepiado agora tendia a se deixar descansar sobre o pescoço, pois a eletricidade começava a falhar.

Kaneki ia se levantando com outros dos dois braços... Era a hora de morrer...

Kaneki: Você tirou a minha vida junto com a dela. O mínimo que posso fazer agora é tirar a sua.

Ray mal podia ouvir... perdera muito sangue, tanto pelas costas quanto pelas pernas...

Ray: Eu... eu sinto muito...

Estaria Ray falando com Kaneki? Se desculpando por Touka? Na realidade, Ray estava delirando...

Ray: Satty...



Satsuke: Ray... você não pode morrer...

Ray: Eu... eu matei todos eles, Satty... matei seu irmão...

Satsuke: Morrer não irá trazer ele de volta pra mim... você tem de lutar. O cara por quem eu me apaixonei nunca desistia de uma luta, não importa quão difícil ela fosse... ele sempre lutava pelo que achava justo. Se você morrer... outros morrerão.

Ray: Eu... eu não posso mais, Satty...

Satsuke: Levanta, Ray! Levanta daí, agora!!!

Umas gotas de água caíram na nuca e no rosto de Ray, fazendo com que mais fagulhas pipocassem no ar. A estática estava voltando... Ray foi levantando a cabeça aos poucos, encarando os olhos de Kaneki com seu único olho...

Ray: Não, Kaneki... Eu não vou morrer. Não hoje... nem aqui... e definitivamente, não para você! Vocês ajudaram a matar King... ajudaram a matar um garoto inocente e quer jogar a morte de Touka nas minhas costas?

O olho voltou a acender, gerando eletricidade... como uma turbina, a eletricidade no corpo de Ray ia aumentando vagarosamente... e cada vez mais depressa...

Ray: Ela fez a sua escolha, Kaneki! Eu sinto muito se ela acabou morrendo... sentirei isso até o fim dos meus dias! Mas cada pessoa é responsável pelo próprio destino! Morrer não a torna inocente do que vocês fizeram!

Mais eletricidade.... Agora pipocava de forma ameaçadora, enquanto a chuva começava a engrossar.

Ray: Quer saber, Kaneki? Você disse que ia me matar... e eu estou esperando! Vamos! Eu matei Touka! Não matei?! VAMOS!!!!

Isso, provoque ele! Faça o lado mal aflorar! Pra se exorcizar um demônio, você precisa trazê-lo para a superfície! Traga-o!

As garras de Kaneki se preparavam para matar Ray...



Ray: O que você está esperando?

Deixar Kaneki mais irritado era a estratégia! A água agora já molhava os dois... a grama começava a ficar ensopada! Então, pouco antes de Kaneki enviar os seus tentáculos, Ray enfiou as mãos na água com tudo!

Ray: ISSO É PELO KIIIIIING!!!! TROVÃO NASCENTEEEEE!!!! - 20mp



Enquanto a eletricidade de seu corpo transportava 8 mil volts pela água até os pés de Kaneki, Ray fez cair um raio de mais 20 mil em cima de Kaneki, ou mesmo perto, pois a água faria o seu trabalho em mandar a corrente para ele! O herói elétrico nunca havia aplicado um golpe tão agressivo na vida. Ele não queria matar Kaneki, mas tinha de pará-lo! Aquele era o seu último ataque... pouquíssima energia lhe restava, mas ele tinha de parar Kaneki a todo o custo! Se Kaneki não morresse, eles provavelmente seriam inimigos mortais dali para frente, mas... o que fazer? Cada homem era responsável pelo seu próprio destino... e Kaneki escolheu o dele.

Quando o trovão caiu e se somou a eletricidade produzida pelo corpo de Ray, o herói gritou por quase 10 segundos enquanto o ataque fazia efeito, até a poeira baixar...

Estava grogue com o ataque e com a perda de sangue... Ray simplesmente virou-se e caiu de costas no chão, respirando com dificuldade e lutando para manter o olho aberto.

"Acabou...?" - pensou... ele esperava que sim.

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Renata C. em Dom Out 15, 2017 11:21 pm

Akane acompanhava o desenrolar do ataque direto de Jay, ainda sem estar ao alcance da fumaça venenosa que a cauda do vilão soltava, mas ainda assim bem perto.

Ele apertava a cabeça do rapaz, a ruiva já se preparava para prender a respiração e correr até lá. Ele parecia procurar algo nas suas roupas, que por sinal estava em chamas, e ficava cada vez mais nervoso, quando...

Akane: Asuna! - Akane dava um sorriso ao ver o que acontecia, a garota utilizava os Pockys que Akane lhe deu para atacar a mão do vilão, fazendo com que ele soltasse Jay!

Mumei tratava de tirar as outras meninas dali, e antes de teleportar Ceresa, falava com eles.

Mumei: Eu só tenho energia para levar mais uma pessoa daqui! Quando eu teleportar a Ceresa, não vou poder voltar para buscar vocês!

Akane: Não tem problema, não pretendia ir para lugar nenhum antes de derrubar esse cara mesmo! - dizia isso rindo para a garota, antes de voltar a atenção para o vilão irado novamente.

Jay: Acho que não nos apresentamos,sou o Jay e você?

Akane: Meu nome é Akane. Ueno Akane.

Jay: Já disse que não to com muito gás...mas já que ele me interrompeu ainda tenho o bastante pra te dar cobertura,acaba com o pulha.Twin Lightsabers!!!

Akane: Ok, Jedi, vamos acabar logo com isso. - ela dizia num tom meio de piada, mas mantinha-se atenta ao vilão que enfrentavam.

Ele claramente havia perdido a compostura, estava desesperado e não tinha nada a perder. Ou seja, muito mais perigoso do que o cara que enfrentaram alguns minutos atrás!

Tatara: Vocês queimaram o meu antidoto! Se não tem mais jeito, antes de morrer eu vou matar vocês primeiro!


Akane: Pode vir, babaca!

Enquanto Jay atacava o Kagune e tentava impedir que ele os acertasse, Akane partiria para o confronto direto com Tatara, se assim fosse possível. A garota respirava fundo antes de ser envolvida pela fumaça roxa que o Kagune dele soltava agora próximo a ela. A garota estava lutando já há algum tempo e sentia que não tinha forças naquele momento para atacar com tudo. Precisaria ser.. mais sutil.

A mão de Akane gerava uma chama que ela lançava na direção do vilão. O poder do ataque não era nada comparado ao dois ataques anteriores, mas ela fazia isso como forma de distração. Enquanto ele tentasse esquivar do ataque com fogo, a garota daria uma rasteira nele. Ele estava envenenado, quanto tempo ainda aguentaria?

Quanto tempo ELA aguentaria prender a respiração ali?

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Phelipe Peregrino em Ter Out 17, 2017 8:15 am

Chris sentiu os ossos da mão sendo esmagados, e a dor que subiu pelo seu braço foi quase insuportável. O grito que ele deu ecoou pelo corredor da escola e ele caiu de joelhos sentindo as lágrimas pesadas na garganta. Seu corpo todo tremia enquanto ele segurava a própria mão lesionada. Olhou para os dedos, roxos e retorcidos de uma forma não natural, depois olhou novamente para Eto.

Eto: Eu sou a resposta para aquele monstro!

"Idiota!" pensou pra sí mesmo. "Sabia que estava forçando a barra, apostando todas as fichas numa mão ruim... Tinha que abusar, né? Entregar a mão de bandeja pra maluca psicótica!"

Eto:Se alguém pode mata-lo, sou eu!!

A menina retira suas faixas, e sua aura atinge Chris como um soco. Ele chega a esquecer a dor na mão, tamanha pressão e poder vinha daquela criatura. Ele olha para os colegas na barricada, queria ter certeza de que não era o único ali sentindo a energia que emanava daquela monstruosidade.

Eto: Foi divertido, Chris. No final, quebrei seus dedos de qualquer jeito.

Chris: É... - Chris sorriu, sentindo a mão doer de uma maneira que ele nem sabia ser possível. - Até que foi legal enquanto durou.

Eto: Eu ia dizer para fazermos isso de novo, mas lembrei que agora é hora de mata-lo, ok?

Chris se esforça para ficar de pé. Seus joelhos tremem, e sua mão dói, mas ele se força a ficar de pé. Encarar a morte olhando a desgraçada nos olhos. Era tudo o que ele queria. Ela se prepara para o golpe fatal.

Chris: Dá o seu melhor, Eto. - Ele diz confiante.

É quando o monstro surge, machucado e debilitado. Os professores deram uma boa surra nesse aí.

Eto: Papai!!

???: Eles estão aqui, Eto! A Barreira dos irmãos Bin foi desfeita. O Monstro chegou.

"National Man está aqui?!" Chris sobressaltou, então não estava tudo perdido. A barreira precisava ser desfeita por fora, claro, National Man e o World of Heroes passaria por eles como um tanque de guerra. "A cavalaria chegou." Esse pensamento fez Chris abrir um sorriso confiante.

Eto: Então eu vou lutar, papai! Me deixe—

???: Você ainda não está pronta, Eto, e é muito importante para ser derrotada aqui. Venha comigo, precisamos buscar seu irmão.

Eto: Tchauzino, Chris! - Eto se volta para ele. Finalmente o monstro pareceu notá-lo, ele o olha e Chris nota uma certa incredulidade estampada em seu rosto. - Não vai escapar da próxima vez!

???: Não vai ter próxima vez!

É quando o monstro joga o próprio prédio contra eles. "Que saco!" Chris saltou para tentar fugir dos primeiros destroços, e sentiu a mão fisgando de dor.

Chris: Gray! - Chris gritou. - Faz um tobogã pra gente! Vamos escorregar pra fora daqui! - Ele começou a correr. - Hoshi, consegue usar sua sombra para proteger o tobogã caso algum dos destroços venha em nossa direção? Temos que dar o fora daqui pessoal!


Última edição por Phelipe Peregrino em Ter Out 17, 2017 11:07 am, editado 1 vez(es)

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Pedro H. Oliveira em Ter Out 17, 2017 10:31 am



Os ataques combinados de Daichi e Isao haviam surtido efeito contra o Diretor, homem esse que na verdade era um transmorfo com uma cara bem irritante e um gênio pior ainda. Loki se revelou como um dos arquitetos de todo aquele circo na escola e tinha confiança que seu plano era infalível, mas viu tudo ir para o buraco quando a barreira de proteção que haviam criado. Eles ainda não sabiam direito o que tinha feito ela cair, talvez o ataque de Harry, mas não tinham certeza absoluta.

Aquele evento havia deixado o pivete bem irritado ao ponto dele se transformar num dragão e seguir na direção dos dois.

- Era tudo o que precisávamos, um dragão para o final! Isao, eu tenho um plano que pode funcionar a derrotar esse cara, mas para isso vou precisar que você seja mais rápido do que jamais foi. E antes disso, vou precisar da espada que te dei, mas vai ser bem rápido! Esteja pronto.

Daichi sabia que não tinha tanta energia assim para gastar, afinal de contas o cansaço começava a bater e eventualmente iria acabar esgotando seu corpo, essa era uma de suas fraquezas, a quantidade de energia que ele gastava nas lutas era bem grande, por isso buscou tutores na escola que o ajudassem a cortar isso, o plano era tentar lutar o máximo de tempo possível sem trocar de arma, mas ainda estava longe da perfeição.

Ao pegar a espada de Isao, o jovem começa a analisar o que havia criado com aquela espada. Com ela ainda em mãos, ele conseguiu medir seu peso, resistência, todos os detalhes do corte... Nenhum detalhe daquela arma havia sido deixado pra trás e, por isso, ele sabia exatamente o que fazer: Ele precisava de um impulso, por isso ele pede que Isao gerasse uma pequena explosão que o jogasse diretamente contra Loki. Enquanto estivesse no ar, ele iria criar um escudo (2MP) em seu braço esquerdo para que pudesse se chocar contra a cabeça do monstro e, somado à energia que ele estaria acumulando por ter sido lançado a uma boa velocidade, iria bater com toda a força que conseguisse.

Ao se chocar contra o monstro, ele iria cravar a espada em seu corpo. Nesse instante, seria preciso que Isao já estivesse correndo em sua direção pronto, pois ao cravar a espada, Daichi se soltaria em direção ao chão sem antes gerar mais seis espadas (3MP x 6 espadas = 18MP) ao redor da criatura onde pudessem ser pegas pelo outro espadachim alternadamente e desferindo golpes contra a fera. Ele sabia que não eram espadas tão poderosas quanto a primeira, mas pelas suas contas pelo menos uns 12 golpes poderosos seriam possíveis com elas, já que o monstro estaria sem muito equilíbrio devido ao impacto. Além disso, ainda restaria uma ultima espada cravada na serpente.

Tudo que Daichi esperava era que o plano desse certo e que ele não morresse ali!

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Nasinbene em Ter Out 17, 2017 2:50 pm

Ainda no ar, Harry olhava com espanto para a barreira se desfazendo após seu ataque... sabia que o os danos a Noro tinham sido grandes, ele mesmo tinha ouvido e sentido alguns dos ossos do monstro se partirem mas jamais pensou que seu ataque fosse o bastante pra desfazer a barreira. De qualquer forma, precisava fechar novamente os olhos e se preparar para o impacto contra o chão. O lugar onde Noro havia mordido ainda doía bastante, mas precisava ficar a postos para qualquer eventualidade quando chegassem ao chão.
Algo que não demora muito a acontecer... considerando a altura em que estava, Harry calculava que levaria cerca de 10 segundos pra tocar o solo. Então, Harry não acelera, apenas mantém o campo e deixa que a gravidade faça seu trabalho. Se 10 segundos eram o bastante pra alguns pugilistas recobrarem o fôlego, seria o bastante pra que Harry respire fundo e se prepare para o próximo passo. Talvez Isao e Daichi precisassem de ajuda lá embaixo...
Um baque surdo informa a Harry que havia atingido o chão. Imediatamente, o rapaz abre os olhos e vê o momento em que o tal Loki se desvincilhava da lança de Yamamoto e se transforma num dragão. Harry se prepara para se juntar aos demais no ataque ao vilão quando o som de algo se arrastando chama sua atenção... Harry se volta e vê que, apesar de ferido, Noro não havia sido derrotado ainda e representava uma ameaça. Inconscientemente, Harry deixa escapar um palavrão de frustração:

- Mas que filho da puta resistente...

Ferido, Noro usa sua cauda pra avançar contra Harry, no entanto com um movimento bastante errático e nem de longe tão ágil quanto antes... com o canto do olho, Harry nota que Isao e Diachi tinham desenvolvido uma estratégia para lidar com Loki e que não precisaria se conter. Com esforço devido ao ferimento, Harry ergue os dois braços e os aponta para Noro. Ele presta atenção ao som que a cauda faz quando o vilão a finca no solo para se locomover e calcula o tempo exato entre um movimento e outro... Harry fecha seus olhos e mais uma vez o campo propulsor o envolve... Se concentrando ao máximo no som, Harry diz a Noro:

- Você resistiu à versão mais fraca desse poder, Noro... Vamos ver se é durão o bastante pra aguentar a potência máxima do meu CANNONBALLLL!!!!!!! (-40 mp)

A última palavra coincidia com o momento exato em que novo tirava sua cauda do solo, ficando sem ponto de apoio. Harry liberava todo o poder de sua técnica mais poderosa e sem ter onde se apoiar é lançado na direção contrária de Noro quando o golpe deixa seus punhos. Restava a ele agora muito pouca força, estava praticamente esgotado novamente... Esperava que tivesse conseguido dar cabo de Noro...
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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Leo Rocha em Ter Out 17, 2017 10:19 pm

A granada de mão tinha sido efetiva. Isao sentia o braço doer por conta do stress do golpe, mas nada que o incapacitasse. Na verdade, ele se sentia focado e determinado a encerrar aquele combate.
Daichi cria uma espada com seus poderes e a arremessa para Isao, para que ele dominasse o falso reitor. No entanto, quando o inimigo se transforma num dragão gigante. Isao apenas respira suave e profundamente, enquanto pensa em como derrubar aquela criatura.
Nessa hora, Daichi pede a espada de volta e expressa que tem um plano. Isao joga a espada de volta e, ao perceber que Daichi se punha a analisar cada detalhe dela, resolve ganhar tempo patinando a toda velocidade e provocando a criatura:

Arrow Você não tem honra. Não sabe lutar. E não tem disciplina. Essa transformação só mostra o quanto você está desesperado. Mas nós dois sabemos a verdade: você já perdeu.

Daichi então pede uma pequena explosão que o colocasse na direção do dragão. Isao anui com a cabeça e se concentra, ele dá uma volta pela lateral da criatura e quando alcança Daichi, emite uma parcela de seu poder (10 mp), gritando:

Arrow BAZUCA!

A emissão do golpe com força maior seria o suficiente para arremessar Daichi na direção do monstro e para que ele pudesse cumprir seu intento. A Isao restaria aguardar o sucesso do companheiro de luta e partir para a continuidade do ataque assim que fosse possível. Caso desse errado, ele se esforçaria para patinar até o local e resgatar Daichi. Se desse certo, ele veria as espadas se formando ao redor da criatura e saltaria na direção da mais próxima. Ao pegá-la, ele nota a diferença no peso e na densidade dela para a anterior e entende que precisará de mais do que elas podem proporcionar. Com a primeira espada à mão e aproveitando que o sangue que escorre do ferimento dificulta a visão da criatura, ele ataca acertando a lateral esquerda. Rapidamente, ele se esquiva e salta na direção da segunda, já a arremessando na direção do ouvido da fera. Mais um giro e ele agarra a terceira espada, o suor escorre pela sua testa e os cabelos molhados se colam em sua cabeça. A criatura empina seu corpo tentando amedrontar seus oponentes e abrindo espaço para um ataque certeiro em seu dorso. Isao sabia que a criatura estava bastante ferida, mas, ainda assim sentia que não podia economizar no esforço para detê-la de vez. Ele lembra do aluno morto no início das aulas, lembra dos mortos na invasão, lembra de Mr. Justice e decide fazer algo que ele evita ao máximo: Ele agarra a quarta e a quinta espadas, com as duas nas mãos, ele salta pela frente da criatura.



No início do salto, ele arremessa as duas espadas, mirando os olhos do monstro. Enquanto faz a manobra, ele se prepara. Concentra toda a sua energia no golpe final. Quando está prestes a aterrissar sobre a criatura, ele emite todo o poder restante, gritando:

Arrow BOMBA H!

E enquanto liberava o golpe, pensava que era hora daqueles vilões entenderem que inocentes não seriam mais vitimados por suas ações.

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Guima em Qui Out 19, 2017 2:08 pm

Minha tatica deu certo... eu explodo o cotovelo do kabane de forma perfeita. Ele agoniza em dor, também não foi somente seus ossos que foram partidos, nessa brincadeira detonei cartilagens, nervos e ligações. A dor deixa ele louco e furioso, e isso é uma faca de dois gumes... com certeza agora ele vai vir com toda força, mas também estará com sangue nos olhos e mais burro do que aparenta ser.

Ele vem pra cima... vem com tudo, mas eu tenho uma surpresa pra ele. Quando ele fica a meia distancia desfiro um jab direito no rosto só pra provocar, depois um gancho bem dado na altura das costelas do lado do braço quebrado. Um outro gancho no estômago mas bem potente no intuito de exaurir todo o fôlego do mesmo.

se o Kabane estiver esgotado é a hora de finaliza-lo. Hora do Vulcan crusher... O Vulcan Crusher nada mais era do que uma sequencia de dois diretos seguidos de um potente e devastador UpperCut. Uma sequencia poderosa do boxe, rara era a criatura que ficava em pé após ser golpeada por essa sequencia devastadora.

- Ta preparado? Porque agora é a hora que você beija a lona. VULCAN CRUSHER!!!!!!!!!!!!!!


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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Drako em Sab Out 21, 2017 4:03 pm

Minutos atrás, do lado de fora da universidade.

Os irmãos Bin, criadores da barreira que envolvia todo o local, encontravam-se um em cada extremidade do campus. O mais velho, B1, ao norte e o mais novo, B2, ao sul. Estavam em contato constante e monitorando uns aos outros para qualquer ataque pudessem encontrar. Eles ficavam de joelhos, com as mãos no chão, usando sua energia para criar aquela enorme parede impenetrável.

B1 falava com seu irmão, quando ouviu o som de algo se chocar contra o chão atrás dele. Ao olhar, ele perdeu a voz no mesmo instante. O soco veio rápido, o acertou no estomago, apagando-o imediatamente. Foi ai que a barreira se desfez.


B2 se desespera. Ele grita no comunicador, perguntando ao irmão o que estava acontecendo, o que estava errado. Até que é atingido no rosto por um vulto, quebrando sua máscara, revelando o seus olhos negros e vermelhos. Ele cai inconsciente.


Dentro da universidade, Alpha, Zodiac, Sportsmaster, The Dragon e String lutavam arduamente contra o monstro que invadiu o local. Zodiac e os outros tutores estavam exaustos. Foi tudo muito rápido, mas toda a invasão durou 30 minutos e mesmo estando em maior número, a luta não parecia que iria terminar tão cedo. Porém, Alpha, a professora Michelle, não recebia o nome da Mulher mais forte do mundo atoa, ela continuava firme e forte, castigando o monstro com seus poderosos socos.

Michelle K Davis, codinome Alpha, usuária da habilidade Bugwoman. Sendo um poder Tier 4, Michele se transforma, mudando seu corpo e organismo para mimetizar uma fusão entre humano e a formiga Paraponera. Transformada, ela tem  formidável força e resistência, mas sua real habilidade é a sua picada. Paraponera, também conhecida como Formiga Bala, é o inseto com a picada mais potente conhecida pela humanidade, que de acordo com algumas vítimas a dor é como a de tomar um tiro. Quando Alpha aplica seus socos, ela libera uma substância química que entra pela pele e após alguns segundos explode de dentro para fora como uma bomba.

Apesar de receber os poderosos socos de Michelle, o monstro continuava de pé e não mostrava sinais de derrota, apesar de estar visivelmente machucado. É quando todos os sete olham para cima. Viram algo se chocar contra a barreira nos céus e ela se desfazer.

???: Não...

Foi a primeira vez que os professores o ouviram falar. Acharam que era um monstro, mas aquilo confirmava que era realmente um vilão. Ele abre os braços e os junta, jogando um enorme impacto de ar nos seus adversários, que se protegem e se seguram para não voar longe. Aproveitando o momento, ele foge de lá.

Alpha e os outros se levantam. Quando ela se preparava para ir atrás do vilão, uma horda de Kabanes o cerca pela primeira vez.

Zodiac: Vá atrás dele, Alpha. Nós cuidamos de tu—

Um vulto para entre eles, derrubando a maioria dos kabanes que os tinham cercado. Michelle abre um sorriso.


Off: Melhor OST ever!

O borrão volta e para em frente a eles. Para os professores era reconfortante vê-lo, a cavalaria tinha chegado e a situação estava finalmente sobre controle. O homem mais rápido vivo, Speedo.


Alpha: Por que demoraram tanto?

Speedo: Tsc.

Em seguida,  uma enorme rajada de fogo queima os que sobraram. As chamas se moviam como se tivessem vida e faz uma barreira entre os professores e a horda que continuava a chegar. Era aquele possuía as chamas do inferno, Regulus.


Regulus: Alguém tem que trabalhar nesse grupo, Alpha.

Rajadas de lasers caem do céu acertando os zumbis que pararam em frente ao fogo. Desce então um enorme robô. Criação do jovem prodígio de 11 anos, a pessoa mais nova a entrar no World of Justice. O garoto que fez seus sonhos virarem realidade, aquele que tinha o poder de criação tão forte que sua imaginação tomava vida. O pequeno Shonen.


Shonen: Parem de perturbar a srta. Michelle!

Até que ele vem caminhando, calmamente pela barreira de fogo, com a expressão séria. National Man. Ao nota-lo, uma quantidade gigantesca de kabanes pula na direção do herói. Em questão de segundos, todos explodiram em pleno ar. O herói careca se junta no meio deles. Zodiac e os outros tutores olhavam com espanto. Era diferente vê-los na TV, pessoalmente e ao vivo... era uma sensação indescritível.  

National Man: Vamos, temos trabalho a fazer.





Noro vinha em direção do Harry de forma destrambelhada. McFly percebeu isso e preparou seu ataque mais forte. Ele fecha os olhos e seu campo propulsor o envolve. Levanta seus punhos, mirando no vilão usando apenas a sua percepção. Noro estava bem próximo, ele tira a cauda do chão uma última vez, a mandíbula gigante se abre pronta para arrancar a cabeça do jovem, que não podia ver, apenas ouvir e sentir. Porém, a concentração de Harry era tão grande que por uma fração de segundos no enorme vazio escuro que ele “via,” com os olhos fechados, se formou uma silhueta perfeita, com o contorno branco, vindo à sua frente. Era o momento certo de atacar.

Harry: Você resistiu à versão mais fraca desse poder, Noro... Vamos ver se é durão o bastante pra aguentar a potência máxima do meu CANNONBALLL!

Seu ataque mais poderoso, toda a força do seu campo propulsor foi jogada violentamente contra o alvo que ele sentiu. Noro, ainda no ar, foi atingido em cheio. Um impacto tão potente que o jogo para muito longe. Sua máscara foi quebrada, assim como seu Kagune, que pendia agora para o lado, como a barbatana do Freewilly. Quando finalmente toca o chão, o assassino silencioso não movia nem sequer um músculo. Fora nocauteado, finalmente.

Harry cai, exausto, como da primeira vez que tinha lutado contra um monstro. Mas nessa ocasião, ele tinha saído vitorioso.

Ao mesmo tempo, Daichi e Isao lutavam contra Loki, que tinha se transformado em um dragão e investia contra eles. Yamamoto não tinha muita energia, mas usaria tudo o que restava num plano, confiando que Watanabi seria rápido o suficiente para conclui-lo.

Isao usa uma versão com menos potência de sua Bazuca para jogar Daichi contra o dragão. Porém, Isao não tem total controle de seus poderes, então o colega acaba sofrendo danos do seu ataque, além dele próprio sentir dores nas mãos. Aguentando os agravos da pequena explosão em suas costas, Daichi é jogado até o dragão. Ele cria um escudo e o acerta bem no nariz, fazendo-o fechar o olho e tirando-o do curso de colisão com Isao. Agora, Daichi prende sua espada no corpo do bicho e de lá ele cria 12 novas espadas, jogadas ao ar.

Isao já corria com seus patins no mesmo momento em que lançou o companheiro. O jovem era rápido, sim, mas não rápido o suficiente para conseguir acertar 12 golpes com as 12 armas criadas por Daichi. Só que seu espírito de luta, munido pela lembrança que lhe ficou marcada de Mr. Justice, ele consegue usar 5 das espadas aplicando golpes certeiros no corpo do vilão. As duas últimas foram lançadas nos olhos do dragão, e ainda no ar Watanabi concentra em sua mão toda a energia necessária para o seu ataque final. Quando estava prestes a aterrissar na criatura, ele libera a sua potente explosão.

Isao: BOMBA H!

Uma enorme explosão sai de todo o seu corpo, acertando a cabeça de Loki inteira que grita de dor. Daichi pula para longe e quando toca o chão, sua transformação se desfaz. Ele estava sem energia e cai cansado.

Loki tomba, seus olhos estavam totalmente brancos e sua cara completamente queimada. Aos poucos ele vai tomando a forma original. Isao também cai, sentia uma dor terrível de todo o corpo. Estava sem camisa, sua roupa tinha sido destruída pelo seu próprio ataque, só sobrando seus shorts. Deitado, seu peito infla e desinfla com rapidez, estava cansado também.

Eles olham para o adversário e se entreolham. Não acreditavam, mas tinham derrotado o primeiro vilão de sua longa carreira heroica. Mas alguns Kabanes aparecem.

Foi então que Shonen chega até os três. O Robô que estava com o garoto rapidamente deu conta dos zumbis e pegou os três um por um em sua enorme mão. Eles estavam a salvo.




Jay e Akane não tinham como sair do dormitório e Tatara estava prestes a morrer. Ambos tentam deixar de lado as diferenças e finalmente trabalharem juntos. Jay usa o pouco de energia que tinha para criar duas espadas de energia luminosa. Ambos saem para o combate final.

Tatara não tinha muito folego, suas toxinas já faziam efeito em seu corpo, lhe corroendo por dentro. Sangue saia pelas cavidades de seu rosto, enquanto ele balançava seu Kagune nos garotos, que desviavam. Jay dava cobertura para Akane, que concentrava o poder em sua mão, pronta para dar mais um ataque de fogo.

O Kagune percorria a distância entre eles, mas Jay o defende, impedindo que a garota seja acertada por ele. Próxima ao vilão, lança suas chamas nele, que estava indefeso novamente. Seu corpo ficou todo queimado, ele nem tinha forças para gritar.

Tatara retrai seu Kagune e prepara um novo ataque. Ambos esperavam para desviar, mas a investida não veio. O vilão estava de pé, mas sua vida já tinha se esvaído.

Mesmo ser terem lutado em conjunto do inicio ao fim, Jay e Akane tinha vencido. Alburn estava sem energias e teve que se escorar na parede. Foi quando ele sentiu o calor vindo da parede. Akane olhou pela sacada, viu que rajadas de fogo brotavam e sumiam, saindo dos andares de baixo.

Uma rajada perfura o chão, vindo do andar abaixo do deles. De lá, Regulus pula para cima.

Regulus: Desculpem a demora.

Ele ajuda Jay, colocando os braços em seus ombros e pede para Akane pular para baixo com ele. Enfim, tudo tinha acabado.




O dormitório estava desmoronando e não tinha muito tempo para eles saírem de lá. Chris bola um plano rápido para criarem um tobogã como saída e que Hoshi os proteja caso algo caída em cima do grupo. Kouga tinha super velocidade e estava preocupado se não havia mais ninguém no prédio. Ele sai correndo em busca de pessoas para resgatar.  O plano então foi feito, Gray cria a rota e fuga e os alunos da classe 2x17 que estavam ali podiam fugir.

Não era o caso de Ash, que estava frente a frente com um Kabane bombado. Chris grita para o companheiro vir com eles, mas o gigante responde negativamente.  Os outros jovem descem pelo tobogã sem muitos problemas.

Em seu modo Stronger, Evans se prepara para o ataque final.

Ash: Ta preparado? Porque agora é a hora que você beija a lona. VULCAN CRUSHER!

Com uma sequência de golpes devastadora, Ash acerta o Kabane com dois diretos potentes bem no seu coração pulsante, destruindo-o, e finaliza com um uppercut que o joga para cima. De todos seus amigos, Ash era o melhor lutador mano a mano e ele aplicou o que aprendeu naquele golpe.

As veias vermelhas do bicho “desligam”. E na mesma hora, o prédio desaba.

Chris de longe vê o dormitório desmoronar, enquanto grita o nome do colega que tinha ficado para trás. Kouga tinha trazido três alunos de outras classes que tinham ficado no local, os outros já tinham evacuado. Os companheiros de classe se entreolham. Será que Evans conseguiria sobreviver a aquilo?  Foi quando um borrão passa na frente deles.

Ash tinha praticamente se materializado ali. Não entendeu nada, em um segundo estava vendo o teto ruir em cima dele, na outra estava fora do dormitório em frente aos colegas. Eles olham para o lado e veem Speedo.

Kouga: Pai!

Speedo apenas o olha, seu olhar não era muito caloroso. Kouga também não diz mais nada. Mas para Chris e Ash, ver aquele famoso herói ali era o suficiente. Eles estavam a salvos.




A épica batalha estava em seu estágio final. Ray tinha sido subjugado pelo inimigo, mas a sorte divina lhe tinha sorrido. Uma chuva tinha começado e encharcado o local. As gotas pingavam nos dois adversários.

A lembrança de sua amada lhe dá forças e Ray prepara sua última cartada. Ele se levanta aos poucos, mesmo com as presas perfurando suas pernas. Seu olho ascende, gerando eletricidade. Ele tenta provocar Kaneki, que furioso inicia a investida final. Mas não tinha como o garoto ser mais rápido que um relâmpago.

Ray: ISSO É PELO KIIIIIING!!!! TROVÃO NASCENTEEEEE!!

Kaneki olha para cima, enquanto o raio lhe acerta. Não bastasse o poder devastador do ataque de Ray, a água fazia a sua parte, não tendo para onde Ken fugir, com toda a corrente sendo enviada para ele. O jovem de cabelos brancos grita de dor, envolto de uma energia elétrica intensa. Callitri nunca tinha enviado um ataque tão feroz.

Ambos caem para trás quando o ataque enfim se encerra. Fumaça saia pela boca de Kaneki e Ray cai de costas, transformando toda a água em um tom vermelho de sangue.

Lutando para continuar acordado, Ray se indaga se aquilo era o fim.

Não era.

A sua frente chega o monstro que tinha lutado com os professores, junto da menina Eto em seus ombros. Era impossível para Ray lutar contra aqueles dois, ainda mais no estado em que se encontrava. O vilão anda até eles e para frente onde os dois tinham caído.

Até que ambos os vilões sentem uma pressão esmagadora.

???: Eto, pegue a Touka. Hora de partir.

A menina corre e pega o corpo sem vida de Touka e sobe de novo nos ombros de seu pai. O monstro pega com as mãos o corpo de Kaneki. Ele se prepara para partir quando olha para trás e vê National Man e Michelle.


National Man toma cabo dos Kabanes finais que apareciam, enquanto Michelle corre até Ray. Callitri olha nos olhos de Michelle, marejados, e sua visão começa a ficar turva até que ele desmaia.



Ray acorda no dia seguinte, estava num quarto de hospital. Ele olha em volta e vê em outras camas Chris, com a mão direita engessada. Harry, Isao e Ash enfaixados. Jay, Akane e Daichi com curativos e ferimentos mais leves.

A TV estava ligada e tinha começado o jornal de Stan City.


Reporter: Finalmente temos uma nota oficial da Universidade de Heróis quanto ao incidente de ontem. O Clã Kagune assumiu a autoria dos ataques, o que coincide com a identidade da maioria dos vilões capturados. Noro, o Silêncioso e os irmãos Bin estão sob custódia da policial de Stan City. Tatara, o Tóxico, foi encontrado sem vida, morto pelo seu próprio veneno. Ao que parece, eles foram derrotados pelos próprios alunos da Universidade. Também fez parte do ataque e foi capturado o vilão conhecido como Loki, procurado em mais de 50 países. Ele se passava há algumas semanas pelo diretor Drayden, que continua desaparecido até o momento. Seu filho, Zero, está organizando um grupo de busca. Outra informação é que 4 vilões conseguiram fugir, entre eles Kaneki Ken, que tinha se infiltrado na escola se passando por aluno junto de sua amiga Touka Kirishima. Não se sabe ao certo qual a ligação desses dois com o clã que iniciou os ataques.

Ela olha no papel que segurava com as informações passadas pela universidade e volta a falar.

Reporter: A universidade foi destruída em vários pontos do campus, inclusive o dormitório masculino que foi colocado abaixo. Infelizmente, o ataque resultou em mortes. Dos 158 alunos matriculados, 61 foram assassinados pelos Kabanes que foram invocados para ajudar na invasão e pelos membros do clã Kagune. Querendo ou não, esse é um baque enorme na imagem da Universidade. Não só ela foi atacada por dentro, como tiveram seus alunos, pessoas da qual deviam proteger, assassinados.  Não sabemos se a Universidade conseguirá se manter por muito tempo após isso, levando em consideração que o índice de matrículas já não era muito grande antes do incidente. Talvez tenhamos novidades amanhã, quando o World of Heroes fará uma coletiva de imprensa.  Isso é tudo que temos de informação até o momento. Eu sou Sophia Friday, diretamente da Universidade de Heróis, para o Stan Tv.

Off: Aqui acaba o Ato. O próximo post de vocês não precisa começar no hospital, mas deve terminar lá. Irei abrir o tópico de epílogo e o "Anotações do Mestre" da qual irei dizer como cada um se saiu e passarei os Xps.

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Scorpion em Dom Out 22, 2017 5:26 am


Não havia mais o que ser feito... Ray tinha as suas costas na água e ela começava a se tornar turva, pelas pernas trespassadas pelo Kagune de Kaneki. Os dedos de Ray tentavam se mexer em espasmos parcos, mas eram muito fracos. Seu único olho bom estava fechado e se abria com muita dificuldade...

Ele tombou a cabeça para o lado, vendo de forma opaca o corpo de Kaneki no chão... fumaça saía de sua boca. Ray não tinha a menor noção se Kaneki estaria morto ou não...

Ray: Ka...neki...

A voz não saiu na entonação intimidadora como a que ele sempre teve, mas sim numa voz rouca e fraca, como de uma bateria que se apaga. Ele viu vultos pousando e pegando-o e a Touka também... vultos pousando como raios de esperança também vieram e ele já quase não tinha mais consciência. A perda de sangue e o dispêndio de energia faziam com que o cérebro não conseguisse processar de maneira ideal as informações.

Quando um vulto chegou perto dele e o olhou, ele num primeiro momento achou que fosse alguém a dar um golpe de misericórdia, mas não... eram traços femininos...

Ray: Sat...?

Mas não... estava delirando. Logo a visão focou e era a professora Michelle quem estava lá, usando um uniforme que ele nunca viu antes. Ele deixou escapar um filete de sangue pela boca com um pouco de tosse.

Ray: Professora... eu... falhei...

E apagou...

--------------------------------------------------------------------



Estava em casa. Havia descido para tomar café da manhã, atrasado como sempre. Sua irmã mais nova já estava à mesa e sua mãe falava com alguém no telefone. Porém, seu pai não estava em casa... o Sr. Callitri trabalhava cedo sempre.



Arrow Está bem, Jane... Unrrum... claro que ele não se importará!

Ray: Não me importarei com o quê?

Arrow Shhhhh! Estou no telefone! Unrrum... claro! Deixe ela aqui que o Ray a acompanhará, com o maior prazer do mundo! Não se preocupe!... Claro... Unrrum.... Ahahahaha! Como você é tola! Nos vemos depois. Um beijo, querida!

click!

Ray deu de ombros para sua irmã mais nova, Shizuka...



Arrow Mas que mania feia de interromper os outros, Rayland! Eu estava falando com a minha amiga Jane... A filha dela começa hoje no seu colégio e ela queria saber se você não poderia acompanhar ela e mostrar tudo.

Ray: Ah, mamãe... e você respondeu por mim? Eu não quero ser babá de uma novata idiota!

Ding Dong!

Arrow Ora, Ray! Você sabe como as pessoas são malvadas com as meninas novatas! Com o rapaz que me obriga a ir toda semana no colégio resolver problemas de brigas e valentia, eu duvido que alguém vai mexer com a filha da minha amiga! Agora vá atender a porta que eu estou terminando o lanche da Shizuka!

Shizuka: Ray vai namorar! Ray vai namorar!

Ray: Cala a boca, Shizuka!

Ele levantou-se e abriu a porta... e lá estava ela... a garota mais bonita que ele já viu...

Satsuke: Oi, você deve ser o Ray, né? Eu sou...

Ray: Satsuke?!

Satsuke: Ué... você sabe meu nome?

Então, uma sombra apareceu por trás dela... olhos vermelhos, cabelos brancos... era ninguém menos do que...

Ray: Kaneki!!!!

Kaneki: Olá, Ray...

Um jato de sangue voou no rosto de Ray. O Kagune de Kaneki havia atravessado o peito de Satsuke pelas costas...

Ray: NÃO!!!

------------------------------------------------------------------------

No quarto de hospital, Ray acorda de supetão, gritando como um louco desesperado.

Ray: SATTYYYY!!!!

Ele cai de costas de volta na cama, arfando como se estivesse há dias cansado... fora apenas um pesadelo. Kaneki agora assombraria seus sonhos para sempre? Havia ele criado um demônio?

Se alguém perguntasse algo para ele, ele apenas murmuraria, olhando para o teto.

Ray: Foi apenas um... pesadelo. Um pesadelo... só isso...




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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Renata C. em Dom Out 22, 2017 11:44 am


Após ser envenenado, queimado, aquele cara continuava de pé! Como era possível? Akane encarava o vilão, aguardando pelo ataque que viria a seguir. Não sabia quanto tempo aguentaria ou se teria forças para lançar um ataque mais poderoso, mas teria que fazer alguma coisa. Só não fazia ideia do que, mas sempre seria assim, né? Teria que improvisar.

Mas por algum motivo, quando estava prestes a saltar para desviar do ataque do kagune, o vilão parava.


O veneno dele finalmente fazia efeito. Ele esta morto, ainda de pé.

Poderia dizer que ela passou alguns segundos pensando no que significava isso. Que aquele homem era um fanático tão fervoroso por uma causa que parecia não se importar tanto assim em morrer, quando a hora dele chegou. Só havia tentado levar os dois juntos.

Mas não foi isso que ela pensou, na verdade Akane soltou um grande suspiro, respirando um tanto ofegante em seguida, enquanto apoiava as mãos sobre os joelhos.

Tinha sido por muito, muito pouco. Então era assim, enfrentar um vilão de verdade? Ela ainda tinha muito o que aprender.

E falando em ter muito o que aprender, logo Akane viu todo aquele fogo que parecia brotar do andar de baixo. Que quebrava a porra do chão! Era um poder incrível.

Não querendo fazer um grande momento fangirl, mas.. era tudo que ela sonhava em se tornar um dia. Não era somente ser um herói profissional, quem estava diante dela era um dos melhores entre os melhores.

Um membro do World of Heroes.

Regulus: Desculpem a demora.

A garota não falou nada, apenas deu um leve sorriso e concordou com a cabeça quando ele pediu que saltasse pelo buraco no chão que ele abriu com seu poder. Com seu poder FODA.

Finalmente estavam a salvo. Mas Akane não fazia ideia da dimensão do estrago, ainda.

---

Não achava que os ferimentos leves que sofrera realmente faziam necessários uma noite no hospital, mas achou melhor não contrariar as ordens dos professores. A verdade é que sentia-se mais motivada ainda a treinar duro para se preparar melhor no caso de adversidades como as que havia enfrentado. Mas, de qualquer forma, a primeira noite que Akane passou na Universidade de Heróis foi na enfermaria. Até porque o dormitório dela estava destruído.

Acordou com o celular que estava ao seu lado vibrando. Alcançou-o na mesinha de cabeceira, e logo viu que obviamente quem ligava era sua mãe. Claro que eles deviam ter sido informados, mas ainda assim ela deveria estar preocupadíssima.


Olhou para os lados, ali junto com ela haviam outras camas, a maioria com garotos que ela não conhecia. Será que as meninas que lutaram com ela estavam bem? Como elas haviam saído de lá, Akane imaginava que sim. Não atendeu a chamada, mas logo digitava uma mensagem.

Não posso atender, estou na enfermaria. Eu estou bem, ok? Depois nos falamos.

De certo modo, ficou aliviada em não ter que atender agora. Não queria falar no que aconteceu. Ao menos não agora, que tinha acabado de acordar.

A televisão estava ligada, então a atenção da garota voltou-se para ela.

Seu coração parecia que ia sair do peito. 61 alunos mortos?

"Não sabemos se a Universidade vai conseguir se manter depois disso.."

Como podiam gastar tempo especulando isso se provavelmente não tinham nem enterrado os mortos ainda?

E se haviam vilões como aqueles fanáticos que enfrentaram era justamente POR ISSO que a Universidade tinha que se manter! Como formariam heróis que pudessem derrotá-los?


Os sentimentos de Akane se dividiam entre tristeza e raiva, conforme a garota apertava com força o lençol da cama entre suas mãos.

Como podiam dizer isso? Todos ali haviam feito o possível para enfrentar os vilões, até que que haviam morrido.

Eu preciso.. me acalmar.

Sentou-se novamente, respirando fundo.

Akane: Ah, droga!

Com um movimento rápido das mãos, a garota apagava duas pequenas chamas que haviam surgido nos locais onde ela estava segurando o lençol antes.

Akane: Hã.. foi mal.

Ela falava enquanto ainda olhava o estrago no lençol de sua cama (só ficou levemente chamuscado), afinal todos ali sentiriam o cheiro do tecido queimado. E ouviram ela praguejando antes.

Foi quando um dos rapazes ali do quarto acordou sobressaltado de um pesadelo, ela se assustou um pouco mas não disse nada.

Planejava ir até a recepção saber das outras garotas.

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Pedro H. Oliveira em Dom Out 22, 2017 12:28 pm

Quando a luta contra Loki começou, Daichi já estava com uma quantidade bem limitada de energia e sabia que deveria preserva-la o máximo que podia, mas na hora H ele ignorou completamente esse pensamento e gastou até a ultima gota de poder para garantir a vitoria.

Ninguém vai morrer aqui. Não posso deixar que mais pessoas fiquem feridas, vou até o final agora

O ataque combinado entre ele e Isao havia sido um sucesso, mas acabou trazendo algumas consequências doloridas para ele, já que a explosão que o jogou contra a criatura acabou ferindo-o, além de que o próprio impacto contra a cabeça do bicho o deixou com mais hematomas. Quando caiu no chão, exausto, sentia sua armadura desfazendo de seu corpo e tudo se apagando...

A partir daí, foi um aglomerado de sons, imagens e sentidos que ele não entendia direito. Ouviu as vozes de professores e outras conhecidas, mas não conseguia reconhece-las; abriu os olhos por um instante e viu uma luz branca ao redor enquanto parecia ser levado por um corredor. Quando abriu os olhos de novo, estava numa cama de hospital junto à seus companheiros de turma e uma boa dor nas costas, braços, pernas... parecia que ele havia corrido uma maratona, uma maratona carregando um dinossauro nas costas, uma maratona com um dinossauro nas costas sob uma gravidade mais que a da Terra! Sim, tudo estava dolorido! Sem ferimentos externos, mas dolorido.

Com o passar do tempo, os demais iam acordando e ele pôde perceber que todos estavam vivos, machucados, mas vivos. Ele ficou parado na cama olhando pela janela pensando em tudo que havia acontecido. Pessoas haviam morrido, ele sabia disso e por isso sentia uma dor em seu peito: ele havia falhado e isso o deixava mal. Seu transe foi quebrado por um homem vestido completamente de preto que entrava no quarto.


Com a expressão seria, o homem atravessou todo o quarto até se aproximar de Daichi. Por um segundo, ele ficou parado ao lado da cama encarando o jovem.

- Kiritsugu...

A expressão do homem mudou em um instante. Aquela expressão seria e fechada tava lugar a uma muito mais relaxada e até mesmo chorona, além disso, a postura rígida deu lugar a uma muito mais descontraida e relaxada. O homem agora estava chorando de forma engraçada e praticamente se jogou contra o corpo do garoto enquanto o abraçava.

- DAI-CHAN!!!! EU FIQUEI EXTREMAMENTE PREOCUPADO COM VOCÊ!!! VIM CORRENDO ASSIM QUE SUA MÃE ME LIGOU SOBRE O QUE ACONTECEU!!!!! QUE BOM QUE VOCÊ ESTÁ VIVO!!!

Enquanto tentava fugir do "ataque" daquele homem, Daichi começa a gritar e a empurrar o homem.

- PAI!!!!! Controle-se, você tá me machucando!!!

O homem então se levanta arrumando sua roupa e dando um tossida sem graça. Ele olha para os demais que assistiam àquela cena e finalmente se apresenta.

- Olá! Meu nome é Yamamoto Kiritsugu e sou o pai do Dai-Chan! Vocês devem ser os amigos do meu querido filho. Fico feliz que todos estejam bem! - Ele faz uma reverencia aos demais.

- Eles não são meus amigos, lutamos juntos apenas porque meu pescoço estava em risco e eles se mostraram como excelentes ferramentas...

Kiritsugu pesa a mão contra a cabeça do filho levando-a para baixo e enquanto abria um enorme sorriso no rosto finalizava.

- Não fale assim com seus amigos Dai-chan! Não devemos tratar nossos amigos assim, eles vão começar a achar que você é um cuzão anti-social e bem mau humorado! Bem diferente daquele garoto bobo e piadista que não sabe ficar calado! HAHAHAHAHAHA

- E NÃO ME CHAME DE DAI-CHAN!!!

Daichi tentava gritar com seu pai, mas a gargalhada do homem era muito mais alta e constrangedora...

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Phelipe Peregrino em Dom Out 22, 2017 12:54 pm

Chris: National Man? - Chris se aproximou. Segurava o punho machucado, mas fora isso estava relativamente bem. - Posso falar com você um momento? Não só com você... Com o WoH...

A poeira começava a baixar do ataque, mas Chris tinha consciência de que muito trabalho ainda precisava ser feito. Feridos precisavam de ajuda, e era preciso procurar pelos desaparecidos. Ele sabia que haveria o circo da imprensa e tudo que isso representa, mas tinha algo importante pra dizer que não poderia esperar.

Chris: Eu sei quem está por trás disso...

Então Chris contou tudo que descobriu com a menina Eto. Contou sobre como conseguiu as informações, contou como ele e os colegas viram um raio parecido com o Raio da Esperança. Contou tudo, mesmo as coisas que eles poderiam já saber por outras fontes, como a visita do pai do Jay para alertá-los.

Chris: Tem mais uma coisa, National Man... - O tom de voz de Chris era sombrio. Ele falou com uma seriedade com a qual nunca tinha falado na vida. - A menina. Eto. A aura que ela emanava era... Esmagadora. Era um poder bruto que quase me sufocou. Puro caos e maldade. Eu nunca senti nada igual em toda minha vida. Nem mesmo quando estive perto de você! - Ele olhou bem nos olhos do National Man. - E ela disse estar sendo criada especificamente para te matar.
***

Na enfermaria, Chris se recostava na cama. A mão estava engessada, mas ele estava relativamente bem. Seus companheiros estavam mais desgastados, pelo consumo de energia no combate. Além de fisicamente machucados. Ele, por outro lado, conseguiu passar por toda a invasão sem disparar um único Bloody Pistol. Não sabia se isso era algo bom ou ruim, mas sabia que estava bem por conta disso.

Ouviu o barulho de um celular vibrando e viu uma menina que nunca tinha visto antes atendendo. Ele a observou por alguns instantes e viu o lençol da cama começar a entrar em combustão. Ela se agitou para apagar, o que foi uma visão relativamente cômica.

Chris: Tá tudo bem? - Ele pergunta escondendo o tom de quem achava graça. - Eu nunca te vi na escola antes... Meu nome é Chris. Quem é você?

Pouco depois Ray acorda sobressaltado.

Ray: SATTYYYY!!!! - Ele grita.

Chris: Calma aí, grandão! - Chris tenta tranquilizá-lo. - Tá tudo bem?

Ray: Foi apenas um... pesadelo. - Ele responde ainda em torpor. - Um pesadelo... só isso...

Chris: Isso. Tenta descansar, cara.

Ele olha ao redor. Todos os seus amigos (riu de si mesmo ao ver que já se referia ao grupo com essa palavra) estavam por ali. O que significa que estavam vivos. Nem todo mundo teve a mesma sorte. Até os colegas que lutaram ao seu lado. Gray, Kouga, Ushio, Kuroi e Kazuki... Todos estavam lá. Sorriu levemente ao identificar o ocupante da cama do canto. "Cuzão-san também conseguiu sair dessa!

E é justamente ele quem recebe a primeira visita. O pai do Daichi ("Cuzão-san!") se mostrou um homem carinhoso e bem humorado. "Exato oposto do filho cuzão!

Ele viu os dois discutindo e sentiu que, afinal, tudo ficaria bem.

Mas nesse momento ele sentiu um frio na espinha. Foi tomado pelo mesmo terror que sentiu quando colocou os olhos em Eto pela primeira vez. O medo primitivo que faz a presa fugir do predador. Ele encarou a porta e sentiu o suor frio brotando pelas costas. A porta da enfermaria tremeu levemente, e mesmo com os gritos de Cuzão-san e seu pai, tudo ficou em silêncio por um segundo. E a porta se abriu.


Janice Stone: Chris! - Sua mãe gritou ao abrir a porta.

Chris: Oi, mãe! - Chris se encolheu na cama.

Janice Stone: Olha só essa sua mão! - Ela veio caminhando com passos firmes. - Ainda bem que você não morreu. - Ela sentou na cama, e abraçou Chris tão forte que quase machucou, depois a expressão carinhosa deu lugar para o mais puro ódio. - Porque se tivesse morrido eu teria achado um jeito de te trazer de volta e matava você eu mesma. E você sabe que eu faço isso!

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Ricardo Sato em Dom Out 22, 2017 6:10 pm

Assim que a luta acaba tudo que posso fazer é recostar-me contra a parede,dar um "joinha"para Akane e observar o corpo de Tatara,levemente e de forma inaudível algo escapa de minha boca sem que eu sequer me lembre de ter pensado nisso...."boa morte".Nem sei como pude pensar algo assim daquela coisa,mas ai me lembro o quanto as vezes sou um idiota.Regulus aparece...acho demais,mas sequer tenho forças pra me manter de pé,apago e acordo em uma cama de hospital.

Todos ainda estavam dormindo,mas apenas me mantenho calado em minha cama no canto,os braços segurando os joelhos que estavam por dentro do lençol,os olhos observando a todos.Ray desperta sobressaltado de um sonho ruim,já tive minha cota deles pra saber que é bem pior do que ele deixa transparecer...mas também que não há interesse em conversar sobre o assunto.Akane desperta já agitada...não me lembro de vê-la de nenhuma outra forma que não fosse agitada,antes achei que era por causa do ataque mas agora percebo que isso deve ser o "normal" dela,não deixo de sorrir,essa guria tinha sido bem "badass" lá.O tal Daichi também estava no quarto,parecia ter lutado ao lado dos outros garotos,não o conhecia bem mas esperava que estivesse OK.Chris tentava conversar com os outros,enquanto alguns ainda dormiam,mas logo chegam alguns pais.

Me lembro que não devo esperar ninguém,me lembro que nem sei se algum dos garotos ainda quer falar comigo e finalmente me bate...a notícia que corria em baixo da tela da TV,da qual finalmente me dou conta...."61 MORTOS EM TRAGÉDIA NA UH."Tudo volta de uma vez,o medo,a dor,a tristeza,o cansaço....já tinha recuperado um pouco de poder,como disseram uma vez em um de meus desenhos favoritos"eu me ergo com o sol",assim poderia fazer tudo ir embora,era fácil,bastava ligar um "botão"na minha cabeça e fazer a dor ir embora....mas não faço,precisava sentir aquela dor,aquela tristeza e transformá-la em força,ser aquele que poderia evitar o sofrimento mas não fazia era uma coisa ou outra,ou a maior e mais masoquista burrice que já tinha feito,ou era ainda mais válido do aquele que enfrenta a dor só porque não tem outra escolha.Torcia pra ser a segunda,pois a cada instante o "botão" ficava mais tentador.

Pego meu celular,vou a minha caixa de mensagens de voz e escolho uma mensagem bem antiga e já ouvida,coloco nos ouvidos e me deito com o lençol cobrindo o rosto....ouço uma mensagem simples"Não esqueça o casaco que deixou no seu avô querido,hoje vai esfriar.",ouço a voz de minha mãe e choro em silêncio.

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Leo Rocha em Dom Out 22, 2017 9:55 pm

A energia corre pelo corpo de Isao com força total. Naquele momento, por um breve instante, ele se sente em plena comunhão com a energia primordial do universo. Mas isso dura pouco, assim que atinge seu golpe "Bomba H" em Loki, ele recebe a cobrança pelo uso de seu poder. Uma dor lancinante se apossa de cada célula de seu corpo, mas ele sabia que aquilo era necessário. Eles tinham que derrotar aquela criatura, mesmo que isso lhes custasse as vidas.
O choque foi tão grande que toda a roupa de Isao se desintegra por conta da energia. Ele então cai, sentindo o corpo extenuado. Havia alcançado seu limite e torcia pra isso ter sido o bastante para deter aquele vilão.
Ao perceber que Loki não se mexia, Isao bastante tonto procura Daichi e, ao ver que o jovem também estava vivo, diz:

Arrow Conseguimos... Desculpe se não fui mais rápido...

Ele não consegue terminar a frase. A respiração doída não permite. Ele olha para o outro lado e vê Harry. Isao quase sorri ao pensar que os três sobreviveram aquilo tudo... Mas tudo escurece....

*****

Shang Chi estava cercado. Eram 8 brutamontes e pareciam confiar em seu maior número para subjugá-lo. Ele apenas olhava de forma confiante para os homens, enquanto dizia:

Arrow Estou dando a vocês mais uma chance. Por mais que vocês mereçam, não quero ter que liberar força bruta contra vocês. Deixem essa área e nunca mais retornem.

O líder do grupo, um homem de cerca de 2,20m apenas gargalhou. Para ele aquele pequeno homem não teria como cumprir sua ameaça e derrotar a gangue que estava levando terror às lojas localizadas na região portuária. Aquele tampinha não iria atrapalhar seu negócio de "proteção". Na verdade, seria um exemplo pra quem quisesse se rebelar.

O primeiro dos homens avança e o combate se inicia com Shang Chi dominando a situação sem dificuldade. A cada investida, surgia um contra-ataque potente e preciso. A luta realmente não parecia que iria durar muito mais, porém, um dos bandidos pretendia encurtá-la não por sua habilidade, mas na covardia... Ele saca a arma e aproveita a distração de Shang Chi para fazer mira. Na hora do disparo, ele é surpreendido por uma pedra que acerta sua cabeça. Isso dá a Shang Chi o tempo necessário para desarmar e desacordar ao mesmo tempo o homem. Ao olhar para o lugar de onde a pedra veio, ele avista um garoto de cerca de 6 anos de idade. O aspecto descuidado do garoto, somado a sua coragem em intervir no conflito chama atenção do homem que se aproxima e lhe diz:

Arrow Meu nome é Shang Chi. Quero agradecer por me ajudar. Qual o seu nome?

O garoto hesita um pouco, mas responde:

Arrow Meu nome é Isao Watanabe. Meus pais morreram e quem toma conta de mim é o Sr. Akura.

Arrow E onde está esse senhor? Ele está aguardando no balcão. Eu preciso ajudar a levar coisas pra ele.

Arrow Como assim?

Arrow Como esse relógio bonito do senhor.

Isao mostra o relógio de bolso de Shang Chi. O mesmo relógio que no futuro ele descobriria servir para o cálculo do tempo gasto em combate. Shang olha para as mãos do garoto e instintivamente coloca as mãos em seu bolso procurando o relógio. Ele estava surpreso daquela criança ser hábil o suficiente para roubá-lo. Havia um potencial ali que estava se perdendo enquanto o garoto servia a um ladrão...

Arrow Esse homem lhe trata bem?

Arrow Quando eu levo bastante coisa, sim. Ele deixa até eu comer carne. Mas quando eu não consigo muito, aí ele diz que me ensina a não me contentar com pouco.

Arrow Você gostaria de aprender a lutar como eu? E de deixar de viver com esse Sr. Akura?

O garoto olha surpreso para o homem à sua frente. Outros já tentaram se aproveitar de crianças como ele, mas aquele homem tinha uma aura de pureza e honestidade. Isao então, dá de ombros e diz:

Arrow Se o Sr. Akura deixasse...

Arrow Fique tranquilo. Ele vai deixar depois que eu falar com ele...

***

Ele acorda antes dos outros e se levanta, saindo do quarto com cuidado para não acordar os outros. Ao chegar ao corredor, encontra uma enfermeira que lhe pergunta sobre onde ele iria. Quando estava prestes a responder, escuta uma voz conhecida dizer:

Arrow Conversar com a família dele.



Shang Chi tinha decidido ir até o hospital e isso o enchia de alegria, pois, como o mestre acabara de dizer, ele era a sua família.
A enfermeira, satisfeita com a resposta, se retira e segue com seus afazeres, deixando que os dois conversem à vontade.

Arrow Você está bem?

Arrow O outro cara ficou pior...

Arrow Vejo que a convivência naquele lugar está aguçando seu senso de humor...

Arrow String falou que estou me tornando mais rápido.

Arrow Isso é bom. O objetivo é esse, não é?

Arrow Ela me disse que o senhor foi convidado mais de uma vez para fazer parte da equipe de heróis e da escola. Pensei que tinha sido uma só...

Arrow Não faz diferença. Uma ou vinte. O importante é que essa vida não é pra mim.

Arrow Desculpe insistir no assunto, mestre.

Arrow Você lutou bem. Eu estou orgulhoso de você. Se quiser voltar ao dojo, sempre terá seu lugar lá. Mas se for seguir com essa coisa de herói, é bom se manter alerta e continuar treinando forte.

Ele saca o relógio de bolso e o olha, enxergando mais do que as horas daquele momento. Isao se pergunta se ele tem a mesma lembrança naquele rápido momento. Shang Chi então levanta os olhos novamente e diz ao jovem:

Arrow Seja um herói pra você antes de tentar ser para qualquer um.

Assim como chegou, ele se vai. Isao sabia que essa era a forma de Shang Chi demonstrar que se importava com ele.
O jovem então retorna a seu quarto, percebendo que todos já estavam acordados e com diversas visitas. Ele cumprimenta os presentes e senta em sua cama olhando a televisão.
Havia muito a ser curado e não só fisicamente.

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Re: Ato 2 - Ano letivo começa...

Mensagem  Nasinbene em Dom Out 22, 2017 10:31 pm

Apesar de bastante judiados pela luta na noite da invasão, os jovens heróis tinham sobrevivido novamente. Ali, no quarto de hospital onde estavam o ataque que a universidade tinha sofrido parecia um sonho distante, uma lembrança ruim que tinha marcado a vida daqueles garotos. Estavam todos ali, Isao, Daichi, Chris, Ash, Jay, e a garota nova... alias, pensava Harry, quem diabos era ela? E Ray...
Ray parecia o mais maltratado de todos. Muito provavelmente, Kaneki havia sido demais para ele. Ray era um dos mais fortes ali e sua personalidade reforçava isso. Era fácil esquecer que ele também poderia se machucar, e se machucar feio. Era uma dura lembrança para todos ali...
Mal Harry tinha esse pensamento e Ray acorda, sobressaltado. A julgar pelo que estava falando, seu passado mais distante também voltava para atormentá-lo agora. Imediatamente, Chris trata de tranquiliza-lo... Tentando quebrar o clima pesado que tinha ficado ali, Harry se aproxima e faz uma brincadeira com o colega de quarto:

- Cara, ce não vai acordar assim toda noite agora né? Droga, lá se vão minhas noites de sono... - Quase que imediatamente, já mais sério Harry complemente - - Se quiser trocar uma idéia, cara, estou a disposição...

Logo em seguida os jovens heróis são surpreendidos pela chegada do pai de Daichi e seu discurso cômico. Harry nota a expressão de quase felicidade no rosto Chris ao ver que o pai envergonhava o cuzão de plantão da turma. Aliás, o próprio pai chega a qualificá-lo assim. No entanto, o riso de Chris desvanece quase que por completo num instante. A presença da mãe simplesmente apavora o garoto e Harry tem certeza de que Chris iria preferir enfrentar ou ataque à enfrentar sua mãe. Harry então nota a famosa garrafinha de Chris estava longe dele naquele momento e que levaria uma bronca ainda maior da mãe. Disfarçadamente, Harry dá um jeito de por a garrafa novamente ao alcance do amigo, pra tentar minimizar qualquer bronca referente a esse assunto.
Harry então se aproxima de Isao e Ash... Tinha se afeiçoado verdadeiramente a eles, toda aquela situação os havia aproximado. Quando ia falar com ele, uma voz familiar o chama na porta do quarto:

- Eu sempre soube que você era um franguinho, Mcfly!

Aquilo enchia Harry de raiva... Harry não sabia o que ele estava fazendo ali, mas era hora daquele bocudo miserável aprender uma lição:

- Ninguém... Ninguém me chama de franguinho, seu...

- Harrison! Isso são modos de tratar uma visita?

Mais uma vez, o sorriso estampado na cara de seu primo Bill teria que esperar. Desde de garoto, Willian Fergunson (primo por parte de mãe de Harry) chamava Harry de franguinho... e mais uma vez, era impedido de acertar sua cara por seu pai. O velho Mcfly nunca havia deixado Harry acertar as coisas com o primo e dessa vez não seria diferente. Resignado, Harry baixa o punho e abraça o pai:

- Oi pai...

- Vimos você na tv, garoto... você e seus amigos ali... foram muito valentes, eu eu sabia que tinha tudo pra ser um herói, eu sempre soube! Mas só tome cuidado e não fique muito confiante... já consegue abrir um pouco os olhos pra usar o poder?

- Não, pai...

- Ah não se preocupe... Logo você consegue, além do mais é por isso que está aqui... agora preciisa focar em...

Harry não ouviu mais uma palavra do que o pai disse. O pai tinha o péssimo hábito de falar demais e por mais que Harry o amasse, tinha outra coisa em mente agora...
Quando o pai tocou no assunto do poder, Harry se lembra do que havia acontecido durante a batalha. Praticamente, tinha conseguido "ver" o contorno de Noro, quase que sentindo onde o vilão estava. Conversaria com Blind Portal sobre isso quando voltassem as aulas... E isso parecia que demoraria um longo tempo ainda...
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Nasinbene

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