Prelúdio: Lendas Urbanas

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Mensagem  Pedro Malasartes em Ter Jul 11, 2017 10:37 pm


Desde que decidiu se tornar um vigilante para proteger os inocentes de um modo que ele não poderia como policial, Edward Brock vem enfrentando uma série de adversidades. Além da dificuldade para controlar seu traje com o qual tem uma ligação simbiótica, a segunda identidade de Brock é malquista pela população e pelos seus próprios colegas no Departamento de Polícia de Nova York. Relatos sobre um monstro negro e vermelho, que parece metade piche e metade lava, se tornam cada vez mais frequentes. Para a população era de fato um monstro, mas para a polícia se tratava apenas de um vigilante mascarado.
Brock se tornou uma lenda urbana, fazendo companhia aos crocodilos dos esgotos e tantos outros contos bizarros contados na cidade que nunca dorme. Ele que almejava tanto ser um herói, agora era visto como uma aberração qualquer. A situação piorou depois que "Venom", como foi apelidado pela imprensa, passou a ser acusado por uma série de assassinatos cometidos em Manhattan. Aqueles crimes intrigaram Brock. Mais do que isso, incutiram a dúvida em sua mente. Estaria o traje controlando sua vontade para cometer aqueles assassinatos de modo que ele não se lembre do que fez? Ou haveria algum novo monstro assombrando Manhattan? Para averiguar os fatos, Brock redobrou suas rondas noturnas pelas ruas da ilha. Se durante o dia, o policial Edward Brock combatia o crime, à noite ele caçava o monstro assassino.
Como policial, ele teve acesso aos relatórios do legista que indicavam que o método do assassino era pouco linear. As vítimas eram sempre encontradas com pouco sangue, mas em alguns casos não havia lesão alguma, enquanto que em outros casos as vítimas chegavam a ser retalhadas. As primeiras noites de tocaia de Brock foram infrutíferas e decepcionantes, mas numa certa noite ele escutou gritos vindos do Central Park. Talvez fosse o assassino em ação ou outro crime qualquer. De qualquer modo, inocentes estavam em perigo.

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Re: Prelúdio: Lendas Urbanas

Mensagem  Scorpion em Qua Jul 12, 2017 1:56 pm



Desde que me tornei o Agente Venom... ou só Venom, como os tablóides têm me chamado, a minha sede de justiça tem aumentado. É como se o simbionte me fizesse ver, sentir,... fazer coisas que eu não estava acostumado, ou então pior: potencializá-las. Antigamente eu via um bandido e gritava no máximo "pare ou eu atiro", agora... já senti vontade de devorar sua cabeça, só pra lhe ensinar uma lição. O pior é que cada vez fica mais difícil controlar o que eu sinto... só espero que alguém possa me ajudar com isso. Só de pensar em tirar o simbionte e voltar a ser um policial fracassado, eu já sinto o simbionte agulhando meu cérebro, como um vodoo do amor de uma adolescente frustrada.

E agora tem este assassino... que eu sequer se sou eu ou não. Eu tendo a acreditar que não... poucas foram as vezes que perdi o controle a ponto de não me lembrar o que fiz na noite passada. Então eu resolvi seguir os rastros desse cara, mas ele possui padrões muito confusos. Algumas vezes o corpo está intacto e em outras, destruído ao meio. Me pergunto se sequer são o mesmo assassino, visto que os modus operandi são tão distintos. De qualquer forma, quem quer que seja o maldito está acabando com a minha fama que nem começou a ser construída.

É quando escuto um grito no Central park. Parecia que alguém ali estava em perigo... devia ser provavelmente um assalto a mão armada. Qualquer bom novaiorquino ou que viu "Esqueceram de Mim 2" sabe que o Central Park é um lugar terrível para se estar de noite. Pouco policiamento, pouca luz, muitas más intenções. Bem... essa é a minha deixa pra ajudar o desavisado.

Vou saltando por entre os prédios, quicando e quando chego mais próximo do chão, estico a simbionte, fazendo ela se agarrar num poste de luz ao lado da entrada do parque, fazendo um pêndulo e me jogando vários metros adentro do parque. Caio de pé em cima de uma árvore e vou saltando entre elas, até a origem do barulho, mas não me mostro ainda. O elemento surpresa é essencial. Retiro da minha perna, guardado pela simbionte uma submetralhadora MP5 e a engatilho. Estou pronto para a festa, senhor assaltante que está no lugar errado, na hora errada. Vamos ver qual vai ser, seu punk...

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Re: Prelúdio: Lendas Urbanas

Mensagem  Pedro Malasartes em Sex Jul 21, 2017 2:00 am

Ao chegar no local de onde os gritos foram emitidos, Brock percebeu que já era tarde demais. Vidas já tinha sido ceifadas e não havia nenhum sinal do responsável. Entretanto, Brock constatou que sua hipótese anterior estava correto.
Havia evidências para sustentar que se tratava de mais de um assassino. As vítimas daquela noite estavam provavelmente praticando cooper quando foram abordadas. Uma delas foi abordada com violência excessiva, enquanto que a outra foi derrubada com um único golpe aparente. Ambas estavam secas e quase sem sangue circulando pelo corpo. Enquanto Brock examinava o local, porém, sua guarda ficou desprotegida, permitindo a aproximação de alguém que também, como ele, caçava monstros noturnos.
A figura teve o cuidado de não anunciar sua presença. Com uma arma carregada com balas incendiárias, a pessoa em questão disparou contra Brock. Não fosse pela agilidade sobre-humana concedida pelo traje, Brock e seu companheiro teriam sido queimados. Mas com a esquiva, o tiro atingiu uma árvore próxima a ele. Ao ver a árvore pegar fogo, Brock sentiu um medo estranhamente natural. Era como se por meio da simbiose, ele experimentasse o temor de seu traje consciente.
Brock já havia percebido em ocasiões anteriores que o traje era sensível ao som, mas a vulnerabilidade ao fogo era uma novidade. O traje não o protegeria das chamas, o que era um alerta relevante para o futuro.
Então Brock finalmente voltou sua atenção para o responsável pelo disparo. Qual foi sua surpresa ao notar uma mulher de cabelos ruivos armada para o combate.

A mulher não parecia intimidada com o aspecto monstruoso de Venom, como se já estivesse habituada em encontrar seres com aspecto semelhante. E ela estava empenhada em eliminar Venom.

- Em minha vasta experiência caçando monstros, notei que a maioria deles não morre de amores pelo fogo. E vejo que você também não. Saiba que não errarei o próximo tiro, monstro.

Brock sabia que ele não poderia dar oportunidade para que a pretensa caçadora de monstros disparasse mais uma vez. Talvez ele tenha sido confundido com os responsáveis pelos assassinatos mais uma vez ou quem sabe a caçadora não se importe com a verdade.

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Re: Prelúdio: Lendas Urbanas

Mensagem  Scorpion em Qui Jul 27, 2017 6:08 pm

Venom saltou para cima de uma árvore, escapando por pouco do disparo incendiário. Entretanto, as chamas alertavam a simbionte, fazendo-a gritar dentro da cabeça de Eddie.

"Perigo!!!" "Afastar-se!!!" "Chamas Mortais!!!"

Eram várias vozes na cabeça de Eddie, mas todas diziam a mesma coisa... o simbionte já havia experimentado fogo antes e com certeza não gostou. De cima da árvore, ele saca de suas pernas, ejetando da simbionte as duas submetralhadoras MP5 e aponta para a mulher. Ambos estavam ali... se encarando... pensando quem daria o primeiro disparo.

A voz gutural do simbionte se mistura com a de Brock para falar.

Venom: Olha aqui, moça! Eu não sei do que você tá falando, mas não vai querer brigar comigo numa noite dessas...

Uma coisa era óbvia... aquela mulher não era a responsável pelas mortes. Ela deve ter ouvido os gritos assim como Venom e foi ao encalço do criminoso. Ele não podia julgá-la... qualquer um que visse a simbionte também o tomaria como um monstro, ainda mais em uma cena de crime. Ele então levantou as duas armas, mostrando que "se rendia". A simbionte se desfez na cabeça dele, mantendo-se apenas nos olhos e na testa com o cabelo, revelando nariz e boca humanos. A voz não era mais da simbionte.

Venom: Escuta, moça... eu sei que posso parecer um monstro, mas garanto que sou um cara normal, apenas tentando fazer a coisa certa. Eu não matei estas pessoas... na verdade, estou atrás de quem está matando e meu palpite é de que você também está atrás deles...

Ele salta da árvore... não estava agressivo, mas estava atento. Se o dedo dela tremesse, ele saltaria para o lado e começaria uma luta. Esperava que não fosse necessário.

Venom: Que tal então se você guardar a sua arma e nós pensarmos numa maneira de trabalharmos juntos? Eu quero pegar esses caras tanto ou mais do que você.

E então...?

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