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Mensagem  Guima em Seg Jun 05, 2017 4:36 pm

Esse jogo se passará no universo de Spawn. Não é necessario conhecer toda a mitologia do personagem mas alguma coisa basica vem a calhar.

Preciso de 3 a 4 jogadores para a proposta desta aventura. E tenho duas em mentes.

- Os personagens serem Hellspawns de épocas diferentes, algo como o Medieval Spawn, Gunslinger Spawn, Samurai Spawn ou o Spawn moderno, não sendo necesseriamente All Simons.

- Ou então os jogadores serem um Hellspawn, um Redentor ( Anti Spawn), Um anjo caçador de Spawn ( como a Ângela).

Quando tivermos interessados e decidido o que os jogadores quiserem, iniciaremos as inscrições.

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Re: Post Mortem - Inscrições.

Mensagem  Nasinbene em Ter Jun 06, 2017 2:37 pm

Eu jogo com o Spawn Samurai. Vou criar o histórico dele e posto aqui...
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Re: Post Mortem - Inscrições.

Mensagem  Leo Rocha em Ter Jun 06, 2017 4:43 pm

Django Spawn.

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Re: Post Mortem - Inscrições.

Mensagem  Scorpion em Ter Jun 06, 2017 8:44 pm

Eu jogarei c um Spawn da Era Vitoriana. Pode ser?

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Re: Post Mortem - Inscrições.

Mensagem  Guima em Ter Jun 06, 2017 9:25 pm

Todas as propostas estão permitidas

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Re: Post Mortem - Inscrições.

Mensagem  Guima em Qua Jun 07, 2017 2:20 pm

Nome: ( nome do personagem)
Data da morte: ( ano em que o personagem morreu, tem que haver pelo menos um século de diferença entre um personagem para outro)
Grilhão: ( é aquilo que te prende a terra. Um amor, uma ideia, uma devoção. É algo que malebolgia usou para te convencer a fazer o pacto)
Breve histórico:
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Re: Post Mortem - Inscrições.

Mensagem  Ricardo Sato em Sex Jun 09, 2017 1:08 am

pensando em jogar com uma época que ninguém esperaria....

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Re: Post Mortem - Inscrições.

Mensagem  Nasinbene em Ter Jun 13, 2017 3:50 pm

Nome:Kenuichio Yoshida
Data da Morte:1863
Grilhão:Devoção ao Imperador
Histórico:
Fazia muito frio naquela noite. Com o prenuncio do inverno iminente, Kyoto se mostrava ainda mais sombria que o costuava ser naqueles dias trites. A luta contra o Shogun progredia a cada dia, a custa de muito sangue e muito sacrifício. Kenuichio e seus companheiros tinham acabado de se reunir com algumas lideranças locais e elaborados planos contundentes para finalmente por fim à tirania dos Tokugawa. Era um plano ousado e eles sabiam que perderiam a vida no processo... mas, naquele momento não importavam. Devolveriam ao Sagrado Imperador o seu poder de direito. E aí as coisas iriam se acertar. Era nisso que Kenuichio acreditava. Sabia que, tão iminente quanto o inverno que se aproximava, a Restauração estava próxima. Tinha jurado a sua noiva que jamais esmoreceria, jamais se entregaria... faria com que ela se orgulhasse dele, já que sua família, fiel ao Shogun, não se orgulharia. Olhava para o punho da espada com um misto de alegria e vergonha: Com aquela mesma espada seu ancestral tinha ajudado a ascensão de Tokugawa... quando a roubou de seu pai na noite em que fugiu, Kenuichio pensou que seria poético que essa espada agora ajudasse a depor o tirano. No entanto, o fato de não contar com o apoio de seu pai o incomodava...
Kenuichio é arrancado de suas reflexões quando algum tipo de líquido quente e viscoso toca seu rosto. O cheiro ferroso imediatamente denuncia do que se tratava: era sangue...
Num gesto muito rápido, Kenuichio saca sua espada secular e olha para seus companheiros que vinham atrás dele: todos mortos, dilacerados... pedaços de seus corpos espalhados pelo chão. Em pé, em meio à carnificina o responsável pelos ataques: um homem, magro de aparência jovem empunhava uma espada ensanguentada. No entanto, o que mais chamava a atenção não era seu físico, ou mesmo sua espada... era a sombra da loucura em seus olhos que se sobressaia. Naquele momento, fica claro pra Kenuichio o que havia ocorrido: algum dos líderes locais os havia traído e enviado um Hitokiri para dar fim ao plano. Engasgado de ódio, Kenuichio tenta saber quem fora o responsável pela traição:

- Quem enviou você? Quem nos traiu?

- Não faz sentido...

- O que, maldito? O que não faz sentido?

- Não faz sentido dar satisfação aos mortos...

Mal termina de pronunciar essas palavras e o assassino se lança num ataque brutal contra Kenuichio. O samurai tinha certeza de que a força de sua espada secular não seria derrotada por um mero assassino... até vê-la partida, estraçalhada pelo golpe do inimigo.
Atônito e sem poder se defender, Kenuichio sente cada um dos 49 golpes do assassino o retalhando, tornando-o uma massa de carne e sangue indistinguível. Um arremedo de ser humano. Ainda vê, na periferia de seus sentidos o Hitokiri apanhar o cabo da espada de seus ancestrais, examinar e dizer com um sorriso de escárnio:

- Lixo de lâmina velha...vou enfiar ela na sua boca pra que sinta o gosto da sua lâmina inútil no inferno...

Kenuichio desperta num local estranho, sombrio como a velha floresta que ficava atrás da casa da família nas montanhas. Sabia que estava morto... a espada ainda estava em sua boca e ainda caiam pedaços de carne de seu corpo retalhado...  Uma estranha luz chama sua atenção... Kenuichio resolve seguir na direção da luz e quando ve o que a emitia percebe que está perdido para a eternidade: estava no inferno, não havia dúvida. Um Oni o esperava ali, sentado à sua frente



Caindo de joelhos, Kenuichio se desespera. O Oni então se levanta, passa a andar ao seu lado e diz:

- Sabe por que está aqui, não sabe? Desonrou seus ancestrais, se rebelou contra as leis de seu país... e não restituiu o poder do imperador... Posso ajudar a recuperar sua honra... posso ajudar seu imperador...

- Por favor, me ajude poderoso Oni... meu amor pelo Imperador é tudo...

- Muito bem... mas sua alma é minha...

Um turbilhão de chamas envolve Kenuichio enquanto ele ouve uma risada maligna ecoar pelo tempo e pelo espaço... No momento seguinte, ele se vê envolto numa armadura vermelha que parecia ter vida própria. Sua espada, agora tinha uma lâmina negra de um metal que ele não conhecia mas parecia ser extremamente resistente... No entanto, ainda sentia dentro da armadura que os cortes ainda estavam lá. Sentia que, se a tirasse desmontaria em pedaços. Mas, o mais importante era onde estava: em frente ao palácio do Shogun, no momento em que deveriam realizar o plano que havia elabora com seus companheiros.
Kenuichio invade o palácio sem grandes dificuldades, sabia que já estava morto e que nada poderia mudar isso. Mataria o Shogun e levaria o Imperador ao poder... Ao entrar na câmara do Shogun, é exatamente o que ele faz... mata Tokugawa, ao custo de sua alma...
Ao sair, vê o sol nascer ao longe... Sabia que o Oni viria cobrar sua dívida mas isso não importava... o Shogunato tinha caído... que valor tinha sua alma diante disso?

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Re: Post Mortem - Inscrições.

Mensagem  Leo Rocha em Sab Jun 17, 2017 7:16 am

Nome:William "Wild Gun" Gunther
Data da Morte:1888
Grilhão: Obsessão com justiça
Histórico:

Ser o xerife no oeste selvagem não era uma coisa fácil, mas William Gunther não podia se queixar. A vida havia sido boa para ele e ele devolvia aos moradores do pequeno vilarejo de El Pueblo sua gratidão em forma de justiça. Na verdade, a justiça que cabia aquela pequena porção de terra esquecida consistia em colocar alguns bêbados para dormir no xadrez após algumas brigas no Saloon da Flora, separar alguns desentendimentos de vizinhos e abater, esporadicamente, alguns índios e malfeitores de pequeno porte que tentassem levar pânico a El Pueblo.
E William era bom no que fazia. Conseguia lidar com as coisas pequenas com a mesma precisão que empregava ao atirar em algum delinquente. E assim tocava sua vida...
Para completar, William possuía uma noiva chamada Sara, a quem jurava amor eterno sobre toda e qualquer coisa.

Tudo corria bem... Até a chegada da Quadrilha da família Daltro.

Doze homens, de uma mesma família, devotados a roubar, matar e pilhar. O mal encarnado em uma única cepa. Eles começaram pelo Saloon da Flora, destruindo e matando todos que avistaram. William era o xerife cabia a ele, mesmo sob os protestos de Sara, lidar com aqueles canalhas. E desta forma ele e seus 3 assistentes se colocaram no caminho da família Daltro, sendo facilmente rechaçados. William foi o último a morrer, depois de derrubar dois dos inimigos. Ele sangrava com um tiro no estômago quando o líder da família, Jebediah Daltro se aproximou e escarrou em seu rosto. Em seguida ele disse:

Arrow Você até que deu um pouco de trabalho... Mas já sabia que não tinha a menor chance, né? Agora a gente vai te matar e fornicar com todas as mulheres deste buraco antes de tacar fogo em tudo. Provavelmente a sua senhora vai tá no meio... Já imaginou ela com um pequeno Daltro no bucho?

William gritou e foi silenciado por um estampido seco com cheiro de pólvora.

Ele então se viu em pé e percebeu que não estava no céu prometido pelo reverendo Wilson. A criatura à frente dele parecia ser algo poderoso ter pouca inclinação à caridade.

Arrow Wild Gun... Que apelido curioso...

Arrow Eu.. Sou um bom atirador...

Arrow Não tão bom.. Senão não estaria aqui..

William abaixa a cabeça envergonhado.

Arrow Mas será se aceitar a minha barganha. E salvará seu povo.. e sua querida Sara... E terá sua vingança.

Arrow E o que você quer de mim?

Arrow Sua alma. Apenas isso em troca de te dar os poderes para realmente ser o melhor pistoleiro que já se viu. Agora, você precisa decidir rápido... Pois, os Daltro já descobriram quem era a noiva do xerife e estão se preparando para uma diversão daquelas com ela...

Arrow Sara! Eu.. aceito.

As chamas consomem o corpo do xerife, o tornando mais forte, mais irado, mais mortal. Ao término do doloroso processo, ele olha para a criatura e diz:

Arrow Me mande de volta!

Aquela foi a última noite da vida da Família Daltro. Na manhã seguinte, seus corpos foram encontrados esquartejados, crivados de tantas balas que o Dr. Hollis desistiu de contar. E Jebediah, bom... esse foi encontrado sodomizado e retalhado...

As lendas dizem que isso ocorreu desse mesmo jeitinho no povoado que existia aqui onde a gente mora... E que o xerife cria do inferno ainda está por aí levando justiça a quem resolver fazer o mal nessas terras... Então, sejam bons meninos senão o Wild Gun vai pegar vocês...


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Re: Post Mortem - Inscrições.

Mensagem  Ricardo Sato em Dom Jun 18, 2017 1:03 am

Gabriel Allende Montalban

Data da morte: 1677

Grilhão: Amor/Auto-condenação

Breve histórico:

Gabriel Montalban,nasceu em Barcelona em 1643,sua família estava dividida na época,seus tios estavam nas colônias e seu pai controlava o comércio ultramarino da família a partir de sua cidade natal,mas o jovem estava menos interessado nos afazeres comerciais e mais em demonstrações de coragem e habilidade.Em poucos anos na sua juventude ele já era considerado um dos maiores toureiros e espadachins de sua época,sua perícia lhe rendeu apelidos como "matador montalban" e para os poucos que sabiam que na verdade o rapaz era canhoto e lutava com a "mão ruim" pelo preconceito geral contra os canhotos ele aos sussurros era chamado de "o sinistro",mas sua vida mudou um pouco por volta de seus 20 anos,quando ele entrou para a vida militar,anos depois tendo a vida salva por um jovem sacerdote no campo de batalha o rapaz já de família religiosa se aproximaria ainda mais da igreja.
Tal caminho o levaria a mudar sua vida,eventualmente tornando-se um dos guarda-costas do poderoso cardeal Guilhermo de Santera,e através dele Gabriel começou a ver a real face daquilo que se chamava de inquisição,o rapaz não admitia e mantinha-se firme mas seu coração não podia negar as dúvidas que aquilo trazia,aos poucos a luta entre sua devoção e seu coração foram tirando o sorriso que antes era fácil do rosto dele.
Mas isso também iria mudar por um tempo,era irônico mas tragédia lhe devolveria a felicidade,quando recém viúvo de um casamento sem filhos ou amor,um navio vindo das colônias naufragou próximo a costa,dentro dele toda uma família morreu com exceção de duas pessoas,Sofia e Ava eram irmãs,primas de um primo em segundo grau do agora capitão Gabriel Montalban e agora sozinhas e tendo perdido tudo foram acolhidas por ele.

Sofia Mariella Navals

Ava Manuella Navals

Depois de um breve tempo de negação ficava claro que Gabriel e Sofia estavam completamente apaixonados,em poucos anos eles estavam juntos e Ava se tornara uma mulher,sua vida estava melhor,ainda tinha pesadelos com aquilo que via,no fundo ainda tinha dúvidas,mas só chegar em seu lar e encontrar sua mulher parecia livrar a sua alma de um enorme peso.Sofia e Ava eram unidas como poucos,talvez a única coisa que poderia ser motivo de discórdia fossem os olhares da jovem Ava para seu cunhado,mas a garota jamais tentaria algo,Sofia via naquilo uma paixonite derivada de Gabriel ser o único homem realmente próximo durante seu amadurecimento e o próprio Montalban não tinha olhos para ninguém além de sua Sofia e sequer percebia os olhares de Ava como mais do que amor entre irmãos,embora jamais tivesse tido uma irmã menor.

As coisas pareciam estar seguindo bem e logo uma notícia traria alegria ainda maior a aquele lar,Sofia e revelara grávida,loucamente feliz Gabriel seguiu em comemoração e enviou mensageiros a sua família ainda naquela noite,voltando feliz para casa...só para encontrar soldados e o cardeal Santera em frente a sua villa,ele estranhou mas aproximou-se gentilmente esperando dividir sua alegria com seu velho conhecido,embora não amigo.

Mas aquela não era uma visita social,Sofia e Ava haviam sido acusadas de bruxaria,Montalban quase riu da situação se não fosse o clima geral,era insanidade,com certeza uma calúnia espalhada por um de seus inimigos,ou por inveja,Gabriel sabia que algumas pessoas da guarda não eram confiáveis,não passavam de monstros se fingindo de fieis.Porém as mulheres já vinham sendo arrastadas pelas escadas,perdendo a razão ele avançou e derrubou os soldados a socos e voltou-se ao cardeal para resolver aquilo apenas para ver uma sinistra e estranha face onde deveria estar o estóico rosto do cardeal....Santera ordenou um ataque imediato.

Sem opção Montalban avançou para defender sua mulher e cunhada,ele era um furacão,os mosquetes não conseguiam mira,as armaduras não evitavam os golpes precisos,a espadas não chegavam perto de acertá-lo logo vários estavam no chão sem condições de lutar.Foi quando aconteceu,os disparos soaram ele havia conseguido empalar um dos atiradores o fazendo errar mas o outro também não o atingiu e foi com terror que ele percebeu que não era o alvo,os tiros foram contra as mulheres ,ele havia protegido Sofia ao matar o atirador mas o segundo disparo iria acertar Ava.....nesse momento o terror se tornou outra coisa,ainda pior da qual ele não conhecia o nome,um misto de traição,desespero e coração partido.
Sofia postou-se a frente da irmã,uma luz formou uma barreira que as protegeu do disparo,Ava esticou suas mãos e chamas correram pela escada e afastaram os soldados tentando subir.......era verdade,elas eram feiticeiras,na mente em dúvidas mas ainda amarrada a sua devoção a deus Gabriel considerou o amor delas uma mentira,uma ilusão.O espanto custou-lhe caro,um novo tiro de Mosquete atravessou seu peito,ele caiu de joelhos com o olhar fixo deixando claro que a revelação e não o ferimento é que o estava destruindo com dor....para ele era estranho que a feiticeira parecia estar gritando apesar dele não conseguir ouvir mais nada,ela até parecia triste olhando para ele com desespero e vergonha...mais uma "mentira".

Antes de tocar o chão porém o tempo pareceu parar,chamas diferentes surgiram sob seus pés e uma criatura de sombras surgiu a sua frente e lhe fez uma oferta que ele com certeza nunca aceitaria,se não fosse pela verdade que ele havia descoberto ao olhar a morte nos olhos,a verdade que sua voz revelou quando o tempo voltou a correr...quando as sombras pareceram querer consumi-lo mas na verdade se tornavam parte dele,ele abriu os braços e de suas novas manoplas lâminas saltaram e voltaram a sumir mais rápido do que qualquer um pudesse ver.



Doze corpos caíram retalhados ao seu redor no milésimo de segundo que se seguiu e a voz de Montalban cada vez mais grave e soturna foi ouvida no silêncio aterrorizado que se seguiu.

-Não deixarei que morram,teu amor pode ter sido uma mentira,um feitiço,mas o meu era verdadeiro,escolho a danação para que vivam...eu a aceitei antes,quando acreditei no teu feitiço.

As sombras tomaram o sangue daqueles que foram retalhados e o jogou sobre os ombros Montalban,um manto cobriu seu corpo a medida que sua face sumia sob uma máscara,as muitas partes protuberantes da capa se agitaram e saltaram como tentáculos famintos destroçando os outros soldados e batendo todas as saídas exceto aquela que seria usada pelas irmãs...Sofia parecia ainda mais aterrorizada,ainda mais triste,ela parecia saber exatamente o que estava a sua frente,por um instante ela tentou descer as escadas,mas então ela olhou para a irmã que agora se agarrava a seu corpo e ao olhar de volta para onde estava seu amado ela só viu o monstro queimando o cardeal com chamas infernais,ela chorou pegou a mão de Ava e correu,ela sequer viu a montaria de Gabriel ser consumida pelas chamas que tomaram a casa,tão pouco ela viu o pesadelo que ela havia se tornado erguer-se dos escombros e carregar seu senhor novamente em missão....uma missão infernal.

Ninguém havia saído vivo daquela casa,os rumores porém se espalharam,"o sinistro" e "matador montalban" foram nomes que voltaram a ser ouvidos,mas agora com uma nova entonação de medo e significado,ninguém pôde entrar na casa que havia se incendiado e ido ao chão. Montalban havia se tornado um fantasma na ruína onde "morrera",junto de todo um batalhão que lá foi enterrado,a guarda do cardeal que restara logo seguiu seus companheiros para o além em situações estranhas.Nos anos que se seguiram muitos campos de batalha seja ali ou muito longe veriam a silhueta de um cavaleiro cavalgando um monstro,usando um manto de sangue e trazendo apenas dor e morte rápida como um relâmpago em seu encalço.Um cavaleiro maldito,que havia perdido o direito ao céu quando aceitou felicidade na terra.



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Mensagem  Gláucio "Speedy" Gonzales em Ter Jun 20, 2017 12:05 am

Uriel, o profeta da morte.

Data da morte: 1480 em Constantinopla
Grilhão: A Fé em uma única religião.
Breve histórico:
Há quem acredita que Uriel, ao contrário da crença popular, não é um anjo.

Dizem alguns ocultistas que ele era nascido beduíno em meio ao desertos ao norte da África e oeste da Ásia Menor, o pequeno Khabour viveu com pequenas ambições além de ter algumas esposas que pudessem ajudar a cuidar de um rebanho de cabras. Tudo isso mudou quando seu povo chegou onde hoje seria a região da Síria, lá os primeiros dos califas haviam já estabelecido um governo baseado na fé de um único e verdadeiro Deus. Rapidamente o povo dele teve de se submeter ou morrer e os fatores se tornaram ainda mais estranhos quando os conflitos entre povos dessa mesma estranha divindade única começaram a lutar entre si para saber se xiitas ou sunitas deveriam ter seu representante como líder da região, Khabour achou essa disputa sempre muito tola, porque ambos seguiam a mesma religião e por razões meramente políticas  brigavam, mas ele não se dedicava a pensar muito nisso, apenas queria ser um bom guerreiro como seus irmãos para proteger seu povo e um dia poder ensinar isso aos seus próprios filhos.

Com o tempo em 1453 D.C. a organização de Maomé ll chamou a atenção de sua família, que via que muitos árabes há gerações tinham já se curvado ao Deus desse conquistador, ainda seguindo aos velhos deuses de seu pai ele se viu obrigado a ingressar nas tropas no cerco que conquistou a antiga capital bizantina para em seguida conhecer os cristãos e judeus que viviam ali. Para piorar ainda mais sua falta de compreensão no Deus do Profeta, os cristãos e judeus pareciam falar do mesmo Abraão que das escritoras do Conquistador Maomé ll.

Em outras palavras, o jovem guerreiro Khaubour passou a considerar todos aqueles seguidores do deus único um grupo de interesseiros e manteve sua velha religião. Ele conseguiu três belas esposas pouco após o cerco, que o amaram e junto com ele construíram um pequeno espaço para cuidar do rebanho com que ele sonhou. Porém, quase três décadas depois em uma noite silenciosa, um grupo acabou atacando sua casa e tomando seu gado e esposas. Ao que parecia, pouco antes de perecer acreditou que tal ação foi em retaliação pelo seu apoio ao Conquistador...

Porém Khaubour já tinha sido observado há muito tempo pelos operadores da Estação Angélico-Orbital, que viam no desejo do guerreiro em gerar a paz um potencial enorme. Justamente porque ele já tinha entrado em contato com as pessoas mais voltadas à religiões que enfrentariam o inferno, ele foi ensinado a reforçar seu desdém pelas fúteis batalhas intra-religiosas e apoiar todos esses grupos contra as forças mais obscuras que segundo os anjos realmente são perigosas e danosas à humanidade. Os funcionários da estação não contrariam a visão de que todos serviam à uma mesma entidade celestial e que Abraão era o pai de cristãos, islâmicos e judeus...

E que essa divindade o havia salvado da morte e disse que ele poderia escolher voluntariamente se aliar a eles.
Tal mentira de que ele tinha um livre arbítrio o tornou um Redentor bastante eficiente, crendo que é ele quem escolhe suas missões como um aliado dessa justa entidade que o salvou!

O único Deus, criador do Universo deve ser combatido, especialmente contra os mentirosos adoradores de falsos deuses que vieram lhe dizer mentiras de quem foi ele quem na verdade matou a sua família para ter um guerreiro tão eficaz! Blasfêmia! Ele então tem auxiliado ano após ano que todo tipo de governo ateísta caia, matando no meio do processo um Spawn ou outro, mesmo não sendo essa sua função... No Oriente Médio se sussurra seu nome como uma proteção diante da morte eminente e que ele foi um dos principais fundadores da religião Sikh, e o responsável pelas visões de Guru Nanak.

Assim como sua fúria protegeu os afegãos contra a URSS. Sim, onde nasceu o Talibã. Até hoje o papel dele é fazer com o que esta morto permaneça morto.

E eu? Como sei essas coisas? Eu só sou uma cigana meu senhor...É meu dever saber. Alguém que sabe que se não comprar um amuleto de proteção contra Uriel, a morte pode chegar mais cedo. Não vai deixar o pecado da avareza ser a razão disso acontecer, não é? Não, não é uma ameaça... Aos que pecam diante de Deus, a morte é uma promessa.

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Re: Post Mortem - Inscrições.

Mensagem  Scorpion em Ter Set 12, 2017 2:11 pm

Nome Verdadeiro: Con' No Hawn'Kne
Nome Angelical: Connor Hawken, The Hawk, The Native
Data da Morte: Inverno de 874d.C.

Histórico:
Con'No nasceu em uma das tribos na região onde seria hoje Nova York, no ano de 849d.C. Desde jovem, mostrou exímia habilidade com as atividades de um guerreiro Cherokee. Quando fez 17 anos, ele foi o mais bem sucedido dos testes para se tornar um homem na aldeia e logo escolheu sua esposa, uma amiga de infância de nome Sonna.
Porém, alguns anos depois, a vila foi invadida por forasteiros que montavam cavalos e tinham armas e armaduras de metal. A tribo foi dizimada e quando Con voltou para a aldeia, encontrou-a em cinzas, com suas mulheres sequestradas e os homens mortos. Ele se muniu de um arco e de sua machadinha e rastreou os homens, até encontrá-los em um vale.
Usando suas habilidades de caçador, ele montou armadilhas, atraiu os homens para matá-los um a um, envenenou-os e atingiu seus pescoços com flechas, mas eles eram muitos. Os Vikings começaram a ficar amedrontados com este inimigo invisível e o apelidaram de "O Gavião Fantasma", pois os ataques normalmente vinham de cima, como um gavião. Depois de fazer uma dúzia de vítimas, Con acabou sendo encontrado, capturado e torturado. Ele morreu pelas mãos cruéis de um homem que os liderava... e que não poderia ser humano, pois dentro de seus olhos, uma energia maligna e esverdeada brilhava.

Deixado para ser devorado pelos abutres, as Valquírias resgataram o jovem. Com o paraíso impressionado com a pureza de coração e a sua habilidade em enfrentar um Hellspawn, elas levaram sua alma para o paraíso, onde ele foi treinado e recebeu poderes para se vingar e destruir criaturas infernais como aquelas que haviam destruído sua aldeia e sua vida. Con' No Hawn'Kne deixava de existir, dando lugar agora a Connor Hawken, o Gavião.


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