CENA 0 - INTRO

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Mensagem  Scorpion em Qui Jan 21, 2016 3:33 pm

Os heróis estavam ali se reunindo pela primeira vez. Nenhum deles nunca havia feito parte de um grupo heróico antes... na verdade, este negócio de "Equipes" não existia. Os Super Seres começaram a aparecer há pouquíssimo tempo, muitos ainda nem tinham a idéia e a complexidade de seus poderes ou capacidades. A grande questão era que, quando eles apareceram, foi como um BOOM! Vivíamos em um mundo normal e, de repente, o mundo possuía uma capacidade enorme de pessoas capazes de dobrar aço, cruzar os céus ou resolver o cubo mágico em movimentos impensáveis antes... O mundo estava mudando.

Entretanto, tudo no universo é equilíbrio e, assim como haviam pessoas capazes de entrar num incêndio e salvar todo um edifício antes que os bombeiros chegassem, haviam aqueles que conseguiam "sacar" dinheiro no banco, simplesmente arrancando a porta do cofre. Esse era o grande paradigma... e o desequilíbrio era ruim. E como o mal gosta do ruim, o mal desequilibrava. Havia 3 SSPs (Seres Super Poderosos) com más intenções para cada 2 que estavam afim de ajudar o mundo. Era uma batalha desvantajosa, mas heróis de verdade não desistem.

Desta forma, os heróis acabaram sendo comunicados... cada um à sua maneira.

Allana Rooke recebeu um Email no seu Correio profissional, pedindo que ela fosse até a grande torre que havia sido construída há menos de 1 mês perto da praia, em Century City. O mais estranho... eles não a chamaram de Allana.

"Bom Dia, Liberty Star,

Gostaria de dizer que sou um grande fã de seu trabalho e de suas capacidades. Seria um grande prazer para mim poder apertar a sua mão e apresentar uma proposta para você. Por favor, venha à torre na região da praia, na 44 com a 22 hoje à tarde. E por favor, venha vestida à caráter.

Att.
Dr. Hammond"


Amy Howell estava na aula de biologia, quando foi chamada à diretoria. A diretora disse que havia alguém no telefone para ela, e quando atendeu, a voz de um homem carismático estava do outro lado. Ele apenas falou...

Dr. Hammond: Olá, senhorita Howell, ou devo chamá-la de Mental? Por favor, não se assuste. Eu não tenho a menor intenção de fazer-lhe mal. Apenas gostaria de fazer um convite à Mental. A senhorita Mental poderia vir até a torre na praia, na 44 com a 22 hoje no fim da tarde para ouvir uma proposta? Creio que será de muito interesse... agora, por favor, não comente nada à ninguém. Volte para a sua aula de biologia que o professor Lucian vai começar a dissecação de um sapo. Obrigado.

Click!

Elisabeth Aaran também recebeu uma mensagem eletrônica no seu Email profissional.

"Bom Dia,Samus,

O seu trabalho como heroína realmente tem me chamado a atenção. Não se preocupe, minhas intenções são as melhores e sua identidade está segura comigo, mesmo que resolva não me visitar. Entretanto, eu gostaria de insistir em nos conhecermos melhor. Eu tenho uma proposta para a sua vida heróica que pode muito lhe interessar. O que acha de hoje, no fim da tarde, na torre que foi erguida próxima à praia? Fica na 44 com a 22. Por favor... venha à caráter.

Att.
Dr. Hammond"


Quentin D. Graves recebeu uma ligação para seu celular, enquanto ainda estava usando o traje de Paradoxo.

Dr. Hammond: Bom dia, senhor Graves, ou devo chamá-lo de Paradoxo? Por favor, não desligue. Garanto que minhas intenções são as melhores. Eu gostaria de convidá-lo à Torre na praia, que fica na 44 com a 22 para um encontro amigável e a apresentação de uma proposta que pode ser interessante para o senhor. Insisto para que venha e não se preocupe: sua identidade está segura comigo.

Click

Thomas H. Redcloud recebeu o convite de uma forma mais antiquada. Ele recebeu uma carta pela entrada de correio da porta da academia. A carta estava endereçada não à ele, mas à Tomahawk.

"Prezado Sr. Tomahawk.

Gostaria da sua presença em uma reunião que estamos organizando. Creio que o senhor possa vir a ficar bem interessado na proposta que temos a fazer, especialmente para a sua vida não-heróica. Por favor, venha ao fim da tarde ao prédio que fica na 44 com 22, na praia. Por favor, venha uniformizado, se é que me compreende.

Att.
Dr. Hamond"


-----------------------------------------------------------------------------

Assumindo que todos foram, os heróis foram um a um sendo recebidos em uma recepção por uma mulher charmosa e educada, onde tudo indicava que havia sido educada na Europa e talvez até na Ásia.



Mariah: Bom dia. Eu sou Mariah Luther, secretária do Dr. Hammond. Por favor, me acompanhe.

Ela guiou cada um dos heróis até uma sala moderna, onde foi deixando um a um os que chegavam.

http://awesomenator.com/content/2013/04/meeting-room-3.jpg

Mariah: O Dr. Hammond já virá encontrar-se com vocês. Por favor, fiquem à vontade.

Havia alguns lanches e algumas bebidas na sala, além de uma TV que passava algum jogo.

NOTA: Alguns dos heróis de vocês já podem ser meio famosos, enquanto outros podem ser totais desconhecidos. Quem determinará isso é o jogador. Assumam que quem postar primeiro chegou primeiro, em segundo, o segundo, e aí vai... usem esse turno para interagir. Eu vou fazer desse jogo um rodízio com Star Wars. Num dia atualizo SW, no outro atualizo esse. Fim de semana tvz tire uma folga, dependendo da quantidade de posts. De qualquer forma, assumam que os heróis estão chegando e vocês podem interagir entre si, inclusive a reação de como foram convocados, antes de chegarem aqui.

Abs!

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Re: CENA 0 - INTRO

Mensagem  Convidado em Qui Jan 21, 2016 5:51 pm


Elizabeth estava sentada frente ao moderno computador, observando as atividades através das cameras de segurança da cidade. Não era algo complexo de se fazer, "trabalho de criança" de acordo com os hackers que viviam debatendo aquele tipo de façanha na internet. Tendo a tecnologia e recursos adequados. Não era um grande problema.

Como a luz do dia tudo era mais tranquilo e seus compromissos haviam terminado, ela estava no seu "esconderijo". Estava em pé repetindo várias e várias vezes a mesma atividade: Arremessando moedas de tamanhos variados para cima em direções diferentes e atirando nas mesmas ainda no ar, cercada de dezenas das mesmas aos seus pés com buracos precisamente no meio.

- E-mail não identificado recebido. - A voz exageradamente robótica, apesar de ainda feminina vinha do computador. Eliza pegou a ultima moeda e jogou para cima, mirando com mais calma e atenção antes de disparar pela ultima vez.

- Exibir na tela Samus.

Lia a mensagem que se expandia a frente dos monitores se aproximando da tela, mesmo sem ajuda dos óculos de leitura puramente decorativos sobre a mesa. Pareceu ponderar por vários instantes...Não havia porque, ao menos não considerava relevante tentar identificar do que se tratava e quem era o responsável. Saberia de uma forma ou de outra, na hora certa.

A tarde prosseguiu sem grandes problemas. Entre as diversas imagens do noticiário podia ser visto, sem o som o que parecia ser um retrato falado da própria armadura. Não precisava escutar para saber do que se falava: Ao longo dos meses estava sempre presente "patrulhando" a cidade, enfrentado diversas ameaças e jamais feito um pronunciamento ou se apresentado. Até mesmo"Samus" foi atribuído devido a uma foto de alta resolução do nome escrito em vermelho em um dos ombros da armadura.

Entretanto não havia necessidade de corrigir. Era melhor do que lhe chamarem de "Garota de Ferro" ou algo do tipo. Sequer sabiam se tratar de uma mulher.

Curiosamente, a imagem mudava e agora mostrava a imagem de um hospital que ela reconhecia. Uma série de pacientes com próteses mecânicas, crianças sorrindo com braços ou pernas artificias substituindo membros perdidos. Logo o próprio nome aparecia abaixo de uma versão sorridente dela, com os cabelos presos e os mesmo óculos da mesa deixando claro da importância de tudo aquilo, agradecendo os aplausos e totalmente expressiva ao contrário da contraparte de cabelo soltos segurando a arma com aquele "uniforme" azul turquesa.

A pistola, que era feito de uma liga combinada de fibra de vidro inquebrável e carbono totalmente não metálica e indetectável. Capaz de disparar projeteis de energia da espessura de uma .50, fazendo o mesmo som de uma pistola com silenciador e sem deixar cartuchos. Ela largou a arma juntamente a mesa e colocou-se em pé em determinado ponto a frente do computador. Um raio de luz examinava sua retina enquanto a armadura começava a se moldar em seu corpo cobrindo cada centímetro do mesmo. Antes que o elmo se fechasse e o processo chegasse ao fim, ela pegaria a arma, que parecia se "anexar" enquanto falava para o computador:

Spoiler:

- Iniciar protocolo Epsilon. - A tela do computador se alterava, dando espaço a um logo mostrando produtos medicinais e fotos de hospitais, alem de imagens detalhadas de produtos desenvolvidos ali.O teto logo se abria e a armadura a conduzia pelo ar. Não era a unica "heroína" naquele mundo, sequer naquela cidade. Não era a coisa mais incomum do mundo cruzar os céus daquela forma e não chamaria tanto atenção. Uma vez que chegasse ao seu destino, mais uma vez se sentia como o "Homem de Ferro", apesar de achar que seu traje era extremamente mais leve e agil que o dele.

Não dizia uma palavra, com os olhos pouco perceptíveis por trás do visor esmeralda. Seguia a jovem e logo era deixava a sala. Não sentia-se com muita vontade de retirar o capacete para comer e se limitou a ficar em pé na janela mais ao meio, observando o cenário que logo estaria envolto pela noite a medida que o sol sumia no horizonte. Ela logo interrompia o próprio silêncio.

- Samus, musica.

Spoiler:

A musica tocava baixo dentro do próprio elmo de maneira agradável, apesar que poderia ser ouvida devido ao silêncio no local. Permaneceria daquela forma pouco se movendo...

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Re: CENA 0 - INTRO

Mensagem  Guima em Qui Jan 21, 2016 6:10 pm

Hey Thomas, você conhece algum Tomahawk? Tem uma carta pra um tal de Tomahawk na caixa de correio? diz Mick pra mim enquanto eu castigava um saco de areia com socos e chutes. Já fazia mais de uma hora que estava treinando ali nos fundos do academia. Ja tinhamos fechado o expediente e eu estava me preparando pra mais um dia de ronda noturna.

Micky era um cara legal. Confiou e acreditou em mim e em troca me deu um pequeno quarto no fundo da academia. Eu agora sou professor de MMA aqui e ele ta conseguindo uma graninha extra. Mas já deixei bem claro pra ele que não vou treinar qualquer um. Filhinhos de papai e playboyzinhos que gostam de bater em mulheres e "nerds" é bom procurar outra pessoa. Este não é meu estilo...

O fato dele ter citado o nome Tomahawk me deixou com a orelha em pé. Não me lembro de ter dito meu nome a ninguem a não ser os meliantes que espanco a noite dando o recado de quem manda no local. Tenho feito minha propaganda assim... deixando hematomas e alguns dentes quebrados nos rostos de bandidos, delinquentes, assassinos e ladrões. Seja quem for quem mandou essa carta deve ter me rastreado... Droga... Se alguma coisa acontecer com Mick eu mato o desgraçado...

Sei lá Micky. Deve ser algum engano... dá a carta aqui pra eu ver. Pego a carta e a leio. É pelo jeito esse dr Hammond parecia conhecer Tomahawk. Era melhor eu ver isso de perto. Eu rasgo a carta dizendo a Micky Alarme falo campeão. Nada com que se preocupar.

No dia seguinte eu visto minha roupa de Tomahawk e vou ao local indicado por Hammond. Encosto minha moto no estacionamento privativo e de lá sigo para o prédio. É um lugar bonito.. nunca vim pra esse lado da cidade, aqui não é minha praia e acho que talvez nunca entrei num lugar como esse. Só frequentei espeluncas... A garota que nos recebe é bonita, atenciosa e inteligente. Mas não deixo de notar sua descendencia... Europeus... Europeus roubaram as terras dos meus ancestrais. Europeus saquearam e mataram milhares de nativos...Não vou negar... não tenho a minima empatia por esse tipo de gente... Mas não era hora pra isso... Eu acompanho a garota e ela me leva a uma sala bacana, muito chique. Chegando lá me deparo com uma pessoa usando uma armadura que cobre todo o seu corpo e cabeça. Definitivamente não dava pra saber se alguem vestia aquilo ou se aquilo era alguem. Mariah nos convida a sentar mas eu prefiro me encostar na parede e cruzar os braços esperando Hammond...

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Re: CENA 0 - INTRO

Mensagem  Ricardo Sato em Qui Jan 21, 2016 6:28 pm

-NÃOOO!!!!.......


Acordo com um sobresalto com a mão sobre o peito e no peito um vazio de algo que não sei o que é.
Quando criança minha mãe apareceria na porta,mas já a muito tempo não precisava disso.
Mesmo se precisasse não seria possível,levou um tempo até perceber o lugar estranho onde estava e me lembrar de que já não estava em casa.
Não queria voltar a dormir e liguei a TV do hotel,passava um filme do Ben Affleck.

Ele interpretava o protagonista na adaptação de uma biografia sobre um possível vigilante da década de 70,heróis tinham entrado mesmo na moda.
Minha mãe disse ter conhecido o filho desse homem e que o nome no livro não era real,ele não se chamava Bruce....o filme apesar do que diziam por aí não era tão ruim.

O tempo passava sem que eu prestasse atenção,pensei em dedilhar minha guitarra mas o alarme tocou,era hora de meu primeiro dia na nova escola.

-------------------------------------

Eu esperava para atravessar a rua enquanto ouvia música pelos meus fones,quando uma comoção me chamou a atenção.

Spoiler:

Me virei e vi um caminhão desgovernado indo em direção a uma garotinha,imediatamente me coloquei em ação,tinha tempo de pegar meu uniforme na mochila mas não queria arriscar.

Apenas baixei o capuz e acelerei além do que as câmeras poderiam ver,certa vez minha mãe me contou como era usar seus poderes,como a energia corria por seu corpo e ela podia se mover mais rápido do que seria possível....comigo não é assim,é como ver um filme em câmera lenta me movendo normalmente mas sendo como um borrão para os outros.

Me dirijo a criança e a pego pela cintura,eu estou mais rápido e ao se aproximar de mim o caminhão se torna mais lento é fácil leva-la em segurança para a calçada onde uma mulher gritava por ela.
Usei um truque que tinha aprendido a muito tempo,desacelerei a audição enquanto corria para poder escutar ao redor.

Assim que a deixo checo a rua adiante e finalmente tenho tempo de me trocar,entro num beco,me atrapalho com a jaqueta e me demoro um pouco,para os outros não faz diferença...pra eles nem sequer um segundo se passa.

Alcanço o caminhão,desmonto a trava da porta e a abro,lá dentro vejo o motorista claramente bêbado,dou-lhe um tabefe na fuça...ele nunca vai saber o que o atingiu mas mesmo assim me sinto satisfeito.
Tiro seu pé do acelerador e reduzo a velocidade até poder frear,escondo a chave no porta espelho do teto...em filmes a chave sempre está lá mas na vida real ninguém faz isso,duvido que ele encontre mas creio que a polícia achará quando chegar.

Tudo foi muito rápido,desço do caminhão e vejo a mãe abraçando a garotinha,sentindo meu dever cumprido aceno para elas e parto.

-------------------------------------------------------------------------

Me troco e sigo meu caminho distraído com meus fones,quando finalmente chego a faculdade o segurança começa um sermão sobre o meu atraso enquanto eu apenas tentava entender como diabos eu conseguia chegar atrasado a qualquer lugar.....

Furtivamente consigo ligar o rádio de meu celular ouvindo através dos fones....o guarda abre um sorriso ao ver minha cara de arrependimento e começa o que parece ser um discurso sobre entender como é ser jovem ou algo assim.
Mal sabia ele que meu arrependimento nada tinha a ver com sua bronca,eu odiava aquela música,não ousava mexer de novo no celular pra mudar e sabia que aquela porcaria ia ficar na minha cabeça o resto do dia.

Spoiler:


------------------------------------------------------------------------------

Finalmente entro na classe e o professor devia querer uma desculpa pra se sentar um pouco e pede que eu me apresente.
Dou de ombros com um sorriso e me volto aos outros.

-HEY.... Eu sou Quentin Graves,acabei de me transferir da universidade de engenharia de Austin,prazer em conhecê-los.

Esse é meu último ano de faculdade e meu primeiro como herói...as coisas não poderiam estar melhores.

--------------------------------------------------------------------------

Volto pra patrulha,entre um roubo,uma velhinha precisando atravessar a rua e um gato na árvore meu celular toca e um cara estranho tenta me fazer um convite......das duas uma,ou é algo verdadeiro ou melhor ainda....uma armadilha mortal,de qualquer forma é um trabalho para o paradoxo...

Em um piscar de olhos eu estou lá e me deparo com o pior cenário possível...UMA SALA DE ESPERA,pelo menos a vista da secretária merece até pagar entrada.
Já tinha gente lá dentro......entro com a mão acenando.

-E aí tranquilo?....algum de vocês é o tal dr Hammond?

Me sento batucando um dos pés,levanto a máscara somente na parte da boca e masco um chiclete,nada de lanches de possíveis super vilões...


Última edição por Ricardo Sato em Sex Jan 22, 2016 2:52 am, editado 1 vez(es)

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Re: CENA 0 - INTRO

Mensagem  Renata C. em Qui Jan 21, 2016 8:37 pm

ROUPA

A loira caminhava elegantemente pelos corredores modernos e com decoração clean da sede da Lexmark, os saltos fazendo um toc toc característico. Alana saía cumprimentando todos, conforme ia em direção ao seu escritório. Os óculos escuros agora não estavam mais no rosto, estavam erguidos na cabeça da loira, afastando os cabelos de seu rosto. Ela sorria.

Como de costume, o primeiro lugar onde passou foi a copa, pegou no armário a sua caneca de gatinhos e serviu-se de café, então entrou no escritório e ligou o computador, enquanto deixava a bolsa em cima da mesa. Mais um dia normal.

A primeira coisa que fazia era acessar o e-mail, afinal assim podia programar os compromissos do dia. Alana cerrou os olhos ao ver aquela mensagem, direcionada à Estrela da Liberdade. Como...?

Olhou por cima da tela, só para garantir que ninguém estava por perto, os olhos claros percorriam cada linha daquele e-mail com urgência.

Alguém sabia. Ela tentava a todo custo manter a vida dupla, mas... alguém descobrira. A mensagem dizia ter sido enviada por um tal de Dr Hammond. Não havia muita escolha, que não fosse ir. Afinal, ela poderia colocar a vida de todos que trabalham ali na Lexmark em risco. Precisava saber quem era esse Dr. Hammond e como ele a encontrou.

Foi difícil se concentrar em alguma coisa durante o dia. As vantagens de ser chefe é que você não precisa obrigatoriamente trabalhar se não estiver com cabeça pra isso. Alana pesquisou na internet pelo nome Hammond.

O órgão Hammond é um órgão eletro-mecânico desenvolvido e construído por Laurens Hammond em torno de 1934.

Não.

Dr Hammond: aproximadamente 50.800.000 resultados.

(Suspiro)

O endereço indicado por Hammond era a localização de uma torre. Não haviam muitas informações, por ser uma construção relativamente nova.

O dia pareceu durar uma eternidade. Quando Alana finalmente chegou em casa, ainda teve tempo de tomar um banho relaxante antes de vestir seu uniforme e partir ao endereço indicado.

O vento que tocava seus cabelos conforme ela sobrevoava Century City também serviu para acalmar um pouco a ansiedade.

Logo ela chegava até o lugar, e digamos que era um pouco mais formal do que imaginara a princípio. Não esperava ser atendida por uma secretária.

Mas agradeceu assim que a moça a conduziu até o que parecia uma sala de reuniões.

Alana entrava no local trajando o uniforme da Estrela da Liberdade. O collant azul com uma estrela branca no peito. A roupa cobria praticamente todo o seu corpo, porém o tecido justo de spandex delineava perfeitamente cada curva do seu corpo. Os cabelos loiro platinado estavam presos num rabo de cavalo e ela usava uma máscara que cobria boa parte do seu rosto.

- Boa Tarde. - falou para os heróis que já estavam ali. A mente trabalhava, imaginando diversas possibilidades. O fato de já haverem três heróis ali esperando meio que descartava a hipótese de ser um super vilão. Porque não era muito inteligente juntar os heróis para tentar atacá-los, não é? Quer dizer, eles são heróis, não são?

Foi então que Alana reparou melhor nas três pessoas que estavam ali. Um rapaz que usava vestes típicas indígenas, e parecia meio ameaçador, um outro rapaz cujo rosto era coberto pela máscara e.... uma armadura. Espera, eu conheço aquela armadura!

Alana se levantou, indo em direção à ela. - Samus?

Parada ao lado dela, Estrela da Liberdade, acenava para a garota. Ela estava... ouvindo música?

- Eu definitivamente não esperava encontrar você aqui! - sorriu para ela de maneira amigável. Não, não podiam se considerar amigas, mas haviam enfrentado um lagarto gigante que parecia o Godzilla e tentava destruir o Century Mall há umas semanas atrás. Embora Samus fosse bem mais quieta que ela, tinham trabalhado bem juntas.

De qualquer maneira, era bom ver um rosto conhecido. Ao menos ela, podia ter certeza das intenções.

Após a breve conversa com Samus, Alana iria se sentar e esperar pelo tal do Dr Hammond.

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Re: CENA 0 - INTRO

Mensagem  Convidado em Qui Jan 21, 2016 9:30 pm

Pelo reflexo da janela, Samus conseguia ver aquele que chegava guiado pela mesma recepcionista.

Ele preferia ficar em silêncio. Sem problemas.

Não demora para mais um chegar. Entretanto, esse parece um tanto mais interessante em "socializar". Ele fala como um adolescente. Talvez seja um adolescente. De qualquer forma, apesar que era esperado qualquer tipo de "som robótico" quando Samus virava levemente o pescoço, a armadura não fazia ruido nenhum. A pergunta dele em si sequer precisava ser respondida, ou talvez Elizabeth achasse que o outro responderia.

Ou qualquer coisa do tipo. Talvez a música não tivesse deixado ela ouvir?

Frente aos pensamentos, ela não respondia ou respondia a voz do novo comprimento. Entretanto, ao ouvir seu "nome", virava-se para ela de maneira mais clara, descruzando os braços:

- Estrela da Liberdade.

A voz era como se fossem duas, masculina e feminina "digitalizada". Lembrava de maneira grosseira e proposital aqueles programas onde as vozes eram "computadorizadas" para esconder as identidades das pessoas. A música parecia se interromper no instante que virava para heroína que ao ver dela era mais...Convencional. Ela tinha um uniforme mais usual, ela voava. Era mais um "padrão" a maneira dela de ver as coisas. Claro que apesar de toda a simpatia, encarar uma armadura não da muito espaço para interpretações.

Era bem mais fácil atirar com um canhão de partículas em um monstro gigante.

- Não imaginava que haveriam outros. Pelo visto todos fomos chamados pelo Dr. Hammond. - E os olhos por trás do visor passavam pelas pessoas ali presentes na sala, com a armadura fazendo uma série de analises selecionando o rosto e exibindo dados que para ela eram completamente sem importância naquele momento. O que ela falava era em tom alto o suficiente para que todos entendessem e ouvissem, deixando claro que estavam ali pela mesma razão.

Mesmo sem saber qual era esta.

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Re: CENA 0 - INTRO

Mensagem  Ricardo Sato em Qui Jan 21, 2016 10:02 pm

Todos calados pelos cantos e com excessão de uma pessoa com educação todos se ignoravam...esperava mais dos Heróis de Century city,cruzo as mãos em meus ombros e simulo um calafrio.

BRRRRRRR....nossa tem uma frente fria por aqui?
É sério gente,me deculpem se cometi a gafe de não conhecer o todo poderoso alguma coisa...mas não sou daqui.
Então é uma pergunta válida se a pessoa armadurada ou o nativo americano seriam ou não o doutor sabe.....


Coloco meus pés cruzados sobre a mesa e entrelaço os dedos de minhas mãos apoiando a parte de trás da minha cabeça enquanto me estico na cadeira.

Mas já que é assim,me permitam me desculpar,vou ficar aqui calado remoendo minhas sombras interiores como todo mundo,não se preocupem,se o talvez super vilão não aparecer nos próximos minutos deixarei que afundem-se nas profundezas de suas almas feridas sozinhos..................

"I'm all abou...."!!!! ......Merda....por favor salve-me mp3......


Coloco os fones e espero...mas não esperarei muito.

Spoiler:

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Re: CENA 0 - INTRO

Mensagem  Gláucio "Speedy" Gonzales em Sex Jan 22, 2016 12:08 am



Kamikaze: -Certo, Barbs... O beco esta totalmente vazio. Eu creio que podemos iniciar o teste!

Bárbara Potts: -Tenha cuidado, Johny... Não sabemos se modificar parte da luva pode funcionar ou te ferir!

Kamikaze: -Eu me preocupo com isso, certo?

Bárbara Potts: -Você nunca esta nem aí para nada...mas tudo bem, porque sou paga para me preocupar por você.

O teste começa, em segundos Johny adentra o prédio e retira vários e vários quilos de cocaína que ele deixa presos na parede enquanto os vendedores olham sem entender como ficaram insubstâncias como fantasmas seus produtos. Kamikaze quer rir e espera do lado de fora ficando visível de novo para que os criminosos com suas armas venham.

Bárbara Potts: -Falando nisso, seu pai ligou.

Ela falava do ninja e agricultor que o adotou.

Kamikaze: -Diga ao meu velho sensei que vou vê-lo amanhã como combinamos para jantar.

Bárbara Potts: -E você respondeu o e-mail ao Doutor Hammond sobre a reunião de hoje?

Disparos começam, ele meramente ficam insubstancial e as balas passam. Os seis bandidos avançam enquanto o rapaz continua a conversa.

Kamikaze: -Era hoje? Achei que fosse só sexta!

Bárbara Potts: -Hoje é sexta!

Kamikaze: -Então teria de ter estado com o velho Hayabusa ontem!

Bárbara Potts: -Eu sei, por isso remarquei para sábado.

Kamikaze: -Por isso eu te amo!

Bárbara Potts: -Não, por isso você me paga.

Kamikaze: -Amor pode ser bem caro, sabia? Agora vamos terminar o teste... Tenho de sumir daqui até o...

No ar ele desaparece, surgindo poucos instantes de corrida intangível e alguns teleportes, diante de Mariah Luther.


==================================================================================================




Ao entrar, já rapidamente vou tentando medir o poder vital de cada pessoa ali dentro. Eu já havia roubado um pouco a fama do ninja justiceiro dos becos noturnos da forma mais clichê possível.

Kamikaze: -Olá, sou o Kamikaze... Devem ter ouvido falar sobre mim no bairro japonês enfrentando a Yakuza ou nos aviões da Segunda Guerra que atingiram Pealr Harbor... então, eu não estava enfrentando a Yakuza. Hehehe... Bricadeira... A Yakuza que me paga! Hehehehe... Piada, piada... E vocês quem são?

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Re: CENA 0 - INTRO

Mensagem  Ricardo Sato em Sex Jan 22, 2016 12:49 am

Finalmente algo acontece,um mecha-ninja sombrio surge pela porta e começo a me levantar,mas logo percebo a secretária surgindo atrás dele e conversando de forma calma....nem pergunto se esse cara é o Hammond,ele não tem cara de ser um doutor,parece mais doido que eu.
Apenas mais um sombrio espreitador das noites suburbanas ao que parece...ou ao menos parecia.

Pode me chamar de Paradoxo cara....se veio em busca da reunião dos heróis anônimos você está no lugar certo se veio procurar o jiraya não.

Ei senhorita Mariah,sabe se o doutor demora....e onde fica o banheiro?



Spoiler:
.....Gunslinger,onde está Scarlet Blade...e onde fica o banheiro?



Zayra:A resposta pra's duas,tanto pra sua querida bruxinha quanto para a latrina é fim do corredor segunda porta a direita.

Allandra:Não mais,podemos continuar....sabemos que o seu amado papai está tramando algo,ele reativou aquela torre...


Vagueio por um instante,não lembro no que estava pensando...felizmente meus poderes costumam ativar quando isso acontece,ninguém nunca parece perceber.
Mas sempre fica a sensação de que devia me lembrar de algo e essa pressão atrás dos olhos,acho que preciso fazer mais um periódico.
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Re: CENA 0 - INTRO

Mensagem  Convidado em Sex Jan 22, 2016 2:18 am

Diretoria? Pra que? Minhas notas estão ok. Eu não tenho faltas. E eu falei com todo tipo de médico e terapeuta depois de acordar do coma.

Mas claro, tinha que ser algo sobre o meu trabalho depois da aula. Alguém ia descobrir. Mesmo sendo mais uma adolescente comum. E o que ele faria comigo? Me chantagear? Me usar como arma? Eu mal consigo responder. Garganta travada. Suando frio.


Amy: Estarei la.

Droga! Perdi o controle. Estava muito tensa. A telecinese saiu de controle. Voaram tripas de sapo pra todo lado. Mais de meia hora pra limpar. Malditos poderes. Maldito colant difícil de colocar. Maldito professor que tava mais interessado em saber quem matou a matriarca na novela mexicana do que na biologia. E pior, eu ainda estou aprendendo a voar. Exige uma delicadeza que eu ainda não possuo. Sabe aqueles voos cinematográficos? Bem, o meu parece o de uma barata tonta. Mas eu chego. Quase coloco o uniforme em pleno voo e chego com o rosto vermelho. Mas chego. E todos parecem ter chegado. Eu espero que eles sejam supers, porque a outra possibilidade seria um cover do Village People, e seria muito embaraçoso descobrir isso apenas depois de falar de uma vez só.

Mental: Eusouamental,muitoprazer! Desculpa pelo atraso, eu ainda to aprendendo a voar.

Boa, amy. Fala feito uma retardada e ainda parece mais principiante ainda. Ainda mais em um grupo onde todo mundo parece. Qual seria o termo certo? Foda! Caramba. Tem a estrela da liberdade. Ela seria o equivalente a uma Rock Star entre os heróis. E olha pra roupa dela. Fica bem. Ela fica imponente e sexy ao mesmo tempo. Olha pra mim, eu preferiria estar assistindo downtown abbey ao invés de mais um daqueles blockbusters de heróis e, agora, olha pra mim, to mais chata que muito fanboy e, ainda por cima, sou um deles, salvando o mundo e coisa e tal? E sabe o que mais? Tem sido a melhor coisa que fiz na minha vida.

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Re: CENA 0 - INTRO

Mensagem  Gláucio "Speedy" Gonzales em Sex Jan 22, 2016 11:30 am

Um deles parece ter bom humor e me responde.

-Ah, sou Kamikaze, Paradoxo!

Estendo a mão para cumprimenta-lo.

-E o Jiraya de fato era um grande sujeito. Dia desses te apresento pra ele.

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Re: CENA 0 - INTRO

Mensagem  Convidado em Sex Jan 22, 2016 1:18 pm

Mais pessoas vão chegando. Eu devia ter vindo sem armadura, não é sempre que eu uso armadura.

Afinal eu consigo saltar uns 2 andares e posso acertar a ponta do prédio vizinho com um tiro.

Mas por mais idiota que seja, o problema é não ter um uniforme, somente a armadura.

Pelo visto eu sou a única que não tem imaginação o bastante para isso.

Ou não gosta de levar tiros abertamente.

Logo outra pessoa chegava, e aquele elmo sem rosto voltado para sua direção sem uma resposta não era la uma sensação muita agradável...Especialmente porque não da para saber se ela esta encarando ou simplesmente ignorando. Talvez ainda esperava que Estrela da Liberdade, a unica que ela pareceu reconhecer e responder fizesse as apresentações.

Spoiler:

Todo mundo tem senso de humor. Ou quase todo mundo.

Por último chegava uma garota que falava nervosa ao entrar. Pela ultima frase se não fosse o resto ja dava para considerar que ela não estava naquela "vida" a muito tempo. As sobrancelhas se moviam deixando uma expressão de duvida. Enquanto os dois heróis se cumprimentavam, Mental tinha a impressão daquela armadura se mover alguns centímetros como consentindo com a cabeça.

Um comprimento? Talvez apenas impressão.

Voltava sua atenção para o cenário la fora. Sem música.

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Re: CENA 0 - INTRO

Mensagem  Ricardo Sato em Sex Jan 22, 2016 1:33 pm

Indo em direção a porta,onde esperava que a assistente tivesse mostrado o banheiro(dava pra segurar tranquilo,mas não,não era uma brincadeira) ele se aproxima de Mental e vigorosamente balança sua mão.

É um prazer conhecer outro ser humano capaz de comunicação verbal,se você não for humana por favor me deculpe pela falha,sou o Paradoxo.
E permita-me dizer que aprender é sempre positivo,continue assim...voar é uma habilidade bem útil,ou assim o Falcão Verde me disse uma vez.

Com sua licença,Mental.


Saio em direção ao banheiro.

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Re: CENA 0 - INTRO

Mensagem  Gláucio "Speedy" Gonzales em Sex Jan 22, 2016 3:06 pm

Me aproximo da figura encouraçada que chega em silêncio conforme o Paradoxo vai em direção banheiro.

-Olá, belo equipamento você tem aí... Você quem construiu o projeto? Parece bem complexo... Tem um braço de fusão... Interessante, interessante. Desculpe observar mais a mecânica dele do que realmente as armas. Sou especialista em física, entende?

Rodando, circulando, eu tento ver o que posso aprender e registrar com meu visor.

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Re: CENA 0 - INTRO

Mensagem  Renata C. em Sex Jan 22, 2016 3:38 pm

Samus não era de falar muito, não é? Mas Alana não encanava muito com essas coisas. Afinal, no ramo deles, o importante é fazer o trabalho direito, e isso já presenciara: ela fazia muito bem.

- Nem eu. - disse para Samus quando ela mencionou o Dr. Hammond. - Alguma informação sobre ele? Eu tentei encontrar, mas... Não é a minha especialidade.

Sorriu, como se não fizesse a menor diferença que estivesse conversando com uma armadura.

E.. que falta de tato, desculpe. As vezes, o bom senso falha. Ela levantou-se novamente, agora que aparentemente todos estavam ali e o que faziam era esperar, ela se apresentou, se aproximando de Samus.

- Perdão pela grosseria. Meu nome é Estrela da Liberdade. Eu e Samus já atuamos para conter uma ameaça próximo do Century Mall, algumas semanas atrás. Desculpem por não ter nos apresentado antes.

As palavras haviam sido cuidadosamente escolhidas para se referir a você, Samus. Claro que você notaria isso.

Como Mental, a maioria pelo menos já deveria ter ouvido falar da identidade heróica de Alana. Só uma constatação, não estava se gabando e nem achava isso tão bom assim.

Mas a verdade é que por trás da pose e do uniforme, os trejeitos revelavam uma atitude bem tranquila.

- Alguém tem alguma ideia de quem seja o tal Dr Hammond ou do porque de estarmos aqui?

Porque ela não tinha a menor ideia, e não tinha vergonha nenhuma em admitir isso.

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Re: CENA 0 - INTRO

Mensagem  Gláucio "Speedy" Gonzales em Sex Jan 22, 2016 3:44 pm

-Ah, tudo bem, o Samus quer bancar o cara calado. Eu até pensei em seguir por esse ar sombrio e misterioso, mas não faria isso entre um grupo como esse... Guardo meu lado sombrio para os adversários. Espera, era você? A Estrela da Liberdade!? Sim! Eu tenho ótimas fotos desse dia! Quer dizer, eu não estava lá, mas vi a reportagem!  Caramba, você e esse tal de Samus arrebentam... Sabia que eu já tinha visto essa armadura!

Ao ouvir o questionamento da Estrela sobre o Dr. salto por cima da mesa em um pequeno teleporte, me aproximando dela parando agachado sobre essa mesma mesa. Estrela da Liberdade.

-Não faço ideia do que ele quer. Mas certamente é um sujeito que parece ter sido cordial e respeitador em seu e-mail...Ou o ele é um vilão ao estilo conde Drácula que finge ser um anfitrião gential, mas vamos ser devorados em uma sopa de sangue durante a noite quando estivermos com a guarda baixa... Gosta de sopa, Estrela?

Falo em um tom brincalhão tentando quebrar o gelo.

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Re: CENA 0 - INTRO

Mensagem  Convidado em Sex Jan 22, 2016 3:57 pm

Alguém tem que ser a sociável, assim como alguém tem que ser a anti-social.

Não era obrigação de "Estrela" ter feito isso, de forma que não a aborrecia não ter sido apresentada. Qual a necessidade de fazer isso agora? E se algum de vocês não aceitar a oferta? Conversar...Ah claro, como se alguém soubesse qual a razão de estarmos aqui.

Era tudo tão...Obvio para ela.

Balançava a cabeça negativamente, mais uma vez sem sons robóticos ou metálicos:

- Não pareceu necessário. So descobriríamos o que ele gostaria que descobríssemos, que sera a mesma coisa que vai dizer quando nos encontrar. - A voz modulada naquele "eco" robótico falava antes de ouvir Kamikaze que se aproximava, um tanto impressionado até.

E bem...Era impressionante de certa forma ja que mesmo com aquele traje não parecia limtada de qualquer forma ou desconfortavel. Na verdade "Era como estar deitada em uma cama". Elizabeth entretanto não ficava lisongeada ou nada do tipo diante dos comentários e da analise exterior. Sim, exterior, ja que o que realmente importava estava na parte de dentro. Placas e circuitos e tudo que fazia "o relógio girar".

Isso, mesmo que analizado por qualquer meio eletrônico ou não daria resultado nulo. As razões eram um tanto óbvias, ja que a maior preocupação do pai de Elizabeth era que seus inventos não fossem usados para a guerra e destruição, além de que isso comprometiria a própria identidade dela.

Se fosse simples, teriamos vilões e heróis com armaduras as duzias pelo céu. O próprio material do qual era composto a armadura em determinado momento apresentava uma série de camadas de materiais que impediam que qualquer tipo de "raio X" ou semelhante penetrasse na armadura. Além disso, o próprio sistema "Samus" possuia algo como um Firewall ou "sistema de defesa" que interferia em todo e qualquer tecnologia capaz de registrar a parte anterior.

Quase como um anti-virus.

Nem mesmo Samus sabia como funcionava. Complexo demais. Sabia concertar e que a armadura funcionava. Cada detalhe de COMO funcionava não eram tão relevantes.

Voltava a atenção para a janela mais uma vez cruzando os braços enquanto Estrela conversava, sem se incomodar e/ou parecer interessada.

Porque bem, não estava.

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Re: CENA 0 - INTRO

Mensagem  Scorpion em Sab Jan 23, 2016 12:54 am

O jovem estava para sair da sala e ir ao banheiro, quando um homem de terno entrou, acompanhado da Srta. Luther.



Dr. Hammond: Boa tarde, senhoras e senhores. Eu vejo que todos aqui aceitaram o meu convite para virem aqui nesta tarde. Fico muito feliz e peço desculpas se a maneira como os contactei foi invasiva, mas eu desconhecia maneira melhor de chamar a atenção de vocês. Eu sou o Dr. Victor Hammond, um dos principais idealizadores do Vision Labs e criador deste complexo onde estamos agora.

Ele deu uns cliques num tablet holográfico esverdeado e logo uma enorme holografia, mostrando uma maquete virtual de Century City surgiu sobre a mesa, como um fantasma que saía do chão.

Dr. Hammond: Eu sou um grande admirador do trabalho heróico nesta cidade e especialmente do trabalho de vocês. Por mais que alguns de vocês sejam difíceis de acompanhar, nós deste complexo temos acesso à uma grande gama de informações, que vão desde câmeras em cafeterias, até arquivos secretos da extinta KGB, na Rússia. Informação, desenvolvimento tecnológico e humano, proteção e acima de tudo, qualidade de vida... estes são os ideais que seguimos por aqui.

Ele apertou outros botões e holografias de todos os heróis apareceram...

Dr. Hammond: Eu estudei muito bem cada um dos trinta e três heróis desta cidade e selecionei pessoalmente vocês por suas capacidades, habilidades e poderes. A verdade é... o governo não os apóia. Alguns de vocês podem ter dificuldades em pagar o aluguel, outros, dificuldades com problemas sociais. Bem... foi pensando nisso que eu decidi investir meus recursos, esforços e mente no projeto "Vigília". Porque se o governo não pode ajudar aqueles que nos ajudam, então o setor privado o terá de fazer.

Outros cliques e diversas holografias de marcas famosas começaram a aparecer... desde Coca-Cola até Mercedes.

Dr. Hammond: Eu não poderia ter erguido tudo isso sem auxílio de outros benfeitores. Muitos deles sofrem com o ataque de SSPs com más intenções e entendem que, ajudando a manter o primeiro grupo de heróis de Century City, eles estarão ajudando a manter os seus consumidores felizes... e vivos.

Ele desligou a holografia e a srta. Luther abriu a porta. Ele pediu que o acompanhassem e os heróis entraram numa espécie de trem que ia guiado por um trilho no teto, onde eles passeariam por toda a instituição. Os heróis puderam ver a estrutura mais moderna que os seus olhos já viram. Samus podia reconhecer que havia até tecnologia criada pelo seu próprio pai ali... mas melhorada!

Dr. Hammond: Nós nos preocupamos em oferecer tudo do melhor para os nossos heróis colaboradores. Possuímos salas de recreação, dormitórios personalizados, sete restaurantes com cozinhas diferentes, quadras poliesportivas, uma sala de treinamento gerando holografias supra-realistas, equipe de segurança, um laboratório de última geração equipado pela Vision Labs, ala médica com o que há de mais moderno no mundo, além de todo o tipo de serviço que possam auxiliá-los em sua vida pessoal, como psicólogos, dentistas, médicos, massagistas, mecânicos, babás, enfim... tudo o que vocês precisarem. Tudo o que pedimos é a colaboração de vocês nesse time.

O trenzinho voltou para a sala de reuniões e haviam 6 pranchetas sobre a mesa.

Dr. Hammond: Aos de vocês que desejarem participar, eu peço que preencham o formulário. Todos os que forem ingressar, podem vir a morar no complexo, inclusive trazer familiares. Todos estarão assegurados. Os que não tiverem interesse, peço que repensem, e, se mesmo assim ainda desejarem agir de maneira solo... obrigado pela presença.

Victor Hammond ainda esperaria ali, caso alguns dos heróis ainda tivesse alguma dúvida.

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Re: CENA 0 - INTRO

Mensagem  Gláucio "Speedy" Gonzales em Sab Jan 23, 2016 11:52 am

Para minha surpresa um firewall contra detecção impede que eu entenda como funciona a armadura de Samus. Mas o que não é comum na minha habilidade é o medidor de chi. Mesmo incapaz de saber como funciona a tecnologia, meus registros conseguem sentir dela o que as pessoas veem como plano espirital.

Grande concentração de chi Yin... Curioso... E um poder de luta impressionante... Hum...

Totalmente incapaz de perceber algo da tecnologia por trás da construção, fico surpreso apenas com o que toda cidade sabe sobre a capacidade imensa da armadura disparar e anda além disso.

Jogado no sofá de forma bem relaxada e até indisciplinada, observo a proposta do Doutor de ajuda financeira. E jovialmente comento enquanto ele fala sobre iniciativa privada e estado pouco depois de citar que conseguiu muito de seus sistemas de espionagem da antiga KGB.


-O senhor realmente é bem eclético em sua postura, política. Consegue ser um comunista e liberal ao mesmo tempo... Ah, essas questões da alma humana sobre como melhor conduzir a economia, ciência, bem estar social e tecnologia também me levam a pensar profunda e intelectualmente a respeito do aquecimento global que a Guerra Fria gerou... Guerra Fria... Gerou aquecimento! Sabe parece um Paradoxo... Digo não é com você, novo amigo... Mas como eu disso, sabe isso me leva a uma reflexão centrada e madura sobre como nós podemos usar nossos recursos de forma útil e...

Então antes que eu termine de tagarelar como professor a porta se abre.

-Ah, luzes! Tão brilhantes!  Ohhhh, que brilhos!

Vou me teleportando de lugar em lugar olhando de perto cada coisa e prestando atenção em cada coisa.

-Uma quadra...Legal, legal! Teremos toda ajuda! Eu terei uma babá! Puxa, uma babá massagista! Isso seria demais!

Começo ouço sobre o tal formulário.

-Sério? Precisa disso mesmo? Odeio burocracia... Dizem que ela impede a iniciativa privada... mas falam que a iniciativa privada impede o governo de fazer seu trabalho para todos por ele quer que todo mundo pague por tudo e não que seja tudo financiado por impostos... Você disse que o governo quer impedir-nos, né? Ah, então amo burocracia! Burocracia estatal... Não-não-não... Oh, uma caneta da Bic? Para tudo, o senhor tem também o patrocínio da Bic!? Isso é realmente impressionante... Coca, Mercedes, ok, fácil... mas não sabia que faziam canetas desse tipo mais! Como eu posso recusar assinar um contrato com alguém com patrocínio dessas canetas... É verdade que quando elas somem fogem para os esgotos? O Splinter nunca me disse se isso é real...

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Re: CENA 0 - INTRO

Mensagem  Ricardo Sato em Sab Jan 23, 2016 1:30 pm

Coloco o pé pra fora e viro pro corredor,mas virando pelo outro lado pra dentro da sala está um homem de terno,paro encostado no batente enquanto confirmo que era o tal Hammond.

....Foda-se,me inclino onde não sou visto,vou ao banheiro e volto,é acho que não perdi muita coisa.

Dr. Hammond:....ras e senhores. Eu vejo que todos aqui aceitaram o meu convite para virem aqui nesta tarde. Fico muito feliz e peço desculpas se a maneira como os contactei foi invasiva, mas eu desconhecia maneira melhor de chamar a atenção de vocês. Eu sou o Dr. Victor Hammond, um dos principais idealizadores do Vision Labs e criador deste complexo onde estamos agora.

A sutileza de Mike Tyson meu cara,tava esperando algum tipo de armadilha mortal...no fundo ainda tenho um pouquinho de esperança.


Dr. Hammond: Eu sou um grande admirador do trabalho heróico nesta cidade e especialmente do trabalho de vocês. Por mais que alguns de vocês sejam difíceis de acompanhar, nós deste complexo temos acesso à uma grande gama de informações, que vão desde câmeras em cafeterias, até arquivos secretos da extinta KGB, na Rússia. Informação, desenvolvimento tecnológico e humano, proteção e acima de tudo, qualidade de vida... estes são os ideais que seguimos por aqui.

E voyer que ótimo hem......mas obrigado pelo apoio.

Dr. Hammond: Eu estudei muito bem cada um dos trinta e três heróis desta cidade e selecionei pessoalmente vocês por suas capacidades, habilidades e poderes. A verdade é... o governo não os apóia. Alguns de vocês podem ter dificuldades em pagar o aluguel, outros, dificuldades com problemas sociais. Bem... foi pensando nisso que eu decidi investir meus recursos, esforços e mente no projeto "Vigília". Porque se o governo não pode ajudar aqueles que nos ajudam, então o setor privado o terá de fazer.

33 carái..uau,conheço o que...17,e isso pelo globo.....Ter um lugar pra ficar seria bom,mas ter cento e poucas pessoas com acesso ao twitter olhando pra minha cara todo dia é meio foda né não.

"#Paradoxo é bonito pra caramba,checa meu insta..."não vai rolar.


Dr. Hammond: Eu não poderia ter erguido tudo isso sem auxílio de outros benfeitores. Muitos deles sofrem com o ataque de SSPs com más intenções e entendem que, ajudando a manter o primeiro grupo de heróis de Century City, eles estarão ajudando a manter os seus consumidores felizes... e vivos.

Coca gratís na geladeira.......

Além de hologramas o doutor nos dá um tour pelo complexo,acho que quer impressionar,afinal com certeza alguns aqui parecem ter bastante recursos por si só....adorei o trenzinho.

Dr. Hammond: Nós nos preocupamos em oferecer tudo do melhor para os nossos heróis colaboradores. Possuímos salas de recreação, dormitórios personalizados, sete restaurantes com cozinhas diferentes, quadras poliesportivas, uma sala de treinamento gerando holografias supra-realistas, equipe de segurança, um laboratório de última geração equipado pela Vision Labs, ala médica com o que há de mais moderno no mundo, além de todo o tipo de serviço que possam auxiliá-los em sua vida pessoal, como psicólogos, dentistas, médicos, massagistas, mecânicos, babás, enfim... tudo o que vocês precisarem. Tudo o que pedimos é a colaboração de vocês nesse time.

Esmola demais......


Dr. Hammond: Aos de vocês que desejarem participar, eu peço que preencham o formulário. Todos os que forem ingressar, podem vir a morar no complexo, inclusive trazer familiares. Todos estarão assegurados. Os que não tiverem interesse, peço que repensem, e, se mesmo assim ainda desejarem agir de maneira solo... obrigado pela presença.

Cara,e vamos assinar o que?...O único nome que teria pra escrever é Paradoxo....identidade secreta saca,e não acho que teria validade legal.

Agora quanto a proposta....ser um herói é algo que desejo desde que me entendo por gente,me preparo pra isso desde os dez e to falando de treinar sério..combate,infiltração,primeiros socorros,controle do meu poder etc,não correr de capa por ai.
Tenho um legado a manter sem ser manchado,e quanto a isso eu não brinco,eu creio que cada um aqui está ciente de que seria muito mais lucrativo(ca entre nós uns 150%),ser um merda como a maioria dos ssps e tomar aquilo que queremos,ainda sim saio por ai colocando a cara a tapa e porque?
.....Porque o povo precisa de esperança,precisa saber que nem todos nós são ruins e que alguém vai aparecer pra ajudar.
Ao que parece essa é a ideia aqui,um forma diferente de fazer isso,dar esperança.....nunca vi um grupo treinando junto,mas alguém que respeito muito me disse que não teria sido capaz de resolver muitas coisas sozinha e precisou de ajuda.

Spoiler:


Alissa Graves/Gravestone com 20 anos

Essa coisa é tão pública que pode avançar nossa causa muito rápido,ou colocar tudo a perder se não der certo....eu acho que poderia tentar.

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Re: CENA 0 - INTRO

Mensagem  Renata C. em Dom Jan 24, 2016 5:50 pm

- Sopa? Acho que não. E também imagino que o Dr Hammond não deva ser um supervilão, não me parece uma forma muito convencional para um supervilão agir... - Alana responde ao homem que se vestia como um ninja e se teleportou em sua frente, sem deixar de transparecer um leve estranhamento.

Já Samus... não fazia o menor esforço pra socializar com ninguém. Tudo bem, escolha própria. Ainda gosto de você ,Samus. Eles definitivamente formavam um grupo bem heterogêneo. Heróis inexperientes. Todos, incluindo a própria Alana, embora ela não demonstrasse tanto. Seguiam conversando até que o tal Dr Hammond finalmente aparece.

Estrela senta-se então e ouve o que ele diz com atenção. Naquele momento, muitas coisas estavam passando pela sua cabeça. A iniciativa privada querendo manter um grupo de Super heróis? Isso não parecia lá uma idéia muito boa. E o homem oferecia recursos materiais, um teto, o que seria um enorme chamariz para um herói inexperiente para assinar um contrato com ele.

Alana mantinha-se séria conforme percorriam as propriedades do Vision Labs. Era uma empresa gigantesca.

Quando as apresentações e propostas terminaram, ele ofereceu então... Um contrato. A jovem leu os termos daqueles papéis que o Dr Hammond entregava. Ao passo que o homem vestido como ninja pareceu aceitar imediatamente, enquanto o outro herói que se apresentou como Paradoxo parecia ter ficado em dúvida com relação ao contrato. Você não ia se manifestar, Samus?

Montar um grupo de heróis parecia uma ótima ideia, porém vinculá-los à grandes corporações não.

A identidade "civil" de Alana vivia no mundo corporativo, e sabia o quanto ele podia ser cruel. Agora um super humano assinar um contrato para defender os interesses de uma empresa? Isso parecia completamente absurdo, por isso ela resolveu se manifestar. O tom de voz dela era extremamente polido. Ela sorria. Não era um mistério para você, Hammond, o motivo. Você não a encontrou na cadeira de CEO da Lexmark?

- Eu agradeço o interesse, o esforço em me contatar e o convite, Dr Hammond. Mas eu confesso que não entendi direito os termos desse contrato. Até que ponto o interesses de vocês, iniciativa privada, não entrariam em conflito com os nossos, pessoais? Digo... os motivos que levam cada um de nós a fazer o que fazemos. Até que ponto teríamos nossa autonomia? Além disso, eu não me pretendo me tornar uma garota propaganda.

Estendia o contrato e o colocava em cima da mesa, sem assinar. Esperaria o Dr Hammond se manifestar novamente, bem como os outros heróis ali. Pois era com eles que estava mais preocupada. A garota ali que ainda era uma adolescente havia dito que não sabia voar direito ainda, ou seja, era bem inexperiente. Aquilo poderia colocar os heróis mais jovens em uma situação arriscada, fazendo com que eles enfrentassem perigos que ainda não estivessem preparados para enfrentar.

E esse era o único motivo pelo qual ela não havia recusado abertamente, ainda. Aguardaria as posições dos outros. De Samus também.

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Re: CENA 0 - INTRO

Mensagem  Convidado em Seg Jan 25, 2016 2:00 am

Eu juro como não esperava essa: a coca-cola me quer como heroína patrocinada. Qual o próximo passo? Uma nova roupa( seria uma boa) com o logo das empresas? Fazer comerciais? O contrato tem muitas paginas e muitos termos. Eu realmente preciso pensar nisso. Eu adoraria morar num lugar desse. Muito melhor que uma casa suburbana. E eu ganharia bem. Poderia pagar uma faculdade. Mas eu nunca pensei em revelar aos meus pais que eu tinha poderes. Talvez, depois que eu tivesse dinheiro o suficiente e morasse sozinha, eu falasse. Mas eu sei que minha mãe teria um ataque e meu pai me mataria. O equivalente a fazer uma tatuagem.

Eu pego e começo a ler.


Mental: Eu... preciso de tempo pra pensar. Muita coisa pra absorver. Meus pais não sabem que eu uso colante. E eu sei que o Dr. Hammond sabe quem eu sou. Mas eu também sei que me expor colocaria um alvo nas costas da minha família. Isso sem falar que a minha vida acabaria. Eu seria o equivalente superpoderoso de uma Kardashian. Eu não teria paz. Uma ida ao cinema com minhas amigas se transformaria em um pesadelo de paparazzis. Eu já imagino o TMZ fazendo a manchete: "Mental sai do Mcdonalds junto com moreno misterioso. Parece que ganhou alguns quilos". E eu nunca me vi fazendo esse tipo de coisa. A ideia era isso ser o substituto de um emprego de meio período.

Mesmo assim, poderia ser legal. Ganhar uma grana. Ter uma carta de recomendação para entrar no curso que quiser. Na faculdade que quiser. Georgetown. Stanford. Harvard. Yale. Tenho que admitir: acho que meus olhos brilharam. Quer dizer: olha pra isso! Apple, Coca-Cola, IBM,Mars, JeJ. Empresas gigantes. Mesmo assim, fica aquele receio. E se eles começarem a me pedir pra fazer alguns serviços? E se me pedirem pra fazer sabotagem industrial. Ou dar uma sola em alguém que não merece? Deve ser assim que adolescentes normais são chamados pra gangues. Eles dizem que vai ser tudo ok. Que vão ganhar grana, que ninguém mexe com eles e, quando veem, são jogados em San Quentim sem direito a fiança.

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Re: CENA 0 - INTRO

Mensagem  Convidado em Seg Jan 25, 2016 2:24 am

Finalmente o Dr. Hammond resolve se revelar.

E ele tem muito para mostrar, com certeza. Ele demonstra o que já suspeitava: Que realmente sabe muito não apenas a respeito de nós mas de toda cidade,dos heróis que vivem nela, das ameaças e do potencial a ser explorado. Ele ve o grande todo da situação. Talvez os demais estejam preocupados em como o "Setor Privado" afetaria isso. Particularmente, conforme dito eu não acredito que grandes empresas vão querer diretamente aparecer, digamos em nossos uniformes. Ja imaginaram o que aconteceria com as ações de uma empresa na primeira vez que um de nós simplesmente cometesse um erro? No exemplo apresentado por mental Mental,o que aconteceria se ela fosse garota propaganda da Coca-Cola e caísse dos céus tentando voar? Faz mais sentido eles participarem de maneira mais discreta.

Não, isso não me preocupa. Talvez seja a última das minhas preocupações.

Mas conforme Estrela disse, existem outras questões.

Entretanto, se o Dr. Hammond tivesse algum grande plano maligno, isso ja teria sido exposto: Ele poderia muito bem usar as informações que conseguiu e nos destruir se fosse o caso, ou ainda nos manipular para conseguir aquilo que quer de dezenas de outras maneiras, não fazendo uma proposta fenomenal como a que esta nos apresentando. Então, mesmo que essa hipótese não possa ser completamente eliminada, ela se mostra muito, mas muito improvável. O avanço do lugar é impressionante, seriam necessários anos de pesquisa e recursos para conseguir montar uma estrutura semelhante a essa, o que deixar claro que muito mais pode ser feito daqui do que agindo por conta própria.

Samus levava as mãos até o contrato:

- Como vimos, existem centenas de pessoas trabalhando nesse complexo em diversas posições. Acredito que existem várias opções do que você poderia dizer aos seus pais sem revelar seu segredo a eles. Além disso, imagino que ele esteja exigindo que revele sua identidade, porque uma vez que assine isso as suas ações vão afetar diretamente a Vision Labs. Não acredito que querem que eles realmente tenham interesse em suas vidas particulares desde que correspondam as expectativas.

Não quer um estágio? Você conseguiu. Pode dizer aos seus pais que esta trabalhando em um laboratório, na enfermaria...

Escolha sua mentira.

Sem deixar clara sua decisão, Samus parecia olhar as paginas com calma, analizando o que estava escrito ali. Não que esperasse grandes surpresas, mas conforme ambas as heroínas haviam dito, haviam perguntas. Certamente o Dr. prontamente teria respostas, não estava ali para ser encurralado por algumas questões que não fossem respondidas. Até agora, dois haviam se mostrado favoráveis a assinar, duas estavam demonstrando insegurança e ela se mantinha sem responder, apenas analizando as palavras ali escritas.

Vejamos o que nosso anfitrião tem a dizer.

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