Prelúdio: Filhos da Tempestade

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Prelúdio: Filhos da Tempestade

Mensagem  Renata C. em Seg Dez 08, 2014 7:16 pm

Spoiler:


Bem vindo ao jogo!
Gostaria que todos postassem uma breve introdução. Seria legal narrar a cena onde seu personagem foi preso, terminando com ele sendo condenado e a seguir indo cumprir pena no centro comunitário de Wertham.


---


Sejam bem vindos ao centro comunitário da cidade de Wertham! A vizinhança definitivamente não é o que se chamaria de agradável. Ao redor temos vários prédios de habitação popular, que pelo reboco visível não foram terminados, pixações coloridas por todos os lados e alguns grupos de jovens fumando cannabis nos bancos que tem uma visão privilegiada para o lago, que é aparentemente a única coisa bonita deste lugar.

Centro Comunitário à margem do lago.



O centro comunitário possui diversas salas de aula para educação de jovens e adultos e alguns cursos ministrados gratuitamente. Também tem uma quadra de esportes, que regularmente se torna um salão para bailes beneficentes... ou da terceira idade. O local é relativamente bem cuidado, principalmente levando em conta a vizinhança.

Assim que vocês chegam, são instruídos a irem até os vestiários. Lá além dos banheiros e chuveiros, encontram armários onde podem deixar seus pertences. Dentro de cada armário, um macacão laranja, escrito nas costas "Community Payback", só para lhes lembrar do motivo pelo qual estão ali. Assim que já colocaram suas roupas de jovens delinquentes, se dirigem a entrada do centro comunitário, para encontrar o homem que será responsável lhes passar os serviços que farão à comunidade: o supervisor. No caminho de volta, percebem que no corredor há uma máquina que vende bebidas e salgadinhos.

O que é uma informação muito importante, afinal nunca se sabe quando iremos ter fome.

Um homem, cujo ar cansado e estressado lhe conferia mais idade do que provavelmente possuía, os aguardava na entrada. Ele parecia ser insuportavelmente chato.


Os óculos de lentes grossas conferiam um ar sério. Quando ele começou a falar, as palavras já confirmaram uma suspeita dos jovens: aquele era um sujeito pragmático.

- Primeiramente, eu gostaria de me apresentar: Meu nome é Gregory Miller. Serei o supervisor de vocês. Espero que apreciem a oportunidade de fazer algo de bom pela sociedade. E paguem seu... débito com ela. Não quero saber o que os trouxe até aqui, mas quero saber os planos que tem pro futuro quando saírem.

Apontou como quem indica um prêmio pra um lugar onde estavam empilhadas diversas vassouras, pás e sacos de lixo. Em volta do centro comunitário, haviam pedaços de papel, cocô de cachorro, latas de cerveja...

- Podem começar varrendo essa sujeira, depois tem uma pixação no muro do centro comunitário que eu quero que vocês limpem pra mim.

Gregory se sentou num dos bancos e observou se prepararem para começar a trabalhar. O céu, que estava limpo alguns instantes atrás, apresentava agora algumas nuvens escuras.

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Re: Prelúdio: Filhos da Tempestade

Mensagem  Drako em Ter Dez 09, 2014 12:48 am

Não! Não pode ser! Estou sendo preso! Isso-- isso é uma injustiça!

Xiao Long:
Não sou eu que deveria ser levado! Aquele filho da puta estava—Diga a eles, Layla!

Estão me algemando, vão me prender mesmo! Não—O que vai ser da minha família?! Como—Como cheguei aqui?!

Xiao Long:
Layla! Conte o que o professor estava tentando fazer! Layla! Layla!

Por quê?!


Layla!Layla!Layla!Layla!Layla!




Nasci em Hong Kong, numa família pobre. Long Jun Fan—Não, aqui no Reino Unido o sobrenome vem depois— Meu pai, Jun Fan Long, era um aspirante a ator, mas não conseguia nenhum papel de destaque, e minha mãe trabalhava na fabrica de uma famosa marca de tênis, sendo normalmente ela que trazia o sustento para a casa, cuidando dos dois filhos. Xaio e  BaoBao Long, 3 anos mais novo que eu, os dois pivetes imprestáveis que só davam problemas. Não era uma vida fácil, mas era boa.



Até hoje me lembro das noites que me pai chegava do bico que fazia para arrumar uma grana, sentava junto da gente e colocava nos filmes de artes marciais. “Ainda vou fazer um desses” dizia ele enquanto via nossos olhos brilharem enquanto acompanhávamos aquelas cenas de ação. Víamos até tarde, enquanto minha mãe já estava dormindo, se preparando para pegar no batente cedinho no dia seguinte. Ela sempre foi muito paciente e carinhosa conosco, e sempre teve fé no meu pai, nunca duvidou nele nem por um minuto.

Hong Kong foi colonizado pela Inglaterra e fez parte dela por um bom tempo. Então, mesmo com o pouco dinheiro que tínhamos, nossos pais fizeram questão de nos colocar no colégio britânico da cidade. Mas além da dificuldade de aprender inglês, o colégio me trouxe algumas outras aporrinhações. Constantemente perturbado pelos alunos ingleses, eu e meu irmão vivíamos entrando em brigas o tempo todo. E na grande maioria das vezes a gente apanhava.

Certo dia, meu pai entrou em casa e viu nossas marcas das brigas. Ele ficou furioso, quase foi atrás dos garotos, mas conseguimos segura-lo. Foi então que ele resolveu nos levar até o Templo  Shaolin de Wing Chun. Lá conhecemos o Mestre Gen, que nos instruiu nas artes do Kung Fu.



Meu pai tinha sido discípulo dele e queria que seus filhos soubessem se defender. Não demorou muito para que começássemos a sair vitoriosos das lutas, mas também não foi muito tempo depois que aprendemos o verdadeiro caminho das Artes Marciais. Treinei desde os 8 até os 15 anos com Mestre Gen. Nunca fui bom em nada, mas no Wing Chun, até que eu me saia bem, ganhava até elogios de vez em quando.

Aos 15 anos, voltando da escola, entrei em casa e vi minha mãe chorando aos pés do meu pai, que estava com um sorriso no rosto. Fui assustado ver o que era, mas me surpreendi ao ver que eram lágrimas de alegria. O velhote tinha conseguido passar no teste para o papel de um filme britânico de artes marciais, da qual eles procuravam um ator chinês para protagonizar ao lado de um inglês. Uma semana depois tínhamos mudado para a Inglaterra, para uma casa de classe média. Estávamos finalmente todos felizes.

O que não durou muito. Meu pai morreu em cena, alvejado por um cartucho de bala que deveria conter apenas festim. A produtora nos deu um dinheiro para nos calar, e simplesmente sumiram. O funeral do meu pai só contou com nós  três, que chorávamos sem parar. Não tínhamos dinheiro para cobrir as despesas gastas até então, então precisávamos ficar pela Inglaterra mesmo.

Continuei a estudar numa escola publica da Inglaterra, enquanto trabalhava em dois empregos, um como pedreiro nas construções da cidade e depois em um restaurante três estrelas, como garçom.  O trabalho de pedreiro fortaleceu meu corpo, enquanto o de garçom ajudou no meu equilíbrio, e ambos foram ajudados pelos meus conhecimentos de Wing Chun. Minha mãe e meu irmão também trabalhavam com o que podiam.

Mais dois anos se passaram, e as coisas começaram a caminhar tranquilamente. Mas quando a vida está tranquila, algo tem que dar errado.

Na escola em que eu estudo tem essa menina, Layla. É muito bonita e sempre chama a atenção, não só dos alunos. Ela sempre foi muito simpática, até comigo. Nas aulas quando sentávamos juntos a gente sempre conversava. Hoje estava atrasado e muito preocupado em bater o ponto na obra, quando passei correndo por uma das salas mais afastadas do campus. Escutei um grito ao fundo, que me chamou atenção. Fui atrás e me deparei com a cena.

Um dos nossos professores estava agarrando a Layla, a força, tentando estupra-la. Na hora me lembrei dos meus heróis de infância, nos filmes de ação que assistia com meu pai. Eram destemidos, fortes e invencíveis. Nunca deixariam aquilo acontecer, e eu não podia ignora-la.

Layla gritava por socorro quando me avistou, em seu olhar só havia desespero e lagrimas. Aquilo me enfureceu! Chutei a porta e corri para cima dele. “O que pensa que está—“ Tentou me repreender, sem ter tempo o suficiente antes de levar o primeiro soco. Ele foi ao chão, e meu corpo seguiu o seu caminho. Estava em cima dele, e soquei mais uma vez seu rosto.  Senti seu nariz quebrar no meu punho. Infelizmente para ele, eu gostei da sensação.

Soquei. Soquei. Soquei. Soquei. Soquei. Soquei. Soquei. Soquei.

Cada vez mais com mais força! Estava consumido pela raiva. Layla saiu correndo, estava apavorada. Vá chame a policial enquanto me encarrego desse monstro.

Outro soco.  E outro. E outro. E outro. E outro. E outro.

Me levantei, o rosto estava meio irreconhecível, em cima de uma poça de sangue. Mas ainda estava vivo.



Dois policiais entram pela porta, finalmente vão leva-lo.

Xiao Long: Policiais! Foi ele que tentou—

Eles estão vindo pra cima de mim. Layla está com eles, mas não disse nada. Em seu olhar para mim só há... desespero.

Não! Não pode ser! Estou sendo preso! Isso-- isso é uma injustiça!







Peguei a pena de serviços comunitários em local chamado Wertham.

Não posso mais trabalhar e ajudar minha família. Destruí não só a minha vida, como a vida deles. Agora estou aqui, varrendo o chão desse centro comunitário.  E tudo por quê? Por que tentei bancar o herói.

Mas heróis não existem.

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Re: Prelúdio: Filhos da Tempestade

Mensagem  Ricardo Sato em Ter Dez 09, 2014 12:52 am



HÁ 9 MESES............

Amanda corria após agradecer a informação do rapaz que ironicamente era tudo que ela não desejava ouvir.
Um rapaz alto com o cabelo raspado havia passado por ali em direção ao prédio adjunto de clubes.
Era feriado e o sono havia pegado a garota de jeito,ao sentir a cama ao seu lado fria e esticar o braço em busca daquele que devia estar ali um pensamento estranho passa por sua cabeça.
Ela levanta assustada com um mal pressentimento e olha ao redor do pequeno quarto,tinha sido burra ela pensava.
Já havia duas semanas que o garoto Jordan tinha sido inocentado,Jason estava tão furioso,tão distante e de repente na noite anterior ele estava tão passional,tão intenso.
Enquanto se deixava levar a cama ela pensava que talvez ele estivesse começando a superar...era uma esperança tola.
Jason não funcionava assim,ele nem conseguia chorar pelo irmão apesar de devastado,era uma lição que ele havia se forçado a aprender no orfanato,chorar era mostrar fraqueza e valentões farejavam lágrimas e fraqueza.
Gente assim não supera,gente assim explode,e uma dica era as últimas edições de sua história,depois de voltar a ser publicada por causa de problemas pessoais do autor a história havia alcançado sucesso enorme,especialmente o último arco,"a tempestade".
Suas histórias eram sobre horror e morte,e a arte de Jason jamais havia sido tão boa nesses assuntos.
Ele faria algo estúpido,e ela precisava impedir isso.

..........................................................................................................................................................

Jason terminava de pichar a parede,todo o resto estava destruído,especialmente sua alma,é então que ele ouve o barulho da porta.
Ele vê o rosto,ele reconhece o rosto irado daquele que grita com ele mas ele não ouve as palavras.
O rapaz corre contra ele levantando a mão,era um cara grande até mais alto que ele,com certeza mais velho e ele lança o punho com força.
Mas não força o suficiente,Terry Gillian tinha um soco mais forte,Jason descobriu isso quando viu o olho de James naquele dia a tantos anos.
E Terry descobriu logo depois....aquele soco não fazia o Hockey nem piscar,sua mão esquerda intercepta o golpe e seu joelho sobe bem no diafragma do rapaz.
A direita desce como uma marreta,exatamente como quando ele tinha acertado os gêmeos Killdor,neste momento ele se pergunta quem havia trazido o rapaz ali num feriado,deus ou o diabo.....rezaria pra qualquer um deles mais tarde pelo prêmio.
A luta segue por mais dois golpes,depois não é mais luta é só justiça,só punição.
A porta se abria novamente as suas costas e ele se vira,desejo em seus olhos,quem será agora...será o segurança?
Eu gostaria que fosse o desgraçado,mas ele tinha sido demitido....será que seria outro milagre?
Seus olhos alcançam a porta e talvez sim tenha sido um milagre,dessa vez com certeza de deus ele pensava enquanto a garota se jogava sobre seu corpo chorando as lágrimas que ele não podia e suas mãos manchavam o cabelo dela de vermelho.
Ele ficou ali deitado ao lado do cara em uma poça do sangue dele.
Amanda parecia ter visto o diabo...e ela estava olhando pra ele.
Houve então passos apressados e ele se sentiu erguido do chão,ele não resistiu,algema alguma poderia imobiliza-lo mais do que os olhos daquela garota....a garota que ele sabia,não era mais sua.
Não tinha mais mãe,não tinha mais irmão,nunca teve um pai e agora perdera sua única amiga.

...............................................................................................................................................................

HOJE........


Deixou o macacão laranja meio aberto e desgrenhado,não ligava,a única coisa que o incomodava eram aquelas pichações tão amadoras e sem graça ao seu redor.


Corta o papo Miller,cê não queria nos aturar e eu to sem saco pra ladainha,pelo menos tirar aquela bosta da parede não me irrita,quem quer pichar devia ter a decência de fazer um trabalho que prestasse.....................e no futuro vou ser a porra do primeiro ministro,gostou do sonho?

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Re: Prelúdio: Filhos da Tempestade

Mensagem  Leo Rocha em Ter Dez 09, 2014 10:49 am

O beque na boca e a alta velocidade só faziam Pierce ter certeza que era o "dono do mundo"!
Eram 3 da manhã e ele estava a mais de 260km/h em sua Ferrari F430.



A garota ao seu lado acariciava seu pênis enquanto o carro corria. Ela vira para ele e fala:

Arrow O que você acha se eu te chupar enquanto a gente corre?

Ele responde:

Arrow Você pergunta demais, porra! Se quer chupar um duque, você tem que ter mais iniciativa!

Quando a garota se preparava para abrir a calça dele, ele se distrai por um segundo e perde o controle do carro. A parede à sua frente acaba sendo o destino da máquina, que a atravessa, invadindo uma loja de conveniência e passando por cima da perna da atendente. Pierce havia apenas batido com a cara no air bag. A garota ao seu lado machucara a cabeça, mas sinceramente, isso pouco importava pra ele. Ele então pega o telefone e em um toque diz:

Arrow Colin, preciso de você agora! Deu merda aqui.

**************************

Arrow Então quer dizer que vocês não tem competência pra me tirar dessa? O que houve? Querem mais dinheiro dessa vez?

Os advogados se olham e o que parecia liderar o grupo diz:

Arrow Não é isso Pierce...

Arrow Sr. Thonrdyke, por favor...

Arrow Sr. Thonrdyke... A questão é que depois da última série de escândalos, essa foi a gota dágua. A atendente da loja quebrou a perna em 4 lugares e deu uma entrevista emocionante falando da mãe doente que ela cuida.

Arrow Quanto ela quer?

Arrow Ela não aceitou nada do que oferecemos. Ela disse que quer justiça. Que outros não sejam vítimas de sua irresponsabilidade.

Arrow Era só o que me faltava: uma pobre orgulhosa e com síndrome de martír...

Arrow E ela tem conseguido sensibilizar a opinião pública. O que conseguimos foi um acordo, onde você se considera culpado, pega algum tempo de serviço comunitário e paga uma indenização a ela, além de doar uma quantia para uma organização de vítimas de acidentes de trânsito.

Arrow Vocês estão de sacanagem comigo? Isso é sério? Essa porra é séria?

Arrow Nós conversamos com a sua assessoria de imprensa e eles concordaram que seria a melhor saída.

Arrow E eu também concordei!

A voz grave e imponente. Pierce não precisava olhar para trás para saber que ali se encontrava seu pai, o Duque de Nottingham. O homem diz:

Arrow Você tem envolvido o nome da família em escândalos há tempo demais. Está na hora de fazer algo para limpar essa bagunça. Você um dia será duque. se isso for o necessário para que se lembre disso, então é o que fará.

*****************************************

O macacão laranja é horrível. Ele o odeia e odeia pensar que alguém mais pode ter usado aquilo. Ele realmente odeia tudo aquilo.
O burocrata começa a falar e ele odeia mais ainda aquela experiência surreal. Quando fala sobre planos para o futuro, Pierce dá um sorriso sarcástico e diz:

Arrow Meus planos pro futuro? Virar o Duque de Nottingham e no processo comer quantas b*c&t@s eu conseguir no processo. Isso tá bom pra você?

Quando ele indica os trabalhos, Pierce faz uma cara de nojo e diz:

Arrow Já que normalmente eu as jogo no chão, eu fico com as latas de cerveja. Não tô afim de ver mais merda hoje.

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Re: Prelúdio: Filhos da Tempestade

Mensagem  Scorpion em Ter Dez 09, 2014 7:22 pm

Tudo sempre acontece muito rápido pra alguém que vive intensamente como eu.
Foi cedo que 7 dos meus passaram lá em casa. Eu apenas acenei com a cabeça e peguei a minha jaqueta de couro. Enrolado no meu pescoço, as cores do meu grande amor... o carmesim e o amarelo que definem o maior time de todos os tempos e de todos os "bloody" países no "bloody" mundo!
Eu saio e tomo a frente. Os mais novos, animados com a minha presença, os mais velhos, mais confiantes ainda.

Glory, glory, Man United
Glory, glory, Man United
Glory, glory, Man United
As the reds go marching on, on, on

Just like the Busby babes in days gone by
We'll keep the reds flags flyong hugh
You're gonna see us all from far and wide
You're gonnna hear them as they sing with pride.

United! Man United!

De fato, eu fiz a minha fama nos estádios. Desde que me conheço por gente, eu nunca deixei de ir a uma partida do Manchester na capital da Rainha. Essa seria mais uma...
O rival era simples: Liverpool! Os piores dos piores dos piores! Um torcedor do Liverpool está entre aquela caca amarelada que sai de uma ferida aberta à dias e as patas de uma barata! Eles não são gente! Não são humanos! São um bando de homossexuais, inúteis e filhos de vacas gordas. Pior ainda são irlandeses torcedores do Liverpool. Estes merecem a morte mesmo! Diga o que quiser, mas pra mim, você não é homem até ter dado uma surra em um irlandês ou torcedor do Liverpool... and fuck your bloody opinion, you maggot!

O dia começou igual a qualquer outro, mas terminaria diferente. Quando estávamos cruzando uma das ruas para chegar ao estádio... lá estavam eles. Doze torcedores com aquelas cores homossexuais: Azul, vermelho e branco. Um Azul tão indeciso para o verde, quanto os seus torcedores, indecisos se trepavam com mulheres ou se davam para homens. Eu sou o líder da HSH, conhecida como a High Street Hooligans. Uma das gangues de Hooligans mais respeitadas nas Terras da "bloody"Rainha! O meu nome é Roland Dexter, mas os meus irmãos de armas me conhecem como Warchief, ou o Cacique. Eles me chamam assim porque eu quem lidera todos os ataques. Eu sou o primeiro a entrar e o último a sair... eu nunca apanhei pra ninguém! Mesmo assim, eu tenho minhas cicatrizes e me orgulho delas.
Um dos rapazes olha pra mim. Estamos em oito e eles em doze, ele diz. Eu só sorrio o meu "foda-se" de sempre e tiro a jaqueta. Não sou o mais alto da gangue, mas certamente sou o que dá as maiores coças. Eu só digo que cada um pega um e ninguém foge. Os que sobrarem, eu pegava.
O pau começou... Eu já entrei com um pé no peito de um, enquanto bloqueei com meu antebraço uma garrafa que vinha contra a minha cara. O sangue começou a descer pelo meu antebraço e eu fiquei puto. Nestas brigas, nunca trazemos garrafas, nem facas, nem nada. A porrada come com as mãos e mais nada. Esse cara vai me pagar. Eu acerto o nariz dele com 1, 2, 3 cabeçadas e o nariz dele não é mais que uma papa. Ele até deixou um emblema de sangue na minha testa. O pau continua. Alguns dos meus estão apanhando e eu faço o possível para ajudá-los, mas eu tenho de assumir que alguns dos viadinhos sabem mesmo lutar. Aquela luta tava pra ficar mais difícil, quando os canas chegam. Eles saem jogando spray de pimenta em todo mundo e aquilo fode com tudo. Alguns fogem, outros continuam brigando, mas eu não. Logo sou tackleado por dois policiais que me imobilizam e me levam pra viatura. Fui preso com mais dois dos meus e uns quatro dos pederastas. Que foda....

Infelizmente eu sou reincidente na delegacia. Não é a segunda nem a terceira vez. Então, a minha irmã mais velha chega. Se tem alguém que se deu bem na família foi... foi todo mundo. Meu pai é um rico empresário e minha mãe uma dondoca. Minha irmã mais velha é advogada renomada e minha irmã mais nova ainda estuda, mas tem as melhores notas do colégio. Só eu que não tenho muito futuro, mas foda-se... eu tenho o meu time, a minha gangue. É isso que conta. Ela consegue ajeitar a minha situação com o delegado, mas dois dos meus colegas não vão ter essa sorte. Então eu pergunto pro delegado como posso fazer pra amenizar pros meus camaradas, afinal, nós somos irmãos de armas. O delegado sorri e diz que eu posso prestar serviço comunitário, assim como eles, mas em projetos diferentes, para que não nos misturemos. Isso parece bom o suficiente pra mim. AJudar uns velhinhos se cagando em seus leitos de morte, catar uma ou outra lata de cerva que possivelmente eu mesmo joguei... isso é besteira. Eu posso lidar com isso.

**********************************

Antes de ser enviado pra limpar
Roland: Sério? Tu quer que a gente limpe essa merda de pátio? Com todos os impostos que eu pago presse "bloody"country, vocês não deveriam ter uns faxineiros não. This is bullshit! Fodam-se vocês...
Roland então, revoltado da cabeça senta-se num dos bancos e coloca os pés pra cima. Jesus, como precisava de um cigarro...
Algo teria que fazê-lo limpar aquele negócio, do contrário, ele ficaria ali, olhando os outros trabalhando e lamentando a sua presença naquela pocilga.

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Re: Prelúdio: Filhos da Tempestade

Mensagem  Phelipe Peregrino em Qua Dez 10, 2014 7:03 pm

O som da garrafa se estilhaçando contra a parede ecoou no meio da madrugada de forma ensurdecedora, como explosões se espalhando pelas ruas imundas do subúrbio de Londres.


????: E essa, Roxy? Vai para quem? - Uma voz feminina encantadoramente melodiosa se destacou.

Dois vultos esguios perambulavam pelos brinquedos do velho parque de diversões. Já havia passado das duas da manhã, e aquelas eram as únicas pessoas à romperem o silêncio. Sentada no chão, Roxenne bebericava com goles longos.

Roxenne: Deixa eu pensar... - A voz num tom sarcástico veio logo em seguida. Ela acendeu um cigarro, deu uma longa tragada, depois esticou o braço, oferecendo-o para Ariel. - Já sei: meu antigo professor de física, sr. Traskmount. - Ela limpou a garganta. - Tinha que conhecer o cara, Arie. Era um porco, com uns 150 quilos e manchas de suor espalhadas pelo sovaco!

Ariel: Só por isso? - Ela sacudiu o taco de cricket, girando-o no ar. Ela colocou uma das garrafas vazias sob um pedestal improvisado, deixando-a na altura da cintura.

Roxenne: Não... - Ela pareceu séria e sombria por um momento. - Ele tentou me tocar uma vez. Disse que se quizesse passar de ano, teria que trepar com ele.

Ariel: Filho da puta! - Ela se posicionou para rebater. - Sr. Traskmount, vai se foder! - Ariel girou o corpo violentamente. O taco atingiu a garrafa que voou no ar, espatifou-se no muro com o som ecoando como um berro de dor.

Ariel devolveu o cigarro, massageou o ombro, pegou outra garrafa, posicionou no pedestal com cuidado, olhou para Roxanne. Sorriu.

Ariel: E essa? Quem é?

***

[Trecho extraído do documentário "Punk is Not Dead, is on your Ass: Um documentário sobre o cenário punk underground"]

["...mas não é só pelos gritos masculinos que o cenário punk de Londres vêm sido movido. As garotas do "Vaginas Dentadas" vem ganhando destaque nas ruas, graças à uma mistura de letras complexas, uma vocalista de talento incomum e uma química no palco vista poucas vezes na história do punk! Com Ariel Coven, na guitarra e no voca, Roxenne Fergusson no baixo, e Mary Smith na bateria, as "Vaginas" vem atraído atenção."]

[Entrevistador: Meninas, por que "Vaginas Dentadas"?

[Mary: Porque nossas bo***** tem dentes! *risos*]

[Roxenne: *risos*]

[Ariel: Poderíamos dar um milhão de respostas, mas, quer saber? Fo**-**! A verdade é uma só: Foi para chocar! Nosso mundo, nosso cenário, é tudo feito para chocar, quer as pessoas admitam ou não. A verdade é que tudo isso é uma merda! Se não tiver a po*** de um piercing pendurado na bo**** você não consegue passar a mensagem que deveria passar. Ninguém te dá ouvidos. Somos malditas vitrines ambulantes, tão vítmias quanto as gerações anteriores.]

[Entrevistador: O que isso quer dizer?]

[Roxenne: Chamamos atenção para que sejamos ouvidas.]

***

"Minhas unhas pintadas
com esse vermelho sangue que engana,
pois é a dama do vestido surrado
que declama e reclama
violentada por caralhos de sangue azul
seus gritos de anarquia que vão de norte à sul.
Liberdade!
Liberdade!
Somos os abortos sociais,
a vergonha de nossos pais,
aqueles que ninguém quer mais!"
- "Liberdade Violentada", por Vaginas Dentadas.
***

Ariel se arrastou para fora do ônibus, seus braços estavam dormentes e o chiclete na boca já havia perdido o gosto faz tempo. Seus ombros doíam levemente, por isso ela levou mais tempo do que deveria para colocar o macacão laranja.

????: Corta o papo Miller, cê não queria nos aturar e eu to sem saco pra ladainha,pelo menos tirar aquela bosta da parede não me irrita,quem quer pichar devia ter a decência de fazer um trabalho que prestasse... E no futuro vou ser a porra do primeiro ministro, gostou do sonho?

????: Meus planos pro futuro? Virar o Duque de Nottingham e no processo comer quantas b*c&t@s eu conseguir no processo. Isso tá bom pra você?

Ariel: Sejamos sinceros. - Elevou a voz. - Todos nós vamos acabar com um emprego de merda. Como vigiar menores infratores. Como você, não é, senhor Miller? Eu peguei alguns meses de trabalho comunitário. Você está amaldiçoado à isso para o resto da sua vida. Mas que caralho de vida de merda, né?

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Re: Prelúdio: Filhos da Tempestade

Mensagem  Nasinbene em Ter Dez 16, 2014 2:42 pm

- PARADO AÍ, VAGABUNDO! Mão na cabeça! Devagar... nada de movimentos brucos...

Lentamente, as mãos de DW deixam o teclado à sua frente e se posicionam à sua nuca. Tinha cometido um erro mínimo na última ação, um pequeno rastro que provavelmente não seria rastreado. Na verdade, achava que nenhum daqueles porcos na polícia seria capaz de rastrear seus movimentos. Um pensamento arrogante típico da juventude...
Cautelosamente, os policiais se aproximam e algemam o ladrão que até então acreditavam ser apenas um moleque magrelo de óculos. Esse era o mal dos estereótipos: nunca esperariam que o nerd que tinham vindo prender tinha o corpo de Fly Half profissional...
Desde que deixara a casa dos pais na Escócia, Duncan tinha usado sua inteligencia e sua afinidade com computadores pra aplicar pequenos golpes de cartão de crédito e fraudes de seguradoras. Por que ele fazia isso? Apesar de ter crescido numa família amorosa e cuidadosa, Duncan sempre se sentiu incomodado com o fato de sua nação de origem ser submissa aos ingleses. Aquele malditos almofadinhas,, que tinham invadido seu país séculos atrás continuavam ainda hoje explorando a Escócia, apesar desta agora ser chamada de "Reino Unido". Apenas um nome pomposo pra uma puta reles.
Isso o incomodava desde jovem, principalmente depois de ouvir alguma das histórias de seu pai sobre o antepassado famoso, Willian Wallace. Talvez nem fossem de fato descendentes dele. Mas, o pai o colocava como ancestral, e isso pra ele bastava. Sentia que sua grande inteligencia, que o fazia ser isolado na escola fosse uma herança genética de Willan. Inteligencia essa que não foi percebida pelos professores, que achavam que o garoto corpulento e isolado fosse apenas mais destinado à fazer trabalhos braçais. O único professor a perceber aquela centelha nos olhos de Duncan foi o treinador Sinclair, que explorou em campo a inteligencia do rapaz.
Enquanto seu corpo se desenvolvia com o Rugby, sua mente se desenvolvia em casa, aprofundando-se em quase todo assunto científico possível. Suas notas na escola permaneciam de medianas a ruins, mas não por falta de capacidade... por falta de interesse... aquele lugar pra ele era irrelevante, uma fábrica de idiotas. E ele estava longe de ser um idiota. Resolveu então, quando contava quinze anos, ir para um bairro de Londres e atacar os ingleses onde mais doía: seus bolsos. Sabia que aquilo não mudaria a realidade de seu pais, mas se sentia vingado com esse pequeno gesto de desobediência. Seus roubos foram ficando cada vez mais ousado, o que finalmente o trouxe à situação de agora...

***

Mais uma vez, estava à merce de um burocrata estúpido. Duncan não vê diferença entre ele e seus professores, o que o leva uma dedução que vinha formando a alguns anos, desde que se mudara pra Londres: o problema não são os ingleses comuns... são aqueles em posição de autoridade, de nobreza... sempre fora esse o problema.
A fala do idiota que se acha Duque apenas confirma sua conclusão. Nobres são idiotas. Apanhando o saco e olhando para a cara do riquinho DW esperava a chance de quebrar alguns dentes da boca daquele palerma...
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Re: Prelúdio: Filhos da Tempestade

Mensagem  Renata C. em Ter Dez 16, 2014 10:56 pm


Cada um dos jovens teve uma reação diferente ao se deparar com um burocrata responsável por ser o supervisor do serviço comunitário.

Para o jovem Xiao, o maior problema não estava no trabalho em si, mas nas 8 horas diárias obrigatórias do serviço comunitário, que o impediriam de ajudar sua família. Ele não questiona as ordens do supervisor, apenas pega uma vassoura e começa a trabalhar. Sua atitude em ajudar a garota havia sido heróica, mas definitivamente não havia nada de heróico no que fazia agora. A sensação de injustiça de estar ali sem motivo para tal queimava em seu estômago. Ele apenas queria que tudo terminasse logo.

Os olhos do supervisor passaram do jovem oriental que trabalhava para o macacão meio aberto de Jason, deixando a mostra algumas tatuagens. Seu linguajar rude fez com que Miller erguesse uma das sobrancelhas por trás dos óculos grossos. Jason disse que preferia limpar as pixações na parede, Miller apenas fez um sinal de afirmativo com a cabeça, indicando com os polegares que atrás de si haviam baldes e esponjas, instrumentos que seriam necessários para que fizesse o trabalho.

-....e no futuro vou ser a porra do primeiro ministro,gostou do sonho? - perguntou o tatuado.

Miller apenas sorriu, apenas respondendo. - Acreditem ou não, eu compreendo o que estão sentindo. Já fui jovem e fiz um monte de besteira. E todos os burocratas e pessoas que hoje ocupam cargos importantes, também.

Pierce parecia completamente deslocado, com o macacão laranja do serviço comunitário. Não usar roupas que custaram milhares de libras, não estar dirigindo um carro importado, e estar recolhendo o lixo dos outros fazia com que ele se sentisse em outro planeta. Bem diferente do que estava acostumado a ter com tudo de melhor que o dinheiro podia comprar. Ali não haviam as roupas de marca que os diferenciavam dos demais, todos estavam no mesmo barco furado.
eu
- Meus planos pro futuro? Virar o Duque de Nottingham e no processo comer quantas b*c&t@s eu conseguir no processo. Isso tá bom pra você?

Miller apenas observou Pierce sério. Estava acostumado a lidar com jovens problema, mais do que gostaria. Os rostos mudavam, mas a rebeldia era  a mesma. Como o jovem se adiantou e começou a trabalhar, ele não lhe disse nada.

Roland, o torcedor do Manchester, sentou-se num banco mais próximo, se recusando a trabalhar.

- Sério? Tu quer que a gente limpe essa merda de pátio? Com todos os impostos que eu pago presse "bloody"country, vocês não deveriam ter uns faxineiros não. This is bullshit! Fodam-se vocês...

- Devo lembrá-lo, Sr Chase, de que o serviço comunitário é uma oportunidade que é dada para que os senhores não peguem pena em uma penitenciária. E também devo lembrá-lo que eu, o supervisor do serviço comunitário, sou o responsável pelo acompanhamento do trabalho de vocês. Ou seja, se achar que saíram da linha, posso simplesmente emitir um relatório e então garanto que a única forma do senhor acompanhar o restante dos jogos dessa temporada vai ser tentar pedir pro carcereiro te liberar a televisão.


Lidar com jovens problemáticos não era um problema pra Miller, o  problema era quando estes se recusavam a trabalhar, achando que estavam ali a passeio.

A única garota do grupo, Ariel, também questionou Miller.

- Sejamos sinceros. Todos nós vamos acabar com um emprego de merda. Como vigiar menores infratores. Como você, não é, senhor Miller? Eu peguei alguns meses de trabalho comunitário. Você está amaldiçoado à isso para o resto da sua vida. Mas que caralho de vida de merda, né?

O supervisor apenas suspirou. Havia dias, como aquele, em que sua paciência parecia estar sendo testada. Mas ainda respondeu a Ariel. - Srta Coven, eu recebo um salário digno, além de férias e todos os outros direitos trabalhistas. Então, não, não estamos no mesmo barco. Vocês apenas deveriam perceber que são mais do que pensam que são. Mas, como já falei pro senhor Chase, não estão aqui pra ficarem me confrontando. Façam o que deve ser feito, e pronto. Sem problemas para nenhum de nós.

Wallace também pouco demonstrou revolta quanto às orientações do supervisor, logo começando a trabalhar. Mas Miller percebeu o jeito que o jovem olhava para Pierce. Procurava confusão, a atitude do jovem endinheirado havia sido bem arrogante de qualquer forma. Mas esperava que suas palavras sobre os relatórios que teria que entregar e a possibilidade deles pegarem prisão ao invés do serviço comunitário fosse o suficiente para mantê-los trabalhando.

- Eu tenho uns relatórios pra preencher, vou fazer isso no escritório. É, eu também tenho mais o que fazer do que ficar vendo vocês trabalharem. Mas estarei de olho. Por favor, façam apenas o trabalho e se mantenham fora de confusão.


Miller então entra e se acomoda num dos escritórios do centro comunitário. Apesar de ser relativamente perto, não seria capaz de ouvir a conversa de ninguém, agora.

Enquanto os jovens infratores trabalham, as nuvens negras que pairam sobre suas cabeças no céu parecem bem carregadas. Alguns relâmpagos podem ser vistos por eles.

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Re: Prelúdio: Filhos da Tempestade

Mensagem  Ricardo Sato em Qua Dez 17, 2014 12:06 am

BLÁ..BLÁ......BLÁÁ.........


Jason ignora as respostas de livrinho de regras de Miller e se dirige aos equipamentos,se ele tivesse sido como os garotos ele jamais esperaria que esse papinho funcionasse.
Vai pegando as ferramentas para acabar logo com aquela merda de serviço e poder terminar seu verdadeiro trabalho que estava ficando atrasado.
Quando o engravatado os deixa sozinhos mostrando o quanto se preocupava com a reabilitação deles,imediatamente um cigarro aparece em seus lábios,ele acende apoiado na vassoura enquanto olha pros outros por um instante.


Aê não tô nem aí com que porra vocês vão fazer ou não aqui...só deixo claro que não vou fazer a caralha da parte de ninguém e fodasse.
E tú o lady DI começa comendo a sua própria buceta que tu ta na mesma merda que todo mundo princesinha.


Jason dá uma baforada enquanto mostra o dedo médio pro almofadinha e se vira pra parede,para por um instante e se volta pra garota.


......Coven?..peraí Ariel Coven?Bem que tava me parecendo familiar.
Minha ....uma amiga minha curte bastante teu som,você é aquela das vaginas dentadas não?

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Re: Prelúdio: Filhos da Tempestade

Mensagem  Drako em Dom Dez 21, 2014 7:02 pm

De todos, sou o único que não reclama ou desfere uma frasezinha mal criada e realmente começa a trabalhar logo. Pego uma vassoura vou direto ao serviço. Não me agrada, claro, mas pelo menos faz o tempo passar mais rápido.

Podia estar trabalhando em um emprego digno, levando dinheiro para casa, mas estou aqui fazendo serviço comunitário com pessoas que provavelmente não vão com a minha cara. Droga! Vejo meu rosto refletido nessa água suja do balde e me dá vontade de chutar longe, mas não o faço. Só escuto o que os outros têm a falar. Não sei o que fizeram, mas se estão aqui provavelmente não foi algo bom. Era um grupo diferente, heterógeno, apesar das atitudes se repetirem na maioria ali. Quase todos responde o homem chamado Miller com ironias e palavrões. Chega a ser hilário.

O Supervisor sai e deixa a gente lá, fazendo nosso trabalho. O cara tatuado e de cabeça raspada diz que não tem nem ai pra se a gente vai ou não fazer o nosso trabalho, e logo depois se dirige de forma agressiva pra única garota do grupo. Depois de uma baforada no cigarro ele lembra que viu a menina em algum lugar, deve ser meio burro.

Xiao Long:
Vocês falam demais hein, é muita atitudezinha pra pouco espaço. Por que a gente não faz logo o trabalho aqui, vê as horas passarem e depois mete o pé? Criar confusão com o Supervisor não vai adiantar de nada mesmo.

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Re: Prelúdio: Filhos da Tempestade

Mensagem  Leo Rocha em Seg Dez 29, 2014 8:02 am

Pierce ouve seus "companheiros de trabalho" com certa impaciência.
Assim como ele, nenhum deles queria estar naquele lugar. E para pierce era apenas isso que tinham em comum.
Ele começa a catar algumas latinhas de cerveja a contragosto e percebe alguns olhares tortos contra ele.
"Vamos dar um cacete no riquinho de merda!" Eles devem estar pensando... Ele se diverte com a possibilidade de mesmo na merda em que todos estão, ele ainda ser o destaque...
O único que parece não se importar muito com ele é o china ao lado. O cara é calado e provavelmente nem fala a porra do idioma direito. Mais um imigrante querendo se dar bem na Inglaterra... Lamento pastel de frango, mas essa porra de país é pra quem tem o sangue certo: azul como o meu.
O telefone toca, a voz de Colin o faz encrespar a boca enquanto atende:

Like a Star @ heaven Como vão as coisas aí Pierce?

Arrow Uma merda tão grande quanto pode ser...

Like a Star @ heaven Calma, aguenta firme...

Arrow Calma? Calma? Aguentar? Aguenta a minha r*l@, Colin! Quanto tempo eu tenho que fazer essa merda? Eu tô cercado de fracassados e to metendo a mão em latas de cervejas vazias! Você está de sacanagem comigo?

Like a Star @ heaven Desculpa, Pierce... Tenta se acalmar... Estamos vendo com a assessoria de imprensa para os fotógrafos fazerem umas imagens suas trabalhando aí. Isso pode ajudar na sua imagem.

Arrow F*d@-s& a minha imagem! Eu já comi a porra da Iggy Azalea! Não preciso passar imagem de nada pra ninguém!

Like a Star @ heaven Certo.. Certo... Eu vou ver o que conseguimos aqui...

Arrow O meu pai... Ele falou alguma coisa?

Like a Star @ heaven Falou pra você continuar o trabalho e...

Arrow O que?

Like a Star @ heaven ... tentar não jogar mais o nome da família na lama...

Arrow Colin...

Like a Star @ heaven O que?

Arrow Vai se f....

Ele desliga o celular e acende um cigarro. Uma longa baforada enquanto ele olha em volta o grupo de perdedores que estão nesse trabalho humilhante com ele. Ele olha pro grupo e diz:

Arrow Tá bom... Todo mundo f#did*... Vamos todos catar merda... Ou vamos fazer mais merda ainda... Se eu estou certo, todo mundo está aqui por isso, não é?

Ele saca uns cigarros muito suspeitos e diz:

Arrow Quem tá afim de deixar essa porcaria menos escrota do que já é?

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Re: Prelúdio: Filhos da Tempestade

Mensagem  Scorpion em Ter Dez 30, 2014 11:27 am

Roland vê que sua atitude não iria adiantar de nada. Quando não tem mais ninguém vendo, ele pega a vassoura e começa a varrer timidamente a sua parte.
Roland: Não dá pra acreditar nessa porra. Hoje em dia não se pode dar mais nem um soco em um "bloody" caipira que você acaba tendo que varrer o chão de uma pocilga no pior subúrbio da melhor cidade do mundo. Bem... pelo menos ainda estou em Londres, não é? Poderia ser pior. Poderia estar em algum condatinho de merda, como Leeds ou Cambridge. Ao menos quando tudo isso acabar eu vou pra casa, beber a minha cerveja e sair com a gangue.
O hooligan continua varrendo e budejando sua má sorte... ser apanhado no meio de uma briga num dos jogos mais importantes do campeonato.
Ele não via a hora de ir para casa.

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Re: Prelúdio: Filhos da Tempestade

Mensagem  Nasinbene em Ter Jan 06, 2015 6:11 pm

Duncan mal podia acreditar. Apesar de todos ali estarem na mesma canoa furada, o tal Pierce continua se achando a última Coca-Cola do deserto. Ele se acha muito especial... Vamos ver o quão especial ele se achava quando DW mandasse sua letra para o mauricinho...
Disfarçadamente, ele varre o espaço que lhe cabe até estar próximo o suficiente pra que Pierce o ouça sem que seja feito alarde. Apesar de ser muito maior e mais forte que o nobre, Duncan bateria nele onde realmente doía: na sua imagem. Vendo o babaquinha sacando uns cigarros meio "estranhos" o escocês faz menção de aceitar e quando se aproxima diz de forma fria, sem elevar o tom de voz, olhando diretamente nos olhos dele. Num gesto rápido, ele tira todos os cigarros enquanto fala:

- Você acha realmente que é algo especial, não é? Lidamos com sua laia na Escócia a séculos, seu escroto. Não precisa empalidecer, não vou bater em você embora você mereça. Se chamar mais alguém aqui de perdedor, vou cuidar pra toda grana da sua família seja diluída em tantos paraísos fiscais que nem a porra da MI6 vai conseguir encontrar. Além disso, os tablóides vão receber várias fotos suas fazendo boquete pra vários caras. Vamos ver se a tal Iggy Azela vai se aproximar você depois dessa...

Depois disso, DW se afasta, jogando num bueiro próximo as drogas de Pierce. A última coisa que precisava era ser acusado de porte de drogas também...
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Re: Prelúdio: Filhos da Tempestade

Mensagem  Leo Rocha em Qua Jan 07, 2015 10:41 am

Pierce estava prestes a acender seu cigarro quando o escocês se aproximou e tentou enquadrá-lo. Ele olha para o garoto com cara de apatia, enquanto vê seus cigarros serem tomados. Ele não tentará reagir, sabe que é isso que o escocês quer: uma chance de tirar um pouco de seu sangue real..
Após a fala de DW ele apenas dirá:

Arrow Parabéns machão.. Então.. Pelo que eu to vendo você deve ser a porra de um superhacker fuderoso e eu devo ter medo do que você vai fazer comigo, certo? Cara, se você não percebeu, tá todo mundo ferrado aqui e você é parte do bolo. Ninguém aqui está tão bem sucedido que esteja catando lata e limpando merda por vontade própria, não é? Então aceita que esse grupo é um bando de fracassados. E eu devo estar muito ferrado pra ter sido colocado aqui com vocês. Mas ao invés de você se incomodar em estar aqui fazendo esse trabalho de corno, se incomoda com o fato de eu estar aqui e com o que eu penso.

Ele pega um dos cigarros comuns que lhe restaram e acende. Após a primeira baforada, diz:

Arrow E outra coisa: não adianta tentar me assustar. Você pode ser razoavelmente bom. Não tão bom que evitasse ser pego e esse "nem tão bom" é muito importante pro que eu vou dizer, então preste atenção... Eu tenho dinheiro pra comprar cinco caras mais habilidosos que você e esquadrinhar a sua vida toda e não só isso, também fazer com você e cada um que você goste coisas online e offline que seriam muito, muito ruins... Mas eu realmente não tô afim. Não quero gastar meu tempo e energia com isso. Não to aqui pra fazer amizades, inimizades ou qualquer porcaria que envolva algum sentimento com qualquer um de vocês.

Mais uma baforada e ele finaliza:

Arrow Se um dia quiser ser o sexto cara que eu poderia contratar pra ferrar alguém, a gente continua essa conversa. Se não e se já disse o que queria, me dá licença que eu tenho um papo com aquelas latinhas ali. Ah, e pode ficar com os becks. Acho que você tá precisando relaxar mais do que eu..

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Re: Prelúdio: Filhos da Tempestade

Mensagem  Scorpion em Qua Jan 07, 2015 2:21 pm

Roland dá uma risadinha para a discussão entre o riquinho e o escocês e diz.
Roland: Parece que ele te pegou de calças curtas, hein, "Hamish"? Ou devo dizer... de saias curtas? Hahahahahaha!

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Re: Prelúdio: Filhos da Tempestade

Mensagem  Ricardo Sato em Qui Jan 08, 2015 8:17 pm

Jason tinha razão em achar que o riquinho era um bosta....mas pelo meno o bosta decidiu fazer sua parte por mais que enrolasse a cada minuto.
Vendo isso ele resolve deixar quieto,na verdade ele pensava na vontade que teve de atacá-lo e pensava no quanto a merda que o trouxe aqui poderia tê-lo mudado,toda sua força e aparência eram exatamente para evitar ter que ferir os outros,mas ultimamente cada vez mais ele se sentia impelido a agressão.
Será que algo havia se quebrado dentro dele,ou será que no fundo ele tinha pegado gosto pelo sangue e a proteção do irmão só lhe dava uma desculpa moral?
Sua reflexão para diante dos "cigarros",não era um careta e de sua parte que cada um se ferrasse com o que gostasse mais,porém drogas lhe traziam más lembranças.
Lembranças de ex-amigos no orfanato se tornando estranhos irreconhecíveis depois de umas tragadas e cheiradas,lembranças deles parecendo ridículos ou pior se tornando criminosos.
Acima de tudo sua mente o levava a lembrar do corpo estendido da mãe,em pedaços,sobre uma mesa,a porcaria do marido dela tinha que estar na merda de um seminário e deixar para ele"o mais velho" o dever de reconhecer o corpo quase irreconhecível.
Era uma porcaria de mãe que os havia abandonado,mas ainda sim era uma mãe....e estava a seu modo tentando realmente,Jason pensava se um dia,caso aquilo não tivesse acontecido ele pararia de chamá-la de mulher e voltaria a chamá-la de mãe......isso ele jamais saberia,graças as drogas.
O escocês parecia ter problemas maiores que o dele com riquinhos e isso com certeza era impressionante,mas ele mesmo não tinha mais nenhuma vontade de se meter.
Se recostando a parede e dando uma baforada ele apenas olha com tédio para a cena e fala sem nenhuma emoção.

Caralho,procurem um quarto ou um ringue e resolvam logo esta merda....como disse o china ai,temos trabalho a fazer e quanto mais cedo acabar mais cedo posso fazer o que me interessa.


Jason se lembra do caderno de desenhos em sua bolsa e tem umas idéias de uns esboços,é sempre bom ter uns babacas sem importância para morrer na história e se esse bando não dava idéias de como babacas sem importância agiam,nada mais daria.

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Re: Prelúdio: Filhos da Tempestade

Mensagem  Phelipe Peregrino em Seg Jan 12, 2015 9:54 pm

????: Coven? Peraí Ariel Coven? Bem que tava me parecendo familiar. Minha... Uma amiga minha curte bastante teu som, você é aquela das Vaginas Dentadas não?

Ariel: Sua amiga deve ser uma pessoa bem problemática, então. - Ariel tirou os cabelos da frente dos olhos, mas sorriu. - Eu adoro pessoas assim.

Ariel segurou a vassoura de forma tímida. Mastigava um chiclete sentindo a dor de cabeça típica da ressaca martelando os tímpanos. Seu músculos eufóricos com o passar da vassoura pelo chão, ouvindo as latas sendo arrastadas. O som das palavras de seus companheiros batendo nas paredes e voltando passando pelos seus tímpanos. Era tão desagradável. Sentia-se mentalmente violentada pela idiotice e futilidade de tudo o que estava acontecendo.

Ariel pensava que todos eles eram só um bando de otários. Otários com contas de bancos recheadas, racistas e patéticos. Era esse o mundo podre que viviam? Pois bem, que todos eles se sentassem na maior privada, cagassem suas toneladas de merda e rezessem cinco ave-marias se preparando para encontrar com seus deus. Eu ouvi um amém, irmão?

Ela respirou fundo e...
***

Era verão, lembrava bem disso pelo calor. Roxy e Ariel haviam trepado na cobertura do prédio e Ariel lembrou do sorriso cretino que Roxy fez quando sussurrou no seu ouvido que tinha gozado. Foi ali que ela sentiu aquela vontade de dizer "eu te amo" pela primeira vez. Ela não disse. Não se lembrava por quê. Mas Ariel não disse.
***

????: Ou devo dizer... de saias curtas? Hahahahahaha!

A gargalhada dele despertou Ariel daquele bom momento e ela o odiou por isso.

Ariel: Francamente, as senhoritas poderiam parar de discutir para saber quem tem o pau maior? Não vai dar em nada! Eu estou com uma ressaca do caralho, e vocês estão nesse auto-boquete desgraçado como se alguém desse a mínima. Quanto antes vocês notarem que a vassoura que está nas mãos de vocês é tão imunda quanto a que esta na minha mão vão ver que estão deixando os seus cús constrangidos com a quantidade de merda que está saindo de suas bocas.

Ela deu uma varrida mais forte, o que denunciou que não tinha muito jeito para esse tipo de tarefa.

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Re: Prelúdio: Filhos da Tempestade

Mensagem  Renata C. em Sex Fev 06, 2015 9:21 pm



Trilha sonora, apertem play antes der ler a atualização.


Mesmo que o grupo tivesse algumas discussões, os jovens-problema seguiram realizado as tarefas que lhes foram designadas. Pierce e Duncan se estranharam, mas não chegaram as vias de fato. Roland achou graça na discussão, não perdendo a oportunidade de fazer chacota com o escocês. Xiao Long preferiu apenas trabalhar, tentando assim manter-se longe de mais problemas. Ariel e Jason também optaram por não interferir, embora ficasse claro para ambos como o comportamento daqueles caras os irritava.

O fato é que durante um bom tempo o supervisor não apareceu, sendo assim os cigarros e ofensas não causaram a nenhum deles nenhum problema. Todos imaginaram Miller sentado em sua mesa, puxando um ronco ou acessando pornografia bizarra no computador do escritório, o fato é que o supervisor não deveria estar dando a mínima para o que eles estavam fazendo.

Decididos a terminar aquele trabalho idiota logo, foram se afastando cada vez mais do centro comunitário. O céu ficava cada vez mais escuro, nesse momento, apesar de ser três horas da tarde, parecia que era noite. A tempestade não ia demorar nada. Antes que pudessem pensar em voltar, uma forte chuva caiu. Logo todos pensaram que a melhor coisa a fazerem era voltar correndo para o centro comunitário, para se abrigarem.

Nesse instante eles perceberam que aquela não era uma simples tempestade: um raio acertou uma árvore próxima, partindo-a em duas metades em chamas, e do céu caíam pedaços de granizo que eram capazes de quebrar vidros dos carros que estavam estacionados ali. Então eles correram, o mais rápido que podiam, mas era simplesmente impossível ir rápido, pois tinham que desviar do que agora tinham certeza que não eram simples pedaços de granizo, eram blocos de gelo que caíam do céu. O centro comunitário parecia longe demais, até que...



Um raio os atingiu em cheio, tudo ficou escuro.

-----

Acordar com pedaços de gelo acertando seu rosto não deve ser uma sensação muito agradável. Foram necessários alguns minutos para que cada um deles lembrasse o que estava fazendo ali. Estavam deitados no chão, com o gelo batendo em seus rostos. Não faziam ideia de quanto tempo estiveram ali, apenas notaram o quão frio e molhado estava o macacão do serviço comunitário. Foi meio difícil para todos levantarem, pois sentiam uma dor de cabeça pior que a pior ressaca da vida de Ariel. O som dos alarmes dos carros semi-destruídos em sua volta martelavam seus tímpanos. O céu estava um pouco mais claro.

Antes que pudessem pensar em voltar, Miller corria na direção deles. Uma das lentes de seus óculos estava quebrada. Na verdade quem chegasse um pouco mais perto poderia notar que um filete de sangue escorria de cada orelha do burocrata, descendo até manchar a camisa.

- Vocês estão bem? - sua voz saiu estranha, era como se ele estivesse confuso ou atordoado. Olhando bem, é possível perceber que em uma das mãos Miller traz um martelo. Definitivamente, algo estava errado com aquele cara.

PS: Players, por favor, olhem suas MPs! Smile

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Re: Prelúdio: Filhos da Tempestade

Mensagem  Ricardo Sato em Sex Fev 06, 2015 11:56 pm

Mas que merda,merda...MERDA,além da porcaria daquele trabalho a chuva caía e logo se tornava uma tempestade de gelo sobre suas cabeças,raios e o som dos alarmes tornavam ainda menos agradável a corrida por abrigo.

Mas que caralho de chuva é essa!!!...Parece que a porra do inferno congelou e ta caindo na minha cabeça.....


Infelizmente não houve tempo para se protegerem,por um instante Jason achou que um raio o tinha atingido,mas ao acordar inteiro ele pensou ter sido só uma impressão...afinal seria impossível ter sido pego em cheio e se levantar.


Mais do que isso ele não sabia se tinha tido sorte ou apenas um pouco menos de azar,seja lá onde o raio tenha caído foi perto o bastante para arremessá-lo em uma escadaria próxima e a céu aberto mas seu corpo parecia não estar ferido da queda.


Jason despertou com a cara cheia de neve e bem ao lado de seu rosto uma enorme pedra de gelo,duas vezes maior que sua cabeça,assustado ele levou a mão a orelha e suspirou aliviado.


Aquela coisa tinha chegado muito perto de esmagar seus miolos mas graças a deus tinha apenas lhe causado alguns arranhões leves,Jason já tinha aguentado coisa bem pior que aquilo,fazendo com que a dor de cabeça fosse bem pior que a do corpo.


Olhando ao redor ele percebe os resultados do fenômeno e sobe a escada em busca dos outros,dando a mão em auxilio ao primeiro que encontrasse....alguém podia estar ferrado não era hora pra ser babaca.


EI,SEUS PUTOS...TA TODO MUNDO BEM???
Alguém precisa de ajuda?


Nessa hora chegava o burocrata punheteiro trazendo um martelo e sangrando pelos ouvidos....caraío,esse ai gosta de umas putarias bem estranhas.....


Eu to de boa...me ajuda a achar os outros antes que essa merda de chuva tente nos matar novamente.

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Re: Prelúdio: Filhos da Tempestade

Mensagem  Leo Rocha em Ter Fev 10, 2015 10:36 am

Pierce corria tentando se livrar da chuva. Ele estava detestando cada minuto deste dia e parecia que a cada momento algo aparecia para testar sua capacidade de odiar... É quando o raio cai e o arremessa longe.
Ele leva algum tempo entre perceber as pedras caindo em seu corpo, conseguir abrir os olhos e se levantar.
Ele se levanta com certa dificuldade e olha ao redor, vendo os seus "companheiros" tão ferrados quanto ele. Ele se aproxima de Jason e do burocrata dizendo:

Arrow Porra! Essa é a pior ressaca que eu já tive! E não bebi uma gota de alcool... Que merda de primeiro dia...

Ele então, curiosamente, resolve ajudar os dois a levantar os que estiverem com maior dificuldade. Não por bondade ou preocupação, mas porque ele simplesmente queria sair logo dali e parecia que ajudando aquilo acabaria mais rápido.

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Re: Prelúdio: Filhos da Tempestade

Mensagem  Scorpion em Ter Fev 10, 2015 4:53 pm

A cabeça de Roland doía... Ele começava a levantar, olhando para os outros.
O escocês, a sapatão e o china ainda tavam caídos ali. Já os outros, estavam de pé. roland na verdade não se importava com nenhum deles... Ele só queria ir para casa, mas agora, o tal inspetor tava com um martelo em mãos, vindo em direção aos caras.
Roland: Mas que porra foi essa? Cara... Dá pra soltar esse martelo aí, ô Johnny? Essa porcaria não vai ajudar de nada...
O hoolligan fica de olho no inspetor, querendo ver se ele ia inventar algo ali. O cara estava estranho... Não dava para confiar...

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Re: Prelúdio: Filhos da Tempestade

Mensagem  Nasinbene em Qui Fev 26, 2015 4:14 pm

O dia que já estava ruim estava mostrando um potencial pra se tornar cada vez pior. Não bastasse a discussão que tivera com o engomadinho, DW ainda tinha que lidar com o humor peculiar do Hoolligan... e para tornar as coisas ainda piores, uma violenta chuva começa a castigar a cidade. Não que o clima fosse algo que incomodaria Duncan. Era escocês, e lá o clima é fechado dois terços do tempo. Mas aquela chuva... tinha algo definitivamente errado com ela. Engrossava cada vez mais, a ponto de levar os jovens infratores a correr em busca de abrigo. Logo, fica claro que correr não era uma opção viável, dado o tamanho das pedras de gelo que caíam do céu e arrasavam os carros próximos. A cereja do bolo foi o raio. Aquilo atingiu em cheio Duncan e os demais, os lançando no solo desacordados.
Quando DW finalmente desperta, com pequenos pedaços de gelo atingindo seu rosto, ele vê, com a vista meio embaçada que Miller se aproximava deles, com um estranho martelo nas mãos. Sua próxima sensação são as mão de Pierce tentando levanta-lo, sem muita gentileza no gesto. Com um movimento brusco, Duncan afasta a mão do engomadinho e se põe em pé dizendo:

- Tire as mãos de mim, seu bostinha. Nunca precisei de ajuda de gente sua laia e não pretendo começar agora...

Com um andar ainda cambaleante e a pior dor de cabeça que já tivera na vida, Duncan começa a se dirigir ao centro, para se abrigar da chuva e tirar aquele macacão ensopado...
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Re: Prelúdio: Filhos da Tempestade

Mensagem  Phelipe Peregrino em Qui Mar 05, 2015 9:03 pm

Roxenne: Você vem ou não, Sereia?

Ariel: Já vou... - Ariel disse saltando pela cerca do pátio. A chuva abafava suas vozes e tornava tudo particular. - Você sabe que vamos acabar pegando uma merda de uma pneumonia ou algo assim, não é?

Roxenne: E a última coisa que eu quero é que você pegue algo que ataque a sua garganta. - Roxy sacudiu os quadris de forma debochada. - Relaxa.

Ariel saltou, gingando para não perder o controle quando tocasse o chão. Estavam no meio de um campo de futebol, e Roxy a arrastou até o circulo central do meio campo. A chuva apertou e Ariel admirou a forma como as roupas de Roxy grudavam ao corpo, moldando as curvas singelas.

Roxenne: Eu sei o que você está pensandÔ. - Ela sussurrou de forma jocosa, olhando de forma sensual. - Você quer trepar comigo. Bem aqui.

Ariel sorriu.

Roxenne: Eu te conheço, Sereia. - Roxy puxou Ariel para perto, colando seu corpo no dela. - Te conheço bem! - Seus lábios se tocaram e Ariel sentiu a mesma descarga elétrica intensa que sempre sentia quando seu corpo era aquecido pelo toque de Roxy. O beijo foi intenso e Ariel sentiu o calor do tesão subindo por seu corpo. - Posso te perguntar uma coisa, Pequena Sereia? - Ariel observou os lábios dela se moverem, como que hipnotizantes. - Vocês estão bem?

Ariel: O que?

***

????: Vocês estão bem?

Ariel sentia o corpo doer, e por dentro sentia cólicas fortes, como se tivesse alguém com um enorme cuturno pisando em seu estômago. Era uma dor forte que subia até a garganta e voltava. Ela sentia ânsia de vômito.

Tentou se levantar, mas o corpo doía e ela voltou a cair. Sentia um gosto metalico na boca, muito semelhante à vomito ou aquele gosto curioso de estômago vazio. Ficou de joelhos no chão, esperando o mundo parar de girar de forma tão violenta. Ela mal notou quem a ajudou a ficar de pé, mas depois concluiu que foi o engomadinho do Pierce.

Ariel logo nota que o grupo volta à se estranhar e ela cambaleou em direção à área coberta, segurando o ventre e o vômito.

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Re: Prelúdio: Filhos da Tempestade

Mensagem  Drako em Qua Mar 18, 2015 7:57 pm

Fazíamos nosso trabalho, a contra gosto claro, mas já pensando na hora que iriamos sair de lá. Aos poucos o tempo ia passando e mais próxima ficava minha saída de lá.

Só que nunca iriamos adivinhar o que viria a acontecer. Do nada o tempo mudou, vimos um relâmpago atingir uma árvore e resolvemos correr de volta ao centro. Até que...

Um clarão!

Seguido de escuridão.

Quando dei por mim, estávamos todos caídos no chão, com o gelo caindo nos rostos, se levando aos poucos. O Supervisor vem correndo, perguntando se estávamos bem.

Minha cabeça dói, como nunca! Não consigo criar uma escala para ela, mas tenho certeza que ela estaria no topo.

Xiao Long:
Se estamos bem? Acabamos de ser acertados por um maldito relâmpago! Temos sorte de estarmos vivos!

Me sento e tento levantar, meio cambaleando.

Xiao Long:
Que diabos foi isso?

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Re: Prelúdio: Filhos da Tempestade

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